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O ano já acabou para o Varejo? – Por Fábio Lopez

O impacto da instabilidade econômica de 2015 afetou os mais diversos setores, refletido em um ano complicado para o mercado. O varejo, que vinha até 2014 com um recorde de 10 anos seguidos de crescimento, também sentiu a força da recessão, fechando o ano com números abaixo do esperado. Em 2015, o setor alimentício fechou o ano com queda de 4,3% e o varejo ampliado, que inclui venda de veículos e materiais de construção, com baixa de 8,6%, segundo o IBGE. De uma forma geral, o varejo funciona como um termômetro do mercado: é um dos últimos a sentir a recessão, mas também é o primeiro a reagir. E o setor já vem apresentando novas maneiras para retomar o caminho do crescimento em 2016, aliando otimização de gestão a novas estratégias de negócio.

Em períodos de economia instável, é essencial para varejistas “olharem para dentro”, buscando soluções que otimizem as operações, diminuam desperdícios e perdas e garantam margens mais controladas. Porém, para que o varejo volte a crescer em 2016, é necessário aliar uma gestão mais eficaz a satisfação de cliente, trabalhando de forma mais eficiente para fazer com que ele compre mais e volte com uma regularidade maior para as lojas, além de atrair novos consumidores. Uma estratégia que se acentuou para um atendimento diferenciado aos clientes é a aposta em novos formatos de loja: supermercados de bairro e o atacarejo. +

Supermercados de Bairro

Uma das tendências das grandes redes que vem se acentuando é reduzir a abertura de hipermercados e passar a abrir lojas menores, que atendam um público de bairro. Os novos estabelecimentos, apesar de não contar com a mesma variedade de produtos de uma unidade maior, atendem bem ao consumo de uma região. A aposta aqui é em oferecer aos clientes uma experiência de compra rápida, em que ele encontre os produtos básicos do dia a dia que procura e não enfrente filas para concluir a compra.

Satisfação do cliente é um dos principais focos dos mercados de bairro, que devem adotar soluções de tecnologia como forma de aliar melhor experiência de compra a ganhos de produtividade e redução de custos. Automatizar totalmente as operações é chave e, devido ao tamanho reduzido da loja e a menor variedade de produtos, aplicações mais simples, que não exigem um investimento tão alto, podem ser adotadas tanto por unidades de grandes redes como por lojas familiares. Leitores verticais para códigos de barras e coletores de dados mais enxutos são soluções de tecnologia recomendadas e acessíveis, além de softwares com aplicações de gestão muito menos complexas que as usadas em grandes lojas.

Atacarejo

Modelo de loja que já vinha conquistando espaço, mas que com a instabilidade econômica ganhou ainda mais força no mercado, o atacarejo, como diz o nome, atende tanto o atacado como a pessoa física (varejo). Com preços competitivos, vendendo no varejo com valores de atacado, o formato vem conquistando aumentos na porcentagem de vendas e clientes de pessoa física, que buscam por alternativas mais econômicas e melhores preços, o que demanda dos varejistas mais atenção a esse público crescente.

De lojas amplas e grande variedade de produtos e ofertas, o atacarejo precisa de soluções mais robustas de gestão e, principalmente, um processo bem desenhado de automação. Ter um deposito automatizado, mas um controle de disponibilidade de produto mal organizado atrapalha funcionamento e resultados. Toda a informação deve ser tratada e revertida em ações, aumentando a produtividade e melhorando a relação com o cliente, ainda mais importante agora com o aumento da parcela de pessoas física no atacarejo. Aliar uma gestão bem estruturada a soluções que gerem contato mais próximo com o consumidor, como papa-filas e auto-compra, é a melhor maneira de fortalecer o formato.

Fábio Lopez é diretor de vendas da Datalogic ADC para Brasil e Sul da América Latina

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Smartphones apresentam riscos em longo prazo para força de vendas automatizada – Por Fábio Lopez

Estar atento para aproveitar oportunidades de otimizar operações, reduzindo perdas e aumentando rendimento, deve fazer parte da estratégia de qualquer negócio que busca se manter forte no mercado. Mas, tão importante quanto traçar um plano de ação bem definido, é escolher as soluções certas para que a execução seja um sucesso, evitando custos inesperados. Automatizar a força de vendas e serviços de campo é um dos métodos mais eficientes para diminuir erros e retrabalhos no atendimento em campo e garantir aumento na qualidade de serviço e relação com o cliente, mas exige atenção redobrada na hora da execução – a escolha de smartphones pode apresentar um menor investimento inicial, mas em longo prazo podem trazer prejuízos inesperados.

Melhor nível de produtividade e aproximação com o cliente são apenas algumas das vantagens de se ter a força de vendas e serviços de campo automatizados, equipando funcionários com dispositivos com acesso a internet para que, quando estiverem atendendo os clientes, possam registrar as operações e retirar pedidos de forma eficiente e conectada. Este tipo de estratégia evita erros e confere agilidade aos vendedores que, equipados com as soluções, enviam informações precisas sobre o pedido direto para a central e, com acesso ao estoque e histórico dos clientes, podem realizar uma venda mais consultiva, sabendo quais produtos recomendar e a quantidade, abrindo margem para um aumento significativo nas vendas.

Coletores de dados robustos e com acesso à internet garantem que a automação da força de vendas seja realizada de forma eficiente ao fornecer produtos desenvolvidos especialmente para este tipo de aplicação. Porém, algumas empresas ainda adotam smartphones para suas atividades de campo devido ao menor custo inicial, sem considerar as implicações de longo prazo da escolha. Por isso, destacamos quatro pontos que devem ser analisados na hora de escolher o equipamento certo para a operação:

Ciclo de Vida – Com grande variedade de produtos e atualizações de software recorrentes, os smartphones têm em geral um ciclo de vida de pouco mais de um ano. Já um coletor de dados é feito para ficar em linha por mais de cinco anos, evitando novos gastos nas operações. Isso evita que o cliente possua diversos modelos distintos de equipamentos em sua base instalada, que pode gerar dificuldades no gerenciamento dos dispositivos e necessitar atualização frequente da aplicação.

Disponibilidade – Desenvolvidos para serem aparelhos de uso pessoal, smartphones são mais frágeis do que aplicações voltadas diretamente para empresas. Além de sofrerem avarias com maior facilidade, o tempo de conserto pode variar de alguns dias até meses, apresentando risco de atraso para as operações. Coletores de dados apresentam maior disponibilidade, pois são desenvolvidos para serem mais resistentes ao uso diário intensivo da operação, quedas, contato com a água e até longos períodos de exposição ao sol.

Bateria – Em uso constante durante o dia, com a aplicação de 3G ou 4G sempre em uso, um smartphone precisa ser recarregado diversas vezes durante o dia, abrindo margens para eventualidades em que o aparelho desligue durante as operações. Coletores de dados apresentam baterias de ciclos maiores e, em alguns casos, acompanham baterias extras, que podem substituir as descarregadas sem perda de tempo no processo.

Risco de Furto – Mais visados, smartphones estão entre os aparelhos mais furtados. Segundo dados da empresa de segurança Bem Mais Seguro, mais de 60 celulares foram roubados por hora no primeiro semestre de 2015 apenas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Qualquer descuido da força de vendas pode representar um risco de perder o aparelho e atrasar as operações do dia, risco consideravelmente menor para coletores de dados, que são muito menos visados.

Fábio Lopez, diretor de vendas da Datalogic ADC para Brasil e Sul da América Latina

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