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Scaleup inBrazil seleciona 10 empresas israelenses que prometem turbinar o ecossistema de startups brasileiro

O Brasil, país de dimensões continentais, tem sido visto por muitos mercados pequenos mas altamente inovadores como um lugar propício para a expansão de suas empresas de tecnologia. Com o objetivo de acelerar o ingresso de empresas de base tecnológica israelenses no Brasil, o Scaleup inBrazil – programa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da ABVCAP (Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital) -, em parceria com o Israel Trade & Investment, selecionou em sua segunda edição 10 empresas de Israel que contarão com o apoio dessas entidades para iniciar suas operações no País.

Após criteriosa seleção, dentre 62 inscritas, um aumento de 28% em relação ao ano passado, foram finalistas do processo as empresas DockTech, Facetrom, Elgressy Engineering Services, Inception, Medic Vision Imaging Solutions, Appnext PTE, Autofleet, AgroScout, Aleph Farms e Viridix, que atuam nos setores de transporte e mobilidade, foodtech, agritech, healthtech, edutech, adtech e fintech.

“O programa piloto realizado ano passado trouxe resultados sólidos que comprovaram nossa tese sobre a necessidade de um canal facilitador para a entrada de empresas de base tecnológica no Brasil. Por conta disso, este ano decidimos dobrar esse número de cinco para 10 finalistas aumentando a oportunidade para que mais empresas inovadoras internacionais possam escalar seus negócios no Brasil, explica Helena Brandão, Coordenadora de Investimentos Estrangeiros da Apex-Brasil. “Ficamos muito impressionados com a diversidade de segmentos das empresas”, comenta Helena.

Ano passado as cinco empresas aceleradas no programa realizaram mais de 120 reuniões com potenciais clientes facilitadas pelo programa, contrataram três funcionários locais, assinaram contratos com cinco novos clientes e desenvolveram mais de 30 POCs.

Das 62 empresas inscritas 16 foram aprovadas para o primeiro estágio do programa, que ocorreu entre 12 de agosto e 24 de setembro. Dessas 16, foram selecionadas as 10 anunciadas hoje. A escolha foi feita por meio de entrevistas com integrantes do comitê de seleção, formado por Institutional Venture Capitalists (IVCs) e Corporate Venture Capitalists (CVCs) do Brasil e de Israel.

Os empreendedores israelenses agora passarão por uma imersão virtual entre outubro e dezembro e uma imersão presencial em março, que será confirmada em dezembro de acordo com o controle da pandemia tanto no Brasil como em Israel.

“Esse ano todos tivemos que nos adaptar. Apesar de entender o quanto é importante a imersão presencial no Brasil para o entendimento do empreendedor internacional, a cultura local, os apertos de mão tão necessários no modo brasileiro de fazer negócio, foi necessário primeiro proteger participantes, parceiros e organizadores de potenciais riscos que a pandemia nos apresenta. Fizemos um trabalho interno intenso e concluímos que o programa, mesmo que virtualmente, ainda assim poderia adicionar um grande valor aos participantes. Ficamos muito felizes com os números de inscritos e entusiasmo dos participantes até aqui nesse novo formato”, comentou Ângela Ximenes, Superintendente Executiva da ABVCAP.

“Esse programa é altamente abrangente pois aborda de forma prática os aspectos essenciais para qualquer empresa israelense se estabelecer no Brasil. Apesar da atuação do Israel Trade & Investment nesse aspecto, o programa fortalece esse trabalho de apoio a empresas que enxergam a oportunidade no Brasil mas nem sempre estão devidamente preparados às diferenças culturais”, afirmou Itzhak Reich, Cônsul para Assuntos Econômicos do Israel Trade & Investment.

O programa conta com entidades públicas e privadas de Israel e do Brasil como parceiros. Entre elas estão gestores de venture capital e grandes corporações.

Durante o Scaleup inBrazil, as empresas participarão de workshops e encontros sobre assuntos jurídicos, tributários e bancários e também marketing, branding, adaptação de produtos e, mais importante, desenvolvimento de negócios. A ideia é que elas possam, durante esse tempo, conhecer fornecedores confiáveis e de qualidade que estejam aptos a ajudá-las a adaptar seus produtos aos consumidores locais e a garantir clientes potenciais, parceiros e até mesmo investidores no Brasil. Tudo está desenhado para garantir negócios e validação de clientes e produtos.

O programa conta com parceiros na área de inovação e tecnologia em Israel e no Brasil. A lista completa está no site scaleupinBrazil.com.

Sobre as empresas

AgroScout
Setor: Agritech
AgroScout desenvolve uma solução autônoma para a detecção de doenças e pragas nas culturas. AgroScout combina dados de imagens de campo recolhidos principalmente a partir de drones com dados externos, como informação meteorológica para detectar doenças nas culturas numa fase precoce.

Aleph Farms
Setor: Foodtech
A Aleph Farms cultiva bifes verdadeiros a partir de células isoladas de uma vaca. A carne de Aleph Farms cultivada em células é próxima da carne convencional graças a uma plataforma 3D proprietária que utiliza vários tipos de células para formar tecidos complexos, assegurando um produto final que se assemelha ao sabor, textura, e estrutura da carne de criação.

Appnext
Setor: adtech
Appnext é a maior plataforma de descoberta, oferecendo o único mecanismo de recomendação no mercado, que engloba tanto a descoberta em plataforma como a descoberta no dispositivo. As recomendações da Appnext auxiliam os profissionais de marketing de aplicativos a alcançar usuários mais envolvidos e a descobrir, utilizar e reutilizar os seus aplicativos.

Autofleet
Setor: Transporte
A AutoFleet permite aos gestores de frotas tornarem-se fornecedores de veículos como serviço. Utilizando a plataforma AutoFleet, os gestores de frotas podem maximizar as receitas e margens e aumentar a utilização da frota agregando a procura, controlando a oferta, e otimizando as viagens.

DockTech
Setor: Transporte
DockTech aumenta a eficiência da carga e a segurança da embarcação ao criar uma dupla digital do fundo do mar para compreender e prever as condições nos portos e rios.

Elgressy
Setor: Tratamento de água
Elgressy é uma líder de mercado israelita no desenvolvimento e fabricação de sistemas eletroquímicos para o tratamento de água e águas residuais. Os seus sistemas são ecológicos, econômicos e operacionalmente benéficos para torres de arrefecimento, prevenção da Legionella (bactéria causadora da pneumonia, entre outras infecções), e tratamento/pré-tratamento de águas residuais.

Facetrom
Setor: Fintech
A Facetrom oferece uma tecnologia proprietária que fornece uma pontuação de avaliação de risco de fraude personalizada e em tempo real com base em fotografias faciais. A tecnologia da Facetrom pode extrair mais de 200 indicadores de uma única fotografia facial e prever com 90,7% de precisão a probabilidade de um cliente estar envolvido numa atividade fraudulenta.

Inception XR
Setor: VR/AR, edtech
Inception XR é uma rede imersiva de conteúdos de realidade virtual e realidade aumentada que utiliza tecnologia exclusiva para desenvolver aplicações de destino em múltiplas plataformas. Inception trouxe diversos produtos de realidade estendida para o mercado, incluindo a aplicação de entretenimento Inception VR e Bookful AR. A mais recente oferta da empresa, Inception Bookful, cria um universo lúdico e mágico que dá vida aos livros para crianças através da utilização da realidade aumentada.

Medic Vision
Setor: Saúde
A Medic Vision é a líder de inovação em soluções de melhoramento de imagem e de produtividade para diagnóstico por imagem, independentes do fornecedor e rentáveis.

Viridix
Setor: Agritech
Viridix visa reinventar a detecção do solo através do desenvolvimento de uma solução escalável e acessível reconhecida pelos melhores cientistas agrícolas e entidades empresariais. Essa tecnologia permite saber o que cada planta sente, o tempo todo, para que possa melhorar o sistema de irrigação das plantações.

Para mais detalhes sobre o programa, acesse www.scaleupinbrazil.com

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Empresários e empreendedores terão a oportunidade de imergir no ecossistema de Israel em missão organizada pela ABES e IBI-Tech

Após firmarem parceria em junho deste ano, a ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e a IBI-Tech, empresa israelense com filial no Brasil, estão organizando uma missão de negócios para Israel, entre 19 a 24 de abril de 2020, passando pelas cidades de Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. Com o objetivo de oferecer aos empresários e empreendedores brasileiros o acesso e imersão no ecossistema de inovação e tecnologia israelense e incentivar parcerias entre empresas e startups dos dois países, a agenda da missão inclui visitas a companhias e hubs de inovação; encontros de alto padrão com representantes do governo, pesquisadores, executivos e investidores; e rodada de negócios com empreendedores das áreas de Indústria 4.0 e Iot, Agrotech e Smart Cities. As inscrições para a missão vão até o dia 15 de janeiro ou até esgotarem as vagas. Para mais informações, envie um email para: missão.israel@abes.org.br

Israel é atualmente considerado o segundo maior hub de inovação do mundo, atrás apenas do Vale do Silício, EUA, investindo cerca de 4,5% do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) – em 2018, foram investidos mais de US$ 7,2 bilhões por fundos de venture capital no mercado local. Por oferecer condições especiais para empresas internacionais interessadas em investir na instalação de centros de pesquisa e desenvolvimento, Israel abriga mais de 400 centros de P&D multinacionais, sendo que grande parte destes investem ativamente em empreendimentos. Estima-se que o país tenha mais de seis mil startups ativas, mais de 500 delas na área de Agrotech e mais de 300 relacionadas a Smart Cities e Mobilidade.

“A ABES tem trabalhado cada vez mais seu reposicionamento no mercado de tecnologia, realizando parcerias e ações que auxiliem em seu objetivo de incentivar a internacionalização e formas de negócios inovadoras de empresas e startups brasileiras. Alinhada a este propósito está a ideia da missão para Israel, organizada em parceria com a IBI-Tech, uma vez que seu principal objetivo é estimular e transmitir aos empreendedores brasileiros o DNA israelense de disrupção e incentivar parcerias e projetos reais entre empresas e startups dos dois países”, explica Rodolfo Fücher, presidente da ABES.

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ABES sela parceria com IBI-TECH para apoiar o ingresso de startups israelenses no Mercado Brasileiro

Rodolfo Fücher, presidente da ABES, (esquerda) e Shaul Shashoua, presidente da IBI-Tech

Rodolfo Fücher, presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) acaba de assinar uma carta de intenções com Shaul Shashoua, presidente da IBI-Tech (Israel Brasil Innovations LTD), empresa israelense com filial no Brasil, com o objetivo de unir esforços para apoiar a ida de empresas de tecnologia da informação de Israel para o Brasil. Em Tel Aviv, desde o dia 25 de maio, participando de uma missão de empresários brasileiros em Israel, Rodolfo Fücher comenta que “O mercado brasileiro apresenta uma excelente oportunidade para empresas israelenses investirem, porém, o Brasil possui uma percepção negativa para investidores estrangeiros, devido à complexidade tributária, forte judicialização e processo judicial caro e demorado. Neste sentido, a ABES possui mais de 30 anos de experiência na área jurídica, regulatória, tributária e pode auxiliar as companhias estrangeiras que desejem operar no Brasil”, afirma.

O executivo Shaul Shashoua explica que sua operação no Brasil permite a conexão do mercado brasileiro com o ambiente empreendedor de Israel. “Por meio de nossa forte experiência em Tecnologia e Desenvolvimento de Negócios, transformamos oportunidades inovadoras em projetos reais no Brasil e em Israel. A parceria com a ABES será de grande valor para estreitar relações e criar novas oportunidades para os empreendedores nos dois países”, afirma o presidente da IBI-Tech.

Missão em Israel

Rodolfo Fücher está, desde o dia 25 de maio, participando de uma missão, organizada pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativo), em Tel Aviv, Israel, com executivos e conselheiros de administração brasileiros. Um dos objetivos do executivo nesta viagem é posicionar a ABES como referência em inovação para empresas israelenses, principalmente startups, que buscam expandir seus negócios no Brasil, além de apontar o País como um excelente mercado para prospecção de negócios.

Com uma agenda com visitas previstas à Universidade Technion; à Autoridade de Inovação de Israel, Programa de Inovação da Bolsa de Valores de Tel Aviv; e a empresas como Intel e Elbit System; a missão teve como intuito mostrar como Israel, conhecido como “Startup Nation”, teve um crescimento econômico tão significativo nos últimos anos: atualmente, o país concentra a maior média de empresas de tecnologia por habitante, 1 a cada 1.400 pessoas. “Israel é um celeiro de startups de sucesso que podem ser exemplos para empreendedores brasileiros. Neste sentido, essa missão nos ajuda a conhecer mais de perto o ambiente de inovação do país e a criar caminhos que nos permitam aproximar os dois mercados”, conclui Fücher, que volta ao Brasil no dia 4 de junho.

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EMBRAPII leva empresas a Israel para buscar parceria em projetos de inovação

Israel será o próximo país visitado pela Presidência da República e a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) participará da missão oficial, estreitando relações entre os países para cooperações e parcerias nas áreas de ciência e tecnologia. A visita será realizada entre os dias 31 de março e 4 de abril.

O trabalho da EMBRAPII em Israel será feito em conjunto com a Apex (Agência de Promoção de Exportações). O objetivo é colocar empresários brasileiros em contato com empresas e startups israelenses para debater projetos de inovação conjuntamente, apresentar os centros de pesquisas e o ecossistema de Israel.

A iniciativa ocorre dentro do âmbito do acordo de cooperação entre EMBRAPII e a Autoridade de Inovação de Israel (IIA), que destinou 10 milhões de dólares a projetos inovadores realizados com empresas sediadas nos dois países. Além das empresas brasileiras, estarão presentes na delegação representantes de Unidades EMBRAPII (UE) onde os projetos serão desenvolvidos.

O acordo abriu chamada pública para propostas de projetos de inovação de novas tecnologias nas áreas de energia, IoT (Internet das Coisas), agricultura e ciências da vida, feitas, por ao menos, uma empresa de cada país. A viagem será uma importante oportunidade para que as conversas avancem e os contratos sejam assinados. Os empresários brasileiros irão arcar com os próprios custos da viagem.

“O encontro vai permitir que os empresários brasileiros possam interagir com os israelenses de forma a trocarem conhecimento e desenharem modelos de parceria. O acordo EMBRAPII – IIA é uma forma de investir na internacionalização das empresas brasileiras. Desnecessário mencionar a importância dessa colaboração científico-tecnológica dada a reconhecida qualificação do ecossistema israelense para a geração de inovações disruptivas, propiciando oportunidades relevantes às nossas UEs para compor parcerias com empresas brasileiras e israelenses que resultam em mútua alavancagem da competitividade industrial”, destaca Jorge Guimarães, diretor-presidente da EMBRAPII.

Israel é o país com maior concentração de empregados em P&D – 140 a cada 10 mil habitantes – e também o com a maior concentração de empregados em alta tecnologia – 1 a cada 10 trabalhadores atua com tecnologia de ponta. Também respondem pelo maior índice per capita de startups do mundo: uma a cada 400 pessoas. Com tanta inovação, o país, que conta com 350 centros de pesquisa e desenvolvimento de multinacionais, atraiu a atenção de grandes empresas estrangeiras.

Além da parceria com Israel, a EMBRAPII mantém acordos com os Institutos Fraunhofer, na Alemanha, para promover a capacitação de pesquisadores e profissionais em gestão e a troca de dados científicos, e também com a Innovate UK, agência de inovação no Reino Unido para projetos de desenvolvimento de tecnologias para smart cities e ambientes urbanos sustentáveis.

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Visões sobre o ecossistema de tecnologia em Israel – Por Francisco Ferreira

Recentemente, passei uma semana em Israel para conhecer um pouco sobre a veia empreendedora da região, que se tornou o terceiro maior ecossistema de tecnologia do mundo. A gênese deste fenômeno de empreendedorismo aconteceu no início dos anos 90, quando o governo resolveu fomentar a indústria de venture capital por meio dos fundos Yozma (Iniciativa em hebraico).

Por meio deste programa, o Estado passou a oferecer incentivos fiscais para investidores interessados na nascente indústria de tecnologia do país. Em alguns casos, o governo chegou a oferecer um retorno mínimo para os interessados ou o direito de recompra de sua participação a uma taxa pré-fixada. De lá para cá, os resultados foram formidáveis.

Hoje, existem mais de 6000 empresas de tecnologia ativas em Israel. Existem mais startups em Israel, um país com 8 milhões de habitantes do que no Brasil. O sucesso foi construído com ingredientes fundamentais: a tolerância ao erro e a contestação do status quo. Os israelenses fazem isso melhor do que ninguém.

Eles criaram a expressão “Chutzpah” (é a qualidade da audácia, para o bem ou para o mal), parte da cultura local. Dos funcionários das empresas aos recrutas da IDF 8200, unidade de elite do exército responsável por desenvolver tecnologia de ponta e maior celeiro de empreendedores do país, todos podem contestar os líderes e desafiar autoridades. Ou seja, os líderes precisam aprender a conviver em um ambiente onde a contestação faz parte da busca pelo sucesso e pelos melhores resultados, uma característica ainda difícil de encontrar nas startups brasileiras.

Outro ponto que atraiu bastante a minha atenção na viagem foi o aguçado senso de comunidade que os Israelenses possuem. Eles sentem um profundo orgulho do ecossistema que criaram e sempre procuram promovê-lo. Não é incomum ver fundadores citando outras empresas e outras pessoas, exaltando as características únicas que fazem o país se destacar.

Durante a semana que estive por lá, visitamos diversas empresas e conversamos com muitos fundadores. É impressionante como o discurso é alinhado. Quase todos repetem os mesmos princípios que guiam a indústria: “conteste tudo”; “pense como uma empresa global”; “trabalhe duro”; “encontre as melhores pessoas” e “não tenha medo de errar e falhar”. Mais do que frases, esses pensamentos estão cristalizados e refletem o senso comum do que é preciso para fazer uma empresa dar certo. São passados de geração a geração de empreendedores e aplicados diariamente.

Então, o que precisamos fazer para mudar a mentalidade no Brasil? Por que nós buscamos tanto a utopia da “estabilidade”? Creio que as respostas para essas perguntas estão na própria comunidade empreendedora do Brasil. Precisamos nos engajar mais, desenvolver um senso de coletivo e nossa própria maneira de construir empresas de sucesso. Esta receita precisa ser comprovada com casos reais de empresas brasileiras e divulgada amplamente com o intuito de influenciar novas gerações de empreendedores.

Esta mudança já está acontecendo, porém ainda não atingimos o tipping point. Ainda precisamos coordenar melhor os diferentes stakeholders: empreendedores, investidores, incubadores e aceleradoras, governo, universidade e grandes empresas. Só a combinação das capacidades de cada um desses grupos permitirá que o Brasil atinja um novo patamar de desenvolvimento da indústria de tecnologia.

Francisco Ferreira, Sócio-fundador da BizCapital, fintech que tem como principal objetivo desburocratizar e tornar mais eficiente o processo de concessão de crédito para o micro e pequeno empreendedor.

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Israel, destino startup

Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV leva a Israel interessados em vivenciar a cultura high tech. Programa inclui visitas e workshops – inscrições vão até 31 de outubro

O pioneirismo e a liderança de Israel como nação das startups são tema da segunda edição da Missão Empreendedora do CENN (Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios), da Fundação Getúlio Vargas. O programa, uma parceria com a Universidade de Jerusalém, inclui uma viagem ao destino, de 7 a 16 de janeiro de 2018, quando os visitantes poderão vivenciar e entender por que o país foi chamado pela The Economist como o superpoder da indústria high tech.

Organizada pelo Prof. Gilberto Sarfati, a Missão Empreendedora terá visitas a startups, encontros com líderes das empresas e workshops com temas como o conceito de segurança no país, desenvolvimento de produtos amados pelo público e estratégias de inovação. Além disso, os participantes terão a oportunidade de conhecer lugares turísticos como Massada, Kedma e o Museu do Holocausto.

A inscrição do programa vai até 31 de outubro. Interessados devem entrar em contato com o CENN pelo e-mail cenn@fgv.br.

II MISSÃO EMPREENDEDORA FGVCENN – ISRAEL, THE STARTUP NATION
7 a 16 de janeiro de 2018
Inscrições até 31 de outubro
Mais informações: aqui.

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SPIN Summit 2017 debate o desenvolvimento tecnológico com nomes relevantes de Brasil e Israel

Nos dias 9 e 10 de agosto, ocorre o SPInnovation Summit 2017, que tem o objetivo de aproximar empresários e investidores de Brasil e Israel para estimular a geração de novos negócios tecnológicos no país. Durante o evento, serão realizadas palestras e sessões sobre o desenvolvimento do setor, com a participação de autoridades e nomes importantes do mercado.

“O SPIN Summit 2017 se apresenta como uma plataforma de negócios para um cenário brasileiro emergente em tecnologia, que chama a atenção de investidores relevantes na área, como é o caso de Israel. Dessa maneira, é possível compartilhar conhecimentos e criar novas parcerias para desenvolver o mercado tecnológico com o trabalho em conjunto dos dois países”, ressalta Ric Scheinkman, Diretor-presidente da Harpia Capital e Diretor da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria.

SPInnovation Summit 2017

Data: 9 e 10 de agosto de 2017

Horário: 8h30 às 18h

Local: Clube Hebraica

Endereço: R. Hungria, 1000 – Pinheiros, São Paulo – SP

Mais informações: www.spin2017.com

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Singapura, Reino Unido, Nova Zelândia e Emirados Árabes entre as principais economias da Evolução Digital

A Fletcher School e a Mastercard anunciam o Índice de Evolução Digital de 2017, análise pormenorizada da adoção de tecnologia e a situação da confiança digital no mundo

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A Fletcher School da Universidade Tufts, em parceria com a Mastercard, acaba de anunciar o Índice de Evolução Digital de 2017. Esta pesquisa analisa o progresso obtido pelos países no desenvolvimento de suas economias digitais e na integração de bilhões de pessoas por meio das novas tecnologias.

O estudo identificou Singapura, Reino Unido, Nova Zelândia, Emirados Árabes Unidos, Estônia, Hong Kong, Japão e Israel como as elites digitais, que se caracterizam por altos níveis de desenvolvimento digital e uma rápida taxa de evolução digital. Munidos de dinamismo e inovação, esses mercados de Destaque exemplificam o ponto ideal de progresso e crescimento futuro.

Com quase 50% da população mundial online, este estudo mapeou o desenvolvimento de 60 países e evidencia seu grau de competitividade e potencial de mercado para um maior crescimento. O Índice ainda analisa quatro motivos principais e mais 170 indicadores exclusivos para traçar as trajetórias de cada um desses países:

• Oportunidade (ou acesso a infraestrutura e à Internet)
• Demanda de tecnologias digitais pelos consumidores
• Clima institucional (políticas/leis e recursos públicos)
• Inovação (investimentos em P&D e startups digitais, etc.)

Empresas, governos e a sociedade civil estão trabalhando em conjunto para levar acesso a todos, ao mesmo tempo em que protegem a infraestrutura digital. O relatório oferece um modo de avaliar o grau de “confiança” digital, bem como a situação e o ritmo de evolução digital, com exemplos de todo o mundo, dando aos países a oportunidade de aprender uns com os outros para promover seu próprio avanço.

“Adoção, qualidade da infraestrutura e das instituições digitais e a inovação moldam coletivamente a competitividade digital de um país, mas os governos também desempenham um papel fundamental no processo. O relatório também revelou que a confiança que os consumidores depositam nas tecnologias digitais está correlacionada com o nível de competitividade digital”, disse Bhaskar Chakravorti, reitor associado de negócios e finanças internacionais da Fletcher School da Universidade Tufts e diretor-executivo fundador do Instituto Fletcher para Negócios no Contexto Global.

Os resultados

• Com base na pontuação geral de evolução digital, Noruega, Suécia, Suíça, Dinamarca, Finlândia, Singapura, Coréia do Sul, Reino Unido, Hong Kong e Estados Unidos ocupam a lista das dez principais economias digitais. Porém dado o ritmo atual de inovação e mudança, ser uma economia digital avançada hoje não garante necessariamente esse status amanhã. O grau de abertura e apoio que existe para a inovação ajuda a determinar seu potencial de crescimento futuro.
• Unindo o ritmo e o grau de avanço digital, a pesquisa classifica os mercados em quatro categorias distintas:
• Destaques – Singapura, Reino Unido, Nova Zelândia, Emirados Árabes Unidos, Estônia, Hong Kong, Japão e Israel demonstram altos níveis de desenvolvimento digital e continuam a liderar a inovação e o crescimento.
• Estagnados – Muitos países desenvolvidos da Europa Ocidental, países nórdicos, Austrália e Coréia do Sul têm um histórico de crescimento sólido, mas a dinâmica de suas economias vem diminuindo. Sem investir em mais inovação, eles correm o risco de ficarem defasados.
• Emergentes – Embora ainda apresentem níveis absolutos de avanço digital relativamente baixos, são mais dinâmicos, devem crescer e são atraentes para os investidores. China, Quênia, Rússia, Índia, Malásia, Filipinas, Indonésia, Brasil, Colômbia, Chile e México demonstram têm esse potencial.
• Atenção – Países como África do Sul, Peru, Egito, Grécia e Paquistão enfrentam desafios significativos e sofrem tanto por conta dos baixos níveis de avanço digital quanto por ritmos mais lentos de crescimento.

“Sabemos que a tecnologia tem o potencial de melhorar economias e nossas vidas, mas crescimento só acontece se todos confiarem no desenvolvimento do ecossistema”, afirma Ajay Bhalla, presidente de risco e segurança empresarial da Mastercard. “Em nossa busca de um mundo verdadeiramente conectado, a confiança e a segurança são fundamentais para o desenvolvimento digital bem-sucedido”.

Novidade na edição deste ano: O Fator de Confiança

Até o momento não existe consenso sobre o que se entende por confiança digital e muito menos como mensurá-la, mas ela continua sendo fundamental para a economia digital global. Novidade no relatório de 2017, a pesquisa analisou 42 dos 60 países do Índice com relação a quatro parâmetros fundamentais – comportamento, atitudes, meio ambiente e experiência – para entender melhor a situação da confiança digital.

• Países como China, Suíça, Singapura e os nórdicos pontuam bem em métricas diferentes, mas por razões completamente diferentes.
• O consumidor chinês é atípico quando se trata de demonstrar paciência em situação de atrito, como velocidade lenta de acesso à internet.
• Os países da Europa Ocidental e os nórdicos lideram em experiência e ambiente de confiança digital, que refletem os sólidos investimentos em medidas de segurança, privacidade e responsabilização e na mitigação de atrito.
• Em geral, a pesquisa mostra que em países com pontuação maior para dinamismo, os consumidores são mais tolerantes a atritos em suas interações e transações digitais diárias, sugerindo que dinamismo pode ser um fator essencial para se entender o comportamento e a confiança do consumidor.

Além disso, governos e empresas são considerados os garantidores da confiança e devem promover a confiança de seus cidadãos e consumidores. Os resultados indicam que confiança é fundamental para a competitividade digital e que os países não conseguem progredir muito sem ela.

Implicações: Como os países podem se beneficiar

Mais informações e estudos de caso específicos de cada país podem ser encontrados no resumo geral que inclui:

• Uso de políticas públicas como peça fundamental para o sucesso da economia digital (em inglês): Isso tem consequências que vão desde as negociações do Brexit até a forma como a Índia impulsiona sua sociedade para um futuro com “menos dinheiro físico”, até para a competição entre os EUA e a China pelo domínio da economia mundial.
• Identificação dos fatores que impulsionam o dinamismo digital: As economias desenvolvidas e em desenvolvimento devem enfatizar diferentes formas de estimular seu crescimento: inovação e instituições, respectivamente.
• Alavancando o crescimento de um pequeno país com parcerias públicas: Pequenos países podem crescer rapidamente como early adopters criando os ecossistemas corretos.
• Reinventando os gigantes digitais: Os países mais avançados digitalmente podem usar sua escala e conexões existentes no mundo para se reinventarem.
• Promovendo a recuperação digital eliminando disparidades de acesso móvel: Os países menos avançados digitalmente devem priorizar a expansão do acesso à internet por meio de telefones celulares.
• Trabalhando para conquistar a confiança dos usuários: Conforme as nações progridem digitalmente e seu dinamismo diminui, as empresas de tecnologia e os legisladores podem precisar priorizar a criação de confiança para manter o crescimento.
O relatório completo e a metodologia podem ser acessados aqui. Para mais informações e conteúdo parra compartilhamento, acesse o nosso press kit digital.

Sobre o Índice de Evolução Digital

O Índice de Evolução Digital de 2017 segue o lançamento bem sucedido da primeira edição do Índice em 2014. A pesquisa por trás desta última edição considera inúmeros novos fatores para melhor refletir mudanças rápidas no mundo digital e criar um relatório preciso, robusto e abrangente.

A análise pormenorizada inclui um estudo sobre o ritmo da evolução digital em 60 países, com base em quatro principais fatores de oportunidade, demanda, clima institucional e inovação. Ela se baseia em mais de 8 anos de dados (2008-2015) e estabelece pontuações para evolução digital geral e dinamismo digital, bem como uma avaliação da confiança digital.

O Índice de Evolução Digital é um produto de pesquisa da Digital Planet — uma plataforma interdisciplinar de pesquisa do Instituto Fletcher para Negócios no Contexto Global da Universidade Tufts.

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SPIN Summit 2017 debate tecnologia no Brasil e estimula negócios com Israel

f9d640_bce6f4f8bfcd4916aac16bdefff41039-mv2 Nos dias 9 e 10 de agosto, será realizado o SPInnovation Summit 2017, que promoverá palestras, debates e trocas de experiências sobre o desenvolvimento tecnológico no Brasil e em Israel, um dos principais polos do mundo no setor. Cerca de mil pessoas, como autoridades e participantes renomados, marcarão presença no evento, que tem a finalidade de estreitar a relação entre empresários e investidores dos dois países para impulsionar a geração de novos negócios no Brasil.

“Trata-se de uma excelente oportunidade para compartilhar conhecimentos e entender como os dois países podem trabalhar juntos com inovação e tecnologia. O Brasil possui um cenário atrativo para o desenvolvimento empresarial e, por isso, chama a atenção de mercados importantes no setor, como é o caso de Israel. Dessa forma, o SPIN Summit 2017 irá promover o networking entre as duas nações, com o objetivo de estimular negócios que propiciem o avanço tecnológico brasileiro”, comenta Ric Scheinkman, Diretor da Câmara Brasil Israel, Indústria e Comércio.

SPInnovation Summit 2017

Data: 9 e 10 de agosto de 2017

Horário: 8h30 às 18h

Local: Clube Hebraica

Endereço: R. Hungria, 1000 – Pinheiros, São Paulo – SP

Mais informações: www.spin2017.com

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Israelense especialista em segurança cibernética ministra palestra na Fiesp

O ex-diretor da Autoridade Nacional de Segurança Cibernética de Israel, Erez Kreiner, atualmente CEO da Cyber Rider, apresenta a palestra “Para o Sucesso do Negócio, a Melhor Defesa é … Defesa” nesta quarta-feira (21), das 8h30 às 11h, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O objetivo do evento, promovido pelo Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp é discutir como investir e aperfeiçoar a segurança cibernética, com foco na experiência que Israel adquiriu ao fazer da segurança da informação uma linha de defesa robusta e frutífera para os negócios.

O palestrante

Erez Kreiner, engenheiro de computação, formado no Technion de Israel, com MBA e mestrado em Segurança Nacional, foi diretor da Autoridade Nacional de Segurança Cibernética de Israel, e responsável por construir e desenvolver a capacidade de defesa cibernética no país. Atualmente comanda a Cyber Rider, empresa de consultoria e startups.

Responsável por evitar ciberataques em domínios israelenses, Kreiner, também serviu como diretor de Segurança da Informação na Agência de Segurança de Israel (ISA) e diretor de Segurança de Israel na Europa.

Sua carreira envolveu atividades internacionais entre empresas, agências e organizações cibernéticas. Kreiner teve a oportunidade de informar o secretário do Departamento de Segurança Interna dos EUA em questões cibernéticas mais de uma vez.

PALESTRA INTERNACIONAL SOBRE SEGURANÇA CIBERNÉTICA – BRASIL & ISRAEL

Palestra: “Para o Sucesso do Negócio, a Melhor Defesa é … Defesa”

Tema: segurança cibernética

Palestrante: Erez Kreiner

Data: quarta-feira (21/9)

Horário: das 8h30 às 11h

Local: sede da Fiesp, à Avenida Paulista, 1313, Cerqueira César

Programação completa: http://www.fiesp.com.br/agenda

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