Tag educação

Maior evento de Edtechs da América Latina acontece em maio no Brasil

“Transformando a educação” para criar um novo futuro. Esse é o lema da 6ª edição da Bett Educar 2019, maior evento de tecnologia em educação do mundo, que reúne 190 palestrantes nacionais e internacionais, além de 250 expositores e uma intensa programação de conteúdo entre os dias 14 e 17 de maio, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Práticas que unem o que há de mais inovador para incentivar educadores e alunos são um dos principais pilares do evento, que propõe repensar as estratégias atuais de educação, revolucioná-las com ferramentas tecnológicas de alta eficiência, e transformar o ensino rumo a um caminho capaz de fazer a diferença.

Na ocasião, o chairman global da Bett, o brasileiro José Papa, anunciará, ainda, a criação de um Comitê Global de Educação, que reunirá as principais lideranças e stakeholders em educação de todo o mundo, inclusive do Brasil, com o objetivo de garantir uma única voz e sinergia no desenvolvimento de uma agenda global de educação.

“As principais referências em educação e tecnologia do mundo e do Brasil estarão reunidas nesse evento. Os caminhos possíveis para mudar o futuro das nossas crianças e jovens certamente serão encontrados nesse grande fórum, explica Papa.

A Bett é uma plataforma global de conexão entre diversos setores da educação e plataformas de tecnologia, sediada em Londres, com o objetivo de fomentar novidades e tendências que ajudem definir o futuro da educação. Em 2013, a Bett adquiriu a marca da feira Educar e desde então realiza a Bett Educar. Globalmente, são realizados diversos eventos de tecnologia e educação em 5 países, sendo o maior deles em Londres.

Em 2018, a Bett Brasil recebeu 22 mil visitantes e mais de 5 mil congressistas vindos de todo o Brasil e outros 18 países. A expectativa para este ano é reunir ainda mais gestores, educadores e visitantes qualificados.

O evento contará, ainda, com uma extensa grade de conteúdo – um congresso voltado a educadores para discussão de práticas no ensino e formação, e um Fórum de Gestores, focado em mantenedores, reitores e tomadores de decisões, abordará questões de caráter estratégico na educação brasileira, incluindo aspectos políticos, econômico-financeiros, marco regulatório, bem como a transformação digital das instituições

Inovação e tecnologia

Toda a programação da Bett Educar 2019, desde a grade de conteúdos e palestras até a o material trazido por expositores, é voltada para as mudanças que transformam a forma de ensinar e de absorver novos conhecimentos.

Recentemente, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou o relatório “Measuring Innovation in Education 2019” (“Medindo a Inovação na Educação”, em tradução livre), que leva em conta novos serviços, tecnologias, processos, competências por instituições de ensino que levem à melhora de aprendizagem, equidade e eficiência.

Segundo o documento, a inovação não deve ser vista como um fim, mas como um meio de melhorar resultados educacionais. Em média, os países avaliados que mudaram as práticas pedagógicas conseguiram melhorar os resultados acadêmicos dos alunos e aumentaram o nível de satisfação e diversão na escola – o que se aplica, também, ao contexto dos educadores.

Congresso

“Construindo a Educação de que o Brasil precisa” será o tema do Congresso Bett Educar 2019. O evento é, antes de tudo, um grande espaço dedicado ao conteúdo. O objetivo é debater os principais desafios que o setor de educação enfrenta, reforçar a importância da qualificação de educadores e disseminar a tecnologia na sala de aula. Temas como a Reforma do Ensino Médio e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que permite a construção de um novo norteamento nos currículos e nas propostas pedagógicas, caminham juntos e seguem em pauta organizacional e acadêmica.

“Educadores e gestores terão a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos e trocar experiências com renomados profissionais da área. Este ano teremos cinco eixos centrais entre as palestras: BNCC e reforma do Ensino Médio; formação de professores; inclusão; práticas de sala de aula; gestão”, destaca Papa.

Área de Exposição

A Bett Educar é um ponto de encontro e grande momento para a educação no Brasil. Além de um espaço para a troca de ideias, conhecimento de novas tecnologias, é uma oportunidade para networking e identificação de novas parcerias com fornecedores de soluções, serviços e equipamentos para o aprimoramento da dinâmica educacional.

Para a edição 2019, são esperadas mais de 250 empresas expositoras, nacionais e internacionais, e cerca de 30 startups trazendo o que há de mais novo no segmento. Entre elas, instituições focadas em educação digital, robótica, bilinguismo e metodologia STEAM, além de fornecedores de educação voltados a diferentes segmentos e inovações que transformam a experiência do aluno em sala de aula.

Fórum de Gestores

Pensar e discutir estratégias para inovar e apresentar modelos de gestão e soluções tecnológicas para a sala de aula. Esses são alguns dos objetivos do Fórum de Lideranças, que acontece como parte da grade de conteúdo da Bett Educar 2019. Nesse espaço, as palestras são voltadas aos mantenedores de escolas e abordarão aspectos políticos, econômico-financeiros, marco regulatório e outros aspectos legais, bem como a transformação digital das instituições, dos modelos de formação e da adaptação do ensino ao mundo atual e às projeções de futuro.

Tags, , ,

Realidade mista: o quanto tecnologia fascinante mudará nossa forma de viver?

Por Luiz Alexandre Castanha

Ao acordar de manhã, você pega o celular ao lado da cama e começa a ler as mensagens. O tempo em que você esteve dormindo, em uma “realidade paralela”, é retomado ali, e, em um clique, você consegue recuperar tudo aquilo que deixou de ler ou saber enquanto “perdia” algumas horinhas durante o sono.

Você se reconhece nessa situação? É que a tecnologia está conosco todo o tempo. E a verdade é que a comunicação e a conexão promovidas por ela estão definindo os próximos passos da história da humanidade.

Os smartphones, um dos objetos mais emblemáticos dentro da sociedade multitela em que vivemos, são a prova disso. Segundo matéria da revista Superinteressante, há mais chips de celulares no mundo (6 bilhões) do que escovas de dentes (4,3 bilhões). Ou seja, é como se estivéssemos mais preocupados com a tecnologia do que com um hábito de higiene.

É claro que esses números são relativos, mas indicam o fascínio que temos pelas diferentes formas de viver a realidade que só as inovações tecnológicas podem nos trazer, ao personalizar experiências e nos fazer aprender e desenvolver nosso conhecimento.

Já temos um pacote de novidades realmente empolgante: a inteligência artificial é cada dia mais precisa, os objetos com interface de voz se comunicam com o dono, e até grandes corporações, como a Marvel, usam big data para analisar, por exemplo, a resposta do público aos seus heróis. E olhando por um lado otimista, se bem aplicada, a tecnologia pode ter realmente a capacidade de “nos salvar”, ao promover grandes revoluções na forma que vivemos e nos relacionamos.

Mudou muito, por exemplo, desde meus tempos de faculdade. Como sempre adorei tecnologia, à época, tivemos um serviço de videotexto em casa para consultar a programação de cinema, na tradicional tela de fósforo verde. Fiz muitos trabalhos de faculdade, pesquisas com dicas de bares. Tudo isso era o máximo que esses aparelhos podiam nos proporcionar – e já achávamos incrível.

É fato que, de lá para cá, tudo ganhou qualidade e agilidade: muito mais cores, maior definição e maior velocidade nos dispositivos, internet 5G e, claro, celulares (que cabem nos nossos bolsos) muito mais potentes do que os computadores que auxiliaram o homem a chegar pela primeira vez à Lua.

Mas, apesar de toda essa incrível evolução, penso que agora tocamos em uma nova fronteira: a de sairmos da realidade 2D, para avançarmos para o holográfico e às realidades em que ambiente, som e localização também sejam alteráveis.

A realidade mista é um dos caminhos mais promissores e, apesar de os dispositivos ainda não serem tão acessíveis, transformará nosso futuro. Os óculos lançados pela Microsoft, “HoloLens”, são um exemplo incrível: com o gadget, é possível interagir com hologramas no seu mundo real. Eu mesmo experimentei alguns óculos holográficos e posso dizer que viver entre a realidade real e virtual mudará nossa maneira de trabalhar, se divertir e aprender de um jeito que nunca vimos.

Imagine você que depois de alguns cliques e ajustes na configuração, será possível ter um instrutor de musculação dentro de sua sala passando dicas sobre exercícios físicos. Ou então, colocar objetos de arte em uma estante virtual no corredor de sua casa. Nós, que estudávamos com enciclopédias, nos tornamos quase homens das cavernas frente à tecnologia que está sendo testada em vários lugares do mundo.

A gigante Disney, por exemplo, também embarcou nesta nova onda. Há um projeto muito interessante de realidade mista feito pelos pesquisadores da empresa, o “Magic Bench”, ou “Banco mágico”. De forma fácil, as pessoas vivenciam uma experiência combinada de realidade mista e aumentada e interagem com um personagem – um elefantinho holográfico – sem a necessidade de dispositivos como monitores.

Segundo a descrição da empresa, o usuário vê uma imagem espelhada em uma tela grande na frente, como se visse a cena acontecendo pelo olhar de uma terceira pessoa. Tudo, então, é reconstruído usando um sensor de profundidade e o participante ocupa, de fato, o mesmo espaço 3D que o personagem.

Essa é uma realidade particularmente intrigante para nossos tempos; tanto que faz o passado soar um pouco vintage. Estamos prontos para imergir em experiências multisensoriais que a realidade mista pode nos proporcionar – e, junto com as novas gerações, fazer da tecnologia a nossa melhor aliada para ganhar conhecimento.

Luiz Alexandre Castanha, diretor geral da Telefônica Educação Digital – Brasil e especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais.

Tags, , , , ,

Adtalem Educacional do Brasil anuncia parceria com a plataforma Geekie Games

Dados da Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que a cada dois alunos que iniciam o ensino médio no Brasil, um não conclui. Dentre os estudantes do terceiro ano, somente 7,3% têm proficiência em Matemática. Quando a análise recai para o ensino superior, nota-se que há um número considerável de alunos interessados em ingressar em uma faculdade. Diante desse cenário, o desafio de instituições educacionais, sobretudo as focadas no ensino superior, começa desde melhorar o nível de escolaridade – para que haja mais estudantes, do ensino público e privado, habilitados a ingressar nas instituições – até compreender os interesses e desafios das gerações atuais e futuras. Para auxiliar os alunos nesse processo de melhoria e atingir um público-alvo potencial, a Adtalem Educacional do Brasil anuncia uma parceria com Geekie Games, plataforma adaptativa dedicada à preparação de estudantes para o vestibular e Enem.

A parceria da Geekie Games com o grupo de educação – que é detentor das marcas Ibmec, Wyden e Damásio –, permitirá o desenvolvimento de novas funcionalidades e criação de serviços para a plataforma, além de promover a troca de conhecimento das instituições da Adtalem Educacional do Brasil com a equipe que comanda a solução na Geekie, empresa brasileira que é referência global em educação com apoio de inovação. Para potencializar a integração de equipes, profissionais responsáveis pela plataforma adaptativa ficarão, parte do tempo, na sede do Ibmec em São Paulo.

Com o Geekie Games, a Adtalem Educacional do Brasil reforça a cultura de inovação empreendedora e tecnológica – além de acionar o conhecimento, em profundidade, que a plataforma traz sobre o aluno brasileiro. A integração dos executivos do grupo educacional permitirá vivenciar a agilidade, criatividade e inovação pertinentes ao universo do empreendedorismo digital.

Segundo Natacha Núncio, diretora de Marketing da Adtalem Educacional, o objetivo do grupo de educação é oferecer oportunidade de aperfeiçoamento dos conhecimentos aos alunos que queiram ingressar no ensino superior. “Essa parceria nos permitirá ter um contato ainda maior com o público-alvo, entendendo as necessidades e o que buscam com relação ao ensino superior”, analisa a executiva.

Na análise de Wolney Mello, diretor de negócios do Geekie Games, a parceria está baseada na estratégia de unir expertises para trazer mais benefícios aos alunos. “Juntos, vamos aprimorar o impacto da plataforma, contribuir com a jornada do aluno até a construção de uma carreira de sucesso, além de atuar no desempenho do aluno no Enem. Temos convicção de que a união de expertises nos torna mais aptos a auxiliar os alunos nessa trajetória para chegar à instituição de ensino superior”, salienta Mello.

Tags, , , , ,

A tecnologia, o futuro da escola e os desafios dessa nova realidade

Os avanços tecnológicos e as novas gerações – tanto de pais, quanto de alunos – trouxeram para dentro das escolas a necessidade urgente de acompanhar as mudanças. Especialistas questionam e reavaliam o papel das instituições de ensino e dos docentes. “Quando se trata de educar e mediar o conhecimento, não se pode permanecer no mesmo ponto de antes. É preciso refletir, conhecer e discutir para avançar rumo ao futuro”, afirma a diretora pedagógica da Editora Positivo, Acedriana Vicente Sandi.

Com tanta novidade e inúmeros fatores influenciando de forma cada vez mais veloz a rotina em sala de aula, o debate entre especialistas, gestores e professores é muito importante para garantir que todas essas mudanças sejam, de fato, colocadas em prática. Especialistas afirmam que ainda há muito o que avançar e melhorar para colocar as escolas em perfeita sintonia com o mundo de hoje, mais digital. O evento Um Dia Positivo!, realizado esta semana pelo Sistema Positivo de Ensino em Porto Alegre, cumpriu a missão de debater o assunto com quem vive a realidade escolar diariamente.

Tecnologia

Muitas escolas já se preocupam em buscar soluções tecnológicas que trabalhem a favor do aprendizado e contribuam para a formação integral dos alunos. Segundo Leandro Henrique de Souza, consultor do Sistema Positivo de Ensino, mestre em Ciência e Gestão de Tecnologia da Informação e um dos palestrantes do evento, muitos colégios já têm trabalhado para desenvolver o pensamento crítico de crianças e jovens. E, para ele, a tecnologia é uma aliada importante no desenvolvimento de um aluno com mais discernimento e capacidade de raciocínio. O desafio está em convencer os professores da importância dessa evolução e de que este é um caminho sem volta. “A tecnologia não vai substituir o professor, mas será parceira dele. Os educadores que têm certa aversão à tecnologia ainda não entenderam como ela pode ser usada em sala de aula”, destaca. Segundo Souza, a partir do momento em que o professor desenvolver as competências necessárias para lidar com novas ferramentas e a nova realidade, ele vai conseguir se aproximar ainda mais do aluno, facilitando assim o processo de aprendizagem.

A resistência de boa parte dos docentes a se adaptar aos novos tempos é uma das preocupações de muitos gestores. Carla Monaco, diretora do Colégio Santa Teresinha, de Campo Bom (RS), acredita que ainda há um longo caminho a ser percorrido nesse sentido. “Já evoluímos muito para oferecer aos nossos alunos uma educação que esteja alinhada ao novo perfil do estudante, mas sabemos que ainda precisamos aumentar o grau de conscientização do corpo docente para que tudo o que é oferecido em termos de inovação e tecnologia seja amplamente aproveitado”, afirma Carla. Além das ferramentas e recursos disponibilizados para professores e alunos durante o processo de aprendizagem, a escola, com cerca de 500 estudantes, oferece aos professores suporte, apoio e treinamento constantes para que estes consigam dominar e se sentir inseridos nesse novo contexto. “Mas é preciso mais, queremos trabalhar na criação de estratégias que façam todos os professores se comprometerem e abraçarem essa nova realidade”, destaca a gestora.

O palestrante explicou que o estudante de hoje tem um nível de atenção muito maior, é multifacetado e isso acontece porque ele nasceu e cresceu num mundo onde existem inúmeras formas de se conectar com as pessoas e o conhecimento. “Hoje, eles têm muito mais acesso às informações do que as gerações anteriores tinham. Não é mais possível tentar envolver esse aluno apenas com conteúdos no quadro negro ou nos livros. A aula precisa ser dinâmica, bem articulada, com imagens, sons, materiais gráficos – e é aí que os recursos tecnológicos são fundamentais”.

De acordo com Souza, o desafio está em todas as esferas. “Os professores não nasceram nesse ambiente totalmente digital; os pais acham que se o filho não tiver livro físico, lápis e caneta em mãos, não há aprendizado e os gestores educacionais têm o recurso, mas sentem dificuldade em implantar projetos efetivos. A cooperação entre gestores, professores, pais e alunos é fundamental para resolver a questão e eventos que estimulem o debate e a reflexão são sempre bem vindos”, aponta Leandro.

Tags, , , , , ,

Conheça a Beetools, escola que associa Gamificação, Big Data, Flipped Classroom, Realidade Virtual e Inteligência Artificial no ensino de idiomas

A startup Beenoculus – pioneira no mercado de realidade virtual no país – se prepara para lançar um projeto inédito de educação no Brasil e no mundo: a Beetools, uma escola de idiomas que se utiliza da realidade virtual (VR), da Gamificação, do Big Data, da metodologia Flipped Classroom e da inteligência artificial (AI) para auxiliar no ensino da língua inglesa. O lançamento oficial acontecerá durante a ABF Franchising Expo (Feira Internacional de Franquias) – que acontece entre os dias 27 e 30 de junho, em São Paulo, onde os visitantes poderão conferir o novo modelo de negócio para educação proposto pela companhia. Durante a feira, os empreendedores interessados na franquia poderão fazer um Tour Virtual por uma escola Beetools, interagir com a tecnologia e entender como o método é aplicado.

No sistema de franquias, o investimento inicial é partir de R$ 290 mil reais. 5 unidades da Beetools começam a operar já no início de julho/2018, em Curitiba, Paraná, e mais 15 franquias contratadas abrirão suas portas até dezembro/2018 nos Estados do PR, MG e SP. “Além de professor de inglês, fui proprietário de escolas de idiomas por 10 anos. Ao criarmos a Beetools buscamos encontrar uma solução para todas as dificuldades no processo de aprendizado dos alunos. Com o uso de tecnologias, como VR e Inteligência Artificial, aliadas ao acompanhamento de um professor presencial, conseguimos que o aluno tenha um resultado muito mais eficiente e possa praticar o idioma em um ambiente virtual, no qual se sente à vontade para utilizar todo o inglês que aprendeu”, explica Fabio Ivatiuk, CEO da Beetools.

Processo de aprendizagem

Com o objetivo de modernizar e tornar ainda mais prático o estudo da língua inglesa, a Beetools chega para transformar a educação por meio da realidade virtual e do processo de flipped classroom (sala de aula invertida), onde a 1ª parte da aula seguinte será feita no término da anterior: ao começar uma nova aula o aluno verá o vocabulário e estruturas gramaticais a serem aprendidas/utilizadas na próxima vez.

O homework será feito por meio do Aplicativo Beetools – todo o material estará disponível para o aluno no app, inclusive a explicação da aula anterior. Ao ir para a próxima aula, em um primeiro momento, ele irá realizar o BeeReady – exercícios de speaking que colocam em prática o que foi ensinado. Aqui, é utilizada a tecnologia de Inteligência Artificial Watson (da IBM) que registra os resultados de cada aluno, gera feedbacks e relatórios de desempenho.

Após essa parte, é o momento da utilização dos óculos VR, onde o aluno será imerso em uma cena do cotidiano onde terá que usar na prática tudo o que aprendeu na teoria, o vocabulário e as regras gramaticais aprendidas na lição. Mais um dos diferencias da Beetools nesta parte é que o aluno fará parte de um “seriado” – foi criado um sistema de storytelling em realidade virtual que pode ser melhor definido como “storyliving” onde a cada aula o aluno será um personagem de uma nova história que está conectada a anterior. Na última parte da aula, ele tem um momento exclusivo com o professor, o qual terá um relatório em tempo real com os resultados de todos os exercícios feitos pelo aluno. Desta forma, o professor consegue identificar possíveis dificuldades do aluno e resolvê-las com muito mais eficiência.

“O método desenvolvido pela Beetools prioriza o aprendizado do aluno, que terá acompanhamento pedagógico, além de aula presencial com professores. A coordenação pedagógica analisará o resultado dos alunos, com a preocupação de entender as dificuldades e orientá-los no aprendizado. O aluno que fizer em média duas aulas por semana consegue concluir o curso completo, chegando ao nível avançado de inglês em apenas 2 anos. Todavia, esse tempo pode ser reduzido se o aluno aumentar a sua carga horária semanal”, explica o Prof. José Motta Filho, especialista em metodologias ativas de ensino e conselheiro do projeto na Beetools.

Além disso, como forma de tornar o ensino agradável, o método inclui gamificação, um conteúdo atual que utiliza muitas referências de filmes, seriados e músicas do momento. “O aprendizado só é efetivo quando ele gera interesse, significado e vínculo emocional ao aluno. Por isso, a Beetools traz elementos que fazem parte do cotidiano dos alunos”, acrescenta o Prof. Motta.

Escola Contêiner

Um dos diferenciais da franquia está na possibilidade de o empreendedor adotar o modelo de escola Contêiner, onde a Beetools tem uma parceria com a Delta Conteiners (que já fornece para grandes redes de franquias) que entrega em até 60 dias uma estrutura pronta para iniciar as aulas. “As vantagens deste modelo é que o franqueado pode ter uma economia alugando apenas o espaço do terreno e não uma casa ou prédio comercial com valor mais alto. E o franqueado pode ainda mudar o ponto e levar a escola para onde ele quiser”, explica o CEO da Beetools.

O lançamento da escola terá inicialmente como foco alunos a partir dos 10 anos de idade. A partir de 2019, também irá oferecer curso para crianças a partir dos 6 anos. A Beetools promete levar dinâmica e praticidade ao dia a dia agitado das pessoas, com método de agendamento de aulas por meio de aplicativo com possibilidade de flexibilização de horário. O aluno pode fazer a sua inscrição diretamente pelo aplicativo, sem pagar qualquer taxa de matrícula ou precisar comprar material didático. Ele pode comprar pacotes de 20, 30, 60 ou até mesmo apenas 1 aula sem precisar assinar nenhum contrato, pois pagará somente pelos créditos de aulas adquiridos. O valor de cada aula varia de acordo com a cidade.

As atividades de imersão em realidade virtual nas salas de aula Beetools irão utilizar os Óculos VR mais modernos do mercado mundial fornecidos pela Beenoculus com tecnologia desenvolvida em conjunto com a Qualcomm Inc., líder mundial em tecnologias mobile de última geração. A Beenoculus que iniciou suas atividades oferecendo tecnologias de realidade virtual de forma acessível à realidade brasileira hoje é uma Scale-Up e Venture Builder que conta com o apoio de uma equipe multidisciplinar capaz de criar soluções para as mais diversas áreas, como comunicação, games, arquitetura, indústria e educação.

O projeto da Beetools tem tudo para escalar exponencialmente agora com a abertura das escolas em todo o Brasil. “Estamos iniciando em capitais como Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte onde teremos 20 escolas inauguradas ainda este ano, mas estamos expandindo para todo o país e inclusive já temos negociações iniciadas com empreendedores em países como Portugal, Uruguai e Paraguai”, afirma o CEO da Beetools.

Tags, , ,

O avanço da tecnologia como fator dinâmico preponderante no trabalho e na educação – Por Arthur Igreja

Não é segredo para ninguém o quanto a tecnologia modificou nossas vidas, aumentando seu dinamismo e fazendo com que o conceito de carreira desaparecesse e, consequentemente, a educação passasse a ser muito mais do que apenas aprendizagem. Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou o quanto a nossa vida mudou com a evolução tecnológica. Para chegarem a uma conclusão, os pesquisadores monitoraram as principais atividades das pessoas durante as semanas do ano ao longo de suas vidas.

E se você marcasse qual é a principal atividade da sua vida em toda semana durante essa trajetória? E se pudéssemos monitorar isso em populações? Levantamentos conseguem indicar quais as atividades que a pessoa desempenhou ao longo da sua vida. Mas a tecnologia transformou tudo isso. Tudo sofreu alteração, desde quando o indivíduo estava no ensino fundamental, depois no ensino médio ou na faculdade, bem como quando ela começou a desempenhar sua atividade profissional – que via de regra era uma só – e também quando se aposentou.

Fazendo uma relação à escala do dia, no período também tinha o momento em que se acordava, depois as atividades profissionais, provavelmente o lazer, e o descanso, quando a pessoa dormisse. E o que a tecnologia causou? Houve a transformação. O período da aposentadoria diminuiu, as pessoas são produtivas profissionalmente até um intervalo muito mais estendido. Isso indica que, hoje, essa distinção entre educação, trabalho e aposentadoria, virtualmente, desapareceu.

Ficar off-line é o novo luxo, pois estamos conectados o tempo inteiro. E isso inclusive traz uma certa pressão, ansiedade e confusão. E é importante entender dois impactos principais. O primeiro dele com relação à educação. Ela será absolutamente continuada, com maior dinamismo. Não existirá mais apenas um bloco de capacitação. Com o impacto da tecnologia, será fundamental se capacitar absolutamente o tempo inteiro. E é uma boa base educacional que gera pessoas capazes de criar empreendimentos únicos e de grande sucesso.

Porém, o ponto principal de todo o avanço da tecnologia é com relação ao futuro do trabalho. É fato que o conceito de carreira já desapareceu. Há alguns anos, muitos chamavam de múltiplas carreiras, ou seja, que o profissional teria que transportar a sua carreira para novos contextos ao longo do tempo. Agora o que está acontecendo é um pouco mais profundo. Temos um portfólio de atividades profissionais. Na prática, isso quer dizer que mais do que se ter uma carreira que muda em escala vertical, você começa a ter várias carreiras em paralelo.

É possível que ao longo do dia uma pessoa desempenhe a tarefa de consultor, trabalhe em uma empresa por um determinado período, e ao final do dia seja produtor de conteúdo para colocar no Youtube. Tudo isso acontecendo em paralelo. Essa estrutura então se torna muito mais matricial. As atividades se transformarão ao longo do tempo.

A tecnologia mudou o dia, as semanas e alterou definitivamente as nossas vidas, criando um dinamismo muito maior. Isso traz uma certa aflição quando as pessoas tentam encontrar a zona de estabilidade que desapareceu ao longo do tempo. Um mundo em que a tecnologia progride exponencialmente, avançando sobre o emprego e a ocupação das pessoas, pode parecer assustador. A competição é desigual, já que temos um cérebro limitado em comparação ao das máquinas. A tecnologia vai dar autonomia às pessoas e abrir possibilidades que não se imaginavam, contudo, apenas para aqueles que forem capazes de compreender e se adaptar.

Arthur Igreja, Masters em International Business pela Georgetown University (EUA), Masters of Business Administration pela ESADE (Espanha) e Mestrado Executivo em Gestão Empresarial pela FGV. Pós-MBA e MBA pela FGV. Certificações executivas em Harvard e Cambridge. Atuação profissional em mais de 25 países. Palestrante e investidor-anjo. Co-fundador da plataforma AAA, em parceria com Ricardo Amorim e Allan Costa.

Tags, , , ,

Tamboro recebe novo aporte e soma R$ 6 milhões em investimentos

A Tamboro, startup brasileira de inovação em educação, anuncia aporte de seu novo investidor, o empresário Paulo Ferraz. O montante será direcionado para desenvolvimento de novos cursos, e também para aprimorar as áreas de Comunicação, de Marketing e Comercial da empresa. Junto com os montantes recebidos do Leblon Equities e da Vox Capital, grupo que investe em empresas de impacto social, a empresa soma R$ 6 milhões em investimentos.

Com sólida carreira no mercado financeiro à frente de companhias como o banco Bozano, Simonsen, Paulo Ferraz é um investidor estratégico para a startup. Segundo Samara Werner, sócia e co-fundadora da Tamboro, a experiência em gestão e desenvolvimento do empresário – ex-conselheiro da agência de promoção de investimentos do Rio de Janeiro, a RioNegócios – contribui de forma relevante ao momento atual da empresa, que busca alavancar a nova unidade de negócios voltada para empresas e jovens que estão entrando no mercado de trabalho.

“Nosso primeiro encontro com o Paulo Ferraz ocorreu em 2010, mas, ao longo de todos estes anos, sempre mantivemos contato, pois temos esse interesse em comum de desenvolver uma educação de qualidade para todos”, comenta Samara. “Seu entusiasmo em temas que estão relacionados com a proposta da Tamboro fez com que ele acompanhasse de perto nossa trajetória, que culminou na consolidação de nossa parceria.” Desde 2011, a startup trabalha com soluções on-line que colaboram para um melhor desempenho de jovens, seja no ambiente escolar, seja no mercado de trabalho, por meio do desenvolvimento de habilidades e competências essenciais para atuar no mundo contemporâneo.

Tags, , , , , , ,

O ônus da ignorância – Por José Pio Martins

Uma tribo indígena, sem contato com a civilização, tem um padrão de consumo – logo, de bem-estar – exatamente igual ao padrão proporcionado pela quantidade de frutas, animais e peixes que seus membros conseguem coletar, caçar e pescar. Se essa tribo tiver conhecimento de agricultura, ela poderá obter também milho e mandioca e melhorar seu padrão de vida conforme o produto de seu próprio trabalho e de sua eficiência produtiva.

O padrão de vida da tribo será igual à produção feita por metade de seus membros, pois em geral nos agrupamentos humanos – uma tribo, uma comunidade, uma nação –, metade dos membros não são aptos a produzir, embora sejam consumidores; são as crianças, os doentes, os idosos, os aposentados, etc. Com um país não é diferente, ressalvadas algumas complicações decorrentes da complexidade de sua economia em razão da tecnologia e do imenso número de itens de bens e serviços.

Como o país é mais complexo que uma tribo, existem as leis de convivência social, o Estado e seu braço executivo, o governo, as estruturas burocráticas, os palácios, as mordomias, as sinecuras e todo aparato estatal dos três poderes.

Para sustentar tudo isso, o governo é autorizado a “tomar” uma parte do que é produzido pelos habitantes e, no Brasil, essa fatia já passa dos 35%, que é carga tributária para pagar os serviços coletivos (justiça, segurança, saúde, educação, defesa nacional etc.), os investimentos públicos e distribuir um pouco aos pobres em forma de programas sociais. Mas os homens da máquina governamental são espertos e primeiro pagam a si mesmos, geralmente com salários, vantagens e aposentadorias a valores médios maiores do que os valores médios da população.

Pelas razões acima, o Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea), órgão do governo federal, já publicou estudos mostrando que o setor público piora a distribuição de renda. Outro ponto é o seguinte: imagine que os membros da tribo possam se aposentar com idade de 53 anos e vivam 75 anos na média; logo, recebendo durante 22 anos a mesma cota de comida que tinham quando trabalhavam. Se a produtividade (produção por hora de trabalho) for sempre a mesma, o padrão de vida cairá. Assim é a previdência social.

Essas lições simples de economia – que, para conhecer, é necessário estudar – estão na base das políticas e ações para superar a ineficiência produtiva, consertar os dois sistemas de previdência e vencer a pobreza. Infelizmente, os membros do parlamento, com as exceções de praxe, não revelam conhecimentos dessas questões, e a maioria parece nem se interessar muito em estudar, pesquisar e aprender.

Certa vez disseram a Derek Bok, professor de Harvard, que a educação estava cara, ao que ele respondeu: “Se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância”. Pois o Brasil vem fazendo isso há muito, e o ônus da ignorância aí está. Um país rico de recursos (naturais) e pobre de riquezas (recursos transformados em artigos consumíveis).

José Pio Martins é economista, reitor da Universidade Positivo.

Tags, , , ,

Systemic Bilingual investe R$ 4 milhões em plataforma digital

Sempre em busca de inovação e técnicas modernas de aprendizagem, o Systemic – primeiro programa de educação bilíngue do país, acaba de investir R$ 4 milhões no desenvolvimento de uma plataforma digital. Em parceria com o governo de Alagoas, a empresa direcionou o investimento para a contratação de sete desenvolvedores de TI, além de equipamentos de ponta e outros materiais. Os novos recursos tecnológicos, além de complementarem de forma motivadora e lúdica o processo de aquisição da língua inglesa, também apoiarão o desenvolvimento pedagógico dos professores. A expectativa é de que a plataforma esteja totalmente disponível aos alunos a partir do segundo semestre de 2018.

De acordo com a diretora do Systemic, Vanessa Tenório, o uso da tecnologia é imperativo nos dias atuais e auxilia todo o ecossistema educacional. “Nosso grande objetivo é aprimorar as iniciativas pedagógicas e promover a inclusão digital. As funcionalidades da plataforma foram desenvolvidas para atender às necessidades de alunos e professores promovendo um aprendizado individualizado e colaborativo, além de um suporte personalizado”, ressalta.

Plataforma digital para alunos e professores

A nova plataforma digital traz benefícios diretos para os alunos por meio do conceito de “gameficação”. “Ao entrar na plataforma, que terá uma interface de jogo, o aluno poderá navegar e expandir seu vocabulário, por meio do conteúdo disponível em inglês. Dividido em fases, o jogo terá temas como o corpo humano, sistema solar, entre outros”, explica Fátima Tenório, diretora do Systemic.

Os alunos ganham uma ferramenta na qual podem realizar diversas atividades interativas, o que aumenta a motivação e o engajamento, e amplia o potencial de colaboração entre os próprios estudantes, permitindo a imersão em um ambiente muito mais lúdico e interessante, fora do contexto de sala de aula. Isso porque a plataforma possibilita que o aluno também jogue em casa, troque experiências com outros jogadores e, consequentemente, aumente a interação com a língua e o tempo de prática, fazendo com que aprenda mais rapidamente.

Para os professores, a plataforma proporcionará uma abordagem ativa e dinâmica para estimular ainda mais a criatividade em comparação aos modelos pedagógicos convencionais. Ao combinar o uso da educação tecnológica com as interações presenciais, os professores conseguem aplicar o conceito de aprendizagem híbrida, integrando as tecnologias digitais ao dia a dia da sala de aula. O Systemic desenvolveu um sistema de monitoramento das aulas para auxiliar o desenvolvimento do professor, corrigindo rotas e orientando-os pedagogicamente. Por meio da plataforma, os especialistas do Systemic conseguem assistir às aulas ministradas, pausar a cena desejada, acrescentar comentários e orientações, capacitando o professor de maneira rápida e eficiente.

A nova ferramenta possui diversas técnicas inteligentes, que ajudam o professor a compreender o perfil de cada aluno, aprimorando a tomada de decisão pedagógica. Vanessa exemplifica: “a plataforma detecta, por exemplo, que uma habilidade de determinado aluno precisa ser aprimorada, para que o professor redirecione os esforços para melhorar aquela situação”. Outro benefício é o fato da plataforma permitir que o aluno ou professor reutilize conteúdos de altíssima qualidade de professores de todo o país. O docente tem acesso aos vídeos de suas aulas, para que possa refletir e aprimorar sua própria prática pedagógica. Além de conter conteúdo padrão do próprio Systemic na plataforma, o professor pode adicionar materiais próprios ou de terceiros. Neste caso, esses conteúdos externos serão de sua responsabilidade e previamente validados pela equipe do Systemic.

Prof. Dr. Ig Ilbert – líder de inovação e pesquisador-chefe do Systemic e um dos responsáveis pelo projeto – ressalta que o objetivo é potencializar a reconhecida metodologia do Systemic por meio da tecnologia. “Além de promover uma aprendizagem de qualidade em grande escala, a plataforma ainda permite utilizar recursos de inteligência artificial para compreender melhor o perfil dos alunos e, consequentemente, aprimorar a própria metodologia”, destaca.

Fátima ressalta que a plataforma digital é fundamental para o desenvolvimento da educação bilíngue. “Sem esse tipo de recurso, o processo de aprendizagem fica exclusivamente restrito à prática durante o período em que o aluno está na escola. A plataforma estimula, inclusive, uma prática colaborativa fora da escola, por meio de projetos em equipe, por exemplo”, diz.

Gameficação é a grande aposta da plataforma do Systemic

O conceito básico da gameficação é utilizar elementos de jogos em contexto de não jogos. No caso de uma plataforma educacional como a do Systemic, o aluno interage com o jogo e, na medida em que evolui, ganha prêmios como armaduras, moedas, entre outras recompensas que o fazem avançar para novos níveis do jogo. Inclusive, é possível que os alunos negociem e troquem seus prêmios no jogo com outros estudantes dentro da plataforma digital. O professor pode criar uma atividade ou qualquer tipo de planejamento, que gera pontos e premiações ao serem finalizados pelo aluno, recursos que ele pode usar no jogo/aprendizado, tudo isso de maneira integrada e atrativa.

Tags, , , , , , , , , , ,