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SONDA aumenta o lucro líquido em 145,9% e atinge receita de US$ 1.368 bilhão em 2017

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de Tecnologia, apresentou seus resultados para 2017, registrando uma receita de US$ 1.368 bilhão.

O EBITDA alcançado foi de US$ 101,9 milhões e o lucro líquido totalizou US$ 64,8 milhões, chegando a US$ 105,6 milhões com a inclusão de US$ 41 milhões gerados pela venda de sua participação na Imed, no Chile. No total, um aumento de 145,9% em 2017.

As operações fora do Chile atingiram receitas de US$ 771,2 milhões, o que equivale a 56,3% do total consolidado. A margem EBITDA do período foi de 12,1%, com destaque para a operação chilena, que registrou 17,3%. A operação brasileira, por sua vez, registrou melhorias consecutivas em sua margem EBITDA nos quatro trimestres do ano, atingindo 7,6% no quarto trimestre.

Em termos comerciais, o aumento de 24,8% nos fechamentos de negócios se destacou positivamente, atingindo US$ 1.327,9 bilhão, impulsionado principalmente por um maior nível de fechamentos no Brasil, país no qual a cifra aumentou 102,2% em relação mesmo período ao ano anterior. Já as oportunidades de negócios atingiram US$ 3.241,8 bilhão, com crescimento de 14,1% em relação ao ano anterior.

De acordo com o CEO da SONDA América Latina, Raúl Véjar, 2017 foi um ano difícil na região, o que impôs planos para enfrentar e resolver adequadamente os desafios do período. “A operação brasileira alcançou melhorias nas margens como resultado dos planos de ação que realizamos e do progresso que está começando a ser visto na economia desse País. No nível comercial, tivemos um crescimento significativo no encerramento dos negócios, o que gera perspectivas favoráveis para 2018”, acrescenta Vejar.

Para o CEO da SONDA Brasil, Affonso Nina, o aumento de mais de 100% em fechamento de negócios no País é um indicador de que a operação está trabalhando alinhada aos planejamentos. “Em 2018, as medidas que prevemos implementar em nossa operação brasileira impulsionarão a busca por resultados ainda melhores, que também se apoiará na esperada retomada da economia”, finaliza Nina.

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Uso de Agile e DevOps gera aumento de até 60% nos lucros de produtoras de software

Empresas estão comprometidas com a adoção de Agile e DevOps, mas ainda não aproveitam os benefícios que as práticas podem fornecer. Esta é uma das principais conclusões do estudo realizado pela CA Technologies, que entrevistou mais de 1200 executivos de TI sobre o uso de Agile e DevOps na transformação digital. Entre os dados sobre o Brasil, destaca-se que 84% dos entrevistados reconhecem que as abordagens Agile e DevOps colaboram para o sucesso significativo nos negócios quando implementadas juntas.

O estudo apresenta as características dos “Mestres em Agilidade” (18% dos entrevistados), da qual fazem parte as organizações mais próximas à adoção total e que realizam as principais, ou quase todas, ações para tornar Agile e DevOps uma parte essencial de suas operações diárias. Estes “Mestres em Agilidade” também estão mais propensos a usar práticas da abordagem Agile em outras funções da empresa, por isso o aumento de 60% na receita e nos lucros e a probabilidade de expandir seus negócios 2,4 vezes maior – com uma taxa de aumento acima de 20% -, não é apenas uma coincidência.

“O aumento de demanda no mercado de aplicativos não justifica a entrega de produtos de baixa qualidade. Para isso, práticas como Agile são essenciais para que as Modernas Fábricas de Software atendam às exigências de seus clientes”, comenta Francisco Dal Fabbro, VP Latam de Agile da CA Technologies. Segundo ele, a flexibilidade é essencial para se adaptar às transformações do cliente, expectativas dos usuários, mudanças regulatórias e as oportunidades de negócio.

Nem tudo se refere a tecnologias e processos: a perspectiva das pessoas

O estudo também mostra que as organizações têm desafios semelhantes: cultura, capacidades, investimento em programas e alinhamento da liderança. A pesquisa destaca um reconhecimento geral de que a adoção de práticas Agile e DevOps ao longo do ciclo de vida do software não é apenas uma questão de novas capacidades e padrões de trabalho. Para alguns, isso também exige uma mudança importante na mentalidade e no comportamento; isto é, essas mudanças são uma questão relacionada às pessoas, mesmo no nível de diretoria.

O Brasil acompanha as tendências mundiais em relação as principais prioridades para melhorar a eficácia identificada pelos entrevistados incluem:

– Melhorar a cultura da organização para incentivar e recompensar a colaboração (94%);

– Mais apoio e compromisso da administração em todos os níveis (85%);

– Treinamento para as equipes de TI sobre como colaborar e incorporar as melhores práticas em suas atividades diárias no trabalho (86%) e mais suporte e comprometimento da gestão (85%), e

– Aliviar as pressões de tempo para que as equipes possam adotar práticas Agile e DevOps efetivas (85%).

Os entrevistados também disseram que é muito difícil ou desafiador encontrar profissionais familiarizados com os métodos Agile (63%), que tenham experiência com DevOps (80%) e/ou tiveram experiência de trabalho colaborativo em sua equipe (52%). Isso indica claramente uma falta de capacidades na maioria das organizações, o que exige recursos disponíveis, principalmente treinamentos.

Segundo Fabbro, quando há aumento de demanda para atender uma nova tendência de mercado, as empresas têm dificuldade para encontrar profissionais capacitados. “Os cursos de formação não se adaptam tão rápido quanto as empresas. Por isso, elas também precisam apostar em seus talentos, desenvolver profissionais e aumentar sua capacidade de atender o cliente final”, explica.

Conexão entre execução e resultados dos negócios

A conexão entre as abordagens Agile e DevOps e os resultados dos negócios se concentra no ciclo de feedback contínuo de experiências de clientes em tempo real para a engenharia de requisitos, mostrando o desempenho de entrega de software e apoiando o próprio negócio. Assim, para aproveitar ainda mais os benefícios das abordagens Agile e DevOps, as organizações também devem usar a rapidez e a flexibilidade dos ambientes na nuvem, em contêineres e outras novas arquiteturas de desenvolvimento e entrega de códigos, com uma leve mudança em todas as atividades – como testes contínuos – e granularidade mais fina da iteração em todo o ciclo de operações e entrega de software.

Método da pesquisa

A pesquisa global online com 1.279 diretores de TI e executivos foi patrocinada pela CA Technologies e realizada pela empresa de análise de mercado Freeform Dynamics. A pesquisa também contou com entrevistas por telefone com executivos importantes do setor. Veja todos os detalhes sobre a metodologia da pesquisa no relatório How Agile and DevOps enable digital readiness and transformation.

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SAP Brasil anuncia Jaime Muller como novo COO

A SAP Brasil anuncia que, a partir deste mês, Jaime Müller assume a função de Chief Operating Officer – COO. O executivo responderá diretamente à presidente da empresa, Cristina Palmaka, e será um dos principais porta vozes de Customer for Life, posicionamento estratégico da SAP com foco em uma consistente e ampla aproximação com o cliente. Ele substitui Theo Pappas, que vai ocupar nova função na SAP Latin America.

“Jaime Muller tem grande experiência em diversas áreas da indústria de TI e, em todas elas, privilegiou não só a conquista de novos clientes como a atenção especial às suas necessidades, ao desenvolvimento de soluções inovadoras e ao comprometimento com a sustentabilidade e perenidade dos negócios”, destaca Cristina Palmaka. “Como COO, ele poderá colaborar ainda mais com nosso objetivo de consolidar um relacionamento cada vez mais duradouro com nossos clientes”, afirma.

Segundo o novo COO, um de seus principais compromissos será o de “ficar cada vez mais atento e próximo dos clientes para ajudá-los no design de soluções e na conquista de um desempenho operacional mais eficaz, melhorando processos e otimizando o uso das soluções da SAP”.

Jaime Muller entrou na SAP em 2015 e ocupava, até o momento, o cargo de Vice-Presidente Sênior de Vendas para Indústrias Estratégicas. Com 25 anos de experiência profissional no mercado de TI, ele atuou em algumas das mais importantes empresas do segmento de tecnologia. Em suas atividades, privilegiou o foco no entendimento e obtenção de resultados para os clientes e liderou ondas de transformações relevantes como downsizing, outsourcing/insourcing, cloud computing, mobilidade, internet das coisas e transformação digital. Antes de sua chegada à SAP, trabalhou por 16 anos como Líder Executivo de Vendas em outra grande empresa do segmento de TI, respondendo por resultados significativos e crescimento de várias áreas como Soluções de Tecnologia, Aplicações e Soluções para Indústrias.

Graduado em Administração pela PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (SP), com Mestrado em Marketing pela Universidade de São Paulo (SP) e pós-graduação na Escola Superior de Propaganda e Marketing (SP), Muller também fez curso de Gestão de Negócios no INSEAD (França).

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TOTVS fecha 2017 com crescimento de 34% em subscrição

A TOTVS S.A. (B3: TOTS3), líder no desenvolvimento de soluções de negócio no Brasil e na América Latina, anuncia hoje seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2017 (4T17) e os números consolidados do ano. Em 2017, a companhia se manteve focada em alavancar o modelo de subscrição e registrou um crescimento de 34,3% em relação a 2016, atingindo a soma de R$ 307,9 milhões no ano. Comparando trimestre (4T17) contra trimestre (4T16), o crescimento em subscrição foi de 9,5%.

0 modelo de subscrição, lançado há dois anos, já superou 20% da receita de software da companhia e foi o responsável pelo crescimento orgânico de 6,2% da receita total de software. Durante o ano, foram adicionados mais de 6 mil novos clientes de subscrição, 53,5% a mais do que em 2016.

Em 2017, a receita líquida da companhia cresceu 2%, somando R$ 2,2 bilhões. No 4T17, o total foi de R$ 554,4 milhões. Dados que demonstram um avanço de 8,7% das receitas recorrentes, que atingiram 67,5% da receita líquida do trimestre e 65,8% do ano, respectivamente.

“A transição para subscrição trouxe desafios associados à redução de receita com licenciamento e os seus reflexos na receita de manutenção, acentuados pela recessão econômica brasileira. Em contrapartida, tivemos aceleração de vendas de subscrição. Quando olhamos o crescimento orgânico, podemos afirmar que o ano de 2017 marcou a retomada do crescimento da TOTVS”, destaca Gilsomar Maia, CFO da TOTVS.

Atuar por meio de soluções especializadas de negócios é outra estratégia da companhia para se manter competitiva no mercado. Ao todo são 11 segmentos de mercado atendidos. Entre eles, Manufatura e Varejo, continuam a ter alta representatividade na companhia e, juntos, somaram 47% da receita total.

No 4T17, o EBITDA ajustado totalizou R$ 69,1 milhões, aumento de 13,8%, trimestre contra trimestre, com margem de 12,5%. Na somatória do ano, o valor atingiu R$ 303,5 milhões, 15,4% abaixo de 2016, refletindo essa etapa da transição para o modelo de subscrição e também a conjuntura econômica do período.

A TOTVS encerrou o ano de 2017 com a geração operacional líquida de caixa positiva, 26,6% maior do que o registrado no ano anterior, totalizando R$ 329,8 milhões. No 4T17 o aumento foi de 33,9% frente ao 4T16.

“Em 2018, seguiremos focados no sucesso dos nossos clientes, com o propósito de simplificar o mundo dos negócios e apoiar cada um na sua jornada digital. Para isso, investimos sempre em inovação, ofertando as melhores soluções de negócio para empresas de todos os portes e segmentos”, finaliza Laércio Cosentino, presidente da TOTVS.

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IDC: mercado de TIC no Brasil em 2018 aponta crescimento de 2,2%

Foco no corporativo para fabricantes de tablets e smartphones; avanço da IoT tanto no ambiente doméstico como em aplicações em outros setores;

Big Data/Analytics (BDA); Computação Cognitiva/IA, Cloud Pública e Multicloud são alguns dos assuntos que devem dominar as pautas e os investimentos de empresas que precisam se mover rápida e assertivamente rumo à transformação digital

O mercado de TI experimentará uma retomada já neste primeiro semestre de 2018 e avançará 5,8% no ano. Já o mercado de Telecom deverá permanecer praticamente estável em relação a 2017, caindo apenas 0,1% no ano. Assim, mesmo com as incertezas comuns em anos eleitorais, o mercado de TIC no Brasil deve crescer 2,2% em 2018. A estimativa é da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, que tradicionalmente realiza o estudo IDC Predictions, antecipando as tendências e movimentos de mercado para os 110 países em que atua. São previsões que sinalizam tanto os players do mercado de TI como analistas econômicos, CIOs, executivos de negócios, investidores, varejistas, acadêmicos e usuários de forma geral.

Agora, por exemplo, ao divulgar o Predictions Brasil, a IDC alerta que a Transformação Digital (DX) continua em curva ascendente em todo o mundo e que organizações que ainda não se atentaram para isso ou estão no que ela chama de “impasse digital”, estão correndo riscos. “A Transfomação Digital é um processo contínuo pelo qual as organizações se adaptam às mudanças disruptivas ou criam essas mudanças. Temos visto mais empresas se capacitarem digitalmente, mas ainda há uma distância significativa entre os pioneiros e os retardatários, e haverá consequências para as que não conseguirem fazer a transição para um modelo digital nativo”, diz Denis Arcieri, Country Manager da IDC Brasil. “Ano passado alertamos que não havia mais espaço para postergar projetos de transformação e inovação, e agora, com um cenário econômico mais tranquilo e previsível, insistimos não só na necessidade mas também na urgência do Brasil retomar seus investimentos em tecnologia”, completa Arcieri.

Entre as previsões apontadas pela IDC Brasil para 2018 no contexto da transformação digital está o foco dos fabricantes de tablets e smartphones no mercado corporativo, que apresenta uma ótima alternativa frente ao baixo crescimento em outros públicos e melhores margens de lucro. “Grandes fabricantes já começaram a se estruturar para isso, montando times específicos para vendas corporativas e formando parcerias. Esse deve ser o início de um movimento consistente de crescimento para os próximos anos”, diz Reinaldo Sakis, gerente de Pesquisa e Consultoria de Consumer Devices da IDC Brasil. Segundo ele, em 2018, a estimativa é de que o mercado corporativo demande 3,5 milhões de tablets e smartphones, o que representará 6% do volume total de vendas desses dispositivos no Brasil.

Já no mercado doméstico, a previsão da IDC Brasil é que IoT (Internet das Coisas) avance mais rapidamente. “Estima-se que 4% das residências brasileiras já possuam algum tipo de dispositivo conectado, como controles de câmeras de segurança, temperatura e ar condicionado, por exemplo, mas há um grande interesse da população pelo assunto e vontade dos fabricantes em aumentar a oferta de produtos de IoT domésticos, apesar das barreiras”, diz Sakis. “Os assistentes eletrônicos, por exemplo, precisam aprimorar a compreensão do português do Brasil e ganhar escala para terem preços compatíveis com o bolso do brasileiro”, completa o analista, lembrando que, em 2018, o mercado doméstico de IoT no Brasil será responsável por US$612 milhões.
Projetos de IoT terão força também em outros setores e, segundo o IDC Predictions Brasil 2018, o mercado total no Brasil será superior a US$8 bilhões. A previsão tem como base iniciativas alavancadas pelo Plano Nacional de Internet das Coisas (MCTIC e BNDES) nas áreas da saúde, indústria, agricultura e infraestrutura urbana, em projetos de IoT que integrarão outras tecnologias como Blockchain e Inteligência Artificial, e na definição de tarifação que deve ser divulgada pela Anatel ainda neste primeiro semestre.

Outro assunto que continua fazendo parte das previsões da IDC Brasil e que deve estar entre as prioridades das empresas que precisam se mover mais rápido e assertivamente rumo à transformação digital é Big Data/Analytics (BDA). Segundo Luciano Ramos, gerente de Pesquisa e Consultoria de Software e Serviços, houve um amadurecimento sobre o que é BDA e agora as empresas têm um propósito. “Elas buscam extrair algum valor das iniciativas de Big Data/Analytics e essa busca acelera a contratação de serviços. Além disso, as iniciativas de BDA vêm sempre a reboque de alguma coisa e acabam movimentando todo um negócio”, diz. Diante disso, as expectativas para o Brasil são otimistas: em 2018, os serviços de consultoria relacionados a Big Data/Analytics vão crescer cerca de 18% em relação a 2017, e os gastos totais, incluindo infraestrutura, software e serviços vão atingir US$3,2 bilhões no país.

Em 2018, aplicações de computação cognitiva também tendem a crescer. Por enquanto, os investimentos são discretos, mas o crescimento deve ficar acima de 50% em relação ao ano anterior. A tendência é que outras verticais – além de finanças e saúde – invistam no uso da inteligência artificial para atendimento e engajamento de clientes, funcionalidades que têm sido exploradas e representam os casos mais emblemáticos atualmente no Brasil, como sistemas de diagnóstico e tratamento e análises de fraudes e investigação.

Igualmente animador é o mercado de cloud pública. A IDC Brasil prevê que a contratação de infraestrutura, plataforma e Software como Serviço (SaaS) em cloud pública atingirá US$ 1,7 bilhão em 2018 e praticamente o dobro até 2020. “A demanda por cloud pública cresce intensamente e abre oportunidades para novos datacenters”, explica Pietro Delai. Além disso, as exigências em termos de performance e disponibilidade pressionam as empresas por uma infraestrutura com alto nível de confiança e baixo tempo de resposta, o que também gera demanda para datacenters e outras soluções de TI. E, segundo Delai, até projetos de IoT, ainda que iniciantes, dão margens a planos de descentralização do armazenamento e/ou processamento e adoção de Edge Datacenters, fomentando esse mercado. Ainda com relação a cloud, a IDC Brasil confirma que o multicloud é uma realidade no país e prevê a continuidade da adoção de vários provedores cloud. “O número de médias e grandes empresas que têm apenas um provedor é praticamente igual ao de empresas que usam mais de um provedor, e soluções híbridas continuarão predominando nos próximos anos no Brasil”, afirma Pietro.

Na área de Telecom, as previsões da IDC Brasil apontam que os projetos de SD-WAN se tornarão uma realidade no país. “Ainda há muitos PoCs (Proof of Concept) em execução no mercado para testar o conceito e provar para os usuários finais que a tecnologia tem realmente os benefícios prometidos”, analisa André Loureiro, gerente de Pesquisa e Consultoria de TIC da IDC Brasil. Segundo ele, as operadoras já estão se estruturando mais proativamente e os clientes estão mais amadurecidos em relação às suas necessidades, e a previsão é que haja uma aceleração em projetos relevantes que levem o mercado de SD-WAN a mais do que dobrar em 2018. “O SD-WAN é um habilitador de projetos para o CIO”, conclui o analista.

Quanto aos provedores regionais de Telecom, já têm grande relevância no mercado B2C e tendem a avançar este ano no B2B, com uma oferta maior no mix de produtos corporativos e foco principalmente em pequenas empresas. “O ambiente também está favorável a fusões e aquisições”, acredita Loureiro.

A IDC Brasil está otimista também em relação ao mercado de segurança da informação. 63% das médias e grandes empresas entrevistadas pela IDC afirmaram que ampliaram seus orçamentos em segurança e, além disso, investiram ou estão investindo formalmente na estruturação de suas áreas de segurança, com novos CSOs e novas ideias. Serviços como MSS (Managed Security Services) e consultorias de segurança também vêm ganhando importância e uma fatia maior nos orçamentos com segurança. Segundo o IDC Predictions Brasil 2018, os gastos com segurança, incluindo infraestrutura, software e serviços, devem crescer cerca de 9% em 2018, atingindo US$ 1,2 bilhão. Entretanto, lembra Luciano Ramos, “certos serviços devem crescer ainda mais, como o MSS, que deve avançar quase 15% neste ano”.

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Resource abre 250 vagas de TI em São Paulo

A Resource, uma das principais e mais bem-sucedidas multinacionais brasileiras de serviços de TI e Integração Digital, está com 250 vagas abertas para profissionais de Tecnologia da Informação (TI) em sua sede no CENESP (Centro Empresarial de São Paulo) e nos escritórios de Alphaville, em Barueri. As oportunidades são para os cargos de Analista Programador Back-End, Analista Programador Java, Analista Programador Front-End e Agile Couch Sênior.

Os interessados devem ter formação em Ciências ou Engenharia da Computação e indicar suas experiências profissionais na área de TI. Também há ofertas de cargos para pessoas com deficiência (PCD).

Para as vagas de Analista Programador Back-End é preciso ter conhecimentos das linguagens Angular, Java, J2EE e Struts. Para o cargo de Analista Programador Java é necessário ter atuado com J2EE e Angular 4. Candidatos a Analista Programador Front-End devem ter conhecimento em Google Analytics.

A Resource oferece aos profissionais diversos benefícios e plano de carreira. Os candidatos interessados devem cadastrar seus currículos no site: http://www.resourceit.com/pt/vagas-ti/ ou enviar seus dados para o e-mail recrutamentoeselecao@resource.com.br. As inscrições estão abertas a partir dessa semana e as contratações serão feitas conforme os novos projetos que estão em andamento na empresa.

A Resource é uma das principais e mais bem-sucedidas multinacionais brasileiras de serviços de TI e integração digital. Com 25 anos de atuação no mercado, possui uma equipe de 2.500 profissionais altamente capacitados e aptos para atuar em projetos no Brasil e em cinco países no exterior, em especial na América Latina e Estados Unidos, por meio de uma moderna estrutura com 21 Unidades e Centro de Inovação no Vale do Silício (EUA).

A excelência de seus serviços faz com que a Resource seja amplamente reconhecida pelo mercado e por mais de 300 clientes ativos de diversos segmentos da indústria, com ofertas completas de Digital, Serviços Gerenciados, Consultoria de TI e Soluções Empresariais. A Resource utiliza as mais modernas tecnologias globais e possui dezenas de certificações técnicas, que comprovam seu diferencial competitivo e a qualidade de seu trabalho junto a clientes que desejam obter ganhos de produtividade e maior desempenho em suas operações. Para mais informações, visite nosso site www.resourceit.com.

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SONDA contrata diretor de novos negócios e transformação de TI

Dino Draghi assume a diretoria da nova área para desenvolver projetos consultivos sob a ótica de transformação de serviços de tecnologia e inovação

Janeiro de 2018 – O tema transformação digital dos negócios se tornou o item número um na agenda dos executivos de TI e, para 2018, muitas empresas estão prevendo boa parte de seus orçamentos para projetos de inovação. Porém, para fazer com que as propostas saiam da teoria e se tornem realidade, os departamentos de TI acabam esbarrando em dilemas como a falta de avaliação sobre a sustentabilidade do plano de inovação e a escassez de condições para focar esforços nessa tarefa, visto que as demandas do dia a dia da área consomem boa parte dos seus recursos.

Para ajudar as empresas nessa etapa de transição, que condicionará a sobrevivência das companhias frente às exigências do mercado no quesito da evolução digital, a SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, estruturou uma área de Serviços de Transformação Tecnológica para apoiar as empresas tanto na adoção dos processos de transformação, como nos recursos para sustentação das rotinas de TI. A nova frente será liderada por Dino Draghi, ex-executivo da IBM, que chega à SONDA com a meta de apoiar a inteligência do negócio do cliente e as demandas operacionais que suportarão as mudanças.

A oferta nasce da carteira de contratos já vigentes de empresas atendidas pela SONDA e que estão no momento da busca de oportunidades de transformação, ou seja, companhias que já têm projetada a ideia da mudança necessária, porém precisam de um parceiro para o apoio consultivo da transição. A ideia é validar o caminho traçado utilizando as melhores práticas da indústria a partir de uma visão agnóstica, além de ser um provedor que suporte as operações de rotina para sustentar a transformação.

“Vamos atuar na consultoria da jornada da inovação por meio de informações aprofundadas do setor, que trazem inteligência ao negócio do cliente, acelerando assim a curva de maturidade tecnológica, além de oferecermos nosso portfólio de soluções, o maior da América Latina e que inclui serviços, aplicativos e plataformas. Tudo de forma integrada para que o legado atue no mesmo ritmo da transformação”, comenta Draghi.

Entre os diferenciais da proposta da SONDA está a condição de promover uma consultoria que inclua as ofertas nas quais se refere o projeto de transformação. Isso significa que, além das tecnologias inovadoras, a integradora também inclui os recursos de TI operacionais, como data center, help desk, aplicações e infraestrutura. “Não adianta promover uma grande transformação no negócio da empresa se a base não sustentar essa mudança. Esse é um dos fatores de projetos naufragados. Mais do que encantar o cliente com a inovação, temos que fazer com que o legado acompanhe o ritmo e a transformação siga um compasso que seja o ideal para tornar-se assertiva”, finaliza o executivo.

Com 25 anos de carreira em TI e passagens pela IBM, Grupo Cardif-BNP Paribas, Mitsui-Sumitomo Seguros e Baker & Mackenzie Advogados, Draghi é formado em Sistemas de Informação pela PUC-Pentágono e pós-graduado em vendas pela Harvard Business School.

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Unisys nomeia Peter Altabef como Presidente do Board de Diretores

A Unisys Corporation (NYSE: UIS) anuncia que sua diretoria elegeu o Presidente e CEO Peter Altabef como Presidente do Board de Diretores e Nathaniel Davis como Diretor-Líder Independente. As duas nomeações entram em vigor no dia 26 de abril de 2018. Altabef também continuará atuando como Presidente e CEO da Unisys.

Paul Weaver, atual Presidente do Board, se aposentará em 26 de abril de 2018, já que completou a idade de aposentadoria obrigatória da diretoria de 72 anos. Weaver faz parte do Conselho desde 2010 e ocupa a função de presidente desde 2015. “Tenho orgulho de ter trabalhado na Unisys”, afirmou Weaver. “A empresa está em boas mãos e dou os parabéns a Peter e a Nate por suas novas nomeações.”

Altabef, 58, entrou para a Unisys em 2015 como Presidente/CEO e membro do Board. Antes de ingressar na Unisys, Altabef atuou como Presidente e CEO da MICROS Systems, Inc. até a aquisição da empresa pela Oracle. Ele foi CEO da Perot Systems Corporation e, quando a empresa foi adquirida pela Dell Inc., atuou como Presidente da Dell Services, unidade da Dell voltada para soluções de processos comerciais e serviços de tecnologia da informação.

“Agradeço a Paul por sua liderança e orientação durante todos esses anos”, declarou Altabef. “Paul atuou com louvor nos últimos sete anos e sentiremos falta de sua presença na diretoria e como presidente. Também gostaria de agradecer a Nate por assumir a importante função de Diretor-Líder Independente.”

Davis, 63, entrou para a diretoria em 2011 e atualmente ocupa a função de Presidente do Comitê de Nomeação e Governança Corporativa. Davis conta com ampla experiência no Board, o que inclui sua função atual de Presidente do Conselho da K12 e cargos de diretoria anteriores na XM Satellite, na XO Communications e na Charter Communications. “Estou ansioso para continuar meu trabalho com Peter e com os outros membros da nossa diretoria e também para atuar nesta nova função”, afirmou Davis.

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DB1 Global Software fecha 2017 com crescimento de 28% e faturamento de R$ 24 milhões

A DB1 Global Software, multinacional de tecnologia sediada em Maringá – PR, fecha 2017 com motivos para celebrar. Nos resultados parciais do ano, até outubro, a empresa cresceu 28% em relação ao ano anterior, aumentou o quadro de colaboradores em 25% e alavancou o número de projetos em 29%. Esse crescimento faz parte da estratégia 2032, quando a DB1 pretende figurar entre os 10 maiores grupos de TI do país.

De acordo com Ilson Rezende, presidente fundador da DB1, a crise dos últimos anos ainda deve ser sentida em 2018, mas a DB1 está preparada para minimizar o impacto e fortalecer os negócios da empresa. “Com expectativa de faturarmos acima de R$ 30 milhões no próximo ano, estamos focados em nutrir cada vez mais o relacionamento duradouro com nossos clientes, entregando produtos e serviços que de fato geram valor, tornando nossos clientes cada vez mais competitivos e transformando positivamente a vida das pessoas que estão a nossa volta”, comenta.

“Em inovação nosso foco em 2018 será escalar e aumentar a maturidade das soluções já iniciadas como o robô com inteligência artificial Tinbot. Também investiremos na internacionalização da empresa, tanto no marketplace hub ANYMARKET – que atualmente representa 10% da receita da empresa – quanto em desenvolvimento de software sob demanda, realizado pela unidade de IT SERVICES. Também pretendemos expandir a adoção de IoT (Internet das Coisas)”, finaliza Rezende.

Apesar de um ano repleto de desafios, a DB1 manteve seu foco na excelência e em entregas de impacto para que suas clientes se tornem cada vez mais competitivos em suas áreas de atuação. Outro foco da empresa foi a gestão de pessoas, com a visão de oferecer prosperidade para todos. Entre os principais marcos da empresa durante 2017, as mais emblemáticas são:

A DB1 anunciou a parceria com a SAP, líder mundial no mercado de aplicações para gestão empresarial para comercializar a solução e-B1, que integra o ERP SAP Business One a outros componentes da DB1 para gestão a vista como ANYMARKET, Livedash e Speed, consolidando as melhores práticas de gestão com um preço acessível ao mercado brasileiro e como parceiro preferencial SAP para o Norte do Paraná. A empresa também venceu a concorrência aberta pelo Senac Mato Grosso do Sul para desenvolver o Sistema de Educação do Senac, inicialmente atendendo 25 estados em um contrato avaliado em R$ 9,5 milhões.

No campo da Inteligência Artificial, foi lançado o primeiro robô com inteligência e coração brasileiro produzido pela empesa e que será comercializado em 2018 por R$ 10.000 com o objetivo de tornar acessível a tecnologia para que todos possam ter e programar um robô. Ainda este ano, a DB1 anunciou a implementação da metodologia OKR sigla em inglês para Objectives and Key Results. O método direcionou o planejamento estratégico para 2018 e vai balizar o crescimento da empresa.

Em 2017, a DB1 também recebeu as melhores avaliações do Instituto Great Place to Work: ficou entre as 20 melhores médias empresas para se trabalhar no Brasil, foi classificada como a 11ª melhor média empresa de TI para se trabalhar e eleita a 6ª melhor empresa para se trabalhar no Paraná e com a melhor colocação no setor de TI. Já a revista Você S/A classificou a empresa entre as 45 melhores para se começar carreira no país.

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Catarinense AMcom investe para expandir sua operação em São Paulo

A AMcom, empresa catarinense com sede em Blumenau especializada em sustentação e desenvolvimento customizado de sistemas, anuncia o investimento da ordem de R$1,5 milhão para a ampliação da sua operação paulista, que hoje representa 40% do total de vendas da companhia.

Presente em São Paulo desde 2013, quando instalou uma operação comercial na capital, a AMcom desenvolveu, nestes cinco anos de atuação, uma vasta carteira de clientes locais, somando 50 empresas, que agora contarão com um serviço mais ágil, já que a unidade passa também a contar com uma operação de serviços.

“Neste período, desenvolvemos a nossa atuação no mercado paulista conquistando grandes clientes, que eram atendidos remotamente por meio da nossa sede, localizada em Blumenau. Mas, com o crescimento da demanda é primordial concentrarmos o atendimento onde está o cliente, o que proporciona rapidez e redução de custo”, explica a diretora executiva da AMcom, Andréia Rengel.

Segundo a executiva, assim como no resto do País, as principais demandas das empresas presentes na capital e interior, se referem ao momento econômico, que são projetos de TI que resolvem processos de negócio, trazendo redução de custo imediata, como no segmento de agribusiness, por exemplo, que é uma das especialidades da AMcom.
“A tendência não é mais a TI ser técnica, mas sim estratégica, atendendo as necessidades do negócio e, portanto, as operações buscam por soluções e não mais produtos. Por isso, as empresas estão investindo mais na automatização de suas operações e isso inclui desde um desenvolvimento pontual até a terceirização de processos burocráticos, deixando a equipe de TI interna focada no negócio”, revela Andréia.

Pelo investimento, a expectativa é obter um crescimento de 30% em um ano. Para isso, a empresa tem como meta replicar seu modelo de serviços personalizados desenvolvidos no Sul, que é composto por consultoria, fábrica de projetos e de software, sustentação e alocação. “Temos uma estrutura de atendimento compatível com os grandes players de TI, porém oferecemos flexibilidade de custos, e garantia de 18 meses na fábrica de projetos. Esse se torna o nosso diferencial frente a um mercado que necessita de atendimento com qualidade, agilidade e garantias. ”, finaliza Andréia.

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Setor de TI pode perder mais de 83 mil postos de trabalho com o fim da desoneração da folha

Tema volta a ser debatido em Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que avalia o Projeto de Lei 8.456/2017, que tem teor semelhante à MP 774

Embora o Governo Federal defenda o fim da desoneração da folha de pagamento como forma de aumentar a receita e reduzir o déficit público, a Brasscom, Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, está concentrando esforços para tentar esclarecer ao Executivo e ao Legislativo sobre a importância da manutenção de diversos setores – incluindo empresas de software e serviços em TI – na desoneração instituída pela Lei 12.546/11.

Para isto, a associação reuniu dados que mostram que a desoneração foi estruturante para o setor de TI. A Lei 12.546/11 favoreceu o aumento do faturamento das empresas e a arrecadação para o Governo, além de garantir ao profissional de TI uma remuneração média 2,3 vezes maior que a remuneração média nacional.

Segundo Sergio Paulo Gallindo, presidente executivo da Brasscom, o setor cresceu vigorosamente durante a desoneração com a criação de 95 mil postos de trabalho entre 2010 e 2015. “O segmento recuperou a baixa arrecadatória de 2012 no ano seguinte e produziu uma arrecadação cumulativa incremental de R$ 4,2 bilhões até 2016, crescendo 9,9% ao ano, acima, portanto, da inflação medida pelo IPCA”, ressalta.

O assunto, que teve uma grande repercussão com a MP 774/2017 – que terminou sendo revogada – voltou à tona com o envio do Projeto de Lei 8.456/2017, de inciativa do Poder Executivo e teor semelhante ao da medida provisória, que está tramitando na Câmara dos Deputados em Comissão Especial. Se a mudança proposta no Projeto de Lei for aprovada as empresas voltarão a contribuir para Previdência com alíquota de 20% sobre a folha de pagamento, ao invés dos atuais 4,5% sobre a receita bruta. Tal mudança representa um expressivo aumento de carga tributária para as empresas que mais empregam.

A Brasscom estima que a manutenção da tributação nos moldes atuais impulsionará, no período até 2019, o crescimento das empresas e a geração de 21 mil postos de trabalho. Por outro lado, a reoneração da folha deve provocar a redução de 83 mil profissionais de TI, cerca de 15% do total da força de trabalho atual, produzindo uma arrecadação R$ 1,2 bilhão inferior à auferida com a manutenção da desoneração.

O Projeto de Lei 8.456/2017, ao determinar o fim da tributação substitutiva, levará o setor a retroagir dez anos. “Se o setor de TIC permanecer com a folha desonerada, vislumbra-se um cenário de crescimento, com a expansão de novas tecnologias e serviços. Se houver a reoneração da folha, o Brasil perderá competividade para atrair novos postos de trabalho a serem preenchidos com profissionais especializados nas competências tecnológicas da transformação digital. Seria um contrassenso ante as políticas públicas de inovação, tais como a Estratégia Brasileira de Transformação Digital e o Plano Nacional de Internet das Coisas recém anunciadas pelo Governo Federal, bem como o futuro Plano Nacional de Indústria 4.0, em fase concepção”, pondera Sergio Paulo.

Em audiência pública realizada em Brasília nesta quarta-feira (22/11) para discutir a matéria com setores de serviço, o deputado Odorico Monteiro (PSB-CE) declarou que TI fez o seu dever de casa na política de desoneração e reforçou que o setor é estratégico para o Brasil. “Há a necessidade de entender que TI é impulsionador da economia e suporte para os demais setores”, ressalta.

De acordo com Sérgio Sério, diretor de Relações Institucionais e Oportunidade Social da TOTVS, que também participou da audiência pública, a continuidade da desoneração em TIC representa na manutenção de uma política pública estruturante iniciada em 2011 voltada a potencializar a empregabilidade. Destacou, ainda, que a estabilidade de regras robustece a segurança jurídica, sendo fator importante para o planejamento das empresas, especialmente das que investem pesadamente em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O relator do PL 8456/17, Deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), destacou que tentará encontrar um ponto de equilíbrio nos diversos pontos apresentados. “Nosso desafio é tributar sobre a receita bruta, não sobre a folha de pagamento”, afirmou.

Para a Brasscom e principais empresas brasileiras de TI, a manutenção da contribuição de 4,5% preserva as condições atuais de custos e competitividade, possibilitando um crescimento setorial compatível com a esperada recuperação do mercado de trabalho.

Com a economia ainda em recuperação, o aumento de impostos determinará um choque de custos e repasse nos preços do mercado. Consequentemente, a demanda será impactada, acarretando uma queda da taxa de crescimento a partir de 2018. “Neste cenário, as empresas serão obrigadas a fazer uma reestruturação, reduzindo quadros e a remuneração”, alerta o presidente executivo da Brasscom.

Segundo o fundador e CEO global da Stefanini, Marco Stefanini, o setor de tecnologia é um dos que mais empregam no País. “Não é justo que o segmento seja penalizado, mesmo tendo cumprido toda sua parte na formalização e geração de empregos. Precisamos conscientizar o Executivo e o Legislativo de que qualquer tipo de oneração será prejudicial não apenas ao setor, mas ao crescimento do Brasil como um todo”.

De 2010 a 2015 a remuneração cresceu 14,3% ao ano, e a receita bruta1 experimentou um crescimento anual de 12%. De acordo com a Brasscom a política de desoneração permitiu que muitos trabalhadores contratados como pessoas jurídicas fossem formalizados com carteira assinada.

“É preciso dar continuidade ao que já foi debatido ao longo da tramitação da MP 774. O assunto tem impacto significativo e recebeu contribuição de diversos agentes da sociedade, como empresas, sindicatos, associações e parlamentares. Nossa sugestão é de que esse novo projeto de lei evolua a partir do produtivo diálogo já realizado. Acreditamos também que a discussão sobre a contribuição previdenciária traz uma oportunidade para o Brasil desenvolver uma legislação mais compatível com as tendências globais. O país sairá na frente e tornará o mercado brasileiro de TI mais competitivo e atrativo se entender que tributar sobre o consumo, e não sobre a força de trabalho, é mais benéfico para todos. Dessa forma, garante-se a receita do governo no cenário de robotização e conexão/mecanização das coisas”, defende Laércio Cosentino, CEO da TOTVS.

“Com a oneração da folha, regrediremos os avanços conquistados ao longo destes anos, fazendo o setor voltar para clandestinidade e informalidade, perdendo os investimentos no setor e reduzindo a arrecadação”, enfatiza Benjamin Quadros, CEO e fundador da BRQ.

“O mercado de TI cresce anualmente em faturamento, número de empregos e empresas, promovendo inovação e transformação digital em todas as verticais da economia. O Brasil precisa que esse setor se mantenha competitivo em relação aos concorrentes de outros países. Dessa forma, é fundamental que os altos impostos sejam revistos para continuar contribuindo com o futuro do País. A desoneração auxilia no crescimento sustentável e, principalmente, na geração de empregos fundamentais para o sucesso do Brasil”, diz Paulo Marcelo, CEO da Resource.

De acordo com Sergio Paulo, da Brasscom, a contribuição de 20% sobre a folha, conforme previsto pelo PL 8.456/2017, reduzirá de maneira significativa o crescimento do setor de TIC e, consequentemente, a arrecadação do Governo com o segmento, além de destruir empregos e aumentar a informalidade. “Deixar TI de fora da desoneração comprometerá o desenvolvimento econômico e a capacidade de o Brasil se tornar um dos protagonistas da Nova Revolução Industrial”, finaliza.

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