Tag ambiente corporativo

Metas, ética e liderança: qual o segredo para um ambiente corporativo de sucesso? – Por Alexandre Nakandakari*

Há algumas semanas estourou um grande escândalo envolvendo a gigante alemã Volkswagen. Mais de 11 milhões de veículos da montadora, e de outras marcas pertencentes ao grupo como Audi, foram violados com um software que altera os resultados dos testes de emissão de poluentes. A fraude foi descoberta nos EUA e depois a montadora admitiu que o dispositivo foi instalado em veículos de outros mercados, como o Europeu. O fato derrubou o presidente executivo Martin Winterkorn que renunciou ao cargo e pediu demissão da Volkswagen.

Um pouco mais recente, engenheiros da montadora reconheceram sua responsabilidade no caso. Eles relataram ter instalado o software que engana o teste de contaminação e que era tecnicamente impossível produzir o motor EA 189, modelo utilizado nos 11 milhões de veículos fraudados, respeitando as leis de emissão de gases poluentes e as exigências de custo.

Esse caso me fez lembrar de uma frase que ouvi em um bate papo com Mario Kaphan, fundador da Vagas.com: “aqui não trabalhamos com metas, definimos o que podemos fazer melhor ainda do que já é feito; a pressão por metas cria a oportunidade para o ser humano escolher o caminho mais fácil e passar por cima de regras, leis, valores, moral e ética”.

O trabalho por metas surgiu por diversos motivos, entre eles aumentar a motivação dos profissionais, produzir mais e consequentemente lucrar mais também. Mas vejam a consequência disso para a Volkswagen: 6.5 bilhões de Euros foram destinados para aplacar os efeitos do escândalo. Esse valor é metade do lucro global previsto para o ano! Fora o dano praticamente irreversível e que quantia nenhuma paga ou consegue consertar: a imagem e credibilidade. Fato é que o ganho momentâneo foi por água abaixo. O presidente executivo já perdeu, a marca já perdeu (talvez até a indústria alemã sofra consequências também), funcionários foram suspensos (provavelmente alguns serão demitidos), a natureza perdeu, o ser humano perdeu…

O caso Volkswagen e suas consequências me faz pensar sobre como estão sendo conduzidas as políticas e equipes dentro das empresas. Falamos tanto de liderança sustentável, líder coach, aprimorar competências, decisões ecológicas/sistêmicas, clima organizacional, relações interpessoais, comunicação assertiva e inclusive espiritualidade entre tantos outros temas. Mas algo, ou um conjunto de fatores, as vezes falam mais alto que a ética e os valores.

John Maxwell cita em O Livro de Ouro da Liderança que nos momentos decisivos nós nos mostramos quem realmente somos. Nosso caráter é revelado para os outros e as vezes até para nós mesmos. E os momentos decisivos também determinam que tipo de pessoa/líder seremos daqui em diante. O ano de 2015 está acabando, talvez 2016 seja mais difícil ainda (para a Volkswagen é praticamente certo), e muitos momentos decisivos estão por vir. Será que surgirão mais casos como esse?

Espero que essa seja uma minoria, apesar do grande impacto que más ações feitas de forma correta geram, e que nosso trabalho em busca de desenvolver pessoas para que sejam produtivas e realizadas consiga se sobrepor a poucos indivíduos que foram levados para o lado negro da força…refiro-me ao vídeo (clique aqui) feito pelo Greenpeace contra a Volkswagen.

*Alexandre Nakandakari – É sócio da Questão de Coaching (www.questaodecoaching.com.br), com formação em Educação Física com especialização em Treinamento Desportivo, Practitioner PNL e analista de Assessment DISC.

Tags, , , ,

Aprenda a lidar com os 4 estilos básicos de diferentes personalidades no ambiente corporativo

Entender os diferentes tipos de personalidade é essencial para líderes e colaboradores aprenderem a lidar com estilos diferentes de pessoas, o que possibilita melhores resultados nas interações corporativas. É o que afirma Ariadne Pavanelli, gerente de desenvolvimento do Grupo Kronberg, empresa especialista no Brasil em inteligência emocional (IE).
“É essencial entendermos que todos os estilos são predominantes, mas somos capazes de transitar entre eles, o que é recomendável para que obtenhamos melhores resultados em nossas interações. Os quatro tipos básicos de personalidades não têm como objetivo definirem estereótipos, mas sim, trazer o conhecimento das diferenças e de como cada estilo tende a se mostrar”, explica Lucia Ariadne.

Confira as especificações para cada tipo de personalidade, elaboradas pelo Grupo Kronberg:

1 – AMÁVEL – Fala de forma suave, é um bom amigo e ouvinte, evita conflitos e não tem o costume de queixar-se. Gosta de trabalhar em equipe e considera que o relacionamento com pessoas é algo muito importante. Não gosta que o pressione ou o apresse.Geralmente cores suaves e harmonizadas.
Em sua sala: geralmente tem fotos de família, da empresa, colegas, denotando que relacionamentos são importantes.
Como trata-lo? – Use abordagens pessoais, com declarações referentes a amigos e família/grupo. Demonstre interesse por ele (é mais fácil aceitarem sua ideia se gostarem de você). Usar frases como: Isso será muito bom para o grupo, todos vão aproveitar muito!

2 – EXPRESSIVO – É bem-humorado, enérgico, impulsivo e gosta de ouvir elogios. Como não gosta de ser manipulado, aprecia um de tratamento que possua emoção e muita empolgação, pois encara os desafios desta forma. Não gosta de regras, regulamentos e ênfase aos detalhes. Geralmente estão rodeados de cores vivas, se vestem de forma exuberante.
Em sua sala: Estilo alegre, sempre com sua própria personalidade em destaque, estilos modernos.
Como trata-lo? – Demonstre entusiasmo por suas conquistas e sempre os parabenizem por elas. Se quiser algo dele, não entre diretamente no assunto, podem sentir que estão sendo manipulados. Você conseguirá mais fazendo-o se sentir especial.

3 – ANALÍTICO – Dá detalhes das informações que passa pausadamente, em tom baixo e inflexivo. Não costuma conversar sobre assuntos pessoais e quando fala de negócios, necessita de fatos que os comprovem. É organizado, centrado e detalhista. Não toma decisões de forma rápida, não gosta de desorganização e bagunça.
Em sua sala: escritório bem arrumado, coisas organizadas, absolutamente tudo no lugar. Cores sóbrias e dificilmente informações que remetem à vida pessoal.
Como trata-lo? – Fale com inflexão baixa, ofereça detalhes nas informações e seja discreto. Pese sempre as alternativas, mostrando o que ganham com isto. Questões como custo x benefício são extremamente valorizadas. Vê progressão lógica no raciocínio e pensa muito antes de tomar uma decisão. Dê tempo para ele se decidir, mas demonstre segurança com fatos comprováveis.

4 – DOMINANTE – É direto nos assunto e as vezes acaba sendo confundido como uma pessoa ríspida e grosseira. Totalmente focado nos resultados finais, não liga para os meios que serão utilizados para chegar até eles e é objetivo em suas conversas, também gosta de controlar as situações. Gostam de entusiasmo, iniciativa e confiança. Não gosta de ouvir que está errado ou que não tem controle sobre a situação em questão.
Em sua sala: paredes cobertas de prêmios, condecorações, denotando orgulho com as realizações.
Como trata-lo? –Seja objetivo sem perder o foco de seus interesses. Demonstre segurança em suas colocações e em seu tom de voz, porém deixe-o sentir que tem o poder por decidir. Esta personalidade precisa ter o controle das situações.

Tags, , , , ,