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A crise chegou para as corretoras de valores?

O Brasil vive um momento de instabilidade: possibilidade de impeachment, crise econômica, política e muita insegurança por parte dos investidores. Nada disso é novidade, mas, será que todos esses fatores podem atingir as corretoras de valores mobiliários? Entenda mais sobre o assunto e veja como identificar quais são as melhores corretoras de valores.

A crise e os seus impactos

A Bovespa fechou o ano de 2015 com uma queda de 41,9%, dado que ilustra a situação do atual cenário econômico. Duas corretoras encerraram suas atividades nos últimos meses, seja por problemas legais ou pelos resultados negativos que vinham apresentando nos últimos períodos.

Mas, dentro de um cenário de adversidade sempre existem as empresas que enxergam oportunidades para crescer. Aquelas que conseguiram desenvolver um modelo de negócio focado no cliente obtiveram resultados positivos no mesmo período.

Ao perceber a tendência de mercado, algumas corretoras passaram a oferecer uma gama maior de produtos financeiros e fecharam o ano passado com lucros. Um bom exemplo é a XP Investimentos, que conta com a maior plataforma de produtos financeiros da América Latina e mais de 100 mil clientes ativos.

Foco nos clientes

O papel de uma corretora é, basicamente, gerar uma interface tecnológica e de assessoria financeira entre os investidores e a Bolsa de Valores. Seus lucros são provenientes de taxas que os clientes pagam para executar operações no mercado, desde a compra e venda de ações até a manutenção da conta.

O foco no cliente permeia todos esses pontos. É preciso que as instituições tenham uma equipe de assessores capacitada para ajudar a determinar a melhor estratégia para cada pessoa, uma infraestrutura à prova de falhas e também que ela pratique taxas justas que não sobrecarregam seus clientes.

Mas, e como escolher a melhor corretora?

Essa resposta varia de acordo com a estratégia de investimento de cada um. Existem mais de 50 corretoras no Brasil, cada uma com sua plataforma de produtos, infraestrutura e política de atendimento. Mas, independentemente disso, antes de abrir uma conta é fundamental que o investidor observe alguns dados importantes.

Informações referentes ao volume sob custódia e número de clientes demonstram a estabilidade e credibilidade da instituição, diminuindo consideravelmente as possibilidades de surpresas negativas no futuro. Afinal, ninguém quer ter os investimentos bloqueados caso a instituição onde escolheu investir quebre ou tenha algum problema com a CVM.

Outro ponto importante são os selos de certificação e garantia como, por exemplo, o Cetip Certifica e o selo Anbima. Essas instituições regulatórias possuem uma série de regras referentes à qualidade do serviço prestado aos clientes, garantindo a transparência das operações e oferecendo maior segurança para os investidores.

Com esses pontos em mente já é possível filtrar as empresas disponíveis no mercado para selecionar aquela que melhor se adapta às suas necessidades. O investidor deve determinar uma estratégia que esteja de acordo com seu perfil e objetivos para fazer a melhor escolha.

Aspectos como a qualidade da infraestrutura tecnológica, o atendimento da equipe de assessores e materiais educacionais são extremamente importantes tanto para quem investe em operações diárias, como no Day-trade, quanto para quem opta pelo longo prazo.

Uma corretora completa deve conseguir oferecer opções para todos os perfis de investidor, disponibilizar informações relevantes sobre a movimentação de mercado e ajudar seus clientes a conquistar bons resultados.

Independentemente do perfil é fundamental que os investidores busquem conhecimento sempre. Esses aprendizados podem ser a base de uma mudança estratégica nos investimentos e a corretora pode e deve ser o canal para ajudar o investidor. O cliente, por sua vez, precisa pesquisar com cautela as principais características de cada empresa e dessa forma evitar maiores problemas.

Fonte: Toro Radar

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