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Câmara de Comércio Árabe-Brasileira impulsiona negócios com tecnologias de Cloud e Blockchain da IBM

A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB) – organização que atua há mais de 68 anos com o propósito de conectar empresas brasileiras e árabes – anuncia a implementação da IBM Blockchain Platform rodando em IBM Cloud para digitalizar, acelerar e trazer mais segurança a processos de exportação entre o Brasil e os 22 países da Liga Árabe e, assim, continuar ajudando no desenvolvimento econômico, social e cultural da relação bilateral. O projeto é parte do sistema Ellos, plataforma desenvolvida pela CCAB para apoiar seus associados e parceiros.

A adoção de tecnologias que possibilitam a transformação digital é chave para diversos modelos de negócio. De acordo com o recente IBV COVID C-Suite Study, 64% dos executivos em todo o mundo reconhecem uma mudança para mais atividades de negócios baseadas na nuvem devido à pandemia (1). Ao mesmo tempo, a IDC espera que os gastos com blockchain na América Latina sejam de USD 200 milhões até 2023.

De acordo com o secretário-geral da Câmara Árabe-Brasileira, Tamer Mansour, a plataforma vai integrar dados de toda cadeia exportadora para os países árabes. Numa fase piloto, o projeto será implementado nos fluxos comerciais envolvendo o Brasil e a Jordânia, país que está fazendo um grande esforço de digitalização governamental e busca se reposicionar como um hub de acesso à região para outros países. “Temos um negócio baseado em relacionamentos e confiança. Oferecer uma experiência melhor e serviços com excelência para facilitar as operações dos nossos clientes é primordial. A IBM nos trouxe uma metodologia e as tecnologias necessárias para darmos um passo além nas operações, com agilidade para fazer a inovação acontecer”, comenta Tamer.

A solução também inclui o desenvolvimento de uma aplicação baseada em IBM Blockchain, oferecendo aos usuários dos serviços da CCAB mais agilidade, praticidade e transparência aos processos de exportação, atendendo os requisitos de qualidade e de compliance das diferentes legislações de importações e exportações de bens vigentes em cada país. A solução vai permitir ao mesmo tempo mais flexibilidade, estabilidade, escalabilidade e segurança para o despacho de cargas.

A CCAB também migrou seu ambiente de TI que, até então, era todo on premise, para a IBM Cloud, o que trouxe mais agilidade para o desenvolvimento de novas aplicações e possibilitou melhorias em manutenção, custos e esforços das equipes, que enfrentavam desafios diários por conta de sistemas legados e complexos.

Para Joaquim Campos, VP de Cloud e Cognitive da IBM Brasil, o acordo com a CCAB traz orgulho e mostra que a organização está avançando em seu processo de transformação digital. “Conseguimos consolidar uma parceria muito forte e próxima com os profissionais da CCAB e reforçar a IBM como um parceiro confiável de tecnologia, capaz de dar suporte aos desafios de forma completa, desde a modernização de infraestrutura em Cloud até o desenvolvimento de aplicações envolvendo Blockchain, Microsserviços e DevOps”, ressaltou o executivo.

A CCAB viu o potencial dessas tecnologias para implementar no seu serviço um processo digitalizado e rápido para os agentes do comércio bilateral entre o Brasil e os países árabes. Com isso, as organizações envolvidas nos processos de importação ou exportação passam a ter mais agilidade sobre as operações em um movimento inovador que fortalece o ecossistema de comércio exterior.

Todo o projeto foi executado pela IBM Garage, usando a metodologia que promove o desenvolvimento e implementação de ideias em conjunto com o cliente para acelerar o processo de transformação digital da CCAB.
(1) https://www.ibm.com/thought-leadership/institute-business-value/report/covid-19-future-business

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Brasil tem primeiro bebê registrado por meio de Blockchain a partir de tecnologia IBM

A IBM anuncia que o primeiro registro de recém-nascido no Brasil por meio da tecnologia Blockchain ocorreu no Rio de Janeiro. O processo pioneiro, que seguiu normas e procedimentos legais, foi possível pela rede Notary Ledgers da Growth Tech, que fornece serviços cartoriais digitalmente usando o IBM Blockchain Platform na IBM Cloud.

“Embora algumas maternidades já possuam unidades de cartório, a emissão não é algo simples. Em muitas, o pai precisa enfrentar filas que chegam a durar 4 horas, principalmente em hospitais públicos, com grandes números de nascimentos por dia”, afirma Hugo Pierre, CEO e fundador da Growth Tech, acrescentando que o registro por meio de blockchain traz inúmeros benefícios, como a facilidade e rapidez na entrega do documento.

A iniciativa, fruto também de uma parceria entre o 5º Registro Civil de Pessoas Naturais da Cidade do Rio de Janeiro e a Casa de Saúde São José, onde o bebê Álvaro de Medeiros Mendonça nasceu no dia 8 de julho, fez parte de um projeto piloto que teve duração de três dias. O objetivo era analisar os registros emitidos durante o período para estudar possibilidades de ampliação de sua adoção não apenas no hospital, mas em outras maternidades.

“No momento do nascimento, um dos membros da equipe de parto faz a declaração de nascido vivo diretamente em nossa ferramenta. Em seguida, quem for registrar a criança cria sua identidade digital com base na validação de dados pessoais junto a órgãos oficiais, além de um poderoso reconhecimento biométrico facial e, finalmente, as informações entram na plataforma do cartório, que gera a certidão totalmente válida em, no máximo, 15 minutos”, ressalta Hugo Pierre.

Outras vantagens do blockchain para registros de recém-nascidos vêm com o fato de que, a partir da ampliação de sua adoção, dados importantes e de várias naturezas começarão a trafegar dentro de uma mesma rede, trazendo agilidade a processos normalmente burocráticos, como a confecção de registro de imóveis ou certidões de casamento, que muitas vezes exigem solicitações feitas a diferentes cartórios.

“O registro do bebê Álvaro é um importante passo para o Blockchain no Brasil e mostra sua relevância em um cenário cada vez mais digital. Outro ponto é que esta é uma tecnologia que pode ser aplicada em diferentes segmentos, transformando a maneira como as empresas e os cidadãos se relacionam”, comenta Carlos Rischioto, líder técnico de Blockchain da IBM Brasil.

Cartórios virtuais

A rede Notary Ledgers, sistema por trás do registro de nascimento dos recém-nascidos, é uma plataforma que permite realizar serviços cartorários em ambiente virtual, no qual todas as transações são validadas e registradas em uma blockchain permissionada, formada por diversos cartórios brasileiros. A partir da rede é possível lavrar procurações, além de registros de óbito e união estável, escritura de compra e venda e registro de imóveis.

Para usar a tecnologia, pessoas físicas e jurídicas devem acessar o endereço eletrônico www.notaryledgers.com, escolher o tipo de serviço que precisam, preencher as informações e assinar o documento digitalmente. Quando todos os requisitos para a transação são validados, o pagamento é realizado e tudo é registrado na rede blockchain, que forma um livro-razão único, contendo os registros de todas as transações que ocorrerem na rede.

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Nestlé abre plataforma piloto de blockchain para consumidor rastrear a cadeia de suprimentos

A Nestlé abrirá novos caminhos na transparência da cadeia de suprimentos através de uma parceria com o OpenSC – uma plataforma inovadora de blockchain que permite aos consumidores rastrear sua comida de volta à fazenda. Por meio da parceria, anunciada hoje, a Nestlé se torna a primeira grande empresa de alimentos e bebidas a divulgar que pilotará a tecnologia blockchain aberta dessa maneira. O anúncio faz parte da jornada da Nestlé em direção à total transparência.

Fundada pelo WWF-Austrália e pelo Boston Consulting Group Digital Ventures, o OpenSC desenvolveu uma plataforma que dará a qualquer pessoa, em qualquer lugar, acesso a dados de sustentabilidade e cadeia de suprimentos que podem ser verificados de forma independente.

O programa piloto inicial irá rastrear o leite de fazendas e produtores na Nova Zelândia para as fábricas e armazéns da Nestlé no Oriente Médio. Mais tarde, a tecnologia será testada usando óleo de palma proveniente das Américas. Esses pilotos permitirão à Nestlé entender como o sistema é escalável. “Queremos que nossos consumidores tomem uma decisão informada sobre sua escolha de produtos, ou seja, escolher produtos produzidos com responsabilidade. A tecnologia Open Blockchain pode nos permitir compartilhar informações confiáveis com os consumidores, um caminho acessível”, destaca Magdi Batato, vice-presidente executivo e head de Operações da Nestlé.

A Nestlé vem testando a tecnologia blockchain desde 2017, em especial com a IBM Food Trust. Em abril, ela deu aos consumidores acesso a dados de blockchain pela primeira vez, através do purê Mousline, na França. O blockchain permite o registro da origem e destino de um produto, desde a produção até a chegada ao consumidor final, de forma inalterável.

“Essa tecnologia blockchain aberta permitirá que qualquer pessoa, onde quer que esteja, avalie nossos números e informações de fornecimento responsável”, explica Benjamin Ware, diretor global de Fornecimento Responsável da companhia. “Acreditamos que é mais um passo importante para a divulgação completa de nossas cadeias de fornecimento, anunciada pela Nestlé em fevereiro deste ano, elevando o nível de transparência e produção responsável globalmente”, conclui.

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Setor de segurança eletrônica viverá uma revolução com o uso do Blockchain

O setor de segurança eletrônica deve passar por uma revolução com a apropriação do blockchain, que foi criado para gerenciar criptomoedas (como por exemplo o bitcoin), mas ganha cada vez mais espaço nos diversos segmentos do mercado. A opinião é do especialista em segurança e privacidade, Emílio Nakamura, que acredita ser este um dos assuntos que estarão em evidência durante a Exposec 2019 – Feira Internacional de Segurança, que acontece em maio, em São Paulo.

O processo ainda está no início, mas já configura uma tendência. “No Brasil não há nenhuma empresa de segurança eletrônica usando o blockchain”, acredita. “Mas tenho visto algumas implementando sua utilização no exterior e isso chegará aqui com certeza”, afirma o especialista, responsável por seminários promovidos pela Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), realizadora da Exposec 2019, tema difundido pelo país, alertando os associados para a nova realidade.

Os dados que as empresas de segurança eletrônica manipulam, sejam na parte de identificação, autenticação, controle de acesso, ou mesmo imagens de circuitos fechados estão muito mais protegidos no blockchain, acredita Nakamura. Bem diferente da situação atual, em que as informações são armazenadas em um servidor central e uma pessoa detém seu controle.

Em linhas gerais, pode-se dizer que se trata de um sistema de base de dados distribuído em algoritmo, mantido e gerido de forma compartilhada e descentralizada por meio de uma rede ponto a ponto (P2P), que se assemelha a blocos encadeados, cada um com uma impressão digital. Todos os participantes são responsáveis por armazenar e manter a base de dados. A tecnologia foi construída tendo em mente quatro principais características: segurança das operações, descentralização de armazenamento/computação, integridade de dados e imutabilidade de transações.

O grande foco do blockchain é a possibilidade de gerenciar dados de forma segura. “Os dados que você utiliza dentro do blockchain têm característica de imutável, não consegue alterar isso, mexer em sua integridade”, afirma Nakamura, lembrando que o sistema não foca na confidencialidade de dados. “As informações são disponíveis, mas ninguém pode mudá-la”.

Para o especialista, outra vantagem do blockchain é que “adiciona uma camada de segurança quanto à integridade e a disponibilidade dos dados. E o fato de ser distribuído e descentralizado também atende à lei de proteção de dados (LPD). “O sistema em si não é suficiente, mas se for misturado à criptografia ajuda com certeza as empresas a atenderem à LPD”, garante.

Exposec – 22ª Feira Internacional de Segurança

Data: 21 a 23 de maio de 2019

Horário: 13h às 20h

Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center

Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo/SP

www.exposec.com.br

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Carrefour é a 1ª varejista no Brasil a utilizar blockchain para rastrear alimentos da fazenda até a gôndola

O Carrefour avança no uso de tecnologia para rastreamento dos produtos comercializados em suas lojas e lança sua primeira linha de produtos com blockchain. A partir desta semana, a linha de Suíno Sabor & Qualidade, disponíveis em 18 cortes, chega a todas as lojas da rede no Estado de São Paulo. Com a tecnologia, inédita no varejo brasileiro, os clientes da rede poderão acessar informações detalhadas de todas as etapas de produção e distribuição, desde a fazenda até a chegada em loja. Até o fim desse ano, a expectativa é incluir mais quatro produtos nesse rastreamento. Trata-se do primeiro passo da rede para ter, até 2022, 100% dos produtos Sabor & Qualidade utilizando a tecnologia de rastreio. A iniciativa conta com parceria da empresa Safe Trace.

Com o objetivo de armazenar e transmitir a informação, a plataforma blockchain permite rastrear todo o histórico de um produto, atingindo os níveis máximos de segurança alimentar e transparência. Por meio da leitura de uma etiqueta com QR Code, o consumidor poderá conhecer informações específicas de cada lote, como o modo de criação, nome do criador, localização da fazenda, alimentação dos animais, cuidados veterinários, condições de transporte até os frigoríficos e dados sobre bem-estar do animal até chegar às gôndolas das lojas do Carrefour.

Segundo Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade do Grupo Carrefour Brasil, o lançamento da tecnologia blockchain para a cadeia alimentar brasileira marca um passo importante na implantação do plano de transformação Carrefour 2022. “Esta primeira cadeia de rastreamento deverá ser seguida de outras, cobrindo todos os produtos Sabor & Qualidade até 2022. Com isso, atenderemos uma prioridade absoluta: garantir aos consumidores total transparência na rastreabilidade de nossos produtos”, destaca o executivo.

A plataforma blockchain também traz vantagens importantes para toda a cadeia produtiva. Para o Carrefour, a tecnologia proporciona total controle e eficiência em casos de bloqueio e recall, além de assegurar que os rigorosos padrões de segurança alimentar exigidos pela rede são atendidos. Já para os fornecedores, permite uma visão 360º sobre todo o processo de distribuição e valorização da qualidade do produto.

A colaboração entre o Carrefour e a Safe Trace, líder na rastreabilidade da cadeia produtiva de alimentos e pioneira no Brasil na aplicação da tecnologia blockchain, permitiu apoiar tecnicamente os parceiros para mapear seus processos e interligar seus sistemas de informações ao blockchain, além de permitir o uso das etiquetas com QR Code nas bandejas de suínos Sabor & Qualidade.

A aplicação pioneira do blockchain no varejo alimentar no Brasil é mais uma iniciativa importante que faz parte do Act For Food – movimento global lançado pelo Grupo Carrefour em 2018 com o objetivo de estimular uma mudança positiva nos hábitos alimentares, ampliando o acesso do consumidor a alimentos saudáveis com maior qualidade, seguros, produzidos com responsabilidade socioambiental e a preços justos.

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Blockchain e as diversas áreas de aplicação

Por Paulo Asterio, CTO e co-founder da Rebel

O blockchain, uma das tendências do momento, ainda gera dúvidas com relação ao seu uso. Uma parte das pessoas ainda acha que a tecnologia é usada apenas para meios de pagamentos, mas, embora uma rede blockchain sempre tenha uma criptomoeda ou um token envolvido, ela pode ser utilizada em diversas áreas.

Atualmente, existem redes blockchain sendo utilizadas para as mais diversas finalidades, tais como contratos inteligentes, comercialização de ativos, votos eletrônicos, previsões descentralizadas, segurança computacional e muito mais. Uma das principais vantagens da utilização dessas redes é a possibilidade de prescindir de uma entidade centralizadora para validar transações e a imutabilidade dos registros confirmados através de processos de mineração.

Dessa forma, apresenta uma série de benefícios para as empresas, como por exemplo a redução de custos das transações, sejam elas quais forem. Além disso, é uma eliminação de fronteiras, afinal, toda a comunicação é feita por meio da internet e qualquer indivíduo pode ser tanto um validador de transações, quanto transacionar de fato.

Outro ponto que merece atenção é a segurança oferecida pela imutabilidade do passado, ou seja, uma vez que determinada informação é inserida na cadeia de registros, a chance de que um indivíduo consiga alterá-la é mínima.

Como toda novidade tecnológica, o assunto gera muita curiosidade e grandes expectativas. Acredito que como tecnologia ainda existem alguns desafios a serem superados, mas sem dúvidas teremos cada vez mais processos utilizando e se beneficiando de redes blockchain. A reflexão de quais segmentos poderão utilizar essas redes no futuro é similar ao questionamento na década de 1980 sobre quais setores utilizariam mensagens eletrônicas, ou seja, não é trivial dizermos se determinada rede blockchain, seja ela bitcoin, ethereum, monero, tron, cardano, neo etc, vai prosperar ou não, mas a tecnologia em si estará presente nos mais diversos segmentos.

*Paulo Astério é desenvolvedor de software desde os 14 anos, tem mais de 20 anos de experiência profissional na área e, atualmente, é CTO e co-fundador da Rebel, plataforma online de empréstimos pessoais

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IBM Blockchain World Wire, nova rede global de pagamentos, dará suporte a pagamentos e câmbio de moedas em mais de 50 países

A IBM (NYSE: IBM) anunciou durante o Money 20/20, em Singapura, que o IBM Blockchain World Wire, rede global de pagamentos em tempo real para instituições financeiras regulamentadas, está oficialmente disponível em um número crescente de mercados.

Projetado para otimizar e acelerar os serviços de câmbio e remessa de pagamentos internacionais, o World Wire é a primeira rede de blockchain a integrar serviços de mensagens e confirmações de pagamento, compensação e liquidação de ativos em uma única rede, além de possibilitar que os participantes escolham, de forma dinâmica, a oferta que melhor atenda sua necessidade para liquidação de ativos entre uma variedade de serviços digitais.

“Criamos um novo modelo de rede de pagamentos desenvolvido para acelerar a remessa e transformar a forma como realizamos pagamentos internacionais, facilitando a movimentação de dinheiro nas regiões mais necessitadas do mundo”, disse Marie Wieck, Gerente Geral de IBM Blockchain. “Ao criar uma rede na qual as instituições financeiras suportam múltiplos ativos digitais, esperamos impulsionar a inovação e melhorar a inclusão financeira em todo o mundo”.

Hoje, o IBM World Wire disponibiliza pagamentos em 72 países, em 47 moedas distintas de 44 instituições financeiras. Regulamentações locais continuarão a conduzir as ativações e a IBM estará, de forma constante e ativa, aumentando a rede com a adição de novas instituições financeiras globais.

A rede global de blockchain fornece um modelo direto para pagamentos entre países que utiliza o protocolo Stellar, que realiza transferências de dinheiro ponto-a-ponto em vez de utilizar o modelo bancário tradicional. Esse sistema reduz intermediários e permite que os usuários conduzam processos de liquidação financeira em apenas alguns segundos pela transmissão do valor monetário na forma de ativos digitais, por exemplo, como criptomoeda ou moeda estável. Esta abordagem aumenta a eficiência operacional e o gerenciamento de liquidez, simplificando a reconciliação de pagamentos e reduzindo os custos totais com transações para as instituições financeiras.

O World Wire já permite a liquidação utilizando Stellar Lumens em moeda estável baseada em dólar americano por meio da recém-anunciada colaboração entre IBM e Stronghold. Pendente de aprovações regulatórias e outras análises, seis bancos internacionais, entre eles Banco Bradesco, Bank Busan e Rizal Commercial Banking Corporation (RCBC), assinaram cartas de intenção para participar do projeto piloto no World Wire. A IBM irá continuamente expandir o ecossistema de liquidação de ativos de acordo com a demanda dos clientes.

“O Bradesco adota continuamente a inovação que aprimora a experiência de nossos clientes e melhora nossa eficiência”, diz Luca Cavalcanti, Diretor Executivo de Inovação e Canais Digitais do Bradesco. “A Rede World Wire endereça esses dois aspectos e, portanto, representa uma oportunidade para o Bradesco e seus clientes”.

“O RCBC está muito satisfeito em ser um dos primeiros a inovar com planos de emitir o Peso, nossa própria moeda estável, na Rede Global, pendente de aprovação final pelos nossos órgãos reguladores”, disse Manny T. Narciso, Primeiro Senior Vice-Presidente do RCBC. “Estamos focados na inovação que agrega valor para nossos clientes e a World Wire representa uma grande oportunidade para transformar e aprimorar nossa infraestrutura de pagamento”.

Atualmente, a World Wire está em produção limitada e disponível em um número crescente de países. Organizações interessadas podem obter mais informações em http://www.ibm.com/blockchain/solutions/world-wire.

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Paraná aposta em rede de blockchain para gestão pública desburocratizada

Na última semana, representantes do setor de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) do Paraná se encontraram em Curitiba para lançamento do programa Paraná Hub Blockchain, promovido pela Celepar. A Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná é uma sociedade de economia mista do governo do Estado do Paraná, e lançou o programa em parceria com a empresa canadense de soluções e inovação ‘Blockchain Research Institute’ (BRI).

O objetivo é criar uma gestão pública desburocratizada, ágil e, acima de tudo, com transparência baseado na tecnologia blockchain para agilizar processos e impedir desvios de recursos públicos. Carl Amorim, executivo da BRI Brasil explicou como o Paraná pode evoluir com o blockchain e se tornar um centro de atenção com a criação de políticas públicas, controle de gastos, orientação estratégica e abertura de novos mercados. “Vamos oferecer as condições para que o Paraná se transforme em um hub de tecnologia blockchain no Brasil, exportando essa expertise e servindo de referência para outros estados da federação”, disse.

O diretor-presidente da Celepar, Allan Costa, ressaltou a importância dessa parceria na desburocratização e inovação no serviço público. “Somos pioneiros no Brasil nessa iniciativa, quebrando paradigmas, colocando todos os órgãos do governo para conversar, e transformando a maneira de entregar serviços ao cidadão”, destacou.

Allan Costa enalteceu ainda “vamos levar a Celepar a um novo patamar, respeitando a história da tecnologia da informação, mas sendo protagonista no papel de inovação para que o Paraná se torne o estado mais inovador do país”.

Recentemente a Software by Maringá, entidade que reúne mais de 100 empresas de TI e startups, também anunciou a criação da Rede Maringaense de Blockchain que visa estimular a aquisição de conhecimento, pesquisa e desenvolvimento da região. De acordo com Luis Marcos Campos, presidente da entidade, “a ideia é escalar o faturamento do setor por meio da aquisição de conhecimento, pesquisa e desenvolvimento locais. Maringá tem grande tradição cooperativista, e a blockchain tem tudo a ver com cooperativismo e inclusão. É exatamente sobre esta visão que o sistema nasceu e guarda grande potencial de gerar riqueza e bem-estar social”, explica.

Guilherme Furlaneto, V.P. de Qualidade, Diretor Adjunto da Câmara de negócios financeiros (Fintech) da Software by Maringá e especialista em blockchain pela Oxford University, esteve presente no evento e participou de um painel sobre Blockchain.

De acordo com Fulaneto, a SbM está focada em trazer novas tecnologias de produção de software para empresas de TIC da região e auxiliar no desenvolvimento de um ecossistema regional especializado. “Maringá acaba de anunciar a criação de uma infraestrutura blockchain local, a criação de uma rede maringaense de blockchain com participantes das mais diferentes esferas. Com isso, queremos potencializar negócios de blockchain em nível nacional, em especial para as empresas voltadas ao agronegócio, contando com empresas especializadas em agrotech (tecnologia de agricultura). O objetivo é criar soluções para rastreabilidade de produtos agropecuários, em conjunto com a CELEPAR e a iniciativa blockchain do estado do Paraná para fomento a políticas públicas”, explica. Além de agrotech, está no radar da entidade aplicações de blockchain para construção civil (construtech), saúde (healthtech) e para o setor público.

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Blockchain vai turbinar o supply chain global até 2025

Um novo relatório do Instituto de Pesquisa Capgemini revela que o blockchain pode se tornar onipresente até 2025, entrando nos negócios tradicionais e apoiando práticas de supply chain em todo o mundo. Por meio de investimentos e parcerias, a tecnologia distribuída dominará o setor de manufatura, bem como as áreas de produtos de consumo e o varejo, trazendo uma nova era de transparência e confiança.

O relatório “Does Blockchain Hold the Key to a New Age of Supply Chain Transparency and Trust?” (em tradução livre, “O Blockchain tem a Chave para Uma Nova Era de Transparência e Confiança na Cadeia de Suprimentos?”) fornece uma visão abrangente dos negócios e geografias que estão pavimentando sua migração para blockchain e prevê que a tecnologia se tornará mainstream na prática de supply chain até 2025. Atualmente, apenas 3% das organizações que estão investindo em blockchain o fazem em escala e 10% têm um projeto-piloto implementado, com os restantes 87% dos entrevistados relatando estar nos estágios iniciais no uso da tecnologia.

O Reino Unido (22%) e a França (17%) lideram atualmente com a implementação em escala e pilotos de blockchain na Europa, enquanto os Estados Unidos (18%) são líderes em termos de financiamento de iniciativas da prática. Estes precursores estão otimistas quanto ao potencial da tecnologia, com mais de 60% deles acreditando que blockchain está transformando a maneira como eles colaboram com seus parceiros.

O estudo também apontou que a redução de custos (89%), a rastreabilidade aprimorada (81%) e a transparência aprimorada (79%) são os três principais impulsionadores dos atuais investimentos em blockchain. Além disso, a tecnologia permite que as informações sejam entregues com segurança, rapidez e transparência, e pode ser aplicada as funções críticas de supply chain, do acompanhamento a produção passando pelo monitoramento das cadeias de alimentos e a garantia da conformidade regulatória. Entusiasmados pelos resultados que estão vendo, os precursores identificados no estudo devem aumentar seu investimento em blockchain em 30% nos próximos 3 anos.

Apesar do otimismo em torno das implementações de blockchain, permanecem as preocupações em torno de estabelecer um retorno claro sobre o investimento e as barreiras de interoperabilidade entre os parceiros de supply chain. A maioria (92%) dos precursores aponta que estabelecer o ROI é o maior desafio para a adoção, e 80% citam a interoperabilidade com os sistemas legados como um grande desafio operacional. Além disso, 82% apontam para a segurança das transações como inibidor na adoção pelos parceiros de seus aplicativos blockchain, prejudicando o status da tecnologia como uma prática segura.

Sudhir Pai, CTO para Serviços Financeiros da Capgemini, disse: “Existem alguns casos de uso realmente interessantes no mercado que estão mostrando os benefícios do blockchain para melhorar o supply chain, no entanto, a tecnologia não é a “bala de prata” para solucionar todas as questões da cadeia de fornecimento de uma organização. O ROI da blockchain ainda não foi quantificado, e os modelos e processos de negócios precisarão ser redesenhados para sua adoção. Parcerias eficazes são necessárias em toda a cadeia de suprimentos para construir uma estratégia de blockchain baseada em ecossistemas, integrada com implementações de tecnologia mais ampla, para garantir que ela possa realizar seu potencial”.

Em um relatório anterior, realizado no início deste ano com a Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, a Capgemini descobriu que a experimentação em blockchain atingirá seu ápice em 2020, quando as organizações puderem explorar provas de conceito e se desdobrarem com as Fintechs. De acordo com o relatório, a transformação do blockchain irá amadurecer em 2025, quando as organizações realizarem a transformação e a integração das empresas, estabelecendo políticas para privacidade e gerenciamento de dados.

O professor Aleks Subic, vice-reitor de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade de Tecnologia de Swinburne, disse: “As organizações confiam na tecnologia blockchain para resolver questões importantes e criar novas oportunidades de negócios, e isso dá credibilidade ao ecossistema digital em toda a supply chain. Acreditamos que a tecnologia blockchain desempenhará um papel integral na transformação digital dos canais da cadeia de suprimentos para uma ampla gama de indústrias no futuro próximo”.

Apesar das barreiras enfrentadas pelo blockchain hoje, as organizações estão tentando impulsionar uma adoção mais ampla agora, enquanto a tecnologia está em seu estágio inicial. Um exemplo é a Mobility Open Blockchain Initiative (MOBI), consórcio formado por um grupo de empresas de automóveis e de tecnologia focadas em fazer com que as montadoras atribuam identidades digitais aos veículos para que carros e sistemas possam transacionar entre si.

Casos atuais de uso da indústria
O relatório do Capgemini Research Institute identificou 24 casos de uso de blockchain, variando de negociação de créditos de carbono a gerenciamento de contratos com fornecedores e prevenção de produtos falsificados. A Capgemini aplicou esses casos de uso ao varejo, manufatura e produtos de consumo, descobrindo que o blockchain pode ser e está sendo usado para rastrear a produção, a procedência e o inventário de contratos, produtos e serviços. O relatório destaca que as organizações de produtos de consumo concentram-se principalmente no rastreamento e identificação de produtos, com a Nestlé, a Unilever e a Tyson Foods implementando testes de blockchain. Os varejistas estão focados nos mercados digitais e na prevenção de falsificações, com empresas como a Starbucks investindo em testes da tecnologia. Mais criticamente, a blockchain pode proteger o fornecimento de alimentos, rastreando alimentos do campo ao garfo, para impedir a contaminação ou recalls de produtos.

Sudhir Pai conclui: “Nosso estudo ressalta o potencial do blockchain, mas também mostra que atualmente existem poucas implementações em larga escala da tecnologia e claras barreiras à adoção. As empresas devem usar nossa análise das organizações precursoras para entender como a blockchain é viável para elas, fortalecendo seu programa e transformando o hype em realidade”.

Metodologia de Pesquisa

O Instituto de Pesquisa Capgemini entrevistou cerca de 450 organizações nas quais a implementação do blockchain está em andamento em sua cadeia de fornecimento como uma prova de conceito, piloto ou em escala. A pesquisa investigou a abordagem ao blockchain, as aplicações que eles estão implementando e os desafios que estão enfrentando na ampliação de suas iniciativas. Os entrevistados foram escolhidos entre os setores de produtos de consumo, varejo e manufatura.

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Atos reúne mais de 300 especialistas e parceiros para discutir computação quântica, segurança cibernética e Blockchain

A Comunidade de Especialistas da Atos se reuniu em Madri para sua Convenção Anual, juntamente com alguns parceiros mundiais, como Google Cloud, Intel, Cisco, Hitachi Vantara, Oracle, DellEMC, VMWare, RedHat e Gigamon. A Atos recebeu três novos parceiros este ano, as startups Blueprism, IDQuantique e RegData. O evento é uma oportunidade para a comunidade mapear o roteiro para futuras atividades, compartilhar progressos e melhores práticas, aumentar o conhecimento sobre tecnologias futuras – como aquelas compartilhadas por parceiros – e refortalecer suas redes.

A Comunidade de Especialistas da Atos, lançada em 2017, é uma rede de mais de 2.100 líderes de opinião que atuam em todos os setores do grupo, desde infraestrutura e quântica até ambientes de trabalho digital. Os especialistas ajudam a orientar a estratégia de negócios da Atos e a construir seu roteiro tecnológico, além de contribuir para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras, como computação quântica, segurança cibernética e Blockchain.

Em apenas dois anos, a Comunidade de Especialistas expandiu-se consideravelmente. “A especialização é um fator chave para o sucesso, desempenho e diferenciação em nosso mercado. Ao fornecer aos nossos especialistas um ambiente favorável e estimulante, incentivamos a inovação, aprimoramos a capacidade de P&D e disseminamos o conhecimento especializado”, explica Philippe Vannier, Consultor de Tecnologia do Grupo Atos.

Com a ajuda de um investimento de mais de 250 milhões de euros em Pesquisa & Desenvolvimento no ano passado, a Atos planeja desenvolver ainda mais sua experiência científica e técnica, além de enriquecer sua cultura técnica por meio do compartilhamento e disseminação de conhecimentos em toda a organização

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Gartner mostra como garantir segurança ao ecossistema de Blockchain

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento imparcial em tecnologia, anuncia novas pesquisas que mostram como muitas tecnologias emergentes estão desfrutando de um crescimento repentino na popularidade. Há diversos mitos e expectativas infladas em torno de Blockchain, por exemplo, devido ao entendimento incompleto das funcionalidades e vulnerabilidades dessa tecnologia.

Blockchain certamente ainda tem muito a oferecer. Tem o potencial de formar e modificar muitas indústrias, de instituições financeiras a entidades de governo, além de todo o negócio digital. No entanto, com a promessa surgem os riscos. “Executivos de segurança e gerenciamento de riscos (SRM) precisam ter um olhar crítico não apenas sobre os possíveis benefícios de Blockchain, mas também para as ameaças”, diz Mark Horvath, Diretor de Pesquisa do Gartner. “Se considerar o uso de um modelo multicamadas de segurança Blockchain, os riscos são claros ao negócio, em níveis técnicos e criptográficos”.

Como muitas organizações visam capitalizar os benefícios do Blockchain, executivos de segurança e gerenciamento de riscos precisam garantir que seu envolvimento nos processos de planejamento. Sua principal responsabilidade será definir, estruturar, recomendar e implementar as melhores práticas de segurança para mitigar o risco organizacional. No entanto, com a tecnologia relativamente nova no empreendimento, os executivos precisarão extrair as melhores práticas de certa variedade de fontes.

“Uma das forças do Blockchain é que ela usa tecnologias estabelecidas para construir propriedades de criptografia comuns, como a identidade e integridade para um documento com alteração dinâmica”, explica Horvath. “A tecnologia pode ser considerada como um protocolo – e como tal, precisa suportar um processo de negócio existente ou necessário, do mesmo jeito que o protocolo HTTP suporta o e-commerce”, acrescenta.

Segundo o analista, “garantir que o Blockchain faça sentido para o negócio é a prioridade. Empreendimentos deveriam assegurar que a implementação da tecnologia estimule ou crie iniciativas de negócios digitais que, de outra forma, não poderiam ser reconhecidos”.

Tendo decidido que o Blockchain pode resolver os problemas de negócios, as empresas precisam analisar se há necessidade de uma tecnologia pública, na qual todos podem participar, ou de uma tecnologia privada, na qual apenas membros selecionados têm acesso, ou até mesmo um modelo hibrido que combine características dos dois formatos.

Adicionalmente, muitas tecnologias Blockchain operam dentro de um contexto de negócios que inclui diversos outros grupos ou organizações que formam um consórcio como os modelos praticados pelo governo. Pesquisas sobre o tema serão apresentadas durante a Conferência Gartner Segurança e Gestão de Risco 2018, que ocorre nos dias 14 e 15 de agosto, em São Paulo.

O Gartner destaca que Blockchain depende de network, da empresa e de terceiros – e do software do cliente. Ambos têm histórias de longa data sobre compromissos, segurança e falha humana. Portanto, faz sentido olhar para essas camadas e planejar como recuperar informações se algo der errado. Blockchain pública pode estar mais exposta, mas problemas similares também podem surgir nos modelos privados.

Códigos privados podem ser administrados tanto em software quanto por smart cards, mas ambos requerem certo nível de manutenção e proteção para mantê-los em segurança. Isso está adicionado a já mencionada questão de gerenciamento de network. Se um projeto com Blockchain envolve bens físicos – dinheiro ou carga, por exemplo-, será fundamental para o sucesso da empresa o entendimento de como traduzir dados provenientes dessa tecnologia ou de smart contracts para um processo físico será fundamental.

O que é seguro hoje pode não ser amanhã

Sabe-se que algoritmos hash, considerados seguros nos dias atuais, podem, em alguns anos, serem considerados arriscados. O SHA-1 é um bom exemplo de algoritmo hash amplamente usado que perdeu força com o tempo e foi substituído.

O Gartner espera um período de forte consolidação das tecnologias Blockchain e plataformas. “Esteja preparado para uma rotatividade na tecnologia e pronto para momentos críticos de segurança”, diz Horvath. “Isso irá possibilitar aos executivos de SRM elaborar métodos de resiliência no centro das abordagens de segurança e risco”.

As inscrições para a “Conferência Gartner Segurança e Gestão de Risco 2018” estão com desconto de R$ 525,00 até 13 de Julho. Há preços diferenciados para profissionais do setor público e descontos para grupos. Interessados devem contatar o Gartner pelo telefone (11) 5632-3109, e-mail brasil.inscricoes@gartner.com ou site gartner.com/br/security.

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Blockchain no Direito: advogados terão papel essencial nas mudanças provocadas pelas criptomoedas

Considerada por muitos o ‘novo ouro’, o bitcoin é um dos assuntos mais quentes do momento. Para garantir a segurança deste novo sistema monetário, existe o blockchain, um protocolo que dá suporte, valida as transações e garante a legitimidade das criptomoedas. O assunto está tão em alta que, nesta semana, o Facebook anunciou que criou uma divisão dedicada para estudar blockchains e nomeou um dos principais executivos do Messenger, David Marcus, para liderá-la. O intuito é de entender, de forma mais aprofundada, como as moedas virtuais funcionam e de que maneiras elas podem ser aplicadas à rede social.

Um dos setores que sentirá com maior intensidade as mudanças trazidas pelo blockchain é o jurídico. E, neste cenário de transformação, os advogados terão papel essencial e precisarão se acostumar, muito brevemente, a uma nova indústria legal. Para mostrar aos profissionais deste setor como se adaptar a tantas mudanças e capacitá-los para entender e trabalhar com esta tecnologia, a Mosaico University promove no dia 26 de maio, das 8h30 às 18h, a 2ª turma do curso ‘Blockchain no Direito: O que está em jogo?’. O curso acontecena sede do IBMEC, que fica na Alameda Santos, 2356, em São Paulo (SP).

A Mosaico University foi uma iniciativa criada pelo grupo Mosaico Digital Assets, e nasce com o objetivo de preparar e capacitar profissionais acerca dos assuntos e transformações vividas pela atuação do blockchain, nos mais diferentes segmentos de negócios. A ideia é abordar, dentro do setor jurídico, os desafios que a nova tecnologia oferece como, por exemplo, a regulação de ativos digitais (como criptomoedas) ou, ainda, o desenvolvimento de “contratos inteligentes”. Para um dos professores do curso, o advogado especializado em mercado de capitais, operações societárias e produtos financeiros, Alexandre Garcia, esta é uma ótima chance para os profissionais do setor se atualizarem com as informações aprofundadas sobre o tema.

“Me perguntam muito: ‘como fica o mercado se não há regulação alguma?’ Aí é que as pessoas se enganam: os órgãos estão acompanhando de perto estas operações e se alguém ousar afrontar as regras gerais, com certeza será impedido. Esta postura dos órgãos reguladores é correta, à medida que não sufoca a tecnologia e deixa que o mercado tenha liberdade de se estruturar e equacionar de maneira independente”, explica.

O que falta, segundo Garcia, é uma uniformidade a respeito da regulação da criptomoeda nos vários países. “Recentemente, o G-20 emitiu um memorando se posicionando e sugerindo aos seus membros que adotassem o posicionamento de ativo em relação às criptomoedas, mas cada país adota uma postura radicalmente distinta em relação a este assunto. Pouco tempo atrás, a Índia baniu a operação com criptoativos, tivemos também o estado norte-americano do Wyoming aprovando ICOs (Initial Coin Offering) de criptomoedas até US$ 75 milhões, entre outros exemplos. É preciso verificar caso a caso”, comenta.

Durante o curso Blockchain no Direito serão respondidas questões como: “Qual o cenário da regulação de ativos digitais no Brasil e no Mundo? Quais os melhores modelos regulatórios para novos ativos como o Bitcoin? Como o novo advogado deverá se posicionar frente à tantas mudanças e qual será seu papel no desenvolvimento de novas tecnologias?”, entre outras questões.

Além de Alexandre Garcia, o curso terá como professor o Hamilton Amorim, especialista em cibersegurança e criptografia desde 1998, além de ser um dos únicos brasileiros a ter participado como cypherpunk dos fóruns que levaram à criação do Bitcoin. As vagas são limitadas e podem ser reservadas diretamente pelo link, com preço a partir de R$ 1.100. Seu conteúdo foi preparado especialmente para advogados e profissionais do setor que pretendem se atualizar frente aos novos desafios e mercados de atuação gerados pelo blockchain.

Curso Blockchain no Direito: o que está em jogo?

Data: 26 de maio, sábado, das 8h30 às 18h

Local: Sede do IBMEC: Alameda Santos, 2356, São Paulo (SP)

Inscrições: http://www.mosaicouniversity.com/treinamentos/blockchain-no-direito

Investimento: a partir de R$ 1.100

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