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Veja 7 passos para organizar a vida financeira – Por Reinaldo Domingos

A inadimplência é um problema enfrentado por 59,2 milhões de consumidores brasileiros, segundo últimos dados do SPC Brasil e da CNDL. Confira sete orientações para organizar a vida financeira elaboradas pelo presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.

“Nesse momento, não adianta ficar achando culpados; é hora de arregaçar as mangas e ir atrás do prejuízo. O grande segredo é corrigir a causa do problema, não somente as consequências”, explica. Para Domingos, as ferramentas de crédito, se bem usadas, são vantajosas – o que falta é educação financeira.

“Os brasileiros devem se informar mais, corrigir hábitos e comportamentos errôneos e enraizados em relação ao uso e à administração dos recursos financeiros, que os levam a pagar juros altíssimos e, consequentemente, à inadimplência”, complementa o Doutor em Educação Financeira.

Domingos listou sete passos para sair dessa situação e organizar a vida financeira:

1- O primeiro passo, antes de mesmo de estabelecer um planejamento para quitar as dívidas em atraso, é refletir sobre os hábitos e comportamentos que levaram a pessoa a chegar nessa situação. Para isso, é importante fazer um diagnóstico financeiro e conhecer, definitivamente, de que forma gasta seu dinheiro;

2- O inadimplente deve anotar durante 30 dias todos os gastos que tiver, separando por tipo de despesa. Isso inclui gastos “pequenos”, que podem ser considerado menos importantes, como gorjetas e guloseimas, pois no final do período será possível compreender de que forma, efetivamente, seu dinheiro está sendo gasto;

3- Colocar na ponta do lápis todas as dívidas que possuir, separando as que correspondem a serviços e produtos de necessidade básica, que não podem ser cortados (como água, energia elétrica, gás e aluguel) e as que sofrem juros mais altos (como cartão de crédito e cheque especial), considerando essas como prioridade para pagamento;

4- Ter em mente que só se deve pagar uma dívida quando se tem condições de fazer isso, ou seja, após se planejar, pois um passo precipitado pode até piorar a situação. Portanto, só se deve procurar um credor, quando já souber quanto terá disponível mensalmente para pagar e, então, poder negociar;

5- Relacionar, no mínimo, três sonhos: um de curto (até um ano), um de médio (de um a dez anos) e outro de longo (acima de dez anos) prazo, sendo um deles o de sair das dívidas;

6- Com os números do diagnóstico financeiro em mãos, saber quais gastos poderá diminuir ou até mesmo eliminar para poupar, mensalmente, para realizar seus sonhos no prazo estimado sem que tenha que fazer outra dívida;

7- Aplicar esse dinheiro em um investimento que seja compatível ao prazo do objetivo e ao perfil do investidor. É válido consultar um especialista.

Reinaldo Domingos é Doutor em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br).

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É hora de comprar um imóvel? – Por Reinaldo Domingos

De acordo com dados divulgados pelo Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), no acumulado de 2015, as vendas de imóveis novos sofreram queda de 5,7% em relação ao mesmo período de 2014. Segundo o Sindicato da Habitação, esse foi o pior acumulado registrado desde 2004.

De acordo com o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, os lançamentos e as vendas de imóveis devem cair para patamar ainda menor em 2016. Sendo assim, com o mercado mais frio, construtoras e donos de imóveis, por exemplo, estão oferecendo bons descontos e condições de pagamento. Então, será que é hora de comprar um imóvel?

Antes de qualquer coisa, a pessoa que pensa em comprar sua casa própria precisa ter ciência da sua vida financeira. Pode parecer óbvio, mas muita gente não tem o controle dos seus ganhos e gastos e não faz um bom planejamento, para ver se realmente consegue honrar com um compromisso de alto valor e longo prazo como esse. Com esses números em mãos, aí sim será possível avaliar se dá ou não para realizar essa compra.

Outra questão que deve ser bem avaliada é a instabilidade econômica. Estamos passando por um momento complicado no país, por isso, é preciso ter confiança extra nas finanças pessoais, ou seja, estar está bem estruturado, ter dinheiro poupado e segurança de que não perderá o emprego – ou que, caso venha a perder, que tenha reserva financeira para suportar esse contratempo e não comprometer seriamente o orçamento e os planos.

A partir daí, é preciso entender que como o estoque de imóveis é grande e a previsão para este ano ainda é de queda, haverá menos lançamentos e, na teoria, mais oportunidades boas de negociações para quem quer comprar. Como a aquisição de um imóvel não é algo simples, é indispensável que se tenha cautela, não adianta agir por impulso. Planejamento é a palavra de ordem.

Para quem já compreendeu essa situação e minimamente se programou para a realização desse sonho, pode ser sim uma boa ideia buscar um imóvel nesse momento. Se pensar em financiar, uma informação importante é que a Caixa Econômica aumentou as taxas de juros do financiamento imobiliário. Nos programas Minha Casa Minha Vida e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) não haverá reflexo dessa mudança, apenas nas taxas das operações com recursos da poupança, valendo para quem tem renda acima de R$ 5,4 mil.

O SFH (Sistema Financeiro da Habitação) que fechava a taxa de juros em 8,5% ao ano foi para 9%; o SFI (Sistema de Financiamento imobiliário), por sua vez, que era de 9,10% aumentou para 10,7% ao ano. Isso quer dizer que, em uma simulação de compra de um imóvel de R$300 mil, por exemplo, o valor total pago na primeira opção seria R$ 868.992,43 e na segunda opção, R$ 1.002.481,20.

Agora, para aqueles que não possuem dinheiro agora ou nem sequer estavam com planos de comprar um imóvel, não adianta querer adquirir um bem desse valor somente porque a situação parece estar favorável a isso. Não estamos falando de uma peça de roupa em promoção. Isso é educação financeira: saber da real situação financeira em que se encontra, para agir com cautela e consciência. A melhor alternativa sempre é poupar antes e gastar depois.

Reinaldo Domingos é educador e terapeuta financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira, Abefin e Editora DSOP, autor do best-seller Terapia Financeira, dos lançamentos Papo Empreendedor e Sabedoria Financeira, entre outras obras.

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Aproveite a Black Friday com moderação – Por Reinaldo Domingos*

Black Friday neste ano será realizada no dia 28 de novembro e já vem sendo tratada pelas lojas como uma grande alternativa para, pelo menos minimizar a crise que estão enfrentando. Portanto, as promoções prometem ser interessantes, diferente de outros anos, quando muitas lojas do país enganaram os consumidores com falsos descontos.

É claro que isso ainda pode ocorrer este ano, mas em menor frequência, pois o consumidor também está mais atento, por causa da crise que atravessamos. Muita gente se pergunta: “se as promoções forem boas devo sair comprando?” Não necessariamente. É vantajoso comprar algo que já esteja planejado e que esteja com um preço adequado, pois comprar sem necessidade só porque o desconto é bom não será interessante. A pessoa gastará para algo que não objetiva realmente, gastando mais do que devia.

O correto é fazer uma lista dos produtos que já queira comprar, tenha planejado e, portanto, tenha colocado os valores no orçamento. Lembre-se, o Black Friday também é uma ótima oportunidade para quem já sabe o que quer comprar para o Natal e pode antecipar esta compra. Mas cuidado para que os impulsos das promoções não se transformem em dívidas.

Comprar adequadamente e com bons descontos é um dos principais segredos da educação financeira e da arte de poupar. E, para quem já se planejou e quer encarar uma maratona de compras, é importante algumas orientações. A principal é que uma dose extra de paciência é fundamental. O estresse e a pressa levam ao impulso, adquirindo produtos sem pesquisar e pagando mais.

Veja outros cuidados que devem ser tomados para economizar na hora de comprar na Black Friday:

1) Não compre se para isso precisar se endividar. Parcelamento também é uma forma de dívida. Se for inevitável, tenha certeza de que cabe no orçamento.

2) Analise se a compra não trará custos extras para a família ou para a pessoa posteriormente.

3) Se antecipe à Black Friday, pesquisando os preços dos produtos que deseja comprar para ver se os descontos que darão realmente são interessantes.

4) Faça uma lista detalhada de tudo que pretende comprar e quem deseja presentear e quanto pretende gastar com cada um.

5) Se estiver em situação financeira problemática, e quiser adiantar as compras de Natal, uma dica é priorizar as crianças. Será mais fácil explicar para os adultos o jovens o motivo de não receberem presentes.

6) Utilize a internet como meio de pesquisa, mas cuidado, só acesse e compre em sites confiáveis, crimes digitais são cada vez mais comuns.

7) Se prepare para ir as compras nas lojas com tempo e roupas confortáveis, além disso é importante uma dose extra de paciência, evitando que se compre rapidamente para acabar com o martírio.

8) Procure, por meio de conversas, saber quais são os reais desejos das pessoas. Muitas vezes se compra coisas caras, sendo que presentes baratos seriam muito mais bem-vindos.

*Reinaldo Domingos é educador e terapeuta financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), do Grupo DSOP e autor do best-seller Terapia Financeira e dos livros Mesada não é só dinheiro, Livre-se das Dívidas, entre outras obras.

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5 passos para fugir da recessão com educação financeira

A situação aparentemente é crítica, com o Brasil atravessando um período de recessão técnica, além disso, o sentimento de parte da população, do empresariado e mesmo de parte do político é que o pior ainda se aproxima e, por mais que o brasileiro tenha fama de ser descolado em driblar crise econômica, inflação e orçamento baixo, um clima de medo paira no ar.

Sem dúvida, vale ouro o aprendizado de anos convivendo com condições de instabilidade e incerteza. Mas, agora, num cenário mais favorável que tempos atrás, no qual se tem mais estabilidade, aumento de renda e de poder de compra, é importante combater esse clima de desânimo, pois, caso se torne crescente, pode sim levar à recessão. São nos momentos de baixas que as grandes nações mostram que possuem educação financeira e se projetam para crescer.

Portanto, esse é o momento para ajudar os brasileiros a somarem ao seu típico jogo de cintura a educação financeira – conhecimento que pode ajudar a traçar um futuro com mais qualidade de vida, sem, para isso, ter que abrir mão de realizar, no presente, seus sonhos de consumo e sem se tornar inadimplente. Assim, vamos a algumas orientações de como se passar por esse período:

Crie uma reserva financeira – falar em reserva depois de um momento em que as classes D e E estão em plena ascensão e sentindo, pela primeira vez, o gostinho de ter poder de compra, pode parecer um balde de água fria. Mas não é, pois, no Brasil, boa parte da população também tem comportamento de risco: gasta mais do que ganha e paga quando e como pode, sem perceber que os juros corroem suas finanças. Assim, já é hora de estabelecer prioridades e ter sempre dinheiro guardado para qualquer eventualidade.

Coloque a vida financeira em ordem – equilibrar ganhos e gastos para honrar compromissos financeiros, realizar sonhos e planejar um futuro seguro requer aprendizado, disciplina e uma atitude diferenciada na relação com o dinheiro. Para isso, faça um diagnóstico de suas finanças, fazendo um levantamento com todos os gastos por trinta dias, veja para onde estão indo os excessos e defina sonhos individuais e familiares, juntamente com uma estratégia para atingi-los.

Fuja do ciclo das dívidas – o ciclo do endividamento começa com a compra parcelada – cheque, crediário, cartão. Devido à falta de planejamento, logo se percebe que não vai dar para pagar a fatura do cartão. A tendência, a partir daqui, é buscar alternativas para combater os efeitos e não as causas do problema. Assim, a primeira alternativa, frequentemente, é usar o cheque especial ou pagar a parcela mínima, até chegar ao ponto em que não consegue nem pagar a mínima e o uso do limite do especial ficar extrapolado. A saída mais comum é recorrer a um empréstimo para quitar as dívidas. Com o tempo e os novos gastos, a parcela do empréstimo também passa a não caber mais no orçamento e, assim, chega-se a uma situação limitadora, que tem deixado brasileiros adoentados física e mentalmente.

Alfabetize-se financeiramente – combater as causas do que chamo de analfabetismo financeiro funcional é fundamental para as pessoas terem mais qualidade de vida. Esse combate se faz com ajuda de métodos vivenciais que estimulem mudanças de hábito na forma de administrar o dinheiro que entra e que sai, priorizando os sonhos e não o consumo, como a maioria de nós aprendemos desde criança. Isso exige atitude, disciplina e perseverança e resulta em um novo comportamento com relação ao dinheiro, quebrando o ciclo de gerações de pessoas endividadas e criando uma nova geração de indivíduos equilibrados financeiramente.

Estabeleça objetivos e sonhos – não é porque se está em um período de crise que se deve deixar de sonhar, muito pelo contrário, é fundamental que se tenha sempre, no mínimo, três objetivos para realizar (de curto, médio e longo prazos). Geralmente, em função de crises, as pessoas deixam os sonhos de lado e entram em pânico, o que só piora a situação. Tenha em mente que sempre se deve ter sonhos materiais e não materiais, já que esses são os impulsionadores para a prosperidade.

Em momentos de crise, é imprescindível mostrar à população os caminhos para não cair nas armadilhas do crédito fácil e o elevado estímulo ao consumo. É preciso implementar ações consistentes para conscientizar as pessoas de diferentes faixas etárias e todos os níveis econômicos a lidar corretamente com dinheiro. Só assim serão capazes de fugir da tão falada recessão e realizar seus sonhos de consumo, garantir uma aposentadoria com renda digna e, por que não, alcançar a autonomia financeira, ou seja, trabalhar por prazer e não por necessidade.

Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira, da DSOP Educação Financeira autor de diversos livros sobre o tema.

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Passe pelo período de festas sem problemas financeiros

O período de Natal e Réveillon se aproximajunto e, com as comemorações, chegam os gastos com presentes e ceias. Para fugir dos problemas financeiros,o educador financeiro Reinaldo Domingos preparou algumas orientações, que permitem que a felicidade se mantenha por um bom tempo.

Orientações para compra de presentes:
• Antes de comprar é preciso saber quem quer presentear. Faça uma lista para que não se esqueça de ninguém;
• Procure descobrir o que a pessoa que você irá presentear realmente está necessitando;
• Evite presentear todos com produtos caros, analise caso a caso, priorize pessoas mais próximas e opte por presentes tipo lembranças (você não é o Papai Noel);
• Caso não tenha dinheiro é preciso conversar com as pessoas e mostrar o problema, Se as pessoas querem o seu bem, não é o presente que fará a diferença;
• Caso a família tenha diversos filhos, procure juntar todos para dar um presente coletivo;
• Compre com antecedência e pesquis. Estas ações com certeza farão grande diferença no orçamento. Procure promoções e sites de compra coletiva, mas cuidado para saber se o site realmente é confiável;
• Ao decidir o que deseja comprar, procure modelos similares que tenham as mesmas funcionalidade. Muitas vezes, pagamos muito pela marca e status. Mas cuidado com a qualidade, pois o barato pode sair caro;
• Se for possível, deixe algumas compras para depois do Natal, aproveitando as grande liquidações, os descontos são interessantes;
• Certifique-se que, em caso de problemas ou erros de tamanho ou no modelo, o produto possa ser trocado. Muitas vezes se dá um presente que se perde, como um livro repetido;
• Lembre que o Natal é uma data importante e não deve ser interpretada como data comercial e sim como data de união e família.

Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira e Editora DSOP, autor dos livros Terapia Financeira, Eu Mereço Ter Dinheiro, Livre-se das Dívidas, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, das coleções infantis O Menino do Dinheiro e O Menino e o Dinheiro, além da coleção didática de educação financeira para o Ensino Básico, adotada em diversas escolas do país, Apostila de educação financeira para o ensino EJA e Jovem Aprendiz

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