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Copom reduz a taxa Selic para 9,25% ao ano

O conjunto dos indicadores de atividade econômica divulgados desde a última reunião do Copom permanece compatível com estabilização da economia brasileira no curto prazo e recuperação gradual. O recente aumento de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas e ajustes na economia impactou negativamente índices de confiança dos agentes econômicos. No entanto, a informação disponível sugere que o impacto dessa queda de confiança na atividade tem sido, até o momento, limitado;

O cenário externo tem se mostrado favorável, na medida em que a atividade econômica global tem se recuperado gradualmente, sem pressionar as condições financeiras nas economias avançadas. Isso contribui para manter o apetite ao risco em relação a economias emergentes. Além disso, houve arrefecimento de possíveis mudanças de política econômica em alguns países centrais;

O comportamento da inflação permanece favorável com desinflação difundida, inclusive nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. Até o momento, os efeitos de curto prazo do aumento de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas e ajustes na economia não se mostram inflacionários nem desinflacionários;

As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus recuaram para em torno de 3,3% para 2017 e para 4,2% para 2018 e encontram-se em torno de 4,25% para 2019 e 4,0% para 2020; e

No cenário com trajetórias para as taxas de juros e câmbio extraídas da pesquisa Focus, as projeções do Copom recuaram para em torno de 3,6% para 2017 e 4,3% para 2018. Esse cenário supõe trajetória de juros que alcança 8,0% ao final de 2017 e mantém-se nesse patamar até o final de 2018.

Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa básica de juros em um ponto percentual, para 9,25% a.a., sem viés. O Comitê entende que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2018, é compatível com o processo de flexibilização monetária.

O Copom ressalta que a extensão do ciclo de flexibilização monetária dependerá de fatores conjunturais e das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira. O Comitê entende que a evolução do processo de reformas e ajustes necessários na economia (principalmente das fiscais e creditícias) é importante para a queda das estimativas da taxa de juros estrutural. Essas estimativas continuarão a ser reavaliadas pelo Comitê ao longo do tempo.

O Copom ressalta que a manutenção das condições econômicas, até este momento, a despeito do aumento de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas e ajustes na economia, permitiu a manutenção do ritmo de flexibilização nesta reunião. Para a próxima reunião, a manutenção deste ritmo dependerá da permanência das condições descritas no cenário básico do Copom e de estimativas da extensão do ciclo. O ritmo de flexibilização continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Ilan Goldfajn (Presidente), Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel.

Banco Central do Brasil
Assessoria de Imprensa

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“Foi acertado, mas que seja realmente o início de um ciclo de redução dos juros”, diz presidente da ACSP

Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), comenta sobre a decisão de hoje, do Banco Central, de diminuir em 0,25% a taxa básica de juros.

“A decisão de reduzir a taxa Selic foi acertada, pois, além da continuidade da crise econômica, a inflação já está mostrando claros sinais de desaceleração, num contexto em que o ajuste fiscal avança por um bom caminho. Esperamos que seja realmente o início de um ciclo de redução dos juros, que ainda se encontram em patamar elevado”, avalia Burti.

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Banco Central acerta ao reduzir a Taxa Selic para 14%, avalia FecomercioSP

Na análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o Banco Central (BC) acertou ao reduzir a Selic para 14% ao ano, diante de um cenário mais estável do que no passado recente. As dúvidas sobre o ambiente político diminuíram ao mesmo tempo em que os indicadores de inflação mostraram um forte recuo em setembro. O BC vinha sendo conservador em busca de argumentos que pudessem justificar uma redução de juros sem que houvesse a menor possibilidade de quebra de confiança dos agentes na atuação da autoridade.

Neste novo ambiente, segundo a Entidade, o Banco Central pode baixar juros sem colocar em risco a seriedade de seus objetivos de combate à inflação, mesmo que a situação econômica ainda seja ruim, a inflação dá alguns sinais de desaceleração com variação de 0,08% em setembro, a menor para o período desde 1998. Com isso, a atual diretoria do Copom optou por reduzir a Selic, mostrando uma postura que a FecomercioSP considerou acertada diante das condições dadas. Essa é a primeira redução de juros sob a direção do novo presidente do BC.

Para a Federação, com a situação política em um grau de incerteza muito abaixo do que no passado recente, e com os sinais de desaceleração do IPCA, além da forte recessão, o Banco Central não tinha outra escolha a não ser ter começado um ciclo de redução de juros, que ainda estão muito elevados.

A FecomercioSP acreditava que havia condições mais do que evidentes para o início do processo continuado de redução de juros já na reunião anterior, mas entende que o BC tenha optado pelo conservadorismo. Com o fim da transitoriedade da autoridade do BC, aprovação das primeiras propostas de ajuste fiscal e a inflação efetivamente em queda, as autoridades econômicas terão um horizonte ainda mais claro para adotarem medidas que visam à redução de juros mais profundas, sem comprometimento do controle inflacionário nas próximas reuniões.

Ainda segundo a Entidade, as primeiras ações após a definição política no sentido de arrumar a casa na dimensão fiscal foram positivas e vão ajudar o BC a manter o poder de compra da moeda dentro de uma realidade com juros mais baixos. Um dos sinais é a valorização cambial, que também está abrindo espaço para esse novo momento. Finalizando o quadro de sinais dados pelos mercados, está a confiança de empresários e consumidores, em alta nos últimos meses, que garante às autoridades econômicas um espaço que não se via há seis meses para adoção de medidas positivas, como a redução de juros.

A FecomercioSP entende que o momento ainda é complicado, mas diante de várias sinalizações positivas de novas diretrizes econômicas para o País, bem como da desaceleração do IPCA e da valorização do Real, acredita que de fato o BC agiu corretamente e havia mesmo espaço para redução de juros.

A Federação espera que na próxima reunião se mantenha o ciclo de queda de juros, pois existem condições ideais para a redução continuada de juros e a economia está estrangulada por impostos demais e juros que permanecem muito elevados, mesmo diante de um quadro de acentuada crise com quedas de PIB superiores a 3% ao ano.

A FecomercioSP deseja e acredita que toda a estrutura de juros da economia caia em breve para que o comércio, os setores de turismo e de serviços possam começar a respirar um pouco mais aliviados.

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