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Investimentos em TI no Brasil crescem 9,8% em 2018, aponta estudo anual da ABES com o IDC

Rodolfo Fücher, presidente da ABES

O Brasil se mantém em 9º lugar no ranking mundial de investimentos em TI, de acordo com prévia do estudo “Mercado Brasileiro de Software e Serviços”, da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) com IDC, divulgada durante o jantar de posse da nova diretoria executiva da associação, ocorrido no dia 1º de abril, em São Paulo. O documento, que utiliza dados do IDC referentes ao último ano, mostra que os investimentos em TI (software, hardware e serviços) no Brasil superaram as expectativas para 2018, chegando a US$47 bilhões, um crescimento de 9,8% em relação a 2017, mais que o dobro da previsão para o ano, que foi de 4,1%.

Desse valor, US$23,9 bilhões (51,3%) são referentes a investimentos em hardware, US$12,2 bilhões (26,2%) a serviços e US$10,5 bilhões (22,5%) a software. “Com um crescimento de 9,8%, o Brasil superou a média mundial de investimentos em TI em 2018, que foi de 6,7%. Esses dados mostram que uma tímida recuperação da Economia observada em 2018, aliada a expectativa de uma recuperação mais vigorosa à partir de 2019, trouxeram uma retomada dos investimentos em tecnologia que superaram a expectativa, comprovando a importância do Setor para que as empresas possam buscar mais produtividade, eficiência e competitividade”, comenta Jorge Sukarie, vice-presidente do Conselho da ABES, que apresentou o estudo durante o jantar que empossou Rodolfo Fücher, sócio fundador da FEMP Participações, como o novo Presidente da ABES e Paulo Milliet Roque, Diretor da Autoridade Certificadora Digiforte, como o vice-Presidente da entidade.

Na ocasião, também foram empossados os novos membros da diretoria executiva para os próximos três anos: Vanda Scartezini, sócia-sênior da Polo Consultores Associados, Presidente da DNS Women Institute e Presidente do Conselho da Fundação Sitec; Fábio Rua, diretor de Assuntos Governamentais e Regulatórios da IBM América Latina; e Lauro de Lauro, Cloud Guru Sênior na Sky.One Cloud Solutions.

Mercado mundial de TI

Os números preliminares do estudo, que deve ser publicado na íntegra no segundo semestre de 2019, indicam que a somatória dos investimentos em TI, em 2018, entre os países analisados, chegou a US$2,23 trilhões, um valor 6,7% maior que o ano anterior. Os Estados Unidos lideram o ranking mundial com US$ 822 bilhões, seguidos por China e Japão com US$250 bilhões e US$140 bilhões, respectivamente.

Na América Latina, o Brasil se manteve em primeiro lugar no ranking regional, responsável por 42,8% dos investimentos em TI, mais que o dobro registrado pelo México (20%), que ficou em segundo lugar, seguido por Argentina (7,5%) e Colômbia (7,1%). A região investiu US$108,8 bilhões no mercado de TI em 2018, representando quase 11% do total mundial.

Em relação ao investimento em TIC, que inclui TI e Telecom, o Brasil desceu uma posição, ficando em 7º lugar no ranking mundial, com US$ 97 bilhões investidos, seguindo uma tendência de ligeira retração dos últimos anos desse setor, muito relacionada à transição de voz para dados dos consumidores. Neste quesito, o Brasil ficou ainda à frente da Índia (US$86 bilhões) e logo depois da França (US$109 bilhões).

Previsões para o Mercado Brasileiro de TI em 2019

Entre algumas tendências apontadas no estudo, as soluções de próxima geração para segurança de informação figuram como uma área que deve atingir US$ 671 milhões, em 2019, crescendo 2,5 vezes mais rápido que as soluções tradicionais. Em relação ao uso da Inteligência Artificial (IA), o estudo indica que, no Brasil, 15,3% das médias e grandes empresas têm essa tecnologia entre as principais iniciativas e espera-se que isso dobre nos próximos quatro anos.

Já o Big Data e Analytics devem avançar em 2019, alcançando US$ 4,2 bilhões. O mercado de Cloud Pública no Brasil chegará a US$ 2,3 bilhões em 2019. O ecossistema de IoT deve movimentar US$ 9 bilhões em 2019, e crescer acima de 20% ano contra ano até 2022. O mercado de devices representará 38% de todo o investimento em TI no Brasil (cerca de US$ 24,5 bilhões), com a venda de dispositivos de maior valor.

A expectativa de crescimento para os investimentos em TI no Brasil para 2019 é de 10,5%, ainda impulsionada pela venda de devices, contra uma expectativa de crescimento médio mundial de 4,9%. É o Brasil voltando a crescer o dobro da média mundial, como ocorria até 2013. Para TIC espera-se um crescimento mais moderado, da ordem de 4,9%.

“O crescimento de 9.8% do setor comparado com o do PIB de 1.1 % demonstra um movimento crescente das empresas e governo no Brasil, em absorver tecnologia de forma significativa, certamente motivados pelos benefícios de redução de custos e da melhora na produtividade, fatores essenciais para enfrentar um mercado cada vez mais competitivo. Neste sentido, o principal objetivo da ABES é assegurar um ambiente atrativo para investimentos e inovador. Acredito que a tecnologia da informação além de ajudar no desempenho dos negócios, tem um papel fundamental para tornar o Brasil menos desigual”, conclui Rodolfo Fücher, Presidente da ABES.

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Após dois anos, mercado de smartphones cresce em 2017 e atinge o segundo melhor desempenho de vendas

Depois de dois anos de queda, o mercado brasileiro de smartphones reagiu e fechou 2017 com o segundo melhor desempenho da história: no ano, foram vendidos 47.700 milhões de aparelhos, crescimento de 9,7% em relação a 2016 e apenas 6.800 milhões a menos do que em 2014, até agora o melhor ano de vendas de smartphones no país. Já o mercado de features phones, com vendas de 3.1 milhões de aparelhos, registrou queda de 37% em relação a 2016. Os dados fazem parte do IDC Brazil Mobile Phone Tracker Q4, realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

“Mesmo sendo mais fácil crescer quando se vem de um período de declínio, como foram os anos de 2016 e 2015, não se pode desprezar o desempenho do mercado de smartphones no ano passado, principalmente no primeiro semestre, que cresceu acima do projetado”, diz Leonardo Munin, analista de pesquisa do mercado de celulares da IDC para América Latina. “A liberação de saques das contas inativas do FGTS injetou dinheiro e ânimo ao consumidor, que vinha protelando a troca do aparelho e, com esse recurso extra na conta, foi às compras”, avalia Munin.

Outro fator que impactou positivamente nas vendas foi a luta pelo market share travada pelas grandes marcas. “Nunca tivemos cortes tão agressivos de preços”, afirma Munin, lembrando que um aparelho lançado por R$1.100, por exemplo, após o primeiro mês passou a R$999, no segundo baixou para R$899 e na Black Friday pode ser adquirido por R$700. “Essa guerra de preços acabou provocando um posicionamento de preços de todos os demais players e consolidando o mercado”, afirma o analista da IDC Brasil. Para se ter ideia, em 2016, os quatro maiores fabricantes detinham 76% do mercado. Em 2017, os mesmos quatro passaram a ter 85%, pois com preços mais baixos conqui! staram também o consumidor de outras marcas. “Esta consolidação é global, mas no Brasil acontece em ritmo mais acelerado, já que aqui a questão da marca é muito forte e, se a diferença de preço é pequena, o brasileiro opta pela grife”.

Segundo Munin, a menor diferença de preço entre um smartphone e um feature phone explica também a queda nas vendas de celulares mais simples. “O preço de alguns modelos de smartphone está colado ao do feature phone, e isso estimula o consumidor a investir em um aparelho melhor, ainda que básico”. Além disso, algumas marcas que ofereciam celulares deixaram de atuar no Brasil ou abriram mão de lançar dispositivos mais simples, estimulando o consumo do smartphone.

Tudo isso explica o resultado do ano: em 2017, dos 50,8 milhões de aparelhos vendidos, 6% foram de feature phones e 94% de smartphones. Em termos de valores, em 2017 o mercado de celulares sem sistema operacional foi ainda menos atraente para as marcas globais, com apenas 0,6% de rentabilidade. Apesar disso, a IDC não prevê o fim dos celulares em um futuro próximo. “Ainda temos muitas áreas sem cobertura 3G ou 4G, por exemplo, e isso pode dar uma sobrevida a esse tipo de aparelho”, acredita Munin.

Vida longa também deve ter os smartphones entre R$700 e R$1.099, os chamados intermediários. Em 2017, eles reinaram absolutos, com 49% das vendas. Abaixo deles, com 22%, ficaram os aparelhos de entrada (até R$600), e os modelos high-end (de R$1.100 a R$ 1.999), com 20%. Os smartphones premium, de R$2.000 a R$2.999, fecharam 2017 com 3% do mercado e foram a categoria com a maior taxa de crescimento – 80% – em relação a 2016. Já os modelos super premium, que custam acima de R$3.000, ficaram com 5%, índice de vendas inédito na categoria e que, segundo o analista da IDC, mostra que o consumidor está investindo em aparelhos mais sofisticados.

O ano fechou sem surpresas também em termos de sistema operacional: 95,1% dos aparelhos vendidos tinham sistema operacional Android, e 4,9% IOS. Para a IDC, essa média vem desde 2014 e deve ser mantida.

O que esperar em 2018

“Não há nada disruptivo no horizonte dos celulares. Talvez a chegada de alguma grande marca global ou a volta de algum outro player agite 2018, mas a tendência não é de fortes movimentos”, analisa Munin. “Modelos com câmera dupla frontal e traseira continuam fortes, aparelhos com tela infinita e de resolução 18X9 a preços mais acessíveis devem surgir, e o vidro nos dois lados do aparelho pode provocar alguma oscilação, mas nada que altere significativamente o mercado brasileiro. Ou seja, o Brasil deve continuar sendo o quarto país do mundo em volume de celulares. “Não há perspectiva de ser o terceiro, mas também estamos longe de ir para o quinto lu! gar”, diz o analista da IDC Brasil.

4º Trimestre de 2017

No 4º trimestre de 2017 foram vendidos 786 mil features phones e 12.6 milhões de smartphones, respectivamente queda de 40% e crescimento de 0,3% em relação ao mesmo período de 2016.

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Estudo revela prioridades de digitalização dos negócios no Brasil

A Salesforce, líder mundial em CRM, e a consultoria em inteligência de mercado IDC acabam de divulgar os resultados do iDX Business Digitalization, um Benchmark de Digitalização dos Negócios no Brasil que entrevistou executivos de 100 empresas com mais de 500 funcionários. O intuito do levantamento é medir o avanço na transformação digital que as empresas estão aplicando aos recursos que usam para interagir com seus clientes, ou seja, nas áreas de vendas, marketing e atendimento a clientes. Em uma escala que varia de 0 a 100 pontos, o índice geral de digitalização dos negócios atingiu 67,5. No que diz respeito aos pilares que compuseram o estudo, Mobilidade chegou a 80, seguido por Velocidade e Produtividade (77), Inteligência (56,5) e Conectividade e Integração (41,5).

A Mobilidade está entre os elementos mais importantes usados pelas empresas para a transformação da força de trabalho no Brasil. O estudo aponta que o smartphone é o dispositivo preferencial das companhias, ainda que mais de 61% usem tablets. As empresas entrevistadas afirmam custear o plano de dados dos funcionários para celulares (88%) e para aparelhos maiores, como tablets e notebooks (86%). “Estamos na ‘Era do Cliente’, por isso o relacionamento com esse público deve ser mais consultivo e engajador em todos os pontos de contato. Pelo que o estudo constatou, a mobilidade tem trazido ganhos expressivos na agilidade e produtividade dos colaboradores, mas é hora de gerar mais valor ao cliente ao se integrar melhor o CRM a outras aplicações de negócio”, diz Daniel Hoe, diretor de Marketing da Salesforce para a América Latina. Segundo o estudo, apenas 30% das empresas têm o CRM disponível em equipamentos móveis, ao passo que 96% contam com o e-mail corporativo acessível a partir de smartphones e tablets.

Quando se trata de Velocidade e Produtividade, Tecnologia se mostrou a área prioritária para investimento em digitalização de processos nos próximos 12 meses, seguida de Operação, Compras, Marketing e Atendimento. Os setores de manufatura e comércio deverão concentrar os esforços no departamento de Vendas neste período. A pesquisa mostra que 58% das empresas afirmam estar no mesmo ritmo de seus concorrentes e só 15% delas se percebem à frente na transformação. “O benchmark pode ser uma ferramenta essencial para que as organizações tenham a visão clara de onde precisam melhorar. Estamos otimistas, porque 47% delas já identificaram a necessidade de se digitalizar e 30% dizem ter uma evolução mais estruturada”, afirma Luciano Ramos, gerente de pesquisa e consultoria da IDC.

Entre os pilares que basearam a pesquisa, Inteligência obteve o terceiro maior índice. O estudo destaca a presença da Inteligência Artificial (IA) nas áreas de Vendas, Atendimento ao Cliente e Marketing. Quando se analisa a performance de cada segmento, o comércio é o que sai na frente. Entretanto, ainda há uma desconexão entre a informação gerada por meio de ferramentas analíticas e o acesso a partir de qualquer dispositivo, já que apenas 58,3% contam com este tipo de solução que traz a informação até o tomador de decisão, esteja ele com um smartphone em campo ou um computador no escritório. A Salesforce está engajada em promover uma conscientização sobre IA, desenvolvendo soluções como Einstein Vision para reconhecimento de imagens em redes sociais, realizando encontros como World Tour e Dreamforce, além de disponibilizar a plataforma gratuita de treinamento online Trailhead para disseminar o assunto.

O pilar com pontuação mais baixa no benchmark realizado pela IDC e a Salesforce foi Conectividade e Integração. “A importância da integração dos processos de marketing, vendas, equipes de atendimento ou de campo, está bastante clara dentro das organizações. Mas a baixa prioridade dada ao tema é responsável pela não implementação de soluções que tragam ganhos de produtividade e escalabilidade para as empresas, que estão postergando ações nesse sentido”, explica Luciano Ramos, da IDC.

Recurso para aumento de produtividade e alcance, a automação de processos não é usada de maneira integral nas empresas para as áreas de marketing, vendas e equipes de campo. Tal automação viabiliza uma escalabilidade de atendimento que, se contratada adequadamente, permitiria a essas organizações atender de forma ágil e econômica tanto os crescimentos quanto as retrações de mercado. Já com relação a Cloud, a maturidade é bem maior e apenas 8% das empresas não a têm em seus planos. Entre os tomadores de decisão entrevistados, 31% pretendem investir na modernização de processos nos próximos 12 meses, 31% em até 24 meses, 19% em mais de 24 meses e 8% não têm investimentos planejados.

Metodologia – O benchmark se baseia em uma pesquisa inédita com 100 empresas com mais de 500 funcionários, dos mais diversos segmentos de atuação, feita por meio de entrevistas conduzidas pela IDC. Também foram utilizadas informações existentes da IDC Brasil e da IDC global, além de informações de mercado sobre o tema para suportar e construir a base qualitativa do projeto. O estudo considerou ainda organizações com diferentes faturamentos para chegar nos índices apresentados ao final do trabalho. Constatou-se que 11% dos executivos de negócios possuem poder de influência ou decisão sobre o processo de transformação digital. Quanto aos executivos de TI, 79,8% influenciam a transição e 20,2% são responsáveis por decidir o futuro da companhia neste sentido.

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IDC: mercado de TIC no Brasil em 2018 aponta crescimento de 2,2%

Foco no corporativo para fabricantes de tablets e smartphones; avanço da IoT tanto no ambiente doméstico como em aplicações em outros setores;

Big Data/Analytics (BDA); Computação Cognitiva/IA, Cloud Pública e Multicloud são alguns dos assuntos que devem dominar as pautas e os investimentos de empresas que precisam se mover rápida e assertivamente rumo à transformação digital

O mercado de TI experimentará uma retomada já neste primeiro semestre de 2018 e avançará 5,8% no ano. Já o mercado de Telecom deverá permanecer praticamente estável em relação a 2017, caindo apenas 0,1% no ano. Assim, mesmo com as incertezas comuns em anos eleitorais, o mercado de TIC no Brasil deve crescer 2,2% em 2018. A estimativa é da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, que tradicionalmente realiza o estudo IDC Predictions, antecipando as tendências e movimentos de mercado para os 110 países em que atua. São previsões que sinalizam tanto os players do mercado de TI como analistas econômicos, CIOs, executivos de negócios, investidores, varejistas, acadêmicos e usuários de forma geral.

Agora, por exemplo, ao divulgar o Predictions Brasil, a IDC alerta que a Transformação Digital (DX) continua em curva ascendente em todo o mundo e que organizações que ainda não se atentaram para isso ou estão no que ela chama de “impasse digital”, estão correndo riscos. “A Transfomação Digital é um processo contínuo pelo qual as organizações se adaptam às mudanças disruptivas ou criam essas mudanças. Temos visto mais empresas se capacitarem digitalmente, mas ainda há uma distância significativa entre os pioneiros e os retardatários, e haverá consequências para as que não conseguirem fazer a transição para um modelo digital nativo”, diz Denis Arcieri, Country Manager da IDC Brasil. “Ano passado alertamos que não havia mais espaço para postergar projetos de transformação e inovação, e agora, com um cenário econômico mais tranquilo e previsível, insistimos não só na necessidade mas também na urgência do Brasil retomar seus investimentos em tecnologia”, completa Arcieri.

Entre as previsões apontadas pela IDC Brasil para 2018 no contexto da transformação digital está o foco dos fabricantes de tablets e smartphones no mercado corporativo, que apresenta uma ótima alternativa frente ao baixo crescimento em outros públicos e melhores margens de lucro. “Grandes fabricantes já começaram a se estruturar para isso, montando times específicos para vendas corporativas e formando parcerias. Esse deve ser o início de um movimento consistente de crescimento para os próximos anos”, diz Reinaldo Sakis, gerente de Pesquisa e Consultoria de Consumer Devices da IDC Brasil. Segundo ele, em 2018, a estimativa é de que o mercado corporativo demande 3,5 milhões de tablets e smartphones, o que representará 6% do volume total de vendas desses dispositivos no Brasil.

Já no mercado doméstico, a previsão da IDC Brasil é que IoT (Internet das Coisas) avance mais rapidamente. “Estima-se que 4% das residências brasileiras já possuam algum tipo de dispositivo conectado, como controles de câmeras de segurança, temperatura e ar condicionado, por exemplo, mas há um grande interesse da população pelo assunto e vontade dos fabricantes em aumentar a oferta de produtos de IoT domésticos, apesar das barreiras”, diz Sakis. “Os assistentes eletrônicos, por exemplo, precisam aprimorar a compreensão do português do Brasil e ganhar escala para terem preços compatíveis com o bolso do brasileiro”, completa o analista, lembrando que, em 2018, o mercado doméstico de IoT no Brasil será responsável por US$612 milhões.
Projetos de IoT terão força também em outros setores e, segundo o IDC Predictions Brasil 2018, o mercado total no Brasil será superior a US$8 bilhões. A previsão tem como base iniciativas alavancadas pelo Plano Nacional de Internet das Coisas (MCTIC e BNDES) nas áreas da saúde, indústria, agricultura e infraestrutura urbana, em projetos de IoT que integrarão outras tecnologias como Blockchain e Inteligência Artificial, e na definição de tarifação que deve ser divulgada pela Anatel ainda neste primeiro semestre.

Outro assunto que continua fazendo parte das previsões da IDC Brasil e que deve estar entre as prioridades das empresas que precisam se mover mais rápido e assertivamente rumo à transformação digital é Big Data/Analytics (BDA). Segundo Luciano Ramos, gerente de Pesquisa e Consultoria de Software e Serviços, houve um amadurecimento sobre o que é BDA e agora as empresas têm um propósito. “Elas buscam extrair algum valor das iniciativas de Big Data/Analytics e essa busca acelera a contratação de serviços. Além disso, as iniciativas de BDA vêm sempre a reboque de alguma coisa e acabam movimentando todo um negócio”, diz. Diante disso, as expectativas para o Brasil são otimistas: em 2018, os serviços de consultoria relacionados a Big Data/Analytics vão crescer cerca de 18% em relação a 2017, e os gastos totais, incluindo infraestrutura, software e serviços vão atingir US$3,2 bilhões no país.

Em 2018, aplicações de computação cognitiva também tendem a crescer. Por enquanto, os investimentos são discretos, mas o crescimento deve ficar acima de 50% em relação ao ano anterior. A tendência é que outras verticais – além de finanças e saúde – invistam no uso da inteligência artificial para atendimento e engajamento de clientes, funcionalidades que têm sido exploradas e representam os casos mais emblemáticos atualmente no Brasil, como sistemas de diagnóstico e tratamento e análises de fraudes e investigação.

Igualmente animador é o mercado de cloud pública. A IDC Brasil prevê que a contratação de infraestrutura, plataforma e Software como Serviço (SaaS) em cloud pública atingirá US$ 1,7 bilhão em 2018 e praticamente o dobro até 2020. “A demanda por cloud pública cresce intensamente e abre oportunidades para novos datacenters”, explica Pietro Delai. Além disso, as exigências em termos de performance e disponibilidade pressionam as empresas por uma infraestrutura com alto nível de confiança e baixo tempo de resposta, o que também gera demanda para datacenters e outras soluções de TI. E, segundo Delai, até projetos de IoT, ainda que iniciantes, dão margens a planos de descentralização do armazenamento e/ou processamento e adoção de Edge Datacenters, fomentando esse mercado. Ainda com relação a cloud, a IDC Brasil confirma que o multicloud é uma realidade no país e prevê a continuidade da adoção de vários provedores cloud. “O número de médias e grandes empresas que têm apenas um provedor é praticamente igual ao de empresas que usam mais de um provedor, e soluções híbridas continuarão predominando nos próximos anos no Brasil”, afirma Pietro.

Na área de Telecom, as previsões da IDC Brasil apontam que os projetos de SD-WAN se tornarão uma realidade no país. “Ainda há muitos PoCs (Proof of Concept) em execução no mercado para testar o conceito e provar para os usuários finais que a tecnologia tem realmente os benefícios prometidos”, analisa André Loureiro, gerente de Pesquisa e Consultoria de TIC da IDC Brasil. Segundo ele, as operadoras já estão se estruturando mais proativamente e os clientes estão mais amadurecidos em relação às suas necessidades, e a previsão é que haja uma aceleração em projetos relevantes que levem o mercado de SD-WAN a mais do que dobrar em 2018. “O SD-WAN é um habilitador de projetos para o CIO”, conclui o analista.

Quanto aos provedores regionais de Telecom, já têm grande relevância no mercado B2C e tendem a avançar este ano no B2B, com uma oferta maior no mix de produtos corporativos e foco principalmente em pequenas empresas. “O ambiente também está favorável a fusões e aquisições”, acredita Loureiro.

A IDC Brasil está otimista também em relação ao mercado de segurança da informação. 63% das médias e grandes empresas entrevistadas pela IDC afirmaram que ampliaram seus orçamentos em segurança e, além disso, investiram ou estão investindo formalmente na estruturação de suas áreas de segurança, com novos CSOs e novas ideias. Serviços como MSS (Managed Security Services) e consultorias de segurança também vêm ganhando importância e uma fatia maior nos orçamentos com segurança. Segundo o IDC Predictions Brasil 2018, os gastos com segurança, incluindo infraestrutura, software e serviços, devem crescer cerca de 9% em 2018, atingindo US$ 1,2 bilhão. Entretanto, lembra Luciano Ramos, “certos serviços devem crescer ainda mais, como o MSS, que deve avançar quase 15% neste ano”.

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