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IBM, USP e FAPESP dão início às atividades de Centro de Inteligência Artificial no Brasil

IBM, Universidade de São Paulo (USP) e FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) dão início hoje às atividades do mais moderno Centro de Inteligência Artificial (C4AI) do Brasil, dedicado ao desenvolvimento de estudos e à pesquisa de ponta em IA para endereçar temas de grande impacto social e econômico. O novo centro terá sede no prédio do Centro de Pesquisa e Inovação InovaUSP, localizado no campus da USP em São Paulo.

O C4AI terá foco inicial em cinco grandes desafios relacionados à saúde, meio ambiente, cadeia de produção de alimentos, futuro do trabalho e no desenvolvimento de tecnologias de Processamento de Linguagem Natural em Português, procurando maneiras de melhorar o bem-estar humano e apoiar iniciativas para diversidade e inclusão.

Em paralelo, três comitês de acompanhamento serão criados para promover temas de interesse comum do país, com foco na indústria, ciência e sociedade. Esses comitês visam ampliar esses cinco desafios iniciais e conferir a eles uma aplicação real que seja útil para as empresas e a sociedade brasileira.

O Centro contará também com uma segunda unidade para capacitar estudantes e profissionais, disseminando conhecimento e transferindo os benefícios da tecnologia para a sociedade. Este local será instalado no Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC), no campus da USP em São Carlos.

“À medida que tecnologias como inteligência artificial e nuvem híbrida habilitam a transformação das empresas e da sociedade, vemos uma objetiva oportunidade de expandir seu estudo e aplicação em segmentos relevantes para o país. Com o Centro, estamos criando um ecossistema que engloba os setores produtivo, acadêmico e de inovação para que o valor real da inteligência artificial aumente a experiência e habilidades dos talentos humanos, colocando a tecnologia a serviço de governos, cidadãos e negócios em diversos setores da economia”, disse Tonny Martins, Gerente Geral da IBM Brasil.

“Esta é a realização de um projeto estratégico da Universidade de São Paulo, que considera a área de Inteligência Artificial obrigatória para acompanhar e participar dos desenvolvimentos que dominarão, com suas múltiplas aplicações, a sociedade moderna. A Pró-Reitoria de Pesquisa se sente vitoriosa por participar desse esforço tão bem-sucedido que é a criação de um Centro de Inteligência Artificial, agregando competências disseminadas na USP. Que isso seja apenas o começo de grandes transformações, como, de fato, esperamos”, destaca o pró-reitor de Pesquisa da USP, Sylvio Canuto.

“A área de inteligência artificial (IA) é um infinito de possibilidades. Neste momento de intenso combate contra a covid, estamos tendo análises de milhares de moléculas, análises teóricas de potenciais vacinas, análises de centenas de milhões de dados, tudo com o apoio de IA, gerando mais efetividade e diminuindo o tempo para soluções corretas. Para a FAPESP, a parceria com uma empresa como a IBM é um marco em uma área estratégica para o futuro”, afirmou o diretor científico da FAPESP, Luiz Eugênio Mello.

Cinco Grandes Desafios iniciais

1) AgriBio – modelos de causa e efeito para processos de tomada de decisão com incerteza para o setor de agricultura

Os ciclos produtivos do agronegócio, sustentabilidade ambiental, mudanças climáticas e segurança alimentar são demandas atuais que desafiam as autoridades mundiais. Essa linha de estudo irá focar em modelos de causa e efeito para cadeias de produção de agricultura, em especial a de pequenos produtores. O objetivo será utilizar modelos de correlação avançados para a tomada de decisão baseada na causa e efeito, abordando muitas fontes de preocupações, como desperdício de água e alimento.

2) KEML (Knowledge-Enhanced Machine Learning) – Aprendizado de máquina integrado com conhecimento simbólico com foco na Amazônia Azul (Blue Amazônia Brain)

Combinando aprendizado baseado em dados e raciocínio baseado em conhecimento, o Blue Amazônia Brain (BLAB), como o projeto está sendo chamado, pretende abordar perguntas complexas sobre a Amazônia Azul, vasta região do oceano Atlântico na costa brasileira rica em biodiversidade e recursos energéticos.

O BLAB trabalhará com sistemas de conversa compostos por argumentos, causas, explicações, raciocínios e planos sobre tarefas específicas, trazendo respostas às perguntas mais diversas sobre o ecossistema marinho, como “o que causou o aparecimento de manchas de óleo na costa nordeste do Brasil?”.

3) Modelamento de AVCs usando técnicas multimodais de análise de redes para melhorar diagnósticos, tratamento e reabilitação

Os avanços do aprendizado de máquina na medicina são notáveis. No entanto, ainda existem questões importantes que precisam ser abordadas. Nesta frente de estudo, serão abordadas duas questões de grande importância: como integrar e selecionar recursos médicos relevantes (biomarcadores) de fontes heterogêneas e dinâmicas em grande escala e como interpretar decisões tomadas por algoritmos de aprendizado de máquina integrando inteligência humana e artificial.

A primeira fase do estudo terá duas frentes de pesquisa. Uma com o objetivo de melhorar o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação de pacientes de acidente vascular cerebral (AVC), com técnicas de análise de redes complexas em dados multimodais. E, a segunda, com foco em investigar formas de melhorar a escolha de protocolos de reabilitação em casos de AVC, o que trará uma importante contribuição social.

4) IA em países emergentes: políticas públicas e o futuro do trabalho

Essa frente de estudo vai envolver diversas áreas de humanas da USP, como economia, história, sociologia e ciências sociais, para mapeamento, compreensão e abordagem do impacto da IA em economias como a do Brasil. Existe um consenso significativo de que, no campo da IA, os países emergentes estão atrasados em relação aos países pioneiros, em particular, os EUA e a China.

Inicialmente, o C4AI focará em pesquisas relacionadas às políticas públicas para a inteligência artificial e à coleta e análise de dados sobre impacto da IA nos empregos e no futuro do trabalho.

5) PLN (Processamento de Linguagem Natural) de última geração para o português

Hoje em dia, existe pouca disponibilidade de ferramentas e dados para treinar sistemas de diálogo em português. O objetivo do Centro será habilitar o processamento de linguagem natural de alto nível para o português do Brasil, assim como já existe para outros idiomas, possibilitando sua melhor aplicação nas atuais demandas críticas da sociedade, como, por exemplo, aprimorar os serviços de atendimento ao cliente, o treinamento de assistentes virtuais, o monitoramento de redes sociais, bem como possibilitar a análise e a extração de conhecimento de grandes fontes de dados, entre outros.

Comitês de acompanhamento

O Centro de Inteligência Artificial também contará com três comitês distintos para fomentar temas de interesse comum da sociedade, relacionados à ciência, indústria e sociedade:

• Um comitê científico internacional, que terá como função avaliar o progresso científico do Centro.

• Um comitê de indústria e sociedade, que contará com a participação de representantes de empresas de diversos setores do Brasil, órgãos públicos e sociedade civil, que irão colaborar para que o Centro tenha o maior impacto possível na indústria, na economia e na sociedade do País.

• Um comitê de diversidade e inclusão, cuja função será promover e aumentar a participação de mulheres, afrodescendentes e outros membros da sociedade para que haja participação mais inclusiva no setor de IA, tanto na academia quanto na indústria.

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Agências de fomento à pesquisa de 22 países debatem mudanças ambientais globais

FAPESP e Belmont Forum discutem financiamento compartilhado a projetos que produzam conhecimento científico para formulação de política públicas

A interface entre a ciência, políticas públicas e sociedade sobre questões relativas às mudanças ambientais globais estarão em pauta nas reuniões do Belmont Forum São Paulo Meetings Week, que acontece de 6 a 10 de novembro em São Paulo. O evento é promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e o Belmont Forum, que reúne um grupo internacional de instituições de fomento à pesquisa científica e tecnológica sobre mudanças globais.

As reuniões têm como objetivo estimular estudos inter e multidisciplinares em temas que promovam o entendimento, a mitigação e a adaptação às mudanças ambientais globais e planejar Ações de Colaboração em Pesquisa (CRAs, na sigla em inglês) entre agências de fomento sediadas em 22 países, distribuídos por todos os continentes.

Participam do primeiro dia do evento José Goldemberg, presidente da FAPESP, Gilberto Câmara, membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais; Maria Uhle, diretora de Programas para Atividades Internacionais da National Science Foundation (NSF); Carlos Américo Pacheco, diretor presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP; Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP; Marcos Regis da Silva, diretor executivo do Institute for Global Change Research (IAI); Marialuisa Tamborra, da Comissão Europeia; Erica Key, diretora executiva do Belmont Forum; e Amy Luers, da Future Earth.

Nas sessões plenárias, nos dias 8 e 9, estão agendadas discussões sobre prioridades regionais e oportunidades de financiamento a projetos em temas como biodiversidade e serviços ecossistêmicos, impactos na economia e intersetoriais das mudanças climáticas, sustentabilidade dos oceanos, segurança alimentar, resiliência, riscos e redução de desastres climáticos, clima, ambiente e saúde.

No dia 9, haverá um balanço dos resultados de projetos concluídos ou em andamento, que envolvam segurança alimentar e uso da terra, biodiversidade e serviços ecossistêmicos, observação de mudanças ambientais na região ártica, previsibilidade climática e sobre a ligação entre a segurança hídrica, energética e alimentar, entre outros temas.

Os resultados dessas reuniões irão orientar CRAs e futuras chamadas de propostas para o desenvolvimento de projetos cooperativos por pesquisadores em dois ou mais países, com apoio de agências de fomento locais associadas ao Belmont Forum.

Entre as instituições associadas presentes ao evento estão a Comissão Europeia; National Science Foundation (NSF), agência norte-americana de fomento; Inter-American Institute for Global Change Research (IAI); Agence Nationale de la Recherche (ANR) e Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement (Cirad), ambos na França; National Research Foundation (NRF), da África do Sul; Organização Holandesa para a Pesquisa Científica (NWO) e Rede Africana de Estudos sobre Políticas Tecnológicas (ATPS).

Além de representantes das agências, participam do evento convidados ligados a organizações de governança e instituições públicas, privadas e sem fins lucrativos interessadas na aplicação de resultados de pesquisas interdisciplinares feitas em cooperação.

Belmont Forum São Paulo Meetings Week
Data: 6 a 10 de novembro
Sessões de abertura (6/11) e plenárias abertas nos dias 8 e 9 de novembro
Inscrições e mais informações em: http://www.fapesp.br/eventos/americasday
Mais informações sobre o Belmont Forum em: www.belmontforum.org

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FAPESP e Microsoft oferecem até R$ 4,5 milhões para apoio à pesquisa sobre visão computacional aliada à Inteligência Artificial

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Microsoft Brasil anunciam hoje uma Chamada de Propostas para seleção e apoio a projetos de pesquisa sobre visão computacional aliada à Inteligência Artificial. Serão selecionadas ideias de ferramentas com aplicação em frentes como mobilidade urbana, segurança pública e industrial e de infraestrutura. O valor compartilhado pelas duas partes para apoio por até quatro anos a projetos selecionados, desenvolvidos em cooperação, pode chegar a R$ 4,5 milhões.

Os tópicos de interesse comum nesta chamada são: análise de vídeos e imagens para reconhecimento de ações, rastreamento de objetos, análise de multidões, detecção de pessoas e segmentação de objetos.

As propostas devem ser apresentadas por pesquisadores ligados a instituições de pesquisa e ensino superior públicas ou privadas no Estado de São Paulo até 11 de dezembro de 2017. Os resultados serão divulgados em 11 de maio de 2018.

“A colaboração com a Microsoft é uma das mais antigas e profícuas da FAPESP. A empresa valoriza a pesquisa avançada e tem atividades próprias intensas, garantindo uma colaboração efetiva. Nesta chamada de propostas de pesquisa a temática em visão computacional aliada à Inteligência Artificial se relaciona muito bem com o interesse da FAPESP em temas relacionados à Manufatura Avançada”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

A chamada está prevista no segundo Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica entre FAPESP e Microsoft, assinado em 2012. O financiamento aos projetos selecionados será feito de acordo com as normas do Programa FAPESP Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), voltado para o desenvolvimento de produtos e processos de alta tecnologia em parceria com empresas.

“A Microsoft enxerga o apoio à pesquisa como um elemento-chave para o desenvolvimento do país. Essa é uma iniciativa muito importante para fomentar a pesquisa científica de ponta que, no futuro, vai promover avanços em questões cruciais para a sociedade por meio do uso de Inteligência Artificial”, afirma Luiz Pires, diretor do Laboratório de Tecnologia Avançada da Microsoft Brasil.

A seleção das propostas utiliza a metodologia de análise pelos pares, que leva em consideração pareceres sobre o mérito das propostas feitos por especialistas não vinculados à Fundação, em atividade no Brasil e no exterior.

A FAPESP e a Microsoft firmaram o primeiro acordo para cooperação em pesquisa em dezembro de 2006. Em oito Chamadas de Propostas anteriores foram selecionados e apoiados 21 projetos colaborativos que produziram avanços científicos em Tecnologia da Informação e Comunicação, voltados a soluções em áreas e temas como saúde, planejamento agrícola, biodiversidade, mudanças climáticas, ambiente, bioenergia, integração de indivíduos com necessidades especiais e prestação de serviços públicos via WEB, entre outros.

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FAPESP e IBM divulgam resultado de chamada para pesquisas na área de computação cognitiva

A FAPESP e a IBM anunciaram o resultado da primeira chamada conjunta de propostas para o desenvolvimento de pesquisas na área de computação cognitiva, realizada na esfera do acordo de cooperação firmado em 2016 pelas duas instituições.

A partir de um comitê formado por representantes da Fundação e da companhia, foi conduzida a avaliação e seleção de projetos apresentados. Foram aprovadas oito propostas, que receberão até R$ 200 mil para aquisição de equipamentos, financiamento de bolsas de estudos e suporte para participação em eventos científicos. A duração dos projetos selecionados será de até dois anos.

Os projetos aprovados vão desenvolver pesquisas com foco em temas específicos da área de computação cognitiva, como novos modelos de aprendizado de máquina, robótica cognitiva, lógica probabilística e ontologia computacional.

O acordo prevê o apoio ao desenvolvimento de pesquisas colaborativas entre pesquisadores da IBM e de instituições de ensino superior e de pesquisa do Estado de São Paulo, com perspectivas de investimentos de até US$ 500 mil compartilhados entre a FAPESP e a multinacional.

Os projetos serão desenvolvidos por pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp, do Centro de Matemática, Computação e Cognição (CMCC) da UFABC, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, da Escola Politécnica (Poli) da USP, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, e do Centro Universitário da FEI, campus de São Bernardo do Campo.

Para o diretor científico da Fundação, Carlos Henrique de Brito Cruz, a parceria com a IBM é uma oportunidade para aumentar a pesquisa colaborativa em uma área de extrema relevância. “A parceria com a IBM permite à FAPESP oferecer a pesquisadores em São Paulo a oportunidade de colaborar com pesquisadores da empresa e receberem financiamento em propostas de pesquisa avançada em computação cognitiva, um dos temas mais importantes da atualidade. A visão estratégica da IBM para a pesquisa colaborativa coincide muito com a da FAPESP e, com seu centro de pesquisas em São Paulo, traz contribuição definitiva para o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado”, afirma.

De acordo com o pesquisador sênior do laboratório da IBM Research no Brasil, Claudio Pinhanez, “o suporte à pesquisa científica e tecnológica em computação cognitiva no Brasil proporcionado pela parceria entre IBM e FAPESP é muito importante para a formação de uma geração de cientistas e profissionais plenamente capacitada a enfrentar a transformação que acontecerá nos próximos 20 anos graças a essas tecnologias”.

Lançada em julho de 2016, a primeira chamada dessa parceria teve como foco projetos de pesquisas em algoritmos e teoria de sistemas cognitivos, com o propósito de avançar a ciência e a tecnologia em áreas como inteligência artificial, visão computacional e processamento de linguagem natural.

O objetivo é criar a tecnologia a ser usada no futuro em sistemas computacionais capazes de processar e integrar diferentes tipos de dados, envolvendo aprendizado de máquina em grande escala, capacidade de raciocínio e reconhecimento de padrões complexos.

A relação dos projetos aprovados está disponível em www.fapesp.br/10836. Nos próximos meses deverá ser divulgada uma nova chamada de propostas para incentivo a pesquisas como essas.

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Curso de inovação mapeia fronteiras tecnológicas no Brasil

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O Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), gestor da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de São Paulo USP/Ipen, em conjunto com a Agência USP de Inovação e a Escola da Inovação realizarão um curso para apresentação de algumas das principais iniciativas tecnológicas desenvolvidas no Brasil. O evento terá também o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Na oportunidade será lançada ao mercado a Escola da Inovação, que tem o objetivo de propor, não só o ensino teórico e ferramental de como inovar, mas principalmente ensinar inovando, junto com professores colaboradores que encabeçam projetos de inovação tecnológica em seu trabalho diário.

O curso “As fronteiras da Tecnologia no Brasil” abordará algumas das principais tecnologias da atualidade, mostrando, pela primeira vez, o que está sendo pesquisado e desenvolvido pelas startups brasileiras na Incubadora da USP/IPEN. Serão discutidos temas diversos, de Realidade Virtual a Genômica, passando por Internet das Coisas, Games e Biotecnologia. Será também destacado o Programa PIPE da FAPESP, que oferece subsídios para pesquisas de inovação em pequenas empresas.

Os temas serão apresentados pelos pesquisadores e empreendedores que desenvolvem, na prática, esses projetos. Esse é o grande diferencial deste curso de inovação, pois os participantes terão contato direto com aqueles que estão desenvolvendo as tecnologias e poderão conhecer quais são seus desafios, suas dificuldades e todas as questões para tirarem do papel esses empreendimentos tecnológicos.

Além disso, o curso proporcionará atividades práticas em todas as áreas, permitindo que os participantes realmente experienciem a tecnologia que será demonstrada.

Programação do Curso:

• Apresentação sobre o curso e a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de São Paulo USP/IPEN – Cietec por Sergio Risola e Jose Aluizio Guimarães.

• Breve apresentação sobre o programa PIPE / FAPESP – Prof. Dr. Lucio Angnes

• A nova era da Genômica e a medicina personalizada por Ricardo di Lazzaro Filho.
Ricardo é empreendedor em série. CEO do Grupo Genera – Inovação em Saúde. Médico, Farmacêutico e Bioquímico pela USP.

• Games e realidade virtual: bem-vindos a uma nova realidade por Pedro Monteiro Kayatt
Pedro é CEO da VR Monkey. Engenheiro de computação pela POLI-USP, mestre pela Politecnico di Milano.

• Internet of things, a internet em todas as coisas por Conrado Leite de Vitor
Conrado é CEO da Pullup. Engenheiro Elétrico com ênfase em sistemas eletrônicos (POLI-USP).

• Biotecnologia e a nova revolução industrial por Rafael Vicente de Pádua Ferreira.
Rafael é CEO da Itatijuca Biotech. Engenheiro Ambiental e Biomédico, mestre e doutor pela USP.

Informações Gerais:

Período: 26/09/2016 a 29/09/2016, das 19 às 22hs
Local: Agência USP de Inovação – AUSPIN
Av. Torres de Oliveira, 76 – Jaguaré (Próximo à Cidade Universitária)
Valor: R$ 500,00 | Pagamento pelo UOL PagSeguro
Inscrição: www.escoladainovacao.com.br

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FAPESP e IBM financiam pesquisa em computação cognitiva no Brasil

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a IBM Brasil firmaram um Acordo de Cooperação para compartilhar investimentos de até US$ 500 mil, ao longo de 10 anos, a serem utilizados em projetos de pesquisa científica e tecnológica na área de computação cognitiva em universidades e institutos de pesquisa. Um comitê conjunto formado po r representantes da FAPESP e da IBM conduzirá a avaliação e seleção de projetos apresentados em resposta a Chamadas de Propostas a serem lançadas periodicamente.

Cada Chamada terá foco em temas específicos da área de computação cognitiva, como teoria e aplicações de inteligência artificial, processamento de linguagem natural, planejamento e raciocínio de bom senso e análise de big data, entre outros. Poderão participar das Chamadas pesquisadores de instituições de ensino superior e pesquisa no Estado de São Paulo. Mais detalhes sobre a apresentação de projetos serão divulgados em edital a ser publicado proximamente.

A computação cognitiva é considerada a Terceira Era Computacional, pois seus sistemas se aproximam da forma humana de pensar, interagir e aprender, extraindo conhecimento de dados não-estruturados com origem em fontes distintas em formato de texto, imagem e vídeos. Com a computação cognitiva é possível extrair conhecimento de um vasto volume de dados que pode contribuir para a solução de problemas complexos da humanidade, como o esgotamento de recursos ambientais, a prevenção e o controle de doenças, além da pobreza. A plataforma de computação cognitiva da IBM, o Watson, tem liderado as experiênci as em escala comercial desta tecnologia com diversas companhias no mundo.

“A parceria para selecionarmos propostas de pesquisa a serem cofinanciadas pela IBM e FAPESP abre grandes possibilidades para a comunidade científica de São Paulo interagir com pesquisadores de uma das empresas mais avançadas em ciência e tecnologia na área de sistemas cognitivos. O Laboratório de Pesquisa da IBM em São Paulo vai contribuir para o aumento da abrangência em pesquisa desta tecnologia no Estado”, diz Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

Para Ulisses Mello, diretor do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil, o acordo com a FAPESP consolida a missão da multinacional de incentivo e fomento para desenvolvimento da ciência e tecnologia no País, onde há cinco anos a empresa instalou seu centro local de pesquisa. “Queremos desenvolver um ecossistema de inovação em computação cognitiva no Brasil pela relevância e impacto do assunto na sociedade, tanto que os projetos selecionados estarão desprendidos de qualquer compromisso com propriedade intelectual com a IBM”, afirma.

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Empresas têm R$ 10 milhões para pesquisas voltadas a cidades inteligentes e sustentáveis

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) prorrogaram até 23 de maio o prazo da chamada de propostas de pesquisas que levem ao desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores voltados ao aprimoramento da vida nas cidades.

Dirigida a microempresas, empresas de pequeno porte, pequenas e médias empresas sediadas no Estado de São Paulo, sobretudo àquelas em fase inicial de atividades (startups), a chamada de propostas disponibilizará até R$ 10 milhões para projetos que visem ao aperfeiçoamento de tecnologias e a produtos para aplicações em cidades, com potencial de torná-las mais inteligentes, sustentáveis e humanas. Os recursos, não reembolsáveis, serão divididos igualmente entre FINEP e FAPESP.

Indicada para empresas que se enquadram na Fase 3 do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), voltado para o desenvolvimento de produtos, processos e serviços que possam ser inseridos no mercado, a chamada acontece na esfera do programa PIPE/PAPPE Subvenção, parceria entre FAPESP e FINEP que oferece financiamento para a execução de pesquisa científica e/ou tecnológica.

Para orientar e fornecer informações que ajudem na formulação de projetos, que poderão ser desenvolvidos em até 24 meses em qualquer cidade do Estado de São Paulo, FAPESP e FINEP promovem no dia 29 de abril, às 18h00, no Teatro IMA Cultural, em Campinas, uma reunião de esclarecimento sobre a chamada e os projetos.

No encontro, profissionais da FAPESP e da Informática de Municípios Associados (IMA), empresa de economia mista voltada à prestação de serviços na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), vão tirar dúvidas de representantes de empresas interessadas em apresentar projetos com potencial de alcançar resultados inovadores.

A programação contará com a demonstração do Gliconline, aplicativo de acompanhamento que auxilia no controle de diabetes, pela gerente de Soluções da IMA, Daniela Fumes da Luz, além de esclarecimentos sobre a chamada de propostas pelo professor Douglas Zampieri, coordenador da área de Pesquisa para Inovação da FAPESP.

O evento acontece em decorrência de um acordo de cooperação entre FAPESP e IMA para promover projetos cooperativos de pesquisa que levem principalmente ao desenvolvimento de novas tecnologias, sistemas, softwares e aplicativos que ajudem a pensar uma nova configuração para áreas urbanas, incluindo a operação de serviços públicos em áreas como saúde, educação, mobilidade, gestão, segurança pública, tecnologia da informação e comunicação, entre outras.

O evento é aberto a todos os empresários interessados. Os projetos devem ser inscritos até 23 de maio exclusivamente por meio eletrônico, pelo Sistema de Apoio a Gestão (SAGe), no endereço www.fapesp.br/sage. O resultado dos projetos aprovados será divulgado em 19 de setembro.

Mais informações sobre o PIPE/PAPPE: www.fapesp.br/5747
Mais informações sobre a chamada de propostas: www.fapesp.br/10066

Reunião de divulgação e esclarecimento: Pesquisa sobre Tecnologias e Produtos para Aplicações em Cidades Inteligentes-Cidades Sustentáveis

Data e horário: 29 de abril, às 18:00
Local: Teatro IMA Cultural – Rua Padre João Garcia, 101 – Ponte Preta – Campinas/SP
Programação: http://www.fapesp.br/eventos/cidadesinteligentes
Inscrições: http://www.fapesp.br/eventos/cidadesinteligentes/inscricao

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Intel e FAPESP irão financiar pesquisa em criptografia pós-quântica

A Intel Brasil e a FAPESP lançaram uma chamada para propostas que investigam a implementação de hardware em criptografia pós-quântica. O edital financiará a pesquisa acadêmica em instituições de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo. As propostas selecionadas terão financiamento de até dois anos, renováveis caso apresentem progresso e comprometimento contínuo na direção da pesquisa.

A criptografia pós-quântica busca o desenvolvimento de algoritmos de tempo polinomial, que servem para resolver os problemas matemáticos ultra complexos que permeiam a criptografia moderna de chaves públicas, como a fatoração de números inteiros, logaritmos discretos, ou logaritmos discretos com curvas elípticas. A criptografia pós-quântica explora algoritmos de chave pública alternativos que possam apresentar resistência a ataques de computadores quânticos.

A computação quântica é uma das grandes promessas da tecnologia e uma área em franco crescimento. Na computação clássica, os bits retêm um entre dois estados, “ligado ou desligado”, ou “0 ou 1”. Já na computação quântica, os chamados qubits podem existir em um ou mais estados simultaneamente. Um computador quântico com n qubits pode suportar 2n estados ao mesmo tempo. O resultado final são computadores com capacidade para realizar cálculos muito mais complexos do que os computadores atuais e em um intervalo de tempo menor.

O uso de computadores quânticos também necessita uma revisão de toda a base de algoritmos e métodos criptográficos existentes. Os sistemas criptográficos atuais são baseados na dificuldade de se resolver equações polinomiais, na complexidade exponencial da fatoração em números primos ou em códigos de correção de erros. Como os computadores quânticos são muito mais complexos do que um computador comum, eles precisarão usar novos métodos criptográficos, chamados de pós-quânticos.

Apesar de já existirem linhas de pesquisa em algoritmos pós-quânticos, é necessário um trabalho adicional para entender os aspectos de sua implementação em hardware. É este trabalho que será o foco das pesquisas financiadas pela Intel e pela FAPESP.

São elegíveis pesquisadores brasileiros de Ensino Superior vinculados a instituições de pesquisa no Estado de São Paulo. Requisitos adicionais, condições e restrições do Programa FAPESP de Pesquisa Cooperativa para Inovação Tecnológica (PITE) descrito no www.fapesp.br/pite são aplicados ao edital 9719. O prazo de inscrições encerra em 13 de novembro de 2015 e a chamada está disponível em: www.fapesp.br/9719.

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