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Governo brasileiro vai financiar países que comprem produtos e soluções da indústria nacional de defesa

O governo brasileiro vai abrir, com apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), uma linha internacional de financiamento para países que tenham interesse em comprar produtos e soluções da indústria nacional de defesa. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa Raul Jungmann neste primeiro dia de LAAD Defence & Security 2017, maior e mais importante feira de defesa e segurança da América Latina, que acontece no Riocentro, Rio de Janeiro. “Nosso objetivo, com isso, é o de consolidar uma política de estado para fortalecer a base industrial do segmento. Precisamos ousar e buscar novos mercados para gerar empregos”, salienta.

Esta indústria da Defesa e Segurança representa, atualmente, 3,7 % do PIB, movimentando cerca de R$ 200 bilhões anualmente, e gera 30 mil empregos diretos e 120 mil indiretos no Brasil. “O financiamento de governo a governo é extremamente estratégico neste setor. Não faz sentido, por exemplo, uma empresa privada comprar uma corveta. Além disso, proporciona impactos positivos para o país pois a base industrial da defesa tem o que chamamos de transbordamento, ou seja, a tecnologia obtida no meio militar se espraia para outras cadeias da economia”, observa o ministro.

Jungmann aproveitou o evento, ainda, para anunciar a criação de um grupo dentro da Secretaria-Executiva da Camex (Câmara de Comércio Exterior) dedicado aos negócios da indústria da Defesa. “É uma iniciativa conjunta com o Ministério das Relações Exteriores que vai promover ações coordenadas de exportação de produtos e soluções do setor para fortalecer a relevância geopolítica do país”.

Sisfron – O ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Sergio Westphalen Etchegoyen, revelou a intenção do governo de compartilhar o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) com países que fazem fronteira com o Brasil. Ele destacou, durante participação na LAAD 2017, que já está em negociação com o governo argentino o início de um processo de monitoramento modulado das fronteiras.

“Vamos dividir custos, operações e resultados. O compartilhamento é um meio eficaz para combater o crime. O Sisfron é um sistema de alta tecnologia, com elevadíssimo grau de nacionalidade: 80% é solução nacional”, explicou Etchegoyen. O processo de compartilhamento está sendo desenvolvido em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores.

Temer e Meirelles destacam importância da Laad Security & Defense

O presidente da República Michel Temer ressaltou a importância da indústria nacional da Defesa no processo de retomada da economia do país. Ele esteve na tarde desta de terça-feira (4) no Riocentro, Rio de Janeiro, em visita à LAAD Defence & Security 2017: “Encontrei aqui uma indústria pujante que representa a reconquista da confiança no crescimento e reafirma o potencial do Brasil para exportar produtos e soluções neste segmento de alta tecnologia que é a Defesa”.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também esteve no evento e deixou uma mensagem otimista. “O país começa a crescer e prevemos resultados positivos neste primeiro trimestre e um aumento de 30% nos investimentos nos próximos trimestres. Isso é reflexo do ambicioso projeto de investimentos em infraestrutura empenhado pelo governo. O segmento de Defesa colabora com este processo, pois é gerador de tecnologia e oferece salários superiores à média nacional, que impactam na economia”.

Comitê – O presidente da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), Carlos Queiroz, aproveitou o primeiro dia de LAAD 2017 para anunciar a criação de um Comitê de Defesa e Segurança Pública que vai reunir representantes de centros de pesquisa, universidades, órgãos públicos e empresas do segmento. “É um avanço para ampliarmos o setor. Já temos uma base industrial sólida e podemos crescer ainda mais fazendo parcerias com empresas e governos de outros países. Esta edição da Laad terá muitas negociações”, observa.

Para Sérgio Jardim, diretor da Clarion Events, empresa que promove o evento, a participação de 175 delegações oficiais de 83 países consolida o papel estratégico do Brasil dentro da indústria da defesa na América Latina. “Além das novidades em inovação tecnológicas e soluções, esta edição da LAAD promove conferências para discutir como ampliar ainda mais a participação do setor no mercado internacional”, ressalta.

Savis, Bradar e Rockwell Collins assinam acordo de cooperação

A Savis e a Bradar, empresas coligadas da Embraer Defesa e Segurança, assinaram um acordo de integração com a americana Rockwell Collins. Com a iniciativa, inicia-se hoje a análise do portfólio de produtos da Bradar e da Savis que poderão fazer parte da linha de soluções da Rockwell Collins. O anúncio foi feito durante o primeiro dia da feira LAAD Defence & Security 2017.

De acordo com o presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, a ocasião marca um passo adiante para Brasil e Estados Unidos sobre o setor. Ele lembrou que Embraer e Rockwell estão juntas há 50 anos e “possuem história de sucesso com os KC-390 e os Legacy”, por exemplo.

Presente na ocasião, o vice-presidente sênior de Soluções Internacionais e de Serviços da Rockwell Collins, Colin Mahoney, destacou que a iniciativa visa uma parceria técnica e comercial: ‘“Estamos juntando os produtos de forma coesa”. Já o embaixador dos Estados Unidos, Peter McKinley, salientou que a cooperação entre as indústrias de defesa dos dois países é prioridade máxima.

Por fim, o secretário de produtos de defesa do Ministério da Defesa, Flávio Augusto Corrêa Basílio, disse que a assinatura é resultado concreto de uma parceria estratégica. Para ele, é preciso encorajar ainda mais a aproximação entre as empresas brasileiras e americanas da área. A expectativa é de que dentro de dois anos sejam compartilhadas as primeiras ideias bem-sucedidas do acordo.

Saab apresenta andamento do projeto Gripen e traz novidades

Os novos caças Gripen, que vão modernizar a Força Aérea Brasileira (FAB), passarão pelo primeiro voo já no segundo trimestre deste ano. A informação foi dada pelo diretor do Programa Gripen Brasil, Mikael Franzén, na LAAD Defence & Security 2017, que acontece no Riocentro, no Rio de Janeiro. No entanto, as primeiras unidades da aeronave chegarão ao país somente entre 2019 e 2024.

O diretor detalhou o andamento do projeto e disse que o cronograma está em dia. Sobre isso, citou como progresso da iniciativa a criação do Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen, em Gavião Peixoto, no Interior de São Paulo. Inaugurado em novembro de 2016, está sendo usado para intercâmbio entre engenheiros brasileiros e suecos.

Franzén explicou que o programa encontra-se, atualmente, na etapa de testes, entre eles de validação em simuladores e checagem do sistema de voo. ‘Os resultados estão sendo ótimos’, acrescentou. “A cooperação com nossos clientes e empresas envolvidas é muito importante. A Embraer é a nossa maior parceira”.

O contrato, no total teve custo de 39,3 bilhões de coroas suecas – que equivale a mais de R$ 13 bilhões e está alinhado à expectativa da FAB. Serão entregues 36 caças para o Brasil. A previsão é de que as aeronaves aumentem a capacidade aérea brasileira. Para o chefe da área de marketing e vendas da SAAB, Michael Hoglund, no futuro, o Gripen será capaz de carregar quatro mísseis para proteger fronteiras de invasões externas. ‘Foi um prazer assinar o contrato dos Gripen”.

Entre as novidades anunciadas pelo diretor do programa está a possibilidade de desenvolver a versão marítima do Gripen. Os estudos sobre esta iniciativa estão em planejamento há dois anos em conjunto com a Embraer. “Do nosso ponto de vista vai ser muito útil para a Marinha do Brasil”. Franzén também citou contatos que estão em andamento com o Departamento de Controle de Tráfego Aéreo DCTA para desenvolver sistemas complexos de futuros caças.

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Defesa cibernética é eleita a grande questão para os próximos anos no Brasil

O cenário mundial de defesa e segurança cibernética demanda constantes investimentos em novas tecnologias, uma vez que os ataques de hackers e os crimes virtuais estão mais sofisticados e ultrapassam cada vez mais rápido as ferramentas de proteção já existentes. Para se ter uma ideia do potencial desse mercado, o Relatório Anual de Cibersegurança da Cisco 2017 revelou que apenas 56% dos alertas de segurança são investigados e menos de metade dos alertas efetivos são solucionados. A LAAD Defence & Security 2017, mais importante feira de defesa e segurança da América Latina, que acontece de 4 a 7 de abril no Riocentro, no Rio de Janeiro, reunirá algumas das empresas responsáveis pelas mais modernas soluções e tecnologias utilizadas em defesa e segurança cibernética.

As ameaças digitais também estão na agenda de preocupação das Forças Armadas do País que trabalham para oferecer uma estrutura de alto nível para proteger o Brasil de cyber ataques. Nesse sentido, desde 2009 o Exército Brasileiro está a frente de um projeto que inclui a construção de um Centro de Defesa Cibernética, desenvolvimento de soluções em software e hardware, aquisição de supercomputadores e materiais de investigação digital. O valor do projeto é de cerca de R$ 331 milhões e deverá ser concluído até 2020.

“Para vencer a batalha cibernética há diferentes formas de proteção e uma delas é adotar uma posição preditiva, ou seja, antecipar-se aos possíveis ataques ao invés de apenas tratar depois de existirem”, explica Luiz Rubião, CEO da empresa de engenharia e software Radix, uma das participantes do evento.

“A chave da prevenção está na própria gênese da arquitetura do sistema a ser utilizado. Isso significa que os conceitos de defesa e segurança cibernética devem ser implantados desde o início de um projeto de software ou sistema de rede, usando componentes que possuem uma proteção intrínseca”, explica Rubião, que acrescenta: “assim, a chance de você ser atacado ou os danos que você pode ter depois de atacado são naturalmente menores”.

Outro ponto que necessita de atenção na questão de defesa e segurança cibernética é o risco de ataques a dispositivos conectados à internet utilizando um dos conceitos de tecnologia mais comentados nos últimos anos: a Internet das Coisas (IoT). “Um exemplo de violação de segurança nesse sentido veio a público quando dois hackers invadiram o sistema embarcado de um utilitário esportivo dando comandos na direção do veículo remotamente”, completa o CEO da Radix. Na LAAD Defence & Security 2017, a Radix irá expor serviços e soluções de tecnologia em hardware e software para a área de cybersecurity e também de monitoramento e segurança de grandes áreas e distâncias.

Investigação criminal – Entre as tecnologias que serão apresentadas na LAAD 2017 estão as ferramentas que auxiliam na solução mais rápida de crimes. A israelense Cellebrite irá expor a linha UFED Analytics, UFED Infield e UFED Touch 2, que são novidades em tecnologias para a extração de dados de dispositivos móveis e softwares especiais para análise de informações sob o ponto de vista investigativo. A tecnologia UFED da Cellebrite é utilizada por agências de inteligência do mundo inteiro.

“Essas soluções permitem que examinadores, analistas, investigadores e procuradores possam, simultaneamente, organizar, buscar, mapear, visualizar e gerenciar grandes conjuntos de dados digitais que ajudam na identificação de evidências críticas de forma rápida e eficiente”, afirma o diretor da Cellebrite para América Latina e Caribe, Frederico Bonincontro, que acrescenta: “a expectativa da empresa é crescer na América Latina em 2017, ampliando o escopo de clientes e a oferta de soluções para investigação digital que unificam instantaneamente a investigação criminal com evidências justificáveis”.

Outra empresa confirmada na LAAD Defence & Security 2017 é a Suntech, que atua no mercado brasileiro no segmento de inteligência com soluções de alta tecnologia para as áreas de Defesa e Segurança. De acordo com o diretor comercial da empresa, Lincoln Egydio Lopes, a Suntech lançará no evento o Sistema Federado de Inteligência. “Trata-se de um sistema desenvolvido com uma arquitetura para a gestão da inteligência intra e inter agências de segurança, integrando as distintas esferas do poder público em um único ambiente para captura e compartilhamento de informações de investigação e inteligência”, revela o executivo.

Com foco na área de tecnologias de cybersecurity, transmissão e comunicação para segurança e defesa, a feira conta também com a participação de empresas como a Rafael Advanced Defense Systems, VMI Sistemas de Segurança, Globalstar, Motorola e Secunet Security Networks.

LAAD Defence & Security 2017 – Feira Internacional de Defesa e Segurança

Data: 04 a 07 de abril
Local: Riocentro – Av. Salvador Allende, 6.555 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro – RJ
Horário da Exposição: 04 e 06 de Abril – das 10h às 18h e 07 de Abril – das 10h às 17h
Horário dos Seminários: 04 de Abril – das 14h às 17h / 05 e 06 de Abril – das 10h às 17h

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Indústria brasileira de Defesa discute maior presença no mercado internacional

O Brasil tem uma ativa indústria da defesa e os números atestam isso. Só em 2014, por exemplo, o faturamento do setor foi de aproximadamente R$ 200 bilhões, representando 3,7% do PIB. Segundo informações da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), o setor emprega 150 mil trabalhadores e, para cada R$ 1 investido no segmento, o governo arrecada R$ 0,55 em impostos, índice acima da média nacional.

Mesmo com os bons resultados internos, a meta é, no entanto, tornar o país um dos cinco maiores players de defesa do mundo. O Instituto de Pesquisa sobre a Paz Internacional de Estocolmo, na Suécia (Sipri, em inglês), aponta que o Brasil, entre 2001 e 2015, colocou-se como o 25º maior exportador de produtos de defesa na lista da entidade.

O desafio é grande, mas o potencial também, já que a base industrial de defesa brasileira é composta por áreas que exigem alta tecnologia tais como sistemas eletrônicos e sistemas de comando e controle, plataformas militares naval, aeroespacial e terrestre e propulsão nuclear. Vale lembrar que algumas tecnologias que hoje são parte do dia-a-dia de civis foram desenvolvidas para fins militares como forno de microondas, GPS ou mesmo as câmeras digitais.

E como tornar, então, a indústria nacional mais competitiva e com presença no mercado internacional? Estas são questões que fazem parte do V Seminário de Defesa LAAD, encontro que acontece de durante a LAAD Defence & Security 2017, em Abril, no Rio de Janeiro e abordará temas como “Estratégia para a Implementação de Acordos de Compensação (Offset) nas Aquisições Internacionais” e o “O Braço Empresarial das Forças Armadas e o Papel da Indústria de Defesa na Economia Globalizada”.

“Discutir a participação da indústria brasileira no comércio mundial de produtos de defesa é um aspecto importante, tanto do ponto de vista estratégico quanto econômico, uma vez que o setor emprega cerca de 150 mil trabalhadores com um salário médio de R$ 4.100, enquanto a média nacional é de R$ 1.943,00”, observa Sergio Jardim, diretor geral da Clarion Events Brasil, organizadora do evento, pontuando informações divulgadas recentemente pela ABIMDE.

Os outros temas que compõem a programação do V Seminário de Defesa LAAD são: “Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO)”, “Guerra Híbrida no Contexto Brasileiro”, “Os Projetos Estratégicos de Defesa das Forças Armadas”, “Política Nacional de Inteligência (PNI) e SISBIN”, “Segurança das informações nas transmissões e as evoluções com o novo Satélite de comunicação e defesa brasileiro” e “Ampliação da Projeção do Brasil no cenário internacional por meio da Cooperação Militar”.

Já confirmaram presença no seminário o superintendente do DGEPEM (Diretoria de Gestão de Programas Estratégicos da Marinha), contra-almirante Petrônio Augusto Siqueira de Aguiar; o general de Divisão da Reserva do Exército Brasileiro, Carlos Alberto Silva Pinto; Antonio Jorge Ramalho da Rocha, da Escola Sul-Americana de Defesa da Unasul; o vice-chefe de Logística do Ministério da Defesa, general Adalmir Manoel Domingos; o comandante do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), coronel Carlos Augusto Ramires Teixeira; o coordenador geral para Assuntos de Defesa do Ministério das Relações Exteriores, coronel Hélio Franchini Neto; e o general da Primeira Divisão do Exército, Mauro Sinott Lopes.

A programação completa do V Seminário de Defesa pode ser consultada em http://www.laadexpo.com.br/files/forms/v-seminario-defesa-laad-2017.pdf

LAAD Defence & Security 2017 – Feira Internacional de Defesa e Segurança

Data: 04 a 07 de abril
Local: Riocentro – Av. Salvador Allende, 6.555 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro – RJ
Horário da Exposição: 04 a 06 de Abril – das 10h às 18h / 07 de Abril – das 10h às 17h
Horário dos Seminários: 04 de Abril – das 14h às 17h / 05 e 06 de Abril – das 10h às 17h

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