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Lawtech MOL – Mediação Online recebe aporte de US$ 3,5 milhões

A MOL – Mediação Online, primeira plataforma online de resolução, gestão e prevenção de conflitos do Brasil, acaba de captar US$ 3,5 milhões em rodada de investimento série A. A Redpoint eventures, fundo de investimento em venture capital focado em startups de tecnologia na América Latina, liderou a rodada, que também foi acompanhada pelo fundo brasileiro Canary.

Mais de 35 mil casos já foram tratados extrajudicialmente nas soluções da startup, em sua maioria conflitos de grandes empresas com alto número de litígios. Os novos recursos serão utilizados para dar ainda mais escala ao negócio. “Ampliaremos a máquina de vendas e incluiremos novas funcionalidades ao produto, para atender um fluxo de acordo completo e com tecnologia integrada para as empresas”, explica Melissa Gava, CEO da MOL – Mediação Online.

“A Redpoint eventures vem acompanhando a evolução da MOL – Mediação Online desde a sua fundação. Estamos muito orgulhosos em investir na empresa, que, além de um ótimo retorno para o fundo, empreendedores e colaboradores, trará benefícios para o nosso país, ao melhorar a eficiência do sistema judiciário como um todo”, afirma Flavio Pripas, Corporate Venture Officer da Redpoint eventures.

Com a conclusão dessa rodada, a lawtech soma mais de US$ 4,5 milhões em investimentos desde 2017. Os aportes anteriores foram realizados pela aceleradora Wayra Brasil, iniciativa do programa Telefônica Open Future, pela 500 Startups, pelo Canary e investidores anjos.

Impacto e reconhecimento

No mercado desde 2015, ano em que a Lei da Mediação e o Novo Código de Processo Civil foram sancionados, as soluções da MOL – Mediação Online são seis vezes mais econômicas e 30 vezes mais ágeis quando comparadas aos trâmites na Justiça. A atuação da MOL – Mediação Online também promove o aumento no NPS (Net Promoter Score), indicador que avalia a satisfação dos clientes sobre serviços prestados por empresas. Pesquisas feitas pela startup com participantes de mediação e negociação têm gerado, em média, um NPS de 86% – neste índice, resultados acima de 75% indicam excelência no atendimento.

Companhias como Itaú, Magazine Luiza, Ativos S.A., Cogna (antiga Kroton), SOMOS Educação, MercadoLivre, Caixa Econômica Federal e Rodobens já buscaram as soluções da MOL – Mediação Online para resolver conflitos e reconstruir as relações perdidas com clientes, fornecedores e colaboradores. O trabalho da lawtech também foi reconhecido pelo Conselho Nacional de Justiça, com o prêmio Conciliar É Legal 2018, pela primeira vez concedido a uma startup. Na ocasião, o CNJ reforçou a importância da atuação da MOL – Mediação Online em um país que tem 78,7 milhões de processos aguardando uma solução definitiva da Justiça.

100% online

Todas as sessões de mediação e negociação da MOL – Mediação Online são realizadas 100% online, com segurança e validade jurídica. Os acordos firmados na plataforma são formalizados em uma minuta ou petição, que é enviada para assinatura digital das partes. Este documento é um título executivo extrajudicial — reconhecido como compromisso pelo Direito, e nos casos judicializados, a MOL – Mediação Online homologa os acordos judicialmente. Se algum dos lados descumprir o acordo, a parte prejudicada tem caminho facilitado na Justiça para garantir os termos do acordo, porque poderá ir diretamente para a fase de execução.

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Lawtechs e Legaltechs: um mercado promissor

As Lawtechs e Legaltechs são empresas que oferecem serviços e produtos para o universo jurídico, e estão ganhando cada vez mais espaço e importância, tanto no cenário internacional quanto no cenário nacional. O mercado dessas empresas atingiu investimento recorde de mais de US$ 1 bilhão no mundo todo, em 2018, nos principais investimentos e M&As pesquisados e catalogados pela pesquisa da Lawgeex, e estão distribuídos em mais de 40 negócios.

O crescimento no setor foi brusco em comparação ao ano anterior, que segundo a mesma pesquisa teve investimento de US$ 233 milhões em empresas jurídicas de TI em 61 negócios.

Boa parte do investimento em 2018 foi em soluções que utilizam Inteligência Artificial, que teve o montante de US$ 362 milhões desse financiamento. Mas, as áreas de atuação das Lawtechs e Legaltechs vêm se diversificando e visam atender especificidades tanto antigas como aquelas decorrentes de novas tecnologias, à exemplo das empresas na categoria de RegTech, TaxTech e Compliance.

Problemas que antes demandava muito tempo e eram difíceis de serem solucionados, hoje podem ser resolvidos como mais facilidade pelos serviços ofertados por essas empresas e os avanços tecnológicos.

O ecossistema e o mercado estão em contínuo crescimento e no Brasil temos um cenário muito forte que favorece essas empresas. Com a Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs – AB2L, as Lawtechs e Legaltechs têm o apoio e o fomento no setor. São conectadas a todo um ecossistema de inovação no universo jurídico, que engloba demodays, hackatons, mentorias, techdays. Além de vários lançamentos de produtos inovadores e o amadurecimento dessas empresas no mercado.

Há um ano e meio a AB2L reunia 20 associados, hoje a associação tem cerca de 400, entre eles 128 LawTechs e 50 em early stage (estágio inicial de validação do seu produto). Porém não só as Lawtechs/Legaltechs fazem parte do ecossistema de inovação, grandes escritórios e departamentos de jurídicos já compreenderam a importância de estarem conectados ao que há de mais novo no cenário de direito e tecnologia. Assim como os profissionais autônomos que perceberam que a atualização à esses novos assuntos é um grande diferencial.

Empresas como Amil, Suzano Papel e Celulose e Klabin fazem parte da AB2L e contam com diversas iniciativas da associação, como os demodays, em que podem conhecer os novas tecnologias e adota-las em seus processos. O mercado é promissor e estar conectado com ele fará toda diferença.

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