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Fake News, Democracia Internacional e Inteligência Emocional são temas da 6ª edição da “Semana de Educação Executiva” da FGV

A Fundação Getulio Vargas realiza em São Paulo, de 23 a 27 de julho, a sexta edição da “Semana de Educação Executiva”, com 12 palestras gratuitas de grandes nomes do mercado sobre os seguintes temas: Big Data Analytics; O perfil do novo profissional de Relações Governamentais que o mercado busca; Gestão da Mudança – Aspectos Comportamentais e Emocionais; Como Traduzir uma Estratégia Global na Realidade Local e Nacional; A Importância da Medicina Baseada em Evidência para Gestão de Clínicas e Hospitais; Inteligência Emocional: como liderar você mesmo e a equipe; A exclusão dos benefícios fiscais do ICMS das bases de cálculo do Imposto de Renda; Fake News; Como alavancar sua carreira, criando mais valor para sua empresa; Democracia Internacional e Planejamento Tributário como Ferramenta de Gestão de Valor para Profissionais de Finanças.

As palestras ocorrem a partir das 19h, na Unidade da FGV localizada na Rua Itapeva, 432 e contam com a presença de Eduardo Ramalho, Raul Cury Neto, Tauan Mendonça, Guilherme Maciel, Bruno Perman, Edmarson Barcelar Mota, Marcos Gaio, Fábio Ferreira de Carvalho Junior, Joceli Drummond, Renato Nunes, Salomão Fridman, Douglas Silveira, Paula Miraglia, Antonio André, José Henrique Bortoluci e Renan Santos.

Para participar, os interessados devem se inscrever pelo link http://portal.fgv.br/eventos/6a-semana-educacao-executiva

Vale ressaltar que as vagas são limitadas, por ordem de chegada, e o espaço é sujeito a lotação.

Confira a programação:

23/07 – SEGUNDA-FEIRA

Palestra: O que você está perdendo por não usar o Big Data Analytics

Palestrante: Eduardo Ramalho

Palestra: O perfil do novo profissional de Relações Governamentais que o mercado busca

Palestrantes: Raul Cury Neto, Tauan Mendonça, Guilherme Maciel e Bruno Perman

Palestra: Democracia entre indignados: da emergência global à crise da representação

Palestrante: José Henrique Bortoluci

24/07 – TERÇA-FEIRA

Palestra: Gestão da Mudança – Aspectos Comportamentais e Emocionais

Palestrante: Edmarson Barcelar Mota

Palestra: Como Traduzir uma Estratégia Global na Realidade Local e Nacional

Palestrante: Marcos Gaio

Palestra: Importância da Medicina Baseada em Evidência para Gestão de Clínicas e Hospitais

Palestrante: Fabio Ferreira da Carvalho Junior

25/7 – QUARTA-FEIRA

Palestra: Inteligência Relacional (IR) – Liderar a si mesmo e a Equipe

Palestrante: Joceli Drummond

Palestra: A exclusão dos benefícios fiscais do ICMS das bases de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro e a Lei Complementar nº 160/2017

Palestrante: Renato Nunes

Palestra: Diretor Financeiro – O Maestro do Negócio

Palestrante: professora Carla Beni e professor Salomão Fridman

26/7 – QUINTA-FEIRA

Palestra: Fake News

Palestrante: Douglas Silveira e Paula Miraglia

Palestra: Como alavancar sua carreira, criando mais valor para sua empresa

Palestrante: Antonio André Neto

27/7 – SEXTA-FEIRA

Palestra: Planejamento Tributário Como Ferramenta de Gestão de Valor para Profissionais de Finanças

Palestrante: Renan Santos

Conheça os cursos da FGV: www.fgv.br/educação-executiva

Semana de Educação Executiva

Data: 23 a 27 de julho de 2018

Local: FGV/SP – Rua Itapeva, 432 – próximo ao metrô Trianon Masp

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Plataforma de mobilização colaborativa ajuda a combater as Fake News

As Fake News ou notícias falsas estão dominando o noticiário brasileiro e, ao que tudo indica, serão um dos principais desafios das eleições 2018. Com as pessoas cada vez mais conectadas por meio de redes, criar e propagar notícias falsas acabaram se tornando a maneira mais eficaz de se fazer uma campanha política. O perigo é quando uma pessoa recebe uma mensagem e, sem checar sua veracidade, passa adiante uma informação que pode ser falsa. Por conta da facilidade de disseminação de fake news, o Tribunal Superior Eleitoral criou um Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições que agrega representantes da Justiça Eleitoral, Governo Federal, Exército Brasileiro e sociedade civil, que desenvolverá estudos sobre as regras eleitorais e a influência da internet e das notícias falsas no pleito.

A identificação de notícias falsas, entretanto, não é algo tão simples. Uma pesquisa da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos apontou a dificuldade que estudantes americanos tiveram para checar a credibilidade das informações divulgadas na internet. Dentre 7.804 alunos dos ensinos fundamental, médio e superior, 40% não conseguiram detectar fake news. Outro estudo, da mesma universidade, mostra que pelo menos 115 notícias falsas a favor de um único candidato foram compartilhadas mais de 30 milhões de vezes nas eleições norte-americanas em 2016. Já uma pesquisa do Instituto Ipsos revelou que 75% dos americanos avaliaram manchetes mentirosas sobre os candidatos como reais e a suspeita é que o uso desse tipo de estratégia durante a campanha tenha de fato influenciado nos resultados.

Atenta a este cenário colaborativo nas campanhas, a Action Labs, empresa que trabalha com uma metodologia de modelagem de negócios, produtos e serviços inovadores, desenvolveu o MobNex, uma plataforma completa de mobilização colaborativa com o conceito de gameficação e colaboração, que integra um painel de controle da campanha com aplicativo e site. “Não é de hoje que notícias influenciam campanhas. Mas agora as fontes de informação são muito mais variadas e, às vezes, anônimas. Nenhum candidato está livre de protagonizar fake news que podem prejudicar suas campanhas. Esta é uma das vantagens estratégicas que plataformas como a Mobnex dá às campanhas: ajuda a combater as fake news, já que as pessoas que estão engajadas ajudam a disseminar conteúdos verdadeiros logo que uma notícia falsa é detectada”, diz Paulo Renato Oliveira, diretor criativo da Action Labs.

Um dos diferenciais do MobNex é a possibilidade de ampliar a capacidade de mobilização pelo aplicativo, que possui estratégias de gameficação e conecta todos os envolvidos da campanha, atribuindo metas semanais de atuação, compartilhando informação em tempo real e valorizando os mobilizadores mais ativos. “Campanhas altamente conectadas são mais ágeis e eficientes. Em tempos de grandes restrições, legais e orçamentárias, empoderar os mobilizadores é sair na frente. E pode significar chegar na frente”, afirma Paulo.

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Eleições 2018: uma questão de Segurança Digital

Por Bruno Prado

Após três anos de crise política e econômica, e uma infinidade de denúncias de corrupção envolvendo diferentes partidos, finalmente chegamos a 2018, ano em que os brasileiros novamente voltam às urnas, no dia 7 de outubro. O objetivo é escolher os novos representantes da população nos poderes Executivo e Legislativo da Federação e seus Estados.

Além da grande importância natural, por se tratar de guiar o futuro do país para o próximo quadriênio, este acontecimento deve chamar ainda mais a atenção neste ano pelo momento de polarização de opiniões políticas entre os cidadãos. O debate ficou ainda mais exacerbado pelo intenso uso das redes sociais, que deram voz a todos os inscritos de forma quase que igualitária.

A conectividade proporcionou uma mudança no comportamento do usuário eleitor, que passou a consumir conteúdo informativo por meio das redes sociais. Diante disso, as mídias tornaram-se meios de comunicação protagonistas, abrindo caminho para colunistas e veículos considerados “independentes” como fontes alternativas aos grandes grupos. Se, por um lado, há hoje mais democracia na informação, esse canal também preocupa os agentes da segurança digital pela facilidade na viralização de notícias falsas.

A propagação das fake news acontece por meio de veículos de notícias alternativos ou “influenciadores”, que se dizem independentes, mas atuam a serviço de algum político ou partido para manipular a opinião pública. Entretanto, o mais preocupante é o uso crescente de bots, os robôs em forma de perfis falsos de usuários para compartilhar conteúdo duvidoso e para participar de fóruns de discussões. A preocupação é latente porque tal atividade pode influenciar os votos nas urnas e adulterar resultados, alterando o verdadeiro rumo de todo um país.

Portanto, além do uso da própria urna eletrônica e a polêmica em torno da possibilidade ou não de sua violação, as redes sociais devem, sim, ser encaradas pelas autoridades como uma questão de Segurança Digital durante o processo eleitoral. As equipes de tecnologia do Governo e das campanhas eleitorais devem ficar atentas a outras modalidades de crimes virtuais, como a simulação de páginas falsas para o roubo de dados pessoais dos usuários e movimentações nas camadas inferiores da Internet – como Deep Web e Dark Web – para a troca de informações ou até mesmo a compra e venda de ataques virtuais. Um deles é o de negação de serviço, mais conhecido pela sigla “DDoS”, para a tirar do ar canais online do Governo, do Tribunal Eleitoral, de partidos ou de candidatos.

Também por este motivo, até mesmo empresas não ligadas à política devem manter a Segurança Digital como prioridade. É comum alguns gestores congelarem os investimentos à espera de um panorama econômico com os novos eleitos. Porém, as organizações continuam vulneráveis a casos de hackativismo, em que hackers invadem sites ou derrubam serviços digitais de forma quase aleatória para defender ou promover uma causa. Desta forma, a implementação de medidas preventivas pode evitar prejuízos nesse período.

Vivemos em uma era de transformação digital, em que os avanços tecnológicos proporcionam benefícios, mas também desafios – e um dos principais, neste ano, é garantir a eleição de candidatos de forma honesta e transparente. Nosso Brasil já tem muitos problemas, não podemos deixar que a tecnologia nos traga mais um.

Bruno Prado é CEO da UPX Technologies, empresa especializada em performance e segurança digital.

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