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A importância da gestão financeira para a sustentabilidade dos negócios

Por Dennis Herszkowicz

Em tempos de retração econômica, a máxima de que empresas de todos os tamanhos devem olhar para suas finanças com toda atenção soa mais verdadeira do que nunca. A organização das finanças empresariais, incluindo gestão financeira, o planejamento tributário e o controle de fluxo de caixa, são processos que devem ser encarados não apenas como essenciais para que o negócio traga rentabilidade, mas fundamentais para que o empreendimento seja sustentável. E a diferença entre trazer lucro e ser sustentável é abissal: um negócio pode ser rentável no curto prazo, mas, sem reinvestimentos e uma boa estratégia de crescimento, sua existência no futuro pode estar comprometida.

De maneira geral, uma boa gestão financeira deve garantir os três pontos de sustentação de qualquer empresa: rentabilidade, geração de caixa e sustentabilidade. Garantindo rentabilidade, o que é definido pela obtenção de lucro maior que o investimento, o negócio vai gerar caixa e a possibilidade da distribuição desse lucro além do empreendedor, também para os investidores do negócio. Esses dois primeiros pontos, somados a uma profissionalização da gestão, levam à sustentabilidade do negócio, ou, em outras palavras, a garantia de que a empresa irá prosperar. Quem decide onde a empresa vai alocar seus recursos é um profissional que tem muita responsabilidade sobre o sucesso de empreendimentos de todos os tamanhos: o gestor. É por meio de suas análises e, principalmente, da sua estratégia, que ele garante a sobrevivência do negócio e, mais que isso, propicia que o negócio seja reconhecido como sustentável e ainda mais valorizado.

Acredito que, cada vez mais, a sobrevivência de negócios de todos os setores só será possível pelo caminho da formalização. Uma gestão financeira cuidadosa e uma governança do negócio geram, sim, um valor. Não no curto prazo, visto apenas nas tabelas de controles orçamentários, mas sim um valor traduzido pela perenidade da companhia, reconhecido por investidores e que tem o poder de colocar o negócio à frente da concorrência.

Dennis Herszkowicz é vice-presidente da Linx

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Linx registra crescimento da receita no segundo trimestre de 2016

Na contramão do baixo ritmo de expansão do comércio brasileiro, a Linx, empresa líder em tecnologia de gestão para o varejo, continua a ampliar sua receita e rentabilidade de forma consistente e resiliente. A Companhia encerrou o segundo trimestre de 2016 com receita operacional bruta de R$141,4 milhões, um incremento de 16,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita operacional líquida foi de R$122,4 milhões no trimestre, representando crescimento de 12,5% em comparação aos R$108,8 milhões do 2T15.

A receita operacional bruta é fruto da combinação da receita recorrente e de serviços. No 2T16, a receita recorrente atingiu R$117,8 milhões, com crescimento de 19,2% sobre o 2T15, e equivalente a 83% da receita bruta. Vale destacar que os rendimentos com soluções em nuvem já representam quase 50% da receita recorrente e seguem crescendo acima da média. O EBITDA da empresa foi de R$32 milhões, 7,9% acima do valor obtido no segundo trimestre de 2015, e a margem EBITDA de abril a junho de 2016 foi de 26,1%. O lucro caixa atingiu R$23,4 milhões no período.

“Seguimos num bom padrão de crescimento, investindo na operação e com expansão na casa dos dois dígitos, mesmo diante de um mercado atual complexo”, destaca Dennis Herszkowicz, vice-presidente financeiro e de RI da Linx. “Nosso modelo de venda de software por assinatura mensal, com receitas recorrentes, garante previsibilidade e rentabilidade ao nosso resultado”.

O “cross-sell”, a venda de ofertas complementares aos softwares de POS e ERP para clientes da base da Linx, em especial ofertas relacionadas à Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) e à Transferência Eletrônica de Fundos (TEF), aliado às vendas para novos clientes, também contribuiu para o resultado positivo neste trimestre. Outro destaque foi a melhora da taxa de renovação de clientes que atingiu 98,7% no trimestre, maior que os 98,4% registrados no 1T16. “Temos tradicionalmente altas taxas de renovação de clientes, que refletem a base ampla, diversificada e fiel da Companhia. Em um cenário de crise, é mais um fato a se comemorar”, conclui Herszkowicz.

Entre os segmentos do varejo que continuam apresentando oportunidades crescentes de expansão do negócio, estão os de Food Service, Farmácias e Postos de Combustíveis. Já o tradicional segmento de Moda e o de Concessionárias vêm apresentando um crescimento mais conservador.

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