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Como foi 2020 para as startups brasileiras?

Por José Muritiba

O ano de 2020 não poderia ter começado com expectativas melhores para o nosso ecossistema. O ano, aclamado como “o poderoso ano das startups”, ganhou este título depois da ebulição do segmento em 2019, digno de cinco novos unicórnios brasileiros, grandes investimentos na área de inovação pela América Latina e o reconhecimento das grandes corporações.

Mas nem o mais pessimista dos cenários, poderia prever para este ano, uma pandemia mundial. Entretanto, mesmo com as adversidades, será que 2020 foi um bom ano para as startups? Em alguns aspectos, foi sim! E vou te contar porque.

O ano começou agitado já em seu segundo dia, com o anúncio de mais um unicórnio: a Loft, startup que compra apartamentos usados, faz reforma e revende, ganhou o título após receber um investimento de US$175 milhões de fundos internacionais. E apenas quatro dias depois, a fintech Nubank divulgou sua primeira aquisição na história. Tudo caminhava bem, até tomarmos consciência da pandemia.

A partir daí, a palavra de ordem do ano, foi: transformação. Mesmo nosso setor, acostumado as disrupções, ambientes de incerteza e que sabe a hora de pivotar, teve muito a aprender nos primeiros meses do ano. Foi preciso readequar o planejamento, sentar em cima do caixa, ser criativo e pensar como se preparar para o novo cenário. E em um segundo momento, avaliar as oportunidades.

Com certeza foi um ano desafiador, mas com startups se mantendo como tendência. Alguns segmentos que dependiam mais do offline, como eventos, shows, esportes e restaurantes, por exemplo, foram mais afetados e possivelmente os que terão mudanças mais profundas nos próximos anos. Em contrapartida, outros segmentos foram muito demandados e cresceram neste período: como o caso do EAD (ensino a distância) que fomentou as edtechs, delivery, e-commerce, health techs (startups de saúde e bem estar) e logística.

Resultados do Mapeamento de Startups 2020 que a Abstartups acaba de lançar, indicam que 38,1% das startups brasileiras abriram processos seletivos este ano e apenas 15,4% realizaram desligamentos. Outro dado interessante é que mais de 50% das startups residentes do CUBO, maior Hub de Inovação da América Latina, cresceram em 2020.

Em relação a acesso a capital, 2020 foi um ano atípico de investimentos, com registro de crescimento, especialmente em rodadas de investimentos. Se em 2019 as rodadas de SEED eram em torno de R$ 1,6 milhão, este ano, a média registrada foi para R$ 2,4 milhões. Além disso, em setembro tivemos o anúncio de mais uma startup unicórnio – A VTex, startup de e-commerce ganhou seu título após aporte de US$ 225 milhões do Softbank.

Além disso tudo, outras pautas importantes marcaram o setor: como a assinatura do Marco Legal das Startups pela Secretaria Geral da Presidência da República. O documento é um passo importante, que trará mais reconhecimento e personalidade jurídica para o setor, assim como as discussões sobre diversidade, que surgiram com muita força no ecossistema, que ainda se mostra com um “gap” gigante a ser melhorado.

Agora, nos resta aguardar como serão os novos caminhos para 2021. Precisamos, a acima de tudo, entender como serão os cenários com uma possível vacina e reabertura, quais os novos desafios e readequação de rotina de trabalho, modelos de gestão e novas tendências de consumo. Mas independente de qualquer coisa, continuamos positivos no fomento ao desenvolvimento do ecossistema!

José Muritiba, diretor executivo da Associação Brasileira de Startups

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Fundador do Wikipedia é confirmado no CASE 2019

Jimmy Wales é o mais novo palestrante confirmado no palco da 6ª edição da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo – Case 2019, maior evento latino-americano voltado para startups, a ser realizado em 28 e 29 de novembro, em São Paulo, pela Associação Brasileira de Startups.

Empresário americano da Internet, Wales é um dos fundadores da Wikipédia; também eleito, em 2009, pela revista Times como uma das pessoas mais influentes do mundo; ano em que também ficou em terceiro lugar na lista Agenda Setters 2009 como um dos 50 indivíduos mais influentes do mundo tecnológico.

Em um espaço maior, a edição deste ano do principal evento do cenário de inovação do Brasil e América Latina espera cerca de 10 mil participantes, que poderão encontrar quatro arenas de conteúdo voltadas para os principais áreas dentro de uma startup: hacker (desenvolvedores e tecnologia), hipster (design, UX e produto), hustler (vendas e customer success) e hyper (marketing e Growth Hacking).

CASE 2019
Data: 28 e 29 de novembro de 2019, das 10h às 20h
Local: Transamérica Expo Center
Endereço: Av Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro – São Paulo (SP)
Informações e ingressos: case.abstartups.com.br

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Abstartup anuncia CASE 2017 e inicia venda de ingressos

A Associação Brasileira de Startups anuncia a abertura de vendas do primeiro lote para a 4º edição do CASE 2017 – Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo. Na edição de 2016, o evento contou com mais de seis mil participantes e renomados empreendedores, como Marcio von Muhlen (Dropbox), Gabriela Rojas (Nubank), JD Peterson (Trello), Fabrício Bloisi (Movile), Chris O’Neil (Evernote), além de Neil Patel, uma das maiores referências mundiais em marketing digital, entre outros, consagrando-se, novamente, como o maior evento para startups da América Latina.

“Ao longo dos últimos anos, a ABStartups tem trabalhado muito para organizar um evento que possa fazer a diferença na vida das startups brasileiras. Nosso objetivo é que o participante saia do evento com várias ideias e pronto para colocá-las em prática”, explica Rafael Ribeiro, Diretor Executivo da ABStartups.

O CASE 2017 conta com muitas novidades. Pela primeira vez o evento acontecerá entre os dias 26 e 27 de outubro e será realizado no Pro Magno. A mudança de local ocorre devido à expectativa de receber um grande público. O CASE contará com mais de 8 mil participantes e reunirá os maiores nomes do empreendedorismo mundial para debater e compartilhar tendências.

Além disso, em busca de oferecer experiências enriquecedoras, o CASE 2017 terá um novo formato. Além de uma plenária, onde os keynotes se apresentarão, o espaço também terá uma feira de negócios com as principais marcas do mercado e três trilhas paralelas para trazer novidades para todas as áreas das startups trabalhando perfis específicos: os hackers (programação), os hipsters (design/criativo) e os hustlers (comunicação/marketing/vendas).

“Queremos que esse seja o ano do participante, por isso estamos preparando diversas ações para engajá-los e aproximá-los dos palestrantes, investidores e demais convidados, promovendo ainda mais networking. No ecossistema de startups, essa troca de ideias e experiências é fundamental”, afirma Ribeiro.

Assim como no ano passado, o CASE também será palco do Startup Awards, principal premiação do ecossistema empreendedor. O “Oscar das Startups” também será reformulado e terá um novo formato, conceito e sistema de votação, que serão divulgados ao longo do ano.

Os ingressos para o CASE 2017 podem ser adquiridos por meio deste link.

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Algumas lições de uma startup ao negociar com uma gigante – Por Paulo Castello

O ecossistema brasileiro de startups cresce a todo vapor, apesar da crise. Segundo um estudo divulgado pela Associação Brasileira de Startups, o número de empresas em estágio inicial no país cresceu 18,5%. De acordo com o StartupBase, banco de dados da associação, o estado de São Paulo lidera, com folga, da lista de Estados com o maior número de empreendimentos com mais de 1,2 mil, seguido de Minas Gerais e Rio de Janeiro. E a grande maioria delas está senda criada no formato B2B.

Por essa razão, saber negociar com uma grande corporação, seja ela de qual nicho de atuação for é um grande passo e, cada vez, mais almejado por startups. Mas, como essa engrenagem funciona e como uma empresa, muitas vezes menor mas cheia de inovação por chegar até elas? Bom, o processo de compras das grandes empresas é estruturado para eliminar o risco na contratação de um produto ou serviço. Logo, uma startup naturalmente será eliminada assim que entrar no fluxo normal.

Isso porque uma startup possui fatores de alto risco para o processo de compra de uma grande empresa como baixo caixa e garantias financeiras de que pagarão em dia suas contas ao longo do tempo. Algumas empresas chegam a pedir às startups os balanços financeiros dos últimos 3 anos.

Uma startup normalmente não possui estrutura de atendimento e suporte que garantam SLAs que as grandes empresas estão acostumadas, certificação ISO, Disaster Recovery Plan, ou Business Continuity Plan. Também, geralmente, faltam reservas financeiras para o ressarcimento em caso de um acidente ou erro grave que afete as operações do cliente. Esses são apenas alguns exemplos de itens que estão contidos num contrato com grandes empresas e que tornam a venda de startup para B2B Big players um desafio à parte.

Por 20 anos fui executivos de grandes multinacionais como como Varig, Nokia, Odebrecht, Walmart, Marfrig atuando como especialista em reestruturação organizacional e inovação para processos de negócio. Essa bagagem me deu condições de alçar um vôo – e um sonho – próprios, de ter minha própria empresa. Com a Fhinck, resolvemos as dores do backoffice de grandes empresas – por isso me sinto tão à vontade para falar sobre o tema desse artigo.

Bom, unindo meus anos como executivo e há pouco mais de 2 anos como empreendedor, tenho já algumas lições aprendidas de como uma startup, assim como a minha, pode potencializar suas chances de sucesso em uma negociação com uma grande corporação.

Para mim, tudo começa com identificar as grandes empresas que são o foco daquela startup e pesquisar se elas possuem algum programa ou área interna focada em trabalhar com este tipo de empresa. Essa área, naturalmente, precisa ter grande autonomia e forca interna. Ou seja, é necessário que tenha o aval de altos executivos da empresa. Como conselho, aborde-os seja em eventos ou por outras vias que o networking pode proporcionar. Venda sua ideia a eles e peça apoio para auxiliá-lo internamente no oferecimento da sua solução para a área competente.

Uma startup deve se prepare para uma longa jornada pois o processo de avaliação e compra das grandes empresas é muito longo, entre 6 e 18 meses em média. Nesse tipo de negociação, diversas questões estruturais da corporação influenciam no resultado final. É preciso ser bastante resiliente e respeitar o processo hierárquico e processual de uma grande empresa, que abrange um número maior de colaboradores. Em grande parte das vezes, haverá muitas reuniões. Nós, com a Fhinck passamos por uma negociação que envolveu 6 áreas diferentes e quase um ano de conversas. Nesse momento ter paciência, uma equipe comprometida com o objetivo e se adaptar a mudanças no meio do percurso são as palavras de ordem.

Por isso, jamais deve-se deixar de prospectar outros clientes, pois é comum nessas corporações, devido a mudança de prioridades descontinuarem as conversas. Quanto mais demorar, maior a chance dessa situação acontecer. E, obviamente, não pode jamais contar com a receita de grandes contratos. Para que a empresa se mantenha forte e com condições de negociar de maneira razoável, ela deve encontrar outras fontes para subsidiar seus custos para manter sempre sua estrutura enxuta, não fugindo de sua essência startup.

Paulo Castello, CEO da Fhinck

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Salesforce é nova mantenedora da ABStartups

A Salesforce (NYSE: CRM), líder mundial em plataformas de gerenciamento de relacionamento de clientes (CRM), acaba de se tornar mantenedora da Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Ao falar sobre a importância da parceria, o presidente da entidade, Amure Pinho, afirma que “mesmo sendo uma gigante, a Salesforce tem o DNA de startup e conseguiu revolucionar o mercado de tecnologia ajudando empresas no mundo inteiro”.

Considerada uma das empresas mais inovadoras do mundo, a Salesforce se juntou à ABStartups na missão de tornar o Brasil um país cada vez mais voltado para a inovação e o avanço tecnológico. A partir de agora, a empresa passará a oferecer atividades para os associados da entidade, como conteúdo educativo, participação em palestras, webinars e apoio nos projetos institucionais.

“Quando começam a construir seus produtos e aplicativos, muitas startups não sabem por onde começar. Além disso, nossa experiência mostra que a maior parte dessas empresas falham em conquistar e reter clientes. Nosso portfólio inclui soluções para startups que têm como foco apoiar a comunidade a construir seu negócio, crescer a base de clientes e retribuir esse sucesso à sociedade. Estamos muito empolgados em estender essas ferramentas ao ecossistema de startups brasileiras por meio da parceria com a ABStartups”, afirma Daniel Hoe, diretor de marketing da Salesforce para a América Latina.

Atualmente, a ABStartups possui mais de 4 mil startups em sua base de dados e fornece informações de mercado relevantes para aumentar a competitividade das startups brasileiras. Recentemente, a entidade anunciou o lançamento do CENSO para levantar mais informações sobre o amadurecimento do setor.

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Startup Studios: uma forma de acelerar a criação de novos negócios

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Transformar a ideia em um negócio: esse é o papel das Startup Studios, que nascem a partir do crescimento do número de startups no mundo. Só no Brasil, de acordo com a ABStartups – Associação Brasileira de Startups, uma entidade sem fins lucrativos que aposta nesse ramo desde 2011, existem mais de 4.100 startups.

As Startup Studios surgem no momento em que se percebe que apesar da maioria dessas empresas serem formadas por pessoas jovens, ligadas à tecnologia e com noções de empreendedorismo e programação, existe um grupo de pessoas que têm uma ideia para um negócio digital, mas não possuem todas as habilidades necessárias para tirá-la do papel. Elas são capazes de aprimorar a ideia original para o mercado digital, desenvolver um produto inicial e colocar a empresa no mercado em poucos meses, tudo a partir da ideia inicial do empreendedor.

Estas fábricas de projetos já são mais comuns nos Estados Unidos e Europa, mas vêm ganhando força no Brasil também. Uma das pioneiras no país é a Ultrahaus, que surgiu como uma produtora web há 13 anos e de 2012 pra cá percebeu a necessidade de não só produzir sites, softwares e aplicativos, como também prestar consultoria aos empreendedores. A empresa já desenvolveu projetos para mais de 200 marcas. Hoje, a Ultrahaus atua no desenvolvimento de estratégias, planejamento e gestão baseadas na ideia do empreendedor. Tudo isso é feito em parceria com o cliente, idealizador que constrói a própria empresa com o apoio de uma equipe experiente em negócios digitais.

As empresas que já adotaram esse modelo e surgiram em parceria com a Ultrahaus atuam em diferentes áreas e oferecem soluções como um site que reserva vagas de estacionamento com antecedência, um aplicativo que permite ler centenas de quadrinhos num dispositivo móvel pagando apenas uma mensalidade, e uma plataforma que intermedia a quitação de débitos entre os devedores e credores. “Ajudamos também os empreendedores no relacionamento com possíveis investidores, apresentando contatos, apoiando na defesa do projeto e participando ativamente desse processo de levantamento de capital”, diz Rafael Miranda, fundador da empresa e responsável pela etapa de consultoria dos projetos.

Estima-se que os projetos que a empresa ajudou a lançar já somam um valuation próximo de 30 milhões de reais com uma média de geração de 5 vagas de empregos por negócio criado. Com o aumento do número de startups no país, cada vez mais pessoas estão se interessando pelo desenvolvimento de um negócio digital e as Startup Studios estão preparadas para tornar uma simples ideia em algo real.

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A Startup Condenada

Atualmente, nove entre cada dez startups fecham suas portas antes do negócio entrar em vigor de acordo com dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups).

Cada startup tem sua própria história, mas, ao longo dos anos, empreendendo e acompanhando o ecossistema brasileiro de startups, o economista e investidor Richard Rytenband pôde perceber algumas características em comum entre as startups que fracassaram.

O mais surpreendente é que na grande maioria delas a ideia original é excelente e muito promissora. Não é atoa que são capazes de despertar o interesse de se investir tempo e recursos.

Porém, não são apenas ideias que constroem grandes negócios, algumas decisões e atitudes podem acabar inviabilizando a startup num espaço curto de tempo e o economista cita algumas questões essenciais a serem percebidas:

1. Custos fixos elevados

Escritórios decorados e bem localizados, muitos funcionários, “salário do empreendedor” e uma estrutura de fazer inveja a empresas grandes.
Parece o sonho de negócio perfeito. Mas não, pode ser um pesadelo. Não há investimento inicial que aguente uma empresa com custos fixos elevados e sem receitas.

2. Excesso de reuniões

As decisões são engessadas e a rotina de trabalho se resume a longas e tediosas reuniões. Muito “blá blá” e pouca ação não trazem resultados, é preciso colocar a mão na massa.
Conheci pequenas startups que tinham seu charmoso conselho de administração que se reunia em datas específicas e qualquer ideia ou decisão tinha que respeitar todos os tramites e formalidades e teve seu fim, antes mesmo da última reunião.

3. Muitos sócios

A ideia de compartilhar riscos entre muitos sócios pode se tornar em uma clássica situação de muitos caciques para uma tribo só.
No final, ninguém se entende e os conflitos internos se propagam, com a formação de animosidades e rivalidade dentro das próprias equipes.

4. Área comercial fraca

Boa parte das startups fica foca em outras rotinas e despreza justamente uma das mais essenciais, VENDER!
Não há como sobreviver e gerar receitas sem vender seus produtos e/ou serviços. Toda startup deve ter um plano comercial, e de preferência, pelo menos um dos sócios ser um vendedor nato.

5. Ausência de estratégia de marca

Há muitas vezes um plano de negócios, com projeções de fluxo de caixa, tabela e gráficos. No entanto, muitas vezes falta consciência sobre a missão do negócio como marca, sobre público alvo, mercado de atuação, estratégias de diferenciação, presença em mídias e relacionamento. É essencial definir uma estratégia de marca e ter consciência sobre o propósito do negócio.

6. “Pedeworking” no lugar do Networking efetivo

O networking efetivo ocorre numa situação de ganha-ganha, quando ambas as partes saem favorecidas daquela conexão.
Nas startups condenadas o mais comum é o “pedeworking”, quando os participantes se limitam a ter acesso a determinadas pessoas apenas para “pedir” algo, mesmo sendo o contato de outra pessoa. Isso pode, inclusive, queimar o filme. Aqui a ilusão é que ter acesso a determinado nomes é garantia de bons negócios e favores. Sendo que o principal é construir relações de negócios sólidas e profissionais e não uma troca de favores.

Sobre o economista

Richard Rytenband é economista e mestre em Psicologia da Educação pela PUC-SP e tem MBA em Gestão Financeira com ênfase em Investimentos e Mercado de Capitais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É também palestrante e Professor de Economia e Finanças. Possui certificações do mercado financeiro da Ancord, Anbima: CEA; ICSS; Apimec: Gestor de RPPS, Anbima CPA-20, BM&F e CNPI-P da Apimec.

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Sebrae e Campus Party apontam 200 startups promissoras para 2015

O Sebrae e a Campus Party identificaram, a partir de um universo de mais de 600 startups de todo o país e nas mais diferentes áreas de atuação, 200 empresas com grande potencial para conquistar o mercado em 2015. A seleção adotou como critério o nível de desenvolvimento do modelo de negócio, a qualificação da equipe, a qualidade dos produtos e serviços e o volume de potenciais consumidores. Essas empresas serão as grandes atrações da edição 2015 da Startup & Makers Camp, que acontece durante a Campus Party de 4 a 7 de fevereiro, em São Paulo.

Os melhores negócios que prometem acontecer em 2015 representam as cinco regiões brasileiras e envolvem o trabalho de mais de 900 pessoas, entre funcionários e sócios. “A maior concentração dessas startups está em São Paulo, com quase metade das selecionadas, Rio de Janeiro (9%) e Minas Gerais (8,5%). Elas criaram inovações nos mais diversos segmentos, principalmente nas áreas de varejo e e-commerce, educação, comunicação e mídia, TIC e Telecom, finanças e entretenimento”, informa o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Além da oportunidade de contatos, os empreendedores terão acesso à orientação de consultores e 48 horas de palestras e workshops promovidos pelo Sebrae em parceria com a Associação Brasileira de Startups.

O Startup & Makers, que é realizada pela terceira vez no Brasil, tem o objetivo de apoiar os empreendedores que estão começando ou em fase de consolidação, oferecendo a oportunidade de interação, conhecimento, exposição na mídia e contato com outras empresas e investidores. Além disso, este ano, o espaço será integrado com a Arena para que esses empresários encontrem parceiros e colaboradores entre os oito mil campuseiros e possam participar de todo o conteúdo da Campus Party.

As startups também contarão com um espaço físico para apresentar seu negócio para possíveis clientes e visitantes. A proposta é que empresários, campuseiros, aceleradoras, investidores, entusiastas e visitantes se unam para compartilhar conhecimento e experiências, desenvolvendo assim os negócios inovadores. Durante o evento, as empresas ganharão prêmios e a possibilidade de demonstrar seus produtos e serviços para aceleradoras, fundos de investimentos e investidores anjo.

Startups Selecionadas

Desde que participou do Startup & Makers Camp, no ano passado, a Let´s Park, que desenvolveu um aplicativo colaborativo para encontrar estacionamentos, passou por uma transformação radical. De uma empresa em estágio embrionário, que ainda procurava validar seus projetos, a Let`s Park já soma 2,5 mil estacionamentos cadastrados apenas na capital paulista e fechou parceiras com gigantes como a montadora Ford. De quebra, ainda atraiu o interesse da aceleradora Triple Seven que, além do aporte de capital, também está participando ativamente do desenvolvimento da startup.

Letícia Passelli, diretora de Marketing e uma das sócias da empresa, conta que a ideia de desenvolver o aplicativo surgiu em 2013, após ter gasto um alto valor em um estacionamento na capital paulista e, pouco depois de tirar o carro do local, descobrir outro ao lado que cobrava um preço bem mais acessível. Com um mapa baseado em Google Maps, o usuário pode checar onde há um lugar próximo em que ele possa parar o carro. Ao clicar no ícone do estacionamento, podem ser acessadas informações como se o local é coberto, se tem seguro, tabela de preços, descontos, etc. O próprio usuário pode cadastrar um estabelecimento, de preferência fornecendo informações básicas como preços e horários. “A maioria dos estacionamentos cadastrados é de São Paulo, mas já há estabelecimentos em todos os estados brasileiros e até de outros países, como Japão, EUA, Canadá, Reino Unido e Austrália”, conta Letícia, de 24 anos.

A Campus Party será o grande teste para a Networkr, uma rede social de networking desenvolvida para ajudar os profissionais a conhecer pessoas relevantes em eventos, e que está em fase de desenvolvimento. “Quando soubemos que fomos escolhidos para participar do Startup Makers & Camp decidimos acelerar o processo de desenvolvimento para poder apresentar e utilizar o sistema no evento” conta um dos sócios da Networkr, Márcio Nóbrega, de 35 anos.

Em novembro último, Nóbrega deixou seu emprego em uma grande empresa para se dedicar integralmente à modelagem do novo negócio que, segundo ele, não tem paralelo no Brasil. A ideia de desenvolver o negócio veio da própria insatisfação de Nóbrega e de seu sócio Daniel Bonato de participarem de grandes eventos corporativos em que o que network ficou muito abaixo das expectativas. “Por falta de informação, tivemos dificuldade em conhecer profissionais de áreas que nos interessavam. Procuramos desenvolver uma ferramenta para ajudar as pessoas a estabelecerem contato e, claro, gerar negócios”, explica o empreendedor, que mora em Bauru, no interior paulista.

Sócio de uma agência de publicidade, o paulistano Tiago Mateus, de 29 anos, percebeu que era cada vez maior o número de empresas interessadas em contratar celebridades para participar de campanhas com foco nas redes sociais. A partir dessa demanda, ele resolveu criar em novembro passado a Inflr, um serviço que permite ao usuário usar a sua “influência” nas redes sociais para ganhar dinheiro ou produtos de empresas interessadas em divulgar suas ações. No caso de campanhas com celebridades propriamente ditas, o trabalho da Infr é feito diretamente com as agências e empresas e com os assessores dos famosos.

Mesmo com pouco tempo de mercado, o jovem empreendedor já contabiliza 1.800 cadastrados no site da Inflr, muitos dos quais conquistados por um trabalho realizado por ele mesmo nas redes, como em perfis do Instagram. O empreendedor lembra que há muita gente nas redes sociais com muito mais popularidade do que artistas de TV. “O conceito de celebridade nas redes sociais é totalmente diferente. Existem perfis de gente conhecida somente na internet que somam milhares de seguidores”, acrescenta. Mateus já está conversando com alguns investidores interessados em realizar aportes na empresa. A startup foi selecionada como iniciante e, para ele, a participação no Startup & Makers Camp também pode ser uma oportunidade de atrair o capital necessário para desenvolver novos projetos.

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