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Desafios do Agro na era digital: novo consumidor e novos mercados

Por James Cisnandes

O Agronegócio no Brasil passa por um momento único. Está em voga. Tanto é que tem presença diária em rede nacional e ainda dizendo que o “AGRO É TUDO!”. Mas é muito mais que essa propaganda. Uma publicação recente da ESALQ (USP), divulgada em abril deste ano, apontou que o número de startups no Brasil ligados ao AGRO passou de 200 empresas. Já em Israel, para efeito comparativo, o número de startups nesse setor superou a marca de 500 empresas. Não é por acaso que Israel é líder na produtividade da pecuária de leite e também tem despontado no uso de inteligência artificial nas lavouras.

NOVO CONSUMIDOR

Vivemos em um novo tempo no quesito mudança nas relações interpessoais e na relação das pessoas com empresas e com produtos/serviços. O nível de exigência do consumidor atingiu índices surpreendentes. São inúmeros os casos de consumidores que gravam vídeos ou depoimentos com experiências extraordinárias ou péssimas de produtos. E o alcance dessas publicações é assustador, forçando respostas rápidas e efetivas por parte das empresas envolvidas na tentativa de atenuar os efeitos danosos à marca.

Não obstante a isso, o novo consumidor está conectado (e isso tende a aumentar cada vez mais). A necessidade de permanecer conectado equivale a necessidade de luz elétrica nos tempos passados, a busca por alimentos mais saudáveis, a preocupação com as questões ambientais, a destinação seletiva do lixo, a prática de atividade física e vários outros aspectos que caracterizam “o novo consumidor”.

O consumidor está com “o poder do acesso a informação” e exigirá cada vez mais. Garantir a rastreabilidade e a segurança alimentar tornaram-se exigências do consumidor, levando os órgãos públicos a exigirem cada vez mais, por força de lei, “transparência e clareza” das informações no rótulo dos produtos. O consumidor monitora tudo, comenta e muitas vezes compartilha em suas redes de relacionamentos.

Esse novo consumidor exige novos modelos de negócios (produtos e serviços) e aí há um leque de possibilidades. Sua empresa está pensando em novos mercados ou novos negócios com base digital? Tem sido cada vez mais comum relatos de clientes dizendo que não sabem qual foi a última vez que esteve numa loja física de supermercado. Ainda acrescentam em tom provocativo: “minhas lojas e produtos preferidos estão no meu smartphone”; “ir ao supermercado é perda de tempo” ou ainda, “gosto de receber as compras em casa, sem ter que carregar sacolas”.

A primeira observação importante é que esse novo consumidor também está dentro das organizações. Isso mesmo. Seja na liderança de startups na condição de empreendedor ou provocando mudanças disruptivas dentro de outras organizações. Inclusive, quando não encontram ambientes favoráveis a criatividade e com desafios, não permanecem. A segunda observação diz respeito a inquietação dos gestores, no sentido de entender tudo que está acontecendo no mercado e ao mesmo tempo, preparar sua organização para os novos desafios da “ERA DIGITAL”.

MODISMOS OU ENXURRADA TECNOLÓGICA?

Há uma lista interminável de termos e tecnologias que estão na “moda”, com destaque para algumas, a começar por Agricultura 4.0, Pecuária 4.0, Indústria 4.0, Logística 4.0, Big Data, Omni-Channel, Machine Learning, Customer Experience, Streaming Data, ChatBot, DevOps, Micro-service e Digital Transformation. Na prática o que está acontecendo é uma enxurrada de inovações tecnológicas em hardware, software e serviços, possibilitando e promovendo uma verdadeira revolução no mundo dos negócios e na vida das pessoas, como ocorreu na clássica “Revolução Industrial” na Europa nos séculos XVIII e XIX.

Em outras palavras, a inquietação dos gestores se deve ao tamanho do desafio de estruturar e liderar nas organizações as mudanças necessárias para superar esses desafios. Se há gestores tranquilos diante de tal cenário, é bem provável que não tenham visualizado os impactos gerados pela tecnologia e, principalmente, o que está por vir. A exemplo disso, acompanhamos nos últimos 15 anos o aumento significativo do papel dos profissionais de TI dentro das empresas, ganhando espaço, poder e ramificações em todas as áreas de negócio. Arrisco dizer que toda empresa num futuro breve terá base digital. O profissional do futuro será multidisciplinar.

Os profissionais de TI precisam superar o estigma de “muito reservados”, “segregados numa sala fechada”, “jargão estritamente técnico” e outros. Se quiserem ocupar cargos de liderança, terão que desenvolver novas habilidades, sobretudo de ouvir o cliente interno, cliente externo, desenhar cenários, tangibilizar suas ideias e propostas de solução, pois será necessário interagir com pessoas de diversos perfis nas mais variadas áreas de negócios, o tempo todo.

Por onde começar a jornada de transformação digital na sua empresa? Quem deve liderar esse movimento? Quem deve participar das discussões? Há um caminho ou caminhos nesse processo? Qual o papel das pessoas nos novos modelos de negócios? As pessoas da sua empresa estão preparadas para esse processo? Note que são indagações amplas que reforçam a necessidade de um “plano de vôo”, com base na análise de cenários, entrevistas, observações, mapeamento de processos, avaliação de pessoas em suas respectivas funções, avaliação do nível de maturidade das tecnologias usadas nas empresas, mapeamento de GAPs e definição de um norte, com ações de curto, médio e longo prazo.

Uma expressão incômoda e muito comum: como não pensei nisso antes!

As reflexões propostas acima compõem um mix de ações no processo da Transformação Digital. A única certeza é que não se trata de algo simples de fazer, más é necessário à sobrevivência do negócio, sob o risco da obsolescência, como foi o caso de muitas marcas lendárias e conceituadas que desapareceram.

É preciso estruturar um Plano com as diretrizes de forma a entender o cenário atual e projetar o cenário futuro. Quem não agir proativamente no sentido de construir o futuro, será coadjuvante de um futuro criado por terceiros. Quem nunca expressou: Eu deveria ter pensando nisso antes! Há também aqueles que até pensaram, mas não foram ousados o suficiente para arriscar na implementação de suas ideias. Sem um esforço coordenado de pensar o futuro, a empresa incorre no erro de tomar decisões pontuais, aleatórias e de curto prazo, sem qualquer reflexo no posicionamento estratégico da empresa para os desafios da era digital.

No Brasil, há vários desafios para o AGRO crescer e ocupar novos patamares na era digital. Se você atua no AGRO, recomendo a leitura dois tópicos a seguir, como forma contextualização da aplicação prática das ações de Transformação Digital “dentro da porteira”, no campo.

A crescente demanda por alimentos devido ao aumento da população mundial tem gerado uma verdadeira corrida na busca pelo aumento da produção. De um lado a busca por melhoramento genético tem agitado o setor de pesquisas. Do outro a busca por uma melhor gestão das atividades no campo, desde o plano de plantio até a gestão da produtividade por área plantada. Isso passa por investimentos em maquinários sofisticados, estudos de variabilidade do solo, qualificação profissional, dentre outros.

Na pecuária ocorre algo similar, sobretudo na busca pelo DNA perfeito, por meio de estudos detalhados da genética do rebanho, nas respectivas raças, visando identificar a sua adequação para cada região do país. Por exemplo, uma vaca da raça holandesa está “em casa” na região de Castro (PR), ao passo que essa mesma raça estaria extremamente desconfortável no Sul da Bahia. Mesmo que nessa região ocorram chuvas regulares por conta da Zona da Mata, as temperaturas são altas, se comparado com o estado do Paraná. Isso implica diretamente na produtividade do rebanho.

Nota-se a importância desses estudos para indicar a raça mais adequada (holandesa, nelore, jersey, girolando, guzerá, angus e outros), a depender da finalidade (bovinocultura de corte ou leite). Esses são apenas alguns exemplos dos desafios no campo, naquilo que é chamado de desafios “dentro da porteira”.

Por fim, e para reflexão sobre a necessidade de diminuir a distância entre produtor e o consumidor, veja o resultado de uma pesquisa realizada nos EUA:

“Para milhões de americanos, vacas marrons produzem leite achocolatado”, assim foi revelado em uma pesquisa divulgada pelo jornal ‘Washington Post’ (2017), mostrando que 7% dos entrevistados acreditam que essa seja a origem do leite achocolatado. Isso significa que 16,4 milhões de pessoas no país não sabem que se trata de um produto industrializado, feito com leite, chocolate e açúcar. O levantamento também mostrou que os americanos não sabiam informações básicas sobre agricultura e pecuária.

James Cisnandes é gerente de Relacionamento da Vertical Agribusiness da Engineering do Brasil – subsidiária da multinacional italiana fornecedora de soluções e serviços de TI.

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FIEMG, Câmara Ítalo-Brasileira e Engineering do Brasil realizam o Digital Transformation Day em MG

No próximo dia 12 julho a partir das 8 horas, na sede do FIEMG, em Belo Horizonte (MG), será realizado o “Digital Transformation Day”. Trata-se de um evento, que faz parte do Projeto VENDA MAIS INDÚSTRIA 4.0, no qual serão apresentados paras as empresas oportunidades oferecidas pelas tecnologias digitais e como expandir seu Business Model, transformar e digitalizar as operações, descobrir novas oportunidades de monetização e criar um grande valor em Customer Experience.

Na ocasião, a Engineering do Brasil irá apresentar o DigitalOne, o digital transformation framework (conjunto de metodologias, ferramentas de software, tecnologias e consultoria) desenvolvidas para melhor acompanhar as empresas ao longo do jornada de Transformação Digital. Ainda durante o evento serão mostrados cases reais de como o uso das tecnologias de Inteligência Artificial, Machine Learning, Chatbot, Omnichannel, APIS, Digital Integration são usadas concretamente nas empresas digitais para melhorar a Customer Experience, as operações e como habilitar ecossistemas de parceiros e clientes.

Filippo di Cesare, CEO da Engineering do Brasil, afirma com satisfação que a empresa está fazendo um grande investimento no Brasil: “Foi muito positiva a escolha feita tempo atrás da criação no Brasil de um departamento digital que apenas trabalhasse – como uma organização horizontal e ágil – no digital, que tem tido resultados brilhantes. Até hoje temos desenvolvido uma oferta abrangente e uma abordagem holística que está alcançando grande sucesso no mercado. Pessoalmente, estou muito feliz com os resultados alcançados e enxergo grande perspectivas de crescimento. Não há dúvida de que a Inteligência Artificial é um dos pontos tecnológicos mais efervescentes com que trabalhamos, o volume de soluções de negócios empresariais baseadas em plataformas de Inteligência Artificial está crescendo drasticamente e será uma das tecnologias mais disruptivas dos próximos anos”.

“Outra área que investimos muito (e que será mostrado no evento) é no desenvolvimento de fortes capacidades de APIS para ajudar as empresas a fazer disso as bases de sua estratégia digital, permitindo novos produtos digitais, modelos de negócios, canais de negócios, ecossistemas, entre outros. As APIS são fundamentais para alcançar a agilidade dos negócios e acelerar o processo de entrega de novas ideias ao mercado e a Engineering do Brasil atua com grande conhecimento neste setor”, finaliza Di Cesare.

A Engineering está entre as maiores empresas da Europa, que atua em Digital Transformation, com mais de 1,5 bi US$ de receita anual e presente no Brasil desde 2008 com cerca de 600 colaboradores entre SP e BH e mais de 150 clientes.

Digital Transformation Day
Dia 12/07
Horário: das 8h às 15h
Local: Sede da FIEMG
Endereço: Avenida do Contorno 4520, 4456, Foyer (Auditótio 4º), Funcionários, Belo Horizonte, MG
Inscrições: https://www.sympla.com.br/projeto-venda-mais-industria-40__314127

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Engineering do Brasil é selecionada para integrar projeto Ítalo-Brasileiro de inovação tecnológica nas áreas de Big Data e Indústria 4.0

O projeto da Engineering – multinacional italiana fornecedora de soluções e serviços de TI – foi selecionado dentre os demais concorrentes para receber financiamento e integrar o “Joint Lab on Big Data for Industry 4.0”, uma iniciativa da Fundação Cultural Ítalo-Brasileira (Fibra) – órgão criado pela Embaixada do Brasil em Roma e pela Universidade de Bologna (UNIBO) para a promoção da ciência e de pesquisas entre os dois países. O projeto conta ainda com a participação da prestigiada Universidade de Santa Catarina (UDESC) em conjunto com o Laboratório de Tecnologias de Gestão (LabGES), além de outras empresas brasileiras e italianas.

A ideia é implementar um Joint Lab ítalo-brasileiro entre as duas instituições de educação e empresas privadas da área, com a colaboração de acadêmicos, estudantes e especialistas das empresas, para desenvolver pesquisas e soluções em Big Data para Indústria 4.0, com foco principal em Manufatura e Gerenciamento de Água. Mais especificamente, o projeto visa estudar modelos inovadores e ampliar o valor agregado da Tecnologia da Informação nas empresas, analisando soluções existentes para Joint Labs atuais e propondo novas abordagens para fomentar desenvolvimentos tecnológicos.

O laboratório visa criar uma troca de informações entre diferentes parceiros com diferentes origens e reunir o mundo acadêmico e as indústrias com uma abordagem multidisciplinar para promover o nascimento de novas ideias e iniciativas. Será a reunião das melhores competências do mercado e das universidades para alcançar inovações analisando soluções existentes e desenvolvendo projetos de pesquisa para aperfeiçoar tecnologias voltadas para diversas áreas.

O desenvolvimento dessas pesquisas e soluções proporcionarão não somente inovação, mas também uma maior segurança e assertividade para os Gestores, que poderão apoiarem-se em dados aprofundados para legitimar suas decisões na administração.

“A Engineering está muito feliz em fazer parte deste projeto ambicioso e enriquecedor e disponibilizará os melhores profissionais e recursos para atender esta demanda. Com certeza servirá para troca de informações, intercâmbio de profissionais, rompendo as fronteiras por meio da tecnologia e se transformando no alicerce necessário para a inovação nos futuros projetos, principalmente os voltados para Manufatura e Gerenciamento de Água”, explica o CEO da Engineering do Brasil, Filippo di Cesare.

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Engineering do Brasil busca ampliar sua atuação no mercado brasileiro em 2017

A Engineering – multinacional italiana fornecedora de soluções e serviços de TI, está entre as maiores empresas de TI na Europa e sendo um player global, quer ampliar a sua participação no mercado brasileiro. Atuando fortemente em Business Integration, Consultoria, Softwares e Outsourcing, tem presença consolidada em todos os mercados verticais e opera principalmente em cinco unidades de negócios: Telecomunicações, Indústria & Serviços, Finanças, Administração Pública & Saúde e Transporte & Trânsito. Possui expertise tecnológica, profundo conhecimento dos processos, forte relacionamento com o cliente, criando assim, soluções personalizadas e aderentes às necessidades. Está presente em países como Argentina, Espanha, Bélgica, Noruega, Alemanha, EUA e Sérvia.

No Brasil desde 2008, a Engineering é referência em competência de negócios e visão integrada de tecnologias e soluções. Com projetos em mais de 150 grandes clientes e mais de 600 funcionários, a empresa possui escritórios nas principais cidades do Brasil: Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Santo André e Vitória, além de uma filial na capital Argentina, Buenos Aires.

Atendendo a grandes organizações empresariais, órgãos governamentais, prefeituras, gigantes da telecomunicação, empresas do setor privado, indústrias automobilísticas e grandes fornecedoras de água e energia, a Engineering do Brasil trabalha em um modelo de negócio que cria valores tangíveis ao longo de toda sua cadeia de fornecimento.

Entre seus principais projetos estão a implementação de ERP, Soluções Fiscais, VAS, WFM (Work Force Management), soluções para o ramo de Telecomunicações, Energia & Utilities, Mobilidade Urbana & Trânsito, Soluções Paperless para gestão de documentos e Automação Industrial – Indústria 4.0 e Internet das Coisas, entre outras.

Desde janeiro de 2016, a Engineering do Brasil está sob novo comando, com o italiano Filippo Di Cesare. “Por oferecer uma ampla gama de soluções em softwares e serviços, somos a melhor escolha para as empresas que desejam entender e se destacar na era da Transformação Digital. Mais do que fornecedores, nós atuamos como parceiros, que conhecem no detalhe o negócio do cliente, e com o domínio da tecnologia, podemos planejar e desenvolver uma estratégia de TI que seja altamente eficaz em atender as necessidades do cliente. ”, explica o presidente.

Como uma forma de aumentar a visibilidade da marca e torná-la mais próxima do público, a Engineering do Brasil participará de três dos principais encontros de tecnologia do país: o IT Forum +, em agosto; o SAP Forum Brasil, em setembro; o IT Forum Expo, em novembro; entre outros.

“Vivemos um momento único na nossa história, com a TI sendo responsável por levar a inovação para todos os patamares das empresas e entendemos nosso papel de fornecedor de soluções tecnológicas inovadoras, como uma grande responsabilidade. A interação que temos com os nossos clientes, nos permite participar de sua jornada digital, contribuindo para que continuem líderes de seus segmentos no futuro, e aproveitem todas as oportunidades que a evolução tecnológica pode trazer para o seu negócio”, comenta o presidente.

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