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Empreendedores brasileiros multimilionários estão entre os que mais investem em startups no mundo

O setor de TI é o que mais trouxe resultados financeiros para os empreendedores de elite no Brasil, ou seja, multimilionários que são donos de 3 ou mais companhias no país. O resultado faz parte do relatório global de empreendedorismo de elite produzido pelo BNP Paribas.

Pelo segundo ano consecutivo, 29% dos empreendedores multimilionários locais acumularam a maior parte de suas fortunas neste setor. E muito por conta desta proximidade, os brasileiros estão entre os que mais investem em startups. Com porcentagem semelhante a China e Índia, 28% dos entrevistados brasileiros apontam as startups como uma das prioridades para investimento, atrás apenas dos fundos de investimento (55%) e financiamento de capital (38%).

Os investidores da geração millennial são os que mais acreditam que a revolução digital irá continuar aprimorando seus investimentos. No Brasil, Ásia e Oriente Médio, os empreendedores tendem a direcionar suas expectativas de avanços em Inteligência Artificial, Big Data, Fintechs e EdTech, que desenvolve ações digitais voltadas para a educação.

O relatório entrevistou 2706 empreendedores de elite no Brasil, Europa, Estados Unidos, Oriente Médio e Ásia.

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Startups: Os perigos do investimento mútuo conversível – Por João Kepler

Estou presenciando ultimamente o vencimento de contratos de investimentos através do modelo mútuo conversível entre investidores Anjo e Startups.

O Mútuo Conversível, usado pela maioria dos investidores Anjo no mercado, nada mais é do que o adiantamento de capital condicionado a conversão futura da dívida em quotas da Startup, o investidor não entra diretamente no quadro social da empresa.

O principal objetivo de fato é afastar obrigações trabalhistas e tributárias do investidor Anjo que em tese fornece além do dinheiro, mentoria, conexões e know-how, o chamado Smart Money. Ou seja, o investidor disponibiliza seus recursos por um prazo determinado e, após esse período, no vencimento do contrato o investidor tem a opção de converter o valor aportado em uma fatia da Startup ou retirar-se do negócio. E é exatamente na fase de converter ou não do capital investido que existe o perigo e o desentendimento desse modelo específico de investimento.

Quando vence o mútuo que é por direito um Título Executivo, o investidor Anjo poderia cobrar da Startup o valor aportado devidamente corrigido, até porque a opção é dele de converter ou não. Mas e se o negócio fechou ou quebrou? E se a startup não progrediu ou cresceu? Se a Startup precisa de novas rodadas de investimento? O que fazer? Pagar o investidor Anjo? O risco não deve ser somente do lado do empreendedor, o investimento anjo é amplamente divulgado como de RISCO TOTAL.

O perfil do investidor de startups é buscar aportar uma quantia e esforço de tempo e inteligência para que o negócio cresça, com a esperança de recuperar o valor investido multiplicado por x em algum tempo. Além disso, é imprescindível que o investidor se mantenha protegido de eventuais prejuízos, débitos, obrigações e processos judiciais que a investida venha a possuir.

Então, quais são as opções que poderiam ser combinadas antes da assinatura do contrato de mútuo? Quais seriam as condições e opções para o não pagamento do título após o vencimento com autorização e entendimento das partes?

1. A Renovação do Mútuo;

2. Se não estiver performando e o anjo não ver sinais de “turn over”. Simplesmente sair por zero ou por R$ 1,00;

3. Conversão em ações da Startup, realizar a transformação da Sociedade em uma sociedade por ações;

4. Possibilidade de fazer uma secundária para outro Investidor.

Existem sim outras opções, inclusive outros modelos como, por exemplo, o contrato de participação (Lei complementar 155), mas cobrar o pagamento do contrato vencido, não deveria ser uma única alternativa, a não ser em casos de má fé e/ou gestão temerária por parte do empreendedor ou em caso excepcional e extremado.

Em minha opinião, o contrato de mútuo é uma improvisação pois a operação real é de investimento e não de crédito, ou seja, o valor aportado em uma Startup por um Investidor anjo profissional, jamis deveria ser a título de empréstimo de fato, a não ser se o investidor não souber o que está fazendo.

Minha dica é:

· Para os Empreendedores: Se tiver um contrato de mútuo em andamento, cuide de conversar com seus investidores sobre isso antes do vencimento dele; Se ainda vai fazer um contrato de mútuo conversível, verifique a possibilidade de deixar as alternativas ao pagamento do mútuo muito mais detalhadas, antes de assinar qualquer documento.

· Para os Investidores: Se quer remunerar seu dinheiro, mútuo no investimento Anjo, não deve ser tratado como uma promissória. Se quer renda fixa, melhor deixar seu dinheiro no banco.

João Kepler Braga

Empreendedor, especialista em startups, e-commerce, marketing digital, empreendedorismo e vendas, speaker internacional, reconhecido como um dos conferencistas mais sintonizados com inovação e convergência digital do Brasil. Kepler foi premiado como um dos maiores incentivadores do ecossistema empreendedor brasileiro e é associado nas Investidoras Bossa Nova Investimentos e Seed Participações. Foi, também, vencedor do prêmio Spark Awards da Microsoft, como investidor anjo do ano.

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Inseed Investimentos realiza aporte na Devicelab

A carioca DeviceLab receberá aporte de R$2.3 milhões do Fundo Criatec3 maior fundo de apoio ao empreendedorismo e inovação para o desenvolvimento de empresas early stage no Brasil, gerido pela Inseed Investimentos. A startup tem como missão melhorar a experiência das pessoas com seus smartphones e tablets por meio de avaliações realizadas de forma automatizada com software proprietário.

Alexandre Alves, diretor de prospecção da Inseed Investimentos, explica que a DeviceLab foi escolhida por ser pioneira na avaliação de aplicações e interfaces digitais em diferentes devices e ambientes online. “Avaliamos mais de 900 empresas nos últimos meses e agora estamos com 8 empresas em fase final de efetivação de investimento. A DeviceLab é a primeira startup da região sudeste que anunciamos investimento do Criatec 3”. O principal produto da Companhia é o Blink, plataforma na nuvem que acessa e executa scripts de testes em celulares reais de forma automatizada. “Ele integra tecnologias simplificando e reduzindo custos e tempo de execução de testes de aplicativos. Controlado remotamente, ele usa centenas de aparelhos reais e pode ser operado por funcionários sem conhecimento em programação”, explica Alexandre. Entre os clientes daDeviceLab destaque para Globosat, M4U(do Grupo Cielo) e UBook

Para Leandro Ginane, CEO da DeviceLab, o aporte será direcionado ao P&D, marketing e vendas, além de lançamento de uma nova plataforma que irá auxiliar empresas menores a testar seus aplicativos. “Com o investimento do Criatec 3, conseguiremos ampliar nossa oferta para novos segmentos de mercado, que atualmente necessitam avaliar seus aplicativos em diferentes aparelhos reais e não conseguem. Um dos objetivos da DeviceLab é democratizar o acesso aos smartphones mais usados pelos usuários, para que possam ser utilizados em cloud para realização de testes antes mesmo do lançamento de um aplicativo, contribuindo assim com a nossa missão de melhorar a experiência das pessoas ao usar seus aparelhos no dia a dia, independente de classe social, modelo do celular, sistema operacional e qualidade de conexão à internet.”

DEVICELAB

A Companhia nasceu em 2012 no Rio de Janeiro, RJ, quando Leandro Ginane percebeu uma oportunidade de melhorar a qualidade da experiência das pessoas ao usar aparelhos móveis. Com o advento dos smartphones e tablets a diversidade de dispositivos, sistemas operacionais, versões e situações de uso tornaram complexo o desenvolvimento de aplicações que sejam compatíveis e funcionais com essa variedade de situações de uso. Nesse contexto diverso grande parte das empresas já apontavam a necessidade de garantir excelência de exposição de seus produtos e marcas nesses novos canais, porém esse objetivo não estava sendo satisfeito devido a dificuldade em reproduzir o contexto de uso das pessoas para que os aplicativos fossem avaliados no mesmo cenário de uso real antes mesmo de serem lançados.

“Os smartphones e seus aplicativos estão apenas há 10 anos no mercado: o primeiro iPhone e o primeiro smartphone com o sistema operacional Android foram lançados em 2007 e o WhatsApp, aplicativo mais utilizado no Brasil, foi lançado em 2009. No entanto, com o crescimento exponencial do uso desses novos dispositivos, muitas empresas passaram a considerar os aplicativos como um dos principais canais de venda e exposição de seus produtos. Diante desse contexto, as empresas têm hoje necessidade de garantir excelência na exposição de seus produtos e marcas nesses novos canais digitais”. explica Leandro Ginane.

“Quando realizam testes limitados a alguns aparelhos e de forma manual, as empresas não conseguem obter de forma efetiva informações sobre a qualidade da interface de seus aplicativos com usuários, pois esses testes são feitos em ambientes controlados que não consideram a diversidade que o ambiente real apresenta. Esse cenário é crítico principalmente para empresas que possuem maior engajamento mobile como: bancos, seguradoras, empresas de e-commerce e meios de pagamento e companhias aéreas. Em aplicativos de bancos, por exemplo, acontecem situações de erros em que o usuário não consegue pagar uma conta (pelo fato de o botão de pagar não ser exibido em tela), atrasa o pagamento e é cobrado por multa e juros. Nesse e em outros casos similares existe um grande risco para o banco tanto em termos de imagem quanto financeiramente. Já no caso de uma empresa aérea há situações em que o passageiro está atrasado, não consegue realizar o check-in pelo aplicativo e acabar por perder seu voo, o que implica num risco de imagem e prováveis perdas financeiras e de confiança na empresa. E como ultimo exemplo, um cliente de um pequeno e-commerce pode não conseguir visualizar o carrinho de compras em sua tela, não concluir o pedido e buscar um concorrente. Nesse caso o site pode perder clientes importantes, ter recomendações negativas e outras consequências que prejudiquem sua imagem. Em muitas como essas citadas não é exatamente um erro de programação que ocorre, mas de adequação ao dispositivo do usuário, por isso a importância de que sejam feitos testes em diversos aparelhos contemplando situações de uso real”, defende Leandro.

O CEO reforça ainda que a multiplicidade de ambientes para realização de testes torna complexa a tarefa para as empresas de garantir que os aplicativos sejam disponibilizados sem falhas para o cliente.

EMPREENDEDORES

Outro sócio da empresa é o João Souza, especialista em inovação com longa experiência em integração de soluções de software-hardware e automação de grandes bancos. Ele começou sua jornada empreendedora com a empresa Sisnav, que atuava no desenvolvimento de software para imagens e atendia clientes públicos de grande porte como Ministério da Aeronáutica, Marinha e Universidades Federais. Em 1993 fundou a Volans, focada em projetos de automação e integração hardware-software em grandes empresas e bancos como Santander, Bradesco, Caixa, Intel, TecBan, C&A, Toyota, dentre outras.

O conhecimento adquirido por João e sua equipe ao longo de mais de 20 anos no desenvolvimento de ferramentas de integração com tecnologias que abordam questões críticas para um banco como segurança e anti-fraude, chamou a atenção do Leandro quando este estava iniciando o projeto da DeviceLab. Enquanto Leandro tinha grande conhecimento em produtos e experiência do usuário, João é o sócio responsável pela criação de ferramentas e tecnologias, e o profundo conhecimento de programação e integração de equipamentos bancários (hardware).

Para o diretor da Inseed Investimentos, Alexandre Araújo, as duas competências unidas possibilitaram o desenvolvimento de um produto simples, porém com tecnologias relevantes, não triviais e de alto valor para empresas que buscam a excelência na interação entre as aplicações móveis e seus usuários.

SELECIONADA PELO BR STARTUPS

Em 2015 a DeviceLab foi escolhida para participar do programa de aceleração do MSW BR Startups – Fundo de Multi-Corporate Venture que congrega grandes corporações como a Microsoft, Qualcomm, Grupo Algar entre outras. “Nos tempos de hoje onde cada vez mais as grandes empresas buscam proporcionar a seus clientes uma experiência de usuário digital no mínimo igual ou melhor do que no mundo físico, a solução da DeviceLab passa a ser indispensável no desenvolvimento e teste de aplicativos para grandes massas de clientes. Por essa razão, e também por ser uma solução 100% brasileira que pode conquistar o mundo, em 2015 selecionamos a DeviceLab, através do Investimento da Acelera Partners na Startup”, mencionou Richard Zeiger, sócio da MSW Capital.

OUTRAS INVESTIDAS

O Fundo Criatec 3 anunciou em maio a startup Chip Inside como a primeira empresa a receber aporte do fundo. O Criatec 3 foi lançado no ano passado e tem R$230 milhões sob gestão. Com atuação nacional, ele conta com 13 cotistas composto por bancos de desenvolvimento, agências de fomento estaduais, corporações e investidores privados de todo o país. Durante o primeiro ano, realizou sua estruturação e apresentação pelo país, avaliou 936 oportunidades, e agora conta com 8 empresas em fase final de efetivação de investimento. Localizada em Santa Maria, Rio Grande do Sul, a Chip Inside nasceu em 2010 dentro da Universidade Federal da cidade, a UFSM, e é especializada no monitoramento em tempo real e com alta precisão do comportamento e do ciclo reprodutivo do gado de leite. Seu principal diferencial está na solução do seu produto voltado para a coleta de dados que permite a detecção dos níveis de ruminação, atividade e ociosidade do animal.

PROCURA-SE EMPRESA INOVADORA

Você tem uma empresa inovadora, em estágio inicial, e elevado potencial de crescimento? Estaria disposto a ter um sócio investidor com quem possa compartilhar decisões e que agregue não apenas capital, mas também estratégia, governança e gestão? Se sua resposta é sim, então o Fundo Criatec3 é uma ótima opção para você e seu negócio crescerem e se fortalecerem.

Podem participar do Criatec 3 empresas estabelecidas no Brasil que desenvolvam tecnologias inovadoras e que tenham alto potencial de crescimento. Segundo ele, essas tecnologias devem oferecer forte barreira que impeça ou dificulte sua reprodução por outros players. Devem ser ainda escaláveis e a solução ou produto apresentados deve resolver um problema de mercado muito relevante. “O Criatec 3 é uma oportunidade real em meio à crise econômica que o país está enfrentando. Por isso, é uma excelente opção não só para quem está disposto a ter um sócio investidor que agregue capital, mas também que some em termos de estratégia, governança e gestão”. O diretor ressalta ainda que são procuradas micro e pequenas empresas com faturamento líquido de até R$ 12 milhões, no ano anterior ao investimento. “O Criatec 3 tem como diretriz investir nos seguintes setores: Tecnologia da Informação e da Comunicação, Biotecnologia, Agronegócio, Novos Materiais e Nanotecnologia”, destaca Alexandre, lembrando que são setores prioritários, mas sem excluir outras áreas.

Mais informações e inscrições pelo site: http://www.inseedinvestimentos.com.br/criatec3

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Startup mobLee recebe investimento da Bzplan

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A gestora de fundos de investimento Bzplan anuncia aporte de R$ 3 milhões na mobLee, desenvolvedora de uma plataforma de software as a service (software como serviço) que tem como objetivo diminuir a lacuna existente entre o marketing digital e o mercado de eventos corporativos.

A plataforma da mobLee permite que organizadores de eventos se comuniquem com os participantes, entreguem mais valor aos patrocinadores e potencializem as oportunidades de networking. A empresa, fundada em 2011 e com sede em Florianópolis (SC), tem como premissa centralizar todas as informações de eventos que antes eram distribuídas de maneira manual, como por meio de flyers e catálogos, em aplicativos para dispositivos móveis. A startup tem na carteira clientes como a Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), Endeavor Brasil, BM&FBovespa e Sebrae.

Com 16 funcionários, a mobLee registrou um crescimento de 121% no número de eventos que utilizou sua plataforma em 2016. Para o CEO, André Rodrigues, o aporte permitirá que a empresa invista no crescimento do time, na área de Customer Success e em processos de marketing e vendas. “O aporte vem no momento ideal de maturidade da empresa e do produto, já estávamos sentindo há algum tempo que estava na hora de acelerar. Só chegamos até aqui graças ao foco em produto, pesquisa e desenvolvimento. Então, não poderíamos deixar de fortalecer também as áreas de design e engenharia, para agregar mais valor aos clientes atuais e potenciais negócios”, explica Rodrigues.

De acordo com Marcelo Wolowski, sócio da Bzplan, um dos motivos que levou a gestora a investir na mobLee é o fato de a startup estar caminhando para tornar-se também uma geradora de oportunidades no marketing offline. “Nós enxergamos que o mercado dos investimentos no marketing offline vem decrescendo porque não é possível saber qual é o seu retorno real. A mobLee pretende mensurar esses investimentos e o retorno de cada um deles”.

Ser uma gestora de empreendedores para empreendedores é um dos grandes diferenciais da Bzplan em relação aos demais fundos de venture capital do Brasil. Sua equipe de sócios e profissionais conta experiência comprovada em criar, crescer e vender negócios de tecnologia. Para ela, além do potencial do negócio, o que garantiu o aporte na mobLee foi a sinergia entre os empreendedores e os investidores.

A Bzplan tem sede em Florianópolis (SC) e foi criada em 2002 a partir da experiência de seus sócios na gestão de pequenos empreendimentos inovadores e na captação de recursos financeiros – ao todo, já avaliou mais de mil projetos. No ano passado, ganhou destaque com a operação de saída de uma das empresas em que investiu: a Axado, startup líder nacional em gestão de fretes, foi vendida ao Mercado Livre por R$ 26 milhões, o que rendeu um retorno de 426% ao fundo.

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Conheça sete dicas para atrair investimentos com segurança jurídica em startups

Na comédia ‘Quero Matar meu Chefe 2’ (2014), os amigos (Nick Bateman), Dale (Charlie Day) e Kurt (Jason Sudeikis) resolvem abrir um negócio próprio com uma tecnologia inovadora para duchas de banho. O problema é que eles apresentam a ideia para um investidor mal intencionado e, sem segurança jurídica, tomam um golpe, perdendo os direitos do negócio e tendo que arcar com todos os passivos adquiridos para a abertura da empresa. Apesar de ser uma ficção, trata-se de um caso provável no mundo das startups, onde geralmente há pessoas com ideias brilhantes mas sem meios legais para protegê-las.

Confira sete dicas para evitar esse tipo de complicação na hora de procurar investimentos. Quem dá recomendações é Luiz di Sessa, associado da área de Tecnologia & Propriedade Intelectual do Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados.

1) Avaliar a necessidade real de um investidor

Os empreendedores devem estar preparados para mudanças estruturais que tornem a administração da sociedade mais complexa e podem reduzir o poder inicialmente exercido pelos empreendedores, o que ocorre com frequência no âmbito da convivência com novos investidores. Por isso, a decisão de aceitar investimentos deve ser estudada previamente. Caso positivo, a busca pelo investimento invariavelmente passa pela justificativa dos motivos pelos quais determinado valor é desejado, o que preferencialmente é acompanhado de um plano de ações objetivo.

2) Conhecer o mercado de atuação e se antecipar a possíveis questionamentos de investidores

Os investimentos são, via de regra, condicionados a uma auditoria legal na startup. Se por um lado os possíveis investidores estão acostumados a encontrar um certo grau de informalidade e de falta de procedimentos em empresas emergentes, é importante que o empreendedor demonstre conhecimento e domínio destes fatos frente às obrigações impostas por lei e saiba se antecipar a possíveis questionamentos acerca da legalidade de seu modelo de negócio, forma de contratação de funcionários, regime tributário adotado, forma de coleta e tratamento de dados de usuários de seus serviços, etc.

3) Definir o papel a ser exercido por cada participante do projeto na sociedade

A definição de cargos, direitos, obrigações, riscos, remuneração, incentivos e poder decisório de cada pessoa envolvida no projeto é imprescindível, tendo em vista a dificuldade em prever o período necessário para que uma startup comece a gerar resultados pretendidos e as altas expectativas dos empreendedores e investidores deste mercado. Tal definição possibilita a administração de conflitos e ansiedade de todos os envolvidos.

4) Atentar para a segurança jurídica nas operações de investimento

Os investidores neste mercado geralmente têm muito mais experiência em negociações do que os empreendedores; por outro lado, também interessa aos investidores que os empreendedores contem com assessoria jurídica adequada na negociação dos instrumentos jurídicos que regularão a relação entre as partes, mitigando o risco de entendimentos diferentes sobre os direitos de cada acionista e possibilitando que a condução do negócio foque exclusivamente no seu objeto social – mais do que garantir sua fatia no equity de empresas, os investidores muitas vezes precisam manter os empreendedores estimulados, pois são estes quem têm a completa visão do negócio e as melhores chances de desenvolvê-los. Vale dizer que muitos dos termos e das estruturas adotadas neste mercado encontram inspiração no direito estrangeiro, sendo imprescindível que os assessores legais observem as particularidades do Brasil na execução dos documentos.

5) Verificar a razoabilidade do custo para manutenção da startup frente à necessidade de aportes financeiros e incerteza da obtenção de recursos

O endividamento de uma sociedade é comum neste estágio, mas os seus sócios devem estudar as melhores formas de se obter recursos, quando necessário, estabelecendo limites aceitáveis e zelando por suas obrigações legais à frente da sociedade.

6) Conhecer as possíveis formas de proteção das vantagens competitivas da sociedade

Por vezes, os direitos de propriedade intelectual, tais como marcas, patentes, segredos de negócio, desenhos industriais, softwares, nomes de domínio e direitos autorais são o verdadeiro coração do negócio. Sendo assim, é recomendável que o inventor (ou o titular da invenção) garanta seus direitos de exclusividade sobre estas criações, sem esquecer de avaliar se vale a pena ter referida exclusividade também no exterior (muitos dos direitos de propriedade intelectual seguem o princípio da territorialidade, ou seja, a proteção é limitada ao território no qual encontram-se registrados). Além de aumentar a atratividade perante investidores, a precaução com este assunto pode evitar o desperdício de dinheiro com questões que poderiam ser facilmente resolvidas no início da operação – não é raro uma startup se ver diante de uma discussão sobre a possibilidade de uso de determinada marca após já ter investido tempo, esforço e dinheiro em ações de marketing e material publicitário.

7) Cuidar da divulgação das informações confidenciais da sociedade

Além das criações registráveis acima mencionadas, as startups contém muitas informações protegidas pelo instituto conhecido como segredo de negócio. Sendo assim, é imprescindível que todo o fluxo de informação sensível circulado entre sócios, funcionários e colaboradores e terceiros seja regulado por acordos de confidencialidade.

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Empresa e.Bricks promete revolucionar mercado de investimentos atuando em startups

Para a empresa e.Bricks Ventures, serviços fundamentais para a sociedade são grandes oportunidades de investimento. Com enfoque na concessão de capital de risco, pretende disponibilizar cerca de R$300 milhões que serão destinados às startups que possuírem condições de desenvolvimento frente ao mercado corporativo. Os segmentos contemplados são o de serviços financeiros, saúde, educação e aqueles voltados para organizações de pequeno e médio portes. Eduardo Sirotsky Melzer, conhecido popularmente como Duda Melzer, vê nesse projeto muitas oportunidades de se suscitar um fluxo saudável de investimentos para negócios que estão começando, sobretudo pela relevância que tais serviços possuem para o país.

A captação dos investimentos necessários ocorre na atualidade, de forma nacional e internacional, o que promete consolidar a credibilidade dos negócios envolvidos. Para Eduardo Sirotsky Melzer, é importante que se pense de forma global, mesmo quando se trata de sanar necessidades locais. Oriundo de uma família com sólida tradição em empreender com sucesso, principalmente em negócios de longo alcance social, Duda Melzer mostra-se bastante satisfeito com o andamento do projeto e avalia que já neste ano, boa parte do montante almejado para se investir nessas startups estará disponível. Dessa maneira, o destino do capital poderá começar a ser traçado pelos gestores envolvidos.

Mais do que obter retorno satisfatório, a e.Bricks deseja conseguir experiência para futuros empreendimentos de mesma natureza. Em sua segunda versão, a linha de investimento que contou com grande sucesso na primeira vez em que foi aplicada, é avaliada como promissora por Duda Melzer. Entusiasta por natureza, Melzer possui experiência dentro e fora do país e uma formação acadêmica impecável. Ele que estudou em Harvard, universidade de inquestionável renome, leva em consideração o impacto que as atividades econômicas exerce sobre a vida das pessoas, o que o torna um empreendedor tido como referência positiva para seus pares.

O caráter estrutural de alguns problemas brasileiros frequentes, estão na lista de prioridades para essa segunda rodada de investimentos. Já a forma como o capital será concedido para cada empresa, dependerá de diversos fatores, tais como provisionamento de retorno sobre investimento, conhecido pela sigla inglesa ROI, além do tempo de atuação de cada startup frente ao mercado em que está inserida. Segundo Duda Melzer, a escolha das organizações que serão beneficiadas não é uma tarefa das mais fáceis, dado o alto nível de atuação apresentado por elas. O viés tecnológico na resolução de questões de ordem prática, segundo Melzer, será algo avaliado.

Mesmo com a anunciada desaceleração da economia brasileira, os investidores estrangeiros depositaram bastante confiança no país, o que pode ser facilmente percebido ao levar-se em conta as vultosas quantias investidas. Duda Melzer acredita que este tipo de investidor não é facilmente influenciado por especulações descabidas ou oscilações passageiras, onde profissionais inexperientes sentiriam-se inseguros. Conforme as análise de Melzer, não apenas o Brasil encontra-se em crise, mas todo o globo, o que se pode perceber até mesmo em nações ou blocos econômicos que possuem moeda forte. Cientes desse fenômeno, representantes que realizam investimentos considerados de risco sentem bastante solidez nas empresas que ainda engatinham rumo ao sucesso.

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