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Drones chegam à construção civil para otimizar obras

Criados inicialmente para auxiliarem exércitos em missões de espionagem, os drones vêm ganhando novas utilizações em diversos setores da sociedade. Na construção civil, as pequenas aeronaves não-tripuladas já são consideradas soluções viáveis para reduzir o tempo de obras e auxiliar os softwares na modelagem de edificações.

“Equipados com sensores, os drones podem ser usados para capturar uma enorme gama de dados, tornando mais eficientes vários processos da construção”, explica Roberto de Souza, idealizador da Rede Construção Digital, iniciativa que reúne 32 empresas do setor, entre construtoras, incorporadoras, projetistas e fabricantes, para debater como novas tecnologias podem otimizar processos e solucionar fluxos defasados do setor.

“Os trabalhos de inspeção, que costumam demorar semanas, agora serão realizados em apenas alguns dias. O mapeamento da área a ser construída é outro processo da construção que pode se apropriar de análises dos drones, através de modelos em 3D ou simulações em realidade virtual gerados pelas imagens aéreas”, considera o engenheiro.

Nas rotinas da construção, caberão aos drones auxiliarem desde processos de segurança do trabalho, inspeção de obras a lançamentos de empreendimentos. Neste último caso, empresas poderão produzir vídeos e fotos com dados captados pelos veículos, gerando simulações e permitindo aos clientes visualizarem todas as áreas de um projeto antes que ele seja finalizado.

Empresas discutem viabilidade de novos projetos

Após a análise do uso de drones pela Rede Construção Digital, foi criado um grupo específico para estudar a viabilidade de novos projetos com essa tecnologia. AutoDoc, Gafisa, França & Associados, Saint-Gobain, CTE, Alphaville Urbanismo, Maply e EmDrone, que compõem este coletivo, discutirão três iniciativas sugeridas e selecionadas pela RCD: integração de dados coletados por drones com dados de softwares para modelagem de informações (BIM); aferição da qualidade entre o planejado e o executado em obras; integração entre softwares e drones para gerarem ‘as built’ – controle do que foi construído – e revisões de projetos.

Para Roberto de Souza, a união de empresas da construção civil é necessária num processo de reciclagem do setor. “Cada período necessitou de questionamentos. Nos anos 1990, o debate dentro da construção civil girava em torno da qualidade, as certificações. Já no começo dos anos 2000, veio a questão da sustentabilidade. Agora, é hora de pensarmos na transformação digital”

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Tecnisa alcança maior engajamento de funcionários com portal colaborativo

Com 38 anos de atuação, a Tecnisa é considerada uma das maiores e mais inovadoras empresas do mercado imobiliário do Brasil. Atualmente, a empresa possui mais de 7 milhões de m² lançados em todas as suas praças de atuação.

Por ser uma empresa de grande porte, a Tecnisa precisava de uma solução de Intranet que organizasse todas as informações da companhia, criando meios para que os gestores tivessem controle de todas as etapas do fluxo do negócio, aperfeiçoando a comunicação entre os colaboradores e aumentando a produtividade entre as equipes.

Assim, a Tecnisa contratou a REDBELT para apoiá-la na identificação da melhor solução. Com o objetivo de compreender o que a empresa realmente precisava, a REDBELT transformou a intranet em um portal corporativo atrativo e colaborativo, de forma que os funcionários pudessem encontrar todas as informações de maneira ágil.

O primeiro passo foi entender como integrar os usuários do Active Directory e do SharePoint, fazendo os ajustes necessários para entregar uma intranet adaptada às necessidades da Tecnisa. Assim que todos os ajustes foram feitos, a RED AD – divisão de Desenvolvimento de Aplicações da REDBELT – ofereceu à Tecnisa uma solução personalizada, com implantação rápida e eficiente. As soluções utilizadas foram o SharePoint Server 2013 e Microsoft SQL Server 2012 Standard, com todos os servidores estão hospedados no Microsoft Azure.

Com a implementação, a Tecnisa percebeu maior engajamento de sua equipe, pois o acesso ágil às informações otimizou o tempo, elevou a produtividade, reduziu o número de chamados e aumentou a colaboração entre equipes. Os gestores da empresa também passaram a ter maior controle sobre o clima e a cultura organizacional.

Segundo Osvaldo Luiz de Aguiar, CIO da Tecnisa, a empresa necessitava de uma tecnologia que fosse parametrizável pelos próprios usuários, uma vez que a companhia opta por trabalhar com uma equipe enxuta. “Hoje, em nossa intranet, todas as informações, independentemente das áreas, podem ser feitas sem que haja dependência de outra área técnica, uma vez que o software é amigável e cada área é responsável por customizar o que irá publicar. Além disso, todos os funcionários da empresa têm acesso à gestão de conhecimento da intranet e manual de normas da empresa, que estão disponíveis no Microsoft Azure e que, antes ficava hospedado em um datacenter. Podemos medir o nível de utilização da intranet pelos colaboradores da empresa, o que nos permite concluir se a rede local atende suas necessidades”.

Para garantir que a intranet funcione com toda a eficiência, a Tecnisa optou por um contrato de suporte e melhorias contínuas no ambiente junto ao time RED AD da REDBELT. Esta proposta de trabalho é dinâmica, pois estabelece as prioridades e novas funcionalidades mensalmente. “O apoio da REDBELT foi essencial para a conclusão do nosso projeto, uma vez que a empresa foi responsável pela definição da arquitetura da nossa nova intranet. O melhor uso do Sharepoint para atender às nossas necessidades só foi possível graças à expertise do time de desenvolvimento da empresa”, afirma Aguiar.

Além das implementações realizadas para a Tecnisa, o serviço de Intranet desenvolvido pela RED AD permite gerenciar solicitações de passagens áreas, veículos, materiais de escritório, benefícios como férias, reservar de salas de reunião, realizar controle de horas, reembolso de despesas, integrações com o Yammer e possui suporte técnico. Segundo Gustavo de Camargo, CEO da REDBELT, “a solução de intranet da Tecnisa foi adaptada de acordo com necessidade apresentada, pois sempre prezamos por oferecer um atendimento personalizado aos nossos clientes. Temos soluções nas áreas de segurança, desenvolvimento de aplicações, nuvem e realidade virtual que nos possibilita integrar diversas expertises tecnológicas com agilidade e eficiência”, explica.

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Por que o BIM falha? – Por Marcus Granadeiro

As incorporadoras, as empresas de infraestrutura e as consultorias de engenharia de modo em geral têm investido em BIM (Building Information Model). Compram software, buscam formação em palestras e treinamentos, investem no desenvolvimento de projetos piloto e enchem salas com diversos workshops, seminários e feiras sobre o tema. Não há uma pesquisa formal que relacione os esforços com os resultados, mas a percepção é que o resultado dos projetos é baixo. As poucas e bem sucedidas iniciativas de BIM são um pequeno número perto do volume de vontade e esforço. Por que os projetos falham? Quais os principais obstáculos? Como vencê-los?

Um primeiro ponto é a dificuldade de entender os benefícios do processo e modelo BIM e, assim, não conseguir cobrar ou pagar a mais por ele. O projeto em BIM deve custar mais caro que o tradicional, pois tem mais valor agregado, contém mais informação, maior escopo, resolve mais problemas e é mais complexo de ser desenvolvido. Quanto de economia e risco uma simulação 4D pode trazer na fase de projeto ou mesmo na fase de obra para uma tomada de decisão? Quanto tempo perdido se evitaria com discussões após uma correta análise de interferências ou pleno entendimento do projeto por todos os stakeholders após uma sessão de realidade virtual? Quão mais fácil seria vender um projeto ou uma alternativa construtiva se baseando em um modelo e apresentando simulações? As respostas para estas perguntas não são simples, mas o custo benefício é nítido, principalmente quando analisado pelo ponto de vista de quem pensa de forma estratégica.

Outra questão que dificulta muito está relacionada ao tempo. Com o BIM há um retardo no início dos entregáveis e há necessidade de antecipar a contratação de parte dos profissionais, piorando o fluxo de caixa do projeto. Já o processo tradicional de projeto permite gerar os primeiros entregáveis em um tempo bem menor, assim dá a impressão que é mais eficaz e eficiente. O tempo de preparação, a modelagem e a análise em BIM é maior, em contrapartida o produto sai mais maduro, pois o processo contém mais “travas” e não aceita tudo como o “papel” usado no processo tradicional. Sob este aspecto, a dinâmica comercial precisa ser alterada, o escopo dos entregáveis rediscutidos e os aspectos financeiros e até mesmo o relacionamento serem repensados. É natural ouvir associado ao tema BIM o termo PID, desenvolvimento integrado de projeto. Estes pontos levam a conclusão que é fundamental a participação dos líderes, pois não dá para fazer BIM com o framework e expectativas antigas. A sincronia fica difícil.

Agregando a estes obstáculos há questões de compreensão, uma lacuna de entendimento que a alta direção das empresas tem sobre o tema. O BIM não é tecnologia, é processo, é uma nova maneira de vender, abre possibilidade de novos produtos e serviços e pode ser uma saída para épocas de crise como a que estamos vivendo.

São três os erros clássicos que notamos neste sentido. O primeiro é achar que o projeto apenas por ser em BIM será melhor que o tradicional e, por isso, se investe na tecnologia e no treinamento e sem se preocupar com demais aspectos, inicia-se um piloto. O resultado em via de regra é frustrante, pois o modelo é tão bom quanto a informação que ele contém, assim as falhas de processo e fluxo não são corrigidas e apenas ficam mais evidenciadas.

Depois, ainda nesta linha aparecem as demandas de BIM que acontecem de forma genérica. Fazer em BIM sem um escopo, um objetivo e um plano é fracasso na certa. O fracasso não é culpa da tecnologia, não está relacionada à falta de treinamento ou incapacidade da equipe. Nestes casos é simplesmente falta de estratégia. Completando a tríade da incompreensão sobre BIM, a demanda ocorre tardiamente, ou seja, o projeto nasce da forma tradicional, apresenta vícios e problemas e alguém resolve migrá-lo para o BIM com a esperança de que esta migração será simples e resolverá os problemas de forma mágica.

Colocados os pontos acima, conclui-se que uma das principais causas de problema nas iniciativas BIM e o que poderia alavancá-las de forma exponencial é o entendimento por parte dos diretores e presidentes das empresas sobre o tema. Por incrível que pareça estes é que ficaram para trás. Suas equipes já estão preparadas, os fornecedores a postos e até o governo já se mobilizando para montar um framework adequado. O que falta é o nível estratégico fazer a sua parte para deixar o BIM injetar a produtividade, a transparência e a produtividade que estamos precisando no momento.

Marcus Granadeiro é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, presidente do Construtivo, empresa de tecnologia com DNA de engenharia e membro da ADN (Autodesk Development Network) e do RICS (Royal Institution of Chartered Surveyours).

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Quando uma startup cresce: o novo momento do VivaReal

O VivaReal, plataforma digital que conecta imobiliárias, incorporadoras e corretores com consumidores que buscam um imóvel, teve uma mudança no seu time executivo. Brian Requarth, co-fundador e CEO da empresa, deixou o cargo para se dedicar a função de Presidente do Conselho do VivaReal. Lucas Vargas, ex-Executivo-Chefe de Operações, assumiu o cargo de CEO da empresa. Na nova função, Brian vai cuidar da gestão do quadro de investidores, da definição da estratégia e manterá o relacionamento com clientes e parceiros. No papel de CEO, Lucas acompanhará e orientará a execução da estratégia do VivaReal. No dia a dia cuidará das diversas áreas do negócio, dando instruções nas questões táticas para garantir o crescimento contínuo da empresa.

Com trajetória empreendedora, Brian fundou o VivaReal no Brasil em 2009. Enquanto CEO, Requarth viu o faturamento mais que dobrar a cada ano e captou mais de $70 milhões de dólares em rodadas de aportes financeiro. Em pouco tempo, o VivaReal tornou-se líder no segmento que atua, ajudando as pessoas a encontrar a casa dos sonhos e ultrapassando concorrentes que estavam há anos no mercado. Lucas começou no VivaReal no final de 2012 como Vice-Presidente Comercial. O primeiro desafio dele foi cuidar da expansão da plataforma pelo Brasil. Naquele ano, a empresa contava com 60 colaboradores.

“A trajetória profissional de Lucas, seu envolvimento com o VivaReal, os objetivos que nos ajudou a alcançar e o crescimento para o qual nos levou mostraram que ele é a pessoa certa para essa fase de maior consolidação da empresa”, afirma Brian. Com o trabalho de expansão de Lucas, o VivaReal passou a ter 16 escritórios espalhados pelo país, mais de 450 colaboradores e 18 mil anunciantes. Em 2015, ele assumiu o cargo de Vice-Presidente Executivo. Além da área Comercial, ficou sob sua responsabilidade toda a equipe de Marketing. No final do mesmo ano, Lucas se tornou Executivo-Chefe de Operações (COO). Passaram para os seus cuidados o Comercial, Marketing, Pessoas (Recursos Humanos, Administrativo e Endomarketing), Financeiro e Jurídico.

Antes do VivaReal, Lucas era co-CEO no Groupon Brasil, onde também foi responsável pela expansão dos negócios regionalmente. Ele fundou e dirigiu a startup Deu Samba, passou pelo Banco Santander e Bain & Company. No México, trabalhou na empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers (PwC). Lucas é mestre em Administração de Empresas pela Universidade de Harvard, Engenheiro de Telecomunicações pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e Administrador de Empresas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Meu principal desafio será consolidar o VivaReal como a maior plataforma digital de imóveis do Brasil. Hoje já temos mais de 15 milhões de visitas mensais e 4,5 milhões de imóveis anunciados. Nosso objetivo é seguir crescendo e utilizar a tecnologia para transformar cada vez mais o mercado imobiliário, oferecendo transparência e eficiência para os consumidores, corretores, imobiliárias e construtoras”, comenta Lucas.

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É hora de comprar um imóvel? – Por Reinaldo Domingos

De acordo com dados divulgados pelo Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), no acumulado de 2015, as vendas de imóveis novos sofreram queda de 5,7% em relação ao mesmo período de 2014. Segundo o Sindicato da Habitação, esse foi o pior acumulado registrado desde 2004.

De acordo com o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, os lançamentos e as vendas de imóveis devem cair para patamar ainda menor em 2016. Sendo assim, com o mercado mais frio, construtoras e donos de imóveis, por exemplo, estão oferecendo bons descontos e condições de pagamento. Então, será que é hora de comprar um imóvel?

Antes de qualquer coisa, a pessoa que pensa em comprar sua casa própria precisa ter ciência da sua vida financeira. Pode parecer óbvio, mas muita gente não tem o controle dos seus ganhos e gastos e não faz um bom planejamento, para ver se realmente consegue honrar com um compromisso de alto valor e longo prazo como esse. Com esses números em mãos, aí sim será possível avaliar se dá ou não para realizar essa compra.

Outra questão que deve ser bem avaliada é a instabilidade econômica. Estamos passando por um momento complicado no país, por isso, é preciso ter confiança extra nas finanças pessoais, ou seja, estar está bem estruturado, ter dinheiro poupado e segurança de que não perderá o emprego – ou que, caso venha a perder, que tenha reserva financeira para suportar esse contratempo e não comprometer seriamente o orçamento e os planos.

A partir daí, é preciso entender que como o estoque de imóveis é grande e a previsão para este ano ainda é de queda, haverá menos lançamentos e, na teoria, mais oportunidades boas de negociações para quem quer comprar. Como a aquisição de um imóvel não é algo simples, é indispensável que se tenha cautela, não adianta agir por impulso. Planejamento é a palavra de ordem.

Para quem já compreendeu essa situação e minimamente se programou para a realização desse sonho, pode ser sim uma boa ideia buscar um imóvel nesse momento. Se pensar em financiar, uma informação importante é que a Caixa Econômica aumentou as taxas de juros do financiamento imobiliário. Nos programas Minha Casa Minha Vida e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) não haverá reflexo dessa mudança, apenas nas taxas das operações com recursos da poupança, valendo para quem tem renda acima de R$ 5,4 mil.

O SFH (Sistema Financeiro da Habitação) que fechava a taxa de juros em 8,5% ao ano foi para 9%; o SFI (Sistema de Financiamento imobiliário), por sua vez, que era de 9,10% aumentou para 10,7% ao ano. Isso quer dizer que, em uma simulação de compra de um imóvel de R$300 mil, por exemplo, o valor total pago na primeira opção seria R$ 868.992,43 e na segunda opção, R$ 1.002.481,20.

Agora, para aqueles que não possuem dinheiro agora ou nem sequer estavam com planos de comprar um imóvel, não adianta querer adquirir um bem desse valor somente porque a situação parece estar favorável a isso. Não estamos falando de uma peça de roupa em promoção. Isso é educação financeira: saber da real situação financeira em que se encontra, para agir com cautela e consciência. A melhor alternativa sempre é poupar antes e gastar depois.

Reinaldo Domingos é educador e terapeuta financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira, Abefin e Editora DSOP, autor do best-seller Terapia Financeira, dos lançamentos Papo Empreendedor e Sabedoria Financeira, entre outras obras.

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