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CIO Vendedor

Por Fernando Misato

O gestor de TIC ao longo do tempo vem se atualizando e atravessando com louvor os diversos ciclos vividos pela tecnologia do mundo corporativo. Isso significa que esses profissionais têm vendido bem sua importância para as companhias onde entregam seu suor.

Necessariamente, somos todos vendedores e estamos sempre vendendo algo. Essa afirmação poucos ousam contrariar. Quer seja em uma entrevista de emprego ou na hora de negociar uma simples lista de prioridades, o gestor de TI não foge da regra e precisa ser Vendedor.

A Tecnologia da Informação esteve sempre no centro do plano estratégico e da sobrevivência operacional do mundo dos negócios. A TI é essencial para todos os setores. Fundamental para manter as operações das empresas. Importantíssimo para as previsões e planejamento da sobrevivência. Muito requisitado para os projetos de inovação. E nesse momento, está integrado com as exigências para a Segurança da Informação. Além disso, é peça fundamental para a transformação do Marketing, que cada vez mais é Digital.

Quando os CPDs e o desenvolvimento interno imperavam, as principais soluções operacionais e gerenciais estavam sob a responsabilidade dos analistas e programadores. Lá estavam esses profissionais desenvolvendo e quebrando a cabeça para criar sistemas personalizados e sob medida para cada empresa.

Quando os ERPs iniciaram seu ciclo, os Gerentes de Informática também precisaram se reinventar. Deixam de ser os gestores dos sistemas, onde a tecnologia de desenvolvimento é praticamente a atividade fim, e passam a usar TI como ferramenta de gestão. Os ERPs revolucionaram o mundo corporativo da época. A inteligência de negócio dos profissionais de TI teve fundamental participação na transferência de conhecimento para que as ferramentas fossem configuradas adequadamente.

Não por acaso, muitos dos grandes fabricantes de softwares de gestão de hoje possuem em sua concepção empreendedora os profissionais que desenvolviam sistemas especialistas das empresas. Outra vez os Gestores de TI dando exemplo de capacidade de vender e principalmente de empreendedorismo.

Os ciclos passam. Os nomes da função também. Se antes Gerente de CPD ou de Informática, igualmente no passado ainda sentimos que esses bravos de TI deveriam ser melhor valorizados. Considerando o conhecimento que detém, precisam ser vistos por outros olhos. Conhecem a vida operacional como ninguém. Vivem intensamente as projeções junto com os principais executivos. Resolvem problemas urgentes da operação. Os CIOs ainda colaboram na análise de erros do passado para corrigi-los no futuro. Em cada novo ciclo, além de atualizar-se no seu conhecimento técnico e gerencial, também vem se atualizando na arte de vender sua própria importância.

Os CIOs seguem no centro das soluções, planejamento e decisões estratégias das companhias. Seguem com sua importância justamente por administrar um dos principais ativos. A informação é o maior patrimônio de todos os negócios. Essa constatação cresce, inegavelmente.

Por tudo isso, as associações de CIOs têm procurado incentivar para que seus membros venham vender seu conhecimento em palestras e reuniões com a comunidade de TIC. Compartilhar conhecimento é uma forma elegante de mostrar suas riquezas e conquistas. Esses grupos/associações estão alinhados nacionalmente por meio das redes sociais. Entendemos ser uma grande vitrine esse exercício de aparecer. Uns adoram essas oportunidades. Uns se consideram introvertidos e pouco afeitos a essas aparições. Insistimos. Mesmos essas sinceridades técnicas podem vender melhor do que grandes produções. Importante é mostrar que o trabalho trouxe resultado.

Os Head Hunters e os Diretores Financeiros adoram conhecer nas redes sociais profissionais que geram resultados para suas companhias. Quer seja para mostrar ao mundo ou para seu próprio time, o CIO segue precisando ser vendedor e atualizado. O tempo já provou que esse profissional sabe vender. O mercado esta em um novo ciclo. A vitrine esta aberta. “Olha um CIO madurinho ai, Gente!”. Vamos usá-la com entusiasmo.

Fernando Misato , Diretor Comercial da SUCESU Paraná, empresário e articulador para desenvolvimento de networking entre os profissionais de TIC.

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Necessidade de agilidade em inovação coloca em risco experiência do consumidor, dizem CIOs de empresas do setor financeiro

A Dynatrace, empresa líder em inteligência de software, apresenta os resultados de uma pesquisa global independente com 249 CIOs (Chief Information Officers) de empresas do setor de serviços financeiros. Segundo o levantamento, 77% das empresas do setor financeiro afirmam que a necessidade de agilidade em inovação digital tem colocado a experiência do consumidor final em risco. O estudo mostra que organizações do segmento lançam, em média, duas atualizações de software a cada hora de trabalho, em um contínuo esforço para se manterem competitivas e atenderem a um consumidor com expectativas cada vez mais elevadas.

Com relação ao futuro, 90% dos CIOs entrevistados afirmaram que vão precisar atualizar sistemas de uma forma ainda mais rápida. No entanto, a agilidade dos lançamentos pode cobrar um preço. Praticamente dois terços (65%) dos executivos consultados admitiram que são obrigados a comprometer a garantia de excelência na experiência do consumidor em favor de uma inovação realizada com mais velocidade.

“Praticamente toda organização no planeta é uma companhia de software nos dias atuais. Isso inclui as empresas de serviços financeiros. Líderes do mercado lançam múltiplas atualizações de softwares a cada segundo para garantir a experiência do consumidor. Consequentemente, o conceito moderno de entrega de software está centrado na agilidade, ciclos rápidos de desenvolvimento, lançamento em dinâmica e ambientes híbridos, com várias Nuvens”, diz Andreas Grabner, executivo de processos DevOps na Dynatrace. “Ainda assim, usuários finais também esperam que o fluxo estável das novas funcionalidades e atualizações funcione perfeitamente, sem ser comprometido. O desafio para a TI é entregar rapidamente, ao mesmo tempo que migra para uma arquitetura nativa na nuvem e mantém a boa experiência do usuário”.

No levantamento, a Dynatrace analisa os desafios enfrentados pelas organizações do setor financeiro à medida em que elas se esforçam para alcançar novos, e mais elevados, padrões de agilidade e velocidade. A pesquisa apurou:

A Nuvem permite agilidade, mas CIOs do setor financeiro enfrentam dificuldades para:

– Garantir que a performance do software não seja negativamente impactada (69%);

– Identificar se mover uma aplicação para a Nuvem traz os benefícios desejados (57%)
– Entender se uma aplicação é adequada para a Nuvem (57%)

– Rearquitetar aplicações legadas para a Nuvem (51%)

– Garantir que a experiência do usuário não seja afetada durante o processo de migração (52%)

Falta de colaboração e visibilidade acarreta atrasos para a inovação:

– Para 78% dos CIOs de serviços financeiros entrevistados, suas organizações vivenciaram atrasos em projetos de TI que poderiam ter sido evitados se as equipes de desenvolvimento e operação estivessem aptas a colaborarem facilmente

– CIOs do setor financeiro afirmam que iniciativas de transformação digital foram desestabilizadas principalmente por causa de impactos na correção de códigos (41%), e interrupções de serviços de TI causadas por problemas externos (56%) ou por mudanças internas (49%).

Organizações enfrentam desafios ao recorrerem a DevOps para melhorar a colaboração:

– 74% das organizações do setor implementaram ou estão explorando possibilidades de uma cultura DevOps para melhorar colaboração e conduzir inovações com mais agilidade

– Para 77% dos CIOs do setor, os esforços com DevOps são geralmente prejudicados pela falta de ferramentas e dados compartilhados, o que atrapalha as equipes de TI em obter uma visão unificada “da verdade”

– 59% dos CIOs do segmento identificaram diferenças entre as prioridades dos silos departamentais como uma barreira adicional à adoção de DevOps

“O desafio para todas as organizações de serviços financeiros é obter uma visão holística do canal DevOps – do código a experiência. Com o amadurecimento de DevOps, empreendimentos buscam automatizar e integrar o desenvolvimento do software com o objetivo de lançar mais rápido sistemas e atualizações com elevado padrão de qualidade e menos esforço manual. É empolgante ver a Inteligência Artificial desempenhar um papel ainda maior na redução de tarefas manuais de modo que possamos fazer o que amamos – criar software melhor, implementar com agilidade e entregar experiências perfeitas”, afirma Grabner.

Esse relatório, encomendado pela Dynatrace, é baseado em pesquisa global com 249 CIOs de grandes empresas do setor de serviços financeiros com mais de 1.000 funcionários. Para mais informações visite: http://info.dynatrace.com/2018_global_cio_report.html.

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75% dos CIOs de finanças dizem que pode ser impossível gerenciar a performance digital, à medida que a complexidade de TI aumenta

A Dynatrace, líder mundial em soluções de Gerenciamento de Performance Digital, anuncia os resultados de uma pesquisa global independente, realizada com 249 executivos de tecnologia (CIOs- Chief Information Officers) do setor de serviços financeiros. O levantamento revela que 75% das organizações avaliam que a complexidade de TI poderá tornar impossível o gerenciamento da performance digital de maneira eficiente. O estudo também destaca que hoje essa complexidade está crescendo exponencialmente e que uma única transação pela Web ou por dispositivos móveis passa por uma média de 38 diferentes tecnologias e/ou componentes, em comparação aos 26 sistemas que eram utilizados cinco anos atrás.

Esse crescimento foi impulsionado pela rápida adoção de novas tecnologias nos últimos anos. No entanto, a tendência de aumento está programada para acelerar, com 54% dos CIOs de finanças planejando implementar um número ainda maior de tecnologias no próximo ano. A pesquisa revela que entre as principais tecnologias a serem adotadas nos próximos 12 meses estão Multi-Cloud (97%), Microsserviços (90%) e Contêineres (88%).

Como resultado da crescente complexidade, as equipes de TI das empresas de serviços financeiros agora gastam uma média de 30% do seu tempo, lidando com problemas de performance digital, gerando um custo de US$ 3,8 milhões por ano para cada empresa. À medida que buscam soluções para esses desafios, quatro de cada cinco CIOs de finanças (84%) avaliam que a Inteligência Artificial (IA) será fundamental para a capacidade da TI dominar a crescente complexidade, sendo que 92% já possuem ou planejam implementar a Inteligência Artificial nos próximos 12 meses.

“As organizações de serviços financeiros estão sob uma enorme pressão para acompanhar a economia digital sempre ligada e conectada, e constantemente com uma demanda por inovação”, afirma Matthias Scharer, Vice-Presidente de Business Operations da Dynatrace. “A experiência do cliente é o novo campo de batalha para as organizações de serviços financeiros, com reguladores e consumidores impulsionando essa inovação. Como consequência, os ecossistemas de TI estão passando por uma transformação constante. A transição para infraestrutura virtualizada foi seguida pela migração para a Nuvem, que tem sido substituída pela tendência de Multi-Cloud. Muitos CIOs têm percebido que seus legados de aplicativos não foram desenvolvidos para os ecossistemas digitais atuais e, por isso, estão sendo alterado para uma arquitetura nativa de Nuvem. Essas mudanças rápidas estão dando origem a diversos ecossistemas de TI (hyper-scale, hyper-dynamic and hyper-complex), tornando cada vez mais difícil monitorar a performance digital e gerenciar efetivamente a experiência do usuário”.

A pesquisa também aponta os desafios que as organizações de serviços financeiros acham mais difíceis para superar a migração para os ecossistemas de Multi-Cloud e de arquitetura nativa de Nuvem. Entre os destaques estão:

– 76% dos CIOs das organizações de serviços financeiros dizem que a Multi-Cloud torna especialmente difícil e demorado o monitoramento e entendimento do impacto que os serviços em Cloud têm na experiência do usuário;

– 75% estão frustrados com tempo gasto pela TI para configurar o monitoramento de diferentes ambientes em Nuvem ao implementar novos serviços;

– 75% dos CIOs de finanças dizem que monitorar a performance de Microsserviços em tempo real é quase impossível;

– 80% dos CIOs de organizações de serviços financeiros dizem que a natureza dinâmica dos contêineres torna difícil entender o seu impacto na performance dos aplicativos;

– A manutenção e configuração do monitoramento de performance (56%) e a identificação de dependências e interações de serviços (52%) são os principais desafios identificados pelos CIOs para o gerenciamento de Microsserviços e contêineres.

“Para que o ambiente de Cloud ofereça os benefícios esperados, as organizações financeiras devem ter visibilidade de ponta a ponta (end-to-end) de todas as transações”, explica Scharer, destacando que a Dynatrace oferece soluções para resolver os problemas de performance digital das empresas. “No entanto, isso tornou muito difícil, porque eles estão desenvolvendo ecossistemas Multi-Cloud em uma variedade de serviços da AWS, Azure, Cloud Foundry, SAP, entre outros. Além disso, a mudança para arquiteturas nativas de Nuvem fragmenta ainda mais o caminho da transação do aplicativo”.

“Hoje, um ambiente de TI pode ter bilhões de dependências. Por isso, enquanto os ecossistemas modernos são fundamentais para a rápida inovação nos serviços financeiros, a abordagem para monitorar e gerenciar a performance do legado é baixa. As empresas não podem confiar nos seres humanos para sintetizar e analisar dados. É preciso ser capaz de detectar e manipular os ambientes de TI dos serviços financeiros em tempo real e, o mais importante, usar a Inteligência Artificial para identificar problemas com precisão e ajustar os ambientes corporativos para um caminho de autogerenciamento. Tudo para garantir a melhor performance e experiência do ponto de vista do cliente”, diz Scharer.

Além dos desafios da gestão de um ecossistema de TI muito complexo, a pesquisa também indica que os departamentos de TI das organizações financeiras estão lutando para acompanhar as demandas internas dos negócios. De acordo com o levantamento, 76% dos CIOs de finanças dizem que a área de TI está sob muita pressão para manter as demandas pouco reais dos negócios e dos usuários finais. 79% dos gestores ressaltam que está ficando cada vez mais difícil encontrar tempo e recursos para responder a quantidade de solicitações das empresas e ainda entregar tudo o que se espera de TI. Em particular, 80% dos CIOs dizem que é difícil mapear métricas da performance digital para o impacto que têm nos negócios.

O relatório, encomendado pela Dynatrace, é baseado em uma pesquisa global feita com 219 executivos da área de TI (CIOs) de grandes empresas que possuem mais de 1.000 funcionários. O levantamento foi feito no final de 2017 com apoio da Vanson Bourne. O estudo incluiu entrevistados do Brasil e de países como Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, China, Austrália, Cingapura e México.

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Três motivos para que os CIOs considerem o GDPR enquanto o prazo se aproxima

Por Aruna Ravichandran, VP de Product Marketing da CA Technologies

Com o prazo de adaptação ao Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR – General Data Protection Regulation) da União Europeia chegando ao fim, os CIOs estão correndo para mitigar riscos de multa por não cumprirem com as exigências. GDPR é uma regulamentação que exige que as empresas protegam os dados pessoais e a privacidade dos cidadão europeus para todas as transações realizadas entre membros da União Europeia.

Este é um exercício tático necessário, mas os CIOs não devem pensar sobre o GDPR apenas por este viés. Na verdade, existem três razões importantes para que todos os CIOs vejam o GDPR também de forma estratégica.

Razão nº 1: A responsabilidade futura pelo uso de dados pessoais irá além do GDPR

O prazo final para adaptação ao GDPR (25 de maio de 2018) é uma data importante. Porém, não será a última.

À medida que as organizações acumulam mais dados do cliente, exploram e monetizam esses dados das mais diversas formas, e considerando possíveis usos inadequados dessas informações que expõe os clientes a maiores riscos, é importante que as agências reguladoras e os formuladores de políticas tomem medidas apropriadas.

O GDPR pode ser a resposta atual de maior destaque às preocupações relacionadas aos dados dos clientes, mas é apenas um indicativo das mudanças que estão por vir. Uma nova evolução da economia digital global inevitavelmente levará a outras regulamentações relacionadas à gestão de dados, e não apenas na União Europeia e nos Estados Unidos, mas em todo o mundo. Na verdade, o GDPR foi amplamente discutido em vários fóruns legislativos e regulatórios em Washington DC, inclusive quando Julie Brill, da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, escreveu: “O GDPR terá efeitos abrangentes sobre todos nós… [e] parte do seu objetivo foi definir um padrão global.”

Esta é uma mudança estratégica, não apenas tática. Historicamente, os CIOs consideravam os dados armazenados na infraestrutura corporativa como propriedade corporativa. O modelo tradicional considera os dados como uma propriedade de quem os coleta.

O GDPR sinaliza uma mudança radical neste modelo. No futuro, as empresas apenas pegarão “emprestado” os dados dos seus proprietários (leia-se, dos cidadãos), que terão os direitos específicos relacionados ao ciclo de vida dos mesmos. Os CIOs devem repensar todos os aspectos da empresa digital neste contexto.

Razão nº 2: A conformidade com o GDPR é mais do que apenas a governança de dados

A visão simplista do GDPR é a de que você estará em conformidade se gastar dinheiro com ferramentas de governança de dados e encontrar um agente de dados suficientemente engajado para impor as políticas internas de governança de dados de uma organização.

Mas isso é apenas parcialmente correto. Para cumprir com o GDPR e outros regulamentos relacionados, você precisa da tecnologia certa e das pessoas certas para ficarem de olho nos dados em toda a empresa.

Mas existem muitas outras fontes de dados na empresa digital atual além dos aplicativos e bancos de dados em produção. A pressão para colocar rapidamente novos recursos digitais inovadores no mercado, por exemplo, está fazendo com que muitas equipes de DevOps acelerem e não analisem bem os dados de teste que elas usam para realizar o trabalho. Às vezes, esses dados são enviados para fora da empresa para contratar desenvolvedores e QA shops sem qualquer mascaramento.

Por outro lado, muitas empresas recebem dados de terceiros sem investigar suficientemente as práticas de limpeza dessas informações. Essas ações podem expor uma companhia a responsabilidades graves relacionadas a dados, independente de se achar segura ou em conformidade.

Os CIOs devem considerar a conformidade como uma regra empresarial estratégica. São necessárias políticas fortes, transparentes e eficazes de descoberta, de coleta, de teste, de gerenciamento e remoção de dados, não apenas para garantir o cumprimento, mas também como parte integral da construção de relações digitais confiáveis e duradouras com os clientes.

Razão nº 3: O GDPR é uma oportunidade para a marca, não apenas uma carga imposta externamente.

Quando surge um regulamento complexo e de alto impacto, como o GDPR, é comum vê-lo um fardo. Afinal, para se adaptar ao GDPR, as organizações geralmente usam recursos de outras iniciativas e a atenção do CIO é desviada de outros assuntos urgentes.

Então, por que não considerar transformar os custos que você não pode evitar em investimentos que compensam no longo prazo? Uma boa administração de dados não deve ser apenas algo que fazemos porque somos obrigados. Deve ser algo que fazemos porque é ético e de valor para nossos clientes. Além disso, o GDPR oferece um campo de atuação igual entre as empresas internacionais, incentivando o desenvolvimento de tecnologias inovadoras que podem beneficiar a todos.

Muitas empresas usam a responsabilidade corporativa a seu favor. A rede varejista Whole Foods e a fabricante de roupas e acessórios esportivos Patagonia são exemplos clássicos de empresas que elevam suas marcas e o envolvimento de clientes ao contextualizar as compras como mais do que meras transações financeiras. Quem pode dizer que a administração de dados não pode se tornar um equivalente digital da proteção ambiental ou impacto social do tipo “na compra de um produto, doamos outro para caridade”?

Além disso, a administração insuficiente pode trazer consequências estratégicas além das multas por descumprimento. Se os clientes não acham que podem confiar em você com seus dados, eles provavelmente não confiarão em você com seu dinheiro.

Mas isso sugere que os CIOs que consideram a administração de dados de forma estratégica serão superiores aos que não colocam isso em prática. Então, por que não se juntar a eles?

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Marcelo Koji é o novo Diretor de TI e Negócios Digitais da Duratex

A Duratex anuncia a chegada do novo Diretor de Tecnologia e Negócios Digitais, Marcelo Koji. O executivo possui 22 anos de experiência na gestão de TI e atuou em grandes empresas como Braskem, GVT, Provedor IG, Carrefour, Accenture e Magazine Luiza – nesta última, participou fortemente do processo de transformação digital da rede varejista.

O executivo é graduado em Engenharia Eletrônica pela USP, com MBA em Gestão de TI pela FIA – Fundação Instituto de Administração. Além disso, é membro do Advisory Board do CIONET, a rede mundial de CIOs.

Na Duratex, Koji responderá diretamente ao CEO, Antonio Joaquim de Oliveira, e aplicará seu conhecimento e experiência de mercado na crescente evolução digital dos negócios da companhia. O executivo enfrentará o desafio de atuar, pela primeira vez, no segmento industrial.

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Por que os CIOs estão sumindo? – Por Dante Lopes

Quando o termo Chief Information Officer (CIO) surgiu no final dos anos 80, não se esperava que esse tipo de profissional fosse se tornar uma peça importante no cenário das grandes empresas e corporações. Hoje, os CIOs são responsáveis por liderar o movimento da inovação dentro das organizações, garantindo que todas as variáveis da Gestão da Inovação estejam em perfeita sintonia e consonância.

No entanto, as metas financeiras de curtíssimo prazo, a insegurança dos executivos para “apostar” no desconhecido ou incerto, a inércia corporativa que demora para engrenar e a própria incapacidade de proporcionar resultados tangíveis para confortar as altas lideranças, dentre outros fatores, têm culminado na extinção dos CIO’s dentro das grandes organizações.

As empresas que não compreendem a importância da inovação, ao mesmo tempo em que eliminam esse cargo, estão assinando seu próprio atestado de óbito. A sobrevivência da empresa no horizonte de médio e, principalmente, longo prazo, inevitavelmente depende da inovação.

O CIO é o grande responsável, na maioria dos casos, pela implementação e disseminação da cultura de inovação por toda a empresa, na tentativa de garantir a sobrevivência das estruturas do negócio, seja ampliando o portfólio de produtos e serviços inovadores, ou pela criação de novos modelos de negócios.

Além de criar os mecanismos necessários para garantir que os funcionários tenham suficiente autonomia para usar e abusar da arte do questionamento nas suas rotinas de trabalho, o CIO deveria ser a figura com a obrigação de integrar, conectar e eliminar as interfaces entre todas as outras diretorias e departamentos.

Sendo bastante generalista, as grandes empresas e mega conglomerados industriais, hoje, são administrados por profissionais que foram submetidos por décadas a um processo educacional antigo, e por vezes retrógrado, em que o micro gerenciamento, a opressão e a intimidação eram (e são) presentes e onipresentes. A consequência? Executivos e funcionários sem autonomia, meros executores robóticos de processos obsoletos e corrompíveis. E o impacto gerado são negócios fadados ao fracasso. Por isso, a figura do CIO se faz tão importante nessas organizações.

Quando esse profissional é removido, automaticamente remove-se o direito e a autonomia dos funcionários para questionarem o velho, o antigo. O medo é instaurado e a empregabilidade passa ser associada com o seguir os padrões já estabelecidos.

O recado é simples: quem não tentar inovar, está fora do jogo! Portanto, não deixem que o cargo de CIO acabe. Quando a posição deixa de existir, morre com ela até mesmo a mais simples ideia de que inovar é preciso.

Dante Lopes é CEO da Empreendi na Rede, uma empresa de educação empreendedora e desenvolvimento de negócios, focada na criação de projetos e empreendimentos inovadores.

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CIOs brasileiros estão mais preocupados com a gestão de custos, traz pesquisa da Deloitte

Os CIOs brasileiros (Chief Information Officers), líderes de gestão tecnológica das empresas, estão mais preocupados com a gestão de custos. É o que mostra a Pesquisa CIO Global 2016-2017, realizada pela consultoria Deloitte em 48 países. Segundo o estudo, este foi o tema a ser priorizado mais mencionado por executivos no contexto local, com 60% das referências, seguido por crescimento (55%) e clientes (51%). Já em nível global, 57% dos entrevistados apontaram a clientela como principal elemento de atenção da gestão.

Na avaliação da Deloitte, o atual perfil do CIO brasileiro é reflexo de uma tradição local de cobrança diária para que os profissionais dediquem mais tempo à operação. Contudo, esse relacionamento não reflete o desejo dos líderes de tecnologia e quase 50% entendem a necessidade de adaptação de seu padrão à medida que a empresa se desenvolve em termos de tecnologia.

Para o vice-presidente da Assespro-SP (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – Regional São Paulo), Eduardo Nistal, a preocupação com gestão de custos é resultado do cenário da economia local, que enfrentou queda significativa nos últimos dois anos. “Até por pressão interna das empresas, como um todo, acho que isso levou os CIOs a olharem para essa questão dos custos”, acredita.

Em nível global, os resultados do levantamento mostram que 78% dos CIOs afirmam que alinhar o seu setor à estratégia de negócios e às metas de desempenho é a principal capacidade de TI essencial para o sucesso desses profissionais no cumprimento de suas atividades.

A pesquisa revela ainda que os líderes brasileiros prezam tanto pela interação e comunicação, quanto pela compreensão das mudanças e inovações alinhadas à cultura de alta performance, deixando cada vez mais distante o modelo tradicional. Neste sentido, os dados da pesquisa apontam para a compreensão de que, cada vez mais, os CIOs estão evoluindo para uma posição mais estratégica na organização, e não mais apenas de entrega de serviços e soluções.

No que diz respeito às capacidades esperadas de TI, o grande foco dos líderes brasileiros se dá na inovação, com a adoção de novas tecnologias para o negócio e a melhoria de processos já existentes.

Assim como no resultado geral, o Brasil entende que o alinhamento estratégico entre as ações de TI e os negócios (79% dos respondentes brasileiros) é essencial para o sucesso da organização.

Outra observação diz respeito ao interesse crescente dos CIOs brasileiros por novas tecnologias, como digital, analytics e cloud computing, sendo estes três considerados os segmentos de maior impacto para o negócio nos próximos dois anos, bem como os que receberão mais investimentos no mesmo período.

Segundo o vice-presidente da Assespro-SP, este tipo de pesquisa é fundamental e supre uma carência de estudos locais, sendo de grande interesse da associação a divulgação e colaboração com estudos deste gênero.

“Acredito que no médio prazo, após os reflexos da crise econômica, os CIOS brasileiros começarão a focar em soluções para os clientes para tentar apoiar a empresa como um todo, trazendo, assim, inovações para o cliente final. Neste sentido, deve se igualar à preocupação dos CIOs em nível global, os quais se mostram mais preocupados com os clientes”, finaliza Eduardo Nistal.

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Gartner convoca CIOs e Líderes Seniores de TI a assumirem o protagonismo da transformação digital

TI é a chave para a transformação digital nas organizações

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento imparcial em tecnologia, convoca os CIOs (Chief Information Officers) e Líderes Seniores de TI a assumirem o protagonismo da transformação digital em suas empresas por meio de uma liderança 360°, com múltiplas direções e perspectivas e que detecta potenciais parcerias de negócios no ambiente interno e externo. Esse tema será apresentado no Gartner Symposium/ITxpo 2016, o maior e mais importante evento mundial do Gartner, que acontece entre 24 e 27 de outubro (Segunda a Quinta-Feira), no Sheraton São Paulo WTC Hotel.

“Assumir o protagonismo nesse sentido é pensar em múltiplas direções dentro e fora da empresa, refletindo, agindo e liderando de forma integral”, afirma Luis Claudio Mangi, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner e Chairman do Symposium/ITxpo 2016.

Durante o evento, o Gartner debaterá temas como otimização de custos em tempos voláteis, cloud, analytics, DevOps, segurança, TI Bimodal e os impactos da tecnologia na geração de resultados, uma vez que a transformação digital está acontecendo em todos os setores da empresa e influencia suas dinâmicas de modo geral. CEOs (Chief Executive Officers) e CIOs devem trabalhar em conjunto para mostrar aos outros setores o papel de TI e tornar seu trabalho mais eficiente.

“O mundo está em constante transformação e sendo construído à medida que cresce. Nossa missão no Gartner é acompanhar as tendências e o que está acontecendo no mundo para aconselhar e compartilhar conhecimento com nossos clientes”, explica Mangi.

Mais de 40 analistas do Gartner estarão no Symposium/ITxpo 2016, que terá sessões desenvolvidas de acordo com as prioridades dos CIOs e Líderes de Negócio e TI, encontros de CIOs e times; sessões de Signature Series com foco em tendências futuras; Jornadas do CIO, com uma agenda customizada com base em sua função e mandato atual; sessões exclusivas para os setores de Governo, Finanças e Varejo; Programa Mulheres em TI; histórias de sucesso reais contadas por seus pares e muito mais.

O Gartner Symposium/ITxpo 2016 oferece direcionamento estratégico sobre como dominar as mudanças tecnológicas em um momento de competição como o atual, em que a velocidade dos negócios digitais torna essencial a estratégia de enxergar o futuro em 360°. Mais informações estão disponíveis no site: gartner.com/br/symposium.

Gartner Symposium/ITxpo 2016

Data: de 24 a 27 de outubro de 2016 (Segunda a Quinta-feira)
Local: Sheraton São Paulo WTC Hotel
Endereço: Av. das Nações Unidas, nº 12.559, São Paulo/SP

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Ambiente de negócios digitais redefinirá a competição global – Por Cassio Dreyfuss

Muitas empresas e seus CIOS têm ainda uma ideia muito vaga de como será o futuro do ambiente de negócios digital. Muitos não avaliam o grau de transformação que será necessário. No Brasil, os líderes do negócio (o que deve incluir também os executivos de tecnologia) têm dúvidas sobre sua própria capacidade de ir em direção aos negócios digitais, devido às grandes mudanças necessárias, aos orçamentos limitados e às condições econômicas desafiadoras.

Gostemos ou não, a revolução digital está chegando às nossas praias. Já é uma realidade. E, na nossa visão, transformará radicalmente a maneira como se fazem negócios em todas as indústrias – incluindo governo. Elementos importantes ainda não estão totalmente claros: os diferentes cenários nos diversos setores, os novos desafios e as novas regras. Mas é justamente aí que estão as oportunidades.

CIOs brasileiros podem – e precisam – desenvolver a visão dos negócios digitais de suas respectivas empresas e seguir adiante, assumindo papel de liderança na nova economia digital. As novas possibilidades criadas pelos negócios digitais redefinem os mercados e as regras de concorrência. A contagem volta a zero. A competição começa de novo. Todo mundo tem uma nova chance.

Os novos líderes de tecnologia têm grandes desafios pela frente. As possibilidades para criação de negócios realmente inovadores são virtualmente inexploradas na maioria das indústrias, especialmente em países emergentes. E a flexibilidade das tecnologias digitais permite a criação de modelos totalmente novos. Eles são, em geral, intensivos em informação – mas não exigem investimentos pesados em ativos (uma condição praticamente obrigatória para viabilizá-los no Brasil de 2016-2017). E, na maioria dos casos, a criatividade é a única limitação, pois ainda não há enquadramentos legais ou marcos regulatórios para restringi-los. Além disso, a revolução digital é recente e ainda não há vencedores claros nem posições de liderança consolidadas. O momento é agora. Neste mundo global, os competidores estrangeiros não vão esperar a plena recuperação do nosso país para avançar nesse novo jogo digital.

Nossos CIOs devem trabalhar com a alta administração e os líderes de negócios para criar o novo modelo de negócios digitais de suas empresas. Precisam promover o desenvolvimento de novas redes de liderança, fora da TI, envolvendo talentos internos e externos à empresa. E doutrinar os líderes de negócios nos novos modelos digitais, que alavancam criatividade e inovação aplicadas sobre ativos de informação intangíveis, sem a necessidade de altos investimentos em ativos físicos. Necessitam também redirecionar a busca de talentos – problema complicado no Brasil – sob uma visão de uma rede dinâmica híbrida, usando oportunamente recursos internos e externos.
Modelos econômicos agrícolas e industriais focam em bens tangíveis, como ferramentas, equipamentos, insumos e matéria-prima. Já os modelos econômicos de serviço enfatizam a importância de ofertas intangíveis, onde o diferencial competitivo fica por conta de características que são adicionadas aos serviços — de certa forma, já um modelo “desmaterializado”. Agora estamos começando uma nova era econômica — o negócio digital – que leva a desmaterialização em um nível nunca pensado até agora.

Uma parte importante da vantagem competitiva das empresas no passado foi seu acesso privilegiado a recursos materiais, ou custos baixos em seu processo de transformação física, da matéria prima às mercadorias acabadas. Nesta nova era, os componentes intangíveis têm precedência sobre os materiais. O negócio digital é alimentado pela inteligência e criatividade em explorar ativos de informação, mais do que ativos físicos.

A consequência é que as barreiras de concorrência que foram construídas no passado em torno do acesso aos recursos perderam sua importância ou desapareceram por completo, e as empresas devem começar a construir suas novas posições competitivas baseadas no acesso e proteção de seus ativos intangíveis. Por exemplo, a Prudential Insurance criou uma oferta chamada Vitality (“o programa de recompensa de vida saudável”), baseado nos registros coletados dos sensores de monitoramento de atividades físicas (braçadeiras, tênis, peças de roupa etc.).

O sistema completo é somente um modelo de negócio intangível desenvolvido com investimentos acessíveis. Não é difícil para outros operadores criarem uma oferta similar. Então, parte da barreira de proteção está em trazer parceiros chave estratégicos para participar desta oferta.

Empresas de países como o nosso, com problemas econômicos – agudos ou endêmicos – e dificuldades financeiras, não precisam direcionar altos investimentos para a nova economia digital. Em vez disso, agora podem competir alavancando bens intangíveis e talento das pessoas (inteligência e criatividade turbinando habilidades pessoais), que são pagos em cômodas parcelas mensais.
Com as novas regras, todas as empresas – mesmo aquelas com emprego intenso de ativos – têm uma nova oportunidade pela frente que não podem desperdiçar, mesmo diante do atual cenário econômico brasileiro. Isso precisa ser feito, e agora.

Cassio Dreyfuss, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner

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Pesquisa da Unisys mostra que CIOs lideram a transição para a nuvem nos EUA

Uma pesquisa recente da Unisys Corporation (NYSE: UIS) com mais de 200 executivos de TI e negócios nos EUA revelou que os CIOs são os executivos que mais apoiam e impulsionam a migração dos recursos de TI para a nuvem. O estudo indica que a redução de custos e o acesso mais rápido à capacidade computacional são as suas principais motivações, por outro lado, a proteção da nuvem é a maior preocupação dos entrevistados:

Entre os fatores citados pelos entrevistados como as principais motivações da migração para a nuvem estão:

– Reduzir os custos/transformar as despesas de capital em despesas operacionais (63%)

– Disponibilizar a capacidade computacional sob demanda (62%)

– Liberar a equipe de TI para realizar tarefas que agreguem mais valor ao negócio (51%)

– Fazer com que a TI seja vista como uma fonte de vantagem competitiva e não como um centro de custos (33%)

“Este estudo mostra que muitos CIOs são perspicazes e têm uma visão clara das vantagens competitivas, operacionais e econômicas da computação em nuvem, tomando medidas categóricas para obter esses benefícios para suas organizações”, afirma Steve Nunn, Vice-presidente de Cloud e Serviços de Infraestrutura da Unisys. “Ao mesmo tempo, os tomadores de decisão conhecem perfeitamente a necessidade de proteger tanto os recursos de TI existentes como as novas capacidades em nuvem para proteger os ativos corporativos essenciais”.

A Unisys oferece uma gama de serviços de infraestrutura e em nuvem, que permite que os clientes migrem com facilidade seu ambiente de TI, de data centers orientados a hardware para empresas seguras definidas por software, aproveitando assim soluções compatíveis com a nuvem. O software de segurança Unisys Stealth® oferece uma camada extra de segurança para nuvens públicas e privadas, utilizando técnicas de microssegmentação com base em identidade e criptografia, para auxiliar as organizações a reduzir ataques e ações de hackers, tornando dispositivos, dados e usuários finais indetectáveis nas redes.

Sobre a pesquisa

A Gatepoint Research realizou a pesquisa nos Estados Unidos encomendada pela Unisys em fevereiro e março de 2016. Os resultados têm como base as respostas de 203 executivos de TI e negócios.

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SUCESU-RS recebe CIOs em primeiro Seminário Executivo do ano

A SUCESU-RS promove no dia 9 de junho o primeiro Seminário Executivo do ano, que reunirá CIOs de mais de 50 empresas no Vila Ventura Resort, em Viamão, na região Metropolitana de Porto Alegre. O tema central dos eventos da entidade nesse ano é Computação Positiva – Tecnologia a favor do potencial humano, assunto inovador e desafiador, alinhado a uma tendência mundial de dar um foco mais humano para a tecnologia.

Entre as novidades do seminário para este ano está o espaço para a pesquisa de Universidades, em que representantes do VizLab: Laboratório de Visualização Avançada, da Unisinos vão apresentar ao CIOs pesquisas relevantes para a área. O Painel sobre Tecnologia Positiva vai receber os Presidentes de Grupos de Usuários de CIOs do RS, Fernando Ferreira, CIO da Toniolo, Busello; Presidente do GUCIO-RS, Claudio Luis Franz (IMED); Presidente do GTISul, Daniel Westerlund, CIO da Farina e Presidente do GTISerra, mediados por Alexandre Blauth, do Gartner.

“Estamos com uma grande expectativa para este seminário executivo. Estamos trazendo algumas inovações importantes que se forem bem aceitas passaremos a adotar nos nossos eventos. Uma delas é o espaço para as áreas de pesquisa das universidades. Quem sabe neste evento não surgem parcerias importantes que alavanquem mais ainda a TI do RS”, destaca Daniel Scherer, Presidente da SUCESU-RS.

São patrocinadores desta edição: Ativas; BCF; BlueCoat; BMC; Brastorage/Purestorage; Csampaio; Digital Business; Embratel/Claro; FirstDecision; Fritisch Consulting; Gruppen; iMaps/Teradata; Infodive; InfraTI; ITFacil; Positivo; Rimini; Selbetti; Seprorgs; Soluzzione; Tdec/Citrix; TechDec e ViaFlow.

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CIOs buscam apoio para embarcar na Transformação Digital

Marcelo Issa, diretor de Alianças e Marketing do Grupo AÇÃO

O ano não está sendo fácil – e ninguém disse que seria. Relatórios do Banco Central já preveem uma retração de 2,7% na economia brasileira, o pior resultado nos últimos 25 anos. Somente de julho a setembro, as instituições internacionais de avaliação de riscos de crédito, que classificam a atratividade de um país para investimentos, já colocaram o Brasil em cheque – algumas trocando o grau de investimento pelo de “mau pagador”.

Mais do que nunca, é necessário que a indústria se reinvente para atender a um mercado consumidor que teme a economia, reduz investimentos e anda com um pé ou dois atrás. Para o setor de TI não é diferente. Mesmo em plena era de transformação digital e Internet das Coisas (IoT), as empresas brasileiras estão reduzindo as expectativas de crescimento e puxando a rédea dos departamentos de TI.

Estamos vivendo um momento de renegociação dos contratos e os CIOs querem continuar inovando e alcançando a eficiência operacional. Para isso, precisam de alguém que possa entender esta dificuldade e oferecer soluções à medida de cada necessidade.

O papel de Trusted Advisor – ou conselheiro de confiança, ganha maior importância diante deste cenário. As empresas de tecnologia querem mostrar para o mercado, principalmente as PMEs – historicamente mais conservadoras – que soluções de Cloud e Big Data & Analytics, por exemplo, mesmo com baixo investimento, já são tangíveis.

Essas empresas necessitam, mais do que nunca, buscar a eficiência operacional, não apenas pela inovação, mas também sabendo usar da melhor forma o que já possuem e com pequenas adequações, além de tecnologias para gerenciar tudo isso. É preciso entender as dores e dificuldades dos clientes para realmente ajudá-los.

Para atender a esses requisitos, muitos integradores estão buscando alianças estratégicas com o Grupo AÇÃO, pioneiro no modelo S-VAD (Solution Value-Added Distributor), ou distribuidor de Soluções de Valor Agregado. É um modelo de relacionamento com o canal onde o distribuidor é alicerce para que a revenda possa participar em projetos de soluções. A AÇÃO atende as demandas e requisições dos clientes, gerando valor ao orquestrar múltiplos canais, que operam com múltiplos fabricantes em uma mesma oportunidade, garantindo a construção de uma solução completa para o cliente.

Mas, até que ponto esse papel se torna um fator primordial de sustentabilidade? Durante o EMC Forum 2015 – São Paulo, um dos mais importantes eventos de Big Data e Cloud do país, o presidente da EMC Brasil, Carlos Cunha, pontuou que os fornecedores de tecnologia também precisam entrar no negócio dos clientes e pensar como eles. É um momento de redefinição em toda a cadeia de TI e uma responsabilidade com a retomada da economia pelo avanço tecnológico.

No início do ano, um estudo da Frost & Sullivan apontou investimentos em Big Data em 34% das empresas brasileiras até 2016 – a maior parte delas pela primeira vez. A mesma pesquisa mostrou que as empresas estão buscando serviços de consultoria para construir um “road map” e iniciar a adoção de ferramentas de analytics. Com elas, as empresas podem coletar e gerenciar dados de clientes, da empresa e do mercado. Essas informações ajudam na tomada de decisões, na retenção de clientes e até na descoberta de novas ameaças e oportunidades.

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