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Magic Software anuncia plataforma de integração de APIs para Fintechs e IoT

A Magic Software, fornecedora de plataformas de desenvolvimento e integração de aplicações empresarias, anunciou a liberação das funcionalidades da sua plataforma Magic xpi para a integração entre APIs (Application Programming Interface). Projetos de Internet das Coisas e Fintechs são beneficiados pela criação de ambientes de gestão e de comunicação entre APIs, criadas para entregar serviços via dispositivos e serviços conectados, além da ferramenta oferecer ambiente de desenvolvimento, customização e atualização contínua.

O anúncio da Magic Software acompanha a evolução do número de projetos IoT e Fintechs no mercado e é acompanhado de um conjunto de serviços de apoio aos projetos locais, facilitando o trabalho das empresas brasileiras que pretendem colocar em prática suas novas ideias no ambiente de negócios. A plataforma Magic xpi permite conectar as informações entre as APIs, sensores, equipamentos e também com os sistemas de negócios ERP, CRMs, aplicações MES (Manufacturing Execution System), Supply Chain, ente outras, facilitando aos gestores dos projetos o acesso aos dados em tempo real.

“As APIs viabilizam a comunicação entre serviços a partir de ambientes tecnológicos distintos e quando necessitamos conectar uma API à outra, em geral, existe um esforço de desenvolvimento significativo para realizar esta comunicação. O Magic xpi reduz drasticamente o tempo de criação desta interface, oferece capacidades de orquestração e automatização de processos, inserindo lógica de negócios nessa comunicação, além de oferecer um ambiente de monitoramento, fundamental para a operação. Com isso, ganha-se maior eficiência, qualidade e velocidade na entrega dos projetos de integração”, afirma Rodney Repullo, CEO da Magic Software Brasil.

Segundo o executivo, a integração entre diversos sistemas para a troca de informações por meio das APIs já vem ocorrendo em larga escala em diversos setores e os recursos da plataforma Magic xpi tem elevado a capacidade de execução e diminuído o risco de projetos de integração por parte de seus parceiros e clientes. “A proposta do Magic xpi é reduzir significativamente a complexidade deste trabalho”, enfatiza o executivo.

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Uso de API’s no mercado de serviços financeiros – Por Adriano Balaguer

A ideia principal deste artigo é apresentar o tema API (Application Programming Interface ou “Interface de Programação de Aplicativos”) de forma simples e sob a ótica de negócios para mostrar como as empresas podem aumentar seus negócios com sua adoção.

Uma API é um software que permite a utilização das suas funcionalidades por outros aplicativos que não pretendem envolver-se em detalhes da sua implementação, mas apenas usar seus serviços.

Uma boa maneira de entender as API’s é no contexto de uma tomada elétrica comum. As tomadas elétricas são interfaces construídas para consumir o serviço de eletricidade. A energia elétrica é o serviço e cada dispositivo que usa a eletricidade é um consumidor desse serviço.

Através da interface padrão, qualquer consumidor pode utilizar a energia necessária para suprir seus dispositivos que estejam compatíveis e conectados de acordo com a norma vigente. Para o consumidor porém, não importa o que está acontecendo do outro lado da parede, seja a fiação, a forma como a energia é gerada ou ainda onde essas fontes de energia estejam localizadas.

O provedor também não precisa explicar ou apresentar quaisquer detalhes de como os serviços são oferecidos. Em um mercado fortemente regulamentado como o de Serviços Financeiros, as informações pessoais confidenciais de correntistas serão mantidas “atrás da parede” garantindo a privacidade dos dados, o sigilo bancário e a segurança das transações.

As normas e padrões da API são disponibilizados em páginas web ou portais direcionados aos desenvolvedores, contendo a documentação oficial funcional e técnica permitindo aos interessados utilizar os produtos e serviços oferecidos pela instituição financeira.

Através da API, produtos e serviços como empréstimos, seguros, comércio eletrônico, pagamentos, informações de clientes, histórico de transações, autenticação e transferências bancárias, entre outros, poderão ser entregues a partir de uma ampla gama de dispositivos compatíveis.

Neste novo modelo de negócios, um banco pode expandir seu raio de ação e aumentar sua receita. Por outro lado, a exposição de sua marca será menor ou inexistente, uma vez que o aplicativo pode ou não indicar quem está por trás do serviço oferecido. É parte da decisão estratégica de negócios da instituição decidir por sua utilização, dependendo da expectativa de resultados. Inovação, aumento de receita, expansão, custos e segurança são fatores críticos que devem ser considerados para a tomada de decisão pela utilização de API’s.

Atualmente, mais de 15 mil API’s (nos mais variados segmentos de mercado como serviços financeiros, governo, telecom, mobile e outros) estão disponíveis no site Programmable Web. O Open Bank Project é uma API de código aberto e também loja de aplicativos para bancos que permite que as instituições financeiras desenvolvam suas ofertas digitais de forma rápida e segura usando um ecossistema de aplicações e serviços de terceiros.

Um case muito bem sucedido de API’s abertas no setor bancário é o BBVA API Market. Com presença em mais de 35 países e utilizando estratégias digitais abertas e inovadoras, em conjunto com o “mobile first” e Omni-channel, o BBVA já oferece um amplo conjunto de API’s de produtos e serviços através de seu portal.

As vantagens econômicas da utilização de APIs são vastas. Explorar este universo exige experiência e capacidade técnica para implementar e ajudar as empresas a aumentar seus negócios.

Adriano Balaguer é senior business consultant da GFT Brasil, companhia de Tecnologia da Informação especializada em Digital para o setor financeiro

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