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MCTIC lança Plano Nacional de IoT no Futurecom 2017

Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e McKinsey revelam no evento as diretrizes para a Internet das Coisas no Brasil

Futurecom 2017, mais importante de TIC da América Latina, é o ambiente escolhido para o lançamento do Plano Nacional de Internet das Coisas, anunciado pelo governo federal desde o fim do ano passado. A cerimônia solene de abertura do Futurecom 2017, em 2 de outubro, a partir das 19h30, contará com a presença do ministro do MCTIC, Gilberto Kassab; do secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges; e do secretário de Política de Informática (Sepin) do MCTIC, Maximiliano Martinhão, que fará o lançamento oficial do Plano Nacional de IoT – “Internet das Coisas: um Plano de Ação para o Brasil”. Na sequência, a programação do congresso terá a primeira apresentação pública e para a imprensa do plano, às 9h do dia 3 de outubro, quando o consórcio liderado pela consultoria McKinsey & Company – com a participação da Fundação CPqD e do escritório de advocacia Pereira Neto/Macedo – vai expor em detalhes as políticas, o plano de ação e as estratégias de implantação das tecnologias que vão conectar dispositivos e equipamentos. Outro parceiro no trabalho é o BNDES.

Para a aplicação do Plano Nacional IoT, as instituições envolvidas realizaram estudos preliminares que identificaram quatro verticais prioritárias para receberem os primeiros serviços voltados à qualidade de vida da população e o desenvolvimento sustentável por meio da tecnologia. São elas Cidades, Saúde, Agronegócio e Indústria. O plano prevê que essas políticas sejam aplicadas já no período entre 2018 e 2022.

Segundo Laudalio Veiga Filho, presidente do Futurecom, “o evento tem o pioneirismo como uma de suas principais características e, neste ano, recebe o privilégio de lançar o plano que será capaz de promover a melhoria na gestão de serviços públicos e também na qualidade de vida da população, além de movimentar a economia do país”. “Temos certeza de que estamos contribuindo para um momento histórico no desenvolvimento da sociedade brasileira.”

O que é a Internet das Coisas na prática? De acordo com o cientista Kevin Ashton – foi ele que usou essa expressão pela primeira vez em 1999 – “Internet das Coisas é um conceito tecnológico em que todos os objetos da vida cotidiana estariam conectados à internet, agindo de modo inteligente e sensorial”. Por exemplo, um automóvel informando o sistema de ventilação da residência que seu morador está chegando, o smartphone servindo como interface entre as pessoas e o sistema elétrico da residência para programar o horário de acender as luzes ou ligar o ar condicionado, ou até mesmo fazer o reconhecimento facial para acionar a abertura de um portão da garagem ou da fechadura de entrada.

O Plano Nacional de Internet das Coisas proporcionará mais inteligência na prestação de serviços públicos e privados capacitação de pessoas, inovação, empreendedorismo, além de colocar o Brasil como desenvolvedor de tecnologias no mercado global. Na saúde, a comunicação entre equipamentos pode melhorar o atendimento médico, as cirurgias e salvar vidas, tanto em locais remotos quanto em grandes centros urbanos. Já a indústria, vive o momento de mais uma revolução com o aperfeiçoamento das tecnologias de mecanização e perfeição de processos produtivos. E o agronegócio prevê grandes avanços na escala e na qualidade de produção mundial de alimentos para acompanhar o aumento populacional.

Futurecom 2017
Quando: de 02 a 05 de outubro de 2017, das 9h às 20h
Abertura: dia 02/10, às 20h
Apresentação do Plano Nacional de IoT: dia 03/10, 9h, auditório Brasil
Onde: Transamérica Expo Center – Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387
Informações: www.futurecom.com.br
Programação: futurecom.com.br/pt/o-evento/programacao-geral.html

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Usina de Itaipu usa Internet das Coisas para reduzir falhas e fazer a gestão de ativos

A Usina Binacional de Itaipu, que fica localizada no Rio Paraná entre o Brasil e o Paraguai, tem investido em tecnologia para reduzir falhas e paradas desnecessárias e permitir a gestão de seus ativos. A empresa já entrou na era da indústria 4.0 e usa a Internet das Coisas industrial (IoT) para aumentar a sua performance operacional. Os investimentos em transformação digital que começaram em 2002 se intensificaram em 2015 e ajudaram Itaipu a alcançar o recorde mundial em geração de energia no ano passado – mais de 100 milhões de megawatts.

De acordo com Bruno Marins Fontes, gerente da Divisão de Engenharia Eletrônica e Sistemas de Controle da Itaipu, três fatores interferem diretamente na geração de energia: a disponibilidade de água, o consumo, e a condição operacional dos ativos. “Os dois primeiros – disponibilidade de água e seu consumo – não são controláveis, mas a condição operacional dos ativos, sim, e podemos melhorar cada vez mais para reduzir falhas e paradas desnecessárias”, explicou.

A Usina de Itaipu conta com um reservatório de 1.350 quilômetros quadrados e começou a operar em 1984. Hoje, com 20 unidades geradoras é líder global em geração de energia limpa. Em 2002 Itaipu começou a usar o PI System, um sistema de controle digital desenvolvido pela OSIsoft, empresa do Vale do Silício, líder em inteligência operacional e amplamente usada em todo o mundo quando se trata de Internet das Coisas na Indústria (IoT).

No início da implantação da tecnologia, o objetivo era apenas concentrar as informações operacionais em uma base de dados única, confiável e de fácil acesso. Após assinar um novo contrato para ampliar a utilização da ferramenta em 2015, atualmente Itaipu consegue disponibilizar dados de produção para a tomada de decisão em todos os níveis da empresa – de operadores até executivos. Através do mapeamento de 70 mil tags (pontos de medição) são realizadas análises estatísticas na pós-operação e análises da disponibilidade dos equipamentos industrias.

Itaipu está desenvolvendo um projeto para Atualização Tecnológica da usina, que irá ampliar significativamente o grau de digitalização da planta de supervisão, controle e automação. Estima-se que o volume de dados gerados salte de 70 mil tags para mais de 200 mil… “Nosso desafio é a modernização do uso da tecnologia e da planta como um todo”, disse Fontes. Hoje, 8 mil pontos têm mapeamento de temperatura, vibração e descargas parciais para auxiliar as equipes de manutenção, engenharia, operação e de engenharia civil.

“Queremos mudar a forma de fazer manutenção. Atualmente, com a manutenção programada, paramos a cada semana, a cada mês, para rever e ajustar, independentemente da condição daquele equipamento. Com a tecnologia queremos fazer manutenção baseada em condição (CBM), ou seja, só vamos parar se for necessário efetuar manutenção porque temos dados para isso”.

De acordo com Bruno Fontes, com a digitalização, Itaipu busca aumentar a geração de energia, aumentar a disponibilidade dos ativos e reduzir as paradas. “Além disso, as informações obtidas com o Big Data nos ajudam a realizar análises de negócio. Já fazemos a gestão dos ativos de forma integrada, disponibilizando os dados para a operação e a manutenção usarem”, finalizou.

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MCTIC, BNDES e McKinsey fazem balanço do Plano Nacional de IoT

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o consórcio liderado pela McKinsey & Company, com a participação da Fundação CPqD e do escritório de advocacia Pereira Neto | Macedo, divulgaram nesta terça-feira (19 de setembro) no Painel Telebrasil 2017, em Brasília, alguns dos resultados já consolidados do estudo técnico “Internet das Coisas: Um Plano de Ação para o Brasil”, que servirá de base para o Plano Nacional de IoT. O balanço foi apresentado no painel intitulado “Plano Nacional de IoT: Prioridades e Objetivos” pelo coordenador-geral de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Política de Informática do MCTIC, Thales Marçal Vieira Netto; pelo Gerente Setorial AI/DETIC do BNDES, Ricardo Rivera; pelo sócio sênior da McKinsey, Paulo Fernandes; e pela sócia Patrícia Ellen, também da consultoria.

Nesta etapa do estudo técnico, estão previstos a elaboração de uma visão geral e os objetivos estratégicos para implementação de políticas voltadas à adoção da tecnologia para cada frente prioritária (verticais) e o desenvolvimento de um Plano de Ação para o período 2018-2022.

As quatro frentes prioritárias identificadas pelo estudo foram: Cidades, Saúde, Agronegócio e Indústria. A metodologia para tal escolha incluiu a mensuração da demanda por serviços de Internet das Coisas (IoT) nas respectivas áreas, da capacidade de desenvolvimento da tecnologia em cada uma delas e da oferta de serviços de IoT para as mesmas. Os realizadores do projeto analisam agora como os fatores transversais (horizontais) a estes segmentos — capital humano; inovação e inserção internacional; ambiente regulatório, segurança e privacidade; e infraestrutura de conectividade e interoperabilidade — interferem e podem contribuir para evolução de IoT no Brasil.

Na frente de atuação para Cidades, o foco de aprofundamento do estudo é a viabilização de planos de IoT para municípios de diferentes perfis. Para a Saúde, a pesquisa explora como viabilizar a adoção de Internet das Coisas por hospitais e unidades de atendimento e monitoramento remoto de pacientes. No segmento do agronegócio, o estudo se aprofunda na compreensão de como promover IoT para impulsionar a produção das principais culturas agrícolas e da pecuária. Por fim, o foco de aprofundamento de IoT para a indústria é construção de uma visão geral de oportunidades de aplicação da tecnologia para fomentar o desenvolvimento do setor.

Os elementos do Plano de Ação para o período 2018-2022, apresentado no Telebrasil, tem como objetivo concretizar a aspiração definida pelo projeto para IoT no país, a saber, “acelerar a implantação da Internet das Coisas como instrumento de desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira, capaz de aumentar a competitividade da economia, fortalecer as cadeias produtivas nacionais, e promover a melhoria da qualidade de vida”.

Em outras palavras, o Plano de Ação é constituído por iniciativas que visam promover o desenvolvimento e o crescimento econômico; fazer com que a sociedade se aproprie e se beneficie desta tecnologia (com vistas à melhoria da gestão dos recursos públicos, prestação de serviços inteligentes e impulso à capacitação de pessoas); e permitir que IoT fortaleça as pequenas e médias empresas, gerando inovação, aumento do potencial de exportação desta tecnologia e inserção no cenário internacional.

Visões para as Frentes Priorizadas – Por fim, foram apresentados para cada uma das verticais selecionadas, como um dos resultados da Fase III do estudo “Internet das Coisas: Um Plano de Ação para o Brasil”, uma visão geral das aspirações do Plano e quatro objetivos estratégicos.

Na vertical de Cidades, esses objetivos visam aperfeiçoar a mobilidade, a segurança pública, o uso dos recursos e a inovação. No campo da Saúde, por sua vez, o plano aponta como objetivos melhorar a efetividade dos tratamentos e o monitoramento contínuo de doenças; a prevenção de situações de risco e o controle de epidemias; o aumento da eficiência dos hospitais públicos; e o estímulo à inovação. Para o agronegócio, os objetivos estratégicos giram em torno da melhoria do uso eficiente de recursos naturais, bem como do maquinário; o aumento do volume de informações e a precisão do monitoramento de ativos biológicos; e a promoção da inovação na área. Por fim, os objetivos para Indústria buscam aumentar a eficiência e a flexibilidade dos processos industriais; o desenvolvimento de novos produtos e modelos de negócio; a integração e a cooperação nas cadeias de fornecedores de bens, componentes, serviços e insumos; e a adoção de soluções desenvolvidas localmente.

O estudo técnico para a elaboração do Plano Nacional de IoT decorre do termo de compromisso firmado em dezembro do ano passado entre o MCTIC e o BNDES. Composta por quatro fases — diagnóstico e aspiração geral; seleção de verticais e horizontais; investigação das verticais, elaboração de visão para cada uma delas e construção de um Plano de Ação; e suporte à implementação —, a pesquisa foi realizada por um consórcio liderado pela McKinsey, com participação do CPqD e da Pereira Neto | Macedo Advogados, com ampla participação do ecossistema de internet das coisas do Brasil. Foram 4.600 convites para participar de um grupo de engajamento digital, 2.200 contribuições na Consulta Pública realizada pelo BNDES em dezembro de 2016 e janeiro de 2017; 380 especialistas consultados; mais de 100 entrevistas e mais de 80 horas de workshops com experts no tema.

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Telit fecha parceria com líder global em segurança digital

A Telit, líder global em Internet das Coisas (IoT), juntamente com a OT-Morpho, líder mundial em segurança digital e identificação de tecnologias, anunciam que trabalharão em parceria para solucionar os desafios enfrentados pela adoção em massa da IoT.

Juntas, as duas empresas vão combinar suas experiências técnicas, bem como promover a integração de seus ecossistemas mundiais de clientes e operadoras, para impulsionar a economia celular de banda estreita do IoT. O foco será a racionalização do processo de gerenciamento de suprimentos e subscrição para a próxima geração de tecnologias para conectividade Cat-M e NB-IoT.

A união de forças entre Telit e OT-Morpho tem ainda por objetivo trazer ao mercado uma abordagem que permitirá a distribuição digital de inscrições móveis sob demanda para módulos de conectividade IoT. A solução conjunta permitirá a interoperabilidade global, reduzirá o custo total de propriedade dos clientes finais e melhorará o tempo de colocação no mercado de soluções desenvolvidos por empresas e fabricantes de dispositivos que buscam implantar projetos de IoT em larga escala.

“Estamos entusiasmados com a parceria com a OT-Morpho, que nos possibilita colaborar de formas inovadoras para atender às necessidades do mercado IoT. Acreditamos que nossa nova abordagem também oferecerá benefícios significativos aos parceiros da MNO (sigla do inglês, referente as operações móveis) – incluindo, entre outras, novas vantagens no mercado de serviços, impacto mínimo nos processos de negócios existentes e economia de custos na logística de SIMs, mantendo o mais alto nível de segurança”, afirma Oozi Cats, CEO da Telit. “Na sequência da oferta recentemente anunciada Telit simWISE, esta nova solução visará ainda mais a próxima onda de dispositivos NB-IoT e Low Cat que permitem um serviço global de gerenciamento de assinaturas centradas no IoT, reduzindo o custo total de propriedade dos clientes finais e melhorando o time-to-Market para desenvolvedores de IoT”.

“OT-Morpho e Telit veem a grande oportunidade representada pelo mercado de IoT e acreditam que, como principais intervenientes no ecossistema, eles têm um papel vital a desempenhar para ajudar os operadores de redes e as empresas a implementar suas estratégias de IoT. Ao simplificar o gerenciamento de assinaturas e trazer soluções que podem melhorar a segurança e a integridade dos dispositivos conectados, estamos cumprindo as necessidades críticas da indústria para que o IoT atinja todo o seu potencial “, disse Didier Lamouche, CEO da OT-Morpho.

Conforme a Telit e OT-Morpho avançam em sua parceria, as empresas planejam anunciar os detalhes de sua solução no futuro próximo, o que permitirá uma adoção em larga escala da tecnologia celular em bilhões de dispositivos em todo o mundo.

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Anatel licencia Vecto Mobile como operadora virtual de telefonia celular

A Vecto Mobile, empresa com foco total em conectividade para Internet das Coisas, recebeu autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para atuar como operadora virtual de telefonia celular. É a quinta Full MVNO no Brasil a obter a licença. Desde o mês passado, a empresa pode explorar o serviço móvel pessoal em todas as áreas de registro do país (regiões I, II e III).

“Somos uma operadora de telefonia móvel 100% brasileira, nascida para atender lacunas de serviços de nicho não cobertos pelas operadoras móveis tradicionais, como os projetos baseados em Internet das Coisas por meio da comunicação M2M (Machine to Machine)”, diz Gerson Rolim, CIO da Vecto. “Nosso foco é conectividade e não temos intenção de oferecer serviços de voz”.

A nova operadora acaba de assinar contrato para projetos de IoT nos mercados de adquirência, monitoramento veicular, carros conectados, agronegócios, automação industrial, segurança, seguros e rastreamento. Um desses projetos permite acompanhar o trajeto de bagagens, cargas e pessoas em qualquer lugar do mundo. Outro dá ao criador de gado informações valiosas e em tempo real sobre o seu rebanho, enquanto um terceiro otimiza o tempo de plantio e colheita.

“As empresas começam a perceber os benefícios da Internet das Coisas, pois a tecnologia já apresenta sensores mais baratos e mais poderosos (que geram dados valiosos e acessíveis em nuvem), tecnologias de segurança e software inteligentes que podem ser embutidos nos dispositivos conectados, e conectividade cada vez mais rápida e onipresente”, afirma Rolim.

A solução da Vecto Mobile está centrada em um cartão SIM IoT M2M que pode ser incorporado ao hardware de dispositivos móveis inteligentes, como eletrodomésticos, tablets e smartphones. Entre as suas principais características estão a possibilidade atualização remota (o cartão pode receber atualizações, correções, novas funcionalidades e configurações de rede sem a necessidade de substituição ou descarte), a robustez (suporta intempéries e ambientes hostis, em temperaturas que variam de – 40º C a + 105º C) e a tecnologia embarcada (é inserido no dispositivo desde a sua fabricação e, portanto, menos sujeito a quebras e manuseios).

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Security4IT discute as vulnerabilidades e as oportunidades que as tecnologias de IoT oferecem

O IoT (em inglês, Internet of Things ou Internet das Coisas, em português) já passou de tendência e hoje, é uma realidade no Brasil e no mundo. De acordo com um estudo da Pyramid Research, 73% das empresas de médio e grande porte no Brasil já possuem alguma preocupação com IoT. Neste sentido, a segurança cibernética é um tema que deve ser considerado com cuidado e este é o foco da apresentação da Security4IT, em sua palestra e em seu estande (#04) no Mind The Sec 2017.

“O atual universo de dispositivos conectados ainda gera muitas questões no mercado, principalmente quando falamos em ameaças cibernéticas. É preciso estar atento e ter soluções robustas que permitam controlar todos os acessos à rede da organização e caso uma anomalia de acesso seja identificada, é crucial ter um plano de ação”, afirma Cassio David Pereira, sócio e diretor financeiro da Security4IT.

A preocupação já está na pauta de conselhos administrativos das companhias, líderes e gestores, principalmente após os ataques em escala global que intensificaram os investimentos neste setor. No Brasil, 57% das empresas investem em políticas e estratégias de segurança cibernética em IoT, segundo estudo da PWC. Além disso a mesma pesquisa aponta que, 35% planejam investir em análises de vulnerabilidade para IoT nos próximos 12 meses.

“Todo o evento gera um relevante debate sobre a importância de proteger as redes e os dispositivos conectados. É fundamental encontrar um equilíbrio entre segurança e acessibilidade, no IoT e então, avaliar seus benefícios e riscos. A Security4IT tem acompanhado a evolução do mercado na busca das melhores soluções para seus clientes e está focada não só na detecção de ameaças existentes, mas também por meio de análise de comportamentos de rede, avalia situações atípicas e assim identifica ataques como Sandbox, Zero Day, dentre outros”, completa Fabio Maeji Amaro, sócio e diretor comercial da Security4IT.

O Mind The Sec é uma das principais conferências sobre Segurança da Informação realizada no Brasil. O evento tem a finalidade de estimular a troca de conhecimento entre os profissionais responsáveis pela proteção de dados de instituições e pessoas físicas, além de reunir as principais empresas e tomadores de decisão do setor.

Os sócios e diretores da Security4IT, Cassio David Pereira e Fabio Maeji Amaro, ministram a palestra Segurança e visibilidade em um mundo de IoT, no dia 13/09 às 17h20.

Mind The Sec

Data: 12 e 13 de Setembro

Local: Grand Hyatt São Paulo – Av. das Nações Unidas, 13.301, Itaim Bibi – São Paulo, SP

Palestra Security4IT: Segurança e visibilidade em um mundo de IoT – palestrantes: Cassio David Pereira e Fabio Maeji Amaro, sócios e diretores da Security4IT.

Data: 13 de setembro

Horário: 17h20

Website: mindthesec.com.br/saopaulo2017/

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A tecnologia como motor da Indústria – Por Mário Rachid

De todos os setores impactados pelo processo de transformação digital, o segmento industrial é um dos que passará pelas maiores mudanças estruturais nos próximos anos. O avanço de tecnologias disruptivas, que preveem a formação de uma ampla rede de conexão e troca de dados entre dispositivos, sistemas e máquinas para automatização do processo produtivo, marca uma nova era na história da indústria mundial. No Brasil, as indústrias serão afetadas por essa revolução digital e terão que adotar um novo modelo de trabalho, reformulando o uso de tecnologias, adotando máquinas inteligentes e implementando soluções de TI e sistemas de telecomunicações que serão a base inteligente da nova rede de robôs.

Podemos afirmar que a grande revolução proporcionada pela Indústria 4.0 acontecerá quando os chips instalados nas máquinas começarem a controlar todas as plantas industriais, gerando um salto tecnológico jamais antes visto. Com todos os sistemas conectados, as indústrias nacionais, independentes de seu ramo de atuação, poderão ter importantes ganhos de performance, aproveitando melhor seus ativos, controlando com precisão a produção e alcançando melhores vantagens competitivas.

Além de garantir a eficiência e a agilidade do processo produtivo, os chips estarão preparados para coletar um volume gigantesco e valioso de dados sobre as máquinas, dispositivos e sistemas conectados de uma indústria. Assim, as organizações conseguirão definir os parâmetros exatos de sua produção para serem mais assertivas em suas decisões estratégicas, como na negociação com parceiros comerciais, por exemplo.

As soluções de IoT – Internet das Coisas estarão em todas ás áreas de produção. Os chips estarão presentes também nos dispositivos de controle de toda a cadeia de produção, incluindo a compra e o recebimento de matérias-primas, sendo capazes de otimizar estoques e fornecer informações valiosas que permitirão que as indústrias negociem valores com fornecedores. Nesse cenário, a produção ociosa acaba dando espaço para uma manufatura inteligente e preparada para o modelo sob demanda.

Outras informações estratégicas a serem extraídas dos chips instalados nas máquinas são os dados referentes ao desempenho dos equipamentos. Com uma visão prévia e instantânea de tudo o que ocorre com o maquinário, é possível planejar a produção, evitar gargalos, programar manutenção e reposição de peças, mitigando possíveis prejuízos com máquinas inoperantes ou ociosas.

O controle do processo produtivo será de ponta a ponta, desde a assinatura do pedido até a entrega do produto final. Fábricas estarão aptas também a darem um novo passo rumo a personalização, com equipamentos em 3D para a produção sob medida. A entrada na era da transformação digital será um caminho rumo ao futuro e sem volta para as indústrias, que não sobreviverão mais sem tecnologia, dispositivos móveis e sistemas de telecomunicações.

Com esse movimento, pesquisas indicam que surgirão novas oportunidades de negócios. Segundo o Gartner, as empresas representam 57% dos gastos totais com IoT em 2017. Neste ano, os investimentos globais em hardware para o uso de coisas conectadas dentro das empresas chegarão a US$ 964 bilhões. As aplicações de consumo somarão US$ 725 bilhões em 2017 e, até 2020, os gastos nesses dois segmentos atingirão quase US$ 3 trilhões. Já temos quase 9 bilhões de “coisas” conectadas em uso em 2017, sendo que cerca de 3 bilhões já estão sob controle das empresas. A expectativa é que o volume total chegue a 20 bilhões até 2020.

As manufaturas tradicionais, que ainda tinham dúvidas sobre os benefícios da transformação digital, precisam acelerar a transição para se adequarem ao novo modelo de negócios e não serem ultrapassadas. Com um processo automatizado, mais ágil e com menos chance de erros, as indústrias que saírem à frente terão resultados positivos e condições de concorrer no atual mundo globalizado no qual vivemos.

Mário Rachid, Diretor Executivo de Soluções Digitais da Embratel

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Magic Software anuncia plataforma de integração de APIs para Fintechs e IoT

A Magic Software, fornecedora de plataformas de desenvolvimento e integração de aplicações empresarias, anunciou a liberação das funcionalidades da sua plataforma Magic xpi para a integração entre APIs (Application Programming Interface). Projetos de Internet das Coisas e Fintechs são beneficiados pela criação de ambientes de gestão e de comunicação entre APIs, criadas para entregar serviços via dispositivos e serviços conectados, além da ferramenta oferecer ambiente de desenvolvimento, customização e atualização contínua.

O anúncio da Magic Software acompanha a evolução do número de projetos IoT e Fintechs no mercado e é acompanhado de um conjunto de serviços de apoio aos projetos locais, facilitando o trabalho das empresas brasileiras que pretendem colocar em prática suas novas ideias no ambiente de negócios. A plataforma Magic xpi permite conectar as informações entre as APIs, sensores, equipamentos e também com os sistemas de negócios ERP, CRMs, aplicações MES (Manufacturing Execution System), Supply Chain, ente outras, facilitando aos gestores dos projetos o acesso aos dados em tempo real.

“As APIs viabilizam a comunicação entre serviços a partir de ambientes tecnológicos distintos e quando necessitamos conectar uma API à outra, em geral, existe um esforço de desenvolvimento significativo para realizar esta comunicação. O Magic xpi reduz drasticamente o tempo de criação desta interface, oferece capacidades de orquestração e automatização de processos, inserindo lógica de negócios nessa comunicação, além de oferecer um ambiente de monitoramento, fundamental para a operação. Com isso, ganha-se maior eficiência, qualidade e velocidade na entrega dos projetos de integração”, afirma Rodney Repullo, CEO da Magic Software Brasil.

Segundo o executivo, a integração entre diversos sistemas para a troca de informações por meio das APIs já vem ocorrendo em larga escala em diversos setores e os recursos da plataforma Magic xpi tem elevado a capacidade de execução e diminuído o risco de projetos de integração por parte de seus parceiros e clientes. “A proposta do Magic xpi é reduzir significativamente a complexidade deste trabalho”, enfatiza o executivo.

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ABX Consulting anuncia acordo com a WND Brasil no mercado de Internet das Coisas

A ABX Consulting acaba de firmar acordo comercial com a WND Brasil, que está implantando a primeira rede dedicada à Internet das Coisas no pais com tecnologia SigFox. Pelo acordo, a ABX Consulting atuará como provedora de consultoria de negócios para o desenvolvimento da rede e de soluções para os diversos setores da economia brasileira que podem ser beneficiados com as aplicações de Internet das Coisas.

Segundo Alexandre Britto, CEO da ABX Consulting, a iniciativa é consequência do amadurecimento do mercado de telecomunicações no Brasil, que permite avançar com os projetos de Internet das Coisas em todos os segmentos, com ênfase na indústria e serviços. “Para viabilizar este acordo com a WND Brasil ampliamos a nossa equipe e investimos na capacitação do nosso pessoal, que já possui vasta experiência em projetos de sucesso em telecomunicações”, afirma.

O executivo diz ainda que a nova fase da empresa é resultado da própria evolução como empresa focada em projetos inovadores de conectividade. “A IoT surge para nós como um novo desafio que será satisfatoriamente superado com o apoio de conectividade da WND Brasil e da tecnologia SigFox”, complementa. A empresa, que possui mais de 10 anos de existência, funcionará, segundo Britto, como elo de conexão entre as pessoas, empresas e cidades por meio do mundo das coisas.

Alexandre Reis, COO do Grupo WND (que, além do Brasil, tem operações no México, Argentina, Colômbia e Reino Unido), afirma que o acordo é uma importante contribuição para o plano de negócios da empresa. “A rede de parceiros e relacionamentos da ABX Consulting, que é altamente capacitada, viabilizou a assinatura deste acordo”, afirma. “Temos convicção que a parceria será um diferencial para o desenvolvimento de nossa rede e do nosso ecossistema”.

Tecnologia de Baixo Custo

A rede LPWA que está sendo instalada pela WND Brasil segue tecnologia desenvolvida pela empresa francesa SigFox , já presente em 32 países, e que tem como característica principal ser uma rede de baixo custo que permite a conexão de bilhões de equipamentos e aparelhos à internet com baixíssimo consumo de energia. A arquitetura do sistema é altamente otimizada para o envio de várias mensagens curtas com alta confiabilidade.

Os custos de operação são muito inferiores às soluções atualmente existentes – a comunicação de dados por meio da rede celular, por exemplo. O approach único da tecnologia SigFox soluciona as três grandes barreiras para a adoção global de IoT, ou seja, oferece baixo custo de conectividade e equipamentos, baixo consumo de energia e oferece escala global.

A ABX Consulting atua na estratégia corporativa, desenvolvimento de negócios, gerência de projetos e programas de Tecnologia, Telecomunicações, TV e Internet e colaborou em quase todas as operações de TV por Assinatura no Brasil, assim como empresas de Tecnologia, Ensino a Distância e Grupos Religiosos.

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Metade das empresas de manufatura no mundo adotará tecnologias wearable em 2017, segundo estudo

A Zebra Technologies Corporation (NASDAQ: ZBRA), líder de mercado no segmento de mobilidade, scanners e impressoras de códigos de barras com software e serviços que garantem às empresas visibilidade em tempo real, revelou hoje os resultados do Estudo Sobre A Indústria Da Manufatura 2017, pesquisa que analisa as tendências emergentes que vão moldar o futuro da manufatura industrial. O estudo mostrou que os fabricantes adotam a IIoT para elevar os níveis de visibilidade e qualidade.

Impulsionadas pela globalização, pelo aumento da concorrência e pela maior demanda dos clientes por mais opções e produtos de alta qualidade, as fábricas conectadas se tornaram uma necessidade. A pesquisa de Zebra estima que crescerá significativamente o número de organizações com uma fábrica totalmente conectada durante os próximos cinco anos.

DADOS RELEVANTES DA PESQUISA

• Empresas de manufatura continuarão adotando a Indústria 4.0 e a fábrica inteligente. Os funcionários usarão uma combinação de identificação por rádio frequência (RFID), tecnologias wearable, sistemas automatizados e outras tecnologias emergentes para monitorar os processos físicos das fábricas e permitir que as empresas tomem decisões descentralizadas. Até 2022, 64% dos fabricantes esperam estar totalmente conectados em comparação com apenas 43% dos dias atuais.

• Metade dos fabricantes está planejando adotar tecnologias wearable até 2022. Cerca de 55% dos usuários atuais de tecnologias wearable esperam ampliar o nível de utilização nos próximos cinco anos.

• Espera-se que processos manuais diminuam significativamente. Atualmente, 62% usam papel para controlar processos essenciais de manufatura. Espera-se que esse tipo de processos ocorra apenas em uma em cada cinco empresas de manufatura em 2022. O uso de papel para controlar trabalhos em andamento (WIP) é altamente ineficiente e sujeito a erros.

• Executivos de todas as regiões mencionaram a garantia de qualidade como principal prioridade nos próximos cinco anos. Empresas com visão de futuro adotam uma filosofia orientada à qualidade para impulsionar o crescimento, o desempenho e a rentabilidade. Até 022, apenas 34% esperam qualificar para essa prioridade como uma de suas principais preocupações – notando que as melhorias feitas, tanto por fornecedores quanto por fabricantes iguais, finalmente vão elevar a qualidade dos produtos acabados.

• Fabricantes afirmaram que os investimentos em visibilidade vão apoiar o crescimento de toda a sua operação. A parcela de 63% citou o rastreamento com uma combinação de tecnologias como foco central (por exemplo, digitalização de códigos de barras, RFID e sistemas de localização em tempo real (RTLS)), que deverá ser implantado para alcançar a visibilidade desejada.

• 51% das empresas planejam expandir o uso da tecnologia de voz nos próximos cinco anos. O crescimento mais significativo da tecnologia de voz será nas maiores empresas (> US$ 1 bilhão) com um uso que atingirá o patamar de 55% até 2022.

RESULTADOS REGIONAIS

• Espera-se que soluções sob demanda e de nuvem e software como serviço (SaaS) para sistemas de execução de manufatura (Manufacturing Execution Systems, MES) crescerão rapidamente – 58% dos entrevistados nos Estados Unidos esperam usar esses serviços até 2022.

• Até 2022, 54% dos fabricantes europeus entrevistados planejam usar RTLS para coletar dados críticos sobre ativos, incluindo localização, estágio e condição.

• Mais da metade (51%) dos fabricantes entrevistados na América Latina e 48% dos fabricantes da Ásia e do Pacífico esperam usar RFID para otimizar trabalhos em andamento até 2022.

• Quase seis em 10 fabricantes latino-americanos (58%) mencionaram maior garantia de qualidade como principal prioridade nos próximos cinco anos.

• As empresas estão se concentrando menos em manter os materiais disponíveis e mais dependentes de fornecedores para prover bens sob demanda.

ANTECEDENTES E METODOLOGIA DA PESQUISA

• 1.100 gerentes que autorizam ou influenciaram a aquisição de tecnologias de manufatura na América do Norte, América Latina, Europa e Ásia-Pacífico foram entrevistados pela Peerles Insights.

• A pesquisa on-line foi realizada durante o primeiro trimestre de 2017 com uma ampla gama de segmentos, entre eles automotivo, alta tecnologia, alimentos e bebidas, tabaco e medicamentos.

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Jornada Digital da Fiep: tecnologia deve focar em soluções relevantes para o consumidor

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O consumidor final como protagonista e como alvo de todas as soluções é o que deve nortear os avanços tecnológicos na era da quarta revolução industrial. O tema foi debatido por especialistas nesta quarta-feira (16), em Curitiba, na Jornada para o Mundo Digital, realizada pelo Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O evento reuniu cerca de 850 pessoas entre industriais, lideranças empresariais e profissionais da área de tecnologia para mostrar os avanços tecnológicos que já aconteceram nas duas últimas décadas e falar sobre o que está por vir na Indústria 4.0.

O evento foi aberto pelo presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, que destacou o papel da entidade no apoio ao setor produtivo na adesão à indústria 4.0. “ Especialmente o Senai sempre foi reconhecido pela alta competência na área de educação profissionalizante. Nos últimos anos investimos também em inovação tecnológica com um reposicionamento de sua marca não só fortalecendo sua atuação como principal interlocutor da sociedade em educação profissional, mas também com capacidade de atender a indústria na área da inovação tecnológica”, destacou.

A presidente da Microsoft, Paula Bellizia, trouxe o dilema entre respeitar o legado das indústrias e buscar novas formas de contato com o consumidor. “A indústria de tecnologia não respeita a tradição, respeita, sim, a inovação. É preciso quebrar paradigmas e sempre fazer o melhor para o cliente e sem atalhos, de forma direta. Isso não tem erro”, disse Paula Bellizia. Segundo ela, a tecnologia deve empoderar as pessoas e as organizações para que elas conquistem cada vez mais. Nesta busca, de acordo com ela, a Microsoft mantém mais de 100 data centers em todo o mundo, onde investe US$ 5 bilhões ao ano.

Fazer e pensar diferente

“A transformação digital não pode ser mais do mesmo. Tem que ser algo diferente e deve acontecer em toda a organização e não mais apenas em um setor”, destacou Cassio Dreyfuss, vice-presidente de pesquisa da Gartner Research, organização de pesquisa na área tecnológica. Segundo ele, a tecnologia está disponível. “O problema é a cultura e isso não se muda do dia para a noite”, disse. Para ele, esta transformação deve estar pautada em quatro pilares: tecnologia, gestão, gente e liderança.

Dreyfus diz que a transformação digital vai acontecer num prazo de quatro a cinco anos e deve começar com o engajamento das pessoas. “É preciso engajar as pessoas, depois criar a visão e o plano. Este plano deve ser executado, monitorado e ajustado sempre que necessário”, disse. “A transformação digital prevê a mudança das organizações que trabalham no sistema de comando e controle para passar a trabalhar com liderança e colaboração”, frisou.

O prazo para implementar a digitalização e conexão dos processos pode variar, mas é algo que em breve será realidade. “A jornada digital é um caminho sem volta e sem fim. É permanente. É preciso falhar cedo e aprender rápido. É preciso ser rápido e sair na frente”, disse Rogério Martins, vice-presidente global da Whirlpool – Inovação e Desenvolvimento de Produtos de Refrigeração. Segundo ele, o tempo é o recurso mais valioso para todas as pessoas. Por isso, todas as empresas devem ter o consumidor no centro de suas atenções para promover soluções que facilitem a sua vida. “É preciso conhecer melhor o consumidor. É para ele que devemos fazer a transformação digital. Se focarmos em qualquer outra coisa que não seja o consumidor vamos nos desviar do nosso propósito. “A tecnologia sem propósito é complexidade”, disse.

No setor onde atua, Martins conta que a transformação digital viabiliza, por exemplo, o monitoramento da performance dos eletrodomésticos remotamente e consegue atuar de forma proativa com a prestação de serviços. “Não é um redesenho. É preciso repensar tudo e tudo tem que estar focado em soluções relevantes para o consumidor”, frisou.

Tecnologia e produtividade

O diretor de educação e tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Rafael Lucchesi informou que a indústria brasileira ainda usa a tecnologia de forma incipiente. “Embora 85% dos executivos brasileiros considerem a indústria 4.0 como algo importante, apenas 48% afirmam que fazem uso das modernas tecnologias de digitalização. “Temos que melhorar o uso da tecnologia, adotar plantas industriais inteligentes e customizadas. Segundo ele, a tecnologia pode contribuir para melhor os níveis de produtividade no Brasil. Hoje o rendimento de quatro trabalhadores brasileiros equivale a um trabalhador norte-americano. “Neste quesito estamos atrás de México e Argentina”, disse.

Lucchesi destacou a importância de formar o trabalhador para atuar na Indústria 4.0. “Hoje 78% do emprego no Brasil é desempenhado por pessoas com qualificação técnica e apenas 3% por profissionais com ensino superior”, informou. Ele lembrou que o Senai teve papel decisivo na terceira revolução industrial formando mão de obra e agora terá também papel decisivo na quarta revolução”, disse, acrescentando que cerca de 95% das vagas abertas pelo setor industrial demandam profissionais formados pelo Senai. Segundo Lucchesi, o desafio é grande porque estima-se que 65% das crianças de hoje atuarão no futuro em profissões que ainda não existem.

O diretor da CNI citou o programa Lean Manufacturing (Manufatura Enxuta), do Senai. O programa começou com a meta de buscar um ganho de 20% de produtividade e nas 2.300 indústrias que estão sendo atendidas já conseguimos alcançar um aumento médio de 52% em cerca de dois anos do programa.

Lucchesi falou também das soluções tecnológicas que estão em desenvolvimento na rede de institutos de tecnologia e de inovação do Senai, como robôs autônomos para trabalhos em poços de alta profundidade e tintas automotivas regenerativas.

Fonte: Fiep

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Samsung Ocean USP inicia programa gratuito de pré-aceleração de startups

A Samsung e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) acabam de iniciar o programa de pré-aceleração de startups “Incentivo ao Empreendedorismo em Ambiente de Tecnologias Digitais Móveis”, ou “Intensivo #6”. Trata-se de uma iniciativa gratuita de capacitação em tecnologia e empreendedorismo direcionada a equipes com ideias inovadoras para smartphones, tablets e wearables, ligadas à Internet das Coisas (IoT) ou Realidade Virtual (VR).

O programa terá duração de 18 semanas, com previsão de término no dia 13 de dezembro deste ano, no Samsung Ocean USP, localizado na Poli-USP. Serão oferecidas atividades intensas para as equipes, incluindo treinamentos, workshops, palestras, mentorias, laboratórios e trabalho em campo. Além de treinamento e capacitação dos seus participantes, o Intensivo #6 tem como objetivos criar e validar o modelo de negócios das ideias (BMC – Business Model Canvas), comprovar sua viabilidade técnica e desenvolver as funcionalidades de um Produto Mínimo Viável (MVP).

Um processo seletivo composto por triagem e entrevistas serviu de base para a escolha das nove startups participantes. O programa oferecerá atividades presenciais de segunda à quinta-feira, das 19h às 22h. Ao final do ciclo de pré-aceleração, a própria USP emitirá o certificado válido como curso de atualização, desde que cumpridos os requisitos mínimos.

Já na primeira semana do Intensivo #6, as startups selecionadas foram recepcionadas por representantes da Samsung e da USP e participaram de palestras com startups já atuantes no mercado e equipes egressas de outras edições do programa, que trouxeram uma visão importante de suas trajetórias, experiências e desafios do mundo empreendedor.

“O Samsung Ocean USP é um centro de capacitação tecnológica e de fomento do ecossistema empreendedor. Nosso programa vai ao encontro dos objetivos da companhia, que estabeleceu a parceria com a USP justamente para estar mais próxima à comunidade acadêmica e fomentar o surgimento de tendências que possam ter impacto no mercado consumidor nos próximos anos”, explica Guilherme Selber, gerente de Inovação da Samsung América Latina.

André Fleury, professor do Departamento de Engenharia de Produção da Poli-USP e um dos coordenadores do Samsung Ocean USP, celebra o início de mais uma iniciativa na unidade: “nossa proposta é oferecer uma plataforma para agregar competências, pessoas e projetos, estando sempre abertos à comunidade. Promover, no próprio espaço, mais um ciclo de pré-aceleração de startups é a prova de que estamos no caminho certo”.

Confira abaixo quais foram as startups selecionadas e a proposta de cada uma delas:

• Prowl – Sistema de recuperação de veículos roubados usando visão computacional
• Abunai – Underwear vestível e discreto para monitorar sinais vitais e evitar a queda de idosos
• HOTD – Clube de assinatura mensal de consumo colaborativo de roupas
• Hermes – Plataforma digital de comunicação entre ambulância e hospitais e triagem de pacientes
• Mundo Pixers – Solução de aprendizagem de linguagens de programação e de anúncio de serviços para pequenas empresas
• Valeu Caronas – Solução de carona para universitários
• Impulse – Inovação e tecnologia na área da Educação
• Opengate – Solução em Internet das Coisas para controle de acesso
• Tá na Caixa – E-commerce de projetos criativos que entrega em casa a experiência de se criar um item bonito e funcional com as próprias mãos

Para mais informações, consulte www.oceanbrasil.com ou baixe o aplicativo Ocean, disponível na Play Store.

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Capgemini é posicionada como líder em serviços de IoT pela NelsonHall

A Capgemini, um dos líderes globais em serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, anuncia que foi posicionada como líder em serviços para Internet de Coisas – Internet of Things (IoT) Services -, pela ferramenta de avaliação de fornecedores da NelsonHall, a NEAT, tanto na categoria Geral como na de Foco no Engajamento do Cliente. A companhia foi reconhecida pela amplitude e profundidade do seu portfólio de ofertas e serviços de IoT. A ferramenta avaliou 23 provedores de serviços neste ano, utilizando critérios específicos de avaliação que consideraram a capacidade de oferecer benefícios imediatos e de atender às demandas futuras do cliente.

De acordo com o relatório NEAT, a Capgemini foi classificada como líder por apresentar os seguintes pontos fortes:

– Amplitude e profundidade do portfólio de ofertas e serviços para IoT;

– Propriedades intelectuais diversificadas, incluindo o eObject ;

– Habilidade para trabalhar com parceiros e não depender apenas do desenvolvimento de uma plataforma proprietária de IoT;

– Serviços complementares, incluindo User Experience (UX), Digital Customer Experience (DCX), big data, analytics e cibersegurança, além de suas competências em Engenharia e Pesquisa& Desenvolvimento.

“A estratégia da Capgemini com serviços de IoT tem sido trabalhar com as maiores e mais diferenciadas plataformas do mercado, desenvolvendo aceleradores complementares e focando na aplicação de algoritmos que alavanquem o big data”, explicou Dominique Raviart, diretor da Prática de Serviços de TI da NelsonHall. “Parabenizamos a abordagem da Capgemini de se concentrar na análise de dados, enquanto ajuda seus clientes a obterem sucesso na implementação de suas plataformas de IoT”, complementou.

A Capgemini criou sua linha de serviços de Manufatura Digital no início de 2016, com o objetivo de ajudar seus clientes industriais a terem redução de tempo e ganhos de produtividade por meio da construção de plantas e produtos inteligentes e conectados, de modo que pudessem adotar novos modelos de negócios adaptados à era digital. As soluções de IoT são parte fundamental deste portfólio de serviços.

O relatório destacou a proposta de valor de Internet das Coisas da Capgemini para Manufatura Digital como uma oferta completa de serviços, que abrange desde o dispositivo até a análise de dados e os serviços gerenciados. Isso inclui suas habilidades de consultoria para transformação digital, seus Applied Innovation Exchanges (AIE´s) e sua capacidade de avaliação comparativa.

“Estamos muito felizes por termos sido reconhecidos pela NelsonHall como líderes em serviços de IoT. Este ranking atesta nossa estratégia global centralizada no cliente, assim como nossa habilidade de prover as melhores ofertas customizadas por setor, apoiando organizações tanto em suas demandas atuais quanto em seus objetivos futuros”, afirma Jean Pierre Petit, líder global de Manufatura Digital da Capgemini.

Para acessar o relatório, visite: https://www.capgemini.com/experts/thought-leadership/nelsonhall-recognizes-capgeminis-digital-manufacturing-as-a-leader-in

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ABES: Investimentos em Software e Serviços no Brasil atinge US$ 19 bilhões e adoção de Computação em Nuvem cresce cerca de 50% em 2016

O estudo anual “Mercado Brasileiro de Software – Panoramas e Tendências” da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) em parceria com o IDC (International Data Corporation) mostra que o Mercado Mundial de Software e Serviços atingiu, em 2016, o valor de US$ 1.096 bilhões. Os investimentos em Softwares e Serviços no Brasil alcançaram a marca de US$19 bilhões, em 2016, colocando o país na 9ª posição no ranking mundial. Quando avaliados separadamente, o mercado doméstico de Software obteve um crescimento de 0,2%, em relação a 2015, com US$ 8,475 bilhões. Já o mercado doméstico de Serviços registrou um aumento de 2%, com um total de US$ 10,227 bilhões.

Pela primeira vez, o estudo traz a análise e evolução percentual de utilização das três principais tendências do setor de Tecnologia da Informação: Computação em Nuvem, Internet das Coisas (IoT) e Big Data. “Com a Transformação Digital impactando tão fortemente os negócios, achamos importante trazer para o estudo dados das principais tecnologias e seus impactos no Mercado”, afirma Jorge Sukarie, presidente do conselho da ABES.

Em 2016, o mercado de computação em nuvem teve expansão de 47,4%, tendo como base os dois principais serviços do setor (SaaS e PaaS). Os investimentos nesse tipo de licenciamento passaram de US$ 506 milhões, em 2015, para US$ 746 milhões no ano seguinte.

De acordo com a pesquisa, o modelo de utilização que mais cresceu foi o de Aplicações Colaborativas, onde a utilização em nuvem ultrapassou o licenciamento tradicional representando em 2016, 53,3% do mercado – aumento de 133% em comparação ao número registrado em 2013. As aplicações que apresentaram segundo maior crescimento foram as de CRM, onde, apesar do licenciamento tradicional representar a maioria do mercado, a utilização em nuvem saltou de uma participação de 20,8%, em 2015, para 27,5%, em 2016.

APLICAÇÃO DE DADOS

Outro destaque é a ampla expansão da Internet das Coisas (IoT), que apresentou crescimento de 27,8% e atingiu investimentos de US$ 6 bilhões, sendo que, no Brasil, os principais casos de uso estão em Monitoramento de Frota, que investiu US$856 milhões, seguido por Smart Grid, com US$ 631 milhões. “IoT está intrinsecamente conectada com a reinvenção dos negócios como conhecemos hoje. Esse é um tema tão relevante que há discussões no governo para identificar áreas em que o Brasil pode se destacar dentro de IoT e, com isso, poder estabelecer formas de apoio à pesquisa, desenvolvimento e inovação”, comenta Jorge Sukarie.

Na outra ponta desse processo está a análise dos dados para que possam ser usados em aplicações nas mais diversas áreas. Apesar do crescimento de Big Data e Analytics seguir em velocidade mais lenta com aumento de 3,2%, somou US$ 809 milhões, em 2016. “Dificilmente, quando se vai a uma empresa de qualquer setor da economia, não se consegue identificar uma aplicação em que não se encaixe uma solução de Big Data e que se consiga gerar resultados que possam agilizar a tomada de decisões, tornando-as mais assertivas e trazendo maior produtividade e competitividade”, aponta Sukarie.

INVESTIMENTOS POR SETORES DA ECONOMIA

O setor da economia que mais investiu em Software, em 2016, foi de Serviços e Telecomunicações (investimento de US$2,5 bilhões e crescimento de 3,6%, em relação ao ano anterior), enquanto o que mais reduziu investimentos foi o de Finanças, com queda de 2,9%, mas que ainda é responsável por 24,5% da participação do mercado frente a 26,6% de Serviços e Telecomunicações. Em terceiro lugar, vem a Indústria que, com investimentos na ordem de US$ 2 bilhões, tem participação de 21%, seguida por Comércio, Governo e Óleo/Gás, representando 11,9%, 4,5% e 3,9%, respectivamente. Já a Agroindústria apresentou redução de 1,5% nos investimentos em Software, mas a coleta recorde de grãos prevista para 2017 deve reverter esse quadro neste ano.

AS EMPRESAS DO SETOR

Atualmente, o Mercado de Software e Serviços conta com 15.707 empresas, sendo 11.237 delas dedicadas ao desenvolvimento e à comercialização de software e 4.470 dedicadas aos serviços de TI. Dentre as 4.872 empresas dedicadas ao desenvolvimento de software, mais de 95% são consideradas de micro ou pequeno porte, ou seja, com menos de 99 colaboradores.

Abaixo, confira os gráficos com os principais indicadores do estudo. Para obter o estudo completo, acesse o site.

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Pesquisa revela papel das operadoras no ecossistema da Internet das Coisas

A Amdocs firmou uma parceria com a TeleSemana e a Teleco para promover uma pesquisa que busca compreender o papel das operadoras no ecossistema brasileiro de Internet das Coisas (IoT). Com mais de 2000 entrevistados do mercado de telecomunicações, como executivos, consultores, entidades públicas e analistas de mercado, a pesquisa procurou decifrar o papel que as operadoras tendem a adotar para oferecer suas soluções IoT no Brasil e como esses resultados podem ajudar outras operadoras na América Latina.

De acordo com os resultados, 29% dos entrevistados acredita que as Smart Cities são o segmento com o maior potencial de crescimento no país. Em segundo lugar aparece o agronegócio inteligente, com 23% das respostas.

Para quase 30% dos entrevistados, o papel das operadoras será atuar como plataforma neste mercado. Na verdade, a maioria delas já atua dessa maneira e o grande desafio será se concentrar em uma determinada indústria/vertical. “Muitas operadoras ainda estão focadas em compreender e analisar as oportunidades de crescimento e, neste momento, não há rota correta a seguir”, diz Renato Osato, VP e CBE da Amdocs para as regiões América Latina e Caribe.

“A Internet das Coisas tem muitos ângulos (novos processos, tipos de tecnologia, protocolos, etc.) desde a fabricação de chips até monitoramento e infraestrutura, e as operadoras ainda não estão 100% preparadas para participar de todas essas etapas”, continua o executivo. “A Amdocs possui soluções de ponta que englobam sistemas que serão utilizados desde a produção até a entrega ao consumidor, esteja ele em casa, no trabalho ou em movimento”.

Quando perguntados sobre os segmentos com maior potencial para um envolvimento mais ativo das operadoras, as Smart Cities também foram as mencionadas com mais frequência, chegando a 45% das respostas. De acordo com Eduardo Tude, presidente da Teleco, isso se deve ao interesse em investir e desenvolver soluções IoT para a sociedade como um todo. “Nós não só desenvolveremos soluções para o usuário final, mas também soluções focadas em melhorias para a cidade”, diz o executivo.

Em relação à segurança, quase 79% dos entrevistados acreditam que as redes das operadoras ainda não estão preparadas para atender aos requisitos de segurança da IoT.

A pesquisa conclui que as soluções para o IoT têm amplas possibilidades e envolvem vários players no mercado. Neste momento, as operadoras estão buscando um plano de ação que vá além da conectividade neste ecossistema e que as permita se desenvolver como uma plataforma, para isso, a criação de uma rede de parceiros parece ser a fórmula que melhor permite que as operadoras ocupem um lugar de privilégio na cadeia de valores da Internet das Coisas.

Para acessar a pesquisa complete, acesse o link:
http://solutions.amdocs.com/iot-ecosystem-survey-pt.html

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Fábricas inteligentes reduzirão custos de mão de obra em 25% até 2022

Com as mudanças das fábricas tradicionais para as inteligentes é esperada uma redução de 25% nos custos de mão de obra direta até 2022. A constatação é da pesquisa Fábricas Inteligentes da Capgemini, um dos líderes globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização. Embora a perspectiva de curto prazo não seja de crescimento para os empregos atuais, muitos fabricantes apontam a necessidade de desenvolver novas habilidades em seus profissionais e já tomam providências nesse sentido. Mais da metade (54%) dos entrevistados estão fornecendo treinamento em habilidades digitais para seus funcionários e 44% estão investindo na contratação de talentos com conhecimentos digitais para atender o novo perfil demandado pelas fábricas inteligentes.

Geralmente descrita como a pedra estrutural da “Revolução Digital Industrial”, uma fábrica inteligente faz uso de tecnologias digitais, como IoT (Internet das Coisas), big data analytics (análise inteligente de dados), inteligência artificial e robótica avançada, para aumentar produtividade, eficiência e flexibilidade. Os recursos da fábrica inteligente incluem robôs colaborativos, trabalhadores que usam componentes de realidade aumentada e máquinas que enviam alertas quando precisam de manutenção.

A pesquisa Fábricas Inteligentes entrevistou mil executivos que ocupam o cargo de diretoria para cima em empresas de manufatura com uma receita de mais de US$1 bilhão ao ano. O estudo foi conduzido em seis setores: manufatura industrial, automotivo e transporte, energia e utilities, aeroespacial e defesa, ciências da vida e produtos farmacêuticos, e bens de consumo. A pesquisa abrangeu companhias de países como Alemanha, China, Estados Unidos, França, Índia, Itália, Reino Unido e Suécia, realizando entrevistas qualitativas e quantitativas.

Acesse o estudo na íntegra: https://www.br.capgemini.com/smart-factories-and-the-modern-manufacturer

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Hikvision e EY firmam parceria para o desenvolvimento de modelos de gestão de segurança da informação

A Hikvision, fornecedora global de soluções e produtos de videovigilância e segurança eletrônica, e a consultoria EY China, líder global em serviços de segurança, impostos, transações e assessoria, firmaram uma parceria para o desenvolvimento do projeto de segurança da informação que irá reforçar a proteção das soluções da fabricante por meio do desenvolvimento de modelos de gestão em resposta aos crescentes riscos de segurança cibernética. O apoio da equipe de projeto especializada da EY irá ajudar a Hikvision na realização da avaliação de segurança da informação para equipe técnica e na área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

Além disso, a consultoria compartilhará continuamente práticas de liderança industrial para auxiliar ainda mais a Hikvision na superação dos desafios encontrados nas transformações de risco de cibersegurança.

“Como uma fabricante líder mundial de equipamentos de CFTV e vigilância por vídeo, a Hikvision entende muito bem a importância de entregar um produto seguro aos usuários e está comprometida com a implementação de medidas eficazes para aumentar a segurança dos seus produtos e serviços. Os esforços de garantia de segurança da informação da Hikvision são fundamentados no ciclo de vida útil, incluindo o desenvolvimento, verificação, fabricação, entrega e serviços. O trabalho com a EY, organização de serviços de consultoria líder no mundo, irá auxiliar no aprendizado de técnicas avançadas de gerenciamento de cibersegurança”, comentou Weiqi Wu, VP da Hikvision.

A Internet das Coisas (IoT) tem desempenhado um papel importante no novo ciclo de transformação do mercado, como ‘Indústria 4.0’, ‘Smart City’ e ‘Internet +’. O rápido desenvolvimento do mundo da IoT está gerando cada vez mais preocupações quanto ao possível aumento de nossa exposição às ameaças cibernéticas. Para atender à crescente demanda, a Hikvision tem planos de longo prazo e considerações cautelosas em relação ao estabelecimento do próprio sistema de gestão de segurança da informação.

“A EY está muito satisfeita em auxiliar a Hikvision no desenvolvimento deste projeto. Ao integrar nossos recursos globais, incluindo credenciais bem-sucedidas, práticas industriais, conhecimento profissional e especialistas locais em cibersegurança, a EY ajudará a Hikvision a enfrentar os desafios de riscos crescentes de cibersegurança e a obter uma cooperação mutuamente benéfica e vantajosa.” afirma Keith Yuen, parceiro de serviços de cibersegurança da EY Grande China.

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Novo caminho para tecnologia de negócios com Inteligência Artificial – Por Rene Abdon

Até pouco tempo atrás, era comum que as empresas monitorassem todas as suas operações em um NOC (Network Operations Center, ou Centro de Comando e Controle). Ainda hoje, encontramos muitas organizações mais tradicionais que continuam a recorrer a essa central. No entanto, é preciso dizer que esse tipo de local está fadado a desaparecer em função da complexidade que a transformação digital está trazendo para o mercado e que impacta todos os departamentos e funções de uma empresa.

Os líderes de negócios possuem como desafio elevar suas companhias para um nível mais alto combinando tecnologias inovadoras aos modelos de negócios organizacionais e operacionais para trazer crescimento. Com a migração para Cloud, microsserviços, Big Data e Internet das Coisas cada vez mais presentes no cotidiano, as estratégias de gestão da performance digital se tornam o foco para gerenciar sistemas cada vez mais complexos. Assim, uma abordagem assertiva é crucial para sobreviver em um cenário em que a experiência do cliente faz a diferença.

Antes, o SLA (sigla em inglês para Acordo de Nível de Serviço) referia-se apenas à disponibilidade do sistema. Agora, esse indicador muda todo o tempo com as novas tecnologias e atualizações constantes das plataformas. Com isso, está cada vez mais desafiador para as empresas manterem seus negócios atualizados. A expectativa de performance cresce e a dificuldade para atingir o melhor desempenho aumenta exponencialmente.

Além disso, o desafio não está apenas na atualização a cada lançamento, mas também em lidar com um cliente cada vez mais empoderado e que não permite que seu tempo seja desperdiçado. Na era em que os consumidores são globalizados e possuem acesso a inúmeros canais digitais, se eles não tiverem recurso, usabilidade e correções que desejam rapidamente, recorrerão aos concorrentes.

Para ser capaz de analisar todos os dados existentes no Big Data, não perder atualizações, prover informações de valor e ainda garantir correções rápidas para que os problemas não impactem na experiência do cliente, é preciso redefinir o conceito de monitoramento com a Inteligência Artificial. Não basta mais que a companhia possua um NOC ou equipes de infraestrutura e operações imersas em suas rotinas de investigar falhas, reunir métricas e preparar relatórios, ignorando alertas de usuários até que o aviso se torne de fato um problema. Com a enorme quantidade de dados disponíveis, torna-se impossível que seres humanos tenham a capacidade de avaliar, encontrar erros e extrair análises apenas com as ferramentas tradicionais e telas cheias de alarmes de erros.

Dessa forma, é necessário recorrer à Inteligência Artificial (IA) para conseguir gerenciar todo esse sistema, encontrar as falhas e determinar o melhor caminho para a autorresolução sempre que possível. Com a análise da tecnologia de negócios, é possível aplicar a aprendizagem automática e IA aos dados das redes de monitoramento, sistemas, servidores, aplicativos, experiências de usuários e clientes, além de dados de negócios. Por meio dessas informações, pode-se vincular problemas de tecnologia, como a resposta lenta do servidor de aplicativos aos carrinhos de compras abandonados, e saber o valor da receita perdida. Os insights gerados ainda conseguem elevar a eficiência da automação, melhorar a experiência dos clientes e os resultados da empresa, além de qualificar o impacto causado no consumidor.

Neste mundo envolvido pela transformação digital, não é possível mais esperar que os problemas aconteçam. É necessário se prevenir, olhando para frente, mudando a maneira de gerir os problemas e passando a utilizar a Inteligência Artificial. Reconhecer que os tradicionais NOCs já não são suficientes e repensar a maneira de monitorar sua performance digital deve ser o novo caminho para a análise de tecnologia dos negócios.

Rene Abdon, Diretor de Serviços da Dynatrace no Brasil

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