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Investimentos em data centers crescem 40% com a crise energética

Um levantamento da A2F (www.a2f.com.br), empresa de soluções críticas de TI, revela que a grave crise energética que o Brasil enfrenta está fomentando novas discussões sobre a eficiência energética dos data centers. No fechamento de 10 dos últimos 15 projetos realizados pela empresa, o principal critério para definição das soluções foi promover economia de energia. Em data centers, por exemplo, os gastos com eletricidade e resfriamento podem representar até 44% do custo total da estrutura.

Como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou aumentos que podem chegar a 39,5%, as empresas passam a se preocupar ainda mais em reduzir os gastos com energia elétrica. No setor de TI o assunto já é alvo de constantes discussões, pois à medida que o segmento atinge maturidade, a otimização dos recursos e a preocupação em reduzir custos se tornam prioridades. E nesse contexto, o consumo de energia é um importante indicador da eficiência do ciclo de vida de um hardware. Assim, cresce cada vez mais a demanda por equipamentos com selo e certificações que asseguram a sua eficiência energética.

Uma estratégia para reduzir os gastos dos data centers com energia elétrica é virtualizar o ambiente, o que tem proporcionado crescimento notável da adesão ao modelo de data center definido por software. Outra ferramenta para gerar economia é investir em processadores de baixo consumo, que promovem mais poder de computação por kilowatt. Algumas das características das novas soluções são serem mais compactas e modulares. Esses benefícios contribuem para a redução do espaço físico, o que consequentemente, diminuí o consumo de energia. Outra importante medida para reduzir custos é avaliar as práticas da empresa e criar uma metodologia a ser seguida, assim como realizar uma auditoria energética.

“Algumas ações são essenciais para desenvolver uma visão holística do ambiente de TI e cortar gastos. O primeiro passo é criar um inventário dos seus sistemas atuais, mapear o seu consumo de energia e a localização dos equipamentos”, explica Juliana Ferreira, sócia-diretora executiva da A2F. “Outra importante medida é avaliar periodicamente o plano de negócio e de crescimento da empresa. Isso ajudará a prever necessidades futuras e criar ambientes flexíveis. Também vale consultar políticas governamentais ou de provedores de energia, pois é possível obter descontos ou incentivos econômicos se houver comprovação de eficiência energética”, complementa a executiva.
Além dessas medidas, outras ações simples podem reduzir significativamente o consumo de energia elétrica nos data centers. Confira as dicas da A2F:

• Bloqueie aberturas para cabos com o objetivo de impedir a saída de ar frio;

• Remova os bloqueios de cabos sob o piso que impeçam a circulação de ar;

• Desligue os servidores que estejam sem carga de trabalho;

• Desligue os aparelhos de ar-condicionado das salas de computadores em áreas que estejam refrigeradas em excesso;

• Organize o equipamento de TI em uma configuração que inclua uma ala quente e outra ala fria;

• Posicione o equipamento para que seja possível controlar o fluxo de ar entre as alas quente e fria. Essa medida impedirá que o ar quente circule novamente pelas entradas de resfriamento dos equipamentos de TI;

• Utilize opções complementares de resfriamento de baixo custo, como água ou outros refrigeradores;

• Aumente a eficiência de resfriamento dos racks utilizando um trocador de calor de porta traseira ou um sistema de racks embutidos para dissipar calor de sistemas de computação de alta densidade, antes que ele ingresse na sala novamente.

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