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Empresas de tecnologia devem ser beneficiadas com investimento estrangeiro após aprovação de reformas

Assespro-Paraná

O consultor e professor da FGV Arthur Schuler da Igreja afirma que o Brasil vai receber uma grande soma de investimentos externos, a partir deste ano, se as reformas propostas pelo governo federal forem aprovadas. Ele apontou esse cenário favorável em palestra a empresários do Arranjo Produtivo Local de Software de Curitiba.

No seminário “Tendências Tecnológicas e Econômicas, promovido pelo Sebrae, o vice-presidente de marketing da Assespro-Paraná disse que o país está em um momento histórico. “Ou vamos tomar um remédio amargo para ter anos de crescimento ou vamos perpetuar essa crise. Tem muito capital no mundo inteiro precisando de rentabilidade. Nós precisamos de segurança de ambiente e segurança jurídica. Aprovadas as reformas, principalmente da previdência, e passada a eleição de 2018, o Brasil volta para uma retomada de crescimento muito forte, puxada por capital externo”, afirmou Arthur.

O evento também contou com palestra de Arnaldo Aimola, VP de Tecnologia e Telecom do Gartner, um dos principais institutos do mundo em consultoria para o setor de tecnologia. Para Arnaldo, os empresários do APL estão empreendendo no melhor mercado que existe, que é o de tecnologia. Mas é importante estar aberto a novas ideias. “Pequenas e médias empresas precisam se reinventar para competir com o avanço das grandes corporações que reagem à competição com as PMEs ofertando soluções em nuvem, principalmente”, comenta. “Mas a flexibilidade e a forma próxima de fazer negócios e entender o cliente ainda contam com um trunfo importante para empresas de menor porte”, acrescenta Arnaldo. “Os números do Gartner apontam para uma melhoria do cenário entre este e o próximo ano. Mas todos devem se preparar agora”, finaliza.

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Presidente Michel Temer apresentará em NY programa de concessões para investidores

Para 64% dos empresários brasileiros, adesão dependerá da recuperação da credibilidade do País, aponta pesquisa Amcham

A Amcham Brasil, em colaboração com a Council of the Americas (COA), promove na próxima quarta-feira (21/9), em Nova York, almoço empresarial com o presidente do Brasil, Michel Temer.

O evento, fechado e voltado para empresários, investidores e executivos, discutirá a agenda de atração de investimentos do governo brasileiro, o novo programa de concessões de obras de infraestrutura e a agenda bilateral comercial Brasil-Estados Unidos.

A CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas, e o presidente do Conselho de Administração da entidade, Hélio Magalhães, também CEO do Citi Brasil, acompanham a agenda nos Estados Unidos. O Almoço da Amcham & COA acontece das 11h45 às 14h15 , no Hotel St. Regis. O pronunciamento será transmitido ao vivo no amcham.com.br, a partir das 10h45 no horário de Brasília.

Atratividade exige credibilidade, segundo empresários

Na visão dos empresários brasileiros, o sucesso do Programa de Concessões do Governo Temer dependerá da velocidade na recuperação da imagem e credibilidade do País no cenário interno e externo.

A Amcham entrevistou 160 presidentes e diretores de empresas na última sexta-feira (16/9), em São Paulo, durante edição do Seminário Produtividade Brasileira. Para 64% deles, a boa aceitação do plano e dos 25 projetos está atrelada a agilidade do governo no restabelecimento da confiança dos investidores, inclusive no cenário externo.

O ritmo da aprovação de financiamento (13%), licenciamento ambiental (13%) e realização de ‘road show’ com investidores (9%) também são pontos cruciais da boa aceitação no mercado do principal programa do Governo Temer.

Para a realização de ‘road show’ com bancos, investidores e construtoras, os empresários apontaram prioridades da agenda internacional. Os mercados alvos devem ser: Estados Unidos (47%), China (28%), outros países asiáticos (12%), América Latina (7%), União Europeia (4%) e África (2%).

Sobre a agenda do programa de concessões, os executivos brasileiros enxergam quase todas obras de infraestrutura como prioritárias. Quando questionados sobre “qual deve a prioridade levando em conta o maior impacto na retomada na economia?”, os executivos listaram nesta ordem: Portos (27%), Ferrovias (24%), geração e transmissão de energia (24%), estradas (19%) e aeroportos (5%).

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Desvalorização do Real atrai investidores americanos

A onda de pessimismo que ronda a economia brasileira não tem assustado alguns investidores americanos que decidiram aproveitar a depreciação do real ante o dólar – que nos últimos 12 meses passou de 70% – para fazer negócio em terras tupiniquins. “O melhor momento para investir ou comprar é quando há sangue nas ruas”, ressalta Ricardo Normand, sócio da Drummond Ventures, empresa de investimentos com foco em transações entre Brasil e EUA. O conselho é inspirado na célebre frase do banqueiro Nathan Rothchild durante o período de guerras na Europa do século 19.

Mesmo que, felizmente, a crise econômica não tenha espalhado sangue pelas ruas, a recomendação ainda é válida. A valorização do dólar ante o real tornou o investimento no Brasil muito mais barato para estrangeiros, interessados principalmente na compra de imóveis e empresas com dificuldades financeiras. Normand comenta que muitos investidores e fundos que nunca aplicaram no Brasil estão em contato com a Drummond Ventures para desenhar uma estratégia que tire proveito do momento econômico atual.

Nesse contexto, ganha destaque a atuação de butiques de investimentos – gestoras independentes de recursos que representam os próprios fundos ou empresas que buscam adquirir outras companhias do mesmo ramo. Como exemplo, Normand cita uma butique que procura fazer investimentos na faixa de 50 milhões de dólares no Brasil. Essas gestoras, diz ele, têm pensamento no médio e longo prazo. “Os investidores sabem que a crise ainda vai se agravar um pouco, mas esperam que a economia se recupere em algum momento”, observa.

Normand avalia que, durante a crise, quem tem liquidez – ou seja, recursos em caixa – pode se dar bem. “Ganha-se comprando e não vendendo. Se você negociar bem na compra, vai ganhar dinheiro. Como os preços estão baratos, a capacidade de negociação é grande”, pontua. Do lado das empresas brasileiras, o mercado em recessão e a desvalorização da moeda nacional reduzem a geração de caixa. “Temos alguns clientes brasileiros correndo atrás porque as receitas, margens e lucro estão caindo”, relata Normand.

Antes de apostar no Brasil, os investidores estrangeiros precisam saber onde estão entrando. “Para diminuir a distância entre vontade e execução, é importante conhecer bem os riscos envolvidos nessa operação, que vão desde o cenário político até questões tributárias e de ordem econômica interna”, orienta o sócio da Drummond Ventures. Depois de entender o ambiente de negócios, explica, tem-se maior clareza sobre qual tipo de investimento vale mais a pena.

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Pesquisa aponta Curitiba entre as líderes na atração de investimentos estrangeiros

Curitiba é o terceiro destino dos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) do Brasil e a cidade mais promissora do país, segundo pesquisa realizada com 250 executivos internacionais pela empresa de auditoria Ernest & Young. A capital paranaense atraiu 2% dos projetos estrangeiros e aparece atrás apenas de São Paulo (26%) e Rio de Janeiro (8%).

“Devemos esta posição não só pelo incentivo da redução da alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS), de 5% para 2%, mas principalmente por termos uma estrutura atrativa, desde a parte física até a parte de investimentos em pesquisas”, frisa Gilberto José de Camargo, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento.

A pesquisa também mostra Curitiba como a cidade mais promissora e como a quarta cidade mais atraente, ficando a frente de Belo Horizonte e Porto Alegre, que possuem o mesmo porte da capital paranaense, e se aproximando dos principais centros: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Infraestrutura – Desde 2005, a Prefeitura de Curitiba começou a estudar a criação de um pólo tecnológico e, em 2007, criou o Tecnoparque para atrair mais indústrias e tecnologias para a cidade.

“Vivemos três momentos importantes para chegarmos ao patamar que estamos. O primeiro foi em 1970 com a criação da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), o segundo em 1990 com a atração das montadoras e em 2007 com o Tecnoparque”, frisa Camargo.

O presidente da Agência Curitiba também ressalta como fator de atração o ISS Tecnológico, que reduz de 20% a 50% o valor do imposto para as empresas que investirem em equipamentos ou qualificação dos funcionários. A única ressalva é que os produtos ou cursos devem ser adquiridos ou realizados por empresas de Curitiba. “Com o ISS Tecnológico fazemos a economia gerar e incentivamos as empresas a estar sempre se atualizando e investindo e melhorando sua produtividade”, afirma.

Desafios: A Ernest & Young também apresenta como os maiores desafios do Brasil a mão de obra. Embora 83% dos executivos acreditarem que investir no país ficará ainda mais interessante nos próximos três anos, a qualificação profissional ainda preocupa.

“A Agência Curitiba sempre trabalhou com o tripé academia, empresa privada e setor público. A tendência é que em 2050, 75% da economia do mundo gire na prestação de serviço. Nós já estamos investindo hoje nisto, o trabalho da Agência é justamente fazer esta interface”, conta Camargo.

No Tecnoparque, as empresas se unem as academias para laçarem produtos inovadores. Neste cenário, a Agência Curitiba começa a investir para viabilizar a criação de patentes na cidade, para dar mais oportunidade de criação.

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