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Edge Computing para acelerar os negócios das empresas brasileiras

Por Henrique Cecci, chairman da Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Operações & Estratégia de Cloud 2019

Em um mundo cada vez mais conectado e inteligente, encontrar maneiras de se obter respostas ágeis e precisas tem se tornado uma das principais demandas para o sucesso das empresas. Por esse motivo, as iniciativas de negócios digitais têm exigido novas soluções “em tempo real”, que permitam facilitar as ações locais de suas operações. Nesse cenário, Edge Computing surge com amplo destaque, atendendo diretamente as necessidades corporativas por alto poder de computação localizado.

Mas o que é, afinal, Edge Computing? Trata-se da aplicação de soluções que facilitam o processamento de dados diretamente na fonte de geração de dados. No contexto da Internet das Coisas (IoT), por exemplo, as fontes de geração de dados geralmente são “coisas” com sensores ou dispositivos incorporados. Edge Computing, nesse caso, serve como extensão descentralizada para a gestão dos dados gerados, possibilitando a análise local das informações coletadas, conferindo mais agilidade e eficiência à avaliação dos insights.

Com essas oportunidades, é esperado que Edge Computing cresça até mais rápido que as soluções em Nuvem, mudando as estratégias e definições da área de TI. A escalada desse tipo de oferta, aliás, deve ser bastante visível em pouco tempo. Segundo estudos do Gartner, a expectativa é que até 2025, 75% do total de dados criados pelas empresas serão gerenciados por sistemas de Edge Computing – atualmente, apenas 10% das informações são processadas ​​em Data Centers ou sistemas descentralizados.

Diante dessa realidade em ampla transformação é fundamental que os líderes de Infraestrutura e Operações de TI (I&O) procurem entender o mais rápido possível qual é o valor e quais são os riscos associados à adoção de soluções de Edge Computing aos seus negócios.

Afinal de contas, as atuais pesquisas de mercado indicam que as companhias que já embarcaram em uma jornada de negócios digital mais complexa estão rapidamente percebendo que, para atender aos requisitos de infraestrutura de negócios digitais, será necessário adotar uma abordagem mais descentralizada de processamento dos dados. À medida que o volume e a velocidade das informações aumentem, as companhias estão vendo que transmitir todas essas informações para um sistema em Nuvem ou Data Center também está se tornando mais difícil.

Nessas situações, há benefícios em descentralizar o poder de computação, aproximando-o do ponto em que os dados são gerados – em outras palavras, buscando Edge Computing. A implantação rápida de projetos de IoT para os mais diferentes tipos de negócios, consumidores e governo (como cidades inteligentes) está impulsionando o desenvolvimento dessas soluções e acelerando a exigência pelo processamento de ponta, na borda das redes.

Vale salientar que as soluções de Edge Computing podem assumir muitas formas e atender diversas questões. Essas soluções podem ser utilizadas para monitoramento de dispositivos móveis, como um veículo ou smartphone, por exemplo. Ou, ainda, podem ser aplicados em ambientes estáticos – como parte de uma solução de gerenciamento de edifícios, fábricas ou plataformas de petróleo offshore.

Os recursos das soluções de Edge Computing variam de acordo com o tipo de informação a ser gerenciada para a filtragem básica de eventos, indo do processamento de eventos complexos e ao processamento de dados em lote. Um exemplo de sistema de Edge Computing pode ser visto nos dispositivos de vestir (wearables). Esses aparelhos são capazes de analisar localmente informações como frequência cardíaca ou padrões de sono, sem a necessidade frequente de se conectar a um data center ou servidor em Nuvem para emitir suas recomendações. É essa capacidade, de agira rapidamente e com maior precisão, que norteará a adoção de Edge Computing.

Afinal, essas opções podem servir como clusters – ou micro Data Centers – preparados para gerar mais poder de computação local às organizações, acelerando ao processamento e a geração de valor a partir dos dados. Em um veículo, por exemplo, uma solução Edge pode agregar insights locais sobre sinais de trânsito, dispositivos GPS, outros carros, sensores de proximidade e assim por diante, melhorando a experiência dos usuários por processar essas informações localmente para a segurança ou para uma navegação mais ágil.

Mais complexos ainda são os servidores Edge que estão sendo utilizados atualmente nas redes de comunicação móvel de próxima geração (5G). É esperado que os servidores instalados em estações de base de celular 5G consigam hospedar aplicativos e armazenar conteúdo em cache para assinantes locais, sem precisar enviar tráfego por meio de uma rede de backbone congestionada. Em aplicações especialmente complexas, Edge Computing tem o potencial de diminuir o tempo e acelerar a inteligência dos dados.

Por outro lado, tal como acontece com todas as tecnologias em rápida evolução, a avaliação, a implementação e as soluções operacionais de Edge Computing também têm seus riscos – e eles vêm em muitas formas, sobretudo quando o assunto é segurança. Sendo assim, é importante que os líderes de I&O tenham consciência de que a utilização de soluções Edge acaba por aumentar exponencialmente a área de superfície para possíveis ataques.

Outra preocupação é que o custo de implantação e gerenciamento de um ambiente de Edge Computing pode facilmente exceder os benefícios financeiros do projeto. Além disso, os projetos podem se tornar vítimas de seu próprio sucesso – a escalabilidade pode se tornar uma questão séria à medida que novos endpoints de IoT proliferam, tornando a evolução das aplicações de processamento mais caras e complexas.

A computação de ponta tem um enorme potencial para permitir iniciativas digitais apoiadas por IoT, mas os líderes de infraestrutura e operações precisam agir com cuidado. As ofertas devem crescer nos próximos anos, com a expansão da Internet das Coisas e o surgimento de novas ferramentas para análise de dados. O caminho está sendo construído e o que resta para as empresas é entender os limites práticos para avançar ao máximo as suas fronteiras de computação digital.

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Gartner destaca quatro megatendências que causarão impacto nos Data Centers

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento imparcial em tecnologia, destaca que algumas megatendências mundiais estão remodelando a sociedade e terão um impacto profundo em TI e nos Data Centers. Os CIOs (Chief Information Officers) e líderes de Tecnologia da Informação nas empresas devem desenvolver estratégias nessa direção para não arriscarem seus negócios.

“Essas megatendências globais são reflexo de uma série de processos e mudanças que vêm acontecendo no mundo e que estão remodelando as sociedades. Elas terão um impacto significativo nas estratégias de Data Center nos próximos 10 anos”, afirma Henrique Cecci, Diretor de Pesquisas do Gartner e Chairman da Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Operações & Data Center 2017. Segundo o Gartner, até 2021, mais de 90% dos grandes Data Centers irão reavaliar suas estratégias com base nessas importantes tendências mundiais socioeconômicas e ambientais.

A Pesquisa CIO 2016 do Gartner mostra que entramos profundamente na era da digitalização, exigindo que os CIOs implementem plataformas digitais preparadas para atender à demanda futura. Devem ser levadas em conta as várias opções de Data Center, como os modelos de instalação local, na Nuvem, locação conjunta, hospedagem e computação de ponta. Essas alternativas oferecerão recursos computacionais para as empresas da melhor forma possível e incluirão capacidades de TI bimodais desenvolvidas para melhorar a agilidade do Data Center.

A economia global está passando por fortes mudanças demográficas e sociais. O envelhecimento das populações, o declínio dos índices de fertilidade, novas demandas em termos de habilidades e uma redução de talentos em todo o mundo estão gerando uma crise pela falta de bons profissionais. Durante a conferência, analistas do Gartner mostrarão a importância de os CIOs desenvolverem equipes para a criação de uma base digital forte, baseada em uma estratégia de Data Center moderna e sólida, e de implementarem um plano de longo prazo para aquisição de conhecimento e habilidades.

Ao mesmo tempo, as megacidades estão se desenvolvendo e intensificando a urbanização. Conforme a população cresce e se concentra cada vez mais em um menor número de locais, os Data Centers terão que se adaptar. Esses centros urbanos densos exercerão “gravidade” em torno deles, atraindo os Data Centers para mais perto. O Gartner chama isso de “gravidade das megacidades”.

No entanto, essa força não vai ter o mesmo impacto em todos os Data Centers. Analistas do Gartner explicarão durante a Conferência Infraestrutura de TI, Operações e Data Center que os locais mais privilegiados demandam mais custos e, embora a proximidade de uma megacidade pareça atrativa, esta nem sempre é a melhor opção. Aplicações com requisitos específicos podem usar Data Centers pequenos, micro ou de ponta localizados dentro das megacidades.

Já as mudanças climáticas, combinadas ao crescimento da população e ao desenvolvimento econômico, continuarão tendo sério impacto sobre os recursos naturais essenciais, incluindo a água, alimentos, matéria-prima e energia. Com o rápido crescimento da demanda mundial por capacidades computacionais, os Data Centers vão consumir mais energia e água para manter a temperatura e a umidade dentro dos níveis necessários. Os CIOs precisam avaliar os riscos climáticos e adotar uma abordagem integrada e estratégica à sustentabilidade e à TI verde.

Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Operações & Data Center 2017

Data: 25 e 26 de abril (Terça e Quarta-feira)

Local: Sheraton São Paulo WTC Hotel – Av. das Nações Unidas, nº 12.559, São Paulo/SP

Site: http://www.gartner.com/events/pt/la/data-center

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Gartner indica como empresas podem promover a transformação digital

A transformação digital é a nova exigência para a infraestrutura de TI, Operações e Data Center. Pensando nisso, o Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento imparcial em tecnologia, anuncia a realização da Conferência de Infraestrutura de TI, Operações & Data Center 2017 no Brasil. O evento acontecerá nos dias 25 e 26 de abril (terça e quarta-feira), no Sheraton São Paulo WTC Hotel.

“Vamos apresentar tendências para ajudar executivos a promoverem inovação em suas empresas com a adoção correta de novas tecnologias”, afirma Henrique Cecci, Diretor de Pesquisas do Gartner e Chairman da Conferência.

Segundo o analista, entre as diversas projeções a serem anunciadas no evento está a de que, até 2019, 40% das empresas de médio porte substituirão todos os servidores de Data Center e Storage por sistemas integrados. “Assim, os CIOs deverão reinventar seus negócios, desenhando serviços de Nuvem privada com uma interoperabilidade híbrida em mente, preparando-se para a integração no futuro”.

O Gartner irá disponibilizar durante a Conferência de Infraestrutura de TI, Operações & Data Center 2017 conteúdos exclusivos para ajudar as empresas a reduzirem custos, melhorarem a qualidade dos serviços, avançarem na implementação da estratégia de Cloud, promoverem o crescimento de novos negócios, conhecerem tecnologias emergentes e otimizarem o valor da TI modernizando suas ferramentas. Além de agendar reuniões com analistas do Gartner para obter informações que podem servir como base para uma discussão ou para iniciativas estratégicas e projetos-chave, os participantes poderão marcar encontros com provedores de soluções para debater projetos futuros durante o evento.

Analistas brasileiros e internacionais participarão de diversas sessões divididas nas seguintes vertentes do conhecimento: “Data Center: no core da sua transformação digital”; “Agilidade da Infraestrutura: impactando resultados de negócios – mais rápido”; “Operações de TI: gerenciando serviços de TI na sua realidade digital”; e “Cloud: entregando uma estratégia de Cloud efetiva”.

Até dia 24 de março, a conferência está com desconto especial de R$ 500,00. As inscrições podem ser feitas pelos telefones (11) 5632-3109 e 0800-77414, ou pelo site: http://www.gartner.com/events/pt/la/data-center.

A Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Operações & Data Center 2017 ajudará os líderes estratégicos de TI na busca pela excelência operacional com a oferta de serviços confiáveis, melhorando os níveis de produtividade e inovação. O evento vai abordar onde Cloud se encaixa na estratégia de Data Center, implicações da agenda do CIO nas áreas de Infraestrutura e Operações, o cenário de armazenamento para os próximos cinco anos, desafios e oportunidades no mercado de TI no Brasil e como alavancar os serviços de Cloud e Data Center para transformar as empresas em um negócio digital. Acesse: http://www.gartner.com/events/pt/la/data-center.

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