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Vencedores do Hackathon John Deere realizam tour de tecnologia e inovação nos EUA

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A equipe Plant Right, vencedora do 1º Hackathon John Deere, visitou as instalações do centro de desenvolvimento tecnológico da empresa em Urbandale, nos Estados Unidos. Durante uma semana repleta de atividades com profissionais do Intelligent Solutions Group (ISG), Felipe Fregulhia (Desenvolvedor), Glenn William Barbosa (professor de informática aplicada à agronomia), Luis Moreno (Desenvolvedor Frontend) e Ramon Pereira (Desenvolvedor Backend) tiveram a oportunidade de interagir com o que há de mais moderno em agricultura de precisão e conhecer de perto o futuro das tecnologias agrícolas.

O propósito do tour foi compartilhar conhecimento ao apresentar a importância da alta tecnologia, engenharia e ciência aplicadas na produção de alimentos – um dos maiores desafios da humanidade hoje e daqui em diante. A viagem teve início em Moline, Illinois, no John Deere Pavillion, centro turístico que conta toda a história da companhia, do primeiro arado auto-limpante ao trator autônomo, e depois na sede mundial da empresa, cuja arquitetura é uma das mais premiadas nos Estados Unidos. “Nós falamos tanto em inovação, e foi isso o que John Deere conseguiu lá atrás, há 180 anos: inovar, mudar o rumo das coisas. Brincamos na viagem que o ferreiro John Deere abriu uma startup já no século 19”, conta Ramon Pereira.

O grupo teve também a oportunidade de visitar o campo de provas da empresa. E literalmente colocar as mãos na máquina. “Foi uma experiência incrível de andar dentro de uma colheitadeira e ter uma pequena aula técnica do funcionamento dos displays, sensores etc. Tivemos a oportunidade de participar de uma mesa de discussão com engenheiros, técnicos e desenvolvedores. Para completar, no centro de desenvolvimento tecnológico, foi sensacional conhecer mais sobre linguagens de programação, recursos de hardwares e softwares, procedimentos de testes, entre outras coisas”, diz Ramon.

Inovação que vem do campo

Já em Urbandale, sede do ISG, o time Plant Right participou de workshops, visitou o Lab Tech, testou simuladores e aprendeu detalhes das carreiras em tecnologias agrícolas diretamente com os profissionais da área. Para Felipe Fregulhia, o destaque foi conferir como desenvolver um ambiente propício à inovação em setores nos quais boa parte das pessoas dos centros urbanos nem imaginam. “A cultura de uma companhia ajuda a tecnologia a brotar. Vimos pessoas com vontade de se atualizarem, para suprir as necessidades, os desafios. É preciso vivenciar o campo para entender”, diz.

Para Jerry Roell, diretor do ISG, os investimentos e estrutura que os visitantes puderam conferir são uma demonstração de como a John Deere já atua dentro das revoluções tecnológicas. Conforme explica o diretor, agricultura de precisão e gestão avançada de dados em equipamentos, bem como a utilização do big data na tomada de decisão, são realidades que fazem com que os agricultores venham atingindo safras recordes de produção ano a ano. “A tecnologia faz parte da vida das pessoas e, em breve, teremos uma explosão da mobilidade e conexão remota em tempo real. Vamos da internet das coisas para a internet em todas as coisas”, completa.

O campo high tech

Seja nos EUA ou no Brasil, o campo se torna cada vez mais high tech. Para o produtor, não basta mais ter máquinas eficientes e fáceis de utilizar, mas sim contar com equipamentos inteligentes, capazes de executar análise de dados e tomadas de decisões em questão de segundos, com alta capacidade de conectividade e interação.

Este conceito de produção rural tecnológica a equipe Plant Right pode vivenciar na fazenda Cinnamon Ridge, em Donohue, Iowa. O local dispõe de tecnologia inserida em diversas atividades agropecuárias, como gado leiteiro, de corte, suínos e aves, além dos cultivos de soja e milho.

O campuseiro Luis Moreno afirma que a imersão no mundo agro foi fundamental para conhecer melhor o tamanho das possibilidades aos profissionais de tecnologia. “Ainda há muito que melhorar. Tecnologia não é o problema, e sim a solução. Precisamos conhecer os verdadeiros problemas das fazendas, em especial as brasileiras, para que possamos propor soluções tecnológicas cada vez mais eficientes. A maioria dos eventos que participo falam de smart cities e eu nunca vi o tema smart farms em eventos de tecnologia. A John Deere introduziu isso muito bem na Campus Party, e existem mais oportunidades de mais eventos com esta temática”, avalia.

O campo na Campus Party

Com uma proposta ousada – discutir o papel das tecnologias para atender a crescente demanda global por alimentos –, a John Deere foi a primeira empresa do setor agrícola a participar da Campus Party, uma das maiores feiras do mundo em ciência, inovação, tecnologia e entretenimento. O evento aconteceu de 31 de janeiro a 5 de fevereiro, no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo.

De acordo com Alfredo Miguel Neto, diretor de Assuntos Corporativos para América Latina da John Deere, “não podemos mais ter divisões entre campo e cidade. O que temos que fazer é promover oportunidades de unir o potencial agrícola do Brasil com as tecnologias digitais e com a criatividade dos brasileiros. Ao instigarmos as mentes criativas dos participantes do Hackathon, certamente estamos abrindo novos caminhos e contribuindo para fortalecer o País como fornecedor global de alimentos”, explica.

Principal ação da empresa na Campus, o Hackathon John Deere tinha o desafio de conectar o homem do campo com a tecnologia da empresa. Ao todo, foram mais de 450 participantes pré-inscritos e 121 efetivos. No fim, foram apresentados 19 projetos. O time Plant Right propôs e desenvolveu um aplicativo para auxiliar o agricultor na correta de tomada de decisões na etapa crucial do desenvolvimento de uma produção agrícola: o plantio.

Além do tour oferecido para o grupo Plant Right, as outras quatro equipes finalistas do Hackathon conheceram, em junho, o Centro de Agricultura de Precisão e Inovação, em Campinas (SP) e visitaram uma fazenda em Cesário Lange (SP).

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Fundação Biogen traz o World Biotech Tour para o Brasil

De 22 a 24 de junho, a cidade maravilhosa sediará um festival de ciência no Museu da Vida na Fiocruz (RJ). A iniciativa é parte do World Biotech Tour (WBT), um projeto internacional promovido pela Associação de Centros de Ciência e Tecnologia dos Estados Unidos (ASTC, na sigla em inglês) e patrocinado pela Fundação Biogen. Aberto ao público, o evento acontecerá das 9h às 16h30 nos dias 22 e 23 e das 10h às 16h no dia 24.

O WBT visa promover e aumentar a visibilidade da biotecnologia, engajando jovens por meio de atividades interativas e educativas. Os embaixadores do WBT são 15 jovens moradores da periferia do Rio de Janeiro, quatro deles moram na comunidade de Manguinhos, que cerca a Fiocruz. Ao longo do ano, eles desenvolvem projetos relacionados à biotecnologia e participam de eventos para divulgar a ciência para a população em geral. “Temos acompanhado o desenvolvimento e envolvimento dos embaixadores com a ciência e é impressionante como os jovens se apropriam do conhecimento rapidamente e se empoderam”, ressalta Diego Vaz Bevilaqua, chefe do Museu da Vida.

O projeto já passou por 8 países nos últimos anos 2 anos. Em 2017, o Museu da Vida foi selecionado para sediar o WBT junto com outros quatro museus ao redor do mundo: Domus, na Espanha; Heureka, na Finlândia; Copernicus, na Polônia; e o Sci-Bono, na África do Sul. Esta é a primeira vez que um museu latino americano é escolhido para participar do programa. Um dos embaixadores terá a oportunidade de apresentar seu projeto em Tóquio, no Japão, no evento de encerramento do WBT, o Science Centre World Summit 2017 (SCWS2017).

“O WBT é uma grande oportunidade para entender como a biotecnologia impacta nossa vida e como ela se insere na ciência contemporânea. É um projeto que cria uma rede global de apoio para incentivar a próxima geração de cientistas, e isso é muito importante”, explica Sameer Savkur, Diretor Geral da Biogen Brasil.

O WBT Brasil conta com diversas atividades ao longo do ano, mas o destaque é o festival de ciência, evento gratuito de três dias. Para o festival, o Museu da Vida propõe a participação ativa de todos, por meio da interação com cientistas, experimentos, desafios e de atividades que envolvem biologia celular, genética, microbiologia, transgênicos, células-tronco, produção de medicamentos, virologia, bioética etc. O evento também terá apresentações musicais e de dança. No dia 23, será realizada a 2ª edição do “Um dia com genômica no ensino médio”, uma ação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) criada em 2015 que tem o objetivo de incentivar e despertar a curiosidade científica dos estudantes. A iniciativa será liderada por Alberto Dávila, chefe do Laboratório de Biologia Computacional e Sistemas do IOC.

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