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Demanda por executivo de altíssimo desempenho cresce 30%: você é o game changer?

Joseph Teperman, sócio-fundador da INNITI, lista 5 características imprescindíveis que identificam o profissional capaz de otimizar resultados e reduzir custos em curto prazo
Que na crise a palavra de ordem é produtividade, todo mundo sabe. No entanto, o quadro brasileiro se agravou de tal forma que muitas empresas necessitam reverter seus números em uma velocidade acima da média. Para isso, elas precisam de executivos de altíssima performance. Mais conhecidos como game changers, esses profissionais possuem alta capacidade para resolver problemas, e atuar decisivamente para proteger a empresa da crise.

Segundo a INNITI, consultoria que atua no setor de executive search e governança corporativa, a demanda por este perfil de executivo cresceu 30% entre novembro de 2015 e março de 2016. Mas como saber se você é um game changer? Joseph Teperman, sócio-fundador da INNITI, listou 5 características imprescindíveis que identificam este profissional.

1. Espírito de liderança
Capacidade para gerir uma equipe versátil é característica indispensável para um game changer. Conhece e executa com eficiência as diversas formas de liderança, é capaz de identificar e tirar o melhor de cada colaborador e se adapta às mais difíceis e surpreendentes circunstâncias. Os colaboradores reconhecem, admiram e respeitam por sua competência em liderar.

2. Olhar do dono
O game changer atua como se o negócio fosse dele. Sabe o momento certo de entrar ao detalhe. Essa capacidade faz com que nenhum ponto passe despercebido por ele ou por sua equipe, o que invariavelmente potencializa e evidencia os diferenciais do negócio.

3. Alta capacidade de gestão
Uma coisa é ser um excelente profissional, outra é ser um excelente gestor, e uma terceira é ser um excelente profissional e gestor. Esse é o game changer. Não é incomum encontrar excelentes executivos que, ao serem promovidos a posições de gestão, fracassam. Isso porque gerir uma equipe ou um negócio é completamente diferente de trabalhar sozinho. O game changer precisa unir as duas capacidades, já que, em um momento de crise, qualquer detalhe em ambos os campos são determinantes.

4. Capacidade estratégica
Mesmo que os resultados exigidos do game changer sejam, a princípio, no curto prazo, é fundamental que seu trabalho faça parte de um todo e que renda frutos no médio e longo prazo. Para isso, é necessário que este profissional tenha alta capacidade estratégica, traçando o objetivo e definindo os caminhos para alcançá-lo.

5. Capacidade de antever
O game changer possui uma capacidade ímpar de antever circunstâncias e de se preparar para elas. Sabe a hora de agredir, de ficar na defensiva. Muitas vezes, é capaz de tomar atitudes surpreendentes, nadando “aparentemente” contra a maré do mercado. No entanto, o game changer possui conhecimento técnico e coragem para tomar essa decisão.

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Empresas familiares devem ter plano de sucessão e governança corporativa

Que famílias e empresas têm uma relação próxima ninguém duvida. Dados apontam que cerca de 90% das empresas em todo o planeta pertencem a famílias, desde grandes corporações de setores de luxo, moda e hotelaria, passando por empresas de infraestrutura, comunicação, alimentos e bens de consumo. A relação torna necessário que diversas famílias pensem em como solucionar dificuldades relacionadas com governança e sucessão do poder.

“Esse esforço é fundamental para a sobrevivência da empresa, principalmente em tempos de instabilidade econômica e de alta demanda por uso racional dos recursos financeiros e humanos”, afirma o especialista em gestão e recursos humanos e sócio-fundador da INNITI, Joseph Teperman.

Sem um planejamento estratégico e sucessório e o estabelecimento de governança corporativa, explica ele, até mesmo questões mais básicas como as políticas de contratação, de crédito, de gestão de crises podem ser prejudicadas.

“Há empresas que deixam de evoluir por contas das travas impostas pela tomada de decisão familiar ou pelo engessamento que a família impõe”, explica Teperman. “Na contramão, algumas famílias conseguem estabelecer modos de atuação que garantem tanto a harmonia familiar, quanto a evolução do negócio”, completa.

Um bom caminho para viabilizar a harmonia familiar, sem abrir mão da evolução da empresa, é definir que a tomada de decisão e o direcionamento da empresa ocorram de modo em que propriedade e gestão sejam itens segregados. “Não é obrigatório que o dono de um negócio seja seu gestor. A família pode se afastar da gestão e ainda assim manter o controle sobre as decisões”, exemplifica Teperman. “Gestão e propriedade podem ser levadas adiante separadamente. É isso que a maior parte das bem-sucedidas companhias familiares do mundo pratica”.

Uma questão delicada, que envolve laços afetivos, e precisa ser enfrentada com coragem e método é pensar em que casos a liderança faz diferença, e em que casos a empresa seria mais lucrativa com um profissional contratado com o objetivo de cumprir uma meta.
Teperman enfatiza a importância da formação de um conselho gestor, que contribuirá com o negócio no sentido de dar maior clareza dos papéis, direitos e responsabilidades de sócios e/ou gestores, definir autonomia e responsabilidades de sócios e funcionários, e incluir a família de modo apropriado nas tomadas de decisão mais relevantes.

“Como sócio-fundador da INNITI, consultoria que atua no setor de executive search e governança corporativa, temos observado que o Brasil não destoa do cenário mundial na predominância de empresas familiares, mas ainda carece de apoio e suporte para a transição a uma boa governança corporativa”, observa ele. “A INNITI tem todo o interesse em contribuir com essas empresas, não somente no eixo Rio-São Paulo, pois há muitas empresas que se destacaram em seus setores em cidades do interior do país e que carecem desse tipo de apoio para evoluir para uma próxima etapa”.

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