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Fintech de crédito corporativo F(x) recebe novo aporte de capital

Dan Cohen, da F(x)
Foto: Allan Kirsten

A F(x) – leia-se FdeX, fintech que conecta empresas que buscam crédito a fontes de financiamento, concluiu o aporte de capital junto à gestora de Venture Capital da e.BRICKS Ventures. Com os recursos, a fintech espera aumentar o seu portfólio de produtos e multiplicar a base atual de clientes.

“Com esses recursos iremos lançar a plataforma SaaS (Software as a Service), uma poderosa ferramenta que centralizará o relacionamento das empresas com o mercado financeiro, desenvolveremos mais funcionalidades de maneira mais rápida e ampliaremos a área comercial da empresa”, explica Dan Cohen, CEO da F(x).

Criada em 2016, a fintech oferece uma robusta plataforma online que conta com mais de 150 alternativas de financiamento entre bancos médios, fundos de investimento, financeiras, cooperativas de crédito, entre outros. Através de tecnologia de matching e inteligência artificial, os algoritmos da F(x) não somente identificam as melhores combinações entre a necessidades de financiamento das empresas e os financiadores cadastrados, como também fazem sugestões para que as empresas aumentem as suas chances de sucesso em uma captação.

“Estamos muito entusiasmados com a parceria e vamos trabalhar junto com o time da companhia para acelerar o crescimento e para transformar a F(X) em sinônimo de crédito para médias e grandes empresas no Brasil”, diz Pedro Sirotsky, managing director da e.Bricks Ventures.

A gestora de Venture Capital e.Bricks Ventures foi fundada em 2013 pelas famílias Sirotsky e Szajman, empreendedoras brasileiras conhecidas por seus grupos econômicos, Grupo RBS e Grupo VR, respectivamente. Com um posicionamento diferenciado no mercado de Venture Capital brasileiro, a e.Bricks Ventures trabalha junto aos fundadores para agregar muito mais do que apenas capital às empresas investidas. Como parte se sua estratégia, a gestora reuniu entre seus investidores empresários líderes de diferentes indústrias que estão comprometidos em apoiar o empreendedorismo como um meio de impactar a economia e a vida das pessoas. Desde de sua criação, a e.Bricks Ventures já realizou mais de 20 investimentos no Brasil e América Latina, incluindo algumas das startups de maior sucesso no mercado brasileiro, como Guia Bolso, Contabilizei, Infracommerce, Rock Content e AppProva.

Em franco crescimento

O último ano foi de grande crescimento para a F(x), que superou as previsões, alcançando 593 milhões de reais em propostas de financiamento, com 81 novas listagens em sua plataforma e mais de 150 usuários financiadores. A fintech também manteve seus investimentos em tecnologia e atingiu a versão 373 seu algoritmo core com a capacidade de realizar 30 mil matches por segundo com um índice de acerto de 89%.

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Empresa e.Bricks promete revolucionar mercado de investimentos atuando em startups

Para a empresa e.Bricks Ventures, serviços fundamentais para a sociedade são grandes oportunidades de investimento. Com enfoque na concessão de capital de risco, pretende disponibilizar cerca de R$300 milhões que serão destinados às startups que possuírem condições de desenvolvimento frente ao mercado corporativo. Os segmentos contemplados são o de serviços financeiros, saúde, educação e aqueles voltados para organizações de pequeno e médio portes. Eduardo Sirotsky Melzer, conhecido popularmente como Duda Melzer, vê nesse projeto muitas oportunidades de se suscitar um fluxo saudável de investimentos para negócios que estão começando, sobretudo pela relevância que tais serviços possuem para o país.

A captação dos investimentos necessários ocorre na atualidade, de forma nacional e internacional, o que promete consolidar a credibilidade dos negócios envolvidos. Para Eduardo Sirotsky Melzer, é importante que se pense de forma global, mesmo quando se trata de sanar necessidades locais. Oriundo de uma família com sólida tradição em empreender com sucesso, principalmente em negócios de longo alcance social, Duda Melzer mostra-se bastante satisfeito com o andamento do projeto e avalia que já neste ano, boa parte do montante almejado para se investir nessas startups estará disponível. Dessa maneira, o destino do capital poderá começar a ser traçado pelos gestores envolvidos.

Mais do que obter retorno satisfatório, a e.Bricks deseja conseguir experiência para futuros empreendimentos de mesma natureza. Em sua segunda versão, a linha de investimento que contou com grande sucesso na primeira vez em que foi aplicada, é avaliada como promissora por Duda Melzer. Entusiasta por natureza, Melzer possui experiência dentro e fora do país e uma formação acadêmica impecável. Ele que estudou em Harvard, universidade de inquestionável renome, leva em consideração o impacto que as atividades econômicas exerce sobre a vida das pessoas, o que o torna um empreendedor tido como referência positiva para seus pares.

O caráter estrutural de alguns problemas brasileiros frequentes, estão na lista de prioridades para essa segunda rodada de investimentos. Já a forma como o capital será concedido para cada empresa, dependerá de diversos fatores, tais como provisionamento de retorno sobre investimento, conhecido pela sigla inglesa ROI, além do tempo de atuação de cada startup frente ao mercado em que está inserida. Segundo Duda Melzer, a escolha das organizações que serão beneficiadas não é uma tarefa das mais fáceis, dado o alto nível de atuação apresentado por elas. O viés tecnológico na resolução de questões de ordem prática, segundo Melzer, será algo avaliado.

Mesmo com a anunciada desaceleração da economia brasileira, os investidores estrangeiros depositaram bastante confiança no país, o que pode ser facilmente percebido ao levar-se em conta as vultosas quantias investidas. Duda Melzer acredita que este tipo de investidor não é facilmente influenciado por especulações descabidas ou oscilações passageiras, onde profissionais inexperientes sentiriam-se inseguros. Conforme as análise de Melzer, não apenas o Brasil encontra-se em crise, mas todo o globo, o que se pode perceber até mesmo em nações ou blocos econômicos que possuem moeda forte. Cientes desse fenômeno, representantes que realizam investimentos considerados de risco sentem bastante solidez nas empresas que ainda engatinham rumo ao sucesso.

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