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A tecnologia como ferramenta para o desenvolvimento do agronegócio no Brasil

Os números referentes à região conhecida por MATOPIBA chamam a atenção. Para quem não sabe, ela é formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, daí a sigla, originado o quadrilátero que é considerado polo agrícola, cuja adoção de tecnologias agropecuárias resulta em alta produtividade.

De acordo com dados do Censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população total do MATOPIBA era de 5.901.789 pessoas (3.854.561 vivendo em áreas urbanas – 65,31% delas – e 2.047.228 na área rural – 34,69% restantes), ocupando um território de pouco mais de 73 milhões de hectares.

Apesar do atual cenário econômico ainda ser visto com cautela, as projeções indicam que a região deverá produzir no ciclo 2023/2024, 22,6 milhões de toneladas de grãos (a safra 2014/2015 foi de 19,6 milhões de toneladas de grãos), correspondendo a uma área plantada entre 8,4 e 10,9 milhões de hectares.

No entanto, apesar de dados tão expressivos, a produção agrícola no Brasil ainda enfrenta alguns problemas. “Com o MATOPIBA, percebemos que as fronteiras agrícolas têm se interiorizado no país, contribuindo no aumento da distância entre os portos das regiões Sul e Sudeste. Consequentemente, isto aumenta os custos de logística. Neste sentido, se fazem necessárias ações mais eficientes em relação ao uso da tecnologia para o agronegócio, não apenas por parte dos três níveis de governo, mas, sobretudo, advindas das empresas”, explica o diretor da Unidade de Agronegócio da Mega Sistemas Corporativos, Gustavo Almeida.

No contexto empresarial, algumas medidas podem ser consideradas, como, por exemplo, a adoção de sistemas de gestão integrada, também conhecidos por ERPs, apropriados para o setor. É o caso do Mega Agrobusiness, desenvolvido pela Mega. “A solução foi criada com o objetivo de administrar e controlar todo o processo gerencial do plantio à colheita, fornecendo dados para que os gestores possam tomar as devidas decisões a cada safra”, afirma o executivo.

Para os especialistas, temas estratégicos como a desoneração tributária, geração de empregos, incentivos fiscais, obrigações e responsabilidade social, entre outros, também fazem parte do dia a dia de quem atua neste segmento. “Diante dos últimos anos, a automatização de todos os processos estimula o agronegócio crescer no Brasil. E direcionar os investimentos ao uso assertivo da tecnologia é de extrema importância no aumento da produção nacional, principalmente nesta região que sofreu com a seca no período 2015/2016 e reduziu em 35,66% a produção em comparação ao ciclo anterior”, conclui Almeida.

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