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Gartner prevê que gastos globais com infraestrutura de Data Center crescerão 6% em 2021

De acordo com a mais recente pesquisa do Gartner, Inc, líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, os gastos mundiais com infraestrutura de Data Center devem chegar a 200 bilhões de dólares em 2021, o que representa um aumento de 6% em relação ao número esperado para este ano. Segundo a pesquisa, a expectativa é uma queda de 10,3% nos gastos dessa área em 2020 devido à restrição de fluxo de caixa por causa da crise atual. A previsão indica que, apesar do declínio provocado pela pandemia de Covid-19, o mercado d e Data C enter deve retomar o ritmo de expansão rapidamente, com crescimento contínuo, ano a ano, até 2024.

“A prioridade para a maioria das empresas em 2020 é manter as luzes acesas, o que tem feito com que investimentos em Data Centers sejam postergados até que o mercado entre no período de recuperação”, diz Naveen Mishra, Diretor Sênior de Pesquisa do Gartner. “Nossa projeção é que os maiores centros empresariais pausem temporariamente seus gastos e retomem os planos de expansão ainda este ano ou no início do pr&oa cute;ximo ciclo. No entanto, as empresas de destaque, conhecidas como hiperescaladoras, continuarão com seus planos de expansão global, com investimentos contínuos em Nuvem Pública”.

Os bloqueios provocados pela pandemia de COVID-19 impedirão a construção de mais de 60% das novas instalações planejadas inicialmente para 2020, razão pela qual a receita de infraestrutura do segmento de Data Center diminuirá 10,3% em 2020. Os gastos de usuários finais devem crescer na casa de um dígito a partir de 2021.

Gastos com infraestrutura de Data Center em todo o mundo (em bilhões de dólares)

 201920202021
Gastos de usuários finais (em bilhões de dólares)210188200
Crescimento (%)0,7-10,36,2

Fonte: Gartner (Outubro de 2020)

“Grande parte da redução da demanda deste ano deve retornar em 2021, quando as equipes estarão presentes fisicamente nos escritórios”, avalia Mishra. “Por enquanto, todos os segmentos de infraestrutura de Data Center estarão sujeitos a medidas de contenção de custos e as áreas de compra das empresas devem estender os ciclos de vida dos equipamentos instalados”.

Com a lenta melhora no crescimento econômico, os gerentes de infraestrutura de Data Center deveriam priorizar um conjunto selecionado de clientes novos e existentes. O Gartner recomenda, especificamente, que as empresas:

1) Treinem a força de vendas para que esses vendedores consigam se envolver com o diretor financeiro (Chief Financial Officer – CFO) e o diretor de compras dos clientes em um novo conjunto de iniciativas para otimização de custos, como renegociaç ã o de contratos de TI, redução de custos de Nuvem e consolidação de TI.

2) Elaborem um manual do setor que ajude os fornecedores de tecnologia a entenderem o impacto da COVID-19 em uma gama de setores diferentes para, então, recomendar ações de curto a médio prazo para os fornecedores em cada setor.

3) Invistam em um novo modelo go-to-market, com características que atendam operações nativamente digitais e sejam capazes de impulsionar a inovação. Valorizem as soluções de TI híbrida e com preços baseados em consumo para melhorar o compartilhamento de ideias com os clientes nativos digitais.

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Estádios do futuro: conectados e inteligentes para atrair mais público

Arenas para o entretenimento, como os complexos esportivos, oferecem grandes oportunidades para os fornecedores de infraestrutura tecnológica

Por Melissa Strait

Os estádios e autódromos são estruturas enormes, criadas com o objetivo de oferecer experiências empolgantes para o público. Seja para uma partida de futebol, um grande
show ou uma corrida de automóveis, todas essas arenas ao redor do mundo têm como objetivo oferecer uma experiência inesquecível aos fãs. Em um mundo digital, sempre
conectado, o segredo para que os usuários tenham uma permanência satisfatória incluiuma boa conexão com a internet, segura, estável e rápida, que permita, por exemplo,
fazer o upload de fotos e vídeos para as redes sociais sem gargalos. Embora os estádios tragam grandes desafios estruturais para atingir conectividade
de primeira linha, por outro lado oferecem oportunidades excepcionais quando a infraestrutura de rede está em ordem.

Afinal, as lojas das arenas, câmeras, luzes eaté a área de fast food, tudo demanda uma largura de banda maior para podersuportar a quantidade de dados transmitidos pela Internet durante um evento, emuma praça de esportes conectada.Por isso, cada vez mais os estádios ao redor do mundo funcionarão como pequenas cidades inteligentes. Da mesma forma que as chamadas smart cities, um estádio deve contar com uma infraestrutura que garanta aos usuários a conectividade e disponibilidade de rede necessária para satisfazer cada uma de suas necessidades, em todos os espaços. Um exemplo disso é o Estádio NRG, em Houston Texas, que conta com 783 antenas estrategicamente espalhadas pela CommScope no local, fornecendo maior largura de banda, não só dentro do estádio, mas também na região em torno dessa arena.A conexão de alta velocidade permite também que os fãs encontrem restaurantes próximos, hospedagem, etc. Desta forma, cria-se um ecossistema de hotéis, meios de transporte, restaurantes e outros estabelecimentos, toda uma experiência envolvente para que as pessoas prefiram ir ao estádio que ficar em casa e ver o jogo pela televisão, por exemplo.

Nos Estados Unidos, empresas como a CommScope disponibilizam soluções de cobre e fibra em estádios e autódromos, como o Daytona International Speedway, para
aumentar a capacidade de Wi-Fi. Na América Latina há estádios de futebol como do Monterrey, no México, com avançado sistema para tornar mais eficiente a rede celular,
ampliar a cobertura das conexões sem fio, garantir o correto funcionamento dos sistemas de vídeo e áudio, etc. Seja em estádios de futebol americano, shows ou
autódromos, os service providers precisam estar preparados para atender às expectativas dos torcedores e suportar as exigências futuras.
*Melissa Strait é jornalista, editora e trabalha como assistente executiva da diretoria de tecnologia da CommScope.

Melissa Strait, jornalista, editora e assistente executiva da diretoria de tecnologia da CommScope.

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Empresas têm até 22 de agosto para inscrever seus projetos de data center no DCD>Awards Latin America 2018

O DCD>Awards Latin America, prêmio que reconhece os melhores projetos de empresas em relação à infraestrutura e eficiência de seus data centers, entra na reta final do prazo para a inscrições, que vão até o próximo dia 22 de agosto. Os projetos mais importantes da indústria de data center concorrerão ao prêmio que reconhe liderança, inovação e transformação em toda a América Latina.

A organização já recebeu mais de 80 projetos, tanto de empresas privadas quanto de órgãos públicos. Ao todo, serão 7 categorias, que premiarão desde os conceitos de design, construção e inovação até a adoção de novas tecnologias e os melhores projetos desenvolvidos em equipe.

O anúncio dos finalistas será no dia 3 de outubro. A cerimônia de premiação será realizada no dia 6 de novembro, durante o congresso DCD>Brasil 2018, no Centro de Eventos PRO MAGNO, em São Paulo. O júri do DCD>Awards Latin America terá, mais uma vez, a desafiadora tarefa de avaliar os inscritos, devido ao alto nível técnico e inovador dos projetos apresentados até o momento.

Por outro lado, seguem abertas as inscrições para as categorias 9 – Provedor de Colocation do Ano na América Latina e 10 – Solução mais Inovadora para Data Center do Ano na América Latina, onde os vencedores serão eleitos por voto popular. Os profissionais da indústria poderão votar de 10 de setembro a 20 de outubro.

DCD>Awards – Mais de 75 vencedores

Muitas organizações e profissionais já foram premiados ao longo desses anos pelo DCD>Awards, o “Oscar” que reconhece as melhores práticas na indústria de data center.

Após o sucesso da premiação DataCenter Leaders, concedida na Europa e no Japão há 10 anos, decidiu-se trazer esses troféus para o Brasil. Na primeira edição, em 2011, foram apresentados 62 projetos em 3 categorias. Um ano depois, em 2012, a primeira edição do DatacenterDynamics Awards foi realizada no México. Nesta ocasião, a premiação foi ampliada para 6 categorias.

Em 2017, os dois eventos foram unificados com a ampliação para 11 categorias e contaram com a opinião da indústria de data center, com o voto popular em 3 delas. A última cerimônia do DCD>Awards Latin America foi realizada no dia 26 de setembro, no Foro Masaryk (Cidade do México).

Empresas como Aceco TI, Afip, Antel, Ascenty, Banco Bradesco, Banco Santander, BT, Dataprev, Embratel, Entel, Epsilon, Equinix, Hewlett Packard Enterprise, Kio, Ministério da Cultura do Perú, Sonda, Telefonica e a Universidade Nacional da Colômbia foram algumas das premiadas.

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ACOM Sistemas melhora desempenho em cinco vezes com solução de cloud da Winov

Com foco na satisfação dos clientes, a ACOM Sistemas passou a disponibilizar o sistema EVEREST Gestão Empresarial em uma infraestrutura hiperconvergente de data center virtual fornecida pela empresa Winov.

O novo ambiente, resiliente, não fica off-line e garante processamento cinco vezes mais rápido que uma solução de cloud comum. Isso possibilita extração de relatórios, integração contábil e conciliação financeira que, geralmente, envolvem milhares de informações, de maneira muito mais eficiente.

O desempenho superior permite que a ACOM Sistemas entregue mais qualidade com preços mais atrativos em um modelo SaaS, de software como serviço. Os clientes não precisam mais gastar com infraestrutura própria de tecnologia da informação para usar o EVEREST.

“Nosso sistema roda no que há de melhor em soluções de cloud computing. Contamos com equipamentos de missão crítica hiperconvergente com tecnologia Nutanix, que garantem alta performance. Podemos multiplicar o número de clientes sem aumentar o investimento.”, explica Eduardo Ferreira, Diretor Operacional da ACOM Sistemas.

Raul Cesar Costa, Chief Product Officer da Winov, ressalta que também há um grande ganho em segurança: rígidos protocolos garantem total confiabilidade e alta disponibilidade de telecom, com IP próprio, que recupera dados instantaneamente quando, por exemplo, é mudada a rede em que se trafega.

“Outra facilidade está no atendimento. Nossos clientes podem, literalmente, bater na nossa porta, a qualquer momento, em busca de suporte. Para a equipe da ACOM, que fica a poucos metros da Winov, na cidade de Curitiba, a comodidade é ainda maior”, comenta Raul.

Eduardo Ferreira acrescenta que a ACOM Sistemas busca inovação contínua para que possa melhorar o desempenho dos clientes com uso de tecnologia e adianta: “já estamos estudando o que mais pode ser oferecido de benefícios além do ERP na nuvem”. Mais uma vantagem para a ACOM Sistemas foi a de se tornar, também, provedora de nuvem ao participar de um programa de canais oferecido pela Winov.

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Nutanix ajuda UNICURITIBA a reduzir tempo de processamento de dados em mais de 50% e consumo de energia no data center em 90%

A Nutanix (NASDAQ: NTNX), empresa líder em software para nuvem corporativa, anunciou a implantação da solução Enterprise Cloud OS no Centro Universitário Curitiba (UNICURITIBA) na cidade de Curitiba, (PR). Com o apoio da Servix Informática, o UNICURITIBA conheceu os benefícios da infraestrutura de hiperconvergência da Nutanix, que combina recursos de armazenamento e processamento de maneira única em um único dispositivo, usado em data centers de última geração. Desde que migrou para a Nutanix, o Centro Universitário viu uma redução significativa no tempo de processamento de dados, consumo de energia e aumento da produtividade.

Fundada em 1950, o UNICURITIBA, está sempre em busca de um constante aperfeiçoamento, mantendo o compromisso de preservar os avanços científicos e tecnológicos. Ao notar a necessidade de atualizar o data center do Centro Universitário para atender as demandas de negócios projetadas para o futuro tais como a implantação de novos sistemas para o controle acadêmico, soluções de Business Intelligence, automação de fluxo de trabalho e gerenciamento eletrônico de documentos, em 2016 a universidade avaliou a infraestrutura existente e, após uma avaliação detalhada, Almir Lucas Stasievski, Gerente de TI e Planejamento, buscou otimizar ainda mais o controle efetivo das operações da Instituição, considerando uma nova solução, com tecnologia de ponta.

Após uma prova de conceito bem-sucedida, com foco na validação da solução de virtualização AHV da Nutanix, a instituição decidiu implantar a solução em seu ambiente de produção. De acordo com Stasievski, a Nutanix foi selecionada principalmente devido à sua maturidade e liderança em tecnologia. Assim, o Centro Universitário migrou para a solução AHV para ajudar a possibilitar o avanço e a simplificação desejados para sua infraestrutura de TI.

Depois que a decisão foi tomada, todo o processo de migração levou 48 horas e não impactou a rotina do Centro Universitário. Isto é muito diferente do que seria uma migração tradicional do ambiente, estimada entre 5 a 7 dias e que exigiria alguma redução na operação do sistema, tanto para os alunos quanto para os funcionários.

O UNICURITIBA atualizou seu data center substituindo 11 servidores físicos, 112 servidores virtuais e 1 storage de 18 Terabytes por tecnologia hiperconvergente da Nutanix com 4 nós de processamento e 22 terabytes de área de storage com deduplicação, camadas e compactação 2: 1 e ECX. Essa atualização gerou vários benefícios: espaço e consumo de energia reduzidos no data center, ganhos de desempenho aprimorados, segurança física e escalabilidade, devido às facilidades futuras de backup na nuvem. Além dos resultados citados acima, a solução reduziu os custos de licenciamento, simplificou o controle da estrutura do data center e permitiu a redução do número de servidores virtuais para 63 VMs. A mudança para a tecnologia Nutanix melhorou o desempenho da aplicação e aumentou a produtividade em mais de 10%, além de reduzir o tempo de processamento de dados em mais de 50% e o consumo de energia do data center em 90%.

“Agora, todas as aplicações de negócios, como ERP, sistemas de folha de pagamento de funcionários e o banco de dados do SQL Server, estão sendo executados na plataforma Nutanix”, diz Stasievski. “Estamos sempre em busca de melhorias contínuas e muito comprometidos em preservar o progresso científico e tecnológico. Vimos a necessidade de atualizar nosso data center para atender cada vez melhor nossos alunos e funcionários”.

“A implementação no UNICURITIBA é apenas um exemplo do que a Nutanix pode fazer por qualquer empresa. Podemos otimizar a infraestrutura existente e reduzir o desperdício de recursos instantaneamente. Nesse caso, a validação do AHV foi fundamental na decisão de mudança. A equipe de TI do Centro Universitário agora pode se concentrar em seus negócios e a combinação de melhor desempenho e uma interface de usuário mais simples, garantida pela Nutanix possibilitou que a equipe se concentrasse em fornecer um melhor desempenho para os alunos, equipe acadêmica e administrativa, pesquisa e novos serviços para a comunidade”, conclui Leonel Oliveira, gerente geral da Nutanix no Brasil.

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Data centers da Ascenty recebem certificado PCI-DDS em todas as unidades

A Ascenty, empresa líder no mercado de data center com foco na América Latina, foi certificada com o selo internacional PCI-DSS (AoC – Attestation of Compliance) em todos os oito data centers em operação no Brasil. Organizada pela PCI Security Standards Council, essa certificação garante aos clientes o cumprimento dos pré-requisitos de segurança internacionais necessários ao processamento dos dados de cadastros bancários, sistemas de pagamentos e cartões de crédito que passam pelos data centers da Ascenty.

“Ter a certificação PCI-DSS em todos os nossos data centers é um grande diferencial para a Ascenty”, afirma Roberto Rio Branco, diretor institucional e marketing. O reconhecimento das unidades Campinas, Jundiaí, Fortaleza, Hortolândia, São Paulo 1 e São Paulo 2, Sumaré e Rio de Janeiro garante que a infraestrutura está adequada às normas de segurança de dados estabelecidas no Payment Card Industry Data Security Standard (PCI-DSS), o padrão adotado em todo o mundo pela indústria de cartões de crédito. “Empresas do segmento financeiro podem contar com a nossa infraestrutura já certificada e preparada para hospedar as suas transações financeiras”, ressalta Roberto.

Além dessa nova certificação, a Ascenty oferece uma infraestrutura segura e totalmente redundante, certificada pelos principais órgãos internacionais. A empresa conta com os selos TR3 da TÜV Rheinland, Tier III Design e Tier III Facilities do Uptime Institute, que avaliam equipamentos e estrutura das unidades. Em segurança da informação, a certificação ISO 27001 garante aos clientes da Ascenty confiabilidade, integridade e disponibilidade dos Data Centers. Em relação a serviços, a empresa é certificada pelo ISO/IEC 20000, a primeira norma mundial com foco específico em gerenciamento da qualidade de serviços de TI. Além disso, nos aspectos ambientais, a companhia foi a primeira empresa de Data Centers a receber a certificação ISO 14001, que se baseia no padrão da International Organization for Standardization (ISO) para implantação e operação de sistema de gestão ambiental sustentável.

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Como planejar a migração de data centers de alta velocidade

Por Carlos Morrison Fell

Tendências como Big Data, mobilidade e Internet das Coisas (IoT) estão gerando um enorme volume de dados. E os provedores de serviços de data centers precisam encontrar formas de suportar velocidades cada vez mais altas. Muitos data centers foram projetados para suportar tráfego de 1 GB ou 10 GB entre os servidores, roteadores e switches. Só que o roadmap Ethernet de hoje vai de 25 /40 GB a até de 100/400 GB, e dentro de alguns anos, até 1 TB. Como resultado, os operadores de data centers têm uma necessidade imediata de migrar sua infraestrutura Layer 1 para suportar velocidades mais altas, e essa nova infraestrutura também deve fornecer latência mais baixa e maior agilidade e densidade.

As tendências recentes apontam que os requisitos de banda larga continuarão crescendo de 25% a 35% ao ano, e o ponto fundamental para isso é a mudança para maiores velocidades de comutação. De acordo com um estudo recente realizado pela consultoria Dell’Oro, as receitas de switches Ethernet continuarão em crescimento até o final da década, com maiores vendas previstas para portas 25G e 100G. A mudança para 25G está bem encaminhada, já que os switches de comprimento de onda para adoção dessa tecnologia estão se tornando mais comuns. Espera-se que as capacidades desses switches continuem se duplicando, chegando em 100G até 2020 e proporcionando uma próxima geração de links de alta velocidade para switches. Uma série de fatores está impulsionando o aumento da velocidade de throughput nos data centers:

• A densidade dos servidores tem aumentado aproximadamente 20% ao ano

• As capacidades dos processadores estão crescendo

• Processadores com vários núcleos e unidades de processamento gráfico (GPUs)

• A densidade de virtualização tem crescido em 30%, o que está impulsionando as velocidades de uplink para switches;

• O tráfego leste-oeste nos data centers ultrapassou o volume do tráfego norte-sul.

Desafios da Migração

Há vários aspectos de design e evolução de cabeamento de data centers que apresentam desafios para aqueles que desejam migrar para velocidades mais altas.

Todo data center é diferente: não existe um método padrão de implantação de cabeamento. Embora os padrões sejam continuamente refinados em torno de tecnologia de cabo e conector de fibra óptica, não existe um roadmap para implementação que se adapte a todos ou à maioria dos data centers.

O ritmo das mudanças está acelerado: o movimento de 1G para 10G Ethernet levou quase uma década, mas a migração de 10G para 25G e 100G levará metade do tempo. Muitas redes foram projetadas inicialmente com infraestrutura que não é tão escalável quanto precisa ser; os especialistas poderiam antecipar um eventual movimento de 1G para 10G, por exemplo, mas, na maioria dos casos, o cabeamento que foi instalado há alguns anos está desatualizado. Os gerentes de data centers precisam atualizar a fibra ou adicionar mais fibras, e essas devem suportar avanços rápidos para 100G ou mais.

Os padrões estão evoluindo: muitos data centers usam fibra multimodo para conectar servidores e switches, mas há alguns anos o estado da arte nessa área de fibra era OM3 ou OM4. Em 2016, os órgãos de regulamentação aprovaram o padrão OM5, que tem rendimento quatro vezes maior de throughput que o OM3.

Os data centers estão se densificando: nos data centers multi-tenant, em particular, os clientes estão reduzindo o tamanho de suas implantações, consolidando a estrutura de rede em etapas menores. Como resultado, eles precisam ser capazes de expandir sua capacidade de rede dentro de um ambiente menor. Alguns sistemas de gerenciamento de cabos mais antigos e painéis de patch não suportam densidades mais altas.

A migração é cara e disruptiva: substituir o cabeamento é um grande salto, mas quando o data center também precisa de sistemas de gerenciamento de cabos de alta densidade e painéis de patch, pode ser um verdadeiro pesadelo. Em grandes data centers empresariais, onde muitas vezes há mais espaço, a migração pode ocorrer em seções, o que reduz a quantidade de interrupções provocadas pela mudança, mas essa não é uma opção nos multi-tenants, por exemplo.

Planejamento da Migração

A estratégia mais importante para a migração de alta velocidade é o planejamento em longo prazo. Muitos data centers permanecem com sua principal infraestrutura atualizada para suportar a próxima geração de switches, roteadores e servidores. O ritmo de mudança está acelerado, por isso, o melhor é fazer um planejamento longo. Escolha um ponto (400G, por exemplo), suponha que o data center exigirá mais fios de fibras do que os disponíveis hoje e compre as fibras mais recentes (multimodo ou monomodo) disponíveis, para que possam suportar a migração futura sem perder o que já foi investido.

Além disso, os arquitetos de data centers devem adotar projetos de baixa latência – atualmente importante para as aplicações para mercado financeiro – e que será um requisito cada vez mais exigido para suportar serviços de IoT, como o uso de carros conectados, por exemplo. Os cabos e conectores que utilizam componentes de perda ultrabaixa oferecerão maior flexibilidade para alcançar baixa latência.

Os responsáveis pela migração devem considerar também as fibras monomodo e multimodo. A primeira delas fornece a mais alta taxa de transferência e alcance, importante em data centers maiores, enquanto a fibra multimodo é mais acessível economicamente e mais fácil de implantar.

Finalmente, escolha o provedor Layer 1 de solução de infraestrutura certo. Os maiores provedores têm operações globais, dessa forma, eles podem fornecer soluções efetivas em todo o mundo. Esses provedores também contam com times de engenheiros na área de aplicativos que vão aos data centers e fazem recomendações apropriadas sobre quais produtos devem ser instalados para que atendam por um longo período de tempo, e garantias de que suas soluções de infraestrutura podem suportar qualquer aplicativo.

Construindo para o futuro

Enquanto o roadmap Ethernet estende-se para mais de 1TB e as aplicações de data centers exigem maiores velocidades de transmissão, a arquitetura deve ser planejada para atender ao futuro. Com a infraestrutura de conectividade adequada, é possível fornecer uma base sólida para a migração de alta velocidade.

Carlos Morrison Fell é diretor de engenharia de aplicações da CommScope para as regiões da América Latina e Caribe

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2018: é hora de mudar e consumir infraestrutura de TI como serviço – Por Silnei Kravaski

A forma de consumir TI está mudando e isso é fato. Flexibilidade é a palavra da vez e na medida em que as áreas de tecnologia ganham espaço e importância dentro das organizações, surge também uma série de questionamentos a respeito da melhor forma de maximizar os recursos, não só financeiros como também humanos, investidos na gestão da infraestrutura de TI. Com um novo ano começando, talvez seja o momento de refletir se não é a hora também ser disruptivo e mudar a formar como sua empresa tem consumido TI.

Segundo o IDC, 80% do tempo das equipes de TI é despendido erroneamente com atividades operacionais e rotineiras, como, por exemplo, reuniões e na gestão da infraestrutura propriamente dita (provisionamento de armazenamento, servidor e rede, monitoramento e soluções de problemas, entre outros). Por outro lado, apenas 14,5% do tempo disponível relacionam-se à inovação e aos novos projetos. Essa conta é no mínimo contraditória e é nesse sentido que emergem os conceitos de TI Flexível e de utilização de infraestrutura de TI como serviço, que se configuram como protagonistas nessa mudança de como se consome TI. Mas, o que é isso? Quais as vantagens?

Vamos às respostas: TI Flexível é um serviço de infraestrutura escalável no qual o cliente paga apenas pelo o que usar (Opex). O modelo oferece uma plataforma expansível de TI e instalações para dimensionamento eficiente, de forma modular, o que deixa o cliente pronto para crescer conforme as necessidades de seu negócio. O ponto chave é que a empresa já consegue obter um ganho tecnológico e financeiro logo de cara, afinal não é preciso esperar meses para a expansão da infraestrutura de TI, uma vez que, o pagamento baseia-se no consumo e alinha o fluxo de caixa ao uso da capacidade real.

Enquanto a aquisição no modelo tradicional proporciona uma capacidade de provisionamento incerta (muito alta ou muito baixa para as necessidades daquela organização), a TI Flexível atende à demanda real utilizada. Além disso, o tempo de resposta e integridade dos dados são maiores, assim como o controle, uma vez que as informações estão mais próximas e a velocidade de acesso a elas é enorme.

Em suma, essa flexibilidade da infraestrutura de TI como serviço permite manter as operações impecáveis e liberar recursos e tempo para inovações. Isso faz total diferença em um cenário no qual as empresas mais bem sucedidas serão aquelas que aderirem à transformação digital e usarem todo o potencial de TI em conjunto com as inovações organizacionais, já que velocidade tornou-se uma das palavras-chaves nessa economia digital. É preciso agir e inovar com rapidez para manter-se à frente da concorrência e destacar-se em seu mercado.

Silnei Kravaski é Diretor Executivo da Planus Cloud, Networking & Services, a unidade especializada em serviços e soluções da Planus Tecnologia

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TI Híbrida e a ascensão dos negócios digitais

Por Fabiano Ribeiro, Gerente de Produtos da Sonda Ativas

As infraestruturas de TI já são reconhecidas como um dos principais pilares de qualquer empresa que queira crescer no mercado. As transformações ao longo dos anos mostram a influência que esse segmento tem de alavancar completamente os negócios de uma organização, melhorando a eficiência e a eficácia dos processos da companhia. Além disso, em diversos e recorrentes casos, as soluções e plataformas digitais relacionadas à infraestrutura de TI promovem a descoberta de novos nichos e viabilizam modelos de operação mais modernos nas empresas.

Entre os principais avanços recentes em infraestrutura de tecnologia, está a TI Híbrida e, em especial a Cloud Híbrida. As organizações estão sendo obrigadas a adotar novas estruturas e abordagens de TI a fim de operarem e gerenciarem seus sistemas legados junto a todos os demais sistemas associados.

A TI Híbrida inicialmente concentrava-se em sistemas operacionais e linguagens de desenvolvimento de aplicações. O próprio termo há alguns anos não era quase difundido e estava relacionado à uma combinação de interoperabilidade (comunicação entre sistemas de forma transparente) e integração, exatamente o oposto do que é considerado hoje. Todo sistema diferente exercia uma função exclusiva no ambiente de computação e a integração era apenas uma necessidade para a troca de dados.

Hoje, a TI Híbrida atingiu todos os aspectos da tecnologia, desde servidores e infraestrutura até aplicativos e dispositivos. O objetivo de seu uso está relacionado à otimização para obter o máximo de benefícios de cada elemento de infraestruturas altamente digitalizadas.

Em relação a Data Centers, por exemplo, a abordagem híbrida traz a capacidade de consolidar e correlacionar dados em Nuvem e proporcionar mais amplitude, profundidade e visibilidade. Ela faz com que os profissionais de TI tenham mais segurança e rapidez na gestão de suas informações, aplicações e dados. O conceito híbrido vai também além da Nuvem Híbrida e integra itens como experiência do usuário, aplicações, dispositivos, estrutura de dados, modelos de segurança, entre outros. Ela oferece uma variedade de opções de tecnologia para otimizar a forma como o trabalho é executado.

Estudos apontam que empresas que adotam modelos híbridos de infraestrutura têm três vezes mais chances de alcançar seus objetivos de negócios, revelando que a transformação digital e o uso da TI Híbrida são essenciais para o sucesso competitivo das organizações.

Combinar eficiência, automação, economia de tempo e de custo, simplicidade, conveniência e a melhor experiência para usuários finais são alguns dos objetivos comuns de empresas brasileiras. Com a transformação digital, elas conseguem aplicar esses itens, seja na maneira como os colaboradores trabalham, seja como são executados os processos e a gestão de dados e aplicativos da empresa.

As empresas dos mais variados setores vivem hoje uma grande pressão do mercado, que exige mudança e atualização como uma questão de sobrevivência. A TI híbrida é mais uma frente importante nesse processo de evolução para um modelo de negócios verdadeiramente digital.

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