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As mudanças que o Brasil precisa começam pelo mindset do governo

Por Laércio Cosentino, presidente do Conselho de administração da TOTVS

O último relatório Focus, apresentado em 31 de dezembro de 2018 pelo Banco Central, mostra que a expectativa de investimentos estrangeiros no Brasil em 2019 subiu de US$ 78,4 bilhões para US$ 79,5 bilhões. Já a estimativa do BC é que nosso PIB cresça 2,4%, mas condiciona isso à reformas e ajustes fiscais na economia brasileira.

O que esses dados mostram é que depois da retração dos últimos anos, com investimentos represados, principalmente nos setores de infraestrutura e tecnologia, é primordial que o novo governo apresente uma agenda favorável às reformas necessárias para que este cenário se torne realidade. Especialmente, para evitar novas dificuldades econômicas. Claro que este não é um processo fácil ou tranquilo, mas é necessário para evitar que tenhamos, inclusive, novos retrocessos.

Isso começa por uma mudança de mentalidade do próprio governo. Por exemplo, a cada ano que passa acompanhamos o lançamento de novos produtos e serviços que buscam acompanhar as necessidades de seus clientes. Esta é uma demanda dos próprios consumidores que buscam por experiências inovadoras e que estão cada vez mais exigentes e empoderados de seus direitos.

O jovem não tem interesse em adquirir um imóvel, pois prefere alugar algo mais próximo do trabalho e que seja mais acessível. Eles também não se preocupam em correr contra o tempo para conseguir a habilitação, já que preferem utilizar o serviço de aplicativos de transporte. Portanto, sendo o governo o principal prestador de serviços de um país, está mais do que na hora de se adequar a essa nova realidade. É preciso se modernizar.

Tamanha mudança social demanda por reformas profundas de sistemas como o judiciário, trabalhista, tributário e até mesmo partidário. A reforma tributária, por exemplo, passa por uma reformulação completa do orçamento. De acordo com o Impostômetro, em 2018, foram pagos R$ 2,388 trilhões em impostos no Brasil, um valor equivalente a 50 salários mínimos por mês durante 4,2 milhões de ano. Enquanto o setor privado investe e se prepara para esta nova realidade, os governos se mantêm estagnados, desatualizados e sem entender o momento em que estamos vivendo.

Em contrapartida, temos as tecnologias de conectividade, mobilidade e colaboração disponíveis e já sendo usadas pelos cidadãos e pelo setor privado. Hoje temos inovações como os sensores de IoT, que captam informações para apoiar a tomada de decisões, ou alimentar algoritmos de Inteligência Artificial, que permitem a previsão de tendências. As empresas estão ágeis e os governos precisam perceber esses recursos para reduzir cargas tributárias, melhorarem a relação com o cidadão e com os potenciais investidores no Brasil.

Outro exemplo é a gestão do sistema educacional do país. Veja como esta base de dados está fragmentada, já que cada instituição seja ela privada ou pública, detém para si o registro dos seus alunos. Quando o Ministério da Educação quer fazer uma avaliação, precisa aplicar a Prova Brasil ou checar dados do Enade e do Enem, que não mostram a verdadeira qualidade do ensino porque não são todos os estudantes que fazem as provas. Com uma base de dados integrada e padronizada, seria possível comparar e avaliar em nível nacional as melhores instituições, índices de frequência, notas de alunos, municípios com falta de professores e escolas ou faculdades. Assim, reparar e desenvolver a educação brasileira.

Mas, tudo isso demanda agilidade e a capacidade de antecipar comportamentos, tendências e tecnologias, para que os governantes se adequem à nova realidade. Caso contrário, nosso mercado vai ficar para trás.

As oportunidades e o momento estão aí! As cartas estão dadas.

O governo precisa fazer a sua parte e nós como cidadãos precisamos expressar opiniões construtivas e colaborar para que o resultado positivo seja atingido. Vamos todos trabalhar para que o Brasil não perca mais quatro anos.

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TOTVS fecha 2017 com crescimento de 34% em subscrição

A TOTVS S.A. (B3: TOTS3), líder no desenvolvimento de soluções de negócio no Brasil e na América Latina, anuncia hoje seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2017 (4T17) e os números consolidados do ano. Em 2017, a companhia se manteve focada em alavancar o modelo de subscrição e registrou um crescimento de 34,3% em relação a 2016, atingindo a soma de R$ 307,9 milhões no ano. Comparando trimestre (4T17) contra trimestre (4T16), o crescimento em subscrição foi de 9,5%.

0 modelo de subscrição, lançado há dois anos, já superou 20% da receita de software da companhia e foi o responsável pelo crescimento orgânico de 6,2% da receita total de software. Durante o ano, foram adicionados mais de 6 mil novos clientes de subscrição, 53,5% a mais do que em 2016.

Em 2017, a receita líquida da companhia cresceu 2%, somando R$ 2,2 bilhões. No 4T17, o total foi de R$ 554,4 milhões. Dados que demonstram um avanço de 8,7% das receitas recorrentes, que atingiram 67,5% da receita líquida do trimestre e 65,8% do ano, respectivamente.

“A transição para subscrição trouxe desafios associados à redução de receita com licenciamento e os seus reflexos na receita de manutenção, acentuados pela recessão econômica brasileira. Em contrapartida, tivemos aceleração de vendas de subscrição. Quando olhamos o crescimento orgânico, podemos afirmar que o ano de 2017 marcou a retomada do crescimento da TOTVS”, destaca Gilsomar Maia, CFO da TOTVS.

Atuar por meio de soluções especializadas de negócios é outra estratégia da companhia para se manter competitiva no mercado. Ao todo são 11 segmentos de mercado atendidos. Entre eles, Manufatura e Varejo, continuam a ter alta representatividade na companhia e, juntos, somaram 47% da receita total.

No 4T17, o EBITDA ajustado totalizou R$ 69,1 milhões, aumento de 13,8%, trimestre contra trimestre, com margem de 12,5%. Na somatória do ano, o valor atingiu R$ 303,5 milhões, 15,4% abaixo de 2016, refletindo essa etapa da transição para o modelo de subscrição e também a conjuntura econômica do período.

A TOTVS encerrou o ano de 2017 com a geração operacional líquida de caixa positiva, 26,6% maior do que o registrado no ano anterior, totalizando R$ 329,8 milhões. No 4T17 o aumento foi de 33,9% frente ao 4T16.

“Em 2018, seguiremos focados no sucesso dos nossos clientes, com o propósito de simplificar o mundo dos negócios e apoiar cada um na sua jornada digital. Para isso, investimos sempre em inovação, ofertando as melhores soluções de negócio para empresas de todos os portes e segmentos”, finaliza Laércio Cosentino, presidente da TOTVS.

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Empresas de TI se unem pela competitividade e preservação de empregos e investimentos no Brasil

Stefanini, TOTVS, BRQ e Resource defendem a permanência do setor na política de desoneração da folha de pagamento e a obrigatoriedade da tributação pelo faturamento

As maiores empresas brasileiras de TI, Stefanini, TOTVS, BRQ e Resource, com o apoio da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), se uniram para sensibilizar a sociedade e o Governo Federal quanto à manutenção da política de desoneração da folha de pagamento para o setor. O objetivo deste movimento é garantir que o setor permaneça com a incidência da contribuição previdenciária patronal sobre a receita bruta, mantendo assim a competitividade das empresas e as perspectivas de crescimento e geração de empregos.

No último dia 30 de março, foi publicada Medida Provisória determinando o fim da tributação substitutiva, visando minimizar o crescente déficit das contas públicas. Conforme veiculado, o governo entende que a desoneração da folha não contribuiu para a recuperação da economia. No entanto, a desoneração da folha de pagamento foi instituída como política pública estruturante para TI e TIC, que foi um dos setores piloto. De acordo com dados consolidados pela Brasscom, enquanto esse regime tributário vigorou, entre 2010 e 2015, foram gerados mais de 95 mil empregos[1] no setor de TI, com forte formalização de mão de obra. A remuneração cresceu 14,3% ao ano, no período, atingindo R$ 28,8 bilhões, enquanto a receita bruta[2] chegava a R$ 78,1 bilhões, experimentando um crescimento anual de 12%.

Para Sergio Paulo Gallindo, Presidente Executivo da Brasscom, “os números mostram que a desoneração foi estruturante para o setor na medida em que aumentamos o faturamento das empresas, elevamos a remuneração dos nossos trabalhadores e, principalmente, crescemos e formalizamos a força de trabalho, o que redundou em maior arrecadação para o Governo”.

Caso a decisão não seja revista, o setor, que emprega aproximadamente 600 mil pessoas, pode perder mais de 83 mil postos de trabalho nos próximos três anos – o que representa quase 15% do total de seus trabalhadores, afirmam as quatro empresas. Com efeito, a folha de pagamento de companhias de serviços do setor pode alcançar uma expressiva proporção de seus custos totais, remetendo à dificuldade de absorção de um abrupto choque de custos decorrente do aumento da carga tributária.

“A lei da desoneração não foi um benefício e, sim, um planejamento do Governo, que cumprimos à risca. O setor de tecnologia, que é um dos que mais empregam no país, está sendo penalizado, mesmo tendo cumprido sua parte na formalização e geração de empregos. Precisamos mudar este cenário para que a oneração não seja prejudicial a todos”, afirma Marco Stefanini, CEO Global e fundador da Stefanini.

Risco externo

Se forem obrigadas a se submeter ao encargo proposto de 20% na folha de pagamento, as empresas perdem competitividade perante concorrentes externos. “O setor de TI pode retroceder 10 anos. Sendo um dos mercados com melhor qualificação, remuneração e que investe alto em P&D – só a TOTVS investiu R$ 1,4 bilhão nos últimos seis anos -, queremos igualdade de condições para software produzido localmente e fora do país para continuarmos gerando empregos de alto valor agregado, aumento de renda e preservarmos a competitividade do Brasil no âmbito global”, destaca Laércio Cosentino, CEO da TOTVS.

Segundo os executivos dessas empresas, não se trata de protecionismo, mas sim de equilibrar os custos tributários na produção para estimular a competitividade da indústria doméstica. Para eles, o ideal para garantir isonomia competitiva e menos informalidade nas relações trabalhistas seria a taxa em torno de 4,5% sobre o faturamento de softwares e serviços consumidos no Brasil, independentemente da sua origem e como obrigatoriedade para todos, pois a contribuição social se daria no momento do consumo e não em cima do trabalhador.

“Desde 2011, quando a mudança da incidência tributária foi implantada, até hoje, o setor de TI aumentou a arrecadação, gerou empregos, reduziu a informalidade e gerou igualdade nos softwares e serviços fabricados aqui frente aos desenvolvidos fora do país. Todos esses movimentos fortaleceram o setor de tecnologia no Brasil. Com a oneração da folha, regrediremos os avanços conquistados ao longo destes anos, fazendo o setor voltar para clandestinidade e informalidade, perdendo os investimentos no setor e reduzindo a arrecadação”, afirma Benjamin Quadros, CEO e fundador da BRQ.

Inovação sob ameaça

A reoneração da folha coloca em risco um dos segmentos de maior valor agregado na cadeia produtiva, com impactos e sinergias positivas sobre toda a atividade econômica no país. É a partir do desenvolvimento de novos produtos e serviços que a tecnologia da informação impulsiona a produtividade, a competitividade e a inserção do Brasil nas cadeias globais de inovação, garantindo mais emprego e renda.

“Provamos numericamente a vantagem da desoneração. O mundo está vivendo um momento de transformação e o Brasil não pode ficar para trás, pois tecnologia é o motor propulsor dessas mudanças. O setor de TI deseja preservar empregos e contribuir para a retomada da economia” Paulo Marcelo, CEO da Resource.

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Rodrigo Kede deixa presidência da TOTVS

A TOTVS, líder brasileira no desenvolvimento de softwares e soluções de negócio, anuncia que Rodrigo Kede apresentou sua renúncia ao cargo de diretor-presidente da empresa.

A companhia vinha conduzindo o processo de transição para Rodrigo Kede suceder a Laércio Cosentino como CEO da empresa. Infelizmente, foi detectado recentemente um problema de saúde, com impactos pessoais e familiares, que o levou a tomar essa decisão.

“Para mim foi uma decisão difícil interromper agora esta trajetória na TOTVS, por já estar tão envolvido com a empresa, pessoas e clientes”, afirma Kede.

Nesta data, o Conselho de Administração reconduz Laércio Cosentino ao cargo de diretor-presidente, que acumulará com o cargo de CEO. A TOTVS dará continuidade ao plano de sucessão buscando um novo diretor-presidente para a companhia.

“Ficamos tristes, mas compreendemos a decisão do Kede a quem estendemos todo nosso apoio e carinho”, reforça Laércio.

Kede foi indicado a reassumir sua posição de membro independente do conselho de administração no biênio 2016 a 2018.

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Rodrigo Kede Lima, ex-IBM, assume presidência da Totvs

O ex-presidente da IBM Brasil Rodrigo Kede Lima foi anunciado hoje pela Totvs como novo presidente. Ele foi eleito pelo Conselho de Administração da companhia, que vai ter o fundador Laercio Consentino como CEO em um período de transição de três anos. No final desse período, Rodrigo Kede também assume como CEO.

O novo presidente da Totvs saiu de estagiário e a presidente da IBM Brasil em pouco mais de 20 anos de carreira e, recentemente, havia sido promovido a vice-presidente global de transformação da companhia internacional.

Em 2014, tanto Laercio Cosentino como Rodrigo Kede Lima foram entrevistados pelo programa de tv Valor Agregado em visitas a Curitiba. Acompanhe os vídeos e saiba mais sobre a visão desses dois grandes líderes do setor de TIC do Brasil.

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