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Qual o momento certo para iniciar uma estratégia de importação – Por Tomaz Carvalho

É notório que a importação, mesmo trazendo inúmeras vantagens,
ainda é um desafio para quem empreende ou já é empreendedor no
Brasil. Afinal, são inúmeras as variáveis que envolvem esse
processo sendo que boa parte também depende do cenário atual da
economia e mercado.

Mesmo em se tratando de um campo minado repleto de dúvidas,
especialistas defendem cada vez mais que a importação pode ser uma
alternativa viável para uma empresa oferecer preços competitivos, e
assim, garantir sua existência. Entretanto, o primeiro passo é
entender como funciona esse tipo de operação, os reais custos,
cuidados que você precisa ter e quais opções podem ser mais
vantajosas para o seu negócio.

Insegurança e falta de informação também são dois fatores que
atrapalham a importação de produtos e insumos por pequenas e médias
empresas. No final de 2015, uma empresa selecionou produtos com uma
empresa chinesa, pagou e recebeu todo o material em uma qualidade
totalmente inviável. Após o trauma de amargar com um pesado
prejuízo, eles decidiram contar com uma assessoria especializada, e
hoje importam uma grande gama de produtos e crescem 20% ao ano.

Entretanto, se a ideia e importar da China, é preciso observar
alguns pontos críticos. Como você, ou a sua empresa, irão definir o
fornecedor? Como controlar a produção e a qualidade? Como confirmar
se os dados bancários são de fato do exportador?

“Todas essas questões só podem ser respondidas – de forma
eficaz e segura – através de duas formas: tenha um escritório
próprio na China ou uma consultoria especializada com filial na
China. Dessa forma, você poderá selecionar fornecedores e acompanhar
a produção de forma exigente” complementa o diretor.

Mas para ajudar na sua decisão final, segue um teste que vai te
ajudar a analisar se a sua empresa está em um bom momento para
importar. Caso o resultado tenha mais de cinco respostas “sim”,
significa que você está no momento certo para iniciar uma
estratégia de importação:

*O negócio de sua empresa está cada vez mais competitivo?

*Sua empresa está tendo dificuldade em crescer na região onde
atua?

*Sua empresa é atacadista?

*Sua empresa é varejista com vários pontos de venda?

*O nível de concorrência aumenta periodicamente?

*Sua empresa quer ficar mais independente da pressão dos
fabricantes nacionais?

*Seus concorrentes estão importando?

*Sua empresa quer ter maior autonomia de ação?

Você teve muitas respostas “sim”? Saiba o passo a passo do
planejamento de importação:

a. Definir o fornecedor, produto, preço, quantidade,
embalagem etc.
b. Aprovar amostras
c. Efetuar o pagamento de 30% ao fornecedor
d. Aguardar a produção
e. Efetuar o pagamento de 70% ao fornecedor
f. Embarcar o lote no porto de origem
g. Lote chega no porto de destino
h. Nacionalização da mercadoria
i. Liberação da mercadoria
j. Transporte do lote do porto até o endereço de
destino

Tomaz Carvalho é advogado. Atua à frente da Interbrax desde
2007, realizando desenvolvimento de produtos da China e gerenciamento
de importações.

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Santos Brasil lança nova versão do seu aplicativo

Ferramenta que permite consultas e solicitação de serviços via smartphones e tablets ganha novas funcionalidades, como cálculo de armazenagem, e passa a atender também clientes de Imbituba e Vila do Conde

A Santos Brasil está lançando uma atualização do seu aplicativo para clientes e parceiros comerciais. A ferramenta, que já permitia consultas via smartphones e tablets, das principais informações referentes a cargas e serviços contratados no Tecon Santos e nos dois Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros (Clias) operados na Baixada Santista, ganhou novas funcionalidades e passou a atender também clientes do Tecon Imbituba (SC) e Vila do Conde (PA).

Agora, além dos serviços já oferecidos, mensagens do tipo ‘push’ informam sobre a conclusão de serviços, notificações ligadas ao SIGVIG (sistema de gerenciamento e controle do recebimento, envio e fiscalização de mercadorias importadas e exportadas) e a hora e data do descarregamento de contêineres. Até então, o cliente precisava consultar o site para levantar essas informações. Com a nova versão do aplicativo, ele pode receber em tempo real informações sobre fiscalização e liberação da sua carga, ganhando agilidade e eficiência. Basta olhar na tela de seu smartphone ou tablet e verificar se tem aviso.

Outras funcionalidades disponíveis da nova versão são o Portal Financeiro, para realização de pré-cálculo de armazenagem, o controle de carga para agentes NVOCC (Non Vessel Operator Common Carrier) e o deadline de atracação do dia. Além disso, foram feitas melhorias na parte de notícias, com a possibilidade de busca, e disponibilizando o acesso rápido aos dados do consultor responsável pelo contato comercial de cada cliente na Santos Brasil.

O aplicativo é gratuito e está disponível para os sistemas Android e IOS (Iphones e Ipads) no Google Play e Apple Store. Para localizá-lo, basta digitar Santos Brasil na ferramenta de busca. Armadores, despachantes aduaneiros, exportadores e importadores, que já usavam o app, devem atualizá-lo para ter acesso à nova versão.

“O aplicativo foi desenvolvido para facilitar o dia a dia de nossos clientes e parceiros comerciais. Ele permite que clientes armadores, exportadores e importadores, agentes NVOCC, despachantes aduaneiros e outros parceiros comerciais acompanhem e façam a gestão do processo de importação e exportação de qualquer lugar e a qualquer hora, em tempo real”, diz Wagner Toffoli, diretor comercial de operações logísticas da Santos Brasil.

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Importômetro: Brasil já importou mais de US$ 5 bilhões em produtos têxteis neste ano

De acordo com o “Importômetro” (Relógio que marca o valor acumulado das Importações de Têxteis que entram no Brasil) da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), nos primeiros nove meses do ano, o país já importou mais de US$ 5 bilhões em produtos têxteis, fazendo com que mais de 598 mil postos de trabalhos deixassem de ser gerados no setor.

De janeiro a agosto de 2013, somente as importações de vestuário cresceram 4,5%, em valor (US$) e as exportações caíram 1,4%. No entanto, nos mesmos primeiros sete meses do ano, o volume de vendas no varejo cresceu 3,4%, ao passo que a produção têxtil apresentou queda de 3,1% e a de vestuário diminui 2,2%. Isso comprova que os produtos importados estão aumentando sua participação no mercado nacional, enquanto as empresas estão com capacidade ociosa.

Em uma década, o valor de produtos têxteis importados cresceram 20 vezes, saindo de US$ 110 milhões para US$ 2,1 bilhões.

Regime Tributário Competitivo para Confecção (RTCC)
Além de combater as importações desleais, o Brasil precisa urgentemente se tornar um país competitivo para não se desindustrializar. A ABIT defende um Regime Tributário Competitivo para Confecção (RTCC), pois acredita que somente assim será possível resgatar a competitividade e garantir não somente o emprego de milhares de brasileiros, como também crescer e gerar mais renda para o Brasil. A proposta é que o elo mais fraco, a confecção, seja fortalecida para resgatar toda a Cadeia. Reduzir a carga de tributos federais para até 5% sobre o faturamento para essas confecções, em síntese, é a proposta do RTCC da Abit. Em junho deste ano, a Associação entregou a proposta do RTCC ao MDIC e na Fazenda. “Há muito tempo o cenário deixou de ser de competitividade entre empresas, para ser de competitividade entre países. O Brasil está muito longe nessa corrida e considerado um dos piores mercados para se produzir. Precisamos urgentemente, mudar esta situação”, afirma o presidente da ABIT, Aguinaldo Diniz Filho.

Mais informações em www.abit.org.br/empregabrasil

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Custos portuários aumentaram mais de 27% em dólar nos últimos 4 anos, no Brasil

Com a finalidade de verificar o real impacto dos custos portuários no comercio exterior brasileiro, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT realizou o mais completo estudo sobre o setor, identificando cada um dos itens que compõem o denominado custo portuário brasileiro, utilizando como base de dados o período de janeiro de 2009 a junho de 2013.

O estudo ganha maior importância pelo fato de que 81% de todas as importações e exportações realizadas no País ocorrem por via marítima, e conhecer os custos incidentes sobre essas operações é imprescindível para a melhoria da infraestrutra brasileira.
O estudo revela que os custos portuários tiveram crescimento em dólar de 27,26% no período de 2009 a 2012 no Brasil. Em 2009 esses custos totalizaram US$ 7,51 bilhões, passando para US$ 9,55 bilhões em 2012; e já no primeiro semestre de 2013 atingindo o valor de US$ 4,86 bilhões.

De janeiro de 2009 a junho de 2013 o comércio exterior brasileiro movimentou por via marítima 2.766.723.808 (2,77 trilhões) de toneladas de produtos, ao valor US$ FOB de 1.456.457.924.216 (US$ 1,46 trilhão), a um valor médio por tonelada de US$ 526,42.
Ainda no tocante ao comércio exterior brasileiro, comparando-se 2012 em relação ao ano de 2008, houve crescimento de 28,22% do valor em dólar, crescimento de 17,15% do peso líquido em toneladas e crescimento de 13,22% do valor em dólar por tonelada.

Apesar do crescimento em dólar do setor, houve uma redução do número de manobras de navios (atracação, fundeio e desatracação) da ordem de 1,74%, no período de 2009 a 2012, em razão do aumento do tamanho dos navios que trafegam, e que oferecem hoje maiores condições para acomodar grandes volumes de cargas.

“Os custos portuários podem ser divididos em diretos ou indiretos. Entre os valores que recaem diretamente nos preços dos custos marítimos estão as utilizações dos equipamentos e instalações portuárias terrestres ou marítimas, embarque e desembarque de cargas, despachos aduaneiros, taxas, impostos e demurrage. Os custos indiretos compreendem aqueles relacionados à contratação dos serviços de praticagem, rebocadores, agências marítimas, atracação e desatracação, faróis, vigias, transporte de tripulação”, explica Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Conselho Superior e coordenador de Estudos do IBPT.

Segundo o especialista, a movimentação e armazenagem de carga em terminais portuários e retroportuários correspondem a 54,44% do valor do custo portuário ; a demurrage e o despacho aduaneiro são responsáveis, respectivamente, por 18,56% e17,84% dos custos; a rebocagem por 2,97% e a praticagem por 2,48% do valor total do transporte por via marítima; e por último, os serviços de agenciamento marítimo, aluguel de lanchas para transporte da tripulação e outros, que equivalem cada um a 1% do custo total.
Metodologia:

A metodologia de estudo basea-se em dados contidos nas ferramentas tecnológicas do IBPT, o Impostômetro, o Empresômetro e o Gastômetro, bem como em informações obtidas junto aos órgãos públicos em cumprimento à lei de acesso à informação (Lei nº 12.527/2011).

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Feira de Cantão, na China, impressiona empresários brasileiros por organização

O empresário Carlos Drechmer, da empresa de tecnologia Acom Sistemas, esteve na edição 2012 da gigantesca Feira de Cantão na China. Ele viajou acompanhado de outros empresários brasileiros para entender melhor o modelo chinês de produção e de fazer negócios. Ele conta que os chineses conseguem realizar um evento empresarial muito grande e também muito organizado. Mas alerta que o empresariado brasileiro não pode enxergar os produtos chineses apenas como oportunidades para simples aumento de margens de lucro no Brasil. Acompanhe a entrevista em vídeo.

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