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Brasília recebe ROADSEC, maior evento hacker da América Latina

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O Roadsec, evento itinerante que viaja pelas principais cidades do país desde 2013, desembarca em Brasília, mais uma vez, no próximo sábado (11). Com uma proposta inovadora de reunir conteúdo, palestras, games, campeonato de hacking, oficinas de drones, robótica, realidade virtual e muito mais em um evento só, a edição na capital do país pretende reunir 300 participantes entre hackers, estudantes, profissionais e empresas de segurança da informação. O evento será realizado no campus do UniCEUB, a partir das 9h30, e as inscrições podem ser feitas pelo link: http://roadsec.com.br/brasilia2017/.

Em 2016, o Roadsec atraiu mais de 10 mil apaixonados por tecnologia nas 18 cidades por onde passou. Esses participantes chegam ao evento em busca de conhecimento, diversão, networking e oportunidades. Na oficina de robótica de Lego, por exemplo, os hackers são desafiados a montar e programar seu próprio robô. Pilotar drones, experimentar realidade virtual e imprimir projetos em 3D são outras atividades oferecidas nas oficinas.

Em Brasília também será disputada uma das etapas do Hackaflag, maior campeonato de hacking no estilo Capture The Flag do continente e uma das principais atrações do Roadsec, em que os participantes resolvem vários desafios como web, criptografia, forense e invadem sistemas controlados. A final será disputada no gigante Roadsec São Paulo, reunindo os vencedores de cada edição pelo Brasil. O prêmio para o campeão ainda não está definido, mas a viagem a Las Vegas com tudo pago, oferecida no ano passado, gera expectativas nos hackers inscritos.

Além de oferecer atividades e oficinas, o evento também é espaço onde os talentos locais podem se revelar para o mercado e até dividir as atenções com palestrantes de nível internacional. “A oportunidade de networking e conhecimento de outros mercados é uma das marcas do Roadsec, que abre portas para quem está começando”, destaca Anderson Ramos, CTO da FLIPSIDE, organizadora do evento. Em Brasília, o Roadsec conta com o apoio da Trampos, elo entre empresas, profissionais e oportunidades no mercado de trabalho.

A programação conta, ainda, com cursos práticos de hacking e segurança, que serão realizados no domingo (12) e podem ser adquiridos na loja oficial do evento.

Os ingressos para o Roadsec já estão à venda e podem ser comprados por meio do link https://www.eventbrite.com/e/roadsec-2017-brasilia-registration-30352880282 ou na porta do evento, mediante disponibilidade, por R$ 50 (meia) e R$ 100 (inteira).

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Especialistas da UL alertam sobre o risco de hacking automotivo

Imagine dirigir pela estrada e, sem aviso prévio, o seu carro “ganha vontade própria” e começa a selecionar as estações de rádio ou ajustar o sistema de refrigeração. Ou ainda pior, o veículo aciona os freios bruscamente sem o seu comando. Embora possa soar impossível, especialistas da Underwriters Laboratories (UL), organização global de ciência da tecnologia, afirmam que a ameaça de ataques cibernéticos em automóveis é real.

De olho na indústria, principalmente a automotiva que promove uma corrida tecnológica para lançar o primeiro veículo totalmente autônomo, a UL lançou o Programa de Garantia de Segurança Cibernética (CAP) que ajuda os fabricantes, compradores e usuários finais, públicos e privados, a mitigar os potenciais riscos de segurança de dispositivos interligados por meio de avaliações metódicas de risco e avaliações.

Atualmente, alguns países permitem testes em veículos semiautônomos, ou seja, os carros já estacionam sozinhos e até guiam sozinhos, mas sempre é necessária a presença de um humano. Em meio a essa disputa, os especialistas da UL alertam que além da discussão em torno de falhas da operação, a utilização de tecnologias de consumo inteligentes para melhorar a experiência do motorista, incluindo conveniências como a ignição remota a partir de um smartphone, hotspots Wi-Fi no veículo e aplicativos de comida e entretenimento do painel podem servir como porta de entrada para que os cyber criminosos acessem os sistemas dos carros.

“Todas as conveniências eletrônicas são, potencialmente, vulnerabilidades eletrônicas”, disse Jack Dunham, membro da equipe de Segurança Cibernética da UL. “Em uma era pré-conectada, o pior cenário era a perda de informações pessoais ou número de cartão de crédito, mas o hacking automotivo tomou outras proporções, podendo causar a morte”, afirmou.

As crescentes preocupações sobre o potencial de hacking automotivo levaram a Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos EUA (NHTSA) a lançar diretrizes destinadas a proteger veículos contra potenciais cyber ataques. O objetivo das diretrizes é garantir que a segurança cibernética seja um fator chave entre os designers e fabricantes de automóveis em um mundo onde a eletrônica conectada controlará cada vez mais os carros.

Entre outras recomendações, a NHTSA destaca que:

– Os freios, aceleração e direção – componentes rotulados como “sistemas críticos de controle para a segurança” – devem ser uma área prioritária de foco para as montadoras

– As “entradas” nos sistemas eletrônicos básicos de um carro, que os desenvolvedores de software usam para corrigir bugs, devem ser trancadas ou seladas quando os carros velocidade compatível às estradas

– Chaves de criptografia e senhas que dão acesso ao computador de um carro não deve fornecer acesso a vários veículos

Ao trabalhar com os principais interessados, a UL auxilia o avanço da segurança cibernética antes de se torne um problema. “Uma abordagem proativa em relação à segurança, ao invés de reagir às ameaças à medida que surgem, é fundamental para proteger as pessoas e permitir que as montadoras continuem a inovar com tecnologias dentro do veículo”, concluiu Dunham.

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