Tag compliance fiscal

Cloud é realidade para compliance fiscal

Por Eric Carvalho e Roberto Caetano, Gerentes de Desenvolvimento de Software da SYNCHRO

As mudanças da legislação tributária, impostas pelo Fisco, sempre causam impactos para os contribuintes brasileiros. Nos últimos anos, depois que a Receita começou a exigir um volume de informações cada vez maior, esse cenário piorou ainda mais. Para entender melhor do que estamos falando, é preciso conhecer alguns números. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), foram editadas em média 46 novas normas tributárias por dia, ou 1,92 normas por hora, toda estrutura criada pelas companhias para atender a burocracia do Fisco, consome em média 1958 horas por ano, e para piorar, no Brasil, 1 a cada 200 colaboradores trabalham na área fiscal.

Assim sendo, as empresas que buscam alcançar a conformidade tributária e reduzir o risco de atuações da Receita, têm no Cloud o seu grande aliado. Para atender as exigências do Fisco, a adoção da nuvem pode ajudar as empresas que pretendem alcançar a conformidade fiscal. Por meio de uma estratégia de gestão na nuvem, os gestores têm controle em tempo real de todo o processo tributário e fiscal; maior segurança, uma vez que todos os dados e informações movimentados pela empresa são armazenados na nuvem, além da escalabilidade do sistema.

Outro ponto favorável do Cloud é a possibilidade de reduzir drasticamente os custos com infraestrutura. A média de chamados por suporte dos usuários de soluções em nuvem é significativamente menor do que os usuários que utilizam soluções on-premises. Além disso, ao adotar uma solução na nuvem, as empresas eliminam gastos com servidor.

Mas apesar de todos os benefícios da nuvem para otimizar operações ou aumentar a competividade das empresas, ainda existe uma corrente de pensamento que o Cloud não é acessível para todas as companhias. Essa visão está baseada, talvez, no desconhecimento do mercado de TI em geral e, principalmente, do avanço do Cloud, que se tornou uma peça fundamental em qualquer estratégia de negócio bem sucedida. Na busca de entender melhor esse cenário, alguns números sobre o crescimento desse setor podem nos ajudar.

Quando o Gartner anunciou em 2010, que o cloud seria uma das tendências que os empresários iriam priorizar, não tínhamos ainda uma ideia desse potencial. Desde então, a tecnologia na nuvem não parou de crescer e alguns números comprovam que a tecnologia superou as previsões e passou a ser uma realidade. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de das Empresas de Tecnologia e Computação (BRASSCOM) o segmento de nuvem foi um dos que mais cresceu no país em 2017, com 51,7%, e chegou a uma receita de R$ 4,4 bilhões.

Já um relatório apresentado pela IDC, mostra que quase 60% das empresas brasileiras preferem utilizar nuvem. Além da adoção maciça de cloud por parte das companhias, a IDC também revela que o setor de Tecnologia da Informação no Brasil deve chegar o final de 2018 com um crescimento de 5,8%.

Todos esses números apresentados indicam que o mercado de TI e, principalmente a tecnologia na nuvem, representam uma expansão e as empresas já perceberam que é importante contar com essa tecnologia em suas estratégias de negócio. E nesse contexto, a área tributária será a grande beneficiada com aumento de produtividade, maior eficiência operacional e redução de custos.

Tags, , , , , ,

Business Intelligence é carta na manga para expandir negócios – Por Christian de Cico

Para muita gente, a nota fiscal é apenas um pedaço que papel entregue ao cliente no final de uma transação financeira, mais por protocolo do que por necessidade. Mesmo entre as empresas, o mundo de possibilidades oferecido pela nota fiscal ainda é pouco explorado ou compreendido. O fato é que as notas fiscais são praticamente uma mina de ouro para empresas. Esses documentos oferecem informações valiosas sobre os hábitos e características de clientes e produtos e, uma vez bem empregados, podem ajudar na expansão da companhia.

É para isso que existe o B.I., ou Business Intelligence. Esse serviço foi criado para analisar e processar dados de documentos e a partir dele gerar informações úteis para diversos fins. O processo pode ser um pouco trabalhoso, porém, exemplos de bom uso de B.I. não faltam. Imagine uma empresa de calçados. Aplicar B.I. nas notas fiscais dos produtos vendidos pode informar ao lojista o bairro que concentra o maior número de clientes, quais tipos de calçados são mais vendidos, qual tipo de pagamento é mais utilizado, aumento ou diminuição de vendas em razão sazonal, as cores preferidas dos clientes, quais acessórios são mais comprados na loja, qual a faixa de gasto dos consumidores e muitos outros. A lógica também funciona para fornecedores: o lojista pode saber o caminho percorrido pela transportadora, qual fornecedor é mais custoso para a empresa, qual tipo de mercadoria vale mais a pena adquirir, custo de itens versus saída de produtos e muito mais.

E nem só de notas fiscais o B.I. vive. A graça do método é poder combinar diferentes fontes de informação para adquirir um conhecimento profundo. Ou seja, ainda utilizando a loja de sapatos como exemplo, e-mails e redes sociais também servem como fontes de informação para o trabalho de B.I. Pensando em tudo isso, cada vez mais empresas e organizações se fazem valer do Big Data, conjunto de informações de seus bancos de dados, para entender melhor os clientes e conseguirem desenvolver ações mais efetivas para atingir o público, gerando retorno financeiro e de marca.

Em posse de todas essas informações, a empresa pode cortar gastos desnecessários, repensar estratégias de negócios e tomar decisões de maneira muito mais assertiva, permitindo que o crescimento da companhia ocorra de maneira mais rápida e segura. O que você está esperando para aplicar essa inovação no seu negócio?

Christian de Cico é engenheiro de produção com foco em otimização de processos e redução de custos, CEO e fundador da Arquivei, que viabiliza compliance fiscal e transforma documentos fiscais em inteligência para mais de 60 mil empresas em todo país

Tags, ,