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Brasil recebe maior evento global sobre empreendedorismo jovem

Florianópolis (SC) recebe entre os dias 20 e 24 de julho o maior evento mundial de jovens empreendedores, a Conferência Mundial de Empresas Juniores – Junior Enterprise World Conference (JEWC), realizado a cada dois anos e que tem como objetivo desenvolver o Movimento Empresa Júnior (MEJ) em escala global. O JEWC 2016 traz à capital catarinense cerca de 4 mil congressistas – 500 deles vindos de 20 países.

O evento teve sua origem no ano de 2004, com a primeira edição realizada em Fortaleza, Ceará. As edições seguintes, aconteceram nas cidades de Eindhoven (Holanda), Porto (Portugal) e Milão (Itália). A sétima edição ocorre no Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira, no Sapiens Parque, sob a execução da Federação das Empresas Juniores de Santa Catarina (FEJESC). Florianópolis foi escolhida para sediar o evento em eleição na qual concorreram diversas cidades do Brasil e do mundo. A capital catarinense, um polo de tecnologia e inovação, é hoje apontada como a segunda melhor cidade no país para empreender, segundo pesquisa da Endeavor.

Com a temática “Lead the co-era” (liderança na era da cocriação e colaboração), a Conferência apresentará palestras de personalidades como Ketan Makwana, empreendedor e conselheiro no MIT Global Start Up, Entreprenurial Africa, Entreprise Connect e Rockstar Mentoring Group; Monja Coen, ex-jornalista que deu uma guinada em sua vida e se tornou um referência em equilíbrio emocional e Marcelo Sales, criador da Movile, líder no mercado latino americano de software para celulares, e da aceleradora 21212.

Um outro destaque do encontro será a sala da Endeavor, que espera 1,8 mil pessoas para debater empreendedorismo. A programação ocorre na quinta-feira, das 13h às 15h, e após a abertura com Juliano Seabra, diretor-geral da organização no país, contará com pitches dos empreendedores Darino Tenório (Uatt), Alessio Alionço (Pipefy) e Eduardo Ferreira Lima (Avantia). O encerramento será com o painel “Sonho Grande: Qual é o seu?”.

O Movimento Empresa Júnior teve início na França, em 1967, com o objetivo de tornar prática a vivência acadêmica obtida nas salas de aula. A partir de seu desenvolvimento, percebeu-se que, mais do que dar a oportunidade de transformar a teoria em prática, o Movimento promove, por meio da vivência empresarial, a formação de empreendedores. No Brasil, a rede de Empresas Juniores conta com 300 iniciativas em 18 estados – 35% são EJs ligadas às engenharias, 17% às ciências sociais aplicadas e 14% às ciências humanas. Por ano, 11 mil empresários juniores são formados no país.

Conferência Mundial de Empresas Juniores – Junior Enterprise World Conference (JEWC)
20 a 24 de julho de 2016
Cento de Eventos Luiz Henrique da Silveira, Sapiens Parque, Florianópolis/SC

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Média de gastos e investimentos em comércio eletrônico cresce 103% nos últimos dez anos, indica estudo do GVcia

O Comércio Eletrônico no Brasil está totalmente consolidado. A média de gastos e investimentos no setor registrou crescimento de 103% nos últimos dez anos. É o que revela a 18ª Pesquisa de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro, organizada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada (GVcia) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP). O estudo aponta ainda que as transações negócio-a-negócio, conhecidas como B2B, e negócio-a-consumidor (B2C) também aumentaram em uma década – 128% e 279%, respectivamente.

Coordenado pelo professor Alberto Luiz Albertin, o tradicional estudo, feito desde 1998 e considerado uma referência na área de comércio eletrônico, contou com a participação de 532 empresas de vários setores econômicos, ramos de atividades e portes. As organizações, tanto nacionais como multinacionais, operam no mercado brasileiro e atuam em diversos níveis no ambiente digital. Entre os resultados obtidos, destacam-se:

Mercado consolidado: as empresas vêm tendo sucesso e investindo de forma significativa e crescente neste novo ambiente. O Comércio eletrônico no Brasil está totalmente consolidado e é parte importante do mercado. O crescimento em relação ao ano passado foi observado tanto nas transações negócio-a-negócio (+2,83%) como nas transações negócio-a-consumidor (+5,01%), mesmo com ambiente influenciado negativamente pela crise econômica.

Principais usos e contribuições do comércio eletrônico nas empresas: As empresas avaliam que as principais contribuições de comércio eletrônico (CE) estão relacionadas com a melhoria das novas oportunidades de negócio, sua utilização como estratégias competitivas mais efetivas e aprimoramento do relacionamento com os clientes. O principal foco continua sendo os clientes: 97% das empresas de CE usam a web para alguma parte ou tipo de relacionamento com cliente. Mas o crescimento maior foi na cadeia de suprimentos.

Investimentos: A média de gastos e investimentos de comércio eletrônico cresceram 103% nos últimos 10 anos. “As empresas estão utilizando cada vez mais a infraestrutura de Internet e das aplicações de comércio eletrônico como meio para a realização de seus processos de negócio, com clara predominância daqueles relativos ao atendimento a cliente”, explica Albertin. As empresas pesquisadas apontaram crescimentos nos seus níveis de gastos e investimentos menores que nos últimos anos, mas mesmo assim atingiram a média geral de 2,26% do faturamento líquido das empresas, de 0,67% no setor indústria, 2,12% no de Comércio e 3,31% no de Serviços. O crescimento foi significativamente menor em relação ao ano anterior devido à crise econômica de 2015.

Valores: As transações de negócio-a-negócio representam 76,18% do valor do mercado total, e 48,18% para negócio-a-consumidor. “Os índices confirmam a evolução do comércio eletrônico e que a tendência é de crescimento, agora mais efetivo e buscando retornos dos investimentos realizados”, afirma o professor.

Atendimento ao cliente: As empresas continuam utilizando as aplicações de comércio eletrônico principalmente nos processos de atendimento a cliente referentes a recebimento de pedidos, obtenção de informações sobre necessidades e preferências, e suporte a utilização de produtos e serviços. Em relação aos processos de cadeia de suprimentos, a maior utilização é para solicitação de suprimentos e envio de pagamento.

Principais aspectos do comércio eletrônico para empresas: As empresas continuam avaliando como mais importantes os aspectos de alinhamento estratégico, relacionamento com clientes, adoção de clientes, comprometimento, e privacidade e segurança. Pela primeira vez, o aspecto de alinhamento estratégico foi considerado como o mais importante para as empresas.
Serviços: O setor de serviços apresenta um índice de gastos e investimentos em TI e CE, em relação à receita líquida, maior do que os demais setores. Essa situação é explicada pela participação dos bancos neste setor.

Indústria: O setor de indústria foi o que apresentou o maior crescimento na utilização do CE no seu relacionamento com fornecedores, sendo que esta situação é bastante influenciada pelo aumento da utilização de aplicações de CE nos processos relativos à cadeia de suprimentos.

Comércio: O setor de comércio apresentou um índice maior em relação à proporção dos gastos e investimentos em TI e CE. Esta situação é adequada em relação às características deste setor e dos produtos e serviços por ele transacionados.

Cadeia de suprimentos: Os processos de cadeia de suprimentos são os que apresentam crescimentos maiores, de forma coerente com a atenção que as empresas deram aos processos de e-procurement e logística, principalmente para materiais indiretos. Nestes processos, destaca-se o subprocesso de solicitação de suprimentos.

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