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Executivo da Fiat Chrysler Finanças é o novo presidente da ANEF

Gilson de Oliveira Carvalho foi eleito para o mandato de três anos como presidente da entidade
A ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) elegeu o seu novo presidente, que vai representar os bancos ligados às fabricantes de veículos e motocicletas, a partir deste mês, no triênio 2016-2019. O cargo será exercido pelo CEO da Fiat Chrysler Finanças, vice-presidente do Banco Fidis e responsável pela gestão de tesouraria e serviços financeiros do Grupo FCA na América Latina, Gilson de Oliveira Carvalho, que até este ano era vice-presidente da entidade.

Carvalho substitui a Décio Carbonari – atual presidente do Banco Volkswagen, da Volkswagen Corretora de Seguros e do Consórcio Nacional Volkswagen – que presidia a ANEF desde maio de 2010.

“É uma honra e um desafio representar o setor de crédito para aquisição de veículos, assim como todos os meus colegas que estão à frente dos bancos de montadora, mantendo os pleitos da ANEF e a credibilidade conquistada pela entidade nos últimos anos”, afirma. O novo presidente ainda destaca o trabalho realizado por Décio Carbonari nos seis anos em que presidiu a associação. “Décio deixa um legado importante que queremos manter e expandir com a ajuda dos nossos vice-presidentes e diretoria executiva”.

Aos 48 anos, Gilson Carvalho é formado em Direito, Ciências Contábeis e Administração de Empresas, além de possuir título de mestre em Economia de empresas pela FEAD, MBA Executivo Internacional com ênfase em Marketing pela FGV e MBA Mercado de Capitais pela FEA/USP. Atualmente, cursa doutorado em Administração na Universidade FUMEC.

Gilson Carvalho tem cerca de 30 anos de atuação no mercado. Iniciou sua carreira no Banco Real, com passagens pelos bancos Agrimisa, Safra, CNH Capital e Banco Fidis (atual denominação do Banco Fiat), onde ocupa atualmente os postos de conselheiro e diretor vice-presidente. Em fevereiro de 2010, ingressou na Fiat Chrysler Finanças para assumir o cargo de CEO. Na ANEF, o executivo é membro da diretoria desde 2004, ocupando a posição de vice-presidente durante os últimos seis anos.

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Saldo das carteiras de financiamento de veículos encolheu 7% em 2014

A ANEF consolidou o saldo total das carteiras para a aquisição de veículos em dezembro de 2014: R$ 212,7 bilhões, queda de 7% em relação ao verificado em dezembro de 2013. Na avaliação da entidade, o ano foi marcado pelo cenário econômico que impactou a concessão de crédito para o financiamento de veículos. Entre as modalidades de crédito, a ANEF verificou uma queda de 4,7% no saldo das carteiras de CDC (Crédito Direto ao Consumidor), com um saldo de R$ 204,4 bilhões no final de 2014. O Leasing, em queda livre nos últimos anos, alcançou R$ 8,3 bilhões com retração de 40,8% em comparação a dezembro de 2013.

O destaque positivo em 2014 foi o leve aumento de 1,3% no volume de recursos liberados, o que proporcionou um montante de R$ 118,9 milhões ante R$ 117,5 milhões verificados em 2013. O CDC foi responsável por puxar este aumento com volume de R$ 115,6 milhões, alta de 1,4% sobre 2013. No caso do Leasing houve uma retração de 3,9%, com um total de R$ 3,3 milhões liberados em 2014.

O índice de inadimplência também obteve bom desempenho. Mais uma vez fechou em queda. Em dezembro de 2014 verificou-se 3,9% de inadimplência para pessoa física sobre o saldo da carteira de financiamento, o que significa retração de 1,3 p.p. em relação ao mesmo período de 2013. Porém, a partir de 2015, a curva que apresentou queda significativa nos últimos dois anos deverá reverter esta tendência. “Em janeiro, a taxa já foi maior do que a vista um ano antes. Infelizmente, o novo cenário econômico faz supor que o volume de pagamentos em atraso voltará a crescer nos próximos meses”, comenta Décio Carbonari.
Outra dificuldade que se observa está no aumento de juros. O ano encerrou com taxas mais elevadas em comparação ao acumulado de 2013. Em dezembro daquele ano, a ponderação média das taxas praticadas pelas associadas da ANEF era de 1,27% ao mês, subindo para 1,40% no fim de 2014. As taxas anuais também apresentaram alta no período: de 16,35% para 18,16%. Na visão de Décio Carbonari, presidente da ANEF, os juros devem seguir o movimento acompanhando a taxa Selic.

Modalidades de Pagamento

Dos automóveis e comerciais leves licenciados em 2014, 53% foram financiados, 7% adquiridos via consórcio, 2% por arrendamento em Leasing e 38% comprados à vista. No caso de caminhões e ônibus, o Finame representou 74%, o consórcio 2%, financiamento 11%, Leasing, 1% e os comprados à vista representaram 12% do montante. Enquanto as motocicletas foram adquiridas 34% via consórcio, 33% por financiamento e 33% comprados à vista. Os planos máximos disponibilizados pelos bancos aos consumidores ficaram em 60 meses.

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ANEF: inadimplência recua e recursos liberados para financiamento de veículos apresentam alta

Os números de financiamentos de veículos deram sinal de reação no mês de julho, apresentando ligeira queda dos índices de inadimplência, além de aumento na liberação de recursos pelos bancos de montadora. Na avaliação da ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), esses podem ser indícios de que o cenário de cautela dos mercados, no Brasil e no exterior, poderá ser mais favorável até o fim do ano, ao menos para o setor de financiamento automotivo.

O saldo total da carteira de financiamentos para a aquisição de veículos apresentou em julho redução de 0,5%, atingindo R$ 234,1 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2012, quando alcançou R$ 244,3 bi, a redução foi de 4,2%.

Sobre a liberação de recursos, foram concedidos R$ 9,6 bilhões em julho, volume 8,9% superior a junho, que registrou R$ 8,8 bilhões. Em relação a igual mês do ano passado, com R$ 10,05 bilhões liberados, houve queda de 4,4%.

Ainda sobre julho, os associados da ANEF praticaram uma taxa média mensal de juros de 1,25% a.m, 0,2 p.p abaixo da efetivada em junho, que foi 1,23%. A taxa média anual foi de 16,08%, ao passo que em junho havia sido de 15,80%. Enquanto isso, a ponderação média das taxas praticadas pelo mercado (bancos de varejo) no financiamento de veículos passou de 1,50% a.m e 19,5% a.a, para 1,55% a.m e 20,3% a.a, respectivamente, no CDC para pessoa física. No CDC para pessoa jurídica, as taxas mantiveram-se estáveis em 1,27% a.m e 16,4% a.a. A Selic apresentou alta no período, de 0,64% a.m para 0,68% a.m e de 8% a.a para 8,50% a.a.

Inadimplência

A falta de pagamento de contratos de financiamento (CDC) acima de 90 dias, no caso de pessoa física, apresentou queda de 0,1 p.p em julho, ficando em 6,0%. Os atrasos acima de 30 dias mantiveram-se estáveis em 8,2%.

Para o presidente da ANEF, Décio Carbonari de Almeida, a tendência contínua de queda de inadimplência que está sendo verificada é o principal indício de uma maior amplitude na liberação de crédito. “As curvas de inadimplência das instituições estão baixando. Com isso, a maior rigidez nas avaliações de crédito deve ser diminuída”, avalia o executivo.

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Saldo das carteiras de financiamento de veículos bate recorde e encerra 2012 em R$ 201,6 bilhões

O cenário do crédito para financiamento de veículos, em 2012, foi fortemente marcado pelas medidas governamentais para incentivo do setor automotivo. Com a redução da alíquota do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), durante grande parte do ano, as vendas de automóveis se mantiveram aquecidas e a ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) verificou a consolidação do saldo das carteiras de financiamento para a aquisição de veículos no ano em R$ 201,6 bilhões, que representaram um crescimento de 0,3% na comparação anual.

Segundo o presidente da entidade, Décio Carbonari, não foi apenas este fato que marcou 2012. Além do discreto crescimento do saldo das carteiras, 2012 também percebeu a taxa de juros mantendo-se em queda durante todo o ano. Em dezembro de 2011, a ponderação média das taxas praticadas pelas associadas da ANEF era de 1,50% a.m, caindo para 1,25% no final de 2012. As taxas anuais também apresentaram queda no período sendo que, a utilizada pelo mercado passou de 26,21% em 2011 para 19,90% ao ano em 2012, a Selic baixou de 11% para 7,25% a.a e a praticada pelos associados ANEF de 19,56% para 16,08% a.a.

“Esta redução na taxa média de juros, em conjunto com a prorrogação da política de redução na cobrança do IPI, agora com retorno gradual ao longo do ano, deverão manter as vendas aquecidas nos próximos meses e seguir atraindo um público com renda maior e com melhores garantias de pagamento para o mercado”, explica Décio Carbonari.

Apesar desta expectativa, Carbonari não acredita em um crescimento demasiadamente acelerado no número de financiamentos durante 2013. “O número de financiamentos deve ter uma elevação de 8%, passando de R$ 201,6 bilhões para R$ 217,7 bilhões, apresentando uma alta superior ao crescimento esperado, entre 3,5% e 4,5% do total de veículos licenciados no mercado interno durante 2013. Já para caminhões e ônibus ainda não é possível gerar projeções, mas acreditamos em um crescimento mais significativo para o segmento, caso se confirmem, por exemplo, as concessões de portos e aeroportos anunciados para este ano, além de outras melhorias na infraestrutura que não podem mais ser adiadas”, avalia o presidente.

Modalidades de pagamento

Dos 3.634,4 milhões de automóveis e comerciais leves licenciados em 2012, 39% das vendas foram realizadas mediante o pagamento à vista, o CDC foi a preferência de 51% dos compradores de veículos. O leasing foi responsável por apenas 2% dos pagamentos de veículos em 2012, apresentando uma queda de 56,9% no número de novos contratos no ano, passando de 199,3 mil em 2011 para 85,8 mil em 2012. Destes, ainda 8% foram adquiridos por meio de cotas de consórcio, modalidade que tem apresentado resultados expressivos, passando de 4% das vendas em 2008 para 8% do total de pagamentos em 2012.

Na aquisição de 167,4 mil caminhões e ônibus, 2% foram realizadas por meio de leasing e Finame Leasing, outros 2% dos compradores adquiriram veículos comerciais por meio de consórcio, 10% foram financiados com CDC, 11% foram adquiridos à vista e 75% dos compradores optaram pelo Finame. Na venda de 1.637,5 motocicletas, as modalidades utilizadas para pagamento foram: 40% financiamento CDC, 35% por meio de consórcio e 25% à vista.

Inadimplência

Um destaque positivo durante os últimos meses de 2012 foi a queda no saldo de inadimplência acima de 90 dias no CDC para pessoa física. O recuo da inadimplência foi bastante considerável, tendo seu auge de crescimento durante o mês de maio quando atingiu 6,1%, mas retrocedendo e fechando o ano em 5,3 % do saldo da carteira. A inadimplência no financiamento de veículos segue abaixo do índice de atraso total de empréstimos para pessoas físicas, que é de 7,9%.

Planos e prazos de financiamento

Nos contratos firmados em 2012, os Planos Máximos disponibilizados pelos bancos aos consumidores, foram de 60 meses, mas a média dos planos de financiamento foi de 38 meses. Em 2011, esta média foi 41 meses.

Sobre a ANEF

Fundada em 1993, a ANEF representa as suas marcas associadas junto aos órgãos do governo, de entidades de classe e associações congêneres, divulga, esclarece e presta informações tanto à imprensa quanto aos consumidores em geral sobre as modalidades de financiamentos – CDC (Crédito Diretor ao Consumidor), Finame, Leasing e Consórcio –, nos segmentos automóveis, ônibus, caminhões e motocicletas. A entidade representa, hoje, 14 marcas e suas respectivas estruturas de serviços financeiros, incluindo bancos, empresas de arrendamento mercantil e administradoras de consórcios vinculados à indústria automotiva.

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