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79% dos profissionais aceitariam um emprego de nível hierárquico inferior ao último emprego

Se reinventar tem sido a escolha de muitos profissionais no mercado de trabalho, é o que aponta um levantamento realizado pela Catho. Segundo a Pesquisa dos Profissionais, 79% aceitariam um emprego de nível hierárquico inferior ao último emprego.

A pesquisa ainda aponta outras condições que os profissionais aceitariam apenas para conseguir um emprego: 86% trocariam de carreira e área de atuação, enquanto 73% aceitariam um salário inferior à sua última remuneração.

Se por uma lado encontrar o tão sonhado emprego parece a solução de muitos problemas, por outro, a depender do caso, aceitar as mudanças de área e até mesmo de salário podem resultar em outras questões dentro do trabalho, tais como desmotivação e frustração.

Para Bianca Machado, gerente sênior de Catho, ao longo do processo de encontrar um emprego, o profissional passa por alterações comportamentais. Para cada etapa o profissional reage de forma diferente, sendo guiado por emoções. A busca, a entrevista, o recebimento de proposta e após a contratação, o período de experiência. Durante esse momento ele não avalia criteriosamente as escolhas, pois está motivado a simplesmente estar empregado.

“Após esse período, ele começa a pensar sobre as antigas e atuais e expectativas e, logo, isso acaba pesando bastante na decisão, pois o profissional tem convicção que poderia estar melhor empregado. Nesse momento sentimentos como desmotivação e frustração começam a causar um impacto maior na carreira”, afirma Machado, que listou, ainda, quatro pontos que precisam ser bem avaliados antes do profissional aceitar um trabalho abaixo da expectativa.

Propósito

Você trabalharia em uma empresa do time de futebol adversário ao seu? Parece simples, mas na prática, abrir mão dos próprios valores e propósitos refletem diretamente na carreira profissional.

Localização do trabalho x moradia

Ter que se deslocar muitas horas preso ao trânsito, metrô, ônibus ou trem. Será que o desgaste físico vale realmente a pena? Às vezes, em um primeiro momento a escolha pode parecer propícia, mas é necessário avaliar em longo prazo quais os impactos que ela trará para a vida pessoal do profissional.

Cultura que viabiliza a motivação

Uma empresa com um ótimo clima, oferece férias coletivas, permite flexibilidade de horários e possui creche para os filhos? Seria um sonho! Por vezes, a empresa oferece menos salários e benefícios que o esperado, mas em contrapartida proporciona uma cultura de motivação que faz com que o profissional queira realmente estar ali.

Pacote de benefícios

Vale-transporte, vale-alimentação, plano de saúde, bônus, auxílio-creche, dentre outros. Muitos são os benefícios que as empresas podem oferecer aos funcionários, permitindo equilíbrio entre o salário (às vezes abaixo de expectativa) e o custo de vida. Na hora de se recolocar, esse é mais um ponto que deve ser avaliado e calculado com atenção.

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4 coisas que não devem ter no seu currículo de jeito nenhum

Falar sobre currículo é sempre um tema inesgotável e por vezes cercado por dúvidas: enviar foto? Exaltar características pessoais? Linguagem técnica ou informal? Segundo uma pesquisa realizada pela Catho com mais de 400 recrutadores, existem alguns itens que realmente não devem aparecer no documento de jeito nenhum.

“Por mais simples que pareça, é muito comum o recrutador receber currículos com número de telefone e e-mail desatualizados. Facilmente esse currículo é descartado, diminuindo as chances desse candidato de participar do processo seletivo e, consequentemente, de ser contratado”, afirma Bianca Machado, gerente Catho.

Com base no levantamento realizado, a Catho fez um ranking com 4 itens que não devem ser colocados no currículo de jeito nenhum:

Dados de contatos desatualizados (74%)

Ocupando a área mais nobre do currículo, o cabeçalho com os dados pessoais do candidato ocupa a base superior do documento e contém os principais meios de contato entre o recrutador e o profissional. Mesmo que pareça óbvio, é muito comum o entrevistador receber documentos com e-mail, endereço e número de telefone desatualizados. Não é à toa que o item ocupa o 1º lugar no ranking. Sem dados de contato, sem chances de contratação.

Fotos inadequadas (70%)

Uma grande dúvida na hora de enviar o currículo é: colocar ou não uma foto? Bem, a resposta é simples. Se a empresa não solicitou o envio, não colocar é a melhor opção, afinal de contas, o objetivo do documento é destacar as qualificações profissionais do candidato. Algumas áreas em específico veem como diferencial o uso da foto. Nesses casos, dê preferência a fotos sóbrias, em formato 3×4, com fundo neutro. E claro, em boa qualidade.

Número de documentos como CPF, RG e CNH (40%)

RG, CPF, CNH, título de eleitor, dentre outros documentos, não são necessários no preenchimento de um currículo. Normalmente só há necessidade desses dados no momento da contratação e não previamente. Logo, não se deve confundir a área de recrutamento de uma empresa com Departamento Pessoal. Além disso, vale ressaltar a importância de se manter em sigilo esses dados pessoais, que em currículo, pode cair em mãos de diversas pessoas.

Características pessoais (21%)

Ambicioso, perfeccionista, dinâmico, dedicado, essas e outras caraterísticas pessoais, muitas vezes, não convencem o recrutador. Busque sempre priorizar informações objetivas, tais como experiência, resultados alcançados e projetos liderados. E claro, aproveite o momento de contato da entrevista para potencializar as habilidades profissionais.

A soma dos itens não totalizam em 100% pois o recrutador, nesse campo da pesquisa, tinha a opção de marcar mais de uma alternativa.

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43% dos recrutadores entrevistam até 10 candidatos para fechar uma vaga

Diante de um cenário competitivo em busca de oportunidades de emprego, fica cada vez mais difícil se destacar. Dados levantados pela Catho com mais de 400 recrutadores reforçam os desafios da área de recrutamento ao fazerem uma seleção. Segundo a pesquisa, 43% dos pesquisados entrevistam entre 6 a 10 candidatos para fechar uma vaga.

Esse número fica mais expressivo ao se observar quantos profissionais se candidatam por vaga e, consequentemente, quantos currículos os recrutadores recebem. Ainda segundo o levantamento, 44% dos entrevistados recebem até 30 currículos, 30% mais de 50 e 16% mais de 100.

Com o objetivo de ajudar recrutadores a encontrarem o “candidato perfeito” de forma mais rápida e assertiva, a Catho traz para o mercado o Busca Certa, disponibilizado inicialmente para candidatos e empresas da Grande São Paulo. O produto tem como diferencial apresentar profissionais testados e pré-avaliados de acordo com seu nível de conhecimento (básico, intermediário e avançado), além de verificar aptidões em excel, inglês, interpretação de texto e raciocínio lógico.

“Diante da tamanha oferta de profissionais no mercado de trabalho e o curto tempo para realizar a seleção, recrutadores possuem uma grande missão a ser cumprida na hora da filtragem pelo candidato ideal. Sendo assim, olham de cara as informações mais nobres do currículo em até 10 segundos para depois realizarem uma análise mais criteriosa dos documentos”, afirma Bianca Machado, gerente da Catho.

De acordo com a pesquisa, os entrevistados apontaram em média quantos currículos analisam antes de escolherem quais candidatos serão entrevistados, reforçando mais uma vez a importância de ferramentas que agilizem o processo seletivo. Segundos os dados: 31% afirmam que checam de 16 a 30 currículos, enquanto 30% de 6 a 15.

Após a análise mais aprofundada é dado o momento de abordar os candidatos e fazer o convite formal para o momento da entrevista. A pesquisa apresenta que nesse momento, 44% convocam de 6 a 10 candidatos, 39% de 11 a 20, enquanto 13% de 11 a 20.

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Inglês pode elevar salário em até 70%

O que até um tempo atrás era visto como um diferencial no currículo, nos dias atuais, dominar o inglês é praticamente obrigatório. E, além da importância para o desenvolvimento da carreira profissional, o idioma é responsável também por aumentar o salário. É o que aponta a 57ª Pesquisa Salarial da Catho. Segundo o levantamento, a remuneração de um funcionário fluente em inglês, em cargo de gerência, é até 70% maior em relação a um profissional do mesmo nível hierárquico, mas sem a fluência na língua.

Nos outros níveis, as variações são em torno de 53% (supervisores/coordenadores), 33% (especialistas graduados) e 40% (analistas) entre os que dominam o inglês e os que têm apenas conhecimentos básicos do idioma.

Nível Hierárquico

Fluente

Avançado

Intermediário

Básico

Gerente / Diretor / Presidente

R$14.935,29

R$12.671,33

R$10.710,27

R$8.802,92

Supervisor / Coordenador /

Líder / Encarregado

R$7.378,07

R$7.340,71

R$6.678,68

R$4.820,88

Profissional especialista graduado

R$6.833,56

R$6.521,06

R$5.481,60

R$5.156,04

Analista

R$5.210,42

R$4.651,12

R$3.979,80

R$3.724,48

Salário médio por hierarquia, segundo a fluência na língua inglesa.

Nível Hierárquico

% de Ganho

Gerente /Diretor / Presidente

70%

Supervisor / Coordenador / Líder / Encarregado

53%

Profissional especialista graduado

33%

Analista

40%

Percentual salarial de quanto ganham a mais os profissionais que falam inglês fluentemente versus os que não falam.


Espanhol

Ainda segundo a pesquisa, falar fluentemente o espanhol é um diferencial e pode aumentar em até 40% a remuneração para o cargo de analista, por exemplo. A maior diferença salarial, no entanto, é no cargo de gerência: até R$ 5 mil se comparado os níveis básico e fluente. 

Nos outros níveis hierárquicos, as diferenças não ultrapassam 50%. Para gerente é de 44%, supervisor/coordenador é de 41%, analista chega a 40% e a menor desigualdade é entre os profissionais graduados, apenas 16%.

“Quando nos referimos aos idiomas que são importantes para os profissionais, fica claro que o inglês já é esperado e, portanto, considerado praticamente obrigatório, sobretudo em algumas áreas. Já o segundo idioma, esse sim passou a se tornar o diferencial no mercado de trabalho, tornando-se um dos responsáveis pela valorização salarial e para o atingimento dos objetivos profissionais”, afirma o gerente da Catho Educação, Fernando Gaiofatto.

 

Nível Hierárquico

Fluente

Avançado

Intermediário

Básico

Gerente / Diretor / Presidente

R$15.395,17

R$12.296,25

R$10.811,61

R$10.712,01R$10.712,01

Supervisor / Coordenador / Líder / Encarregado

R$8.052,91

R$7.758,93

R$6.213,07

R$5.725,45

Profissional especialista graduado

R$6.615,45

R$6.044,55

R$5.946,46

R$5.723,13

Analista

R$5.296,35

R$4.779,17

R$3.930,94

R$3.794,79

Salário médio por hierarquia, segundo a fluência na língua espanhola.

Nível Hierárquico

% de Ganho

Gerente / Diretor / Presidente

44%

Supervisor / Coordenador / Líder / Encarregado

41%

Profissional especialista graduado

16%

Analista

40%

Percentual salarial de quanto ganham a mais os profissionais que falam espanhol fluentemente versus os que não falam.

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78% dos candidatos com deficiência não necessitam de acessibilidade para trabalhar

Quando uma empresa busca um candidato com deficiência, uma de suas preocupações é com a acessibilidade, tanto arquitetônica (rampa de acesso, banheiros acessíveis, vagas reservadas, entre outros), quanto comunicacional (intérprete de libras, recursos que facilitem a comunicação etc) e tecnológica (softwares leitores de tela, lupas de aumento, impressora braile e outros). Porém, segundo pesquisa da Catho, em parceria com i.Social, ABRH-SP e ABRH Brasil, 78% dos entrevistados responderam não necessitar de acessibilidade no ambiente de trabalho, diferente do que pensam os recrutadores, que consideram a falta de acessibilidade o segundo item entre as principais dificuldades no recrutamento de pessoas com deficiência (PCD), com 15%.

Principais dificuldades no recrutamento e seleção de pessoas com deficiência :

Baixa qualificação dos profissionais com deficiência

19%

Falta de acessibilidade na empresa

15%

Resistência dos gestores

14%

Falta de banco de currículos confiáveis

14%

Dificuldade em estabelecer vagas exclusivas para pessoas com deficiência

11%

Baixa atratividade em função da qualidade ruim das vagas destinadas aos PCDs

7%

Dificuldade em lidar com pessoas com deficiência

6%

Os profissionais com deficiência faltam muito nas entrevistas

5%

Pouco apoio da liderança

6%

Falta verba para contratar uma consultoria

3%

Você necessita de acessibilidade no ambiente de trabalho?

Não necessito de acessibilidade

78%

Acessibilidade tecnológica

4%

Acessibilidade comunicacional

6%

Acessibilidade arquitetônica

14%

“Algumas vezes, as empresas podem deixar de contratar pessoas com deficiência apenas por desconhecimento. E pensar que é necessário grandes transformações na acessibilidade é uma delas. Na verdade, existem inúmeras classificações de deficiências e muitas delas não requerem adaptações no ambiente de trabalho para poder exercer sua função”, afirma Fernando Morette, diretor de Operações da Catho.

Tipos de deficiência

Física

61%

Auditiva

19%

Visual

15%

Intelectual

3%

Múltipla

2%

O levantamento também apontou que 92% dos entrevistados não precisam de nenhuma ajuda técnica para sua deficiência, chamado de “Tecnologia Assistiva” ou “Tecnologia de Apoio”. O termo é utilizado para identificar os recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com algum tipo de deficiência.

Você precisa de ajudas técnicas para trabalhar?

Sim

8%

Não

92%

Sobre a Pesquisa:

Foram entrevistadas 1.091, entre pessoas que possuem algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida, 117 executivos e 1.240 recrutadores. O levantamento foi realizado entre julho e setembro de 2017.

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