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Senac EAD tem curso para quem quer entrar no mercado de jogos digitais

Curso Técnico em Programação de Jogos Digitais, oferecido pelo Senac EAD, é opção para quem quer ingressar nesta área

Levantamento recente da Super Data Research aponta que o Brasil é o principal mercado de jogos digitais na América Latina e o 4º no mundo em consumo desta tecnologia, com 3,4 milhões de gamers digitais, perdendo apenas dos Estados Unidos, Japão e China. Este ano, o setor deve movimentar mais de US$ 1,6 bilhão no país, e, para quem quer apostar neste cenário promissor, o Senac EAD oferece uma opção para se especializar na área com o curso Técnico em Programação de Jogos Digitais.

Segundo o coordenador dos cursos técnicos de Informática e Jogos Digitais do Senac EAD, André Ricardo Theodoro, ainda há muito espaço para o crescimento do mercado de jogos digitais no Brasil e as oportunidades para os profissionais são bem variadas. “O desenvolvedor pode atuar desde o segmento de jogos educacionais, passando por jogos para treinamento ou ainda advergames. Este último trata da criação de jogos de divulgação de uma marca. Algumas empresas começaram através desse nicho de mercado, mas ainda há muito a ser explorado”, afirma.

Outra grande tendência no segmento, em virtude da quantidade de brasileiros que possuem smartphones, é a criação de jogos para essa plataforma. “Esses games devem possuir uma mecânica simples e com uma curva de aprendizagem baixa, pois geralmente são jogos de períodos curtos, que podem ser jogados nos intervalos de tempo disponíveis ao longo do nosso dia”, destaca o coordenador.

Com relação ao perfil profissional, Theodoro destaca que o interessado a ingressar neste mercado deve ser curioso, gostar de desafios e estar sempre disposto a aprender. O grande diferencial do curso Técnico em Programação de Jogos Digitais é a metodologia de ensino pautada em competências técnico-científicas e comportamentais, que farão o aluno ter destaque no mercado de trabalho.

Além disso, o curso prevê que o estudante irá desenvolver a unidade curricular de projeto integrador, que ocorre em paralelo com as demais e na qual ele aplicará todos seus conhecimentos desenvolvendo seu próprio game. “Ao fim do curso, o aluno terá uma produção própria, que poderá ser utilizada como portfólio em busca de colocação no mercado de trabalho”, ressalta Theodoro.

Assista ao vídeo do curso e descubra algumas curiosidades: www.ead.senac.br/drive/tecnico_games/index.html.

Técnico em Programação de Jogos Digitais – capacita o profissional para realizar o planejamento do processo de produção do jogo digital e incorporação dos elementos multimídia à plataforma de desenvolvimento, sendo responsável pela programação e integração desses elementos. Qualifica ainda para realizar testes, manutenção e melhorias no jogo digital, adotando normas técnicas, de qualidade, de saúde, de segurança do trabalho e preservação ambiental no desempenho de sua função. O profissional pode atuar em organizações públicas e privadas de qualquer segmento, tais como da área do comércio, de serviços, da indústria, de consultoria, de ensino e pesquisa, entre outras.

Os cursos técnicos – destinados a todos que estão cursando ou já completaram o ensino médio e que desejam aprender uma profissão e entrar no mundo do trabalho. A modalidade conta com 326 polos em todas as regiões do país que apoiam uma avaliação presencial exigida ao longo do curso dos alunos.

Acesse a programação completa de cursos do Senac EAD em www.ead.senac.br. Há também uma programação diversificada de cursos presencias que pode ser conferida em www.sp.senac.br.

Técnico em Programação de Jogos Digitais
Senac EAD
Inscrições: www.ead.senac.br/cursos-tecnicos
Investimento: R$ 4.515,00

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A história se repete

Por Rafael Pereira Dubiela*

Por muitos anos, quando éramos jovens, ouvíamos incansavelmente que vivíamos no “país do futuro” e que logo chegaríamos aos tempos modernos. Com os anos, envelhecemos, e cada vez mais nos parecemos com nosso passado.

A OMC fará sua primeira grande negociação, depois de 18 anos. Essa negociação envolverá a redução e, em alguns casos, a eliminação das tarifas de importação em aproximadamente 80 países. E estamos de fora dessa! De novo.

Em entrevista recente, o atual presidente da Associação Brasileira da Industria Elétrica e Eletrônica, Humberto Barbato, afirmou categoricamente que nunca foi “de nosso interesse” participar desse acordo, uma vez que o mesmo ameaçaria a integridade de nossa indústria eletroeletrônica.

A última vez que isso aconteceu foi no ano de 1984 – e seus efeitos estimados foram de 20 anos de atraso em todas as áreas da indústria nacional, da automobilística à indústria de brinquedos. E as intenções eram as melhores possíveis. Porque elas sempre são!

Tudo começou na ditadura, quando nossos militares quiseram construir seus próprios computadores para embarcá-los em suas fragatas. Por acharem que precisariam impedir as empresas de outros países de terem acesso aos nossos segredos militares (supostamente porque isso era algo que pudesse ameaçar nossa soberania nacional), nascia a ideia da reserva de mercado para fabricantes nacionais de tecnologia.

Essa ideia entrou em vigor no dia 29 de outubro de 1984, com a primeira Lei da Informática, a Lei Federal nº 7.232/84, que durou exatos oito anos. Aos olhos de hoje, é muito fácil julgar o que houve naquela época, assim como é possível observar as consequências positivas e negativas.

De negativo, tínhamos os valores dos equipamentos nacionais. Três, quatro e por vezes cinco vezes acima dos similares estrangeiros. Coisa que, curiosamente, em alguns segmentos da informática ainda insistem em existir. Além disso, como dito anteriormente, o atraso de toda a nossa indústria foi uma das consequências diretas da lei. Uma vez que novas tecnologias não entravam e as tecnologias nacionais não davam conta de absorver toda a demanda, industrias como a automobilística e têxtil amargaram um grande atraso em inovações tecnológicas.

Pessoalmente, penso que o pior de todos os efeitos negativos foi a cultura da pirataria. Uma vez que era mais fácil para as empresas nacionais copiarem projetos feitos lá fora do que produzir as suas pesquisas, durante anos tivemos situações constrangedoras de quebras de patentes. E até hoje ainda se encontram pessoas que não respeitam o direito de propriedade intelectual, não somente na área da informática, mas em toda a área de entretenimento (música, filmes, jogos, e afins).

Mas nem tudo foi tão ruim assim. Graças, em parte, a essa política de proteção, hoje temos o mais moderno sistema financeiro do mundo, além de sermos o único país da América Latina a ter uma fabricação nacional de PCs. Dito “em parte”, porque tem muita gente que fala que isso tudo aconteceu “apesar da Lei” e não “por causa dela”.

O fato é que hoje não somos mais insipientes como no passado. Hoje temos uma indústria muito mais preparada para o enfrentamento do que tínhamos. Temos um sólido parque de hardwares e uma forte formação de profissionais capacitados a produzir soluções de softwares, de serviços e inovações. Não tenho dúvida que nossa participação nesse acordo seria muito positiva por vários aspectos.

Curiosamente, já há algum tempo, preparamos nossos alunos para essa realidade, citando incansavelmente que os concorrentes não estão aqui, mas sim, do outro lado do mundo – e que devemos estar preparados para um mundo globalizado, onde a inovação pode ocorrer em qualquer lugar do planeta. A simples superação de nossos compatriotas não pode ser nossa meta. Devemos pensar em como superar os asiáticos, os norte-americanos, os europeus, enfim.

É no ambiente acadêmico que, historicamente, se fazem as grandes mudanças dos paradigmas. Quem sabe um dia, possamos olhar para o nosso passado e vermos o dia de hoje como uma oportunidade de, apesar de não sermos contemplados com o acordo da OMC, gerarmos inovações tecnológicas de ponta.

* Rafael Pereira Dubiela é coordenador do curso de Jogos Digitais do Centro Tecnológico (CT) Positivo.

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