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Indústria paulista gera 2 mil postos de trabalho em fevereiro, aponta Fiesp

A indústria paulista encerrou fevereiro com o melhor saldo de empregos para o mês desde 2014. Apesar de uma alta moderada de apenas 0,10% frente a janeiro, foram criados 2 mil postos de trabalho na série sem ajuste sazonal. Em fevereiro daquele ano, a indústria havia contratado 7,5 mil profissionais e no mesmo mês do ano passado houve corte de 3 mil vagas. No acumulado do ano, o resultado também é o melhor para o período desde 2014, com a criação de 12,5 mil novas vagas (+0,59%). Com ajuste sazonal, o índice ficou estável (-0,03%) no mês. Os dados de Nível de Emprego do Estado de São Paulo foram divulgados nesta quarta-feira (14/03) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

“Apesar de uma estabilidade na geração de empregos na indústria em fevereiro, esperamos aceleração desse saldo para os próximos meses estimulada pelo aumento da confiança empresarial e do consumo”, avaliou o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, lembrando que a entidade prevê a criação de 20 mil vagas no fechamento do ano.

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de fevereiro, 10 ficaram positivos, 3, estáveis e 9, negativos.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta de coque, derivado do petróleo e biocombustíveis, com geração de 1.030 postos de trabalho, seguido por confecção de artigos do vestuário e acessórios (1.019).

No campo negativo ficaram, principalmente, produtos de borracha e de material plástico (-1.408) e produtos diversos (-622).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do CIESP. Por grande região, a variação no mês ficou positiva no Estado de São Paulo (0,10%), e no Interior paulista (0,27%). Já na Grande São Paulo, houve queda (-0,35%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 21 que apontaram altas, destaque por conta de Franca (2,80%), influenciada pelo setor de artefatos de couro e calçados (5,13%) e coque, petróleo e biocombustíveis (2,27%); Mogi das Cruzes (2,03%), por produtos de minerais não metálicos (1,62%) e máquinas e equipamentos (1,72%) e Araraquara (1,35%), por produtos alimentícios (1,26%) e produtos de borracha e plástico (3,10%).

Já das 10 negativas, destaque para Matão (-2,65%), por produtos alimentícios (-3,99%) e máquinas e equipamentos (- 2,74%); Jaú (-2%), por artefato de couro e calçados (-10,10%) e coque, petróleo e biocombustíveis (-0,34%); Santos (-1,53%), influenciado por produtos alimentícios (-2,56%), impressão e reprodução de gravações (-3,27%).

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Para a Robert Walters, reforma trabalhista e investimentos em infraestrutura no país incentivam geração de empregos em 2018

A empresa global de recrutamento Robert Walters acaba de divulgar sua pesquisa salarial de 2018. Segunda a pesquisa, as alterações à legislação trabalhista em torno de modelos de contratação tornarão mais simples o recrutamento de profissionais para posições temporárias, uma vez que há um risco financeiro significativamente menor para o empregador em relação à contratação de pessoal permanente. A retomada de alguns projetos de construção e infraestrutura no país gerará demanda para profissionais nesses setores. Essa atividade deve estimular a indústria de manufatura, que fará investimentos em logística para manter a viabilidade do negócio.

Os negócios na área de Tecnologia da Informação devem manter a mesma força de 2017, com muitas companhias apresentando planos de expansão. Pequenas e médias empresas operando em e-commerce e fintech continuam em destaque no levantamento, uma vez que muitas companhias no Brasil querem melhorar sua eficiência online. O ano de 2018 promete ser um ano de grandes avanços para empresas de soluções de TI & Digital, que já vem sendo demandadas tanto para níveis executivos quanto para posições de suporte e gestão. Nesta área, os desafios ainda são os mesmos de 2017: encontrar bons profissionais, desenvolvedores de linguagens específicas e engenheiros de software.

Na área de Recursos Humanos há preferência por profissionais com experiência em reestruturação, onde se priorizará um perfil mais estratégico a fim de fortalecer a empresa para os períodos de inconstância econômica e política que o país deve atravessar em 2018.

Neste ano a área de Supply Chain deverá assumir novamente um papel importante dentro das empresas, que buscarão profissionais mais experientes para posições mais seniores.

“Apesar do potencial para crescimento e expansão em alguns setores essenciais, os salários devem se manter estáveis em 2018, com algumas exceções no setor de tecnologia. Para as posições com contratos de curto prazo, porém, os profissionais podem garantir remunerações competitivas se conseguirem demonstrar habilidades altamente valorizadas, experiência internacional ou fluência em idiomas,” avalia Kevin Gibson, CEO da Robert Walters no Brasil.

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