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Dicas para retenção de talentos nas empresas

Um dos principais problemas em muitas organizações é a capacidade de reter colaboradores, e segundo a pesquisa do LinkedIn Talent Solutions 2016, realizada com 3.894 recrutadores, a retenção tornou-se a principal prioridade dos profissionais de recursos humanos, sendo mencionada por 42% dos entrevistados.

Para Ivan Jacomassi, Diretor de Negócios da Perfix Consultoria, não existe fórmula mágica para promover a retenção. ‘É necessário um conjunto muito bem estruturado de ações para fortalecer a capacidade de retenção dos colaboradores’.

Portanto, ele ressalta que é preciso considerar três frentes principais para manter talentos em sua empresa: captação, ambiência e fidelização.

No item captação deve ser estruturado e avaliado o perfil dos colaboradores, pois é primordial que esteja alinhado à missão, visão e valores da organização. ‘A cultura organizacional sempre será um forte fator de influência motivacional sobre as pessoas, caso não haja esse alinhamento um processo chamado dissonância cognitiva pode se instaurar, podendo ocasionar desde uma ressignificação pessoal até a frustração e futura evasão do colaborador’, afirma Ivan.

Isso deixa clara a importância da realização de um bom processo de recrutamento e seleção, pois contratar indivíduos compatíveis com a cultura da organização é o primeiro passo para que haja a retenção.

O segundo item a ser trabalhado é a ambiência, tendo em vista que o clima organizacional é um fator que pode influenciar diretamente no desempenho dos funcionários e sucesso de seu negócio.

No entanto, em relação a essa questão, Ivan ressalta que é importante notar que a pesquisa de clima não mede a “verdade real”, mas sim a “verdade percebida”. ‘A organização não pode apenas medir o clima, é preciso compreender quais são seus pontos fortes e fracos dentre as diferentes dimensões que compõem a análise de favorabilidade, como a liderança, comunicação, estrutura, equipamentos, salários e benefícios, identidade, entre outros, e criar planos de ação que permitam atacar e sanear os pontos críticos, favorecendo a percepção, melhorando o clima, a produtividade e gerando maior disposição das pessoas à permanecer em seus postos de trabalho’, declara.

Após um processo de seleção bem alinhado e estruturado e o trabalho contínuo em prol do clima organizacional, o próximo passo é trabalhar a questão da fidelização do colaborador para com a empresa. Para este aspecto, a organização precisa ser capaz de criar perspectivas junto às pessoas, elas precisam ter em mente até onde podem chegar e como devem agir para atingir estes níveis mais altos. De acordo com Ivan Jacomassi, ‘Neste sentido a capacidade de oferecer planos de carreira aos colaboradores é fundamental, pois pessoas sem perspectivas se frustram e procuram por novas oportunidades’.

Cabe ressaltar aqui, que segundo a pesquisa 1000 Maiores Empresas Brasileiras realizada pela consultoria Gestão e RH, para 92,4% dos entrevistados o reconhecimento é o fator mais importante para se reter talentos nas empresas.

Para tanto, Ivan ressalta que é necessário a aplicação de avaliações de desempenho, feedback e planos de desenvolvimento dos indivíduos. ‘Este conjunto de ações, irá determinar quais direções o indivíduo precisa seguir para que gere mais valor à empresa, fazendo jus ao reconhecimento desta’.

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Como gerir os diferentes tipos de colaboradores nas empresas

Atualmente, grande parte das organizações tem em seu quadro de colaboradores pessoas das mais diversas faixas etárias, que representam no mínimo três gerações diferentes: os Baby Boomers, a Geração X e a Geração Y. Além disso, vale lembrar que a Geração Z também já está adentrando no mercado de trabalho.

Cada uma dessas gerações nasceu e cresceu em períodos diferentes da história, vivenciando momentos e formas de pensamentos que os fazem apresentar características e comportamentos distintos, com valores e estilos de comunicação muitas vezes conflitantes.

Uma pesquisa realizada pela consultoria norte-americana VitalSmarts com mais de 1.300 gestores, conclui que pelo menos cinco horas de trabalho por semana são desperdiçadas em razão das diferenças de pensamento, que envolvem faixas etárias distintas. Esse tempo gasto representa uma perda de 12% no faturamento dos negócios.

Portanto, o convívio de colaboradores de diferentes níveis intelectuais, ideologias pensamentos, postura, cultura, etc, é um dos grandes desafios para as empresas nos dias de hoje, já que as discordâncias de ideias e ideais podem afetar significativamente o clima corporativo.

É preciso conhecer todas as gerações e atuar de forma a diminuir o impacto das diferenças, fazendo com que os talentos se complementem e se potencializem.

Segundo o Diretor de Negócios da Perfix Consultoria, Ivan Jacomassi, ‘é natural que cada geração tenha ideias e formas de pensar e agir diferentes e muitas vezes até conflitantes, afinal pessoas não são máquinas, porém, as empresas devem trabalhar para entender o comportamento e objetivos de cada um. Com essas informações será possível desenvolver estratégias e ações que os estimulem a dar o melhor de si em prol da organização e de seu desenvolvimento pessoal e profissional’.

Temos que ter em mente que as diferenças são saudáveis e úteis quando bem administradas. A geração X em geral tem um perfil de raciocínio mais linear, de passo a passo, e comportamento mais aguerrido, enquanto que a Y possui um padrão mais dinâmico de pensamento e comportamento mais cooperativo. Se perguntarmos: qual o melhor ? A resposta será: nenhum, dependerá da situação com a qual estamos lidando. E ao considerarmos que as empresas estão imersas em ambientes dinâmico e altamente mutáveis, com diferentes tipos de desafios, a existência de múltiplos perfis no ambiente de trabalho trará a mesma a capacidade de lidar com diferentes tipos de desafios que se apresentem.

Além de conhecer o perfil dos profissionais que estão na organização é importante que a empresa estimule a troca de informações entre eles. ‘Cada indivíduo traz consigo experiências e conhecimentos de vida únicos, e o compartilhamento dessas informações gera um ambiente de trabalho muito mais rico, explorando a capacidade de cada colaborador e aumentando as chances de sucesso nos resultados’, afirma Ivan.

Outra dica do Diretor de Negócios para o alinhamento da equipe de trabalho é o investimento em treinamentos comportamentais.

Cabe ressaltar que promover a sinergia entre as gerações trará inúmeros aspectos positivos a sua organização, como a prática da inteligência emocional, o reconhecimento das competências e habilidades de cada membro, o fortalecimento do espírito de equipe e do clima organizacional, entre outras vantagens.

Trabalhar e gerir bem as diferentes gerações é primordial, além do mais, alguns estudos afirmam que a primeira pessoa que vai chegar aos 150 anos de idade já nasceu, ou seja, em um futuro próximo, provavelmente serão ainda mais gerações tendo que conviver no mesmo ambiente corporativo, com desafios cada vez maiores.

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