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ABES reúne representantes do Mercado de TI e aponta perspectivas para 2018

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) entra na reta final do ano com um balanço das conquistas do setor de TI em 2017 e as perspectivas para o mercado em 2018. Em evento de confraternização com empresários, jornalistas e representantes do governo, realizado na última segunda-feira (11), em São Paulo, a associação, em parceria com o Movimento Brasil País Digital, nomeou Embaixadores Honorários que contribuíram para o desenvolvimento do setor e pela transformação digital do Brasil em 2017.

Segundo Francisco Camargo, presidente da ABES, um dos objetivos permanentes da entidade é conseguir um ambiente de segurança jurídica e tributária no Brasil. “Nesse sentido, avançamos muito em 2017 com a Reforma Trabalhista, com a Lei de Terceirização e a uniformização das alíquotas de ISS para os serviços de TI na cidade de São Paulo”, diz o presidente.

Apesar do avanço jurídico com essas ações, o setor também deu alguns passos para trás com a intenção dos Estados em instituir, sem base Constitucional, a tributação do ICMS sobre a venda de software e com a tentativa de pôr fim a uma Política Pública Estruturante de bastante sucesso, que foi a instituição do INSS Patronal sobre a Receita Bruta.

Dentro do contexto econômico, a ABES enxerga 2017 como um ano positivo e de recuperação. “O Brasil está sinalizando uma retomada econômica consistente e que esperamos que perdure. A expectativa é que o crescimento do setor de TI feche 2017 em 4% e TIC em 2%”, comenta Jorge Sukarie, presidente do conselho da ABES.

Perspectivas 2018

A projeção econômica da ABES para 2018 também é positiva. “A expectativa é que no ano que vem o setor de TI continue em crescimento, chegando à marca de 6% e TIC em 4%”, declara Sukarie.

Entre as prioridades da ABES para 2018 está a implementação de seu programa de compliance, já em andamento, e a criação de um Fundo dos associados para defender o setor contra a intenção dos Estados em tributar com ICMS a venda de software.

Além disso, a entidade ressalta a importância dos canais de diálogo com os diversos setores no Brasil, por meio dos seus diversos Comitês e eventos como a ABES Software Conference.

Para a entidade, o avanço rápido da tecnologia apresenta uma grande oportunidade para o setor em 2018. “A tendência é que as tecnologias disruptivas continuem crescendo exponencialmente e que muitas vertentes da economia dependam cada vez mais de software. Esse movimento traz grandes desafios para o setor, mas muitas oportunidades também”, comenta Jorge Sukarie.

Embaixadores Honorários

Durante o evento, em parceria com o Movimento Brasil País Digital, a ABES nomeou Embaixadores Honorários de 2017, que contribuíram para o desenvolvimento do setor e pela transformação digital do Brasil.

Na lista de agraciados, estão: Júlio Semeghini, Secretário de Governo da Prefeitura de São Paulo; Caio Megale, Secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo; Bruno Ricardo Bioni, advogado e pesquisador do NIC.BR; Maximiliano Martinhão, ex-Secretário da SEPIN e atual Presidente da Telebrás; Fábio Rua, Co-fundador do Movimento Brasil Pais Digital e Conselheiro da ABES; Andriei Guerrero Gutierrez, Co-fundador do Movimento Brasil Pais Digital e Coordenador do Comitê Regulatório da ABES; Luigi Nesse, Presidente de honra da CNS e presidente do SEPROSP; Manoel Antônio dos Santos, Diretor Jurídico da ABES; Anselmo Gentile, Diretor Executivo da ABES; Murillo Laranjeira, gerente de relações governamentais do Facebook; Marcelo Pagotti, Secretário de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; Daniel Annenberg, Secretário de Inovação e Tecnologia da cidade de São Paulo; Thiago Sombra, Professor da UnB, advogado e especialista em Transformação Digital e Fluxo de Dados.

Para a ABES, a iniciativa reconhece o trabalho desses profissionais em prol da Segurança Jurídica, da Transformação Digital do Brasil e do desenvolvimento do setor de tecnologia. “Esse foi um ano de muito progresso para o mercado e, por isso, o Movimento Brasil País Digital, com o apoio da ABES, criou a comenda de Embaixadores Honorários. Acreditamos que o prêmio reforça a importância da contribuição de diversos agentes para o desenvolvimento tecnológico do País”, declara o Francisco Camargo, presidente da ABES.

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Governo Federal deve anunciar medidas para melhorar ânimo dos consumidoes de TI – Por Mariano Gordinho

O Brasil vem apresentando um desequilíbrio econômico e político há cerca de um ano e meio, o que provocou incertezas em todos os segmentos de mercado. A crise gerada culminou no afastamento da presidente Dilma Rousseff e na posse interina do vice Michel Temer, até que o caso seja julgado pelo Senado.

O cenário desolador que assolou nosso país foi algo inédito, no qual importantes políticos e empresários foram citados em denúncias de corrupção, indiciados e presos. A situação pegou muitos consumidores de surpresa, que colocaram em cheque a confiabilidade do nosso mercado e paralisaram a injeção de recursos.

Convicções políticas à parte, o fato é que o mercado de produtos e serviços de Tecnologia da Informação tem nos clientes corporativos uma importante parcela da sua clientela. As multinacionais estão diretamente ligadas ao consumo de softwares e hardwares e, por consequência, à implementação de complexos projetos de infraestrutura em suas unidades. Conservadores, esse grandes conglomerados desaceleraram em 2015 os investimentos por tempo indeterminado, impactando fortemente na queda de 8% na receita dos produtos de TI em 2015.

A crise chegou a impulsionar as vendas em alguns nichos dentro do mercado de TI, como o de componentes, especialmente processadores, placas de memória e de vídeo, unidades de armazenamento SSD (Solid State Drive), além de itens de segurança. Entretanto, pesou mais o achatamento na renda do consumidor geral, e o abismo econômico gerou o grande sentimento de insatisfação.

Cabe ao novo governo, interino ou definitivo, anunciar medidas que tragam de volta confiança suficiente para a injeção de ânimo e de dinheiro por parte das grandes empresas e indústrias, que devem voltar a oferecer postos de trabalho, e também dos bancos, com a retomada da concessão de crédito. As peças do dominó precisam ser levantadas de trás para frente, e, nesse momento, combater o desemprego e injetar dinheiro novo no mercado são os primeiros passos para movimentar a economia.

Outra medida importante é a reaproximação comercial com os Estados Unidos e os países da Europa. A relação com a China gerou uma dependência ao país, que poderia render um colapso econômico fatal, diante de um eventual desacordo. Já ações como a “MP do Bem”, que retirou tributos e melhorou o preço dos eletrônicos na ponta do consumidor seriam bem-vindas, porém difíceis, diante da necessidade de arrecadação do Governo para superar o enorme déficit orçamentário.

Ainda deve demorar alguns meses para que os primeiros resultados apareçam, 2016 não deve apresentar números muito animadores. Mas fica a esperança de que o diálogo e as intervenções sejam suficientemente acertadas a ponto de recolocar a economia do Brasil nos trilhos, para, quem sabe, colhermos bons frutos já em 2017.

Mariano Gordinho é diretor executivo da Associação Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Informação (Abradisti).

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