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No Fintech Day, cenário de crédito é debatido em painel

O debate sobre as tendências para o mercado de crédito das fintechs marcou a 2ª edição do Fintech Day, que aconteceu nesta quarta, 18, no Insper em São Paulo. No painel sobre crédito, Fábio Neufeld (primeiro à direita), CEO e fundador da Kavod Lending – fintech de empréstimos coletivos peer-to-peer – falou sobre a importância da regulação específica para as fintechs de crédito, prevista para o próximo dia 26. “Acreditamos que a postura do Banco Central é de tornar o sistema mais seguro e confiável, portanto a regulação vem para ajudar e não para restringir.

A regulação atual atende aos modelos de negócio da maioria das fintechs de crédito, mas não foi criada para esse fim específico, portanto a regra vem para esclarecer todos os pontos e trazer mais segurança ao mercado”, declarou. O painel foi aberto por Rodrigo Soeiro, diretor da ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs). O evento, que fomenta discussões sobre o ecossistema das fintechs no Brasil, reuniu importantes players do mercado em resultado de parceira entre a ABFintechs e o Insper, instituição sem fins lucrativos de ensino superior e pesquisa.

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ABFintechs e Insper firmam parceria para atrair talentos para o mercado empreendedor

A Associação Brasileira de Fintechs e o Insper, instituição sem fins lucrativos de ensino superior e pesquisa, anunciam um acordo que tem por objetivo central aproximar talentos ao mercado empreendedor, principalmente das fintechs. A parceria, iniciada em março deste ano, contempla dois eventos e, ainda, abre espaço para que as fintechs possam cadastrar suas vagas de trabalho no banco de oportunidades da universidade.

“O Insper é um núcleo empreendedor, pois prepara seu aluno para o mercado de hoje. Essa parceria é extremamente valiosa às fintechs, já que teremos acesso a talentos que têm os valores empreendedores que o Insper incentiva e que são muito importantes para nós” pontua Rodrigo Soeiro, diretor-presidente da ABFintechs.

Entre os eventos acordados, o primeiro deles é o Fintech Day, que acontece no dia 18 de abril, em que a ABFintechs levará cerca de 20 fintechs associadas para divulgarem seus negócios no campus do Insper. O segundo evento, que acontece no segundo semestre deste ano, ainda está em desenvolvimento.

Sobre o Fintech Day

O evento irá debater e fomentar temas relacionados ao ecossistema das fintechs, gerando compreensão sobre as mudanças de mercado, tendências e stakeholders importantes. Na ocasião, haverá quatro painéis de debates: regulamentação, criptomoedas, investimento e crédito.

Estarão presentes as fintechs: Acesso, App RF, Atlas Project, Banco de Formaturas, Bancoin, Bene, Biva, DinDin, Exchange Câmbio e Comex, F(x), Foxbit, ISF, Juntos, Kavod Lending, Nexoos, SmartMEI, Urbe.me e Yubb.

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Você sabe qual é seu Quociente Empreendedor? – Por Thiago Carvalho

Stanford e Binet. Levei alguns anos para conhecer seu nome. Stanford-Binet, para ser mais exato, é o nome que me perseguiu por muito tempo.

Trinta anos atrás, eu estava sendo levado de um médico a outro pois era um pouco agitado. Os exames pelos quais passei me diagnosticaram como sendo hiperativo, mesmo antes dessa patologia virar moda – e gerar bilhões para a indústria da saúde. Um caso de early adopter do DDA (Distúbio de Déficit de Atenção)

Entre idas e vindas a médicos e especialistas, diagnósticos e terapias alternativas, tive contato com um exame que me perseguiu pelas décadas seguintes: o do Quociente Intelectual, ou QI.

O que deveria ser uma ferramenta para apoiar meu desenvolvimento, acabou me incomodando por anos. A cada lembrança sobre meu QI, eu ficava abalado. Eu não tinha – nem nunca teria – o QI de gênios como Albert Einstein, Marie Curie ou Leonardo da Vinci. O que é pior, nenhum tipo de esforço ou programa de ensino me ajudaria a desenvolver um QI de 160.

Ser classificado como “normal” me incomodou, assim como incomoda milhões de pessoas, há décadas. O teste de QI – também conhecido como teste Stanford-Binet – levou pessoas a acreditarem que um número bastaria para mostrar a alguém qual seu lugar no mundo ou seu potencial. De acordo com ele, um número seria o suficiente para dizer o quanto alguém era, ou não, inteligente.

INTELIGÊNCIA É CONTEXTUAL

Outros modelos de inteligência surgiram com o passar do anos, muitos em resposta ao Stanford-Binet, que é batizado com o nome da universidade e do pesquisador que desenvolveu o teste, há cerca de 100 anos. O principal diferencial dos novos modelos de inteligência está no reconhecimento de que ela depende do contexto em que uma pessoa está inserida.

Pense em um prêmio Nobel de economia. Ou melhor, pense logo em três. Coloque todos em um avião e deixe-os por seis meses no meio do deserto de Gobi, na Mongólia. Repita esse mesmo exercício com um beduíno semianalfabeto, que nasceu e cresceu no deserto do Sahara. As chances dos acadêmicos saírem vivos do experimento é inversamente proporcional ao QI dos três, somados. Enquanto isso, espera-se que o beduíno sobreviva ao ambiente hostil. Nessa situação, quem é mais inteligente: o beduíno ou os três PhDs?

Ao retirar acadêmicos do seu ambiente natural e colocá-los em contato com novas experiências, suas habilidades de resolução de problemas caem drasticamente, a ponto de suas vidas estarem em perigo. Assim como no exemplo acima, os novos modelos apresentam a inteligência como contextual. De acordo com a situação, diferentes tipos de inteligência são necessárias e esperadas. Assim, o raciocínio lógico não é suficiente nem requisito para explicar o quanto alguém é – ou não – inteligente.

Entre os modelos que sugiram, o da inteligência emocional e o das múltiplas inteligências ganharam muitos adeptos nos últimos anos. Neles, a inteligência está relacionada à habilidades musicais, interpessoais, coordenação motora e ao controle da emoção, por exemplo. Todas contextuais e passiveis de serem medidas.

QUOCIENTE EMPREENDEDOR

E se fosse possível medir o quanto alguém é – ou não – empreendedor, utilizando as melhores práticas ligadas à avaliações de inteligência? Busquei resposta à essa pergunta durante o tempo em que morei em Nova Iorque, estudando na mais antiga escola de educação dos EUA, a Steinhardt, da New York University(NYU).

Quando retornei ao Brasil, continuei a pesquisa que fiz durante o mestrado em ensino de negócios na NYU, o que resultou na metodologia Quociente Empreendedor, ou QEMP. A partir da validação com centenas de especialistas em educação, ensino superior e empreendedores, criamos uma ferramenta robusta que apoia o ensino de novos negócios, empreendedorismo e inovação. Ao mesmo tempo, desenvolvemos um vocabulário que oferece um ambiente seguro para discussões entre equipes, investidores e mentores.

Como parte da metodologia QEMP, desenvolvemos um assessment que identifica e mensura a relação de um profissional com um projeto de novo negócio. Após uma avaliação de cerca de 20 minutos, métricas contextualizam o envolvimento de alguém com um projeto, baseado em 6 pilares: Controle e Planejamento, Dinâmica do Mercado, Aderência, Perfil Empreendedor, Recursos e Experiência. Por exemplo: é possível medir o quanto alguém Controla e Planeja, comparado com sua habilidade de identificar Recursos ou o quanto entende da Dinâmica do Mercado em que atua ou planeja atuar.

Além dos pilares, a solução mede e apresenta as Dimensões Pessoais. Ou seja, o que é dominante em relação ao projeto: Inovação, Análise, Processos ou Relacionamento. A partir da avaliação, a metodologia apresenta objetivos de ação, adaptados conforme as respostas ao QEMP.

Contextual e andragógica, a ferramenta é uma evolução dos modelos de inteligência, adaptada ao desenvolvimento de profissionais e negócios. Ela é contextual pois considera o ambiente em que o(a) profissional está inserido(a), e andragógica, pois dá liberdade total para o plano de desenvolvimento.

Há alguns anos o filósofo Zygmunt Bauman apresentou o conceito de modernidade líquida, onde argumentou que mudanças na sociedade são e estão ocorrendo com cada vez mais frequência. Acredito que o mesmo se aplica ao mundo dos negócios. A metodologia QEMP é uma resposta – entre outras coisas – aos anseios daqueles que querem planejar negócios e carreiras de forma cada vez mais ágeis.

Thiago de Carvalho é Mestre em Ensino de Negócios pela New York University, Country Manager da Clinton Education e Professor de Empreendedorismo do Insper.

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Líderes precisam manter equipes engajadas durante cenário de crise econômica

Por Azizeh Emleh*

Passamos por um momento econômico brasileiro onde as notícias não são animadoras. Por isso, é importante que os principais líderes deixem claro as prioridades e diretrizes de suas empresas, a fim de evitar que as equipe não priorizem somente os interesses internos da sua área. As equipes com foco na visão do todo, passam atuar como um time do que cada um atuando individualmente. Quando todos devem estar unidos, em torno de um alinhamento, o qual é realmente importante no momento de crise econômica. Talvez não seja o momento para desenvolver novos produtos, mas dar foco no que está ganhando para ter resultado no curto prazo. Ter cuidado com os dados dos clientes, para a empresa não aumentar a inadimplência, assim, as equipes de vendas, devem atuar em conjunto com a equipe financeira e de marketing. Não olhar só para sua área mas olhar o todo. O líder também deve dar feedbacks pontuais aos seus liderados, para resgatar qualquer desvio que comprometa o alcance dos objetivos principais. Com isso, quando ele vai negociar, deve deixar claro o momento atual ao colaborar, para ele entender o cenário. Não deixar claro só o resultado que deseja, mas o motivo também é importante explicar. O por que está pedindo isso, o por que dessa diretriz da empesa.

Geralmente os líderes na correria do dia a dia, divulgam as metas específicas, mas não falam a respeito do cenário. Em cenário como estamos vivendo e importante explicar ao colaborador os reais motivos, você ganha o comprometimento dele, já que o colaborador entende o por que porquê. Por que estão pedindo esse resultado de repente? Porque estão focando em outra área e não a minha? Com a explicação dos líderes e o entendimento das equipes, quem ganha é a empresa e os colaboradores que estão alinhados com o principal objetivo da companhia, finaliza Azizeh.

A seguir, confira dicas da consultora e coach Azizeh Emleh de como manter a equipe engajada em possíveis cenários de crise:

1.Adotar a gestão transparente, para manter a equipe informada sobre os rumos e resultados organizacionais;

2.Estreitar o elo com as áreas de interface, tanto para integrar os diferentes interesses quanto para fomentar a agilidade nas decisões entre as equipes;

3.Adotar critérios claros de resultado e conduta para fornecer feedback´s pontuais;

4.Ser acessível e praticar a escuta ativa, para sanar inquietações ou necessidades geradas em cenários de crise ou de incertezas;

5.Capacitar a equipe a gerenciar os próprios conflitos;

6.Desenvolver sucessores que também possam ser aproveitados em outras áreas da empresa;

7.Ter a ética como valor chave nas decisões e coerência entre o discurso e a prática;

Azizeh Emleh é consultora, coach e prof. universitária do INSPER.

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