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Inteligência Artificial transforma a maneira de fazer negócios

Por Alexandre Winetzki

A Inteligência Artificial começou a transformar o modo como as organizações fazem seus negócios no dia a dia. A tecnologia traz mais agilidade para processos internos dentro das empresas, incentivando uma verdadeira transformação digital e cultural em busca de mais eficiência e satisfação no atendimento aos clientes.

O mercado disponibiliza inúmeras soluções de Inteligência Artificial, mas uma ferramenta que vem sendo muito aplicada pelas corporações é o atendimento via chatbot. A criação de um assistente pessoal ajuda a resolver tarefas simples do cotidiano de uma empresa, como, por exemplo, lembrar as tarefas do dia, agendar reuniões, buscar telefones ou endereços.

O chabot é um software de computador que simula ser um atendente na interação com as pessoas. A finalidade é responder perguntas de forma simples, para que os usuários tenham a impressão de estar dialogando com outra pessoa e não com um programa de computador. Após o envio de perguntas, o algoritmo consulta uma base de conhecimento e, em seguida, providencia uma resposta que atenda às expectativas do usuário.

O avanço dessa tecnologia tem sido rápido e há previsões de que ela substitua cada vez mais as atividades repetitivas dentro de uma organização. Com plataformas de inteligência cognitiva, as interações passam a seguir fluxos de conversas simples e naturais. Caso uma grande empresa queira instalar a ferramenta para facilitar a troca de informações internamente, a solução permite a busca de dados de maneira dinâmica nos sistemas, solucionando um problema ou elucidando uma dúvida.Tudo de forma integrada e intuitiva.

A Inteligência Artificial está cada vez mais inserida nas organizações. De acordo com uma pesquisa da Salesforce realizada com mais de oito mil líderes de vendas e sete mil clientes, os números são relevantes para as empresas que adotam algum tipo de IA para análise de vendas. Mais de 80% das empresas perceberam uma considerável ampliação na retenção de clientes, enquanto 74% destacaram o crescimento na velocidade das vendas.

Esses números mostram que os chatbots chegaram para ficar, trazendo mais agilidade, dinamismo e interatividade nesse mundo volátil em que vivemos.

Alexandre Winetzki, diretor de P&D da Stefanini

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Robôs de atendimento ultrapassam a barreira do texto e chegam ao entendimento de áudio

A Hi Platform, player no mercado de plataformas digitais para o relacionamento ao consumidor, anuncia novas funcionalidades ao seu produto carro-chefe, o chatbot. Uma delas é o Speech To Text.

Já aberta ao mercado, a novidade permitirá ao consumidor enviar qualquer pergunta no formato de áudio, que será convertido em texto pelo robô. Dessa forma, o cliente não precisará digitar a pergunta durante o atendimento, assim como acontece com as interfaces que são ativadas via voz, como Apple Siri e Amazon Echo.

“Estamos permitindo que as empresas tenham a sua própria “Siri” nas plataformas de atendimento ao consumidor. A interação homem-máquina por meio da voz já é uma tendência de futuro. As pessoas usam cada vez mais esse recurso para interagir com os aplicativos. Segundo o Google, mais de 20% das buscas feitas em smartphone são realizadas pela voz. Isso aproxima mais as empresas de seus clientes e fornece um canal muito confortável de resolutividade para as demandas”, explica Alexandre Bernardoni, diretor de produto e sócio-fundador da Hi Platform, também membro da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (ABIA).

A Hi Platform é uma empresa oriunda da fusão entre a Direct Talk (existente há 16 anos no mercado brasileiro de tecnologia para atendimento ao consumidor) e a Seekr (especializada em monitoramento de redes sociais). A companhia é a maior plataforma de relacionamento com o consumidor, contabilizando mais de 800 clientes, e pioneira na implantação da tecnologia de chatbots no Brasil. Em 2017, contabilizou 150 milhões de atendimento via chatbot para mais de 70 clientes. Hoje, a empresa desenvolve um motor próprio de processamento de linguagem natural que opera em três línguas para duas áreas principais: atendimento, para desafogar o SAC tradicional por telefone e chat humano; e vendas. A expectativa é quadruplicar o faturamento nos próximos quatro anos.

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Flex adquire startup especializada em Bots Cognitivos

Buscando ganhar ainda mais expertise em seus serviços, com foco nas novas demandas dos consumidores por diversos canais digitais de comunicação, a Flex Relacionamentos Inteligentes, uma das maiores empresas de gestão de relacionamento do país, que oferece soluções completas para atender as necessidades de interação empresa–cliente, com plataformas multicanais e alta tecnologia, adquiriu a iopeople, startup paulistana especializada em Bots Cognitivos.

“Tão dificil quanto empreender, foi buscar parceiros que estivessem alinhados aos nossos objetivos de negócio. Encontramos na Flex um ambiente ideal, com uma equipe motivada, focada na experiência dos clientes e alinhada a uma estratégia agressiva de aplicar inovações nas operações da empresa”, afirma o empreendedor Ricardo Mimura, fundador da iopeople.

Utilizando as mais avançadas tecnologias de inteligência artificial e sistemas cognitivos, a iopeople trabalha no desenvolvimento dos peoplebots, assistentes virtuais que ajudam a resolver tarefas repetitivas do dia a dia. No relacionamento entre empresas e consumidores, os bots agilizam o processo, realizando tarefas e solucionando problemas de forma prática, simples e efetiva, 24 horas por dia. Com isso, as marcas aumentam sua capacidade de entrega e ainda reduzem custos.

“A Flex já oferece o serviço de ChatBots, mas com essa aquisição, além de acelerarmos a startup, também ganhamos conhecimento. Ou seja, agora teremos ainda mais expertise para aprimorar a integração e usabilidade da tecnologia”, comenta Kleber Bonadia, diretor de Tecnologia e Inovação da Flex Relacionamentos Inteligentes.

Os peoplebots realizam atendimento de forma automática tanto por texto, quanto por voz, e também podem ser customizados de acordo com a necessidade de cada cliente. A tecnologia de inteligência artificial ainda disponibiliza integração omnichannel, reconhecimento facial, análise de sentimentos e aprendizado automático. “Outro benefício é que não requer instalação, já que a tecnologia utiliza ferramentas de comunicação que já estão presentes na rotina das pessoas, como Facebook, Messenger, Telegram e Whatsapp”, explica Mimura.

“Já temos clientes utilizando os ChatBots e tendo um retorno positivo. Agora, estamos em fase de expansão da tecnologia, escalando os algoritmos para outras verticais e ampliando a gama de clientes atendidos”, finaliza Bonadia.

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E-mail vai se juntar ao fax – Por Mateus Azevedo

Sabe quando você acessa um site e vê lá “número do fax”? Pois esta vai ser a mesma sensação ao visualizarmos um endereço de e-mail!

O WhatsApp Business chegou para melhorar a comunicação entre as pequenas e médias empresas e logo vem a versão para grandes empresas, a Enterprise. A proposta das duas versões do app é uma comunicação mais rápida, segura e em uma única plataforma, sacramentando que não dá mais para ficar esperando pelo e-mail pra fechar negócio.

A “formalização” do app no mundo corporativo (pois sabemos que há tempos empreendedores usam o WhatsApp para falar com clientes, vender produtos e serviços) é reflexo da entrada no mercado de trabalho das novas gerações (Millennials e geração Z). Nós não nos comunicamos ou consumimos mídia mais da forma tradicional. Os vídeos no YouTube ganham da televisão aberta, os filmes e séries no Netflix, a locomoção via bike ou aplicativos como Uber e Cabify, as listas de música no Spotify. É uma mudança natural, de comportamento, que veio para “ficar” – e cabem as aspas aqui porque nada em comportamento, geração, ou tecnologia é estático. As coisas permanecem enquanto fazem sentido. A mudança é inevitável e nos cabe extrair o melhor dela, usando as novidades ao nosso favor.

As novas gerações já vinham matando os e-mails no universo corporativo com uso de outras soluções de mensageria. Empresas como a Slack e a Wrike oferecem plataformas internas, blogs e interação entre os funcionários de uma companhia por meio de canais, grupos, chat e vídeo chamada em contexto empresarial. Criam-se canais sobre temas específicos, documentação centralizada, sem aquela longa troca de e-mails.

Agora, as novas versões do WhatsApp combinadas aos Bots vêm para efetivar uma mudança já anunciada, da Era App para a Era Bot. Segundo o estudo Digital in 2017, feito pelo instituto We are Social, são 139 milhões de usuários da Internet no Brasil e pelos dados do app de chat,120 milhões deles usam o Whatsapp. Por ser um canal livre de spam (uma das maiores preocupações da empresa foi crescer sem nunca deixar isso mudar), já estar nos nossos celulares e não demandar aprendizado de uso. A dupla deve sacramentar a morte do e-mail mais rápido que esperamos.

O motivo para tal mudança é bem claro, o consumidor/cliente quer ser atendido a qualquer momento e espera conseguir as informações que deseja (principalmente o preço) no momento em que saca seu smartphone do bolso. Em vários casos no Google Trends a busca por “preço de produto” está acima de “onde comprar o produto”: pense em você buscando um produto na internet, quer saber o preço e quanto tempo demora para chegar. As pessoas desejam pronto atendimento, informações claras, objetivas, rápidas.

Os bots integrados ao WhatsApp desempenharão esse papel muito bem. Neste sentido, também se espera, evidentemente, uma mudança no mercado de trabalho. O vendedor que só sabe tirar pedido também irá para o mesmo caminho fatal dos e-mails. Vai morrer. Perder seu lugar para o vendedor consultivo.

Em resumo, as novas versões de WhatsApp integradas aos Bots – a API ainda não foi liberada, mas olhando para o histórico da empresa, é mais provável que após o lançamento do Entreprise, ela seja liberada para alguns clientes de alto volume de interações escolhidos a dedo no início – vem sacramentar uma nova Era. Uma Era em que uma nova geração, com comportamentos nitidamente distintos da geração anterior, vem mudar as relações de trabalho, a forma como negociamos e nos comunicamos.

Estamos saindo da “Era dos Apps” para a “Era dos Bots” para manter um diálogo mais dinâmico com o cliente e também e possibilitando o acesso dele aos serviços de forma muito mais ágil. A tecnologia muda em uma velocidade cada vez maior e nós não conseguimos prever o que virá, mas me arrisco a fazer uma previsão de curto a médio prazo: o e-mail vai morrer e o “Botzapp” será, ao que tudo indica, o seu substituto.

Mateus Azevedo, Sócio da BlueLab e responsável pela Diretoria de MKT e Vendas

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Chatbot realiza 70% dos atendimentos do BB em rede social

O Banco do Brasil agora tem atendimento por chatbot em redes sociais. A solução foi testada entre os funcionários da empresa em meados de 2017 e, aos poucos, os principais assuntos demandados por clientes foram incluídos na ferramenta que é baseada em inteligência cognitiva, com interação automática aos clientes que entram em contato com o Banco pelo Messenger. O chatbot inicia 2018 atendendo a 70% dos assuntos tratados no canal.

O assistente virtual do BB é o único do mercado bancário brasileiro baseado em conversação. A apresentação de botões ocorre apenas em ações específicas, como avaliar se uma resposta está correta ou para solicitar atendimento humano.

Atualmente, o chatbot atende aos temas relacionados a cartão, conta corrente, operações de crédito e Ponto pra Você, o programa de relacionamento do Banco. Investimentos e suporte técnico estarão disponíveis aos clientes ainda no primeiro bimestre deste ano. O objetivo é que o bot responda a 100% das perguntas realizadas no Messenger do Banco do Brasil ainda em 2018.

As melhorias e atualizações são realizadas constantemente, de acordo com as interações e com as percepções coletadas pela equipe de curadoria da ferramenta. Desde agosto de 2017, quando a solução começou a ser disponibilizada para os clientes, o chatbot realizou mais de 320 mil interações.

A acurácia, ou seja, o percentual de respostas corretas às perguntas dos clientes, é de 77%. O mercado considera muito bom uma acurácia entre 70 e 80%. Quando é necessário algum tipo de interação humana, o atendimento é encaminhado para funcionários do BB que atuam no atendimento em redes sociais.

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BotChain, da Talla, vai tornar robôs empresariais auditáveis e sujeitos à compliance

Ao anunciar a venda de seu token de utilidade nesta semana, a Talla, líder em software de inteligência artificial (IA) empresarial, informou hoje o desenvolvimento de sua nova rede BotChain. Após dois anos e mais de 2.500 instalações de bots da Talla em várias empresas, a Talla reconheceu a necessidade de bots empresariais serem sujeitos à compliance e de as ações de bots serem auditadas e inspecionadas.

Como a inteligência artificial torna os agentes e bots mais autônomos e o aprendizado de reforço os torna mais imprevisíveis, a necessidade de refrear e capturar suas ações para treinamento, auditoria e compliance se torna mais urgente. O trabalho da BotChain é criar certificados digitais com cada ação do bot e armazenar esses certificados em um blockchain (protocolo de confiança), para criar uma identidade para cada bot. As empresas com chaves de decriptação podem então auditar ou inspecionar esses certificados e isso ajudará a monitorar as atividades dos bots.

“Conforme mais organizações empregam processos robóticos inteligentes, a necessidade pela BotChain só irá crescer. A compliance é extremamente importante para grandes empresas”, disse o ex-CTO de blockchain da Ernst and Young, Michael Maloney. Sua declaração foi repercutida por Chris Curran da PricewaterhouseCoopers (PwC): “Conforme os processos de bots crescem dentro das organizações, faz sentido que eles estejam sujeitos a riscos e exigências de compliance, tal como qualquer outro trabalhador”.

Isso se torna crescentemente importante, porque os bots começam a manejar fluxos de trabalho que requerem certificação, como HIPAA, SOC2, etc. A BotChain permite aos editores confirmar que os bots estão em conformidade com as exigências desses fluxos de trabalho. A BotChain também gerencia o registro e a identificação de bots.

“Os bots estão começando a ser falsos. Os hackers os estão usando para roubar informações e, por causa disso, a identidade do bot está se tornando rapidamente um problema. A BotChain é uma solução de identidade para bots, de forma que conforme os humanos interagem com mais bots ou os bots interagem entre si, eles podem estabelecer confiança rapidamente”, disse o CEO da Talla, Rob May.

A BotChain fornece sistemas críticos para qualquer um que use produtos alimentados por inteligência artificial, bem como para aqueles que os desenvolvem. Por exemplo, usuários finais de qualquer sistema autônomo, alimentado por inteligência artificial, irá ganhar um caminho auditável de interações e decisões tomadas, efetuado ao reciclar informações sobre cada tarefa de agente no blockchain, de forma que é imutável. As identidades dos bots são verificadas com certeza para os humanos que os usam e para outros bots, impedindo uso de IP falso (spoofing) e spamming de bots.

Desenvolvedores, empresas e indivíduos irão precisar de Botcoins, o token da BotChain, para fazer transações. A venda de tokens é uma forma de colocar tokens no mercado no lançamento. Já é previsto que dos tokens inicialmente criados, 50% serão vendidos ao público e aqueles que não forem vendidos serão queimados. Além disso, está previsto que 20% dos tokens serão reservados para os parceiros, consultores e desenvolvedores da BotChain. Os termos da venda de tokens de utilidade da BotChain permanecem sujeitos à mudança. As empresas interessadas em aproveitar a BotChain devem contatar a Talla, para saber mais, em hello@talla.com.

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Cinco princípios éticos para o desenvolvimento de Inteligência Artificial no mundo dos negócios

A crescente aplicação da inteligência artificial no mundo dos negócios torna essencial a adoção de princípios sólidos que assegurem a ética e a responsabilidade no uso dessas novas tecnologias. Quem faz o alerta é Kriti Sharma. Escolhida para integrar a lista dos “30 abaixo dos 30” da revista Forbes, a executiva de apenas 29 anos é vice-presidente global de Bots e Inteligência Artificial da Sage, líder de mercado em softwares de gestão para pequenas e médias empresas.

Pensando nisso, a Sage estabeleceu cinco princípios, que passam a nortear toda atuação da companhia nesse segmento, agora reunidos no documento “A Ética do Código: 5 princípios éticos para desenvolver Inteligência Artificial para negócios”. Kriti explica que o estabelecimento de critérios claros nesse sentido mostra-se fundamental para proteger usuários e garantir segurança e confiabilidade dessas ferramentas. É ainda um caminho para que essas soluções sejam inclusivas e expressem a diversidade de seus usuários.

“Desenvolver chatbots e inteligência artificial que sejam úteis para os nossos clientes é a parte fácil. São muitos os questionamentos que emergem com o advento da inteligência artificial. Por isso, desenvolvemos nossa ação nesse segmento com base em uma série de valores. São esses princípios essenciais que, na nossa visão, contribuem para assegurar que nossos produtos serão seguros e éticos”, explica Kriti.

Os cinco princípios que norteiam mundialmente a estratégia da Sage para IA também guiam a atuação da companhia no Brasil. Por aqui, a empresa criou o Sage Labs, uma equipe encarregada de pensar em maneiras de empregar novas tecnologias em software que os clientes usam todos os dias. “Alguns dos funcionários são cientistas de dados e usam várias ferramentas colaborativas para entender como podemos servir melhor nossos clientes. Esta equipe também colabora para manter os nossos colegas atualizados com novos desenvolvimentos de tecnologia e como eles podem ser aplicados em nossos negócios”, esclarece David Pereira, VP de Product Engineering na Sage Brasil.

A Ética do Código: 5 princípios éticos para desenvolver Inteligência Artificial
no mundo dos negócios

1. IA deve refletir a diversidade de seus usuários.

Precisamos criar inteligência artificial que seja diversa em sua origem. Como comunidade industrial e tecnológica, temos de desenvolver mecanismos efetivos para barrar o preconceito e qualquer sentimento adverso que possam ser assimilados pela IA, de forma a assegurar que ela não irá perpetuar estereótipos. A não ser que tenhamos equipes, bases de dados e design cuja natureza seja a diversidade, estamos sob risco de repetir a desigualdade que marcou revoluções passadas.

2. IA deve ser responsável, assim como seus usuários

Nós aprendemos que os usuários estabelecem um relacionamento com a IA e começam a confiar na mesma após algumas poucas interações. Com a confiança, vem a responsabilidade. A IA precisa ser responsabilizada por suas ações e decisões, como se fosse um ser humano. Não se pode permitir que a tecnologia fique inteligente ao ponto de não ser responsável. Não aceitamos esse tipo de comportamento de outras profissões especializadas. Então, por que a tecnologia deveria ser a exceção?

3. Recompense a IA por “mostrar o seu funcionamento”

Qualquer sistema de IA que aprenda com exemplos ruins pode acabar se tornando socialmente inadequado – temos que lembrar que a maior parte da IA de hoje não tem conhecimento do que está dizendo. Somente a ampla audição e a aprendizagem de diversas bases de dados resolverão isso.

Uma das abordagens é desenvolver um mecanismo de recompensa ao treinar a IA. As medidas de aprendizagem de reforço devem ser desenvolvidas não apenas com base no que AI ou robôs fazem para alcançar um resultado, mas também sobre como a IA e robôs se alinham com os valores humanos para atingir esse resultado particular.

4. O jogo da IA deve ser igual para todos

Tecnologia de voz e robôs sociais fornecem novas soluções de acesso, especificamente para usuários desfavorecidos por problemas de visão, dislexia e mobilidade limitada. Nossa comunidade empresarial tecnológica deve acelerar o desenvolvimento desses recursos a fim de oferecer condições igualitárias e ampliar os talentos que temos, tanto nas profissões da área contábil quanto da tecnológica.

5. IA substitui. Mas também deve criar.

O melhor caso de uso da IA é automação – atendimento ao cliente, fluxo de trabalho e processos baseados em regras são os panoramas perfeitos nos quais a IA se revela.

A IA aprende mais rápido que os humanos e é muito boa em tarefas repetitivas, do dia-a-dia. E, no longo prazo, é mais barata que os humanos. Haverá novas oportunidades criadas pela robotização de tarefas e temos que treinar as pessoas para essa perspectiva – permitindo que elas possam se concentrar naquilo em que são boas, construindo relacionamentos e cuidando dos clientes. Sem jamais esquecer a necessidade de empatia humana nas profissões centrais como aplicação da lei, cuidados, proteção e complexas tomadas de decisão.

Liderando pelo exemplo

Com o lançamento de seu chatbot, o Pegg, a Sage lidera uma revolução financeira de contabilidade em vários países.

Projetado com a intenção de liberar os clientes de atividades que os impedem de se concentrar nas tarefas de maior valor, e com 100% de conformidade com os princípios básicos da IA da Sage, o Pegg atua como um assistente inteligente para pequenas empresas, permitindo que os usuários rastreiem despesas e gerenciem finanças por meio de aplicativos de mensagens como o Facebook Messenger.

Um ano após seu amplo lançamento, o sistema já reúne dezenas de milhares de usuários em 135 países em todo o mundo.

No Brasil, a expectativa é que o chatbot de emissão de notas fiscais por meio de um bate-papo com o assistente virtual seja lançado oficialmente até o final do segundo semestre de 2017. “Estamos muito otimistas com a chegada do primeiro emissor de nota fiscal com inteligência artificial no país. Os feedbacks dos clientes que estão testando o sistema são muitos positivos e temos certeza de que o Pegg vai facilitar o dia a dia dos empresários brasileiros”, finaliza Pereira.

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Após 3 meses e 8,5 milhões de mensagens, chatbot do Poupatempo chega à segunda versão

A segunda versão do Poupinha – atendente virtual (Chatbot) do Poupatempo desenvolvido pela Nama acaba de entrar em funcionamento. Este update permitirá que, através de uma simples interação com o robô, o cidadão tenha acesso à informações sobre os serviços de RG, que pode ser agendado pela plataforma. O chatbot será capaz de informar as condições, preço e prazo para realização do serviço, além de informar quem pode retirar os documentos para o cidadão em cada uma das unidades do Poupatempo no Estado.

Desde que começou a operar no Portal do Poupatempo e na página do serviço no Facebook, em 28 de dezembro de 2016, o Poupinha tem sido bem sucedido em manter a naturalidade no atendimento através de conversas automatizadas. Capaz de agendar atendimentos em qualquer uma das 72 unidades no Estado de São Paulo para centenas de usuários ao mesmo tempo, além de fornecer orientações sobre os serviços oferecidos.

Prestes a completar três meses de ‘vida’, o robô mantém uma média de 5 mil usuários atendidos por dia, o que gerou, neste período, um montante de 8,5 milhões de mensagens trocadas e 218 mil agendamentos concluídos diretamente pelo chatbot. O atendente virtual foi bem recebido pela população desde a data do seu lançamento. Historicamente a média de agendamentos semanais feitos através do portal do Poupatempo é de 7 mil. Logo na primeira semana de funcionamento do Poupinha, ele sozinho foi responsável por realizar 5 mil agendamentos. Seguindo essa proporção, no fim de 2017, 2% da população do estado de São Paulo terá usado o Poupinha com sucesso.

Neste caso de sucesso em interação humano-máquina, vale ressaltar ainda a percepção de que as pessoas realmente tiveram suas necessidades compreendidas e demandas resolvidas com eficiência pelo robô. Prova disso é que o Poupinha já recebeu 51 mil mensagens de agradecimento dos usuários, incluindo expressões carinhosas como “Deus abençoe” – o equivalente a 23% dos atendimentos realizados pelo chatbot.

Todas essas informações foram apresentadas ao público durante o evento “Inteligência Artificial para facilitar a vida dos cidadãos”, realizado na manhã desta quarta (5) no Campus São Paulo – a Google Space. Promovido pela Nama, evento marcou o lançamento da 2ª versão do Poupinha e contou com a presença do diretor-geral do Google Brasil, Fábio Coelho, do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin e do presidente da Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista, Milton Luiz de Melo Santos.

Na ocasião, a Desenvolve SP e a Nama assinaram um contrato de financiamento de um projeto para conduzir o desenvolvimento das próximas etapas da solução oferecida pela empresa, permitindo que a compreensão dos chatbots desenvolvidos seja expandida. Valor total do projeto é de R$ 1,9 milhão, sendo R$ 1,4 milhão de financiamento da Desenvolve SP.

O evento também trouxe temáticas mais técnicas, como a do engenheiro líder de Inteligência Artificial da Nama, Bennett Bullock, norte-americano formado pelo MIT e Harvard, que abordou como a linguagem natural têm melhorado os robôs e detalhou as características que tornaram o projeto do Poupinha tão revolucionário: a compreensão da linguagem humana, o entendimento de coloquialismos, regionalismos e maneiras diferentes de se expressar fora do padrão, mesmo com palavras contendo erros de grafia.

Outras duas startups também apresentaram suas operações durante o evento, mostrando como a Inteligência Artificial pode ajudar no cotidiano das pessoas. Diogo Tolezano, fundador da Pluvi.On, explicou como a startup está usando machine learning para alertar a população, órgãos públicos e empresas para que elas se previnam contra enchentes. Já Rafael Figueroa, CEO do Portal Telemedicina, contou um pouco da trajetória da empresa, que revolucionou o mercado de tecnologia médica.

Houve ainda ainda um momento de debate com Karla Bertocco – idealizadora do PitchGov, André Barrence – diretor do Campus São Paulo – a Google Space, Amure Pinho – Presidente da ABStartups e Rodrigo Scotti, CEO da Nama, mediado pelo ator André Vasco.

Novos produtos

Além de celebrar este case de sucesso, evento também foi marcado pelo lançamento beta de plataforma Nama, composta de três novos produtos: o Sistema.ai, o NAIL e o Nama Desk. Os produtos são complementares e direcionados para diversos times dentro das empresas: desde o desenvolvedor de tecnologia até o gestor de atendimento.

Para o público desenvolvedor a Nama já anunciou que vai abrir open-source de sua principal ferramenta para construir seus chatbots, o NAIL (Nama Artificial Intelligence Language). O NAIL é um framework para construção de chatbots com capacidade de manter um diálogo, compreendendo sentenças complexas em contextos dinâmicos. Com esta ferramenta, o desenvolvedor facilmente poderá criar interações ricas e conectadas a APIs, possibilitando uma experiência transicional para aplicação.

Complementando a oferta para o público desenvolvedor, a Nama anunciou o Sistema.ai, conjunto de APIs de inteligência artificial da Nama. Os chatbots criados em NAIL podem ser facilmentes conectados ao Sistema.ai, que permite a compreensão da linguagem natural através de processos avançados como NLP e Deep Learning, que permite o aprendizado sobre as expressões dos usuários.

Já para o time de gerenciamento e operação de atendimento a Nama introduz o Nama Desk: que além de integrar diversos canais em uma camada omnichannel, permitirá aos operadores humanos monitorarem todas as atividades realizadas pelos chatbots. Possibilitará até mesmo que, caso haja necessidade, o humano assuma um atendimento no momento em que os robôs tiverem atendendo os clientes em qualquer dos canais. A solução combina o melhor da Inteligência Artificial com uma interface intuitiva e fácil, economizando o tempo do operador humano e permitindo uma rápida e eficiente resolução dos problemas ou solicitações dos clientes.

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Bots Experience Day – Como os chatbots conseguem entender as pessoas?

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O professor titular do Departamento de Ciência da Computação, IME-USP, Marcelo Finger, conduzirá umas das palestras mais aguardadas do Bots Experience Day, no dia 20 de março no WTC em São Paulo. Recentemente o professor comentou a crescente demanda por pesquisas envolvendo inteligência artificial nas universidades brasileiras e que o Brasil está entre os países mais adiantados sobre o assunto. Para ele, é importante também democratizar o acesso à tecnologia e de se debater em todos os setores da sociedade sobre os avanços da inteligência artificial.

“O Brasil já tem trabalhos de nível internacional em diversas áreas. Uma área que não está despontando na mídia, mas que sempre tivemos grande participação é aquela de dedução automática e de lógica em geral, porque o Brasil tem uma boa tradição na área de lógica matemática e filosófica e isso transplantou-se para a computação, mas hoje está em baixa, porque a moda é rede neural. Essa área esteve por cima na década de 90”, comentou ele a Fernando Paiva, da Comissão Organizadora do Bots Experience Day.

O Bots Experience Day é organizado por Mobile Time e chega à segunda edição com uma série de cases pioneiros de chatbots nacionais de diferentes verticais, além de palestras sobre o potencial do mercado brasileiro; os limites da aplicação de inteligência artificial em chatbots; o processo de construção da personalidade dos bots; a longevidade dos bots; aspectos jurídicos relacionados a chatbots, dentre outros temas.

Entre os palestrantes confirmadas estão:

– Daniel Carvalho, diretor de desenvolvimento de novos negócios para a América Latina, Twitter;
– Roberto Oliveira, CEO, Take;
– João Azeredo, diretor da Oracle responsável por contencioso na América Latina;
– Fernando Tchê, sócio-fundador da Outra Coisa, braço de inovação da agência de publicidade Artplan;
– Rodrigo Siqueira, fundador da InSite, empresa responsável pelo robô Ed, chatbot da Petrobras que ficou 13 anos no ar.

A programação atualizada do evento e mais informações sobre inscrições estão disponíveis em http://botsexperience.com.br/

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Cinco diferenciais de um chatbot avançado

A Plusoft, desenvolvedora brasileira de soluções multicanais para o relacionamento com clientes, elaborou uma lista com as cinco características que são consideradas os grandes diferenciais de um chatbot avançado, ferramenta de inteligência artificial que tem ganhado cada vez mais espaço entre os canais de comunicação instantânea, principalmente redes sociais e portais das maiores empresas do mundo.

Para oferecer interações de maior qualidade com os usuários, a companhia indica os caminhos para que os assistentes virtuais entreguem diálogos humanizados, com grande variedade de assuntos e atendimento personalizado. Veja, a seguir, o que propõem cada um deles.

1 – Repertório vasto

A gestão da base de conhecimento de um bot (abreviatura de robot) é um dos principais segredos dessa solução de ponta, indo muito além da configuração de palavras-chave e conjuntos de regras que obedecem a um fluxo de navegação bem definido. O primeiro passo para garantir um repertório vasto contempla a possibilidade de coletar e armazenar informações.

“É como se fosse um funcionário novo que entra em uma companhia. Você vai ensinando aos poucos e passando as informações sobre os processos da organização. O chatbot aprende com cada nova interação e tem a vantagem de que nunca irá se esquecer ou se cansar”, explica Marildo Matta, diretor de inteligência artificial da Virtual Interactions, empresa do grupo Plusoft.

A segunda fase para ter um amplo banco de dados é a organização desse conhecimento, com a estruturação do conteúdo em um formato adaptado para o chat virtual. “O recomendável é que a programação seja retroalimentada semanalmente”, diz o executivo.

2 – Linguagem natural

Muitas conversas envolvendo chatbots que existem nas redes sociais e centrais de atendimento se parecem mais com uma busca na Internet que oferece respostas automáticas do que com uma troca de mensagens natural. Isso porque muitas tecnologias não têm um mecanismo de processamento de linguagem que reconhece a intenção do usuário. Assim, o diálogo acaba ficando limitado.

“Um assistente virtual avançado deve detectar inicialmente a forma de comunicação do usuário, mesmo que seja uma interação informal, por meio de abreviações e símbolos. Isso é feito por meio da combinação de algoritmos de inteligência artificial que, associados à base de conhecimento da solução, conseguem responder dúvidas e oferecer informações de maneira humanizada, como em uma conversa entre duas pessoas”, informa Matta.

3 – Atendimento personalizado

A evolução do chatbot tradicional para uma tecnologia mais avançada relaciona-se diretamente à customização das respostas no lugar da padronização dos diálogos. Por meio da integração dos bots com os sistemas das empresas e a análise do perfil de cada usuário, é possível personalizar o conteúdo das respostas, que passam a considerar variáveis como sexo, idade e histórico de compras e diálogos anteriores de quem está interagindo com a ferramenta.

4 – Transações complexas

Contratar um serviço personalizado com muitos detalhes ou realizar uma venda completa sem envolver um agente humano são transações que podem ser realizadas por meio de um assistente virtual avançado. Os chatbots tradicionais baseados em regras conseguem alterar uma data de vencimento ou cancelar uma compra, mas não possuem capacidade para operações mais complexas. “A ferramenta avançada ainda tem como vantagem em relação ao atendimento humano estar disponível 24h por dia em qualquer dia da semana”, lembra o especialista do grupo Plusoft.

5 – Transferência para um agente humano

Um assistente virtual tem que fornecer as informações de forma precisa e rápida. No entanto, caso o chatbot não consiga solucionar a demanda do usuário, a tecnologia deve ser capaz de realizar a transferência do bate-papo com todo o histórico para o atendimento humano por telefone ou mesmo por chat. “O procedimento pode ser feito automaticamente utilizando técnicas de inteligência artificial para detectar um sentimento negativo, repetições de perguntas e avaliações ruins”, completa Matta.

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Bots e APIs: o mundo é pequeno demais para os dois?

Por Luiz Piovesana, gerente de marketing da Sensedia

Lembra-se quando, há uns seis ou sete anos, você poderia testar sua conexão e configuração de áudio no Skype fazendo uma chamada com a Echo, a “assistente amigável”?

Em 2009, isso certamente chamou a minha atenção. Afinal, era um sistema automático, focado em te ajudar a resolver um problema de configuração no software. Nada de menus ou páginas de FAQ. Naqueles dias, parecia incrivelmente simples: uma ideia que poderia ser copiada!

Ao longo dos anos, a preocupação dos times em design cresceu muito, puxada por um cuidado cada vez maior com a experiência do usuário, dando poder a quem está usando – e não a quem está criando. Em 2009, quando o parâmetro de design ainda se limitava primariamente à interface visual, um assistente como a Echo (que não tinha nem cara, apenas uma voz) era o próximo passo natural.

Felizmente, a Internet evoluiu. Design é obrigação nos produtos de hoje. E enquanto a Echo ainda não tem cara, outros assistentes amigáveis se tornaram muito mais inteligentes, charmosos e interessantes. Temos a Siri da Apple, a Cortana da Microsoft e o assistente do Google, lançado esse ano. Mas o que realmente são esses assistentes? Eles realmente compõem alguma “classe” de softwares? O que eles têm em comum? Ou, dando um passo atrás, de onde vieram e por que se tornaram importantes?

Em linhas gerais, um bot é apenas um software que realiza a função de ser uma interface entre um software ou sistema e o usuário humano. Isso é, da mesma forma que menus, botões e telas são importantes em qualquer sistema user-friendly, um bot usa linguagem natural humana, ajudando o usuário a navegar e tirar o máximo proveito de um software.

É como se aqueles wizards de instalação e tour pelas funcionalidades tomassem “vida” e te mostrassem as funcionalidades de um produto, tirando suas dúvidas e conversando como se fosse alguém do time de suporte. É por isso que eles são uma feature de design.

E essa tendência cresceu tanto em 2016 porque chegamos ao momento da história em que a tecnologia permite isso em larga escala. Hoje, há sistemas de fácil implementação que oferecem funcionalidades de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina, tudo via API. Isso é, qualquer programador que está lançando um software, e quer implementar um bot poderá fazê-lo com muito menos dificuldade do que ocorria há dois ou três anos.

Mas não se empolgue, nem se assuste: bots não são inteligentes, eles apenas se fazem parecer. Os robôs não estão vindo para nos dominar.

Mas talvez os bots estejam vindo para dominar as APIs.

Um novo paradigma: bots sobrepujam as APIs

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Se a dominação do mundo pelas máquinas está começando com uma “guerra civil” entre bots e APIs, é bom que nós humanos façamos uma análise cuidadosa da situação.

Afinal, os últimos anos têm mostrado um crescimento espantoso das APIs. E a tendência dos bots se expandiu de forma tão consistente que grandes veículos de mídia (como o Venture Beat) já decretaram o fim das APIs.

Calma, lá! Não acredito que o mundo seja assim tão pequeno para os dois. Vamos entender o motivo.

Em primeiro lugar, os bots receberam atenção da mídia com o lançamento de alguns produtos de grandes empresas. Como as já citadas Apple, Microsoft e Google, também vimos movimentações da Amazon com seu assistente doméstico (curiosamente nomeado Echo) e do Facebook. Não custa também comentar do Slack, que além de app para comunicação, não deixa de ser uma plataforma para desenvolvimento de bots.

Essas grandes empresas continuam planejando ações em torno da melhoria de suas interfaces e do design de seus produtos. Algo que elas sempre fizeram. Particularmente, a Apple sempre deu grande valor a isso, e não é coincidência que seu assistente foi um dos primeiros.

O segundo ponto é considerar que os bots são realmente úteis. Um assistente automático, que pode gerenciar tanto as funções de front-end, ajudando diretamente usuários, quanto de back-end, alterando configurações, coletando dados e aprendendo a ser melhor enquanto faz isso, é como se fosse o funcionário perfeito. E não reclama de nada!

Pensando por dois minutos e vendo os bots já criados, há diversos aspectos do dia a dia que podem ser impactados por uma tecnologia como essa:

● Suporte a serviços;

● Chats e apps de mensagem instantânea (Google Allo é a maior novidade, apesar de não ter tido um resultado tão bacana);

● Compras;

● Os já “quase populares” assistentes pessoais.

Quem pode colocar um bot em seu software provavelmente já está pensando em uma melhoria de médio a longo prazo. Um investimento real: os bots tornam-se um ativo para as empresas que os criam.

Terceiro lugar: os bots podem se comunicar entre si, possibilitando integrações ad hoc. Aqui a situação começa a ficar mais cabeluda (para as APIs).

Por exemplo, se eu pedir que meu assistente pessoal me diga os resultados das eleições no Zimbábue, talvez ele não tenha essa informação disponível de imediato, mas possa entrar em contato com outro bot que dá informações políticas sobre países africanos.

Outro exemplo menos mirabolante: um bot de assistência financeira criado por um banco, que entra em contato com os bots de diversos serviços, pedindo notas fiscais e outros documentos.

Assim, os bots poderiam reduzir a quantidade de padrões e complexidade em entender problemas, tanto para humanos quanto para outros bots, usando uma linguagem neutra. Instruções de integração com outras APIs e bots, escritas em inglês (ou outro idioma) serviriam tanto para humanos quanto bots.

Desse ponto de vista, fica bem claro que em termos de capacidade funcional, os bots compõem um conjunto que engloba as APIs. Em outras palavras, eles podem fazer tudo que as APIs fazem, e muito mais. Talvez até de forma automática e com menos intervenção humana.

Will Smith não gostava de robôs

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No filme Eu, Robô, o personagem de Will Smith não gostava dos robôs. Ele desconfiava fortemente de todas as suas ações e das palavras proferidas por eles, mesmo que em tese, não pudessem mentir.

E o que nós devemos sentir sobre os bots?

Bom, mesmo com todas as vantagens, realmente não acho que faz sentido colocar um fim nas APIs por conta da nova tendência. Trata-se sim de uma nova forma de integrar sistemas, talvez com capacidade de gerar inovações inexploradas para o mercado de APIs.

Dependendo de como as integrações forem feitas na prática pelos bots, é bem possível que as APIs continuem tendo exatamente o mesmo papel que tem. E os bots seriam uma evolução natural. Aquela camada de interface que não havia antes, e que passa a ser tão útil e necessária quanto são as telas intuitivas e os menus customizáveis hoje em dia.

Os bots aumentam as chances de aquecer a questão de integrações entre softwares e colocar o cliente (usuário direto ou indireto das integrações) como pilar central nessa nova economia. Uma vez que temos ainda mais preocupação com as necessidades e dores de nossos clientes, os bots poderão auxiliá-los na jornada dentro dos novos softwares.

Outro ponto ainda é o tipo e volume de dados trocados com essas integrações. Os assistentes que temos hoje em dia possuem uma série de serviços integrados – adivinhe – ponto a ponto. Isso é, a equipe do Google não ensinou seu assistente a fazer nada. Os bots ainda não estão aprendendo nada. A maioria dos bots comerciais como os do Slack e Telegram ainda não usam Machine Learning. Apesar de ser possível construir bots inteligentes, eles ainda são incomuns. O Google possui acesso aos dados do Google (busca, mapas, recomendações, tradução), além de algumas outras APIs externas. Com um polimento de linguagem natural humana, o bot pode fazer bastante coisa para os usuários. Mas ele aparenta ser mais do que realmente é.

Em termos das integrações bem estabelecidas, aquelas essenciais a um determinado negócio provavelmente receberão um carinho maior dos times de desenvolvimento, via APIs, como é hoje e dificilmente mudará. Já os bots podem acabar coletando informações pontuais e sugerindo novas possíveis integrações a partir de pedidos frequentes dos clientes.

Então, até que o atual paradigma de desenvolvimento e integração de software fique obsoleto, e até que comecemos a ver os bots agindo e aprendendo de fato, as APIs continuam como estão. Menos especulação e mais fatos, por favor!

E prever isso não é nenhum exagero: mesmo que os bots estejam crescendo, as APIs passaram a ganhar mais evidência em estratégias de negócios, e até agora não demonstraram nenhum sinal de queda.

A morte das APIs?

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Hoje, as APIs ocupam o espaço vago entre diferentes softwares. É claro que que se uma aplicação X está integrada com uma Y, então elas juntas podem oferecer vantagens que somente X e Y sozinhas não poderiam. Logo, se integrar é bom, APIs são ótimas!

Porém, nem sempre isso é fácil. E fazer integrações pontuais (escolhendo alguns parceiros para integrar, mas impossibilitando a inovação aberta) tem inúmeras vantagens, mas também alguns gargalos.

Afinal, integrar dois softwares é algo que demanda um certo nível de planejamento, estudo das APIs e implementação das integrações em si. Também é necessário ficar atento a mudanças nas APIs dos serviços, já que isso pode exigir que integrações sejam refeitas.

Em um mundo de bots inteligentes, as necessidades do parágrafo anterior podem sumir. Se um dado serviço ainda não é integrado, pode ser uma barreira de entrada para novos clientes, ou uma vantagem competitiva da concorrência. Os bots detectaram um aumento na quantidade de clientes pedindo pela integração Z? Então ela pode ser feita em back-end, por um “bot programador”, e voilá! Adeus integrações pontuais.

Além disso, alterações nas APIs já integradas podem ser mais facilmente corrigidas pelos bots, dependendo do tipo de alteração e de como a sua comunicação é feita. Até no caso em que os serviços não tenham API, mas bots capazes de reagir a estímulos externos, será possível trocar dados relevantes.

Talvez isso mude até a forma como encaramos a criação de APIs. Ao invés de uma ferramenta desenhada para implementação por um programador, elas podem ser simplificadas para serem acessadas por bots que falam linguagem humana. Pode ser uma redefinição do paradigma anterior.

Ou seja, a API deixa de ser central na questão de integrações, e passa a ser uma das alternativas possíveis, uma entre outras opções. Mesmo um bot sendo bem mais complexo de implementar, o ganho em eficiência, eficácia e flexibilidade pode compensar.

Talvez não das APIs, mas e o fim das apps?

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Outra previsão – na minha opinião, menos exagerada – é a de que os bots significarão o fim das aplicações. Hoje, temos um combo poderoso, em forma de sistema operacional e aplicações instaladas. Isso cria “estações particulares”, em que cada smartphone e desktop no mundo é diferente de todos os outros. Quase como uma impressão digital, as apps que você instalou no seu celular o diferenciam de 99,9% dos celulares da mesma marca e modelo.

Em boa parte, essa tendência está acompanhada dos web apps, acessíveis diretamente pelo seu navegador. Assim, mesmo um computador que tenha apenas um web browser instalado pode fazer muito.

E mesmo que tudo que sabemos sobre os bots não dê em nada, os downloads de apps estão diminuindo mês a mês. E a frequência de uso de apenas alguns apps, todos os dias, só aumenta. Pense bem: quantos apps você abre por dia?

Por outro lado, se o futuro dos bots realmente se concretizar, teremos uma lógica ainda mais flexível, levando a computação pessoal para o ponto em que cada pessoa no mundo interage com a Internet e seus dispositivos através de um (seu assistente pessoal) ou vários bots.

E de uma forma ou de outra, isso amarra a nossa discussão nesse artigo: no começo dele, citei os bots que estão em evidência. Siri, Cortana, Echo, Allo.

Não me parece coincidência que os maiores desenvolvedores de apps dos dias atuais são aqueles que mais estão investindo em seus setores de inteligência artificial para criação de bots cada vez mais úteis. A IBM tem feito coisas incríveis, sendo uma das mais recentes o trailer de um filme de terror completamente editado pelo IBM Watson. E o supercomputador conseguiu capturar muito bem a sensação de medo!

O que veremos nos próximos três ou cinco anos é imprevisível. Creio que as APIs continuarão crescendo, mas pode ser que a experiência de usuário mude muito. E pode ser que sua próxima experiência não seja nas telas de uma aplicação, mas sim conversando com um bot.

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AWS anuncia três novos serviços Amazon de inteligência artificial

A Amazon Web Services Inc. (AWS), uma empresa da Amazon.com (NASDAQ: AMZN), acaba de anunciar três serviços de inteligência artificial (IA) que permitem que qualquer desenvolvedor crie apps que entendam linguagens naturais, transformam textos escritos em fala realista, conversam usando voz ou texto, analisam imagens e reconhecem rostos, objetos e cenas. O Amazon Lex, Amazon Polly e Amazon Rekognition são baseados na mesma tecnologia comprovada, altamente escalável e desenvolvida por milhares de especialistas em aprendizagem profunda e automática da Amazon. Todos os serviços de IA da empresa oferecem recursos de alta qualidade, precisão, escalabilidade e economia. Eles são totalmente gerenciados, ou seja, não há necessidade de desenvolver algoritmos de aprendizagem profunda, treinar modelos de aprendizagem automática nem se comprometer com investimentos antecipados em infraestrutura. Assim, os desenvolvedores concentram-se na definição e criação de uma geração completamente nova de aplicativos, que podem ver, ouvir, falar, compreender e interagir com o mundo ao redor. Para saber mais sobre o Amazon Lex, Amazon Polly e Amazon Rekognition, acesse: https://aws.amazon.com/amazon-ai.

Até hoje, pouquíssimos desenvolvedores conseguiram desenvolver, implementar e escalar aplicativos com recursos de IA, visto que, para tanto, precisavam de enormes volumes de dados e especialistas em aprendizagem automática e redes neurais. A aplicação eficiente da IA envolve muito esforço manual para desenvolver e ajustar diversos tipos de aprendizagem automática e algoritmos de aprendizagem profunda (por exemplo, reconhecimento automático de fala, compreensão de linguagens naturais, classificação de imagem), assim como para reunir e excluir dados de treinamento e treinar e ajustar os modelos de aprendizagem automática. E esse processo deve ser repetido para cada recurso de objeto, rosto, voz e linguagem, para cada aplicativo. Os serviços Amazon de IA eliminam todo esse trabalho manual e tornam a IA amplamente acessível para todos os desenvolvedores de aplicativos, oferecendo algoritmos e tecnologias de aprendizagem automática profunda, comprovados e avançados, em forma de serviços totalmente gerenciados que qualquer desenvolvedor pode acessar com uma chamada de API ou alguns cliques no AWS Management Console. Os serviços Amazon de IA disponibilizam todo o poder das tecnologias Amazon de compreensão de linguagens naturais, reconhecimento de voz, texto para voz e análise de imagem, para qualquer aplicativo e em qualquer escala, dispositivo e lugar.

“A combinação de algoritmos melhores com acesso amplo a volumes enormes de dados e a capacidade computacional econômica fornecida pela nuvem está tornando a IA uma realidade para desenvolvedores de aplicativos. A AWS conta com alguns dos aplicativos de IA mais inovadores e criativos utilizados hoje”, diz Raju Gulabani, vice-presidente de banco de dados e IA da AWS. “Em toda a Amazon, milhares de especialistas em aprendizagem automática e profunda vêm há anos desenvolvendo tecnologias de IA a fim de prever o que os clientes gostariam de ler, acrescentar eficiências aos nossos centros de satisfação com o uso de tecnologias robóticas e de visão computadorizada, bem como apresentar aos nossos clientes o Alexa, nosso assistente virtual movido a IA. Agora, estamos disponibilizando a tecnologia por trás dessas inovações para todos os desenvolvedores na forma de três serviços completamente gerenciados que são fáceis de usar, avançados e econômicos. Estamos ansiosos para ver como nossos clientes utilizarão o Amazon Lex, Amazon Polly e Amazon Rekognition para desenvolver uma nova geração de aplicativos que têm inteligência quase humana e que podem ver, ouvir, falar e interagir com as pessoas e seus ambientes”.

Conversas inteligentes com o Amazon Lex

O Amazon Lex é um novo serviço para a criação de interfaces conversacionais que utiliza voz e texto desenvolvidos com as mesmas tecnologias de reconhecimento automático de voz (ASR, automatic speech recognition) e compreensão de linguagem natural (NLU, natural language understanding) utilizados no Amazon Alexa. Com o Amazon Lex, é fácil implementar recursos sofisticados de linguagem natural em praticamente qualquer aplicativo. Os desenvolvedores podem criar e testar bots (aplicativos conversacionais que realizam tarefas automatizadas, como verificar o clima ou agendar voos) diretamente do AWS Management Console, digitando algumas frases simples (“encontre um voo” ou “reserve um voo”, por exemplo), além das instruções de como obter os parâmetros necessários para completar a tarefa (data e destino da viagem, por exemplo) e perguntas de esclarecimento a serem feitas ao usuário (“quando você deseja viajar?” e “aonde você deseja ir?”, por exemplo). O Amazon Lex cuida do resto, criando um modelo de linguagem e fazendo as perguntas necessárias para completar a tarefa. Como ele está integrado ao AWS Lambda, ele pode ser configurado para solicitar o serviço de back-end apropriado (o serviço de reserva de voos, por exemplo) por meio de uma função do AWS Lambda. Os desenvolvedores podem também usar conectores corporativos pré-desenvolvidos para executar funções do AWS Lambda a fim de responder a perguntas como “quais são minhas 10 maiores contas no Salesforce.com” por meio da obtenção de dados dos sistemas corporativos como Salesforce, Microsfot Dynamics, Marketo, Zendesk QuickBooks e HubSpot.

Os bots desenvolvidos pelo Amazon Lex podem ser utilizados em qualquer lugar: de aplicativos da Web aos de mensagem e bate-papo, como o Slack e Facebook Messenger, ou por meio da voz em aplicativos de dispositivos móveis ou conectados. O Amazon Lex lida com a autenticação exigida por várias plataformas e simplifica o design da interface de usuário, já que não é necessário que os desenvolvedores escrevam códigos personalizados para cada plataforma. Além disso, os desenvolvedores não precisam se preocupar em escalar sua infraestrutura, uma vez que o Amazon Lex escala automaticamente de acordo com o aumento do tráfego direcionado a um bot e os desenvolvedores pagam apenas pelas chamadas realizadas ao API do Amazon Lex.

A Capital One oferece uma grande variedade de serviços e produtos financeiros a consumidores, pequenos negócios e clientes comerciais em diferentes canais. “Para empresas que utilizam muito a AWS, a integração perfeita do Amazon Lex a outros serviços da empresa, como o Lambda e Amazon DynamoDB, é muito atrativa”, diz Firoze Lafeer, CTO da Capital One Labs, da Capital One. “Por ser altamente escalável, o Amazon Lex também possibilita acelerar o tempo de comercialização para uma nova geração de interações de voz e texto, tais como o recurso da Capital One lançado recentemente para o Alexa”.

A OhioHealth é uma organização de saúde reconhecida nacionalmente nos EUA, com uma rede de mais de 11 hospitais em 47 cidades. “Estamos empolgados com a utilização de tecnologia evolutiva de reconhecimento de voz e processamento de linguagem natural para melhorar as vidas de nossos clientes. O Amazon Lex representa uma ótima oportunidade de entregarmos uma experiência nova aos nossos pacientes”, diz Michael Krouse, vice-presidente sênior de suporte operacional e diretor de TI da OhioHealth. “Tudo que fazemos na OhioHealth é voltado ao fornecimento da assistência adequada aos nossos clientes, na hora certa e no lugar certo. A nova geração da tecnologia do Amazon Lex, bem como os aplicativos inovadores que estamos desenvolvendo com ele, ajudarão a proporcionar uma experiência aprimorada a eles. E esse é apenas o começo “.

A HubSpot é uma das líderes em entrega de software de publicidade e vendas. “O GrowthBot da HubSpot é um bot conversacional completo que ajuda a aumentar a produtividade de publicitários e vendedores oferecendo acesso a dados e serviços relevantes por meio de uma interface conversacional. Com o GrowthBot, os publicitários podem obter ajuda na criação de conteúdo, na pesquisa de concorrência e no monitoramento de sua lógica analítica. Com o Amazon Lex, acrescentamos recursos sofisticados de processamento de linguagem natural para que o GrowthBot possa fornecer uma interface mais intuitiva”, diz Dharmesh Shah, CTO e fundador da HubSpot. “O Amazon Lex nos permite usar IA avançada e aprendizagem automática sem precisarmos codificar nós mesmos os algoritmos”.

A Twilio ajuda empresas a oferecer comunicações relevantes e contextuais por meio da integração simplificada de recursos de autenticação e comunicação em tempo real diretamente nos aplicativos de software. “Desenvolvedores e empresas utilizam a Twilio para criar aplicativos que possam se comunicar com os clientes em praticamente qualquer lugar do mundo”, diz Benjamin Stein, diretor de produtos de mensagens da Twilio. “O Amazon Lex fornecerá aos desenvolvedores uma arquitetura modular intuitiva e APIs abrangentes que permitam a criação e implementação de bots conversacionais em plataformas móveis. Estamos ansiosos para ver o que nossos clientes serão capazes de criar com a Twilio e o Amazon Lex”.

Fala inteligente com o Amazon Polly

O Amazon Polly possibilita a adição de recursos de fala realista a aplicativos já existentes, como leitores de notícias e plataformas de e-learning e a criação de categorias totalmente novas de produtos que tenham recursos de voz, de aplicativos móveis a eletrônicos e aparelhos domésticos. Ele é fácil de usar: os desenvolvedores enviam textos ao Amazon Polly usando SDK ou a partir do AWS Management Console, e o Polly responde imediatamente com um streaming de áudio que pode ser reproduzido diretamente ou armazenado em um formato de áudio padrão. Com 47 vozes realistas e suporte a 24 idiomas, os desenvolvedores podem escolher vozes masculinas ou femininas com diversos sotaques e desenvolver aplicativos para usuários em todo o mundo. E, como o Amazon Polly tem uma pronúncia fluída dos conteúdos de texto, os aplicativos oferecem output de voz de alta qualidade em diversos formatos de texto. O Amazon Polly é escalável e responde rapidamente com falas de alta qualidade, mesmo ao lidar com grandes volumes de conversão de texto em voz. Os desenvolvedores pagam apenas pelo texto convertido e podem converter as falas geradas em cache, a fim de reproduzi-las quantas vezes quiserem, sem restrições.

O The Washington Post é uma empresa de tecnologia e mídia vencedora do prêmio Pulitzer que publica mais de 1.200 histórias diariamente. “Alimentamos há tempos o interesse de fornecer versões em formato de áudio das nossas histórias, mas o custo-benefício oferecido pelas soluções de texto-para-voz existentes não era satisfatório em relação à qualidade que entregavam”, diz Joseph Price, gerente sênior de produtos do The Washington Post. “Com o lançamento do Amazon Polly e suas vozes de alta qualidade, ofereceremos aos nossos leitores formas mais ricas e versáteis de conferir nosso conteúdo”.

A GoAnimate é uma plataforma de criação de vídeos animados baseada na nuvem que possibilita a criação rápida e simples de vídeos animados para executivos sem experiência em animação. “O Amazon Polly permite que os usuários da GoAnimate deem voz instantaneamente aos personagens que criam com a nossa plataforma. Isso é muito útil, principalmente em situações onde a locução ao vivo é problemática em termos de tempo ou recursos; por exemplo, quando o vídeo é desenvolvido em vários idiomas, ou na pré-produção, quando há interesse de acelerar o processo de aprovação “, diz Alvin Hung, CEO e fundador da GoAnimate. “O recurso de fala do Amazon Polly é integrado perfeitamente ao nosso rico conjunto de ativos pré-animados, o que reforça a simplicidade da GoAnimate e proporciona eficiência e tempo de comercialização mais rápido aos nossos consumidores”.

Análise inteligente de imagem com o Amazon Rekognition

O Amazon Rekogntion permite a criação rápida e fácil de aplicativos de análise de imagens e de reconhecimento de rostos, objetos e cenas. Ele utiliza tecnologias de aprendizagem profunda para identificar automaticamente objetos e cenas, tais como veículos, animais de estimação ou móveis, e oferece uma pontuação de confiança que permite aos desenvolvedores inserir imagens que podem ser utilizadas na pesquisa de imagens específicas com palavras-chave. O Amazon Rekognition consegue localizar rostos dentro de imagens e detectar atributos, tais como o clima e se a pessoa está sorrindo ou está de olhos abertos. Ele também tem suporte para funcionalidades avançadas de análise facial, tais como pesquisa e comparação de rostos. Utilizando o Rekognition, os desenvolvedores podem criar um aplicativo que analisa a probabilidade de correspondência entre os rostos de duas imagens diferentes a fim de verificar um usuário mediante uma foto de referência quase que instantaneamente. De forma semelhante, os usuários podem criar coleções de milhões de rostos (detectados em imagens) e podem pesquisar correspondências para sua imagem de referência na coleção. O Amazon Rekognition remove a complexidade e a necessidade de uma equipe numerosa para que se crie e desenvolva linhas caras de processamento de imagem, disponibilizando recursos de classificação, detecção e gerenciamento em um só serviço AWS simples, econômico e confiável. Não há custos iniciais com o Amazon Rekognition; os desenvolvedores pagam apenas por imagem analisada e por vetor de feições faciais armazenado.

A Redfin é uma empresa de corretagem especializada que utiliza a tecnologia moderna para ajudar as pessoas a comprar e vender imóveis. “Nossos clientes adoram navegar pelas imagens de imóveis em nosso site e em nossos aplicativos móveis, e queremos que eles possam filtrar o que desejam entre centenas de milhões de catálogos e imagens facilmente”, diz Yong Huang, diretor de Big Data e lógica analítica da Redfin. “O Amazon Rekognition gera um rico conjunto de marcadores diretamente das imagens dos imóveis. Isso simplifica a criação de um recurso de busca que ajude os clientes a encontrar casas com base em suas necessidades específicas, como uma lareira, um quintal ou uma piscina. E como o Rekognition é compatível com URLs do Amazon S3, ele poupa muito tempo ao detectar objetos, cenas e rostos sem a necessidade de mover imagens”.

A SmugMug é um ambiente seguro que armazena diariamente bilhões de belas fotos para milhões de clientes incríveis. “Nossos clientes querem passar seu tempo criando mais memórias e não gerenciando sua coleção de fotos manualmente”, diz Don MacAskill, cofundador, CEO e chief geek da SmugMug. “O Amazon Rekognition permitirá que identifiquemos automaticamente o conteúdo nas fotos dos clientes, apresentando uma variedade de recursos que permitirá que os cientes, bem como seus visitantes, tenham mais tempo para focar em curtir a vida e celebrar suas fotos”.

Aprendizagem profunda e IA na AWS

No momento, o Amazon Polly e o Amazon Rekognition estão disponíveis nas regiões leste (Ohio e norte de Virginia) e oeste (Oregon) dos EUA e na Europa (Dublin) e chegarão a outras regiões nos próximos meses. Os clientes podem se inscrever para a versão de pré-lançamento do Amazon Lex.
Além desses serviços, a AWS anunciou recentemente que está investindo substancialmente, com a contribuição de códigos e melhorias na experiência dos desenvolvedores, no MXNet, um framework de aprendizagem profunda distribuído em código aberto, desenvolvido incialmente pela Canergie Mellon University e outras grandes universidades. O MXNet permitirá que especialistas em aprendizagem automática criem modelos escaláveis de aprendizagem profunda que podem reduzir significativamente o tempo necessário parar treinar seus aplicativos. Para mais informações sobre o suporte da AWS ao MXNet, acesse: http://www.allthingsdistributed.com/2016/11/mxnet-default-framework-deep-learning-aws.html.

A AWS também auxilia os desenvolvedores na execução de seus próprios fluxos de trabalho de aprendizagem profunda e aprendizagem automática para facilitar a criação de plataformas próprias de IA baseadas na AWS. O Amazon EC2 (Amazon Elastic Compute Cloud), com seu grupo abrangente de instâncias e placas gráficas com grandes volumes de memória, é ideal para treinamento de aprendizagem profunda. As instâncias P2, lançadas em setembro de 2016, foram projetadas para aprendizagem automática e profunda em larga escala, com até 8 aceleradores NVIDIA Tesla K80, cada um rodando duas placas gráficas NVIDIA GK210 com 12 GiB de memória e 2.496 núcleos de processamento paralelos. Os clientes também podem utilizar o AMI de aprendizagem profunda da AWS, que contém seis frameworks pré-configurados e pré-testados, incluindo todas as dependências, drivers Nvidia e ferramentas de ciência de dados, como o Jupyter e Anaconda. Além disso, os modelos da AWS CloudFormation estão disponíveis para treinar redes neurais profundas em escala em apenas alguns cliques.

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