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Magic Software anuncia plataforma de integração de APIs para Fintechs e IoT

A Magic Software, fornecedora de plataformas de desenvolvimento e integração de aplicações empresarias, anunciou a liberação das funcionalidades da sua plataforma Magic xpi para a integração entre APIs (Application Programming Interface). Projetos de Internet das Coisas e Fintechs são beneficiados pela criação de ambientes de gestão e de comunicação entre APIs, criadas para entregar serviços via dispositivos e serviços conectados, além da ferramenta oferecer ambiente de desenvolvimento, customização e atualização contínua.

O anúncio da Magic Software acompanha a evolução do número de projetos IoT e Fintechs no mercado e é acompanhado de um conjunto de serviços de apoio aos projetos locais, facilitando o trabalho das empresas brasileiras que pretendem colocar em prática suas novas ideias no ambiente de negócios. A plataforma Magic xpi permite conectar as informações entre as APIs, sensores, equipamentos e também com os sistemas de negócios ERP, CRMs, aplicações MES (Manufacturing Execution System), Supply Chain, ente outras, facilitando aos gestores dos projetos o acesso aos dados em tempo real.

“As APIs viabilizam a comunicação entre serviços a partir de ambientes tecnológicos distintos e quando necessitamos conectar uma API à outra, em geral, existe um esforço de desenvolvimento significativo para realizar esta comunicação. O Magic xpi reduz drasticamente o tempo de criação desta interface, oferece capacidades de orquestração e automatização de processos, inserindo lógica de negócios nessa comunicação, além de oferecer um ambiente de monitoramento, fundamental para a operação. Com isso, ganha-se maior eficiência, qualidade e velocidade na entrega dos projetos de integração”, afirma Rodney Repullo, CEO da Magic Software Brasil.

Segundo o executivo, a integração entre diversos sistemas para a troca de informações por meio das APIs já vem ocorrendo em larga escala em diversos setores e os recursos da plataforma Magic xpi tem elevado a capacidade de execução e diminuído o risco de projetos de integração por parte de seus parceiros e clientes. “A proposta do Magic xpi é reduzir significativamente a complexidade deste trabalho”, enfatiza o executivo.

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APIs garantem as melhores experiências para os usuários do Uber

Durante o APIX, Dustin Whittle fala sobre a introdução de APIs para assegurar o sucesso do desenvolvimento da comunidade de usuários do Uber

Quando disponibilizou suas APIs, o objetivo do Uber era aumentar o alcance de sua oferta de serviços de caronas pagas, conectar a plataforma a novos usuários e garantir uma experiência ‘End-to-End’ para os viajantes. Passados alguns anos, Dustin Whittle, Developer Advocate da empresa, vem ao Brasil para contar como suas APIs foram desenvolvidas, implementadas e adaptadas para garantir o sucesso do desenvolvimento da sua comunidade de usuários; além de contar o que deu certo, desafios, obstáculos e aprendizados desse processo.

Dustin participará do API Experience 2017 (APIX), 2° maior evento com foco em APIs do mundo, que acontece dia 30 de Maio, em São Paulo, como o tema “Estratégias de APIs para transformação digital”. A programação inclui debates sobre economia das APIs, inovação aberta, segurança, ecossistemas de parceiros e experiências digitais. São esperadas 650 pessoas, entre executivos de grandes empresas, empreendedores digitais, gestores de tecnologia, arquitetos de TI e desenvolvedores.

O evento vai apresentar cases nacionais e de fora do Brasil sobre estratégias digitais baseadas em APIs, Microservices, Inteligência Artificial e outras tendências num palco 360°, e será dividido em duas trilhas:

Negócios – Uma seleção de conteúdos voltados para negócios digitais, com estratégias de APIs focadas em inovação;

Técnicas – para arquitetos e gerentes de tecnologia que desejam se aprofundar nos aspectos técnicos de APIs e arquiteturas digitais.

Outro destaque do APIX será o Workshop Hands-On, da Sensedia, um intenso treinamento para conhecer o ciclo completo das APIs RESTful, desde a proposta de valor até a operacionalização. O workshop será baseado em conceitos e padrões de mercado e trará informações detalhadas sobre design de APIs, mecanismos de segurança, documentação, comunicação e monitoramento. No final, será aplicado prova da certificação em APIs da Sensedia, a API Foundation.

Dustin Whittle está no Uber desde 2016 e apoia os desenvolvedores a construir melhores experiências para o usuário final. Antes de incorporar o time da Uber, Dustin teve passagem por grandes players de tecnologia do mundo como AppDynamics, Kwarter, SensioLabs e Yahoo.

Palestrantes confirmados até o momento

– Alexandre Putini, Superintendente de TI para Inovação e Canais Digitais da SulAmérica
– Bruno Souza, Consultor na Summa Technologies
– Caio Mesquita, CEO da Caiena
– Cristiano Barbieri, CIO da SulAmérica
– Cristina De Luca, jornalista especializada em tecnologia, editora do IDG Now! e comentarista do programa 2 na Web, da CBN
– Dustin Whittle, Developer Advocate da Uber
– Hudson Mesquita, Coordenador-geral de Padrões de Governo Digital do Ministério do Planejamento
– Kleber Bacili, CEO e fundador da Sensedia
– Marcela Zetina, Head of Innovation & Entrepreneurship no BBVA – México
– Marcelo Toledo, CTO da LTM (Loyalty & Trade Management)
– Marcílio Oliveira, COO da Sensedia
– Mario Mancuso, Sensedia
– Otávio Gonçalves de Santana, Senior Software Enginner da Tomitribe
– Uirá Porã, Consultor no Banco Mundial

APIX 2017

Data: 30/05/2017 – a partir das 08h

Local: WTC – Av. das Nações Unidas, 12.551 – São Paulo

Inscrições e detalhes sobre a programação: www.apix.com.br

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Banco Original ganha prêmio internacional Model Bank of The Year 2017

O Banco Original foi reconhecido pela Celent, empresa global de pesquisa e consultoria para o setor financeiro, como vencedor do prêmio Model Bank of The Year 2017, na categoria Consumer Digital Platform. Guga Stocco, head de Estratégia e Inovação do banco, representará a instituição na cerimônia de entrega da condecoração a ser realizada nesta terça-feira, em Boston (EUA).

O case reconhecido pela Celent foi o de desenvolvimento da plataforma Open Banking, lançada em setembro de 2016, e com a qual o Banco Original permite a integração de diversos aplicativos com os serviços do banco por meio da abertura de APIs (Interface de Programação de Aplicativos, em inglês).

Pioneira em diversas tecnologias e modelos de relacionamento no mercado financeiro do Brasil, a instituição iniciou o trabalho em estreita colaboração com reguladores e terceiros, implementando uma plataforma bancária inovadora, com APIs abertas que alavancam desenvolvedores de terceiros e permite a realização de serviços bancários por meio de redes sociais como Instagram e Facebook, por exemplo.

O Original é um dos primeiros bancos a abrir APIs no mundo. Com a iniciativa, empresas de qualquer setor da economia, em parceria com o banco, podem criar soluções que proporcionam experiências inéditas ao cliente, como acessar a conta corrente aonde ele estiver, sem necessariamente o uso do celular. A previsão é que, futuramente, sejam elaborados mecanismos para acesso aos serviços bancários do Original por uma TV ou até mesmo pelo painel de um carro.

“Este é o segundo prêmio internacional que o Banco Original ganha por conta da plataforma Open Banking, o que demonstra seu teor disruptivo e dá dimensão de seu potencial de impacto no mercado. Ele nos permite acelerar o desenvolvimento de inovações, que sempre são criadas tendo como objetivo proporcionar facilidades e boas experiências para o cliente, que no fundo é o que norteia a nossa operação e o trabalho que desenvolvemos no dia a dia”, afirma Guga Stocco, head de inovação e estratégia do Banco Original.

Os prêmios anuais do Celent Award reconhecem as melhores práticas de uso de tecnologia em diferentes áreas críticas para o sucesso no setor bancário. As candidaturas são apresentadas por instituições financeiras e submetidas a um rigoroso processo de avaliação pelos analistas da Celent, que as avalia seguindo três critérios principais: benefícios de negócio demonstráveis de iniciativas vivas; grau de inovação em relação à indústria; excelência em tecnologia ou implementação.

Para entender um pouco mais sobre as APIs disponíveis, os cases de integrações e as novidades do projeto acesse:
https://developers.original.com.br/

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São Paulo recebe 2° maior evento de estratégias de APIs do mundo

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“Estratégias de APIs para transformação digital”. Este é o tema macro do API Experience 2017 (APIX), 2° maior evento com foco em APIs do mundo, que acontece dia 30 de Maio, em São Paulo (SP). A programação inclui debates sobre economia das APIs, inovação aberta, segurança, ecossistemas de parceiros e experiências digitais. São esperadas 650 pessoas, entre executivos de grandes empresas, empreendedores digitais, gestores de tecnologia, arquitetos de TI e desenvolvedores. As inscrições podem ser feitas no site oficial do eventowww.apix.com.br.

Esta é a terceira edição do APIX, evento que, no Brasil, tornou-se o marco anual em termos de novidades do setor. Entre palestrantes nacionais e internacionais que apresentarão cases de estratégias de APIs e falarão sobre os desafios rumo a essa transformação, já estão confirmadas instituições como SulAmérica, Banco Mundial, Tribanco, Zenvia, Ministério do Planejamento, LTM eSensedia (empresa especialista em APIs, responsável pela idealização e organização do APIX). Essa seleção representa as principais lideranças em inovação do Brasil, responsáveis pelos avanços tecnológicos em curso no país.

Fique por dentro do APIX!

O evento vai apresentar cases do Brasil e de outros países, sobre estratégias digitais baseadas em APIs, Microservices, Inteligência Artificial e outras tendências, e vão mostrar como essas aplicações podem entrar na rotina de forma prática.

As palestras acontecerão num palco 360°, e se dividirão em duas trilhas: Negócios, com uma seleção de conteúdos voltados para negócios digitais, com estratégias de APIs focadas em inovação; e Técnicas, para arquitetos e gerentes de tecnologia que desejam se aprofundar nos aspectos técnicos de APIs e arquiteturas digitais.

Além das palestras, acontecerá o Workshop Hands-On, da Sensedia, um intenso treinamento para conhecer o ciclo completo das APIs RESTful, desde a proposta de valor até a operacionalização. O workshop será baseado em conceitos e padrões de mercado e trará informações detalhadas sobre design de APIs, mecanismos de segurança, documentação, comunicação e monitoramento. No final, será aplicado prova da certificação em APIs da Sensedia, a API Foundation.

Palestrantes confirmados até o momento

*A programação completa poderá ser conferida no sitewww.apix.com.br no decorrer dos próximos dias

· Alexandre Putini, Superintendente de TI para Inovação e Canais Digitais da SulAmérica

· Bruno Souza, Consultor na Summa Technologies

· Caio Mesquita, CEO da Caiena

· Cristiano Barbieri, CIO da SulAmérica

· César S. Cesar, CPO & CMO da Zenvia

· Cristina De Luca, jornalista especializada em tecnologia, editora do IDG Now! e comentarista do programa 2 na Web, da CBN

· Hudson Mesquisa, Coordenador-geral de Padrões de Governo Digital do Ministério do Planejamento

· Kleber Bacili, CEO e fundador da Sensedia

· Luiz Henrique das Neves, Superintendente de TI da Tribanco

· Marcelo Toledo, CTO da LTM (Loyalty & Trade Management)

· Marcos Henrique, Governo do Ceará

· Marcílio Oliveira, COO da Sensedia

· Otávio Gonçalves de Santana, Senior Software Enginner da Tomitribe

· Uirá Porã, Consultor no Banco Mundial

APIX Experience

Data: 30/05/2017 – a partir das 08h

Local: WTC – Av. das Nações Unidas, 12.551 – São Paulo

Inscrições e detalhes sobre a programação:www.apix.com.br

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Sensedia, especialista em APIs, cresce 75% em 2016

A Sensedia, especialista em APIs (Application Programming Interfaces) conquistou um crescimento de 75% em 2016, comparado a 2015. A receita do ano será de 20 milhões de reais e a companhia, mesmo completando 10 anos de fundação no próximo mês, conserva a cultura de startup. Mantendo o forte ritmo de crescimento no Brasil, a empresa também quer levar suas soluções para o mercado internacional.

No centro dos negócios da Sensedia, as APIs habilitam novas experiências digitais e aceleram conexões com parceiros na cadeia de valor das empresas. Essa tecnologia é essencial para as empresas investirem em inovação aberta e se posicionarem como plataformas. No Brasil, a Sensedia já auxilia grandes empresas de diversos segmentos a transformar seus negócios e, no próximo ano irá levar suas soluções de API Management aos Estados Unidos e Japão em parceria com a CI&T, multinacional brasileira de TI e sócia da Sensedia. Em 2017, a empresa também vai implantar uma estratégia de canais para expandir sua presença em nichos e segmentos em que não está presente atualmente.

Os 10 anos de mercado trouxeram ainda maturidade para ampliar os investimentos em tecnologia e desenvolvimento. “Nossa plataforma de gerenciamento de APIs evoluiu bastante em 2016 influenciada principalmente pela alta demanda dos clientes. Segurança, fluxos complexos de integração, User Experience e produtividade estão entre os principais drivers que direcionam o roadmap da plataforma da Sensedia”, afirma Kleber Bacili, CEO da empresa. Além disso, a empresa intensificou o trabalho de Customer Success, com uma equipe focada em trabalhar lado a lado com os clientes e ajudá-los a obter sucesso em suas estratégias de API.

A Sensedia também investe na contratação de colaboradores para atuar em diversas frentes e mudou de escritório em Campinas para uma base muito mais ampla e alinhada com a cultura de inovação da empresa. Atualmente, são 120 funcionários divididos entre a sede de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. “Nos processos internos, adotamos o conceito de Squads difundido pelo Spotify para a cultura e organização das equipes de produto. Além disso, passamos a usar intensamente a metodologia de design sprints difundida pela Google Ventures cujo objetivo é criar soluções muito mais centradas nos problemas reais dos clientes”, conta Bacili.

O mercado de APIs aquecido no mundo e no Brasil tem impulsionado os negócios da Sensedia, que em 2016 conquistou novos clientes, líderes em seus segmentos, como Azul, Natura, Tribanco, Insper, TV Globo e DPaschoal. A companhia é líder em viabilizar estratégia de APIs de marketplaces, atendendo os maiores do País, Extra, PontoFrio e Casas Bahia. Ratificando sua expertise no setor, a empresa foi considerada como Visionária pela consultoria Gartner, no Quadrante Mágico de Full Lifecycle API Management, e como Strong Performer no Forrester Wave de API Management Solutions – ambos lançados no segundo semestre de 2016.

E pelo segundo ano consecutivo, a Sensedia realizou o evento APIX (API Experience) que teve mais de 500 participantes em trilhas técnicas e de negócio. Estiveram presentes palestrantes e empresas de renome como Silvio Meira, Cristina De Luca, Luiza Labs (Magazine Luiza), Fitbit, TV Globo, Google entre outras. A edição de 2017 já está sendo preparada e acontecerá em junho para mais de 650 líderes e gestores de TI e Transformação Digital. A conferência, a maior do tipo na América Latina, fortalece o posicionamento da Sensedia como referência em APIs no Brasil.

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Bots e APIs: o mundo é pequeno demais para os dois?

Por Luiz Piovesana, gerente de marketing da Sensedia

Lembra-se quando, há uns seis ou sete anos, você poderia testar sua conexão e configuração de áudio no Skype fazendo uma chamada com a Echo, a “assistente amigável”?

Em 2009, isso certamente chamou a minha atenção. Afinal, era um sistema automático, focado em te ajudar a resolver um problema de configuração no software. Nada de menus ou páginas de FAQ. Naqueles dias, parecia incrivelmente simples: uma ideia que poderia ser copiada!

Ao longo dos anos, a preocupação dos times em design cresceu muito, puxada por um cuidado cada vez maior com a experiência do usuário, dando poder a quem está usando – e não a quem está criando. Em 2009, quando o parâmetro de design ainda se limitava primariamente à interface visual, um assistente como a Echo (que não tinha nem cara, apenas uma voz) era o próximo passo natural.

Felizmente, a Internet evoluiu. Design é obrigação nos produtos de hoje. E enquanto a Echo ainda não tem cara, outros assistentes amigáveis se tornaram muito mais inteligentes, charmosos e interessantes. Temos a Siri da Apple, a Cortana da Microsoft e o assistente do Google, lançado esse ano. Mas o que realmente são esses assistentes? Eles realmente compõem alguma “classe” de softwares? O que eles têm em comum? Ou, dando um passo atrás, de onde vieram e por que se tornaram importantes?

Em linhas gerais, um bot é apenas um software que realiza a função de ser uma interface entre um software ou sistema e o usuário humano. Isso é, da mesma forma que menus, botões e telas são importantes em qualquer sistema user-friendly, um bot usa linguagem natural humana, ajudando o usuário a navegar e tirar o máximo proveito de um software.

É como se aqueles wizards de instalação e tour pelas funcionalidades tomassem “vida” e te mostrassem as funcionalidades de um produto, tirando suas dúvidas e conversando como se fosse alguém do time de suporte. É por isso que eles são uma feature de design.

E essa tendência cresceu tanto em 2016 porque chegamos ao momento da história em que a tecnologia permite isso em larga escala. Hoje, há sistemas de fácil implementação que oferecem funcionalidades de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina, tudo via API. Isso é, qualquer programador que está lançando um software, e quer implementar um bot poderá fazê-lo com muito menos dificuldade do que ocorria há dois ou três anos.

Mas não se empolgue, nem se assuste: bots não são inteligentes, eles apenas se fazem parecer. Os robôs não estão vindo para nos dominar.

Mas talvez os bots estejam vindo para dominar as APIs.

Um novo paradigma: bots sobrepujam as APIs

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Se a dominação do mundo pelas máquinas está começando com uma “guerra civil” entre bots e APIs, é bom que nós humanos façamos uma análise cuidadosa da situação.

Afinal, os últimos anos têm mostrado um crescimento espantoso das APIs. E a tendência dos bots se expandiu de forma tão consistente que grandes veículos de mídia (como o Venture Beat) já decretaram o fim das APIs.

Calma, lá! Não acredito que o mundo seja assim tão pequeno para os dois. Vamos entender o motivo.

Em primeiro lugar, os bots receberam atenção da mídia com o lançamento de alguns produtos de grandes empresas. Como as já citadas Apple, Microsoft e Google, também vimos movimentações da Amazon com seu assistente doméstico (curiosamente nomeado Echo) e do Facebook. Não custa também comentar do Slack, que além de app para comunicação, não deixa de ser uma plataforma para desenvolvimento de bots.

Essas grandes empresas continuam planejando ações em torno da melhoria de suas interfaces e do design de seus produtos. Algo que elas sempre fizeram. Particularmente, a Apple sempre deu grande valor a isso, e não é coincidência que seu assistente foi um dos primeiros.

O segundo ponto é considerar que os bots são realmente úteis. Um assistente automático, que pode gerenciar tanto as funções de front-end, ajudando diretamente usuários, quanto de back-end, alterando configurações, coletando dados e aprendendo a ser melhor enquanto faz isso, é como se fosse o funcionário perfeito. E não reclama de nada!

Pensando por dois minutos e vendo os bots já criados, há diversos aspectos do dia a dia que podem ser impactados por uma tecnologia como essa:

● Suporte a serviços;

● Chats e apps de mensagem instantânea (Google Allo é a maior novidade, apesar de não ter tido um resultado tão bacana);

● Compras;

● Os já “quase populares” assistentes pessoais.

Quem pode colocar um bot em seu software provavelmente já está pensando em uma melhoria de médio a longo prazo. Um investimento real: os bots tornam-se um ativo para as empresas que os criam.

Terceiro lugar: os bots podem se comunicar entre si, possibilitando integrações ad hoc. Aqui a situação começa a ficar mais cabeluda (para as APIs).

Por exemplo, se eu pedir que meu assistente pessoal me diga os resultados das eleições no Zimbábue, talvez ele não tenha essa informação disponível de imediato, mas possa entrar em contato com outro bot que dá informações políticas sobre países africanos.

Outro exemplo menos mirabolante: um bot de assistência financeira criado por um banco, que entra em contato com os bots de diversos serviços, pedindo notas fiscais e outros documentos.

Assim, os bots poderiam reduzir a quantidade de padrões e complexidade em entender problemas, tanto para humanos quanto para outros bots, usando uma linguagem neutra. Instruções de integração com outras APIs e bots, escritas em inglês (ou outro idioma) serviriam tanto para humanos quanto bots.

Desse ponto de vista, fica bem claro que em termos de capacidade funcional, os bots compõem um conjunto que engloba as APIs. Em outras palavras, eles podem fazer tudo que as APIs fazem, e muito mais. Talvez até de forma automática e com menos intervenção humana.

Will Smith não gostava de robôs

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No filme Eu, Robô, o personagem de Will Smith não gostava dos robôs. Ele desconfiava fortemente de todas as suas ações e das palavras proferidas por eles, mesmo que em tese, não pudessem mentir.

E o que nós devemos sentir sobre os bots?

Bom, mesmo com todas as vantagens, realmente não acho que faz sentido colocar um fim nas APIs por conta da nova tendência. Trata-se sim de uma nova forma de integrar sistemas, talvez com capacidade de gerar inovações inexploradas para o mercado de APIs.

Dependendo de como as integrações forem feitas na prática pelos bots, é bem possível que as APIs continuem tendo exatamente o mesmo papel que tem. E os bots seriam uma evolução natural. Aquela camada de interface que não havia antes, e que passa a ser tão útil e necessária quanto são as telas intuitivas e os menus customizáveis hoje em dia.

Os bots aumentam as chances de aquecer a questão de integrações entre softwares e colocar o cliente (usuário direto ou indireto das integrações) como pilar central nessa nova economia. Uma vez que temos ainda mais preocupação com as necessidades e dores de nossos clientes, os bots poderão auxiliá-los na jornada dentro dos novos softwares.

Outro ponto ainda é o tipo e volume de dados trocados com essas integrações. Os assistentes que temos hoje em dia possuem uma série de serviços integrados – adivinhe – ponto a ponto. Isso é, a equipe do Google não ensinou seu assistente a fazer nada. Os bots ainda não estão aprendendo nada. A maioria dos bots comerciais como os do Slack e Telegram ainda não usam Machine Learning. Apesar de ser possível construir bots inteligentes, eles ainda são incomuns. O Google possui acesso aos dados do Google (busca, mapas, recomendações, tradução), além de algumas outras APIs externas. Com um polimento de linguagem natural humana, o bot pode fazer bastante coisa para os usuários. Mas ele aparenta ser mais do que realmente é.

Em termos das integrações bem estabelecidas, aquelas essenciais a um determinado negócio provavelmente receberão um carinho maior dos times de desenvolvimento, via APIs, como é hoje e dificilmente mudará. Já os bots podem acabar coletando informações pontuais e sugerindo novas possíveis integrações a partir de pedidos frequentes dos clientes.

Então, até que o atual paradigma de desenvolvimento e integração de software fique obsoleto, e até que comecemos a ver os bots agindo e aprendendo de fato, as APIs continuam como estão. Menos especulação e mais fatos, por favor!

E prever isso não é nenhum exagero: mesmo que os bots estejam crescendo, as APIs passaram a ganhar mais evidência em estratégias de negócios, e até agora não demonstraram nenhum sinal de queda.

A morte das APIs?

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Hoje, as APIs ocupam o espaço vago entre diferentes softwares. É claro que que se uma aplicação X está integrada com uma Y, então elas juntas podem oferecer vantagens que somente X e Y sozinhas não poderiam. Logo, se integrar é bom, APIs são ótimas!

Porém, nem sempre isso é fácil. E fazer integrações pontuais (escolhendo alguns parceiros para integrar, mas impossibilitando a inovação aberta) tem inúmeras vantagens, mas também alguns gargalos.

Afinal, integrar dois softwares é algo que demanda um certo nível de planejamento, estudo das APIs e implementação das integrações em si. Também é necessário ficar atento a mudanças nas APIs dos serviços, já que isso pode exigir que integrações sejam refeitas.

Em um mundo de bots inteligentes, as necessidades do parágrafo anterior podem sumir. Se um dado serviço ainda não é integrado, pode ser uma barreira de entrada para novos clientes, ou uma vantagem competitiva da concorrência. Os bots detectaram um aumento na quantidade de clientes pedindo pela integração Z? Então ela pode ser feita em back-end, por um “bot programador”, e voilá! Adeus integrações pontuais.

Além disso, alterações nas APIs já integradas podem ser mais facilmente corrigidas pelos bots, dependendo do tipo de alteração e de como a sua comunicação é feita. Até no caso em que os serviços não tenham API, mas bots capazes de reagir a estímulos externos, será possível trocar dados relevantes.

Talvez isso mude até a forma como encaramos a criação de APIs. Ao invés de uma ferramenta desenhada para implementação por um programador, elas podem ser simplificadas para serem acessadas por bots que falam linguagem humana. Pode ser uma redefinição do paradigma anterior.

Ou seja, a API deixa de ser central na questão de integrações, e passa a ser uma das alternativas possíveis, uma entre outras opções. Mesmo um bot sendo bem mais complexo de implementar, o ganho em eficiência, eficácia e flexibilidade pode compensar.

Talvez não das APIs, mas e o fim das apps?

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Outra previsão – na minha opinião, menos exagerada – é a de que os bots significarão o fim das aplicações. Hoje, temos um combo poderoso, em forma de sistema operacional e aplicações instaladas. Isso cria “estações particulares”, em que cada smartphone e desktop no mundo é diferente de todos os outros. Quase como uma impressão digital, as apps que você instalou no seu celular o diferenciam de 99,9% dos celulares da mesma marca e modelo.

Em boa parte, essa tendência está acompanhada dos web apps, acessíveis diretamente pelo seu navegador. Assim, mesmo um computador que tenha apenas um web browser instalado pode fazer muito.

E mesmo que tudo que sabemos sobre os bots não dê em nada, os downloads de apps estão diminuindo mês a mês. E a frequência de uso de apenas alguns apps, todos os dias, só aumenta. Pense bem: quantos apps você abre por dia?

Por outro lado, se o futuro dos bots realmente se concretizar, teremos uma lógica ainda mais flexível, levando a computação pessoal para o ponto em que cada pessoa no mundo interage com a Internet e seus dispositivos através de um (seu assistente pessoal) ou vários bots.

E de uma forma ou de outra, isso amarra a nossa discussão nesse artigo: no começo dele, citei os bots que estão em evidência. Siri, Cortana, Echo, Allo.

Não me parece coincidência que os maiores desenvolvedores de apps dos dias atuais são aqueles que mais estão investindo em seus setores de inteligência artificial para criação de bots cada vez mais úteis. A IBM tem feito coisas incríveis, sendo uma das mais recentes o trailer de um filme de terror completamente editado pelo IBM Watson. E o supercomputador conseguiu capturar muito bem a sensação de medo!

O que veremos nos próximos três ou cinco anos é imprevisível. Creio que as APIs continuarão crescendo, mas pode ser que a experiência de usuário mude muito. E pode ser que sua próxima experiência não seja nas telas de uma aplicação, mas sim conversando com um bot.

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PagSeguro lança site exclusivo para desenvolvedores

O PagSeguro, empresa do grupo UOL, que oferece soluções completas para pagamentos online e presencial para pessoas físicas ou empresas, lança o PagSeguro Developers, um novo site voltado para desenvolvedores com o objetivo de melhorar a experiência desse público, proporcionando um guia completo de integração.

Antes, os desenvolvedores podiam encontrar documentações e guias de integração em uma seção no site do PagSeguro. A partir de agora, o novo site proporciona um espaço todo dedicado a eles, com uma novidade: as Referências da API.

Nessa nova seção, o desenvolvedor pode testar, previamente, os códigos das APIs sem alterar as transações reais, ganhando tempo na hora de aprimorar o checkout de seus projetos. Ou seja, além de encontrar no site todo o passo a passo para a integração, ele ainda pode testar o que acabou de aprender e sair do site com a certeza de que conseguirá concluir o seu trabalho com sucesso.

“O PagSeguro está sempre em busca de melhorar seus produtos e serviços. Criamos o site exclusivo para os desenvolvedores para proporcionar a eles mais facilidade, com ganho real de tempo na hora de aprimorar o checkout de seus projetos, entre outros benefícios”, diz Marden Silveira Neubert, CTO do PagSeguro.

No espaço, os desenvolvedores ainda têm acesso às documentações com tudo o que é preciso saber para usar o PagSeguro e passo a passos para realizar a integração básica ou completa da plataforma de pagamentos. Isso sem falar das bibliotecas de linguagens de programação como PHP, Java, .NETe Ruby, que permitem ao desenvolvedor integrar uma série de funcionalidades que o PagSeguro oferece nas formas de APIs.

Os profissionais também encontram, de forma bem didática, os processos para a aplicar os módulos prontos de integração para diversas plataformas de e-commerce, como Magento, WordPress (WooCommerce e WP e-commerce), Joomla, Prestashop, OpenCart e outros.

Para mais informações, acesse o site: https://dev.pagseguro.uol.com.br/

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Transformação Digital precisa de APIs – Por Lucas Tempestini

Você é um grande consumidor dos relatórios das principais consultorias do mudndo ?

Nós aqui da Sensedia somos, especialmente das duas maiores do mundo: Forrester e Gartner.

Eles têm materiais sensacionais sobre diversos temas, e um dos principais temas abordados por essas consultorias nos últimos anos tem sido Transformação Digital.

E não só isso: tudo indica que a Transformação Digital precisa de APIs. Talvez pareça uma afirmação estranha, ou exagerada. Para nós, ela só reflete o momento da Economia mundial que vivemos!

Seu negócio é Digital?

Se você respondeu “não” para essa pergunta, meu objetivo é fazê-lo pensar com esse artigo.

Eu acredito de verdade que todo negócio é Digital, independente do segmento em que se insere. Seja conservador ou não, você precisa urgentemente considerar que seu negócio está em uma jornada de transformação.

Podemos dividir os recursos que você possui em sua empresa em dois:

– Aqueles que já nascem Digitais, como por exemplo seus dados, suas aplicações, dispositivos conectados e etc.

– Aqueles recursos que não nasceram Digitais mas invariavelmente possuem seus correspondentes Digitais, por exemplo Códigos Postais, Localização via GPS, Códigos de Barras.

Algumas empresas ainda não encararam essa realidade, e segundo o Forrester, até 2020 você pode se tornar um predador ou uma presa Digital.

No Report “Digital Predator or Digital Prey”, vemos que essa caracterização das empresas depende do tamanho da disrupção que seu segmento pode sofrer nos próximos anos, sendo que alguns mercados já se transformaram e outros ainda estão engatinhando nessa direção.

O Forrester ainda diz, no artigo “How APIs Reframe Business Strategy”, que um mundo em plena disrupção digital demanda a criação novos modelos de negócio que precisam de novas formas para agregar valor a sua oferta.

Ao falar nisso, sempre lembro do Uber, que conseguiu criar praticamente um novo segmento ao trazer parceiros digitais e incorporar outros serviços ao seu, complementando a sua solução e criando uma visão de valor diferente ao consumidor final.

Mas mais do que isso, cria um ecossistema de parceiros digitais integrados.

Quer um ótimo exemplo de Ecossistema Digital? Marketplaces.

Os grandes varejistas online descobriram que conseguiriam reduzir custos e agregar novos produtos à sua oferta simplesmente permitindo que lojistas menores se integrassem à plataforma e vendessem seus produtos através dela.

Parece um shopping, só que totalmente inserido no meio Digital.

E assim nasceu um novo modelo de negócio, em que no final das contas, o principal ativo é o Tráfego ao invés de produtos.

A maioria das empresas tem dificuldade em realizar a quebra desses paradigmas porque é comum que o Departamento de TI seja visto como aquele que mantém sistemas funcionando, com um papel exclusivamente operacional.

Porém, é necessário que a TI tenha um papel fundamental nas decisões do negócio e consigam criar novos “ativos” que possam agregar valor ao consumidor final e criar novas formas de enxergar a oferta da empresa.

Se alguém te disser que SOA está morto, desconfie.

SOA não morreu, e nem as APIs são substitutas para ele.

Inúmeros artigos pela internet já contam SOA como velho e desatualizado, mas algo que todos esses artigos tem em comum é uma definição bastante pobre de SOA.

De acordo com o artigo do Forrester “Selecting Tools that Enable Agility” muito do que ainda se vê sendo feito, está debaixo da bandeira de SOA.

Estratégias baseadas em serviços não são exatamente APIs ou SOA, mas sim ambos. Afinal, APIs e SOA ainda compartilham diversas práticas.

O Forrester recomenda ainda que as conversas sobre Arquitetura Orientada a Serviços sirvam para construir estratégias que garantam agilidade nos serviços críticos ao negócio da empresa enquanto as APIs podem ser responsáveis por levar um modelo de negócio ágil a novos contextos, de forma a estender seu negócio a mares ainda não navegados.

Uma estratégia de sucesso para APIs é fundamental para garantir a agilidade nos seus processos, mas ela deve ser orientada pelo core business da sua empresa.

Seus ativos digitais de maior valor são aqueles relacionados ao núcleo da sua oferta, sua principal competência. Obviamente que você pode desenhar APIs para a sua operação cotidiana, para integrações internas, mas não se esqueça do poder de inovação das APIs: elas terão maior impacto se estiverem relacionadas ao seu negócio.

Ganhar agilidade significa economizar tempo, especialmente daqueles que executam atividades repetitivas diariamente e que podem ser facilmente automatizadas ou serem delegadas às APIs.

Traçando um paralelo entre a Revolução Industrial e a Transformação Digital, o fim de atividades básicas e repetitivas muda o papel desempenhado pelas pessoas. As máquinas passaram a substituir o homem em atividades básicas nas linhas de produção, a partir do século XVIII.

E em pleno século XXI, estamos criando novos mecanismos que nos permitem focar nossos esforços em atividades mais complexas, criando recursos que terão impacto direto em modelos de negócios inovadores.

Percebeu o poder disruptivo?

Mas repito: automatizar e melhorar processos simples e corriqueiros podem te ajudar a economizar dinheiro, mas não é onde sua estratégia de negócios será grandemente impactada

Se você quer que sua estratégia de Arquitetura e APIs tenha sucesso, ela PRECISA ser guiada pelos objetivos do seu negócio. O CIO deve ter essa orientação ao negócio da empresa, mas mais do que isso, essa jornada precisa fazer parte do dia a dia do CEO da companhia.

Qualquer iniciativa que não tenha o suporte e o comprometimento executivo pode ser vista como superficial, e não ser comprada pelos envolvidos. No fim, até mesmo o cliente não verá valor.

Chega de assunto genérico: e o SEU negócio?

Se você já chegou até aqui, agora é a hora de olhar para seu negócio e escolher o caminho que sua estratégia de SOA e APIs vai seguir.

Existem alguns caminhos para estratégias de APIs, dependendo dos objetivos buscados pelo cliente. Dividimos em 5 casos de uso:

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– Agile Architecture;

– Digital Experiences;

– Partners & channels;

– Open Innovation;

– Platform.

Como o Forrester apontou no report “Selecting Tools that Enable Agility”, é necessário uma arquitetura que permita integrações e interações ágeis.

Isso é onde tudo começa: nós chamamos esse conceito de Agile Architecture.

Uma arquitetura ágil permite visualizar estratégias de APIs de forma mais clara, e facilita o trabalho de desenho dessas APIs, mas mais do que isso, ela permite mudanças rápidas, MVPs que irão ter impacto no seu negócio e que rapidamente podem ter seus resultados medidos.

Em seguida, você deve tomar a decisão sobre qual desses casos abordar.

Algumas empresas buscam criar novas experiências digitais, muitas delas estão ligadas a iniciativas de Mobile ou Social (ou outro dos pilares do SMAC), mas obviamente essa estratégia de Digital Experience não está ligada somente a isso.

Mais do que Mobile, estratégias de Digital Experience visam criar experiências únicas para os usuários independentes de canais ou telas, o que tem muito a ver com uma tendência do mercado que tem sido muito aplicada em eCommerces, o famoso Omnichannel.

Se você ainda não leu nosso artigo sobre como ser Omnichannel de verdade, está aqui!.

Outro use case muito utilizado no mundo do e-commerce é o de Partners & Channels.

Muitas empresas adotam as APIs como braços comerciais para alcançar e engajar novos públicos que ainda não haviam conseguido impactar através de Parcerias ou até mesmo para integrar soluções com Fornecedores.

Isso garante a agilidade em toda a cadeia produtiva, melhorando e simplificando a jornada de compra do consumidor final.

Novamente, os Marketplaces servem como um ótimo exemplo, pois são um case excelente de utilização de APIs para criação de Parcerias e Novos Canais.

A essa altura do campeonato você já deve ter percebido que essa divisão não é rígida e exata, mas sim que existem áreas cinzas entre elas. O último caso de uso é o mais abrangente de todos, no ponto em que algumas estratégias de APIs acabam se tornando alavanca para que outras novas estratégias surjam.

É o conceito denominado Plataformização ou simplesmente, Platform.

Alguns podem visualizar uma estratégia de Marketplace também para casos de Platform, de modo que os lojistas acabem se sustentando dentro daquele ambiente.

Entretanto alguns casos são mais específicos e focam na criação de novos produtos a partir da API de produtos existentes, vide a API do Google Maps, que está disponível para que você possa criar novos produtos a partir dos seus mapas.

Além disso, é possível gerar receita a partir da sua Plataforma (na verdade, a partir de vários desses casos, mas nesse caso, isso fica bem claro). O próprio Google Maps faz isso, iniciando com uma faixa free e cobrando a partir de um certo número de chamadas à API.

Essa estratégia nada mais é do que se posicionar como uma plataforma de lançamento de novos negócios (mesmo que não sejam seus de fato).

Algumas iniciativas de Inovação Aberta são impulsionadas por meio de APIs abertas, como as iniciativas de Open Banking e Hackathons ao redor de APIs abertas.

Inúmeras empresas já enxergam Hackathons como uma ferramenta de fomento à Inovação, e muitos deles têm como tema central as APIs da empresa.

OK, já entendi o impacto que APIs podem ter no meu negócio, e agora?

É hora de botar suas engrenagens para girar!

O Forrester tem uma abordagem muito interessante sobre projetos de Arquitetura Orientada a Serviços, que como vimos no decorrer do texto, está intrinsecamente ligada às suas APIs.

No report “Build SOA Success with a Business-Focused approach to SOA Design and Governance” existe um paralelo entre negócios ágeis e sua arquitetura, destacando 3 etapas para que você tenha sucesso. Qualquer semelhança com Métodos Ágeis NÃO é mera coincidência.

Primeiro você precisa desenhar seu plano de SOA e APIs de forma genérica, como eles mesmo dizem “Mile wide, inch-deep”. Você precisa dar uma noção ampla dos milestones que precisam ser alcançados, considerações em torno de investimentos necessários, identificar os processos mais importantes para a sua jornada e projetos que deverão ser considerados para a segunda etapa.

O segundo passo consiste em executar projetos. Mas como nem tudo são rosas nesse mundo, esses projetos serão responsáveis por amadurecer e implementar os aspectos do seu plano de SOA e APIs. É nesse momento que você terá oportunidade de executar seu planejamento, se preparando para aprender com os erros e validar hipóteses. É altamente indicado que você use práticas ligadas às Metodologias Ágeis para determinar quais são os aspectos mais importantes desse projeto e priorize-os.

O terceiro e último passo talvez seja o mais simples de descrever, mas com certeza é o maior responsável pelo seu sucesso, APRENDA. Os projetos que você executar devem te ensinar muito sobre o plano que você desenhou no começo, e aí, volte para a prancheta, faça ajustes, melhore e se permita ver que na verdade algumas das premissas iniciais estavam erradas e que ainda há tempo para ajustar as velas conforme o vento sopra.

Por fim, aprofunde um pouco mais o seu plano inicial e volte à etapa 1!

Cuide do seu novo ativo

Chegamos ao fim do texto falando sobre APIs, e não mais transformação digital. E por que isso aconteceu?

Porque Transformação Digital precisa de APIs. É uma relação de causa e consequência, são os meios com que você atingirá seus objetivos de posicionamento Digital.

E no final, é bom lembrar que por mais que tenhamos APIs abertas ou restritas ou ambas, TODAS precisam de governança.

Umas precisam de um pouco mais, e outras menos, mas a ausência de governança significa que você terá um conjunto de APIs criadas a esmo, que podem ser duplicadas, criam falhas de segurança ou simplesmente não têm mais utilidade.

No final de contas, tudo isso gera um custo de desenvolvimento e manutenção desnecessário e que impactarão negativamente os resultados das suas iniciativas.

E se você quer gerenciar suas APIs, procure uma solução de API Management que cubra todas as etapas do Ciclo de Vida da sua API, assim você conseguirá visualizar coisas como:

os resultados específicos que você planejou no início do seu projeto;
aumentar a segurança no acesso às suas APIs;
acelerar o engajamento dos desenvolvedores;
testar suas APIs;
governar e versionar suas APIs através de toda a sua vida e muito mais!

Lucas Tempestini, analista de marketing na Sensedia

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Open Banking e API’s: impulsionando o desenvolvimento das Fintechs

Por Bruno Giannella de Melo

Uma coisa que não podemos mais negar é o impacto do surgimento de diversas Fintechs no Brasil e no mundo. O aparecimento dessas startups vem causando uma transformação gigante no mercado financeiro. O termo ‘Fintech’ surgiu da combinação das palavras financial (finanças) e technology (tecnologia). Essas startups estão sendo muito bem recebidas pelos consumidores cansados da burocracia e estrutura das tradicionais instituições financeiras.

Hoje, os bancos possuem em seus sistemas uma quantidade enorme de informações financeiras de seus clientes, como por exemplo, movimentações financeiras, qualidade de crédito, tendência de renda, entre outros dados. Grande parte desse conteúdo acaba não sendo aproveitado pelos bancos, mas isso não significa que ninguém quer esses dados. As Fintechs têm muito interesse nessas informações para unir criatividade e tecnologia e, assim, criar produtos com propostas mais rápidas e ágeis de serviços financeiros. No Brasil temos bons exemplos de Fintechs como a startup Guia Bolso, que fornece um aplicativo de controle financeiro e o NuBank, empresa que desenvolveu um cartão de crédito totalmente online.

O movimento Open Banking, que começou em 2004 quando a empresa PayPal permitiu que outras empresas pudessem se conectar e eles e ter acesso a algumas informações de seu negócio através de API’s (Application Programming Interface) é o principal responsável pelo ‘boom’ das Fintechs, permitindo a colaboração entre as instituições financeiras e as fintechs.

Neste conceito, os bancos fornecem informações de seus clientes para as Fintechs de forma segura e mantendo a privacidade de dados sensíveis, possibilitando o crescimento de serviços financeiros inovadores e a geração de riqueza para todos os envolvidos. Resumindo, basta que as instituições financeiras liberem alguma interface ou API para que outros desenvolvedores, parceiros, empresas de softwares e Fintechs consigam se conectar, ter acesso as informações financeiras da instituição e criarem seus próprios sistemas e produtos. Na prática, API é a consulta a dados e operações através de serviços expostos. A chave para a inovação que as Fintechs estão proporcionado e mostrando ao mundo é justamente graças às API’s disponibilizadas pelas instituições financeiras tradicionais. Alguns bancos já têm iniciativas de API’s mais desenvolvidas, que permitem desenvolvedores se cadastrarem no site da instituição e, assim, acessar dados para criar soluções em nome da instituição.

O Open Banking no Brasil ainda está começando, as instituições financeiras estão aos poucos liberando algumas API’s para acesso a seus dados. Um bom exemplo no Brasil é a Cielo, que está com o projeto de liberar API’s aos desenvolvedores para criarem aplicativos em sua própria loja de apps, a “Cielo Store”.

Na Europa esse movimento já está acontecendo, como no caso do banco francês Credit Agricole, que lançou um conjunto de API’s abertas que possibilitam desenvolvedores produzirem aplicativos com suas informações. O banco libera informações sobre as contas bancárias, cartões de crédito, produtos, saldo e extrato e localização de agências e ATM’s. Uma coisa interessante no caso da Europa é que existe o padrão PSD2, que é utilizado também para o movimento Open Banking e ajuda muito os bancos a criar um ecossistema de valor.

O futuro para as Fintechs é bem promissor e os consumidores podem esperar grandes novidades. Os bancos estão iniciando a jornada de transformação digital e com isso vem o desenvolvimento de API’s e também a integração direta com seus parceiros. Os usuários cada vez mais desejam uma experiência digital completa, com as instituições financeiras integradas à sua jornada digital. As instituições financeiras que não mergulharem de cabeça nessa transformação digital nos próximos anos com toda certeza terão grandes problemas para se manter no mercado.

Bruno Giannella de Melo, arquiteto de software da GFT, companhia de Tecnologia da Informação especializada em Digital para o setor financeiro

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E-commerce ultrapassa novas fronteiras – Por Kleber Bacili

APIs mudam a forma de comprar pela internet e levam o e-commerce para outro patamar em colaboração e interatividade

Interatividade, praticidade, conforto, colaboração: esses são alguns dos fatores que influenciam as compras pela Internet.

Afinal, qual é a diferença entre comprar um livro na livraria do seu bairro ou na loja virtual da Amazon? O fato é que na compra online, o consumidor não apenas pesquisa e finaliza a compra, ele tem uma experiência.

Esse novo conceito, customer experience (CX), é muito importante. Quanto melhor for sua experiência de navegação, melhores serão os resultados, tanto para o consumidor quanto para a empresa.

Uma experiência de compra mais integrada e interativa é propiciada por “blocos de construção”, APIs (Application Programming Interfaces), que funcionam como uma espécie de cola digital, permitindo a integração entre softwares não anteriormente relacionados. Ou seja, partes essenciais de uma loja virtual, como os meios de pagamentos, os botões de compartilhamento social, as páginas de recomendações, a comunicação por e-mail com os clientes: todos são implementados via APIs. Além disso, as APIs adicionam maior segurança e rapidez às compras online, aumentando a confiabilidade de sua marca junto aos clientes.

As APIs também estão no cerne do desenvolvimento de outra tendência, os marketplaces. Esses shoppings virtuais reúnem diversos lojistas em um mesmo ambiente e a disponibilização das informações sobre os produtos é feita via APIs (atualizações de preços, estoques, características dos produtos, por exemplo, trafegam entre uma empresa e outra a partir da API do operador do marketplace).

Assim, o marketplace surge para aproveitar o fluxo de visitantes em um único portal, potencializando a exposição dos produtos mais variados e atraentes para um público maior. Exatamente como os shoppings reais.

Na dianteira da exposição de APIs, os marketplaces já chegaram ao mercado com alto investimento em tecnologia. E para quem deseja investir e criar um marketplace agora, o caminho já começa focado em APIs.

Pense em API First: um modelo de negócios que já começa com uma estratégia digital transformadora e aberta para integrações com outros canais e parceiros.

Criar uma plataforma de APIs é o ponto inicial para isso. A plataforma concentra as integrações com os lojistas e reduz o tempo de conexão com o marketplace, de meses para dias.

Omnichannel e mobile na jornada do consumidor

Garantir a mesma experiência para o cliente, independentemente do canal ou da interface que ele estiver usando, é o que caracteriza o omnichannel. Seu cliente tem que se sentir bem atendido na sua loja virtual, no chat, no atendimento telefônico, no app e no seu perfil do Facebook. O cliente precisa ser encantado pela experiência oferecida pela sua empresa, e para ele, não há diferença se foi atendido pelo telefone, e depois conclui a compra no site. Tudo deve ser fluído e conter informações coerentes entre si.

Só o site não é suficiente, mesmo que ele seja responsivo. Porém, hoje não dá para abrir mão de estar presente no mobile, integração possibilitada também pelas APIs.

Uma pesquisa do PayPal mostra que nos últimos três anos, a média de crescimento das vendas via mobile é de 46%. Essas tendências só aumentam a cada dia, e se você não quer perder sua fatia nesse mercado, investir em um aplicativo e em um portal de vendas mobile friendly é obrigatório.

Deu para perceber que as APIs estão revolucionando o e-commerce, certo? Então, invista em uma estratégia de APIs e empreenda uma transformação digital em sua empresa. Essa é a chave para se manter competitivo e atrair um consumidor cada vez mais conectado!

Kleber Bacili, CEO da Sensedia

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Desenvolvimento móvel corporativo: abrace APIs ou desista antes mesmo de começar

Fonte: InformationWeek

Assim como a Matrix, o desenvolvimento móvel te oferece apenas duas opções: aceite a pílula azul e assuma que mobilidade é apenas outro tamanho de tela para o que já foi criado; ou pegue a pílula vermelha e entenda que a mobilidade muda todo o conjunto de tecnologia, não apenas o front end.

É o que escreve o analista Michael Facemire, da Forrester Reserach, no blog da consultoria. Ele pontua que um novo paradigma de oferta e demanda está levando arquitetos empresariais e profissionais de desenvolvimento a um novo ponto de inflexão. A demanda por aplicativos móveis existe – os consumidores têm um apetite insaciável por mais apps, desenvolvidos e atualizados com cada vez mais velocidade. E os consumidores de aplicativos móveis não são apenas usuários externos, eles também são funcionários e parceiros de negócio das companhias. À medida que o desenvolvimento de aplicativos evolui, como suprir essa demanda? A resposta, para Facemire, é clara: interface de programação de aplicações, mais conhecidas como APIs.

O analista exemplifica com um sistema de mobilização de vendas corporativas. “Peça para um desenvolvedor móvel (conhecido como desenvolvedor front end) para criar um app contra o set de sistemas de back office que um vendedor usa, sem prover infraestrutura adicional”, elucida Facemire. Segundo ele, o ciclo de vida de desenvolvimento deve ter três passos. Leia reportagem completa.

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