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Telecomunicações continuam crescendo na América Latina e o Brasil pode voltar a ser o centro das atenções – Por Ricardo Claro

Um dos principais desafios dos próximos anos, dentro do ambiente digital, é atender a elevada demanda por uma comunicação de qualidade no Brasil. Neste sentido é necessário discutir a disponibilidade de infraestrutura de redes em determinadas regiões, os mecanismos e as tecnologias para expandi-la.

O setor de telecomunicações tem sido uma das forças motrizes da economia, pois permite a troca de informações, propiciando, negócios, parcerias, gerando recursos e impulsionando a economia. Para se ter uma ideia, o Brasil possui o quarto maior mercado de telecomunicações do mundo, atrás somente dos Estados Unidos, da China e do Japão. Só na América Latina, a previsão de receita para este setor é de US$ 167 bilhões, em 2017. O dado faz parte de um levantamento feito pela Analysys Mason, que também aponta para um aumento de 3,3% no setor, entre 2012 e 2017.

O advento da banda larga deixou a comunicação ainda mais rápida e os números crescem exponencialmente. De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), foram 26 milhões de acessos de banda larga em maio deste ano, um aumento de 0,57% na base, comparado ao mês anterior. As grandes operadoras continuam registrando crescimento em suas bases de clientes, assim como, os provedores regionais que levam a internet à regiões distantes do Brasil.

Quando se fala em internet fixa, o serviço de fibra FTTH (Fiber to the home) tem se destacado na América Latina como a tecnologia de acesso que mais cresce, atingindo 5,1 milhões de conexões, segundo apontam dados do FTTH Council. E nesse cenário, o Brasil acumula um quarto deste total, com potencial de crescimento contínuo nos próximos anos. A tendência é que as operadoras do país sigam investindo na instalação de fibras e na melhoria dos serviços em regiões já abastecidas. Esses recursos vêm em parte das próprias empresas privadas e também em função de políticas públicas, como o programas para popularizar a banda larga na região.

Entre 2014 e 2015, a fibra óptica cresceu 31,61%, atingindo 1,44 milhão de assinantes conectados com esta tecnologia, de acordo com a Anatel. Apesar desta evolução contínua no mercado brasileiro, é preciso que o ritmo de instalação de novas redes FTTH seja continue acelerado, acompanhando as demandas da indústria, do comércio e das residências. A troca de dados, como os serviços de simetria de largura de banda (download e upload), cresce muito e, por isso, as fibras necessitam chegar a mais lugares, visando oferecer um serviço de maior qualidade propiciado hoje somente pelo acesso com fibra até a casa.

Temos um potencial gigantesco no setor de telecomunicações que precisa ser explorado na América Latina. São países com território extenso, ainda com baixa penetração da banda larga, com oportunidades de geração de negócios. E neste sentido, as tecnologias em fibra estão cada vez mais acessíveis, tornando o retorno financeiro possível para as grandes operadoras e os pequenos e médios provedores. Os serviços são os mais variados e as possibilidades, infinitas. É preciso continuar a inovar, conectando pessoas e negócios e, consequentemente, reduzindo distâncias, e os custos de instalação e operacionais. Sem dúvida, o Brasil vive um momento muito importante quando olhamos para esse tema e é preciso investir para atender a essa crescente demanda e oferecer, cada vez mais, serviços de qualidade para os clientes neste ambiente de alta competividade.

Ricardo Claro, Gerente de Marketing & Desenvolvimento de Mercado para América Latina da Corning Optical Communications

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Fibra óptica: unidade fabril da Sterlite Conduspar é inaugurada no Paraná

Foto: Murilo Ribas

Nesta terça, 3, foi inaugurada em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, a primeira unidade fabril de cabos ópticos da Sterlite Conduspar, que contou com a presença do Secretário Nacional de Telecomunicações, Maximiliano Martinhão. Durante a solenidade, o vice-presidente e diretor Global da Sterlite Technologies, Rajiv Nayyar, ressaltou a importância da joint venture para a Índia e para a América Latina. “Esse empreendimento é um marco para a expansão global da Sterlite”, disse.

Na solenidade foi assinado um memorando de entendimento para dobrar a capacidade de produção da indústria em apenas dois anos. “Estamos assinando esse documento que amplia nossa produção fabril de um para dois milhões de quilômetros de fibras ópticas por ano”, afirmou Nayyar. “Isto deverá ser uma realidade até 2017.”

O secretário nacional das Telecomunicações, Maximiliano Martinhão, destacou a importância da nova fábrica. “A joint venture chega em um bom momento no país, pois o mercado de fibras ópticas está aquecido. Não temos dúvidas de que será um sucesso!”, analisou. O secretario reafirmou compromisso do governo com investimentos em banda larga e tecnologia. “Investiremos mais de R$ 8,5 bilhões nesse segmento. Já contamos com 719 projetos aprovados para colocação de banda larga em todo o território nacional”, garantiu.

O diretor executivo da Conduspar, André Abage, destacou o desafio de entrar no mercado de cabos de fibras ópticas. “Em 2013 tivemos o prazer e a alegria de sermos escolhidos pela Sterlite, que pesquisou diversas empresas de nosso setor. Também já estamos com uma expansão bem acelerada e com novos projetos para 2015 e 2016”, frisou.

O diretor comercial da Sterlite Conduspar para a América Latina, Rudney Amirati estima que até 2018 o mercado de fibras ópticas no Brasil terá uma demanda de cerca de 70% a mais do que ocorre hoje, ou seja, aproximadamente 9 milhões de quilômetros. “Estamos otimistas com o crescimento do mercado”, disse.
As atividades da empresa iniciaram em novembro de 2014 e 15% do total de sua produção está sendo direcionada para a América Latina. “No último mês de janeiro, exportamos para a Argentina e a partir desse mês de fevereiro forneceremos cabos ópticos para Costa Rica”, acrescentou André Abage.

Parceria e investimentos

A parceria industrial iniciou com o investimento de mais de R$ 30 milhões e é esperado, no primeiro ano de operação, o faturamento de R$ 80 milhões. “Queremos, em cinco anos, estar entre as três maiores empresas de cabos ópticos da América Latina”, assegura Amirati.

A aproximação entre as duas empresas se deu pela necessidade de crescimento de negócios. A Sterlite, um dos líderes mundiais em fibra óptica, precisava entrar como fabricante na América Latina, e a Conduspar, empresa genuinamente brasileira e de grande solidez, oferecia as condições estratégicas para essa ampliação. A fibra óptica é fornecida pela Sterlite, na Índia, e é “cabeada” no Brasil e distribuída na América Latina. “Observamos que o mercado não está sendo atendido de maneira igualitária. Existe uma grande demanda que precisa ser atendida e esse é o nosso foco”, ressalta o diretor comercial.

Para o prefeito de São José dos Pinhais, Luiz Carlos Setim, presente à inauguração, a nova indústria trará destaque para a cidade. “A presença da Sterlite Conduspar trará, além de mais empregos e tecnologia, uma maior visibilidade internacional para São José dos Pinhais”, declarou Setim. “Essa parceria, Conduspar Sterlite, já nasce com o que cada uma das empresas tem de melhor, por isso está, certamente, fadada ao sucesso.”

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