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Acessos em 4G igualam-se aos acessos em banda larga fixa

Em três anos, os acessos pelas redes de quarta geração alcançam os acessos em banda larga fixa, disponível há quase duas décadas

O número de acessos em banda larga móvel pela tecnologia 4G chegou a 25,4 milhões em todo o Brasil, igualando-se ao número de acessos em banda larga fixa, segundo dados da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), relativos a dezembro de 2015. O crescimento do acesso em banda larga 4G mostra que o Brasil, assim como o mundo, fez uma opção pelo acesso móvel.

Gráfico

O crescimento da cobertura de 4G também foi expressivo. De acordo com o balanço de dezembro, o 4G está em 469 municípios, que concentram mais da metade da população brasileira (55%). No período de 12 meses, o número de municípios com cobertura da banda larga móvel de quarta geração triplicou, com implantação da tecnologia em 322 novas cidades.

A banda larga móvel, considerando os acessos em 3G e 4G, fechou o ano de 2015 com 191,8 milhões de acessos, com crescimento de 14% em relação ao ano anterior. As redes de 3G já estão instaladas em 4.420 municípios, que concentram 95% da população brasileira. Na banda larga total, considerando fixa e móvel, o balanço de 2015 mostra um total de 217,2 milhões de acessos, apresentando um crescimento de 13% no ano.

A banda larga móvel vem se colocando como o principal veículo de inclusão social e digital, no mundo e especialmente entre os brasileiros. Mesmo assim, os usuários vêm sendo penalizados com alta de impostos. Desde o início deste ano, 12 Unidades da Federação aumentaram as alíquotas de ICMS sobre os serviços de telecomunicações, incluindo banda larga. Além disso, desde 1º de janeiro, o governo federal recuou na Lei do Bem, que zerava as alíquotas de PIS/Cofins dos celulares multifuncionais (smartphones), o que fez aumentar o preço dos aparelhos para os brasileiros, sobretudo os de menor renda.

O aumento de impostos e a ausência de políticas de incentivo ao uso da banda larga móvel podem fazer o país regredir na inclusão social e digital de milhões de cidadãos, comprometendo a capacidade de retomada do crescimento do Brasil.

Fonte: Telebrasil

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Tecnologias móveis impactam trilhões de dólares e são responsáveis pela criação de 11 milhões de empregos

As tecnologias móveis estão oferecendo enormes benefícios para os consumidores, pequenas e médias empresas (PME) e para a economia mundial. O impacto econômico pode ser medido em trilhões de dólares, de acordo com um novo estudo do The Boston Consulting Group (BCG). O relatório, intitulado “A Revolução Móvel: como as tecnologias móveis conduzem um impacto de trilhões de dólares”, foi lançado ontem.

Em 2014, a indústria de tecnologia móvel gerou uma receita de quase US$ 3,3 trilhões de dólares em todo o mundo e é diretamente responsável por 11 milhões de postos de trabalho. Além disso, empresas desse segmento investiram US$ 1,8 trilhão em gastos de capital com pesquisa e desenvolvimento de 2009 até 2013, baseando-se quase exclusivamente no financiamento do setor privado.

Mas, para garantir a continuidade de inovação e crescimento global em toda a indústria, empresas de tecnologia móvel terão de investir US$ 4 trilhões até 2020 e superar desafios significativos, de acordo com o relatório, encomendado pela Qualcomm Incorporated, e produzido de forma independente pelo BCG.

O Impacto Sem Precedentes das Tecnologias Móveis

Para obter uma compreensão mais detalhada do impacto sem precedentes das tecnologias móveis ao consumidor, pequenas e médias empresas e na economia, o BCG analisou o seu uso e benefícios em seis países: Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Coreia do Sul, China e Índia.

A pesquisa ouviu aproximadamente 7.500 consumidores entre os seis países para quantificar os consumidores que derivam das tecnologias móveis. Entre os resultados, o estudo identificou:

• O superávit anual de consumidores agregados, ou seja, os benefícios que os consumidores recebem de tecnologias móveis e sobre o que eles pagam – corresponde a US$ 6,4 trilhões. Isso excede o PIB de todos os países do mundo, com exceção dos EUA e da China.
• Os consumidores nas economias desenvolvidas (Estados Unidos, Alemanha e Coreia do Sul) atribuem às tecnologias móveis um valor de mais de US$ 6.000 por ano, ou 12% de sua renda.
• Os consumidores nas economias emergentes colocam um valor ainda mais alto no celular em relação à sua renda. Na China e na Índia, o valor do consumo relatado com tecnologias móveis excede 40% a renda média.
• A maioria das pessoas entrevistadas estava disposta a deixar de jantar fora ou sair de férias por um ano, com objetivo de manter o seu telefone celular. Na China e na Coreia do Sul, a maioria dos usuários desistiria de uma assinatura de Internet banda larga em casa para não ter que sair sem um telefone celular.

O BCG também pesquisou 3.500 pequenas e médias empresas nos seis países analisados e avaliou suas economias com objetivo de compreender a empresa- e o nível do impacto das tecnologias móveis no país. Entre os resultados, a pesquisa identificou:

• Pequenas e Médias Empresas que adotam tecnologias móveis avançadas aumentam a receita até duas vezes mais rápido e adicionam postos de trabalho até oito vezes mais rápido do que seus concorrentes.

• A “divisão mobile” – a diferença de crescimento entre os líderes no uso das tecnologias móveis e os seus concorrentes – está prestes a aumentar. Acabando com essa divisão entre essas pequenas e médias empresas nos seis países que participaram da pesquisa, seriam acrescentados 7 milhões de postos de trabalho ao longo dos próximos três anos e aumentaria o crescimento do PIB em 0,5 pontos percentuais.
• As tecnologias móveis atualmente contribuem com mais de US$ 1,2 trilhão no PIB dos seis países, o que corresponde por quase metade do PIB global (47%). Isso equivale de 2 a 4% do PIB de cada país, e 11% no caso da Coreia do Sul.
• Nos EUA, 3,2% do PIB gerado por tecnologias móveis ultrapassa o PIB de indústrias consideradas como essenciais, como de entretenimento, transporte, automóvel, hotelaria e agricultura.

“O Mobile tem sido um grande impulsionador da economia, criando empregos e melhorando a vida dos consumidores”, disse David C. Michael, sócio sênior do BCG em São Francisco e coautor do relatório. “Mas muito mais inovação ainda é necessária. O governo tem um papel importante a desempenhar na manutenção de investimento em inovação e desenvolvimento em tecnologias móveis.”
A adoção de padrões 3G e 4G ultrapassou todas as outras tecnologias, crescendo para cerca de 3 bilhões de conexões em menos de 15 anos, e projetado para exceder os 8 bilhões de conexões até 2020. As grandes melhorias de desempenho nos padrões de comunicações móveis e custos decrescentes têm impulsionado o mobile a se tornar a tecnologia mais adotada de todos os tempos. Enquanto as velocidades de transmissão de dados móveis aumentaram consideravelmente – redes 4G oferecem velocidades de transmissão de dados 12 mil vezes mais rápidas do que 2G – os custos para adquiri-las despencaram.

O relatório oferece uma clara evidência de que os consumidores buscam avanços além da tecnologia disponível atualmente: 90% dos consumidores de 3G e 4G relataram que desejam velocidades ainda mais rápidas de dados, mais cobertura, mais tempo de bateria, e muitas outras melhorias. Muitos desses avanços exigirão investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento.

Desafios para Manter a Contínua Inovação e Crescimento

Para ajudar a sustentar e promover um ambiente de contínuo apoio ao investimento e inovação em tecnologias móveis, o BCG recomenda uma série de medidas a serem tomadas por governos e legisladores:

• Incentivar inovação em tecnologia por meio de uma forte proteção de patentes e licenciamento orientado para o mercado.
• Suporte na definição de normas ditadas em parcerias com indústria.
• Garantir a disponibilidade de espectro de radiofrequências suplementar.

“Como as conexões de banda larga móvel devem ultrapassar 8 bilhões em 2020, a demanda por capacidade adicional continuará a crescer”, disse Steve Mollenkopf, CEO da Qualcomm Incorporated. “A Qualcomm está investindo na próxima geração de tecnologias móveis para que os consumidores e empresas em todo o mundo possam continuar a se beneficiar dos novos recursos que vêm de avanços nas taxas de dados e outros recursos avançados.”

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Para Abert, destinar faixa de 700 MHz para 4G antes dos testes é "quebra de confiança" do governo

O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Slaviero, considerou uma “quebra de confiança na relação entre governo e radiodifusão” se a faixa de 700 MHz for destinada para o serviço de banda larga móvel de quarta geração (4G) antes da conclusão do replanejamento de canais para a TV digital e dos testes de interferência.

A afirmação foi feita nesta terça-feira, 8, em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, que reuniu parlamentares, representantes do Ministério das Comunicações, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e de entidades representativas do setor de radiodifusão pública e privada.

“Haverá uma quebra de confiança na relação entre o setor de radiodifusão e o governo que vem sendo bem conduzida nos últimos meses. É inaceitável colocar a TV brasileira em risco, uma vez que esses dois fundamentos, o replanejamento de canais e as medidas contra interferência, não foram devidamente solucionados”, alertou Slaviero. Para ele, o governo tem tratado a radiodifusão e a telefonia de forma “anti-isonômica”.

A minuta do regulamento que trata das condições do uso da faixa já está na mesa do relator, pronta para ser votada na próxima reunião do Conselho Diretor da Anatel, marcada para 17 de outubro, informou o superintendente de Outorgas e Recursos à Prestação, Marconi Maya, que também participou da audiência.

O presidente da Comissão, o deputado Jorge Bittar (PT-RJ), afirmou que pedirá ainda nesta semana uma audiência com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e com o presidente da Anatel, João Rezende, para evitar a aprovação precipitada do regulamento. “Vimos na audiência que os problemas podem gerar dispêndios elevados. Essa decisão iminente [da Anatel] gerou intranquilidade e é sobre isso que vamos conversar com o ministro Paulo Bernardo e o presidente da Anatel”, afirmou.

Com a mesma preocupação, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que solicitou a audiência, disse que a notícia sobre a votação do regulamento já na semana que vem “assustou” os deputados da comissão. Segundo ela, a Câmara não participou dos debates sobre a destinação do uso da faixa de 700 MHz. “Esta Casa ficou absolutamente omissa, sem nenhum papel junto ao governo. É claro que a prerrogativa é do Executivo, mas numa democracia os poderes dialogam e se ajudam em decisões estratégicas como essa”, afirmou.

O deputado Sandro Alex (PPS-PR) sugeriu ainda que a Comissão entre com um pedido de decreto legislativo para sustar o ato do Executivo de “exorbitar” em seu papel regulatório, diante da insegurança da população em ter acesso ao sinal de televisão

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Uso da banda larga móvel cresce 30% ao ano, mas exclusão digital persiste, aponta relatório da ONU

O uso de banda larga móvel está aumentando a uma taxa de 30% ao ano, o que faz dela a tecnologia que mais cresce na história, afirmou o novo relatório de ‘Estado da Banda Larga’ da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançado no sábado (21).

Até o final de 2013, haverá três vezes mais conexões de banda larga móvel do que conexões de banda larga fixa, estima o relatório.

Singapura lidera o uso de banda larga móvel per capita no mundo com 123,3% de conexões. Já a Suíça lidera nas conexões de banda larga fixa per capita, com mais de 40%. A Coreia do Sul continua tendo a mais alta penetração doméstica de banda larga, com mais de 97% das casas equipadas com essa tecnologia.

O Brasil ocupa a 44ª posição no ranking mundial de penetração da banda larga móvel per capita, com 36,6%, e a 25ª posição no percentual de domicílios com internet entre os países em desenvolvimento, como 45,4% dos lares equipados com essa ferramenta.

Em termos do uso da internet, já existem mais de 70 países onde mais de 50% da população está online. Os dez principais estão todos localizados na Europa, com exceção da Nova Zelândia, que ocupa a 8ª posição e o Catar na 10ª posição. O Brasil está na 72ª posição com 49,8% da população online.

“Enquanto mais e mais pessoas estão online, mais de 90% dos habitantes dos 49 países menos desenvolvidos do mundo permanecem totalmente desconectados”, disse o secretário-geral da UIT, Hamadoun I. Touré.

“A internet e, particularmente a banda larga, se tornou uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento social e econômico e precisa ser priorizada, mesmo nas nações mais pobres do mundo. Tecnologia combinada com conteúdo e serviços relevantes podem nos ajudar a fechar as lacunas de desenvolvimento em áreas como saúde, educação, gestão ambiental e capacitação de gênero”, acrescentou.

Pela primeira vez, o relatório também inclui um novo dado, a igualdade de gênero no acesso à banda larga até o ano de 2020. Segundo a UIT, no geral, as mulheres são menos propensas a ter acesso à tecnologia do que os homens.

A agência de telecomunicações da ONU acrescentou ainda que, enquanto a diferença é relativamente pequena nos países desenvolvidos, ela é enorme nos países de baixo desenvolvimento.

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