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Fintech leva modelo eletrônico de gerenciamento do consignado brasileiro para Índia

Liderada por um brasileiro e há dois anos no mercado indiano, a SalaryFits, fintech focada em saúde financeira e sustentabilidade, é uma das empresas convidadas para apresentar ao mercado internacional sua plataforma, durante a MISSÃO StartSe na Índia, que acontece em Nova Déli.

Com um cenário econômico de intensa desigualdade social, elevado índice de “desbancarização”, isto é: um ambiente em que as pessoas não mantêm relações ou mesmo não possuem um histórico de crédito com instituições financeiras, alinhado a um ambiente favorável à inovação e empreendedorismo e avançado crescimento econômico, o país que é o terceiro maior mercado de startups do mundo, atrás apenas do Reino Unido e Estados Unidos, demonstra ser o ambiente ideal para uso e aplicação dos conceitos trazidos pela plataforma SalaryFits.

A SalaryFits é uma spin off que leva o conceito da plataforma eConsig ao mercado internacional. “Iniciamos um estudo avançado do mercado em 2015 e dedicamos esforços para fechar parcerias e executar o nosso projeto durante o biênio 2016 e 2017 e iniciaremos em breve pilotos que já estão em status avançados para execução. Esses dois anos de imersão foram primordiais para conhecermos os pontos não apenas financeiros, mas todo o mindset estrutural do mercado. A oferta de benefícios em prol da saúde financeira do indivíduo por meio de dedução salarial não é um formato comum no país, e é essa a novidade desenhada em uma plataforma digital que estamos levando de forma inédita aos indianos”, comenta Renato Araujo ,fundador da Zetra e chairman da SalaryFits.

A proposta da SalaryFits é ampla, providenciando uma gama de benefícios através de empresas privadas e públicas aos seus colaboradores. Produtos ou serviços oferecidos por provedores, tais como bancos, empresas de seguros, planos de saúde, entre outras mais, desde que estejam vinculados ao desconto no salário do empregado, podem ser contemplados pela plataforma. O produto tem sido bem aceito pelo mercado financeiro indiano, que o enxerga também como um indicador de acompanhamento do aquecimento econômico do país. Uma vez que poderá ser um injetor de crédito ao consumo de forma consciente e sustentável no mercado.

A condição desempenhada pelos canais da plataforma ao indivíduo, que tenha ou não lastro financeiro, para providenciar uma contratação de empréstimos ou qualquer outro produto financeiro são únicas naquele mercado. O empregado de determinada empresa parceira da SalaryFits pode, de forma não burocrática e transparente, ter acesso às melhores e mais justas ofertas de juros e valores, dando como garantia de pagamento uma determinada porcentagem de seu salário mensal. Todo o processo arquitetado pela SalaryFits ocorre de forma fácil e rápida e digital.

“Atualmente, uma oferta de crédito na Índia varia entre 15% a 18% de juros, já com todas as taxas inclusas. Por toda eficiência e segurança já comprovada da plataforma da empresa, a SalaryFits acredita que estes números poderão reduzir consideravelmente”, garante o executivo.

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Índia é o País com mais buscas feitas em smartphones. Brasil apresenta forte crescimento no mobile

Os indianos estão à frente de outros países do mundo quando o assunto é acessar sites de busca por smartphones. É o que apontou levantamento realizado pelo SEMrush, líder mundial em marketing digital e fornecedor de ferramentas de monitoramento online. Segundo a empresa, 66% das buscas feitas no País são feitas dessa forma, enquanto o Brasil e Estados Unidos aparecem um pouco abaixo, com 55 e 58%, respectivamente. O estudo mostrou também que 54% das buscas por meio de desktops são feitas pelos franceses, que lideram esse ranking. A pesquisa foi feita com dados do Brasil, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Estados Unidos, Espanha, Índia e Austrália.

Quanto aos tablets, a maior porcentagem é apresentada no Reino Unido: 14% dos britânicos usam o gadget para pesquisar online. O segundo lugar foi dividido por Austrália e Alemanha, ambos com 10% das pesquisas. O Brasil ficou no final da lista, com apenas 2% de todas as consultas feitas a partir de tablets, mostrando que o dispositivo ainda é utilizado aqui para outros fins na maioria das vezes.

Sobre tendências, o SEMrush observou que o crescimento mais impressionante da pesquisa por dispositivos móveis é observado na Índia, que aumentou 10,6% nos últimos três anos. O Brasil apresenta resultados semelhantes, crescendo 9,5%. Em média, o tamanho do público móvel aumenta em 5-7% ao ano para todos os países analisados: um pouco mais para os países do Sul da Europa como Espanha e Itália, e um pouco menos para a França, Alemanha e Reino Unido. EUA e Austrália demonstram a porcentagem mais baixa: 4,8% e 5,5%, respectivamente.

“O aumento do tráfego de dispositivos móveis é impressionante. No Brasil mais de 50% de todo o tráfego vem do celular e isso mostra como a Internet mudou em tão pouco tempo”, diz Olga Andrienko, Head de Global Marketing da SEMrush. Do ponto de vista do marketing digital, a executiva ainda afirma que a pesquisa mobile é crucial para o SEO local. “A intenção dos usuários de encontrar lugares próximos é muito maior em dispositivos móveis e sites que ainda não estão seguindo essa tendência terão dificuldade em alcançar os concorrentes mais presentes nos resultados de pesquisa por dispositivos móveis”, finaliza Andrienko.

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Vale do Silício da Índia pode ficar sem água a partir de 2020

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A cidade de Bangalore não é chamada de “Vale do Silício da Índia” à toa. É lá que fica o distrito de Whitefield, onde estão instaladas as sedes de gigantes do mundo da tecnologia como Dell, IBM, Oracle e Huawei, além de potências locais do setor, como a Infosys e a Wipro. Ficam em Bangalore, ainda, os centros de pesquisa e desenvolvimento de grupos como Airbus, Google, Mercedes-Benz e Shell, e os laboratórios responsáveis pelo programa espacial indiano. A cidade é a quarta região metropolitana mais produtiva do país, está entre as 300 mais ricas do mundo, e cresce a taxas que superam os 10% anuais. Bangalore, porém, pode se tornar inabitável a partir de 2020. E o problema da cidade tem um nome: água.

Historicamente, Bangalore sofre para garantir o acesso de seus habitantes ao recurso. Desde o século 16, por exemplo, autoridades têm construído lagos artificiais na região para acumular o líquido e abastecer os lençóis freáticos sempre que chove – coisa que não tem acontecido com grande frequência. Nos últimos 15 anos os problemas que sempre existiram, pioraram. Não só as chuvas passaram a cair com ainda menos frequência, mas a população cresceu em ritmo acelerado. Entre 2001 e 2017, por exemplo, o número de habitantes da cidade saltou de 5,7 milhões para 10,5 milhões.

A infraestrutura de distribuição de água tratada da cidade, que nunca foi das melhores, não acompanhou o crescimento. Com a explosão de novas demandas – por moradia, escolas e transporte, entre outros – a água e as boas práticas de gestão de recursos hídricos foram praticamente esquecidas. Faixas longas e largas de terra foram impermeabilizadas para construir estradas e estacionamentos e antigos lagos artificiais foram aterrados para dar lugar a condomínios de prédios comerciais e residenciais. Um levantamento da revista Wired mostrou que, em 1986, eram 389 lagos, hoje, são 81, dos quais mais da metade está tão poluída que chega a se incendiar, tamanha a concentração de substâncias impróprias no líquido.

A máfia da água

Sem água, os moradores da cidade passaram a furar poços em ritmo insustentável. Foi a partir de um levantamento que mostrou o ritmo de exploração da água armazenada em lençóis freáticos da região que se fez a previsão de que a cidade seria inabitável pela falta do recurso a partir de 2020. Antigamente, quem furava um poço em Bangalore encontrava água a, no máximo, 60 metros de profundidade. Hoje, a menos de 300 metros, ninguém mais acha um fio de água sequer.

Para dar conta da demanda dos ricos moradores, uma rede de mais de três mil caminhões pipa se organizou para distribuir dezenas de milhões de litros de água. Não tardou para que a cartelização, o loteamento de bairros e até o lobby contra medidas de gestão hídrica mais eficientes surgissem para proteger o lucrativo mercado que surgiu.

Existe uma saída

Em entrevista à revista Wired, o urbanista S. Vishwanath, descrito como “o principal evangelista pelo consumo sustentável de água” da cidade arrolou as medidas que, segundo ele, não apenas mitigariam, como resolveriam o problema. Se os prédios comerciais e residenciais instalassem sistemas de coleta de água de chuva, se a cidade recorresse ao reúso de suas águas, se ritmo de construção de empreendimentos infraestruturais e comerciais que impermeabilizam o solo diminuísse e se os lagos da cidade fossem reativados – o problemas desapareceriam por completo. Os lençóis freáticos seriam recarregados e todos teriam água sem precisar recorrer à chamada “máfia da água”.

Até 2020, saberemos se Bangalore correu atrás do prejuízo e se conseguiu reverter a sua situação. Às outras capitais mundiais fica o alerta: não tratar a água com a atenção que ela merece pode ter consequências gravíssimas, mesmo em cidades ricas e com populações esclarecidas.

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