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Movimento apresenta lista final de 100 open startups brasileiras boas para investimento

O movimento “100 Open Startups” divulga a relação final das 100 startups brasileiras mais inovadoras e boas para investimento na opinião de quem atua no mercado. Elas foram selecionadas a partir de um processo que teve cinco fases e que durou, ao todo, um ano.

Foram classificadas as startups que mais despertaram interesse ou fecharam contrato com as grandes empresas participantes do projeto – como Grupo Fleury, 3M, Abbott, Natura, Bradesco, IBM, J&J, Estácio e outras. Para se ter uma ideia, quase mil startups de 23 Estados que se inscreveram no movimento.

Cada startup recebeu pontos de acordo com suas conquistas ao longo do processo, que teve cinco etapas. No topo do ranking, estão as startups que mais despertaram interesse das grandes empresas e aquelas que conseguiram fechar contratos.

O interesse pela startup manifestado por uma empresa do movimento, por exemplo, vale um ponto. Já contratos de serviços e/ou pilotos estabelecidos valem dez pontos (ou 20 pontos, se o contrato envolver participação societária). Para se ter uma ideia, no top 10, as startups receberam uma média de 100 pontos cada.

“A vibração dos empreendedores ajuda executivos a driblar o desânimo causado pela atual crise econômica, o que é um passo muito importante”, diz o investidor Bruno Rondani, investidor e mentor do movimento.

O movimento conseguiu ao todo:

# 30 avaliações foi a média recebida por cada startup participante do movimento em todo o processo

# 75 grandes empresas se conectaram ao movimento

# 25 fundos de investimento ou redes de investidores-anjo participam das avaliações

# 53 contratos já foram firmados entre empresas e startups desde a conclusão do ciclo anterior

# 30 startups captaram investimentos em até 2 meses após o fim do ciclo anterior

# 692 parcerias estão em negociação

E O QUE ACONTECE AGORA?

O movimento 100 Open Startups está com inscrições abertas para qualquer startup do Brasil e do mundo que queira participar de uma rede de conexão que envolve 120 grandes empresas do Brasil –o triplo do número de empresas no lançamento da edição do ano passado. A novidade é que, agora, o movimento sai do Brasil e chega também a outros países na America Latina, EUA, Europa e Ásia.

Neste ano, o 100 Open Startups parte com 20 desafios temáticos propostos pela rede de grandes empresas das mais diversas áreas.

Para entrar para o movimento, a startup deve se inscrever e escolher o desafio que tem mais sinergia com sua solução e em qual “Capital da Inovação” do programa pretende se apresentar. O processo acontece em cinco etapas. Inicialmente, as avaliações da startup são feitas online pela rede de especialistas e executivos das grandes empresas que participam do movimento. As propostas com mais combinações com executivos de grandes empresas são convidadas a participar de um pitch pessoalmente na Capital escolhida – são 12 no país e 9 no exterior.

As inscrições das startups devem ser feitas pelo site http://www.openstartups.org.br/ até 15 de agosto.

CONFIRA A LISTA DAS 100 OPEN STARTUPS SELECIONADAS

1 – Lean Survey

2 – Beenoculus

3 – Nexxto

4 – Seekr

5 – Standout

6 – Nama

7 – VRMonkey

8 – Bliive

9 – StoryMax

10 – CRIO

11 – ColOff Industrial

12 – Conteúdo sob Demanda

13 – Educacross

14 – Virtual Care

15 – Broou

16 – Encontre um Nerd

17 – Tippz Mobile

18 – JáTá Chegando

19 – Leva Eu

20 – Aliado

21 – Pin People

22 – PickMeApp

23 – Solides Tecnologia

24 – Step.Box

25 – Wearable Sun Block

26 – Reachr

27 – RFIDBRASIL

28 – PROSUMIR

29 – Meerkat

30 – Omnize

31 – Soluz Energia

32 – Ubivis

33 – LogPyx

34 – Beenergy

35 – POP Recarga

36 – DICOM Grid Brasil

37 – Joy Street

38 – PrintGreen3D

39 – Eventplatz

40 – Me Passa Aí

41 – Droneng

42 – TracknMe

43 – Netbee

44 – Sou Genial

45 – Treevia Forest Technologies

46 – Woole

47 – Screens

48 – Nearbee

49 – Dropo

50 – Confirm8

51 – Carona Phone

52 – FindMe

53 – Dunning

54 – VisiLog

55 – Dr CUCO

56 – Ti.Mob

57 – Vineo

58 – Blue Mind

59 – SaleSIM

60 – Bluelux

61 – ASAPP

62 – iPlantão

63 – Escola de Inventor

64 – Outclass

65 – Previseme Suporte Inteligente

66 – CellSeq

67 – BBroker

68 – DSPGeo

69 – Intelectron

70 – Construct App

71 – Atestados.Med

72 – LIVRE

73 – Matere Educacional

74 – Portal Workbook

75 – Controly

76 – Setupmyteam

77 – Go Touch

78 – Estoks

79 – Opifex

80 – easySubsea

81 – Genoprimer

82 – Farmácia Agora

83 – Pluga

84 – Youper

85 – Noiga

86 – LeadLovers

87 – Eduapps

88 – Agrosmart

89 – Intcom

90 – Fleeber

91 – Maxprotein

92 – Agropixel

93 – RankMyApp

94 – I.Systems

95 – Litma

96 – ZapIn Tecnologia e Informação

97 – CropWatch

98 – Moxchat.it

99 – Exotraje NSA1

100 – Edudream

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Avianca Brasil é eleita a companhia aérea mais inovadora do país pelo quarto ano consecutivo

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A Avianca Brasil, membro brasileiro da aliança global Star Alliance, foi eleita pela quarta vez consecutiva a aérea mais inovadora do país, em estudo realizado pela revista Consumidor Moderno e conduzido pela Dom Strategy Partners. A pesquisa “Empresas Mais Inovadoras na Prestação de Serviços ao Cliente no Brasil” avaliou o empenho e o compromisso de empresas em oferecer serviços de qualidade, capazes de superar as expectativas dos seus consumidores.

“Receber esse reconhecimento pela quarta vez respalda nossos investimentos contínuos em novidades que agreguem ainda mais qualidade e valor aos produtos e serviços oferecidos aos clientes”, avaliou Tarcísio Gargioni, vice-presidente da Avianca Brasil.

Segundo o executivo, a inovação é um valor corporativo que pauta diretamente as ações ligadas ao atendimento aos passageiros da empresa. Um exemplo recente é o fato de a Avianca Brasil ter sido a primeira companhia aérea nacional certificada e autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar voos domésticos na Categoria III (A) do sistema de aproximação por instrumentos, que prevê pousos em condições visuais mais restritas.

“Essa inovação reduziu a necessidade de alternarmos ou cancelarmos voos em função do mau tempo, como já ocorreu em junho deste ano, em Guarulhos. Quando mantemos a programação original das operações, garantimos a melhor experiência de viagem aos passageiros, que não precisam descer em outros aeroportos ou enfrentar atrasos ou cancelamentos por meteorologia”, destacou Gargioni.

Foram objeto do estudo as 1.000 maiores empresas do país, em seus diferentes setores, e aquelas com maior interação com clientes, analisadas por meio de informações primárias (como press releases, relatórios ao mercado, informações para investidores) e secundárias (reportagens da imprensa, estudos e pesquisas publicadas nos últimos 12 meses).

Durante três meses, a Avianca Brasil foi submetida a um processo de apuração e análise de critérios como oferta de produtos e serviços inovadores, qualidade da gestão do relacionamento com o cliente, colaboração e interação online, sustentabilidade, mobilidade e tecnologias. A companhia aérea se destacou, principalmente, em três itens: serviços de valor agregado, proposta e disponibilidade.

Para Roberto Meir, especialista internacional em relações de consumo e varejo e CEO do Grupo Padrão, a eleição da Avianca Brasil demonstra o acerto da estratégia da companhia em sua proposta. “O fato é que a empresa se destacou pela qualidade e atenção ao passageiro. O título atesta a precisão e o acerto da proposta de valor da instituição. Neste momento extremamente desafiador de nossa economia, é gratificante poder reconhecer quem se preocupa em inovar e aprimorar a qualidade dos serviços prestados aos consumidores”.

A pesquisa “Empresas Mais Inovadoras na Prestação de Serviços ao Cliente no Brasil”, realizada há seis anos, foi publicada na íntegra esta semana na revista Consumidor Moderno.

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Empresa de energia lança prêmio de inovação

A EDP Brasil, empresa que atua nas áreas de geração, distribuição, comercialização e soluções de energia, anuncia o lançamento oficial do prêmio EDP Open Innovation, a maior competição mundial de inovação no setor energético. O concurso destinado a startups com ideias criativas que poderão ser implementadas no mercado global a fim de definir novas fronteiras do setor elétrico.

A iniciativa nasce da fusão dos prêmios EDP Inovação e Energia de Portugal que incentivavam o empreendedorismo na área da energia. O programa é realizado em parceria com o jornal português Expresso e a aceleradora Fábrica de Startups.

“O prêmio tem como objetivo estimular o surgimento de negócios inovadores e disruptivos, para nos anteciparmos à transformação do setor elétrico e contribuir para o desenvolvimento do setor de energia cada vez mais eficiente e sustentável”, afirma João Brito Martins, diretor de Estratégia, Organização e Inovação da EDP Brasil.

Os interessados, de qualquer parte do mundo, devem submeter seus projetos com potencial para alcançar mercados em escala global. Para a primeira edição do concurso, os assuntos abordados são relacionados a energia limpa e tendências recentes do setor. A competição abrange os seguintes temas: eficiência energética; mobilidade elétrica; internet das coisas; M2M (Máquina a Máquina); aprendizado de máquina; tecnologia da informação; produção eólica, solar, elétrica offshore, ou demais formas de energia; armazenamento e distribuição de energia; e gás natural.

As equipes deverão ser formadas por 2 a 4 integrantes e já podem se inscrever por meio do site http://edpopeninnovation.edp.pt. O prazo para participar do concurso é até 31 de agosto.

Etapas do concurso e premiação

Concluída a fase de inscrições, até 30 grupos serão selecionados para entrevistas conduzidas por um júri internacional. Nessa fase, os competidores terão a oportunidade de detalhar o modelo de negócio e persuadir os jurados a apostarem em seus projetos.

A partir dessas conversas, serão escolhidas 15 equipes que serão beneficiadas pelo programa de aceleração de startups em Lisboa, durante todo o mês de outubro. Os custos de viagem e hospedagem em Portugal serão de responsabilidade da organização da EDP, limitados a dois integrantes por grupo.

Nesse momento as equipes trabalharão na Fábrica de Startups para acelerarem os seus projetos e terão contato com o método FabStart, que permite simular o produto no mundo real. Essa é uma oportunidade única para compartilhar experiências e aprimorar os trabalhos, ao mesmo tempo em que os times contarão com o auxílio de sessões periódicas de mentoria com profissionais renomados das áreas de interesse.

Os três grupos com o melhor desempenho ao longo de toda a competição, segundo critérios estabelecidos pelo comitê organizador do EDP Open Innovation, farão uma exposição no stand da EDP no Web Summit, o maior e mais importante evento de startups em tecnologia da Europa. A equipe vencedora será premiada no valor de ‎€ 50 mil, montante a ser utilizado exclusivamente no desenvolvimento da ideia.

Os premiados serão anunciados em novembro, após todos os integrantes do programa de aceleração apresentarem, em Lisboa, o pitch a uma plateia composta por colaboradores da EDP, investidores e convidados.

Os participantes com projetos de elevado potencial também serão convidados a integrar o programa EDP Starter em Portugal, Espanha ou Brasil.

O regulamento e mais informações sobre o prêmio estão disponíveis no site:

http://edpopeninnovation.edp.pt/

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Algar Ventures busca negócios inovadores e soluções disruptivas

Com o intuito de identificar empreendedores e parceiros com negócios inovadores e soluções disruptivas para investimentos, o grupo Algar lança a Algar Ventures. Com a iniciativa, o Grupo irá participar ativamente do ecossistema de inovação, por meio do contato com rede de startups, faculdades, espaços de coworking, fundos de investimento em Venture Capital, incubadoras, e aceleradoras, e promover a ponte entre este ecossistema e as empresas do grupo Algar.

“A ideia é antecipar tendências no mercado e, consequentemente, alavancar vantagens competitivas do Grupo. Desenvolvendo este relacionamento também poderemos complementar o nosso portfólio de forma a gerar negócios sustentáveis com valor percebido”, destacou o vice-presidente de Estratégia e Inovação do Grupo Algar, Clau Sganzerla.

Em sua primeira etapa a Algar Ventures irá atuar por meio de parcerias e acordos com incubadoras, aceleradoras e outros agentes de inovação em todo o Brasil. Na segunda etapa, com o modelo Corporate Venture Capital, realizando investimentos diretos ou por participação em fundos. A intenção é priorizar o conceito de Open Innovation e parcerias com setores alinhados à estratégia de negócio do Grupo, com foco em negócios inovadores.

Formada por associados (como são chamados os funcionários do grupo Algar) da Holding e demais empresas do Grupo, a Algar Ventures tem como campos de interesse: cidades inovadoras, agronegócios, indústria do futuro, energia, educação do futuro, wearables, sociedade da informação, alimentos, transporte e logística, pequenas empresas, turismo e viagem, plataformas científicas e tecnológicas.

Metodologia Algar Ventures:

– Engajar o ecossistema: participar, promover, organizar, patrocinar eventos e atividades de engajamento do ecossistema de inovação;

– Análise por comitês de seleção e especialistas: hipóteses de problemas do cliente; testes de conceito de produto e validação das hipóteses de problema;

– Incubação/Aceleração: desenvolvimento do protótipo; identificar padrões de demanda e validação preliminar do modelo de negócio;

– Avaliação para investimento e/ou internalização

Mais informações: http://www.algarventures.com.br

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Mondelez Brasil acelera inovações em co-criação com startups e plataformas digitais

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A Mondelez International, detentora de marcas como Lacta, Trident e Oreo, realiza a segunda edição do programa Digital Accelerator, que busca startups e parceiros digitais para empreender de maneira colaborativa a fim de acelerar a transformação da maneira como a companhia conecta suas marcas aos consumidores, além de potencializar a cultura de criatividade nos times de marketing e no ecossistema de trabalho.

O evento de lançamento, que ocorreu no último dia 13 e já iniciou tirando todos os participantes de suas zonas de conforto, aconteceu na Wayra – parceira do programa e onde algumas das startups mais criativas do Brasil foram aceleradas. Durante todo o dia, eles tiveram contato com os parceiros digitais e foram provocados a pensar diferente.

A companhia acredita na inovação como motor de crescimento e desenvolvimento de seus talentos. Por essa razão, o objetivo do programa é encorajar os times de marketing da Mondelez Brasil a pensarem fora do lugar comum, a se arriscarem sem medo e a aprenderem fazendo. Os projetos devem ser baseados em plataformas mobile, focados em elevar a relação entre os consumidores e as marcas a um novo patamar no universo digital, além de ter potencial para serem escalados para a América Latina.

Primeiro encontro do Digital Accelerator 2016, na Wayra Brasil

“O Digital Accelerator é uma grande oportunidade que nós desenvolvemos para acelerar a inovação na Mondelez International e transformar a forma como nos conectamos com as pessoas. Queremos criar o futuro mobile, hoje. As indústrias de tecnologia e de mídia digital são algumas das mais inovadoras do mercado, especialmente no que se refere a experiência e engajamento do consumidor, e têm alguns dos talentos mais criativos do mundo. Nossa empresa também tem alguns dos melhores talentos da área de marketing, e por isso queremos colocá-los para trabalhar juntos, para incentivar dentro da companhia uma cultura de criatividade empreendedora”, afirma Maria Mujica, diretora de marketing e comunicação da Mondelez International Latinoamerica.

A Seleção

Em parceria com empresas que têm o digital em seu DNA, a Mondelez International desenvolverá projetos que acelerem de forma exponencial o crescimento de suas marcas neste universo. No Brasil, os projetos serão escolhidos após um processo seletivo que começou no último dia 13, no qual as empresas candidatas – Tinder, Buzzfeed, Waze, Spotify, Vice, Vevo, Izit, InLocoMedia, Twitch, Aquto, EA Games, Heatmape e Spumenews – apresentaram as suas capacidades e conheceram os desafios de cada uma das marcas da companhia. A partir daí, cada marca escolherá um parceiro para trabalhar e, juntas, farão a co-criação de um projeto. As três propostas selecionadas receberão o investimento de US$ 30 mil cada uma para sua implementação.

“Estamos mudando a nossa forma de investir em mídia. Entendemos que o ambiente digital é onde o nosso consumidor mais a consome, então é lá que precisamos estar. Também sabemos que o retorno sobre investimento em digital é o dobro se comparado com a mídia tradicional, por esse motivo, até 2018, 30% do total do investimento em mídia, será em digital”, reitera Mujica.

Mais informações a respeito do Digital Accelerator estão disponíveis no site http://www.digitalaccelerator-mdlz.com/

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Fomento à inovação – uma visão do Brasil e da Austrália – Por Jamile Sabatini Marques

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O impacto da inovação em um país pode ser demonstrado de diversas maneiras, desde sua capacidade de movimentar a economia com a geração de novos empregos ou até pela sua habilidade de estimular o mercado a criar negócios inéditos. Mas como o apoio financeiro concedido às empresas de tecnologia pode contribuir para o desenvolvimento econômico baseado no conhecimento?
Foi com essa dúvida que, em 2015, embarquei em um voo para o outro lado do mundo, mais precisamente, em Brisbane, Austrália, para ter o privilégio de ser orientada pelo acadêmico Dr. Tan Yigitcanlar, autor do conceito KBUD (Knowledge-Based Urban Development – Desenvolvimento Urbano Baseado no Conhecimento), em minha tese de doutorado na Queensland University of Technology (QUT), por meio de uma cooperação com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Como pode observar, o foco da viagem estava no especialista e não somente no país em que ele está baseado. Estar em outro país me permitiu realizar comparativos com as duas economias sobre as visões das empresas de tecnologia brasileiras e australianas em relação ao fomento à inovação.

Mas antes de chegar aos resultados do estudo, quero voltar a 2013, no meu primeiro ano na diretoria de Inovação e Fomento da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), quando formulamos uma pesquisa para medir o quanto as empresas de tecnologia conheciam sobre os recursos para fomento direcionados à inovação existentes no mercado. Para espanto de investidores como governo e bancos, quase a metade, cerca de 44% das empresas associadas à entidade não conhecem o suficiente as fontes para Inovação e Fomento disponíveis para o setor no país.

Em minha pesquisa desenvolvida na Austrália, parti do ponto de que, dentro do framework de KBUD criado pelo Dr. Tan Yigitcanlar, no segmento econômico, ele considerava quatro importantes pilares: Conhecimento, Criatividade, Inovação e Competitividade, mas ainda não incluía o Fomento/Incentivo como base para que haja desenvolvimento econômico baseado no conhecimento. Para contextualizar a importância de inserir o Fomento neste framework e propor um modelo de fomento às empresas de base tecnológica como estratégia para a promoção do desenvolvimento urbano baseado no conhecimento, submeti algumas empresas australianas – associadas a uma entidade que tem um papel similar ao da ABES no Brasil, a AIIA (Australian Information Industry Association) – ao mesmo questionário feito em 2013 no Brasil.

No total, 75 empresas australianas responderam ao questionário. Dentre essas, 36,5% afirmaram não ter conhecimento dos recursos de fomento para inovação disponíveis no mercado. A maioria, 54,4%, disse nunca ter se beneficiado desse tipo de recurso. Entre as empresas que tentaram pedir o recurso, mas não conseguiram, a maioria entre as australianas e brasileiras aponta o mesmo motivo: processo complexo/burocracia, 47,1% e 40,45%, respectivamente.

Preferencialmente, as empresas no Brasil e Austrália buscam incentivos à inovação para aplicação em Pesquisa e Desenvolvimento 77% e 62,7%, respectivamente. Em segundo lugar, para utilização na força do Marketing/Vendas/Feiras: 46,4 (BR) e 46,3% (AU).

Entre as linhas de fomento que as australianas gostariam de ter mais informações e se manter atualizadas encontram-se as voltadas a Incentivos Fiscais para Pesquisa e Desenvolvimento (56,5%); Programas para Empreendedores (54,8%) e Fundos de Capacitação (25,8%). Entre as empresas brasileiras de tecnologia, o interesse maior ficou no BNDES (72%); FINEP (66,8%) e Fundos para Pesquisa (44,9%).

Dentro desta pesquisa também tive a oportunidade de entrevistar representantes do governo e de entidades representativas do setor de tecnologia nos dois países. No caso da Austrália, a principal questão está na necessidade de promover uma cultura de incentivo à inovação. O país voltou a desenvolver programas de fomento à inovação em 2009, depois de 15 anos sem uma política específica voltada ao tema. A transparência também foi uma necessidade apresentada, pois não estão claros os critérios para participar de certos programas.

Das 400 melhores universidades do mundo, 20 estão na Austrália. O compartilhamento dos espaços físicos e laboratórios das universidades com as empresas foi apontado como um fator relevante para incentivar a inovação no país. Também citaram a necessidade de criação de mais parques tecnológicos e incubadoras, apontando este problema como a razão pela qual o país vem perdendo empreendedores para outros países como EUA, Canadá e Inglaterra.

No Brasil, pouco se mede sobre o impacto do fomento à inovação, porém em pesquisas anteriores realizadas junto às empresas que receberam recurso público para inovar, o governo obteve o retorno deste incentivo no primeiro ano de programa. As empresas cresceram e algumas passaram a exportar, geraram empregos e melhoraram os benefícios oferecidos para os seus funcionários, tendo como resultado o desenvolvimento econômico baseado no conhecimento.

A falta de conhecimento das empresas sobre os benefícios disponíveis demonstra, claramente, a necessidade de divulgação das gestoras de recursos financeiros para estimular e atrair as empresas para adoção desses instrumentos de apoio que poderão ajudar o Brasil a se tornar mais competitivo e deslumbrar novos mercados por meio da inovação e, consequentemente, gerar desenvolvimento econômico.

Respondendo à pergunta acima, há uma tendência de países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) de fomentar a inovação por meio de incentivos fiscais, o qual acaba sendo mais rápido, menos burocrático e mais democrático. Essa seria uma aposta bem acertada do governo brasileiro para elevar os resultados quando tratamos de apoio à inovação, mas o Brasil ainda precisa melhorar neste quesito, trazendo uma legislação mais clara e simples para que as empresas se beneficiem destes instrumentos.

Por Jamile Sabatini Marques, Diretora de Inovação e Fomento da ABES: PhD em Engenharia e Gestão do Conhecimento UFSC – Doutorado sanduíche (QUT / Austrália) e Doutora em Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina, Jamile Sabatini Marques é mestre em Gestão de Inovação pela École de Mines de St-Étienne, França, especialista em gestão de empresas. A diretora de Inovação da ABES construiu sua carreira atuando, principalmente, na área de gestão, inovação, fomento, fundos de investimento e representação institucional. Atualmente, também exerce a função de Presidente da Câmara de Tecnologia e Inovação da FECOMÉRCIO – Federação do Comércio de Bens, de Serviços e de Turismo de Santa Catarina, Membro do Conselho International Journal of Knowledge-Based Development (IJKBD).

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Clóvis de Barros Filho e Sílvio Meira abordam em palestras ética nas organizações e empreendedorismo em tempos digitais

Evento acontece dia 21 de julho no Teatro Guararapes em Olinda

Poder, valores e ética nas organizações. Esse é o tema da palestra de um dos mais requisitados e irreverentes palestrante do Brasil Clóvis de Barros Filho. Quem abre a noite é o professor Sílvio Meira, que aborda “Inovação e Empreendedorismo em Tempos Digitais”.

As palestras dos professores Clóvis de Barros Filho e Sílvio Meira integram o projeto Notáveis Personalidades. O encontro é uma realização da Winner Eventos com a CIN – Capital Intelectual, que tem mais de 25 anos de experiência em planejamento, organização e realização de eventos corporativos.

Clóvis de Barros Filho passa conteúdos filosóficos entre exemplos cotidianos e histórias, de maneira leve e descontraída. Sua entrevista no programa Jô Soares foi considerada uma das melhores de todos os tempos. O professor é conhecido pelo humor peculiar, o que o torna ainda mais carismático, encantando as plateias do Brasil e do mundo com sua clareza e sinceridade. Suas palestras já conquistaram públicos heterogêneos não só no Brasil como outros países tais como França, México, Argentina, Espanha, Uruguai e Portugal.

Doutor em Ciência da Comunicação, Clóvis é jornalista e advogado, além de mestre em Ciência Política pela Sourbone, em Paris. É professor de Ética na USP e de Filosofia Corporativa na HSM Educação e palestrante da HSM Management. É ainda pesquisador e consultor em Ética da Unesco. Tornou-se reconhecido como especialista em temas como ética, motivação, mudança, confiança, empreendedorismo e amor ao trabalho. Entre os livros publicados como co-autor estão: “A vida que vale a pena ser vivida”; “Somos todos canalhas”; “Ética na comunicação”; “A filosofia explica as grandes questões da humanidade”; “Teorias da comunicação em jornalismo – reflexões sobre a mídia”.

Já Sílvio Meira faz palestra sobre “Inovação e Empreendedorismo em Tempos Digitais”. Meira é pesquisador da área de engenharia de software, é fundador e presidente do Conselho de Administração do Porto Digital e fundador do C.E.S.A.R, onde foi o cientista-chefe. Formado pelo ITA, é mestre pela UFPE e Ph.D. pela University of Kent em Canterbury, no Reino Unido. Sílvio Meira é professor emérito do Centro de Informática (CIN) e professor associado da Escola de Direito da FGV-RIO. Já foi pesquisador do CNPq e coordenador do programa de doutorado da Universidade Federal de Pernambuco.

Silvio Meira compôs a equipe do Ministério da Ciência e Tecnologia, foi presidente da Sociedade Brasileira de Computação e consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Já foi considerado pela revista Exame uma das cem pessoas mais importantes na área de tecnologia de informação no País, tendo recebido as comendas da Ordem Nacional do Mérito Científico e da Ordem de Rio Branco por meio da Presidência da República.

Palestra com Clóvis de Barros Filho e Sílvio Meira

Data: 21 de julho

Local: Centro de Convenções de Pernambuco – Teatro Guararapes

Horário: a partir das 18h

Informações e inscrições: (81) 3090.6834

Site: NotaveisPersonalidades.com.br

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Corporate Innovation Day vai debater inovação e startups com executivos de grandes empresas

No ritmo atual de inovação, 75% das empresas que compõem o índice S&P 500 serão substituídas até 2027 e a ameaça a estas corporações não vêm de um concorrente gigante, mas sim das startups que estão surgindo hoje.

Para disseminar a cultura de inovação corporativa no Brasil, a Techstars, com apoio da Grant Thornton e Baptista Luz Advogados, está promovendo no dia 7 de Julho, o Corporate Innovation Day, um encontro exclusivo para executivos de grandes empresas, desenhado para ajudar na identificação de tendências e oportunidades no ecossistema de startups, além de entender como se relacionar para acelerar a inovação interna nas corporações.

A disrupção causada pelo ritmo atual de inovação das startups deixa claro a necessidade das grandes empresas buscarem maneiras de inovar mais rapidamente. Porém é difícil criar e escalar uma cultura empreendedora em corporações para influenciar a inovação interna. Para que as corporações passem a inovar mais rapidamente é preciso que elas:

– Desenvolvam internamente uma forte cultura empreendedora entre seus colaboradores;

– Encontrem maneiras de se envolver melhor nos ecossistemas de startups nos mercados em que operam

– Entendam as melhores práticas e como outras organizações estão avançando a inovação interna e trabalhando com startups.

Para comandar o evento estão escalados David Brown que é cofundador e Managing Partner da Techstars, Cody Simms, diretor executivo da Techstars, que foi responsável pelo programa de aceleração da Disney, além de Gustavo Alvarez, diretor de novos negócios para América Latina, e Tony Celestino, diretor de programas de startups da Techstars no Brasil.

O evento ocorre no dia 7 de julho no recém-inaugurado Campus São Paulo, um espaço do Google dedicado a fomentar o empreendedorismo. Saiba mais sobre o evento em www.corpinnovationday.com

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GTI IT Solutions participa de programa de inovação nos Estados Unidos

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O projeto APP – Apontamento de Chão de Fábrica, da GTI IT Solutions, foi selecionada para o programa de inovação LA IDEA ADVANCE MANUFACTURING. A iniciativa é do governo dos Estados Unidos, que fornece bolsas de estudo para empreendedores da América Latina, visando programas de treinamento em incubadoras e aceleradoras no país. O Sebrae foi convidado pela embaixada dos EUA a participar do Programa.

A GTI contou com o apoio do Sebrae para ser uma das empresas selecionadas para o programa de manufatura e teve acesso às tecnologias de ponta, capital de risco e mentores. O projeto APP consiste em uma inovação de aplicativo móvel para as indústrias na automação do controle da manufatura.

Durante o programa, foi apresentado o conceito de Indústria Maquiladora, que se aproveita de alguns acordos entre os governos americano e mexicano. Esses acordos estabelecem uma relação de isenção de impostos para troca temporária de produtos semiacabados e peças, o que, muitas vezes, reduz o custo efetivo do produto e o tempo de acesso ao cliente final. Assim, é possível quebrar o processo industrial em duas categorias ou etapas:

1- Intensivas em mão de obra;

2- Intensivas em consumo energético.

As etapas intensivas em mão de obra ficam do lado do México e as etapas intensivas em consumo energético ficam do lado dos Estados unidos onde a energia elétrica, petróleo e derivados são mais baratos. Além de se aproveitar do melhor de 2 mundos, as Industrias Maquiladoras levam vantagem de localização em relação a indústrias do sudeste asiático.

Júlio César Luppi Doebeli, Gerente de Projetos de Inovação da GTI, afirma que ” a imersão em uma cultura industrial extremamente inovadora, permite trazer novas técnicas e procedimentos. As experiências internacionais são grandes oportunidades de ampliar conhecimentos, estabelecer novos contatos e proporcionar uma visão mais abrangente do mundo dos negócios internacionais”. Júlio também salienta que observou uma grande diferença em relação aos incentivos governamentais para empreendedores, além das recompensas fiscais que estão diretamente ligadas ao número de empregos gerados.

“Outro destaque que pude observar é a eficiência na parceria existente entre universidades e o centro de indústrias. Esta parceria auxilia na instalação de novas empresas, além de facilitar o acesso a mão de obra qualificada, e dar suporte às pesquisas relacionadas ao segmento, completou Júlio César Luppi Doebeli.

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Amcham: Empresariado ainda vê gargalos no registro de patentes no INPI

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) tornou os sistemas de registros e ferramentas de pesquisa online mais ágeis para consulta, mas o órgão precisa dar agilidade ao andamento dos processos de registro de propriedade intelectual (PI) e reforçar o seu corpo técnico. A conclusão é do relatório realizado pela Amcham e divulgado nesta terça-feira (31/5), em São Paulo. A entidade ouviu mais de 150 executivos e diretores de inovação e pesquisa em todo o País.

Os aspectos que o INPI ainda precisa melhorar são a agilidade no andamento dos processos de registro de propriedade intelectual (39%) e qualificação e expansão do corpo técnico (20%). De acordo com a pesquisa, a maioria afirma que o tempo médio para registro de uma concessão de patentes leva de 7 a 10 anos (63%). Outros 30% afirmam que o prazo é superior a 10 anos, e apenas 6% consideram que o prazo vai até 6 anos. Quando se trata de marcas, o tempo varia de 2 a 6 anos, na opinião de 90% dos entrevistados. Somente 4% afirmam que o prazo é superior a 7 anos, e 2% consideraram um tempo inferior a 2 anos.

Para a maioria das empresas, nenhuma das cinco diretorias do INPI – Marcas, Patentes, Contratos, Desenho Industrial e Software – consegue oferecer uma estimativa razoável sobre o prazo de finalização de análises de registro de PI. O pessimismo é maior na Diretoria de Patentes, com mais de dois terços de respondentes afirmando que ‘nunca’ (55%) ou ‘raramente’ (23%) há estimativa de prazos. Apenas 17% consideram que as estimativas são ‘sempre’ (3%) ou ‘frequentemente’ (14%) informadas, e 3% não responderam.

Questionados sobre quais as prioridades que o INPI deveria seguir para evolução tecnológica, 40% acham que seria a atualização constante do banco de dados e informações disponíveis online. O investimento em melhorias do sistema (estabilidade, layout e ferramentas de busca) foi citado por outros 14%, enquanto que 11% mencionam a disponibilização online de todo o andamento dos processos e serviços. A qualificação e expansão do corpo técnico também é uma das ações indicadas por 11% dos respondentes.

O relatório, segundo o presidente do INPI

O relatório Amcham de avaliação empresarial do INPI foi apresentado na manhã de hoje (31/5), em São Paulo, pela CEO da entidade, Deborah Vieitas, na presença de Luiz Otávio Pimentel, presidente do INPI. “O relatório Amcham aponta o problema que a demora nos exames de propriedade industrial representa a maior barreira pra inovação e empreendedorismo para o Brasil quando pensamos em cadeia de valor”, comentou Pimentel.

De acordo com estimativas do INPI, caso seja mantido o atual quadro de 263 examinadores, o tempo de espera deve subir para 19,2 anos. “Precisaríamos de um total 5.050 examinadoras para sanar o blacklog (estoque de marcas e patentes não analisados) em um ano”. Nos Estados Unidos, por exemplo, existem 60 registros de patentes por examinador, enquanto o número é de 1.096 pedidos para cada especialista do INPI.

Segundo o presidente do órgão, a demora em proteger os diretos de propriedade intelectual traz prejuízos para a competitividade e diminui o poder de defesa contra a pirataria. “O empresariado brasileiro, cada vez mais, tem entendido a propriedade intelectual como ferramenta pra sustentar a inovação. Há também o entendimento do governo brasileiro de que o custo da solução é o investimento público”.

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Indústria automotiva crescerá 2% ao ano com carros autônomos e elétricos, diz McKinsey

A inovação tecnológica, aliada à mudança no comportamento dos consumidores, levarão ao surgimento de novas fontes de receita para o setor automotivo nos próximos 15 anos. Estudo da McKinsey & Company mostra que as categorias de empresa que surgirão para suprir demandas em áreas praticamente inexistentes movimentarão US$ 1,5 trilhão até 2030 – o que elevará os ganhos de toda a cadeia automotiva em 30%.

O uso compartilhado de veículos sustentará o crescimento da indústria, a uma taxa de 2% até 2030, mais do que compensando as quedas esperadas nas vendas de automóveis. O estudo “Automotive revolution – Perspective towards 2030 – How the convergence of disruptive technology-driven trends could transform the auto industry” mostra que, até lá, um em cada 10 carros vendidos serão para uso compartilhado e 15% deles serão de condução autônoma.

Além da mobilidade compartilhada, a eletrificação, a conectividade, os serviços via aplicativos e o upgrade de sistemas originais dos veículos se tornarão fontes de receita em potencial para empresas que já integram a cadeia automotiva e novas entrantes.

Outro destaque será a mudança na relação entre empresas nativas do setor e recém-chegadas, passando de competidores para parceiros na oferta de soluções alternativas.

Empresas que encarem a mobilidade como serviço ampliarão a indústria voltada ao transporte individual e forçarão as mudanças de um setor há muito estagnado em termos de expansão. Nos últimos 15 anos, apenas duas novas fabricantes de carro entraram na lista das 15 maiores do mundo, enquanto, no mesmo período, 10 operadores de serviços eletrônicos chegaram ao topo de seu mercado.

As tradicionais montadoras serão obrigadas a dividir receitas com modelos completamente diferentes, como os de caronas e carros compartilhados e os de “acenos virtuais”, disputando espaço até com gigantes de tecnologia. O cenário, ainda que difícil, trará seus benefícios: o crescimento da receita com mobilidade individual vai acelerar a partir de 2030. O desafio será navegar num ambiente muito mais pulverizado.

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Inovação é só para os criativos. Será? – Por Mariane Abrucez

Em momentos de crise como esse em que estamos vivendo, inovação parece ser a palavra de ordem para solucionar os problemas; A luz no fim do túnel para algumas empresas. “Precisamos inovar se quisermos nos manter vivos!”, profetiza seu chefe. E é nesse instante que você, assim como a maior parte da população, pensa “hmmm… esse negócio de inovação não é para mim… eu nem sou criativo!”. Mas será que a inovação se faz possível apenas por meio de pessoas criativas? Quero te mostrar que não!

Antes de mais nada, vamos dar o primeiro passo em direção à inovação e alinhar alguns conceitos. Uma nova ideia só é considerada inovação quando traz resultados, ou seja, gera valor para as empresas. Criar algo com alto índice de novidade, mas com baixos resultados não é inovação. Da mesma forma que criar uma solução altamente lucrativa mas com baixo apelo de novidade, também não é inovação. Associar o alto grau de novidade ao alto índice de resultado, isso é inovação.

Para chegar ao tão esperado resultado, a ideia precisa ser conduzida pelas quatro fases do processo de inovação que tem início na ideação. Aqui sim precisamos de pessoas criativas, motivadas pela mudança e pelo novo, aquelas que enxergam as oportunidades de uma forma diferente das demais. Em seguida, vamos para a fase de conceituação, a mais crítica para as empresas já que ter ideias não é o problema. O problema é colocá-las em prática quando a operação do dia a dia fala mais alto que a inovação, que sempre é algo incerto. Para que essas novas ideias tenham seus riscos mapeados e sejam conduzidas dentro das organizações, precisamos de pessoas orientadas a desafios e com tolerância a trabalhar com incertezas.

Passadas essas duas primeiras etapas, chegamos mais perto da experimentação. Para essa fase, precisamos de pessoas com alto grau de adaptação já que são elas que farão testes de conceito, ajustarão o que for necessário e darão às primeiras formas àquela ideia inicial transformando-a em algo mais concreto, como um protótipo, exemplo. A partir das alterações e dos testes realizados na ideia inicial, chegamos à última fase do processo de inovação, a implementação. Sem incertezas, aqui são necessárias pessoas com orientação a resultados, que trabalham com prazos e planejamento começo, meio e fim e escopos fechados. É nesse momento que aquela ideia embrionária toma corpo e escalabilidade.

É ilusão achar que todas essas competências e habilidades, muitas vezes opostas entre si, possam ser encontradas em uma única pessoa. O que seria da Apple, por exemplo, se Wozniak fosse como Jobs, ou vice versa? A solução para isso é a criação de times, que unam pessoas com os diversos perfis acima citados que, somadas, trabalharão em busca do tão almejado resultado. O primeiro passo é “olhar pra dentro de casa” para identificar esses talentos. E você, já sabe quem da sua equipe poderia ser parte integrante, e fundamental, do seu time de inovação?

*Por Mariane Abrucez, Supervisora de Recursos Humanos no Venturus Inovação & Tecnologia

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A Transformação é do relacionamento, não da Tecnologia – Por Eduardo Pugliesi

Engana-se quem pensa que a Transformação é Digital. A tecnologia sempre existiu e, de tempos em tempos, surgem novos termos, novas roupagens e novas ofertas também. O que mudou, na verdade, é a forma de entregar o relacionamento, a experiência, o consumo, entre outros. O foco, então, está muito mais relacionado às pessoas do que à tecnologia. Enquanto o modelo digital altera o foco do relacionamento, permitindo a capilaridade de todos com todos, a empresa prestadora de serviço (cliente) é um meio para esse tipo de relacionamento.

A digitalização tem sim sua importância, mas a “viagem tecnológica” não precisa ser entendida pelos clientes. Estes apenas definem para onde o consumo vai e as empresas de tecnologia, por sua vez, se encarregam na entrega desses relacionamentos. Se elas vão utilizar Algoritmos, Big Data, Business Intelligence, Metodologia Ágil, entre outras, não faz diferença para o cliente. A transformação digital é um catalizador de varias tecnologias, mas o que o cliente precisa não é a entrega delas, mas sim de uma estratégia de negócios que eleve sua maturidade neste cenário. Esse é o ponto que leva à transformação.

Não se trata de digitalizar o que uma empresa tem hoje, mas sim de repensar sua estratégia e unir funcionalidades para mudar seu relacionamento com os stakeholders. Uma empresa aérea, por exemplo, que antecipa o contato com o cliente, alertando-o através de um aplicativo a possibilidade de mudança de voo faz uso da tecnologia para transformar sua relação com o usuário. É possível fazer isso usando a infraestrutura digital disponível para pensar em formas de fazer relacionamento. É só uma questão de as consultorias de TI ajudarem as empresas a definirem escopos que vão surpreender o interlocutor, antecipando ações que irão aumentar a fidelização.

Um ponto alto para a Transformação do Relacionamento são os aplicativos. Hoje, as pessoas priorizam o uso desses mecanismos pela facilidade de relacionamento que a mobilidade permite. Mobilidade e Relacionamento, então, caminham juntos. Ancorados à estratégia do negócio, os front-ends dos aplicativos permitem diversas experiências de consumo.

O primeiro passo para melhorar a experiência dos stakeholders é definir uma estratégia estruturada, tendo como foco uma visão em longo prazo de como a empresa quer ser reconhecida no que tange a relacionamentos. Posto isso, é hora de formatar os algoritmos e entregar ações periféricas para começar a experimentar a Transformação Digital, que na verdade, é a Transformação do Relacionamento.

*Eduardo Pugliesi é diretor de Inovação e de Business Intelligence da Divisão Enterprise Applications da Sonda IT, maior integradora latino-americana de soluções de Tecnologia da Informação.

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O projeto brasileiro Geekie, aprendizagem para todos, entre os finalistas dos Prêmios WISE 2016

O projeto brasileiro Geekie, aprendizagem para todos, da empresa Geeky, foi selecionado como um dos quinze finalistas dos Prêmios WISE 2016. Lançados pela Fundação do Qatar em 2009, sob a liderança de sua presidenta, Sua Alteza Sheikha Moza bint Nasser, os Prêmios WISE identificam e promovem as abordagens mais inovadoras e eficazes para dar resposta aos desafios da educação global, e estão criando uma rede de agentes de mudança que inspiram outros em qualquer parte do mundo.

“Nos enche de orgulho ser finalistas em um prêmio de educação que atrai a atenção mundial. Ajuda a estabelecer a inovação como um elemento chave para a democratização da educação. E mostra também que é possível atingir novas metas inclusivamente fora dos centros de alta tecnologia. A transformação da educação está ao nosso alcance como sociedade, e este prêmio reúne e inspira aqueles que estiveram trabalhando para a mudança”, assinalou Cláudio Sassaki, cofundador e CEO da Geeky.

Acreditando que dois estudantes não aprendem do mesmo jeito, a empresa de São Paulo, Geeky, lançou o projeto Geekie, aprendizagem para todos, que oferece soluções educativas personalizadas utilizando a tecnologia. Concretamente desenvolveu uma plataforma tecnológica que integra três soluções. Uma primeira, a Geekie Lab, que identifica as necessidades educativas de cada aluno e cria um plano de estudo personalizado de acordo a seu ritmo de aprendizagem, e a suas debilidades e fortalezas em determinadas matérias; uma segunda, a Geekie Test, que se utiliza para conhecer o rendimento dos alunos em diferentes âmbitos: escola primária, educação superior, concursos e provas de idiomas, entre outros; e por último a Geekie Games, que lhes ajuda a preparar para o vestibular.

Os estudantes que utilizam estas soluções melhoraram 30 por cento seus resultados em um período de dois meses. Mais de 20.000 escolas do Brasil utilizam estas soluções e graças a elas mais de cinco milhões de estudantes melhoraram seu rendimento.

Selecionados por um Comitê de especialistas internacionais em educação, os quinze finalistas dos Prêmios WISE 2016 oferecem soluções criativas para o acesso, a qualidade da educação, o ensino de ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM em inglês) e competências empresariais. Estes projetos abordam uma grande variedade de temas, que constituem desafios comuns da comunidade global.

Os membros do Comitê são Kamel Braham, líder do Programa de Desenvolvimento Humano do Banco Mundial para o Magreb; o Dr. Rajika Bhandari, diretor do Centro para o IIE Mobilidade Acadêmica de Investigação, E.U.A.; o Dr. Joyce Akumaa Dongotey-Padi, diretor executivo da Fundação Mama Zimbi (Gana), que ganhou os Prêmios WISE 2009; Adel Boseli, chefe do Departamento de incubadora de empresas do Qatar Centro; a Dra. Rana Dajani, fundadora e diretora do We love reading, professora associada da Universidade Hachemita da Jordânia e ganhadora dos Prêmios WISE em 2014; Sara de Freitas, vice-reitora de Aprendizagem e Ensino, Universidade de Murdoch, Reino Unido; Jiang Xueqin, diretor adjunto da Escola Internacional de Tsinghua, China; Sheetal Mehta, administradora e diretora executiva do K. C. Mahindra Education Trust (KCMET); Anna Penido, diretora do Instituto Inspirare, Brasil; Gabriel Sánchez Zinny, diretor do Instituto Nacional de Educação Tecnológica, Argentina; e Florence Tobo Lobé, fundadora e presidenta da Fundação Rubisadt nos Camarões.

A Dra. Tobo Lobé falou de sua experiência dentro do Comitê: “Me sinto honrada por ter tido a oportunidade de avaliar vários projetos que fomentam a paz, o bem-estar e o crescimento das comunidades em todo o mundo. Os Prêmios WISE são uma maneira excelente de elaborar estratégias que cheguem a mais beneficiários e melhorem as condições de vida no mundo”.

Os projetos finalistas dos Prêmios WISE 2016 foram selecionados considerando vários critérios que avaliam a inovação e o impacto positivo nas comunidades onde se realizam, bem como o potencial de ser reproduzido em outros contextos e regiões devido a sua força inspiradora. No próximo mês de setembro o Júri elegerá os seis vencedores desta edição que, além de receber 20.000 dólares USA, permitirá a cada um desses projetos uma difusão mundial e a possibilidade de partilhar sua experiência com outras organizações que tenham áreas de interesse comum.

Sobre os Prêmios WISE

Anualmente, os Prêmios WISE reconhecem e promovem seis projetos inovadores que oferecem soluções aos grandes desafios mundiais da educação. Desde 2009, os WISE receberam mais de 2.800 solicitações de mais de 151 países. Quarenta e dois projetos de todo o mundo, de diferentes temas, foram reconhecidos por seu caráter inovador, sua escalabilidade e pelo impacto positivo que tiveram na sociedade. Os seis projetos ganhadores serão conhecidos em setembro de 2016.

Sobre a Cimeira Mundial da Inovação para a Educação (WISE)

A Fundação Qatar, sob a liderança de sua presidenta, Sua Alteza a Sheika Moza bint Nasser, estabeleceu a Cimeira Mundial para a Inovação na Educação (WISE em inglês) em 2009.

A WISE é uma plataforma internacional e multissetorial para o pensamento criativo, o debate e a ação conjunta que se consolidou como referência mundial em novas abordagens educativas. A Fundação Qatar, como prova de sua aposta pela economia do conhecimento, quer através da WISE construir o futuro da educação apostando na capacitação e colaboração.

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Empresas têm R$ 10 milhões para pesquisas voltadas a cidades inteligentes e sustentáveis

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) prorrogaram até 23 de maio o prazo da chamada de propostas de pesquisas que levem ao desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores voltados ao aprimoramento da vida nas cidades.

Dirigida a microempresas, empresas de pequeno porte, pequenas e médias empresas sediadas no Estado de São Paulo, sobretudo àquelas em fase inicial de atividades (startups), a chamada de propostas disponibilizará até R$ 10 milhões para projetos que visem ao aperfeiçoamento de tecnologias e a produtos para aplicações em cidades, com potencial de torná-las mais inteligentes, sustentáveis e humanas. Os recursos, não reembolsáveis, serão divididos igualmente entre FINEP e FAPESP.

Indicada para empresas que se enquadram na Fase 3 do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), voltado para o desenvolvimento de produtos, processos e serviços que possam ser inseridos no mercado, a chamada acontece na esfera do programa PIPE/PAPPE Subvenção, parceria entre FAPESP e FINEP que oferece financiamento para a execução de pesquisa científica e/ou tecnológica.

Para orientar e fornecer informações que ajudem na formulação de projetos, que poderão ser desenvolvidos em até 24 meses em qualquer cidade do Estado de São Paulo, FAPESP e FINEP promovem no dia 29 de abril, às 18h00, no Teatro IMA Cultural, em Campinas, uma reunião de esclarecimento sobre a chamada e os projetos.

No encontro, profissionais da FAPESP e da Informática de Municípios Associados (IMA), empresa de economia mista voltada à prestação de serviços na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), vão tirar dúvidas de representantes de empresas interessadas em apresentar projetos com potencial de alcançar resultados inovadores.

A programação contará com a demonstração do Gliconline, aplicativo de acompanhamento que auxilia no controle de diabetes, pela gerente de Soluções da IMA, Daniela Fumes da Luz, além de esclarecimentos sobre a chamada de propostas pelo professor Douglas Zampieri, coordenador da área de Pesquisa para Inovação da FAPESP.

O evento acontece em decorrência de um acordo de cooperação entre FAPESP e IMA para promover projetos cooperativos de pesquisa que levem principalmente ao desenvolvimento de novas tecnologias, sistemas, softwares e aplicativos que ajudem a pensar uma nova configuração para áreas urbanas, incluindo a operação de serviços públicos em áreas como saúde, educação, mobilidade, gestão, segurança pública, tecnologia da informação e comunicação, entre outras.

O evento é aberto a todos os empresários interessados. Os projetos devem ser inscritos até 23 de maio exclusivamente por meio eletrônico, pelo Sistema de Apoio a Gestão (SAGe), no endereço www.fapesp.br/sage. O resultado dos projetos aprovados será divulgado em 19 de setembro.

Mais informações sobre o PIPE/PAPPE: www.fapesp.br/5747
Mais informações sobre a chamada de propostas: www.fapesp.br/10066

Reunião de divulgação e esclarecimento: Pesquisa sobre Tecnologias e Produtos para Aplicações em Cidades Inteligentes-Cidades Sustentáveis

Data e horário: 29 de abril, às 18:00
Local: Teatro IMA Cultural – Rua Padre João Garcia, 101 – Ponte Preta – Campinas/SP
Programação: http://www.fapesp.br/eventos/cidadesinteligentes
Inscrições: http://www.fapesp.br/eventos/cidadesinteligentes/inscricao

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Mudanças digitais e novas tendências do mercado de tecnologia influenciam o planejamento e a entrega dos CIOs

A velocidade das mudanças nos ecossistemas globais de negócios exige que os CIOs adaptem seus modelos de gestão a novos cenários e liderem a introdução e o uso de novas tecnologias no dia a dia das empresas. O que deve estar no radar desses profissionais nesse momento de transição? Em sua sétima edição, o estudo “Tech Trends 2016 – Innovating in the Digital Era”, elaborado pela Deloitte, aponta as oito principais tendências tecnológicas que devem impactar os negócios nos próximos dois anos.

Entre blockchain (termo em inglês para o movimento da democratização da confiança), realidade aumentada e Internet das Coisas (IoT), o relatório passa pelos mais relevantes temas que estão nas pautas dos CIOs atualmente. Além deste três tópicos, esses profissionais precisam lidar com o impacto social das tecnologias exponenciais, cyber-risco, a reinvenção do core dos sistemas, plataformas autônomas e a importância da velocidade de TI.

Com o objetivo de traçar perspectivas e identificar como os CIOs buscam novas abordagens para crescer e inovar, o relatório, além de ouvir os próprios executivos, traz as percepções de grandes especialistas da indústria e de acadêmicos, planos e prioridades de investimento de start-ups e a visão de investidores dos principais fornecedores de tecnologia, além da experiência da rede global de consultores da Deloitte.

Segundo Claudio Soutto, sócio da área de Consultoria em Tecnologia da Deloitte, os CIOs podem empregar as tendências apontadas como referências para definir suas prioridades de investimento, transformar suas organizações e ajudar a acelerar o crescimento dos negócios e dos mercados em que operam. “Os CIOs precisam liderar esses projetos. É preciso encontrar novas abordagens para criar valor real para o negócio, sempre avançando a partir das realidades de hoje”, complementa Soutto.

As tendências e seus impactos

Com o Blockchain (a democratização da confiança), as transações digitais se tornam o padrão da economia global. Muitas delas, porém, dependem de instituições tradicionais e são geridas e certificadas de forma ineficiente. O Blockchain permite a distribuição da contabilidade e a elaboração de contratos inteligentes, permitindo às organizações redefinir a forma como o valor é trocado entre as partes – estimulando novas abordagens à gestão de ativos, fidelidade dos clientes, prontuários médicos eletrônicos, pagamentos internacionais e muitos outros cenários.

Já quando se trata de realidade virtual e de realidade aumentada, há novos horizontes. O futuro das soluções móveis depende, cada vez mais, dos dispositivos batizados de wearables­­ (basicamente, tudo o que possa ser vestido) – especialmente à medida que as soluções de realidade virtual e realidade aumentada tornam-se disponíveis no mercado, atrelados a esses objetos. Essas tecnologias têm potencial também nas empresas, com recursos que podem reformular os processos de negócio ou revisar fundamentalmente as experiências dos clientes. A evolução da interação, que antes se resumia a apontar, clicar e digitar, hoje abrange novos comandos, como tocar, deslizar e falar. Com a interação intuitiva, o gesto, o humor e o olhar passam a ter um espaço importante.

Há novas perspectivas em diversas áreas da evolução tecnológica. O valor da Internet das Coisas (IoT), por exemplo, não é mais mensurado de acordo com a quantidade de sensores instalados ou o número de novos dispositivos conectados. A eficácia dessa tecnologia está no potencial disruptivo de reinventar os processos e reescrever os negócios, o governo e a sociedade. As organizações mais evoluídas já estão controlando esse potencial por meio de abordagens inovadoras até a preparação de eventos, análise cognitiva e robótica.

E, com essas transformações, há um impacto social das tecnologias exponenciais no mundo. Uma classe emergente de empreendedores tem acessado, adotado e feito experimentos com tecnologias exponenciais. Essencialmente, as mesmas forças que impulsionam a inovação e o crescimento no mundo dos negócios também podem impulsionar a transformação nas áreas sociais. Os maiores desafios da humanidade em educação, saúde, mudanças climáticas e até em direitos civis podem ser vistos sob uma ótica diferente enquanto as tecnologias disruptivas alimentam a solução criativa de problemas.
O cyber-risco continua sendo uma preocupação universal – incluindo implicações em segurança, privacidade e conformidade. Não se trata mais de um tema à parte, mas de uma disciplina empresarial inserida no planejamento, projeto e realização de cada nova tendência em tecnologia. As organizações precisarão equilibrar suas prioridades para experimentar novas áreas e, mais importante, determinar de que forma enxergar além das preocupações atuais para estimular a inovação e sair à frente nas áreas mais cruciais para os negócios.

Além de todas essas tendências, o estudo Tech Trends aponta a necessidade de reinventar o core dos sistemas, das plataformas autônomas e a importância de empregar a TI na velocidade certa.
As empresas brasileiras, em diferentes estágios de maturidade, podem observar com atenção essas novas realidades para analisar se as ações que adotam estão alinhadas com tendências globais e, se preciso, redefinir suas prioridades. “Definir, avaliar e mensurar os benefícios obtidos por meio de novas tecnologias ainda é um grande desafio”, avalia Claudio Soutto.

Se a economia digital exige uma nova postura das empresas na condução de seus negócios, a transformação digital revoluciona a forma como as corporações se relacionam com seus clientes e fornecedores, dando mais poder aos consumidores. “O estudo Tech Trends da Deloitte é um importante direcionador de mercado. A SAP procura estar à frente das tendências do mercado, mostrando aos seus clientes que a inovação deve ser parte integrante do negócio. Em tempos de economia em ritmo acelerado de inovação, com máquinas e pessoas cada vez mais conectadas, se antecipar às tendências tecnológicas é essencial”, destaca Ricardo Kazuo, diretor de marketing da SAP Brasil.

O relatório completo pode ser acessado em www.deloitte.com.br

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BNDES lança fundo com R$ 200 milhões para empresas inovadoras

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou o Criatec 3. Trata-se de um fundo voltado para investimentos em empresas inovadoras com atuação prioritária nos setores de nanotecnologia, tecnologia da informação, biotecnologia, agronegócios e novos materiais. O fundo atuará com sete polos de atuação regional e patrimônio de R$ 200 milhões.

A Inseed Investimentos será gestora nacional do Fundo. Além do BNDES, serão quotistas a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), o Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul (Badesul), o Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo (Bandes), o Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG), o Banco de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), a Agência de Fomento do Estado do Paraná (Fomento PR), a empresa Valid S/A, investidores privados e a própria Inseed.

Os sete polos de atuação regional, a serem aprovados pelo Comitê de Investimento do Criatec 3, serão distribuídos nos seguintes Estados: um no Amazonas ou no Pará; um em Pernambuco ou na Paraíba; um na Bahia; um em Santa Catarina ou no Paraná; e três em cidades da Região Sudeste, sendo um deles obrigatoriamente em Minas Gerais e outro no Espírito Santo.

Poderão ser apoiadas empresas com receita operacional líquida anual de, no máximo, R$ 12 milhões. O valor máximo de investimento por empresa, em uma primeira capitalização, será de R$ 3 milhões. No mínimo 25% do portfólio do fundo deverá ser investido em empresas com receita operacional líquida anual inferior a R$ 3 milhões.

O BNDES, por meio da BNDESPAR, repassará R$ 130 milhões ao Criatec 3. Os demais quotistas deverão somar aportes na ordem de R$ 70 milhões. Ainda há oportunidade para investidores que queiram aportar até R$ 20 milhões.

Criatec 1 e 2

As empresas que obtiveram investimentos do Criatec 1, lançado em 2007, apresentaram elevado crescimento, com aumento médio de receita bruta acima dos 30% ao ano. Além disso, cinco delas figuram entre as 100 empresas brasileiras que mais cresceram. As companhias ainda foram capazes de captar, até dezembro de 2014, R$ 80 milhões adicionais, valor superior aos aportes do Criatec 1 (R$ 66,2 milhões).

Enquanto o primeiro fundo contabilizou investimentos em 36 empresas, entre 2008 e 2015, o Criatec 2, iniciado no final de 2013, já aprovou investimentos em 18 empresas, das quais 15 já foram investidas e três estão em processo de due diligence. Até o fim de seu período de investimento, dezembro de 2017, o Criatec 2 terá investido em até 36 empresas.

Fonte: Portal Brasil, com informações do BNDES

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Tecnologia da Informação da Renault se destaca com Programa de Inovação

Criatividade, inovação e economia: esse é o mote do Programa de Inovação (Inova) concebido pela Direção de Sistemas de Informação Américas (DSIA) da Renault do Brasil. Sempre atenta às necessidades de inovação e redução de custos, a área criou esse programa que tem por objetivo incentivar a inovação e a implementação de ideias que sejam aplicáveis nas mais diferentes áreas operacionais ou suporte e que agreguem valor à empresa e promovam reduções de custos. Desde que foi criado em 2013, gerou economias da ordem de mais de R$ 1,5 milhão por ano, o que significa um retorno superior a 10 vezes o custo anual do programa.

O programa foi criado com três objetivos principais: 1) Construir a Cultura da Inovação (com ambiente de trabalho adequado; processos bem definidos; preparação dos colaboradores para inovação); 2) Quebra de paradigmas (TI assume a condição de protagonista se antecipando a necessidade de negócio); 3) Gerar valor para o negócio Renault (inovação com resultado).

Impressora 3D

Em 2015, o foco principal foram os projetos que impactam diretamente a empresa. Dentre esses, vale destacar o “Bureau de Impressão 3D”, que passou a atender diferentes necessidades das áreas de negócio: a produção de protótipos dos projetos de engenharia, com redução de custos e tempo; a impressão de componentes para uso na linha de produção, como os bicos injetores que aplicam o mastic (massa de colagem e vedação dos para-brisas dos veículos) e algumas peças utilizadas no treinamento dos operadores da Escola de Destreza (treinamento obrigatório para colaboradores se adaptarem à linha de montagem).

A internalização da produção de bicos injetores, por exemplo, permitiu uma redução de custo de R$ 0,47 centavos por modelo fabricado. Cada bico injetor, feito no “Bureau de Impressão 3D”, leva 1h05 para ficar pronto. Desde o começo do ano cerca de 100 peças já foram prototipadas. A Renault estuda mais 2.000 peças que poderiam ser impressas tridimensionalmente na fábrica.

Programa de Inovação

O Programa de Inovação da DSIA é acessível aos colaboradores da área de TI através de uma plataforma interna, onde os participantes seguem orientações sobre como apresentar as ideias que deverão estar ligadas à qualidade do serviço prestado pela TI, ao retorno econômico ou à segurança da informação.

Para dar suporte ao programa também foi criado o “Innovation LAB”, um espaço de experimentação para os colaboradores. Todos têm acesso a diferentes tecnologias, materiais e suporte para testar e realizar as suas ideias. Neste sentido, periodicamente são promovidos workshops, eventos com fornecedores e parceiros em que as equipes entram em contato com novas tecnologias, equipamentos e processos inovadores.

O esforço da empresa em estabelecer um processo de inovação e a dedicação da equipe da TI em gerar resultados para o negócio, teve tamanho sucesso que neste ano o mercado reconheceu a Renault do Brasil como uma das 100 empresas mais inovadoras do país na categoria Indústria Automotiva e Autopeças.

Motivação

As ideias apresentadas pelos colaboradores geram pontos que, de acordo com os volumes acumulados, podem ser trocados por ingressos, participação em eventos nacionais, cursos de formação e até viagens para conhecer fábricas do grupo no exterior (França, Argentina e Colômbia).

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