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Loja física vai morrer?

Uma tendência no setor varejista fez até mesmo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) rever suas projeções para a quantidade de lojas que serão abertas no Brasil. Se no começo desse ano a entidade calculou o surgimento de 20,7 mil pontos de venda em 2018. Agora, se espera que o ano feche com apenas 5,2 mil novos estabelecimentos. Números que sugerem que é preciso apertar os cintos para atravessar a instabilidade econômica e o clima de incerteza no País.

Há uma série de indícios, além do apresentado pela Confederação, que apontam as dificuldades que um empresário pode ter ao tentar abrir uma loja física, seja qual for o porte. Um deles é o fato de os compradores estarem cada vez mais conectados a opções de e-commerce, algo que existe há pelo menos 20 anos no Brasil, mas que tem avançado em várias direções a cada ano. Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) divulgada em agosto mostrou, por exemplo, que 75% dos jovens entre 16 e 22 anos entrevistados fizeram compras em lojas virtuais ou sites de revenda, como o Mercado Livre.

As lojas físicas, assim, que, dependendo da estrutura da empresa, são sinônimos de gastos que se equilibram na corda bamba da crise, perdem cada vez mais espaço. E esse é um fato, infelizmente, dentro do mercado empresarial brasileiro. De acordo com dados do IBGE de 2017, das 733,6 mil empresas abertas em 2010, apenas 37,8% sobreviveram até 2015.

Tanto os varejistas quanto as grandes corporações já perceberam que o momento agora é de mudar e rever a modalidade de negócio. Afinal, atraindo clientes ou não, com retração de vendas ou não, é preciso manter o negócio funcionando.

Daí vem a tendência de migração para o e-commerce. As marcas precisam estar onde o público está, ou seja, no mundo real e no virtual. O consumidor espera que seu desejo seja realizado a um clique e, frente aos problemas que o varejo enfrenta, como desvalorização do real, desaceleração do mercado interno e dúvidas sobre o futuro econômico do País, nada mais urgente do que atendê-lo.

Avançando há pelo menos dois anos no mercado brasileiro, os marketplaces também se consolidam como uma vitrine eficaz para o varejo. É cada vez mais comum empresas de pequeno porte se posicionarem oferecendo seus produtos nos chamados “shoppings virtuais”. O vendedor está no mesmo ambiente que o comprador e pode, então, abordá-lo de maneira mais eficiente e gastando menos do que se a compra estivesse sendo feita em uma loja física. Melhor: pode monitorar o que ele coloca no carrinho, qual foi seu caminho até chegar à loja, o que procurou dentro do site.

A internet também se torna uma aliada na gestão dos negócios. Sistemas que integram informações de estoque, controle de vendas, emissão de notas fiscais contribuem fortemente para que a loja virtual (e também a física) atue com toda a sua capacidade, focando no atendimento de qualidade, enquanto tudo está na ponta do lápis – ou seja, em painéis de controle e gestão do negócio – “do outro lado do balcão”. Hoje existem muitos sistemas de gestão que podem fazer tudo isso em conjunto: controlar a empresa e, ao mesmo tempo, inserir o negócio no mercado digital.

As estratégias de venda precisam ser flexíveis em tempos que o comércio está fechando as portas. A venda virtual, definitivamente, não pode ser deixada de lado, com o risco de ficar para trás e perder uma boa fatia de compradores.

Robinson Idalgo, fundador do Sistema Grátis – ERP com alguns módulos grátis.

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PwC revela mudança em hábitos de compra do brasileiro

Para “fazer mais com menos” no cenário de dificuldades econômicas no ano passado, os brasileiros apelaram para pesquisas mais frequentes em lojas para encontrar as melhores ofertas. Segundo a Total Retail 2017, da PwC, 63% dos entrevistados disseram ter realizado mais pesquisas de preço em diferentes varejistas para encontrar o menor preço e, dessa forma, economizar.

Outras medidas adotadas pelos brasileiros para enfrentar a crise foram: redução de frequência de entretenimento (restaurante, bares, entre outros), adotada por 49% dos entrevistados; visitas mais frequentes a lojas em busca de ofertas (46%); e restrição de compras a artigos de primeira necessidade (43%).

A Total Retail é o levantamento anual da PwC sobre os hábitos de compra no varejo virtual e físico, realizado globalmente pelo sexto ano consecutivo. A pesquisa ouviu cerca de 24 mil consumidores em 29 países, entre eles cerca de 1.000 entrevistas no Brasil.

De acordo com a pesquisa, num cenário de melhora na economia, 41% dos brasileiros pretendem preservar os hábitos de consumo e poupar dinheiro. E outros 38% farão mais pagamentos à vista.

“Por conta da crise econômica, o brasileiro se viu forçado a reduzir os gastos e buscar melhores ofertas e oportunidades de descontos em pacotes de compras”, diz Ricardo Neves, sócio da PwC e especialista em Varejo e Consumo. “Segundo a pesquisa, o consumidor deve manter seus novos hábitos mesmo com a melhora da economia, o que trará maior competição ao setor varejistas no país.”

As compras online estão ganhando relevância no Brasil nos últimos anos. Em 2012, 70% das pessoas afirmavam realizar compras em lojas físicas pelo menos uma vez por mês. Hoje, são 55%, a mesma porcentagem que afirma utilizar o computador mensalmente para fazer aquisições. O canal que apresentou maior crescimento foi o smartphone, que era usado por 15% das pessoas e, agora, por 31%. “A evolução tecnológica dos dispositivos e a conveniência do canal explica o crescimento do uso de smartphones para compras”, diz Neves.

Perfil de consumo

A pesquisa aponta ainda que, no Brasil, os dispositivos móveis são, na média, mais utilizados do que nos outros países: 53% dos brasileiros pesquisam produtos online, ante 44% da média mundial, e 45% comparam preço (globalmente, são 38%). Apesar de gostarem de receber ofertas em seus smartphones (53%) e de considerarem até a utilização dele no pagamento das compras (55%), a maioria dos consumidores brasileiros (64%) ainda teme pela segurança da privacidade de suas informações pessoais durante a compra online via dispositivos móveis.

Entre os produtos que os consumidores brasileiros preferem adquirir online estão os livros, músicas, videogames e eletrônicos. Para as categorias alimentos, móveis, objetos de decoração e materiais de construção, os consumidores ainda preferem visitar a loja física para experimentar e testar produtos.

Os fatores com maior importância para a experiência do consumidor nas compras em lojas físicas, e os graus de satisfação com tais fatores, também foram levantados. Para 88% dos entrevistados, o nível de conhecimento do vendedor em relação ao produto é importante ou muito importante, assim como a possibilidade de verificar estoque em outras lojas da rede ou on-line (80%) e ofertas personalizadas (73%). Porém, os consumidores apontaram níveis diferentes de satisfação com tais itens, dizendo-se satisfeitos ou muito satisfeitos 56%, 57% e 51% respectivamente aos fatores acima citados.

As mídias sociais também exercem um papel relevante: 40% dos brasileiros se sentem motivados a realizar uma compra ao visitar a página do varejista, enquanto 61% levam em consideração avaliações e comentários sobre o produto compartilhados nas redes. “O brasileiro acessa com frequência as redes sociais e tem utilizado cada vez mais deste canal para trocar experiências de consumo”, diz Neves.

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Tecnologia impulsiona as vendas de Natal nas lojas físicas

Por Hilmar Becker*

Com a proximidade do Natal, as pessoas correm para não deixar algum familiar ou amigo próximo sem um bom presente. E como o lojista pode utilizar o comportamento do consumidor para estar melhor preparado para as vendas?

Mesmo que as compras online tenham se tornado fundamentais para a maioria de nós, as vendas físicas ainda têm um grande potencial. A Amazon, por exemplo, resolveu abrir uma livraria em Indiana, nos Estados Unidos. E a previsão é de que muitas outras sejam inauguradas pela companhia. Como grande parte dos consumidores ainda prefere concluir as compras em uma loja física (apesar de utilizarem seus smartphones para comparar preços online) o Facebook anunciou o lançamento de recursos para estimular as vendas nesses estabelecimentos. A ideia é conectar os usuários dessa rede social por meio de ferramentas de anúncios e de localização.

Se você está no negócio de varejo em qualquer lugar do mundo, está certamente prestando muita atenção a tendências e previsões. E se o seu trabalho é fazer com que a experiência na loja seja a melhor durante a temporada de compras de Natal (e ao longo do ano), cada peça de inteligência de mercado relativa ao cliente é fundamental para ficar com uma parte dos bilhões que estão sendo gastos este ano.

Chega de “achismo”

Para entender melhor os padrões de tráfego de consumidores, é importante compreender a análise de varejo por meio de serviços na nuvem em tempo real. Esses recursos são projetados para utilizar a tecnologia para fornecer uma visão histórica e atualizada dos clientes, analisando as estatísticas de wi-fi coletadas dos smartphones que todos carregam hoje. Com o rastreamento e análise do tempo gasto em determinadas áreas da loja, é possível determinar o melhor layout do estabelecimento e permitir que mais potenciais consumidores circulem pela área desejada.

Uma vez que cada pessoa que passa pela loja é um cliente em potencial, o comportamento perante as prateleiras e vitrines é uma informação importante. Com a tecnologia, o comércio tem a capacidade de saber, por exemplo, quantas pessoas realmente entraram na loja, em qual período do dia e por quanto tempo ficaram. Também é possível compartilhar dados com o departamento de marketing e assim oferecer um gerenciamento superior do volume de informação, antes e durante as vendas de fim de ano.

Ao contrário do que muitos pensam, capturar esses dados valiosos não exige que o lojista instale e gerencie equipamentos sofisticados de hardware. Basta que o estabelecimento utilize com mais eficiência o mesmo Wi-Fi e as ferramentas de gerenciamento que você já conta no seu negócio. É uma excelente maneira de colocar sua rede sem fio para trabalhar e impulsionar os negócios.

Decisões mais inteligentes para atrair mais compradores

Depois de ter os dados essenciais de tráfego do cliente, você pode reconhecer padrões e encontrar oportunidades para melhorar sua loja. Ao acompanhar a movimentação das pessoas, é possível aumentar o tráfego do estabelecimento no dia, ao expor de forma diferente produtos nas vitrines, adotar novas formas de sinalização e ofertas de campanhas antecipadas. O departamento de marketing e vendas terá uma maneira melhor de avaliar o que proporciona a conversão mais eficiente de alguém que simplesmente passa pelo local em um visitante efetivo da loja.

Você também pode acompanhar quanto tempo os compradores ficam em determinadas áreas do seu estabelecimento. Isso pode ser usado para melhorar o engajamento de compradores, testando diferentes layouts para o estabelecimento e para divulgação. Os vendedores também podem ser municiados em tempo real com dados de comportamento e se adaptar para garantir que os compradores estejam recebendo a melhor experiência possível na loja.

Ao usar produtos com tecnologia wi-fi capazes de analisar em tempo real a atividade do consumidor você pode personalizar o espaço, conforme a quantidade de clientes de maneira centralizada (não importa o número de unidades da rede, tenha 10 ou 2000 lojas). E, o mais importante: obter uma ampla visão sobre o que cada loja está fazendo, comparando várias unidades. Isso permite ao administrador de redes de lojas determinar onde e como fazer seus investimentos. O Natal é uma ótima oportunidade de geração de receita para os lojistas. E a tecnologia pode tornar esses resultados ainda melhores.

Hilmar Becker, Country Manager da Aruba no Brasil.

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