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Os desafios da transformação digital no setor financeiro

Por Gabriel Lobitsky, Diretor de Vendas da Infor para Sul da América Latina

Computação em nuvem, automação de processos robotizados, inteligência artificial e aprendizagem de máquina. Uma nova classe de disruptores digitais está transformando a área de finanças e deixando os CFOs mais conectados do que nunca. Com isso, aumenta a quantidade de desafios, pois é preciso encontrar novas formas de participar, se conectar a líderes empresariais, gerar resultados de receita e gerenciar riscos. No entanto, mesmo com tantas tecnologias disponíveis, estamos bem longe de ver os robôs governando Wall Street e CFOs tradicionais serem substituídos pela máquina.

Mas o que boa parte dos analistas concorda é que a tecnologia desempenhará um papel fundamental no aumento da velocidade e na eficiência das tarefas relacionadas às finanças, facilitando o acesso a informações para tomada de decisão. E, embora estejam em alerta, reimaginando seus papeis frente às disrupções digitais, os CFOs começam a enxergar a tecnologia como uma aliada, principalmente nesse período de aumento do volume de dados.

Mudança fundamental

De fato, as disrupções digitais têm dado às finanças uma oportunidade única para melhorar a produtividade e a qualidade em todo o negócio. Uma pesquisa da consultoria EY com 769 CFOs e líderes de finanças de 32 países mostrou que 69% dos entrevistados acreditam que o papel do líder de finanças está passando por uma mudança, e as tarefas tradicionais são automatizadas ou gerenciados em centros de serviços compartilhados.

No entanto, para usufruir de todo o potencial da transformação digital, as organizações financeiras devem seguir o caminho da crescente demanda por locais de trabalho digitais, implantações flexíveis em nuvem e colaboração entre áreas e departamentos. Uma estratégia digital em negrito deve permitir que os profissionais de finanças compartilhem informações, tomem decisões conectadas e baseadas em dados.

Os CFOs, hoje, já reconhecem a urgência e a importância de aceitar a transformação digital. A maioria dos profissionais sabe que, a menos que a adoção da tecnologia esteja aliada à estratégia dos negócios, as equipes tradicionais ainda têm dificuldades de enxergar o real valor das mudanças. Mas, não há segredo: a tecnologia ajudará os profissionais de finanças a se aprofundar em uma quantidade, cada vez maior, de dados criados para encontrar tendências latentes, fornecendo aos CFOs e seus parceiros de negócios insights acionáveis ligados às informações e riscos críticos.

A conexão é a chave. As equipes de finanças podem trabalhar em parceria com a de vendas e definir modelos que funcionem. Assim, é possível oferecer ao cliente final uma experiência real. Eles também devem aproveitar a colaboração e ferramentas de integração de sistemas para tornar o processo em tempo real mais preditivo.

Plano para uma organização financeira mais inteligente

O avanço da tecnologia disruptiva acontece quando as empresas estão voltadas para o futuro, com o objetivo de projetar um modelo operacional que equipe pessoas para a nova economia digital. E os analistas concordam: será necessário melhorar parceria e habilidades para alinhar os esforços financeiros com o negócio, já que o objetivo de uma organização é tornar mais ágil e inovadora, para se adaptar ao aumento das demandas dos clientes da era digital. É fundamental, portanto, que as finanças e a área de negócios se comuniquem para otimizar processos e desenvolver estratégias que criem valor para toda a cadeia – o negócio, os clientes e os clientes dos clientes.

A curiosidade intelectual e a capacidade de fazer perguntas comerciais e operacionais adequadas serão os atributos fundamentais de um grande parceiro comercial de finanças. O resultado dessa mudança de paradigma nas operações financeiras é que o investimento digital impulsionará aumentos significativos na satisfação do cliente.

A mudança da transformação digital é tão rápida, que enfrentar a volatilidade e a incerteza será o novo ‘normal’ para os CFOs, e não há dúvida de que a tecnologia – envolvendo as pessoas adequadas para aproveitar seus benefícios – desempenhará um papel fundamental na transformação da função de gestor de finanças nos próximos anos.

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A voz será o sistema operacional do futuro

Por Gabriel Lobitsky, diretor de vendas da Infor

No ano passado, descobri o poder da Inteligência Artificial ao pedir para a Alexa comprar itens básicos para a minha casa e otimizar minha lista de compras. Em Julho desse ano, também percebi o quanto a Inteligência Artificial pode ser benéfica para o ambiente corporativo. Ao ver um profissional recém contratado por uma empresa, que nunca havia usado o ERP, pedir para o sistema gerar um relatório de posição de estoque planejada para o CD da empresa, no Arizona (EUA), para entregar em 10 dias, e achei incrível. A familiarização do usuário com o novo sistema foi imediata, mesmo sem nunca ter usado a solução. Com essa reflexão, quero chamar a sua atenção para um ponto importante na Inteligência Artificial: o poder da voz.

A inteligência artificial começou a ser aplicada aos poucos nas nossas tarefas diárias, e o nosso trabalho não poderia ficar de fora dessa tendência. Na minha vida pessoal e profissional, a IA dá flexibilidade, liberdade, e tempo – um recurso tão precioso, que chega a ser escasso nos dias de hoje. Eu não preciso parar para fazer um pedido de reposição para a minha geladeira. Para falar a verdade, eu não preciso nem sentar, consigo conciliar minha lista de compras a outras atividades importantes do meu dia. E, no lado profissional vejo que o mercado de tecnologia está investindo em levar a IA para o ambiente corporativo, e todo esforço é para fazer a tendência virar realidade e gerar resultados.

Hoje, já há projetos pilotos para usar a IA em atividades administrativas como enviar uma resposta padrão de e-mail, solicitar férias de funcionários, gerar relatórios; e em tarefas mais complexas como gestão de estoque e até de ativos. Uma prova de que a IA chegou em diversos setores é o resultado de uma pesquisa da Vanson Bourne, que afirma que as empresas que não adotarem a Inteligência Artificial nos próximos três anos correm o risco de tornarem-se irrelevantes. No entanto, mesmo estando na era da inovação, muitas empresas ainda não sabem o que a transformação digital pode fazer em termos de economia real.

E o que ela pode fazer é otimizar o tempo por meio do poder da voz. Como no exemplo do novo colaborador que usa a inteligência artificial para monitorar seu estoque e gerar um relatório futuro. A tecnologia pode ajudar empresas a melhorar a eficiência dos seus profissionais e também reduzir custos de recursos humanos, já que o tempo destinado ao treinamento para uso das ferramentas corporativas pode ser bem menor. Além disso, a redução de erros pode ser significativa. Imagine que o usuário que citamos precisa solicitar para o sistema de vendas e planejamento de operações (S&OP) um relatório dos pedidos que não conseguirá atender, e de maneira estratégica, sem deixar de atender clientes-chave. Ao entender a voz de comando do colaborador, o sistema responde, de forma inteligente, as alternativas para atender aos requisitos da empresa. Com isso, os ganhos são enormes, principalmente na satisfação dos clientes.

Hoje, os ERPs mais modernos estão na nuvem e contam outros aspectos tecnológicos que ajudam a melhorar a produtividade, e se somados à Inteligência Artificial, as empresas terão disponíveis mais que um assistente virtual para fornecer conselhos e gerar relatórios – estamos falando de uma ferramenta que ajudará decisores de negócios em ações mais assertivas – evitando a execução manual que depende de filtros e cenários, e que sempre podem estar passíveis a erros e/ou esquecimento de algum parâmetro. Afinal, as máquinas hoje são 100% dependentes do fator humano.

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Brandili melhora a segurança e o controle do negócio com ERP da Infor

A Infor, líder de softwares de negócios desenvolvidos por indústria e na nuvem, anunciou hoje que a Brandili, empresa do setor têxtil, conseguiu ótimos resultados na segurança e melhor controle do negócio com o ERP da Infor.

Novidades

A Brandili enfrentava alguns desafios e precisava melhorar os seus processos de operação. Tais como:

– Controle de todas as etapas do processo produtivo;
– Otimização e integração de processos de negócio;
– Redução de custos;
– Redução de lead time;
– Redução dos níveis de estoques;
– Consistência na base de informações;
– Informações uniformes em toda a empresa;
– Granularidade de informações;
– Redução de erros manuais;
– Pessoas mais direcionadas à análise do que input de informações;
– Implementação do custo real.

O processo de escolha do ERP para a Brandili começou com a definição de uma série de requisitos para atendimento às necessidades atuais e futuras da empresa. Foram convidadas para participar da cotação de preços apenas empresas com renome de mercado e com implantações de sistemas realizadas com sucesso. A Infor foi escolhida em função do atendimento ao maior número de requisitos e, desta forma, foi necessário um menor número de customizações.

Após a implementação, foram anunciados os seguintes resultados:

– Antes do ERP uma nota fiscal era lançada em 5 telas diferentes e havia grande dificuldade de ter a mesma informação em diversos setores da empresa. Após a implementação do ERP a nota fiscal é lançada apenas uma vez e é toda integrada: a mesma informação alimenta todos os setores;
-As compras já são totalmente definidas na requisição de compra: preço, quantidade, prazo, fornecedor, tributos, etc, reduzindo a possibilidade de erros no lançamento da nota;
– Os colaboradores passaram a dedicar mais tempo para análise de informações ao invés de trabalhos operacionais para uma melhor tomada de decisões;
– Automatização de processos manuais;
– Obtenção do custo real detalhado a nível de SKU;
– Fornecimento detalhado de informações para alimentar o planejamento estratégico da empresa;
– Redução de lead time;
– Redução de números de colaboradores em áreas administrativas.
– Acuracidade dos estoques;
– Melhoria na avaliação por parte da auditoria externa;
– Segurança nos controles operacionais;
– A implementação do ERP possibilitou a implementação de solução de business intelligence para controle e acompanhamento diário das principais variáveis do nosso negócio;
– Redução do lead time de fechamento contábil.

“Estamos muito satisfeitos com a implementação do Infor ERP LN. O ERP é muito estável, confiável e possui uma gama ampla de funcionalidades, com a qual conseguimos controlar todos os nossos processos de negócios. Agora, após a implementação do LN a empresa pode se focar em atividades estratégicas que trarão melhores resultados sem se descuidar de seus controles, afirmou Flávia Brandes, Diretora Administrativa Financeira, Brandili.

As organizações já sabem que um mesmo software para todas as empresas não é o melhor, que as funcionalidades específicas são um grande benefício. Infor LN. fornece recursos para apoiar processos, para setores específicos, como a indústria têxtil, e as organizações podem melhorar suas ofertas substancialmente, além de obter mais eficiências. Brandili está assumindo a liderança na forma como atende o seu cliente e estamos orgulhosos de desempenhar um papel integral no apoio à sua transformação empresarial”, diz Gabriel Lobitsky, Diretor de Vendas da Infor para Brasil e Sul da América do Sul.

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EAM: a tecnologia que apoia a segurança do trabalho

Por Gabriel Lobitsky, diretor de vendas da Infor para Brasil e Sul da América Latina

Os riscos são umas das principais preocupações dos gestores, que investem tempo avaliando a complexidade dos projetos para compreender as ações que podem impactar a companhia. Por isso, quando se trata de segurança, a redução de riscos surge como uma missão, e os profissionais da área sempre alertam que a maioria dos incidentes têm origem em três fontes: pessoas, equipamentos e ambiente – ou, geralmente, na combinação desses fatores. Dentro de um cenário econômico desafiador, em que as paradas geram perdas incalculáveis e causam uma avalanche de problemas, a adoção de tecnologias capazes de prever incidentes, como o EAM (Enterprise Asset Management, em inglês) devem ser consideradas para minimizar o risco de perdas que ameacem a segurança em uma organização.

Para ilustrar como a falta de investimentos em ferramentas proativas coloca em xeque a segurança, há diversos casos no Brasil em que as perdas prejudicaram pessoas, o meio ambiente e a marca, como o emblemático caso da Samarco, em Mariana, Minas Gerais, que deixou rastros de destruição na comunidade e arredores; quando falamos em segurança no trabalho, as estatísticas também lembram que entre 2015 e 2016, mais de 25,2 mil acidentes foram registrados pela Previdência Social, no Brasil, envolvendo ferramentas, máquinas, equipamentos, veículos, dentro do ambiente interno das empresas. Hoje, a Previdência Social gasta o equivalente a R$ 1,00 a cada 7 minutos em acidentes de trabalho de profissionais registrados, e o número só cresce. Quer ver? Acesse o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, do Ministério Público observatoriosst.mpt.mp.br/.

Claro, que muitos desses eventos estão associados ao descuido do ser humano em relação às boas práticas de segurança que impactam a economia do Brasil e das empresas. No entanto, a tecnologia tem o papel de apoiar a criação de políticas para minimizar as não conformidades que colocam as operações em risco. Hoje, as funções dos softwares de manutenção e gestão de ativos (EAM – Enterprise Asset Management, em inglês) vão além da gestão básica de ativos físicos e industriais, pois com machine learning e inteligência artificial, a comunicação entre máquinas e previsões baseadas em fatores reais pode evitar problemas sérios de segurança. E são esses que impactam os negócios, pessoas reais e o próprio meio ambiente de uma maneira séria. Há ações simples, que podem facilitar a comunicação entre empregador e empregado e evitar falhas graves. Veja:

Empodere as pessoas da sua empresa:

Talvez, a parte mais difícil seja administrar pessoas. Por isso, embora não seja possível estar em todos os lugares em todo tempo, é possível criar processos de segurança para que esse item seja parte integral de todas as atividades da empresa. É claro que tudo começa no planejamento, dessa forma, permitir que as pessoas estejam envolvidas com o reporte de problemas pode ser um bom começo.

Crie processos simples e intuitivos

Uma organização que pretende eliminar acidentes e erros precisa entender que as necessidades de segurança são parte do dia a dia das operações. É preciso criar processos simples de serem assimilados por todos os envolvidos no processo produtivo. Para que questões como identificação de perigos, instruções básicas e avançadas de segurança, sejam facilmente assimiladas por pessoas de diferentes culturas e níveis de escolaridade.

Crie uma rotina de segurança:

O problema é que o assunto Segurança é tratado como uma medida tardia e não preventiva. Criar um check list de segurança não é difícil, e pode ser feito por meio dos dispositivos móveis. No entanto, o reforço das ações básicas depende da força de vontade da organização de incluir o item no processo diário da empresa.

Adote um EAM

Em todas as organizações há não conformidades que precisam ser geridas e monitoradas, e soluções de gestão de ativos, conhecidas como EAM, permitem identificar as situações que colocam em risco os custos e a qualidade da empresa. É preciso deixar a tecnologia fazer a parte mais difícil, pois o EAM pode cuidar e monitorar todos os ativos da empresa, permitindo a manutenção preventiva e baseada em uso (preditiva) e a visibilidade sobre o andamento dos processos, como a inspeção periódica às medidas de segurança. Por meio dos KPIs (indicadores de performance), é possível mensurar o sucesso da implementação de programa de manutenção e dar ao público interno o acesso às informações que podem evitar grandes perdas.

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Infor reforça estratégia com setor de hospitalidade

A Infor, provedora líder de softwares de negócios desenvolvidos por indústria e na nuvem, anunciou hoje que o setor de hospitalidade tem passado por um momento de expansão. As soluções para empresas de turismo, hotelaria, jogos (como cassinos e casas de jogos) e restaurantes, que ampliam a visibilidade empresarial, têm interfaces modernas para os usuários e desenvolvimento flexível, contribuíram para a expansão do relacionamento com mais de 3 mil organizações no ano fiscal de 2017, encerrado em maio.

Entre novos clientes da Infor e os que expandiram o relacionamento com a companhia estão as marcas Trumpo Hotels, AMResorts, 1 Hotel Brooklin Bridge (uma propriedade da rede Starwood hotel), Hersha Hospitality, Unscripited Durham e The Time Nyack (todos do grupo Dream Hotel), Holekulani, e Hotel Fantasyland, e rede Accor, da América Latina.

“No Vienna House, precisávamos oferecer aos nossos hóspedes uma experiência moderna e bonita e encontramos na Infor o foco que precisávamos, alinhado ao valor da companhia, e por isso escolhemos implementar o Infor HMS”, afirmou Stefan Urdl, diretor de TI do Vienna House. “O Infor HSM é flexível o bastante para entender nossas necessidades únicas, de nos dar insights valiosos sobre nossas propriedades. Assim, podemos ter acesso a informações importantes para as tomadas de decisões de negócios”.

As soluções da Infor para hospitalidade são destinadas a ajudar clientes a se diferenciar em um cenário competitivo e concorrido, por conterem funcionalidades específicas e escaláveis que permitem entregar resultados mensuráveis. As soluções que integram a suíte de hospitalidade da Infor permite melhor interação social, móvel, analítica, e tecnologias em nuvem para agilizar as operações e melhorar a experiência dos hóspedes.

“A presença da Infor no setor de hospitalidade cresceu muito ano passado, e esse ano queremos reforçar o relacionamento da companhia com esse setor, que também passa a ser uma das nossas prioridades no Brasil e América Latina”, afirmou Gabriel Lobitsky, diretor de vendas da Infor para Brasil e Sul da América Latina.

Para Stewart Applbaum, vice-presidente sênior de hospitalidade da Infor, o intuito da companhia, globalmente é continuar a estreitar o relacionamento com o setor, e expandir a atuação nos próximos anos: “temos trabalhado para desenvolver novos produtos, melhorar os existentes e pretendemos continuar investindo em inovação e transformação para os nossos clientes”.

A Infor fez melhorias nas soluções EzRMS e HMS, nos últimos anos. As duas soluções-chave para a suíte de hospitalidade passaram por atualizações. Agora, o EzRMS, conta com a capacidade de machine learning e modelos preditivos mais dinâmicos, que tornaram o sistema mais preciso, com resposta rápida para situações inesperadas e menos dependente de histórico de dados; o Infor HMS, para clientes de jogos, também ganhou o novo módulo HMS Gaming, que permite aos usuários procurar pelo registro do jogador de forma rápida, facilitando sua localização e até sua premiação, além de prover informações em tempo real para toda a organização, com uma boa experiência para o usuário.

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Clientes digitais versus empresas analógicas – Por Gabriel Lobitsky

A palavra transformação digital pode até parecer mais uma tendência tecnológica, afinal, todos ainda falam em nuvem, e da mesma forma como o cloud computing veio para ficar, a transformação digital também. A prova disso são as estimativas de mudanças em diversos setores da economia que são preditas em estudos.

O primeiro, da IDC, mostra que essa transformação terá um impacto superior a US$ 1 trilhão nos gastos das empresas esse ano; outro, da Accenture, afirma que até 2020, 25% de toda a nossa economia será digital e 48% do trabalho que fazemos hoje já não existirá em cinco anos. Por último, a mais recente pesquisa do Facebook afirma: até 2020, 80% dos serviços de customer service como conhecemos hoje não existirão. Mas, será que as empresas estão preparadas para o impacto dessas mudanças?

Vamos falar sobre o setor de manufatura

A indústria nunca esteve tão tumultuada e aquecida como atualmente. Mesmo falando em novos progressos, modelos de negócios e aquecimento do setor, há, ainda, uma dificuldade com o básico, que é demonstrado pelas baixas taxas de crescimento ocasionadas por atrasos em processos operacionais e de gestão. Mas, de que lado a indústria vai ficar? No das oportunidades ou das barreiras?

É evidente que o setor pode ter sucesso com a próxima geração de tecnologias, pois a digitalização, internet das coisas, machine learning, big data e realidade virtual aumentada mudarão a forma de trabalho em muitos setores, permitindo que as indústrias, por exemplo, tenham uma visão completa do presente e futuro da sua cadeia de abastecimento.

Embora o setor esteja lidando com dores constantes, a digitalização na manufatura já está acontecendo. Existem diversos casos de sucesso que comprovam isso, vemos empresas como Ferrari, Dunlop Aircraft Tyres, JR Watkins aproveitando o melhor das aplicações em nuvem e dos ERPs. Hoje, com o apoio da tecnologia, essas empresas conseguem melhorar a produtividade e ter uma visibilidade melhor dos seus negócios.

O que Uber e Airbnb têm para ensinar?

Foco no cliente e na experiência do consumidor. É assim que empresas com o modelo de entrega de serviços, como Uber e Airbnb, têm para ensinar. Hoje, serviços básicos de carona e hospedagem podem ser solicitados por um custo relativamente menor do que os ofertados pelos modelos tradicionais, e com uma experiência superior, mas o que essas empresas podem ensinar às indústrias está resumido nos seguintes pilares:

– Desenvolvimento de uma estratégia centrada no cliente

– Preocupação com a experiência do consumidor

– Foco no efeito final e não apenas no produto

Hoje, as tecnologias têm o potencial de fazer grandes mudanças e virar o jogo para o setor de manufatura, que pode ir muito além da indústria 4.0, com modelos de negócios centrados em ofertar serviços de valor e personalizados aos seus clientes.

As tendências como machine learning, internet das coisas e big data estão aí para ensinar a indústria que é possível pensar à frente do seu tempo. Afinal, a era da digitalização da manufatura exigirá que as empresas não pensem apenas no design do produto, emissão da ordem de pedido, embarque e entrega. Será preciso estar atento à experiência pós consumo, e, para isso, o setor de manufatura precisará respirar analytics e KPIs, pois toda boa experiência começa nos bastidores: com a compreensão do que os dados têm a dizer.

Gabriel Lobitsky, diretor de Vendas da Infor

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Big Data e Machine Learning no centro da transformação digital – Por Gabriel Lobitsky

A análise de dados vai além do big data e sua crescente adoção. Recentemente, uma pesquisa da Forrester Research mostrou que, em média, 40% dos líderes de análise de dados globais afirmam que já estão implementando ou expandindo o uso da tecnologia de big data, e 30% dos que ainda não adotaram planejam fazer até o próximo ano. Não há dúvidas sobre a capacidade da ciência de dados em transformar indústrias e modelos de negócios tradicionais. No entanto, a adoção massiva fomenta a discussão sobre a transformação de dados em insights e da sua evolução, o machine learning, capaz de ‘prever problemas futuros’ ao usar algorítimos e análise de padrões de dados para identificar e indicar soluções efetivas para problemas de negócios.

Ao usar algorítimos e uma linguagem matemática, a ciência de dados pode criar soluções transformadoras para as empresas. Com uso de análises preditivas, o big data e o machine learning permitem traçar estratégias, otimizar ações, interagir com os clientes e, claro, impulsionar vendas. Mas isso só é possível porque a nuvem ampliou o poder computacional sob demanda, facilitando a armazenagem e análise de dados. Hoje, modelos preditivos são capazes de entender o lado crítico de cada operação por meio do software.

Veja como as tecnologias podem gerar insights e transformar algumas operações:

Supply Chain: complexo para muitas empresas, o bom funcionamento das operações é essencial para minimizar custos com atrasos e falta de produtos no estoque. Os cientistas de dados estão fazendo uso total do poder computacional para modelar os cronogramas e antecipar informações sobre acontecimentos que podem impactar negativamente as operações, como a combinação de machine learning e big data. Juntas, as tecnologias dão melhor visibilidade e compreensão para as empresas identificarem os atrasos normais e os que são resultados de imprevistos, como desastres naturais, greves, etc.

Logística: a ciência de dados está permitindo que a próxima geração de software empresarial, resultado de soluções preditivas, fale ao usuário a quantidade de inventários necessários para atender demandas futuras; que informe como precificar os itens para garantir a lucratividade em longo prazo; e aponte os portos com melhores capacidades para embarques, com o intuito de minimizar o impacto dos atrasos.

Varejo: normalmente, aplicações inteligentes de CRM atuam de forma preditiva no setor, e mostram potenciais compradores e produtos mais buscados. As tecnologias complementares, como sensores e RFID, dão às lojas uma visibilidade mais ampla do estoque para saber localização e movimentação de um produto, por exemplo. Se associada a interpretação dos dados, as tecnologias permitirão uma verdadeira transformação digital nas lojas físicas, que poderão não apenas compreender a jornada do consumidor, mas ofertar produtos e itens específicos. No setor de vestuário, por exemplo, os dados capturados por sensores podem ampliar a oferta de produtos que se ajustem ao gosto e tamanho do cliente. E, esse mesmo tipo de solução pode apoiar a gestão da armazenagem e do estoque no varejo, por disponibilizar informações sobre níveis de inventário, eliminando a necessidade de uma contagem manual e demorada, com mais incidência a erros.

A ciência de dados precisa ser compreendida como um componente fundamental para a transformação digital, pois é a única forma de criar soluções que, de fato, impactam na tomadas de decisões. Os algorítimos empregados ao software não devem ser como uma caixa preta fechada, que não mostra aos usuários o que está acontecendo por dentro, e por outro lado, não precisa bombardear o usuário com informações desconexas. É preciso um meio termo para que a ciência se torne acessível e compreensível para todos, principalmente para os usuários das empresas com operações críticas, como varejo, logística e supply chain, em que a palavra otimização é um imperativo.

Gabriel Lobitsky, Vice Presidente da Infor para Brasil e América Latina

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